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Enviado por admin, 19/02/13 9:39:00 AM

Desde que a Disney comprou a Lucasfilm, estúdio de George Lucas, em outubro do ano passado, pululam notícias na mídia especializada, blogs e fóruns de discussão sobre a saga Star Wars. Afinal, o negócio bilionário – US$ 4,05 bilhões – veio acompanhado de uma série de anúncios sobre novos filmes, que levem adiante a mitologia criada em 1977.

As últimas notícias dão conta de um filme que se seguirá ao episódio VII, O Retorno do Jedi (o terceiro, na ordem cronológica de lançamento), que terá como protagonistas os filhos de Luke Skywalker e de Han Solo e a princesa Leia. Os atores que deram vida a estes personagens – Mark Hamill, Harrison Ford e Carrie Fischer, respectivamente – inclusive já teriam fechado para participar da produção e “passar o bastão” para as novas gerações. Também já há anúncios sobre filmes spin-off, com foco nas aventuras de personagens secundários, como o Mestre Yoda.

Divulgação.
Luke, Leia e Han Solo: aventuras em meio a disparos de laser e tiradas sarcásticas.

Como seria de se esperar, os fãs estão em polvorosa, ainda mais depois que o diretor pop J.J. Abrams, o mesmo que também revitalizou a franquia Star Trek, foi colocado à frente do novo filme. Eu, confesso, tenho acompanhado as novidades com um certo distanciamento. Ou até desinteresse.

Isto porque, por incrível que pareça, eu fui uma das poucas crianças que não foi tocada profundamente pelas aventuras dos Jedis e seus sabres de luz, em meio a planetas inóspitos e vilões em armaduras bizarras. Não sei se, na época, passei batido em relação aos filmes ou se tinha outras preferências na cabeça. O fato é que acabei crescendo sem ser um dos adoradores fiéis da saga Star Wars, que amam os filmes e seus personagens de forma irrestrita. Acredite, eles são muitos e estão espalhados por todos os cantos.

Diante das novidades e do auê recente em cima do universo criado por George Lucas, decidi rever este fim de semana o primeiro filme, Uma Nova Esperança, lançado em 1977. O único da trilogia original, vale lembrar, que de fato foi dirigido por George Lucas. Sequer me lembrava de ter assistido todo o filme, mas, frente ao sucesso da saga e sua presença maciça na cultura pop, é quase impossível passar incólume frente à algumas sequências de ação e seus personagens. Você pode nunca ter assistido nenhum capítulo de Star Wars, mas com certeza já viu um sabre de luz em algum lugar ou ouviu a frase “Que a Força Esteja com Você”.

Assistindo ao filme de forma isolada, sem levar em conta os outros capítulos, é fácil entender o sucesso estrondoso que se seguiu a Uma Nova Esperança, e que acabou abrindo caminho para todo um universo que viria a ser destrinchada na telona, nos games, histórias em quadrinhos e desenhos animados.

Uma Nova Esperança custou US$ 11 milhões e rendeu espantosos US$ 460 milhões. Para surpresa dos executivos da Fox, espectadores de todas as idades abraçaram a ideia e assimilaram a nova mitologia sem fazer força. O enredo é enxuto, simples até, e não se presta a esmiuçar as origens e características deste universo totalmente desconhecido — o que parece ser um dos maiores trunfos do primeiro filme. Somos apresentados, de forma superficial, a uma tal de Força. A um Império que controla com mão de ferro toda uma galáxia. A um cara com roupa e máscara muito estranhos, chamado de Darth Vader, que parece ter assuntos mal resolvidos com o tal ex-Jedi do filme. E, embalando tudo isso, há ação, um clima de romance, pitadas de humor e batalhas no meio do espaço. Realmente. Era difícil ter dado errado.

Divulgação.
Darth Vader x Obi-Wan Kenobi: quem nunca imitou o som dos sabres de luz com a boca?

O roteiro de George Lucas, diretor que se mostrou mais esperto do que qualquer um na época poderia imaginar, dava margem para expandir essa mitologia e, futuramente, responder muitas das perguntas e histórias que ficaram no ar no primeiro filme. Com a recepção calorosa nos cinemas, aí foi só deitar e rolar.

Para fazer a “lição de casa”, ainda vou assistir com calma os dois filmes seguintes, O Império Contra Ataca e O Retorno de Jedi. Por enquanto, permanece o mistério. O que teria ocorrido na minha infância para eu não enlouquecer a minha mãe com os pedidos insistentes de um sabre de luz? Vai entender…

*

E você, é fã da saga Star Wars? Qual a sua expectativa para o novo filme? Comente aqui no blog!

Enviado por admin, 15/02/13 4:45:00 PM

O caderno de Turismo da Gazeta do Povo publicou nesta quinta-feira uma matéria muito bacana sobre os “roteiros cinematográficos”. Trata-se daqueles locais, ao redor do mundo, que ficaram conhecidos por servir de cenário para filmes clássicos que povoam o imaginário popular. É quase impossível, por exemplo, assistir O Senhor dos Anéis e não ficar com vontade de desbravar aquelas paisagens inóspitas da Nova Zelândia. Ou, como bem destaca o repórter Gabriel Azevedo, não lembrar de O Poderoso Chefão ao encarar os montes e vilas da Sicília.

Esta relação entre cinema e ambiente me lembra de um subgênero de filmes que também nos leva a querer cair na estrada, não para visitar algum lugar em especial, mas sim pelo puro prazer de desbravar lugares desconhecidos, ter contato com estranhos e viver aventuras pelo meio do caminho. Estou falando dos road movies, produções que, na sua grande maioria, se passam a bordo de motos possantes, cadilaques estilosos ou ônibus empoeirados.

O road movie por excelência se baseia naquele velha máxima de que “o que importa não é o destino, mas o caminho que se percorre para chegar até ele”. Apesar de ser clichê, esta abordagem pode render boas histórias. E que, inclusive, podem nos deixar com uma vontade imensa de largar tudo e, assim como os “heróis” do cinema, sair de casa sem hora nem data pra voltar.

TOP 5: ROAD MOVIES QUE NOS INSPIRAM A SAIR DE CASA (SEM DEIXAR BILHETE DE DESPEDIDA)

Sem Destino (Easy Rider, 1969)

Divulgação.
Sem Destino: e quem precisa de capacete?

Impossível falar de road movie e não citar Sem Destino, filme que, apesar do caos durante a sua produção, virou cult e ícone da contracultura, balançando a indústria hollywoodiana. A visão de Peter Fonda e Dennis Hopper (que também dirigiu) pilotando belas motocicletas com o vento no rosto, ao som de Born To Be Wild, é uma das mais lembradas e citadas do cinema recente. O roteiro é raso, assim como foi o orçamento. Mesmo assim, sua ode à uma sociedade liberal e alternativa, em contraponto ao caretismo do american dream, caiu na graça do público e abriu caminho para outros filmes que bateram de frente com as convenções de Hollywood nos anos seguintes. Para assistir com o volume no máximo.

Diários de Motocicleta (2004)

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Diários de Motocicleta: quando Ernesto Guevara ainda estava longe de ser chamado de “Che”.

Foi justamente o road movie Central do Brasil que chamou a atenção de Hollywood e de produtores de todo o mundo para o brasileiro Walter Salles. Ele voltaria ao gênero em mais de uma ocasião, mas Diários de Motocicleta se destaca na filmografia do diretor por ser um retrato intimista não só de um personagem histórico, mas também de toda uma região geográfica. Gael Garcia Bernal encarna um jovem universitário Ernesto Guevara, que, ao lado do amigo Alberto Granado, vivido por Rodrigo De La Serna, embarca em uma viagem ao longo da América do Sul, a bordo de uma moto meio sucateada. O foco, claro, é a “transformação” de Ernesto ao longo da viagem, tocado pelos povos sofridos e explorados que encontra pelo caminho. Destaque para a bela e contemplativa fotografia.

Thelma e Louise (Thelma & Louise, 1991)

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Thelma e Louise: neste caso, mulher no volante é perigo mesmo.

Ridley Scott já mostrou há tempos ser um diretor eclético, que transita com desenvoltura entre os mais diferentes gêneros, desde a ficção científica (Blade Runner), passando pelo épico (Gladiador) e a comédia romântica (Um Bom Ano). Em Thelma e Louise, ele se vale da boa química entre as atrizes Susan Sarandon e Geena Davis (as duas foram indicadas ao Oscar de Melhor Atriz por seus papéis) para contar uma aventura de fim de semana que foge do controle. Duas amigas, uma garçonete já bem vivida e uma dona de casa ingênua, viram fugitivas da polícia depois de atirarem em um estuprador e passam a dirigir sem rumo, cientes de que não podem simplesmente voltar às suas vidas de então. Chegou a ser chamado de “road movie feminista”. Independente da leitura que se faça, o filme tem vários bons momentos e um final insólito.

O Cadillac Azul (Coupe de Ville, 1990)

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O Cadillac Azul: clássico da Sessão da Tarde a bordo de um belo conversível.

Quem costumava acompanhar de perto a Sessão da Tarde certamente vai se lembrar deste aqui. Três irmãos, que não se veem há cinco anos, recebem a intrépida missão de levar um belo Cadillac para a casa da mãe, em Miami. O problema é que o automóvel, comprado pelo pai, está em Detroit e eles vão precisar percorrer quase 2 mil quilômetros, em meio a discussões, lições de moral e lembranças reprimidas, para cumprir a tarefa. Isto, sem que o carro sofra um arranhão sequer. A abordagem é comum em road movies e tantos outros dramas familiares do cinema: trata-se de juntar pessoas que não se aguentam e fazer com que, ao longo de uma viagem ou de um fim de semana na casa da fazenda, elas se “descubram” e passem a respeitar umas às outras. Um dos irmãos de O Cadillac Azul é Patrick Dempsey, no eterno papel de rebelde desmiolado que lhe marcou o início da carreira.

Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007)

Divulgação.
Na Natureza Selvagem: sem lenço nem documento.

Já comentei sobre esse filme aqui no post Confesso que Chorei. É uma adaptação do livro-reportagem de Jon Krakauer, que conta a história real de um jovem bem de vida que, sem avisar a família, abre mão da poupança e de uma carreira promissora para cair na estrada. O rapaz, vivido por Emile Hirsch, quer chegar até o Alasca e, sem lenço nem documento (literalmente), vai vivendo como dá pelo caminho. A fotografia e a trilha sonora (assinada por Eddie Veder) são alguns dos atrativos desse filme que, como poucos, nos emociona e encanta justamente pela sensação de liberdade irrestrita vivida pelo protagonista. Mesmo que isso tenha seu preço (trágico, diga-se de passagem).

**

Deixei de fora uma opção óbvia, On The Road, adaptação do livro de Jack Kerouac dirigida por Walter Salles, porque não assisti o filme. Infelizmente, passou meio batido pelos cinemas aqui de Curitiba (ou eu que marquei bobeira). Mas se vocês gostaram, comentem aqui no blog! E deixem também sugestões de outros roadmovies que possam servir de inspiração para quem quer botar o “pé na estrada”.

Enviado por admin, 13/02/13 2:34:00 PM

Como de praxe, toda quarta-feira trago aqui algumas dicas de revistas, livros, documentários, games ou aplicativos sobre cinema. Quer divulgar seu próprio blog ou lembra de alguma sugestão bacana? Deixe sua contribuição nos comentários!

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Há alguns anos, mais precisamente em 2007, a revista Bravo!, da editora Abril, lançou uma série de edições especiais que se propunham a relacionar 100 obras essenciais de diferentes gêneros e categorias, em ordem de importância. Entre tantas edições, houve aquelas dedicadas aos 100 livros essenciais da literatura mundial, 100 contos essenciais, 100 lugares essenciais… e para nosso deleite, os 100 filmes essenciais da história do cinema.

Divulgação.
100 filmes essenciais da Bravo!: para levar junto na hora de gastar em DVDs.

Esse tipo de lista abunda nas revistas, livros e páginas da internet. Acredito que nós, cinéfilos, vivemos uma relação de amor e ódio com as tais relações, principalmente quando elas seguem alguma espécie de ranking. Afinal, por mais completa e extensa que uma lista possa parecer, como o popular 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer, nunca haverão unanimidades do início ao fim. Sempre haverá quem ficará indignado pelo filme X ter ficado de fora, o filme Y ter sido relegado às ultimas posições, ou o filme Z ter sido levado a sério a ponto de ser lembrado.

Mas, como bem disse nosso amigo Nelson Rodrigues, não precisamos e nem devemos buscar unanimidades. As famosas listas estão aí pra isso mesmo, pra embasar discussões acaloradas, seja dentro da Academia ou na mesa de bar. No mínimo, servem para que possamos coletar indicações de filmes que, por um motivo ou outro, merecem nossa atenção em algum momento. Eu mesmo devo ter uns cinco livros que trazem listas de filmes “essenciais, imperdíveis, obrigatórios” e outros adjetivos subjetivos.

Voltando à revista Bravo!, devo dizer que é uma pena que as edições estejam esgotadas e não tenham sido mais relançadas nas bancas (novas edições foram publicadas em 2008 e 2009). No próprio site da revista ou da Abril não é possível achar um exemplar. O jeito é garimpar nos sebos ou pedir emprestado pra quem comprou na época.

Divulgação.
Cidadão Kane: figurinha carimbada nas listas de melhores filmes (e com razão).

A revista dos 100 filmes essenciais é caprichada, ricamente ilustrada, e os artigos que acompanham a indicação dos filmes cumprem muito bem o papel de atiçar a nossa curiosidade e explicar porque, de fato, tal filme pode ser considerado essencial. Essa mesma revista serviu de base para eu comprar alguns DVDs, no início da minha coleção. Não me arrependi de nenhuma indicação, mesmo para aquelas produções mais “obscuras”.

Um cidadão inspirado relacionou todos os filmes listados pela revista, com os respectivos diretores e anos de lançamento, aqui neste site. Mas reproduzo abaixo a lista dos primeiros 10 filmes essenciais da Bravo!. Há algumas figurinhas carimbadas, sempre nas listas de melhores filmes, como Cidadão Kane, Casablanca e O Poderoso Chefão:

1º. Cidadão Kane (Citizen Kane, de Orson Welles)

2º. O Poderoso Chefão (The Godfather, de Francis Ford Copolla)

3º. Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, de Elia Kazan)

4º. Um Corpo que Cai (Vertigo, de Alfred Hitchcock)

5º. Casablanca (Casablanca, de Michael Kurtiz)

6º. 8 1/2 (8 1/2, de Federico Fellini)

7º. Lawrence da Arabia (Lawrence of Arabia, de David Lean)

8º. A Regra do Jogo (La Règle du Jeu, de Jean Renoir)

9º. O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, de Sergei Eisenstein)

10º. Rastros de Ódio (The Searchers, de John Ford)

Reconheço que “essencial” pode ser um adjetivo um pouco vago. Mas vejamos assim: esses 10 filmes acima estão entre aqueles que, daqui a 50 anos, continuaremos comentando e assistindo. São filmes que resistem ao tempo e continuarão resistindo, bravamente.

Resolvi entrar na brincadeira da Bravo! e fazer minha singela lista de 10 filmes “essenciais”. Ao contrário da revista, não vou relacionar por ordem de importância ou qualidade (até porque, convenhamos, é muito difícil comparar filmes com propostas totalmente diferentes e dizer qual é melhor). Para mim, os filmes abaixo são aqueles que eu veria outras cinco ou dez vezes e indicaria, sem dúvida alguma, para o meu melhor amigo (e mesmo para o meu pior inimigo):

- Janela Indiscreta (Rear Window, de Alfred Hitchcock)

- Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, de Stanley Kubrick)

- Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, de Billy Wilder)

- Os Bons Companheiros (Goodfellas, de Martin Scorsese)

- Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, de Woody Allen)

- Era Uma Vez no Oeste (Once Upon a Time on the West, de Sergio Leone)

- Amnésia (Memento, de Cristopher Nolan)

- Clube da Luta (Fight Club, de David Fincher)

- Scarface (Scarface, de Brian De Palma)

- Antes do Amanhecer (Before Sunrise, de Richard Linklater)

Divulgação.
Annie Hall: aí está um filme que eu levaria para uma ilha deserta (que tivesse uma TV e um DVD, diga-se de passagem)

Já adianto que fiz a lista sem pensar muito, apenas relacionando os primeiros títulos que me vinham à cabeça. Senão, passaria horas e horas para tentar chegar a outras opções. Ah, também deixei de fora os que foram citados pela Bravo!. O Poderoso Chefão e Sindicato de Ladrões, por exemplo, são tão essenciais para mim quanto os outros acima.

E para você, quais são seus 10 filmes essenciais? Ou qual filme você acha que não pode ficar de fora numa lista dessa? Comente aí embaixo! Conforme as listas de vocês surjam, vou atualizando o post e jogando as relações aqui pra cima, pra ficar mais fácil de todos visualizarem e darem seus pitacos.

ATUALIZADO!

Alguns leitores do blog já deram suas contribuições sobre seus filmes preferidos, ou ditos “essenciais”. Segue abaixo, com os devidos apontamentos dos próprios leitores!

Cristina

Acho que estes têm que estar, pelo menos, no Top 100…

- Perdidos na Noite
- Sete Homens e um Destino
- Um Estranho no Ninho
- O Iluminado
- Nascido para Matar
- Intriga Internacional
- Meu Tio
- Spartacus
- O Sétimo Selo

Renara Almeida

- A Lista de Schindler
- O Paciente Inglês
- Central do Brasil

Neco

Entre os filmes que mais gostei e ainda lembro estão:

- Um Corpo que Cai
- Cantando na Chuva
- Picnic
- Beau Geste
- Meu Tio
- Filmes c/ a Liz Taylor
- Sansão e Dalila

Ronan Turnes

- Cantando na Chuva
- E o Vento Levou
- O Mágico de Oz
- Cidade de Deus
- Star Wars (toda a trilogia antiga, esqueçam a nova!)
- Se7en
- De Volta para o Futuro (apesar do terceiro filme ser o mais fraco)
- Leon, o Profissional
- O Exorcista
- Cães de Aluguel

O Ronan também deixou um link de um álbum que ele criou no Facebook para homenagear algumas das cenas mais icônicas do cinema. Dá pra acessar aqui.

Enviado por admin, 08/02/13 5:27:00 PM

Os ditos filmes épicos, de Lawrence da Arábia (1962) a Coração Valente (1995), enchem os olhos pelas gigantescas batalhas coreografadas em cenários imensos e variados. Por meio destas produções, o espectador é levado para os mais diferentes cantos do planeta (e da galáxia), em ambientes que são um espetáculo à parte.

Há, porém, filmes que são reconhecidos justamente por caminharem no sentido contrário. Ao invés de locações em montanhas e desertos exóticos, enfurnam os protagonistas em somente uma única e singela sala. Ou em um elevador. Ou, em casos extremos, em um caixão.

A escolha de utilizar um único cenário está longe de ser adotada devido a restrições orçamentárias. E nos mostra que um grande filme (não no sentido físico da palavra), independe de efeitos especiais e viagens ao longo do globo, à lá James Bond. Para comprovar, aí vai o Top 5 desta sexta-feira.

TOP 5: CINCO FILMES QUE SE PASSAM EM UM SÓ AMBIENTE

Ah, desta vez tive a ajuda do meu “conselheiro para assuntos de cinema” Ronan Turnes, morador de Itapema/SC e um intrépido colecionador de filmes (e, coincidentemente, meu primo). Foi ele quem se lembrou e escreveu a respeito do filme “God On Trial”.

Doze Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957)

Divulgação.
12 Homens e uma Sentença: com uma boa conversa, se vai longe.

Filme dirigido por Sidney Lumet que, como poucos, merece a alcunha de clássico. A história, baseada em uma peça de teatro, se passa em uma sala onde os 12 homens do título se reúnem para chegar ao veredicto de um julgamento por assassinato. São homens comuns, cada um com seus próprios dramas e visões, que vêm à tona ao longo da película. Henry Fonda é o “jurado nº 8”, o único que acredita em uma possível inocência do réu e tentará convencer todos os demais. Prova de que, somente com grandes atuações e um roteiro afiado, já se faz um filme histórico.

Festim Diabólico (Rope, 1948)

Festim Diabólico: isso que eu chamo de "tirar onda" durante o jantar.

Filme pouco conhecido de Hitchcock, mas que merece ser visto e apreciado ao lado de seus clássicos, como Psicose (1960) e Janela Indiscreta (1954). Também baseado em uma peça de teatro, Festim Diabólico se passa integralmente no interior de um pequeno apartamento, onde um casal de “amigos” convida um professor e os pais de outro rapaz para jantar. Nada de mais, não fosse o fato de que, momentos antes, os dois mataram o outro jovem e colocaram seu corpo embaixo da mesa de jantar, escondido em um baú. Hitchcock dirigiu como se filmasse uma peça de teatro, em tempo real, sem interrupções – há apenas cortes “escondidos”, que passam quase despercebidos por quem assiste.

Enterrado Vivo (Buried, 2010)

Divulgação.
Enterrado Vivo: pelo menos ele tinha um celular pra acessar o Facebook.

Se eu tivesse que citar qual foi uma das melhores surpresas do cinema nos últimos anos, falaria deste suspense do espanhol Rodrigo Cortés, que recentemente dirigiu Poder Paranormal (2012). O título já diz muito sobre o filme: Ryan Reinolds é um motorista de caminhão que trabalha no Iraque e acorda dentro de um caixão, embaixo da terra. Com um celular e uma pequena lanterna, ele tem que descobrir como foi parar ali e o que deverá fazer para sair. Falar mais estragaria a experiência intensa e reveladora que a história pode trazer. Claustrofóbicos devem evitar, já que o filme se passa MESMO somente dentro do caixão de madeira.

Por um Fio (Phone Booth, 2002)

Divulgação.
Por Um Fio: é por isso que nossas mães dizem para nunca falarmos com estranhos.

O diretor Joel Schumacher, coitado, vai ser sempre lembrado como o cara que esculhambou o Homem Morcego nos filmes Batman Eternamente (1995) e Batman e Robin (1997). Mas o fato é que ele esteve à frente de alguns filmes interessantes, como este thriller que se desenvolve quase que totalmente no interior de uma cabine telefônica. Colin Farrell é o protagonista, sujeito metido a malandro que tem sua vida virada do avesso quando atende uma ligação na rua e vira alvo de um atirador de elite. Caso deixe a cabine, será alvejado. Se explicar a situação pra polícia, também. O filme é curtinho (80 minutos) e é difícil não ficar tenso ao se colocar no papel do azarado Farrell.

God On Trial, 2008 (sem lançamento no Brasil)

Divulgação.
God On Trial: Deus no banco dos réus.

Filme feito para a televisão britânica que conta a história de prisioneiros em uma cabana de Auschwitz, cenário onde se passa toda a história. Em meio ao desalento da situação, o grupo procura apontar a culpa pelo seu sofrimento. Resolvem, então, fazer um julgamento interno onde o réu é ninguém menos que o próprio Deus. O julgamento divide-se entre testemunhos contra e a favor daqueles que participaram da maior tragédia real na história da humanidade. Questões teológicas à parte, o filme conta com algumas atuações inspiradas, como as de Stellan Skarsgård (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres) no papel do juiz e Dominic Cooper (Capitão América).

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Lembra de outros filmes que se passam em um só cenário? Gostou dos filmes citados? Deixe seu comentário aqui no blog!

Enviado por admin, 07/02/13 9:49:00 AM

Posso dizer que tive uma infância relativamente tranquila. Fora as mudanças de cidade frequentes (meu pai trabalhava como gerente de banco), nunca sofri nenhum trauma físico ou psicológico que deixasse sequelas ou cicatrizes profundas. Nem um osso quebrado, um arranhão mais feio… Talvez eu fosse uma daquelas crianças que se contenta em ficar trancada dentro do quarto, folheando gibis de super-heróis (ok, faço isso ate hoje) e colocando os bonecos do Comandos em Ação em enrascadas imaginárias.

Apesar disso, volta e meia sou assombrado por algumas memórias um tanto quanto tensas de historias vivenciadas, é claro, em frente à televisão. Uma delas, que me incomodou um bom tempo, diz respeito a aranhas. Não sei ao certo se eu já nutria esse pavor a elas antes, mas tenho certeza que depois que vi uma, duas, três vezes, um certo filme, o negocio ficou feio… Estou falando, é claro, de Aracnofobia (Arachnophobia), suspense lançado em 1990 e dirigido por Frank Marshall, que mais tarde se firmaria como produtor em Hollywood, produzindo filmes como O Sexto Sentido, O Curioso Caso de Benjamin Button e a trilogia Bourne.

Divulgação.
Aracnofobia: assustando espectadores inocentes na Sessão da Tarde.

A primeira imagem que me vem a cabeça é o cartaz icônico do filme, que se resumia à figura de uma cidadezinha iluminada por uma lua vultuosa e um céu roxo. Aracnofobia, pra quem perdeu na Sessão da Tarde, conta a história de um grupo de pesquisadores que coleta uma espécie rara de aranha super perigosa na Amazônia (onde mais seria?). Porém, por um percalço do destino, um dos exemplares vai parar em uma pacata cidade americana, onde mistura-se com outras aranhas e cria uma espécie ainda mais mortal. Pelo menos, é assim que eu me lembro da história. Corrijam-me se eu estiver errado, por favor.

O que me marcou, no alto da minha infância, foi a imagem das aranhas rondando os inocentes moradores, prestes a dar a bote, deixando uma singela picada que quase passaria despercebida… Até o pobre coitado cair morto minutos depois. E eram aranhas “normais”, parecidas com qualquer uma que possamos enxergar por aí. Não se tratavam de animais mutantes, monstros grotescos. Apenas ao final do filme que o protagonista, vivido por Jeff Daniels (sim, o parceiro de Jim Carrey em Debi e Lóide), se envolve em um combate incendiário com a aranha-mor, esta com um visual muito mais amedrontador.

Divulgação.
Aracnofobia: o ataque das aranhas malditas na pia do banheiro.

Não deu outra. Passei a enxergar qualquer aranha com uma desconfiança que beirava o descontrole. A tensão era maior quando, aos fins de semana, ia ate o sítio de meu pai, onde eu sabia que as chances de encontrar um daqueles bichos era maior. Involuntariamente, eu imaginava que minha vida estava em risco. Lembrava dos corpos sucumbindo em Aracnofobia, das aranhas que caminhavam pelos cantos e ombros dos sujeitos sem serem percebidas… Aí está um filme que realmente fez jus ao nome.

Outro filme que me causou pesadelos e fascínio na mesma intensidade quando criança foi O Mestre dos Brinquedos (Puppet Master), um terror trash lançado em 1989. Este sim, muito mais obscuro. Trata-se de um grupo de pequenos bonecos que ganha vida e passa a atazanar um grupo de “investigadores paranormais” que teima em tentar descobrir o segredo que fez os brinquedos agirem por conta própria.

Como eu era apaixonado por bonecos quando criança, era difícil não grudar os olhos na tela ao ver aquelas figuras tão exóticas. Havia um boneco com uma espécie de broca na cabeça, outro com um capacete de ferro e um lança chamas, um com uma cabeça minúscula em comparação com o corpo… Mas o mais sinistro era, sem duvida, um que se vestia todo de preto, com direito a chapéu, e que possuía um rosto de caveira. Maldito boneco.

Divulgação.
O Mestre dos Brinquedos: bonecos que dão de dez a zero nos Comandos em Ação.

Pesquisando estes dias na internet, descobri que o filme teve oito continuações (!!??). Praticamente uma franquia de sucesso, no fim das contas. Dá pra achar, inclusive, o primeiro filme completo no You Tube.

Apesar dos sonos perdidos quando criança, pensando com calma hoje vejo que sinto falta desta “herança maldita” que alguns filmes são capazes de proporcionar. Claro que na infância somos muito mais suscetíveis, mais impressionáveis. Mas é difícil encontrar, hoje em dia, filmes de terror ou suspense capazes de nos deixar com aquela pulga atrás da orelha à noite, quando atravessamos o corredor escuro até a cozinha pra assaltar a geladeira… Falem a verdade. Alguém ai teve pesadelos com Atividade Paranormal ou com a série Pânico? Cá entre nós, continuo tendo muito mais receio de uma aranha venenosa do que de um serial killer mascarado…

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E pra você, qual filme de terror marcou sua infância ou lhe impressionou recentemente? Comente aqui no blog!

Enviado por admin, 06/02/13 10:00:00 AM

Vale lembrar que toda quarta-feira é dia de dicas sobre livros, sites, documentários, blogs e revistas sobre cinema aqui no blog. Quer aproveitar para divulgar o seu blog ou site preferido? Deixe ali nos comentários que eu incluo no próximo post!

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O site IMP Awards é uma espécie de IMDb (Internet Movie Database) sobre pôsteres de cinema. Lá, há uma infinidade de cartazes disponíveis para consulta e download, divididos por ano (desde 1912!!), diretores, atores e designers.

Numa pesquisa rápida no Google, é fácil achar outros sites com banco de dados de cartazes. Mas o diferencial do IMP Awards é a série de premiações que a equipe do site faz, escolhendo, todo ano, quais os melhores pôsteres em diversas categorias. Os indicados do ano anterior são divulgados nas duas primeiras semanas de janeiro e, no fim do mês, os vencedores são anunciados. Participam da disputa somente os cartazes de filmes que foram lançados nos Estados Unidos.

Além de algo como o “pôster do ano”, há outras categorias, como o melhor pôster de filmes de terror, os melhores cartazes apresentado personagens, a tagline mais inspirada (aquela frase de efeito que acompanha a imagem do cartaz) e, como é de praxe, o pior pôster. As premiações não são levadas tão a sério pela indústria cinematográfica, mas ao menos servem como curiosidade para cinéfilos e aqueles em busca de um novo wallpaper pro computador. Afinal, cá entre nós, alguns cartazes de cinema são capazes de exercer um certo fascínio. Quem nunca passou por uma videolocadora e ficou morrendo de vontade de pedir pra levar o pôster pra casa, ou foi assistir a um filme desconhecido no cinema só porque o cartaz chamou a atenção?

Abaixo, trago os principais pôsteres de 2012 premiados pelo IMP Awards, que foram divulgados recentemente. E, se você estiver com tempo livre, não deixe de dar uma passada no site. Tem algumas raridades por lá.

PÔSTERES DE 2012 PREMIADOS PELO IMP AWARDS

Divulgação/IMP Awards.
Melhor pôster: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Divulgação/IMP Awards.
Melhor pôster de filme de terror: In Their Skin (ainda não foi lançado no Brasil)
Divulgação/IMP Awards.
Melhor pôster de filme de ação: Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros
Divulgação/IMP Awards.
Melhor pôster de animação:
Valente
Divulgação/IMP Awards.
Melhor pôster de filme de comédia – Ruby Sparks: A Namorada Perfeita
Divulgação/IMP Awards.
Melhor pôster de filme de drama – O Substituto
Divulgação/IMP Awards.
Pôster com a tagline mais divertida – “She’s ouf of his mind” Ruby Sparks: A Namorada Perfeita
Divulgação/IMP Awards.
Pôster com a tagline mais “sisuda” – “The search for our beginning could lead to our end” Prometheus
Divulgação/IMP Awards.
Melhor edição especial de pôster: John Carter – Entre Dois Mundos
Divulgação/IMP Awards.
Pior pôster: A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2, O Final
Enviado por admin, 05/02/13 10:43:00 AM

Estive offline nos últimos dias e estou devendo aqui o Top 5 de sexta-feira. Antes tarde do que nunca, aí vai!

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Você está lá, vidrado na tela há pelo menos duas horas, aguardando o desfecho daquele suspense aterrorizante, quando, de repente, a tela fica preta e os créditos começam a subir. “Mas como assim? Cadê o final?”. Pois é. Não tem final. Ou o fim do filme era aquele mesmo, com as coisas pela metade e sem resolver a vida dos protagonistas.

Os chamados filmes com “final aberto” dividem os espectadores. Há quem goste e há quem queira arrancar os cabelos quando isso acontece. E não estou falando aqui de produções cujo desfecho se estende para os filmes seguintes, como O Senhor dos Anéis e Matrix Reloaded. Os desfechos inacabados são comuns em filmes de terror, quando, nos segundos finais, o vilão milagrosamente ressuscita, mas também podem ser vistos em outras produções, que desafiam a imaginação do espectador.

Ao meu ver, se trata justamente disso. Fugir do lugar comum e deixar que, pelo menos uma vez, nós tenhamos a palavra final sobre o que aconteceu. É saudável. Desde, é claro, que esse final aberto não seja gratuito, mas se encaixe na proposta do filme. As discussões posteriores feitas pelos próprios espectadores se encarregarão de apresentar os finais mais diferentes possíveis. Quem nunca se viu imaginando, por exemplo, o que ocorre com a trupe de Caverna do Dragão? Ou se Capitu traiu ou não Bentinho?

O Top 5 de hoje traz alguns exemplos desse controverso recurso no cinema. Como vamos tratar dos finais do filme (existentes ou não), cuidado: SPOILERS À FRENTE!

TOP 5: FILMES COM FINAIS EM ABERTO

Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset, 2004)

Divulgação.
Antes do Pôr-do-Sol: Jesse e Celine e suas idas e vindas.

A sequência de Antes do Amanhecer deu um balde de água fria em quem torcia pelo final feliz do casal Jesse e Celine, interpretados por Ethan Hawke e Julie Delpy (afinal, o filme anterior também acabava sem um desfecho). Nove anos depois de viverem uma rápida e intensa história de amor, os dois voltam a se encontrar. Tanto ele quanto ela estão mudados, mas o sentimento que possuem um pelo outro ainda está lá, forte e mal resolvido. Jesse tem que pegar um vôo para voltar aos Estados Unidos naquela tarde, onde mulher e filho o aguardam. Tenta adiar o momento o máximo possível. Os dois seguem conversando até o apartamento de Celine. E, ali, o filme termina, sem fornecer uma pista sequer ao espectador se a antiga paixão será retomada. De novo.

A pergunta que não quer calar: Jesse e Celine ficam juntos desta vez?

A Origem (Inception, 2010)

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A Origem: Leonardo DiCaprio e o peão da discórdia.

O blockbuster “cabeça” de Cristopher Nolan conta a história de Dominic Cobb, interpretado por Leonardo DiCaprio, especialista em invadir o sonho alheio e capturar informações do inconsciente dos outros. Nestas empreitadas, utiliza uma espécie de amuleto, um pequeno peão, para se certificar se continua sonhando ou não: se o peão continuar rodando indefinidamente, é sinal de que tem algo errado. Ao fim, depois da “missão definitiva”, Cobb finalmente consegue voltar para sua casa, onde os dois filhos que não via há anos o aguardam. Mas espere aí. Antes do final feliz, o peão é jogado em uma mesa e fica rodando, rodando…

A pergunta que não quer calar: o retorno de Cobb era só mais um sonho?

Onde os Fracos Não tem Vez (No Country for Old Men, 2007)

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Onde os Fracos Não Tem Vez: Javier Bardem e seu penteado ícone.

A adaptação dos irmãos Coen para o romance de Cormac McCarthy está longe de ser um suspense típico. É um daqueles filmes “ame ou odeie” (eu estou no primeiro grupo). Aqui, não se trata tanto de um final aberto, mas sim de um desfecho nada satisfatório para quem gosta de histórias redondinhas, com início, meio e fim, onde vilões são punidos e os mocinhos, depois de tantas provações, são recompensados com um final feliz. O filme termina com o assassino Anton Chigurh, vivido por Javier Bardem, saindo incólume (ou quase) após várias perseguições e mortes. Em seguida, vemos o xerife aposentado interpretado por Tommy Lee Jones na cozinha de casa, contando um sonho estranho para a esposa. E aí, the end.

A pergunta que não quer calar: afinal, o que aconteceu ao assassino após o acidente de carro?

Os Pássaros (The Birds, 1963)

Divulgação.
Os Pássaros: malditas andorinhas sanguinárias!

Este é um dos filmes mais controversos de Hitchcock. Como já não precisava provar nada pra ninguém, o diretor não se incomoda em buscar explicações ou aliviar a barra pros protagonistas. Investe nas sequências de suspense, onde é o melhor no que faz. Após ficar acuado dentro de casa, devido aos ataques selvagens dos pássaros, o bom moço interpretado por Rod Taylor consegue colocar a namorada, a mãe e a filha dentro de um automóvel. O grupo desliza para fora da garagem, apenas para encontrar uma cidade literalmente tomada pelas aves. E aí, sem mais nem menos, o filme termina.

A pergunta que não quer calar: o que aconteceu aos pássaros para eles atacarem os humanos? Os protagonistas conseguiram escapar? A cidade foi devastada? (na verdade, são muitas perguntas)

Mar Aberto (Open Water, 2003)

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Mar Aberto: nada como ir para o meio do mar para discutir a relação.

Um suspense menor, nada influente, mas que serve de exemplo de um recurso amplamente utilizado em filmes de terror. Um casal de férias no Caribe decide partir com um grupo para fazer mergulhos no meio do oceano. O barco para, todos descem, aproveitam a visão debaixo d’água e retornam para seus confortáveis quartos de hotel. Menos o casal, que é esquecido e fica à deriva. Aos poucos, o mar começa a se tornar mais ameaçador e os dois vão perdendo o controle. O desfecho, pra variar, fica a nosso cargo.

A pergunta que não quer calar: o que aconteceu ao casal?

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Você lembra de outros filmes com finais em aberto? Quer dar seu palpite para as perguntas acima? Deixe seu comentário!

Enviado por admin, 31/01/13 12:17:00 PM

Que Hollywood tem uma fixação quase obscena por remakes não é novidade pra ninguém. Mas tem chamado a atenção o número de produções anunciadas e já em andamento que pretendem “apresentar” antigas franquias e sucessos do cinema para as “novas gerações”.

Haja aspas para escrever isso aí. O fato é que, há um bom tempo, os estúdios, executivos e roteiristas da indústria cinematográfica americana sofrem uma crise de criatividade profunda. Ao invés de repetir clichês e temas consagrados, que já fazem parte da experiência do grande público, tem se optado por repetir filmes inteiros. Afinal, para quem banca a produção, parece muito mais seguro investir em franquias já conhecidas e de relativo sucesso, cujo nome, por si só, pode despertar a atenção dos espectadores. É a cabeça do investidor, fácil de entender.

Revisitar grandes sucessos do cinema, principalmente aqueles que podem parecer datados se vistos hoje em dia, não seria uma ideia tão ruim, não fosse o resultado normalmente apresentado. O que temos visto por aí, e não tenho medo de generalizar, são produções dispensáveis, caça-níqueis, moderninhas, mas que não chegam aos pés dos filmes originais.

O alvo da vez é a série O Exterminador do Futuro, criada por James Cameron. Semana passada, Arnold Schwarzenegger anunciou que estará em um novo filme, que pretende recomeçar a franquia do zero, 29 anos depois do lançamento do primeiro Exterminador. Os novos produtores, que compraram os direitos da série, têm uma corrida contra o tempo pela frente: querem produzir três novos filmes até 2019, quando os direitos voltam para James Cameron.

Divulgação.
O Exterminador do Futuro: série criada por James Cameron é o alvo da vez.

É o velho jeitinho hollywoodiano de querer sugar ao máximo o potencial de uma série, em busca de faturamento. Os dois primeiros filmes do Exterminador, dirigidos por Cameron, marcaram época, seja pelo roteiro intrincado envolvendo viagens no tempo quanto pelas sequências de ação e efeitos especiais. Aí, veio um terceiro e quarto filme que pouco acrescentaram à franquia a apenas reforçaram conceitos já estabelecidos, sem grandes arrecadações de bilheteria. Deveria ser o suficiente para os produtores deixarem a série em paz. Longe disso.

Nos últimos dois anos, uma série de remakes aproveitadores passou pelos cinemas, fazendo muito barulho antes do lançamento mas sendo esquecidos no instante seguinte em que a sessão termina. Tivemos O Vingador do Futuro, baseado na ficção científica de Paul Verhoeven, O Espetacular Homem Aranha, reboot da série de Sam Raimi na telona (com inacreditáveis cinco anos entre o novo filme e o último), uma infame nova versão de Sob o Domínio do Medo, um dos filmes mais viscerais de Sam Peckinpah… Sem falar na tentativas malsucedida de revisitar Conan, O Bárbaro.

A lista vai longe ainda. Vem aí novas versões de Robocop, Carrie – A Estranha, A Morte do Demônio, O Grande Gatsby, Tropas Estelares e tantos outros. Sem falar que nos bastidores da Warner, mesmo antes de O Cavaleiro das Trevas Ressurge ser lançado, já circulava a ideia de relançar novamente a série do zero, pra continuar aproveitando o hype surgido com o sucesso dos filmes mais recentes do Homem Morcego.

Claro, há alguma chance de nos surpreendermos. Vale lembrar que muitos filmes alardeados pelo público e pela crítica são considerados remakes, mesmo indo bem além das produções originais. É o caso, por exemplo, de Scarface, de Brian De Palma, Os Infiltrados, de Scorsese, A Mosca, de David Cronenberg, e, mais recentemente, a versão americana de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de David Fincher… há uma luz no fim do túnel.

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E você, é contra ou a favor dos remakes? Está ansioso para ver alguma nova versão do seu filme preferido nos cinemas? Comente aqui no blog, porque essa conversa vai longe…

Enviado por admin, 30/01/13 12:20:00 PM

Lembrando que toda quarta-feira é dia de dicas sobre livros, sites, documentários, blogs e revistas sobre cinema aqui no blog. Quer aproveitar para divulgar o seu blog ou site preferido? Deixe ali nos comentários que eu incluo no próximo post!

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Há pelo menos uns três anos, uma das minhas leituras garantidas por mês é a revista Preview, da editora Sampa. Depois da derrocada da saudosa revista SET, a Preview assumiu o posto da principal publicação sobre cinema voltada ao grande público. Leitura leve, divertida, apesar de bastante voltada aos blockbusters.

Ano passado, a editora Sampa lançou um pequeno livro muito interessante para os cinéfilos. Trata-se de 101 Filmes – Tesouros Perdidos, organizado pelo diretor de redação da Preview, Ricardo Matsumoto, e Roberto Pujol, um dos colaboradores da revista. O livro se intitula como “uma seleção dos melhores filmes que você (provavelmente) nunca viu”.

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101 Filmes – Tesouros Perdidos: guia pra revisitar os filmes que acabaram esquecidos do grande público.

A proposta é apresentar de forma breve filmes que, por uma série de motivos, acabaram sendo esquecidos ou permanecem distantes do grande público. Mas que merecem ser revisitados. A seleção é variada, e contempla desde animações, produção das décadas de 1950 e 1960, até filmes recentes, de diretores consagrados.

Cada texto traz um resumo breve do filme, acompanhado de algumas curiosidades e os fatores que contam a favor da produção. As análises seguem a linha da Preview, sem se ater a fator técnicos e numa linguagem descontraída. Para dar alguns exemplos, seguem quatro filmes que, assim como os responsáveis pelo livro, acredito que merecem uma “chance” na DVDoteca de qualquer cinéfilo:

- El Mariachi (1992, dirigido por Robert Rodriguez): foi o primeiro filme de Rodriguez, feito com apenas US$ 7 mil. Devido ao baixo orçamento, é uma produção tosca, mas engenhosa, tanto no roteiro quanto na edição. A continuação substituiu o protagonista por Antonio Banderas. Aí, a história foi outra…

Divulgação.
El Mariachi: tosco, mas divertido.

- Chumbo Grosso (2007, dirigido por Edgar Wright): uma paródia inspirada aos filmes de ação, que tira sarro de produções como Bad Boys, Duro de Matar e Caçadores de Emoções. O humor, porém, é refinado e foge das gags visuais e escatológicas das produções do gênero. Talvez por isso seja um filme meio monótono, mas que cresce no decorrer das suas longas duas horas de duração.

- Quero ser John Malkovich (1999, dirigido por Spike Jonze): tão bizarro e original que virou cult da noite pro dia. Foi indicado a três Oscar, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Original. Talvez seja um dos filmes mais conhecidos selecionados para o livro.

- Um Assaltante Bem Trapalhão (1969, dirigido por Woody Allen): simplesmente o primeiro filme dirigido por Woody Allen, em que ele também atua. É um falso documentário que narra a trajetória de um criminoso, desde a sua infância até o seu relativo sucesso no submundo. Engraçado, inteligente e divertido como só Woody sabe ser.

101 Filmes – Tesouros Perdidos ainda pode ser encontrado nas bancas de revistas. O preço é camarada: R$ 19,90. Serve como guia e também para relembrar aqueles filmes que assistimos muitos anos atrás e que acabamos deixando num buraco fundo na memória. Ah, caso seja difícil de encontrar nas bancas, dá pra encomendar direto pelo site da Preview.

Ficha técnica

101 Filmes – Tesouros Perdidos
Autores: Ricardo Matsumoto e Roberto Pujol
Editora: Sampa
N. de páginas: 132
Formato: 14 x 21cm
Lançamento: 2012 ( primeira edição)

Reprodução.
Livro traz análises descompromissadas e curiosidades sobre filmes.
Enviado por admin, 29/01/13 9:31:00 AM

A escalação do diretor novaiorquino James Mangold para dirigir The Wolverine, o segundo filme solo do mutante mais querido da Marvel, deixou muita gente com o cabelo em pé. Primeiro, porque ele assumiu o lugar que até então seria do cult Darren Aronofsky. Segundo, porque Mangold não tem lá muita experiência em filmes de ação ou blockbusters.

Os fãs mais xiitas podem espernear, mas, mesmo com uma filmografia enxuta (oito filmes até então), Mangold é um diretor que escreveu e dirigiu produções bem interessantes. É dele, por exemplo, Garota Interrompida (1999), que deu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Angelina Jolie. Ele também esteve por trás do thriller Identidade (2003), um dos suspenses mais originais da última década. Mais recentemente, dirigiu Johnny e June (2005), cinebiografia do cantor Jonny Cash, que garantiu o Oscar de Melhor Atriz a Reese Witherspoon.

É o seu segundo filme, porém, que mais me chama a atenção. Este fim de semana tive a oportunidade de rever Cop Land (1997), um drama policial 100% filho de Mangold – ele escreveu o roteiro e convenceu os produtores de que só o venderia se ele mesmo pudesse dirigi-lo. O filme conta com um elenco estelar, que inclui Robert De Niro, Harvey Keitel, Ray Liotta e Sylvester Stallone, em uma atuação inspirada, acreditem.

Cop Land se autointitula um “western urbano” e a definição até que faz sentido. Stallone interpreta Freedy Heflin, o xerife de uma pequena comunidade ao lado de Nova Iorque, separada da grande cidade pelo Rio Hudson e a ponte George Washington. Ele e mais dois agentes são os responsáveis por policiar o subúrbio de mil habitantes e onde há uma grande concentração de famílias de policiais – os “policiais de verdade”, que trabalham na grande metrópole.

Divulgação.
Cop Land: um elenco estelar que faz jus aos nomes.

O que, num primeiro momento, parece um subúrbio paradisíaco, com as taxas de crimes mais baixas do estado, logo se revela um antro de corrupção, negociatas e assassinatos mal resolvidos, levados a cabo justamente pelos agentes da lei. E é neste cenário que o xerife Freedy precisa decidir se entra em conflito com os “amigos” de longa data, numa batalha que, sabe muito bem, não tem como vencer.

Visto outros posts que já escrevi, pode parecer que sou fã incondicional do Stallone, mas, neste caso, garanto que o elogio é merecido. Ao contrário dos brucutus que se acostumou a viver no cinema, em Cop Land ele interpreta um sujeito simplório, acima do peso, que vive à margem de um sonho que nunca conseguiu realizar – um problema de audição o impede de entrar na corporação policial e atuar na cidade grande. Os policiais que vivem na comunidade o tratam quase como a um garoto, nunca perdendo a oportunidade de relembrá-lo que, na verdade, ele não possui autoridade nenhuma ali.

Por isso, Cop Land pode decepcionar os fãs de Stallone ou dos filmes policiais “tradicionais”, em que pululam tiroteios, explosões e atos de heroísmo. O filme se desenvolve de forma lenta, sem pressa, retratando o lado mais trivial do trabalho policial – como ficar monitorando a velocidade dos carros, por exemplo. Isto permite, porém, que os personagens se desenvolvam e, um a um, cresçam na tela bem verossímeis. Não há espaço para heróis ou vilões típicos. Mesmo o “parceiro” do xerife é um viciado em cocaína que tem sua própria dose de ilegalidades pra lhe afligir a consciência.

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Stallone e seu xerife às avessas: o que falta em autoridade, sobra em peso.

Neste sentido, a resposta tardia à rede de corrupção, do xerife vivido por Stallone, tem suas próprias ambigüidades. Estaria ele decidido a agir por uma mera questão de justiça, ou como uma forma de vingança velada para com aqueles que sempre o ridicularizaram? Assista e tire suas próprias conclusões.

Não dá pra deixar de citar aqui a bela e original sequência final, único trecho do filme em que há, de fato, tiroteios. Numa ação para tentar salvar um homem ameaçado pelos “policiais mafiosos”, o xerife fica temporariamente surdo. Mesmo assim, decide ir atrás dos bandidos. E, aí, como espectadores, acompanhamos o estado conturbado do protagonista. Por vários minutos, justamente no momento em que há ação, não há som. Os bandidos e o parceiro do xerife gritam com ele, gesticulam, mas não entendemos exatamente o que falam. Não se ouve nem sequer o som dos tiros. É quase um anti-clímax. Mais uma mostra de que Cop Land não deve ser encarado como um filme policial típico.

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