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Eduardo Baptista e a reação do Atlético

EDUARDO BAPTISTA
EDUARDO BAPTISTA

 

O Atlético aproveitou o mau momento técnico dos seus dois homônimos e cravou duas vitórias reabilitadoras.

Nas duas ocasiões o time paranaense foi amplamente dominado por mineiros e goianos, porém marcou através do polivalente jogador Sidcley e ressurgiu no campeonato.

A reação atleticana teve tudo a ver com o técnico Eduardo Baptista. Ele conseguiu corrigir o posicionamento da zaga com a fixação de Wanderson e aprimorou o sistema com a escalação de Nicolas na ala esquerda – na partida em Goiânia – dando total liberdade ao habilidoso Sidcley.

Com a defesa recomposta e a importante presença do volante marcador Deivid, o Furacão garantiu-se e confirmou dois triunfos de grande significado diante das circunstancias.

O drama continua sendo a ineficiência dos atacantes que demonstram dificuldade para ganhar as bolas divididas com os zagueiros adversários, inabilidade no domínio ou mesmo a simples troca de passes com Nikão e Rosseto que se aproximam deles. Finalizações, então, viraram raridade na peça ofensiva atleticana. Mais trabalho para o treinador que recebeu um elenco fragilizado no ataque.

Paraná no rumo

Duas vitórias importantes para alavancar a campanha do Paraná na série B. Contra o Náutico foi mais na base da sorte, mas contra o Figueirense o time mostrou bom futebol.

Biteco vai fazer falta apesar de ter tido uma atuação irregular, mas o importante é verificar o ajuste do meio de campo para estabilizar a equipe de vez. O treinador Cristian de Souza tem trabalhado nisso e o teste com o Internacional, no Beira-Rio, será dos mais difíceis apesar dos altos e baixos do time gaucho.

Sem conclusão

Coritiba e Corinthians realizaram uma partida disputada com intensidade, com amplo predomínio das defesas sobre os ataques, mas com raros lances empolgantes e, por óbvio, o empate sem gols.

O Coxa foi superior no geral, afinal o Corinthians, líder invicto do campeonato, é um time prá lá de comum. Bem formado defensivamente, mas sem criatividade no meio de campo sem Jádson e sobrevivendo ofensivamente com a improvável dupla Romero-Jô.

Faltou ao Coritiba melhores atacantes, pois Alecsandro, Henrique Almeida e Rildo em nenhum momento ameaçaram o arco de Cássio. As entradas de Iago e Tiago Real pouco acrescentaram ao ataque sem conclusão na última bola.

O empate em zero a zero espelhou bem o que se passou na manhã ensolarada do Alto da Glória.

 

 
 
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