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Mulheres de Curitiba decidem participar de greve feminina e farão marcha por direitos

Uma reunião de vários coletivos de mulheres nesta quinta-feira decidiu que Curitiba vai aderir à Marcha Mundial das Mulheres no próximo dia 8 de março. O movimento fará uma concentração na Praça Santos Andrade no fim da tarde, onde haverá uma discussão pública sobre violência contra a mulher.

Depois disso, as mulheres sairão em passeata até a Boca Maldita. No caminho, haverá paradas para discutir reforma da previdência e reforma trabalhista, educação, violência contra a mulher, a situação das mulheres negras, direitos reprodutivos e Estado laico, políticas públicas e questão LBTI.

A marcha deverá marcar o Dia Internacional da Mulher em vários países do mundo. A ideia é reivindicar direitos, falar das lutas femininas e também abordar questões locais que possam aumentar os problemas das mulheres.

O objetivo inicial é que as mulheres façam uma paralisação em seus trabalhos, uma greve de um dia. No entanto, as coordenações locais sabem que isso pode ser difícil para muitas trabalhadoras, inclusive em função do momento econômico do país. Esperam maior adesão de profissionais liberais e servidoras públicas.

Eneida Desiree Salgado, professora de Direito da UFPR e integrante de um dos coletivos que organiza a marcha em Curitiba, diz que a ideia de marcar a concentração na Santos Andrade a partir de 17 horas é para que as mulheres pelo menos tentem fazer uma paralisação no fim do dia.

A mobilização está se espalhando pelo mundo e parece ter ganhado força com a marcha das mulheres contra Donald Trump, no dia seguinte à sua posse – um dos maiores eventos públicos da história dos Estados Unidos.

Entre os grupos que apoiam o evento estão o Política por/de/para Mulheres, a Marcha Mundial das Mulheres, a Marcha das Vadias, Rede de Mulheres Negras, a União Brasileira de Mulheres e o Coletivo Alzira.

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