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Dez mortes de políticos que mudaram o cenário da República no Brasil

Afonso Pena

1-      Afonso Pena

O mineiro foi o primeiro presidente brasileiro a morrer no cargo. Eleito para a Presidência em 1906, tinha mandato até 1910, mas acabou falecendo um ano antes, em 1909, e sendo substituído por seu vice, Nilo Peçanha.

2-      Rodrigues Alves
Presidente eleito em 1918, o paulista iria para seu segundo mandato (o primeiro ele assumiu em 1902). No entanto, morreu vítima da epidemia de gripe espanhola. Seu vice, Delfim Moreira, assumiu interinamente e foram convocadas novas eleições. O eleito foi o paraibano Epitácio Pessoa.

3-      João Pessoa
Vice na chapa de Getulio Vargas, derrotada na eleição de 1930, o paraibano acabou assassinado pouco depois da eleição. Getulio alegou que o crime tinha motivações políticas (o que não era verdade) e usou o fato para insuflar a revolução que tirou o presidente Washington Luís do poder.

Getulio

4-      Getulio Vargas
Nome mais importante da história da República brasileira, Getulio cometeu suicídio dentro do Palácio do Catete em 24 de agosto de 1954. Pressionado pela oposição, não queria ter de renunciar. Sua morte virou o cenário político de cabeça para baixo e levou seus críticos, como Carlos Lacerda, a passarem de heróis a vilões.

5-      Souza Naves
O senador paranaense era visto como grande favorito para assumir o governo do Paraná em 1960. Aliado de Bento Munhoz da Rocha Neto, estava dirigindo a área de crédito agrícola do Banco do Brasil. Morreu subitamente durante um jantar na sociedade Morgenau, em Curitiba. O fato levou Ney Braga, que mais tarde seria o grande nome da política local, a se eleger governador pela primeira vez.

6-      Osvaldo Aranha
Político gaúcho ligado a Getulio Vargas, havia sido ministro da Fazenda e era visto como possível candidato a vice-presidente nas eleições de 1960. Sua morte facilitou a eleição de João Goulart, que acabaria se tornando presidente e sendo derrubado pelos militares em 1964.

7-      Castelo Branco
Presidente entre 1964 e 67, Castelo Branco era visto como representante da ala mais intelectualizada do Exército, que enfrentava a linha dura do regime. Morreu em um acidente aéreo pouco após deixar o mandato. Imagina-se que, se estivesse vivo, poderia ter evitado o endurecimento do regime em 1968, com o AI-5.

8-      Costa e Silva
O ditador sofreu um derrame em 1969, no meio de seu mandato, sendo substituído por uma junta militar formada pelos três ministros das Forças Armadas. Sua morte logo a seguir abriu caminho para a escolha de Emílio Garrastazu Médici para a Presidência.

9-      Juscelino Kubitschek
O ex-presidente morreu em um acidente de carro em 1976. Na época, junto com Carlos Lacerda e João Goulart, comandava uma frente de opositores ao regime militar. Sua morte causou comoção nacional.

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10-   Tancredo Neves
Eleito indiretamente para a Presidência, Tancredo foi internado às pressas horas antes da sua posse, marcada para 15 de março de 1985. Visto como nome de transição da ditadura para a democracia, foi substituído em definitivo por seu vice, José Sarney, ao morrer em 21 de abril daquele ano.