Assinaturas Classificados
Seções
Anteriores
Publicidade

Dia de Clássico

Quem faz o blog
Seções
Artes visuais
Filmes
Ideia da semana
Lançamentos
Livro da semana
Música do dia
Poemas
Posts
Projeto hispânico
Enviado por admin, 23/05/12 10:17:00 AM

Sacolinhas, bicicletas e cachorros não fazem ninguém melhor

Daniel Caron / Agência de Notcias Gazeta do Povo
Bicicletada: protesto em Curitiba.

Tenho percebido recentemente um afã de muita gente que quer fazer algo para fazer o mundo melhor. Tenho amigos que abandonaram as sacolas plásticas. Outros que resgatam cães na rua e dão remédios, casa, comida e roupa lavada. Outros ainda que aderiram ao protocolo de Kyoto: só andam a pé, de ônibus ou de bicicleta.

Antes que me entendam mal eu também faço algumas dessas coisas. E me sinto menos mau (com “u” mesmo) quando faço isso. São coisas que fazem sentido, afinal de contas. Cães de rua realmente sofrem. Há excesso de plástico e de carros pelo mundo.

O que me parece, no entanto, e conversando com mais gente descobri que não sou só eu, é que há uma certa confusão sobre o assunto: como se essas coisas, simplesmente, resolvessem um problema. Como se por aderir a várias (ou normalmente a uma só delas) você se transformasse em alguém melhor.

Em alguns casos, a causa vira mesmo algo mais forte, e quem não adere, não concorda, vira proscrito para os adeptos. Como se toda a bondade do mundo dependesse de você ser “um de nós”, de tomar “o caminho da verdade”. E, se não, você ainda é alguém que não viu a luz. Em suma, uma boa causa vira radicalismo.

Sou adepto da tolerância. E se alguém usa carro porque tem problemas de equilíbrio na bicicleta? Ou se simplesmente não gosta de cachorros. Ou se tem um dia tão corrido que não consegue parar para pensar em comprar sacolinhas verdes, ou seja lá como se chame. Ou se a pessoa simplesmente não estiver com vontade de aderir, quiser seguir outros princípios?

Por mim, há duas coisas importantes. Primeiro, que uma causa sozinha não faz verão. E é preciso saber que qualquer uma dessas coisas é apenas uma verdade parcial sobre o mundo. Isso, se for uma verdade. Isso, se for importante. Temos que parar de achar que descobrimos a roda. E saber que somos todos diferentes, que não podemos exigir que os outros pensem como nós (essa, por assim dizer, poderia ser uma causa por si só: o não-conflito, a tolerância).

Segundo, que ser bom é bem diferente de aderir a qualquer coisa dessas. Consigo imaginar um psicótico das sacolinhas, um nazista na ciclofaixa e alguém que destrata pessoas cuidando ultrabem dos cachorrinhos. A “causa” não garante nada sobre você, meu amigo. É preciso ir além.

Ser bom é outra coisa, bem diferente. É ser humilde, generoso. Ser paciente e tolerante. Ser justo e disciplinado. Ser tranquilo e bem humorado. É ter moderação e saber quando não exigir dos outros que sejam moderados. É ser resoluto mas inquieto, pacífico mas não se omitir.

Nenhum de nós faz tudo isso. Mas se fizéssemos um esforço para olhar dentro de nós seríamos melhores do que procurando uma causa fora.

Dito isso, vou hoje cuidar dos meus cachorros, tirados da rua. Depois de pegar o ônibus pra casa. Mas sabendo que isso, caro leitor, não faz de mim nada especial enquanto eu não aprender a não reclamar da causa alheia…

Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
      • NOTÍCIAS MAIS COMENTADAS
      • QUEM MAIS COMENTOU
      Divaldo Maciel | 25/05/2012 | 22:10

      realmente, qualquer uma dessas atitudes mencionadas faz a pessoa melhor (EM RELAÇÃO A ELA PRÓPRIA), porém, não é garantia ou certificação de que a faça melhor que nenhuma outra, muito bem Rogério, excelente colocação!

      Luciana Lopes da Silva | 25/05/2012 | 18:35

      André Andretta, irremediavelmente alienado. sem mais.

      Rejane | 25/05/2012 | 17:46

      O problema é que no Brasil, quem faz as coisas certas é visto como errado, é só a pessoa ser diferente da maioria e querer fazer algo pelo bem comum (como andar de bicicleta, ajudar os animais, não comer carne..etc..etc..) já começam a achar que a pessoa está fazendo tal coisa só para se aparecer e ser diferente dos outros. Recolher cachorros, fazer algo para melhorar o transito, fazer coisas ecologicamente corretas é uma obrigação de todos, e não questão de tolerância ou não tolerância.

      Carlos | 25/05/2012 | 13:27

      A Liga das Pulgas e os Talibikers apareceram nos comentários se achando melhores que os outros mas só me fizeram lembrar que Hitler era vegetariano, amava os animais e não tinha carteira de motorista

      Daniel Meyer | 25/05/2012 | 10:57

      continuando... Hoje, uma coisa precisa ser entendida, que a prática de um, reflete na qualidade de vida de todos. Existem ações sustentáveis e outras não. Portanto, precisamos sim, combater exaustivamente toda e qualquer prática não-sustentável, porque no período em que vivemos, isto não é mais uma questão de escolha, mas de sobrevivência. No mais parabéns por ter abordado o assunto.

      Daniel Meyer | 25/05/2012 | 10:55

      Entendi perfeitamente a mensagem, no entanto, gostaria de fazer um adendo: A questão é: o que significa realmente ser tolerante? Não existe tolerância incondicional! Todos nós suportamos algo até certo ponto. Ser incondicionalmente tolerante significaria respeitar as ideias e atitudes de Hitler, dos escravocratas, das nações e povos que discriminam e praticam violência contra as mulheres, isso, para citar apenas alguns exemplos... continua

      André Andretta | 24/05/2012 | 21:43

      Vejo frases desse tipo: "Rogerio Waldrigues, aposto que você é um bundão que anda de carro o tempo todo". Isso é um exemplo clássico do radicalismo pseudo-intelectual-esquerdista-politicamente-correto. E daí se o cara anda só de carro? Problema dele! É ilegal? Melhor andar só de carro e cumprir as leis de trânsito que andar de bicicleta e furar sinal (já vi acontecer muito). Melhor usar sacolinha de plástico que sonegar imposto de renda. Se não é proibido, é permitido e cuidem das suas vidas!

      Vevi | 24/05/2012 | 21:42

      Tem uns que fazem porque entendem, outros o fazem por que seguem... são os walking dead da vida.

      André Andretta | 24/05/2012 | 21:36

      Olha, desculpem-me os intolerantes que comentaram aqui, mas o Brasil ainda é uma democracia. Não sou obrigado a ajudar cachorrinhos, a andar de bicicleta ou a não usar sacolinha de plástico e me obrigar a isso é, sim, uma forma de autoritarismo (e um ainda teve coragem de chamar quem não concorda com ele de "reacionário"). Eu pago os meus impostos e não faço nada de ilegal, não tenho que aguentar desaforos ou justificar minhas ações para ninguém, assim como eu não peço justificativa para ninguém

      Rafael | 24/05/2012 | 21:13

      O texto que é um tanto radical, isso sim. Realmente, acredito que ajudar os cães ou outros animais, não utilizar sacolas plásticas, separar o lixo, não comer carne... em fim. Tudo isso não nos faz "bons", nem melhores nem piores do que as outras pessoas. Essas são apenas ATITUDES por um mundo MELHOR para o hoje e o amanhã. se as pessoas se tornam melhores?! é outro assunto...Daí é no intimo de cada um, no encontro consigo mesmo(consciência).É necessidade!precisamos de + ATITUDES e - rótulos

      Luana | 24/05/2012 | 20:44

      O cara disse que anda de ônibus e cuida de cachorros, e mesmo assim estão chamando ele de acomodado! Pra ver como vocês são mesmo intolerantes ou sequer sabem interpretar texto... E EU não anda, não, de bicicleta por aí porque tenho medo, não vou me arriscar nessas ruas perigosas. Prefiro andar a pé ou de ônibus, mesmo porque sequer sei dirigir e meus pais não têm carro. E, apesar da insistência da família, não faço questão de aprender a dirigir.

      Juliano Lamur | 24/05/2012 | 20:11

      Sinto vergonha da Gazeta do Povo. Esse é o texto mais estúpido que li nos últimos anos, provavelmente na minha vida inteira.

      Cintia Scoriza | 24/05/2012 | 19:24

      Excelente texto! Sou protetora de animais, vegetariana por opção, procuro não usar sacolinhas mas a uso como embalagem de lixo...contradições e adaptações. Acredito nessa atitudes como efeito e não causa. Educação social é necessário.

      Milena | 24/05/2012 | 17:21

      Acho que no mundo em que vivemos não temos tempo pra ficar alisando a cabeça de gente egoísta, que não faz nada e ainda assim adora reclamar "da poluição, dos abusos e violência, do trânsito". Muitas vezes temos que ser radicais sim. Se não atirassem seus barcos na frente dos navios japoneses, os ativistas protetores dos mares não teriam salvo tantas baleias da morte, por exemplo. Realmente concordo com o que já foi comentado: esse texto, apesar de bem escrito, é perigoso e nada útil.

      Myriam d'Abreu | 24/05/2012 | 16:59

      Gostei do texto. Em nenhum momento ele critica quem cuida dos cachorrinhos, quem anda de bicicleta ou dispensa as sacolinhas plásticas. Ele critica o radicalismo, a intolerância, o fazer destas causas uma religião, o fanatismo. Concordo plenamente com ele. Tenho medo dos que se intitulam "bons". Estes em geral são os primeiros a gritar "LINCHA!"

      Rosane | 24/05/2012 | 16:12

      Aprovo total e completamente cada palavra do texto, parabéns. Acho sim que temos muitas pessoas engajadas em realmente mudar de atitude e assim fazer o bem para a humanidade. Porém, uma enorme quantidade de pessoas tomou isso tudo como modismo. Dão comida aos cães de rua, usam sacolas retornáveis, só andam a pé ou de bicicleta, mas nem cumprimentam o porteiro do prédio, desperdiçam comida e não dão atenção aos pais idosos, por exemplo. A mudança começa em casa, ou ainda, dentro de si próprio.

      Betosonic | 24/05/2012 | 16:03

      Muito bom este texto, a falta de tolerância, falta de respeito as diferenças, e a falta de educação entre os seres humanos é o que realmente vai mudar nossa sociedade. Assim como convivência pacífica e a harmonia entre as diferentes formas de pensar e enxergar o mundo. Pois a crítica ofensiva ou opressiva tambem é uma forma de violência.

      rafael milani medeiros | 24/05/2012 | 14:38

      Texto importante para o momento, todavia autofágico e perigoso. Critica de forma genérica aqueles que se auto intitulam "os bons".Há pessoas que fazem coisas por convicção,para contribuir, não para aparecer ou ter legitimidade. Nos temas cuidar de cachorros abandonados, andar de bicicleta e utilizar menos sacolas plásticas, posicionar-se a favor e praticar a mudança de hábito é imprescindível. Perigoso na medida que oferece bases intelectuais para reacionários inertes diante de problemas óbvios.

      INgrid | 24/05/2012 | 14:14

      tanta gente gostou de texto pq fez essas pessoas egoistas e sem causa nenhuma na vida (pessoas que estão aqui à passeio e não se preocupam em cuidar do mundo onde vivemos) se sentiram melhor em sua insignificancia .

      Marta | 24/05/2012 | 14:04

      Penso que devemos sim deixar de usar sacolinhas, que devemos sim denunciar quem maltrata animais,e que se, andar de bicicletas vai ajudar o mundo, a cidade onde moramos, a rua onde moramos a ser um lugar melhor de se viver hoje e amanhã, e que fique bem claro, para aquele que a bicicleta lhe for útil, que ande sim, que pedale sim. Mas também concordo com o Rogerio, que existem algumas pessoas que radicalizam, e o que conforta é saber que, para essas pessoas é moda e a moda passa.

      Marco Aurélio | 24/05/2012 | 13:24

      De fato eu acho que seria mais útil você ajudar alguns cachorros e ir comprar uma bicicleta do que escrever este texto, que ao meu ver não faz sentido algum e não acrescenta nada.

      Guilherme Fernando Weinschütz | 24/05/2012 | 13:12

      Independente de como agem, estas pessoas ao menos já fazem algo de bom. Entendo o ponto de vista, mas acho mais válida fazer uma crítica aos que nada fazem. Para quem nada faz, hábitos como andar de bicicleta, etc, já é um grande avanço.

      CACHYCOL | 24/05/2012 | 13:06

      ref a socolinha é o minimo que uma pessoa pode fazer ... ref aos cachorros ... quem faz isso , quem tem disposição para fazer isso é sim uma boa pessoa ... e tem que ter incentivo para continuar. o que falta no mundo e no Brasil é incentivo.. não importa se a pessoa esta fazendo isso por MODA ou por que acha LEGALZINHOO .. o fato é que isso sim tem que virar MODAA .. e não tantas essas outras modas que temos com futilidade.,. ENTAO PRECISAMOS DE INCENTIVO.. P QUE PENA ATITUDES SEJAM FORTALECIDAS

      Geovanni | 24/05/2012 | 13:00

      O nome disso que vc descreveu é comodismo. Um simples "não encham o saco ambientalistas". Pesquise sobre o problema que é o material particulado fino e depois conversamos

      Eliane Bonato | 24/05/2012 | 12:42

      Parabéns, me senti de alma lavada.

      ZUlma Prellvitz Olbertz | 24/05/2012 | 12:19

      Adorei td q a Graziele Baggio FALOU !!! Faço dela as minhas palavras...falou e disse....O povinho q parece ter preguiça de fazer a coisa certa, pq realmente nao e fácil , dai optam pelo mais cômodo...ficar aporrinhando a vida de quem ta tentando fazer um pouco doque e supostamente certo, alguma coisa temos q fazer , isso e obvio, temos q nos espelhar em algumas atitudes dos nossos antepassados q tinham uma qualidade de vida melhor, já esta comprovado !

      Susana da Costa Ferreira | 24/05/2012 | 12:08

      Depois de observar os comentários, estou percebendo que algumas pessoas não sabem mais ler nem discutir com o autor. Ficam entusiasmadas com o assunto e vão escrevendo qualquer coisa. Oh Wagner... citadas é com "c",interesse é com "i" e é "queiram". Bem, não conheço o autor, mas entendo que ele está escrevendo exatamente sobre educacão social.

      Wudson Carvalho | 24/05/2012 | 11:46

      Não faço certas coisas para mudar o mundo... Apenas para ficar satisfeito comigo mesmo... Seu pensamento é de quem quer mudar as pessoas, já o meu é de mudar o MEU MUNDO... Eu me sinto melhor com essas atitudes, não importa se outras pessoas vão segui-las ou não... Uso eco bags, vou de bicicleta p faculdade, faço trabalho voluntário, e outras coisas para ajudar a transformar o meio que eu vivo, mas acima disso tudo eu trato bem os humanos ao meu redor. Minha obrigação é apenas comigo mesmo.

      Josney | 24/05/2012 | 11:43

      Rogerio, é bem isso que você escreveu: “qualquer uma dessas coisas é apenas uma verdade parcial sobre o mundo”, se bem que no caso das sacolinhas, é mais um golpe comercial, já que existem resíduos muito mais destrutivos para o meio ambiente, mas não vou entrar nesses detalhes agora. Agir assim em pelo menos uma dessas coisas é exteriorizar o humano de fato que há nas pessoas no sentido da benevolência. É estar em um nível mais alto na evolução animal-humano onde a competição e o ego dão lugar a cooperação para um mundo melhor para todos. O problema é que todos estão focados em amenizar os sintomas da doença enquanto a doença mesmo não é estudada e nem tratada. Esses sintomas são as consequências de uma doença que domina a sociedade desde a invenção da moeda. A boa notícia é que existe uma solução e não estou aqui como um fanático tentando impor nada, somente peço que o leitor reserve um tempo para analisar a proposta, pois é a que faz mais sentido de todas as que vi até hoje. Para conhecer essa solução, assista a documentário Zeitgeist – Moving Foward, disponível em DVD em http://mzbr.com.br/videos Caso já conheça, adoraria saber das suas críticas a respeito, se houver, pois eu mesmo não consegui pensar em nada a não ser na dificuldade de se por essa solução em prática, já que depende da maioria das pessoas. Porém presencio uma mudança na consciência no mundo, sejam nessas coisas apresentadas no texto, nos movimentos anticorrupção, nos Occupy wAll StreetS, Anonymous, Zeitgeist dentre outros.

      joão lopes de melo | 24/05/2012 | 11:04

      Concordo que a simples adoção destas medidas não causará grandes transformações no mundo. São individualistas. Está dentro da lógica do sistema - cada um por si - não às ações coletivas.Sofremos a pressão de um sujeito histórico poderoso, o capital, e só outro sujeito histórico o trabalho pode contrapô-lo.

      André Caon Lima | 24/05/2012 | 11:00

      Rogério, você acha que gays, ou questões de gênero começam a ter um mínimo (mas mínimo mesmo!) respeito através de uma postura "não-conflitiva" ou tolerante? Eu penso que não. Talvez o que vc queira criticar é a superficialidade de alguns movimentos, que não buscam subjetivação. A postura "paz e amor" para encobrir a opressão e o sofrimento será sempre muito mais "lucrativa" em todos os sentidos - do financeiro ao político.

      Paloma Castro | 24/05/2012 | 10:12

      Concordo e acredito que o contrário também ocorre: muitos não agem em prol do meio ambiente ou outras causas por achar que isso é coisa de "bonzinho" e politicamente correto. Na verdade essas ações são nada além do que necessárias.

      tita | 24/05/2012 | 09:32

      acho que a liberdade de fazer o que gosta e o que quer, agora, virou assim " ande de bike, seja verde, seja vegan e blá blá" eu não uso bike porque tenho reumatismo, tenho gato e algumas coisas faço por minha escolha não só pelo coletivo. duvido que todo esse povinho faça 100% pelo coletivo. vejo esses equipamentos que usam pra andar de bike caríssimos e penso CARA! DAVA PRA COMPRAR UM FUSCA!

      Silvane | 24/05/2012 | 09:27

      Adorei Rogério, seu texto traduziu uma impressão que me incomodava há tempos...

      Wandique | 24/05/2012 | 08:34

      O politicamente correto nos levará ao obscurantismo da idade média ...

      Ic Brito | 24/05/2012 | 08:29

      Hummmm... realmente não te faz "uma pessoa melhor que o outro", mas te faz sim, "uma pessoa melhor do que você mesmo". Principalmente quando você luta por direitos e não por privilégios. Mas, o mais importante do seu discurso, na minha opinião, é a afirmação de que não devemos achar que nossa causa é melhor que a do outro, ou pior, achar que a causa do outro é sem sentido quando você mesmo não está fazendo nada. Curti a idéia e vamo que vamo!

      Marcelo | 24/05/2012 | 08:27

      Tá vendo como existe gente radical? O cara apenas escreveu o que pensa e já teve gente ficando muito ofendida com o que leu e mandou palavrão aqui! É sobre isso que o texto tratava, exageros. Sou da opinião que para termos um futuro melhor neste planeta devemos ensinar as crianças agora pois serão elas e seus filhos e netos que sofrerão mais se algo não for mudado. Tirar certos vícios das pessoas é muito difícil.

      Waldir | 24/05/2012 | 01:43

      Ótimo texto... se você for um humorista desses de stand-up que tira sarro de coisas que acontecem todos os dias. Para reclamar das atitudes boas das pessoas (mesmo que isoladas), não deve ser jornalista. Ninguém é santo para só fazer coisas boas, e se sentir bem por ter uma atitude melhor como adotar um cachorro ou outro exemplo dado por vc mesmo, é normal do ser humano. Seu texto me lembra qualquer invejoso que adora criticar e sente-se uma pessoa melhor assim colocando defeito nos outros.

      heto carvalho | 24/05/2012 | 01:09

      o que eu acho é: faz isso então.

      Graziele Baggio | 23/05/2012 | 23:56

      Uma pessoa que se mobiliza em fazer algo pelo próprio bem e além disso, pelo bem geral, é uma pessoa melhor do que aquela que não faz nada, e ainda por cima critica sem fundamento! É só se informar p entender que não optar por sacolas plásticas e ajudar cães de rua são atos que vão muito além do "vou fazer pq é legal". Uma pessoa que pensa como vc no mínimo deve viver numa bolha e nesse mundinho vai ficar p sempre (oq é ótimo p a sociedade, muito ajuda quem não atrapalha). Somos 100% independentes da aprovação de pseudo-intelectuais-críticos-de-qualquer-coisa. E generalizar é uma estupidez, não? Eu sou protetora dos animais e defendo a causa com unhas e dentes, mas estou longe de ser uma pessoa boa. Se vc pensa assim, ponto pra nós!

      Kamyla | 23/05/2012 | 22:54

      Muito bom texto. Também existe muito discurso vazio em prol do meio ambiente e na prática, balela. A melhor forma de sensibilização, educação e conscientização ? As crianças !

      Brunão | 23/05/2012 | 22:48

      Excelente texto Galindo...

      Gisele | 23/05/2012 | 21:27

      Pensando assim, então não fazemos nada... Cada um faz oq pode e concorda,acha correto. Isso é meio obvio. Eu pessoalmente não estou a procura de ser uma pessoa melhor e sim fazer algo que acredito que faça bem ao meio ambiente, aos animais... Infelizmente tem gente com o cerebro tão limitado que acha que tudo é uma questão de satizfação pessoal. Graças a Deus que temos pessoas com voz ativa!

      Rogerio Verderoce Vieira | 23/05/2012 | 20:04

      Bom texto, acredito que, cada um no seu devido tempo, todos seremos tocados de alguma forma pela vontade de fazer algo de bom em prol da humanidade, eu disse algo de bom, não algo vultuoso. Mas devemos saber que uns demoram mais que outros...

      Guilherme Caldas | 23/05/2012 | 18:43

      Bicicleta me faz ser melhor sim.

      Joao | 23/05/2012 | 18:34

      Sensato!

      Isabel Kohl | 23/05/2012 | 18:23

      Excelente texto, seu Galíndio.

      Leonardo Baptista | 23/05/2012 | 17:57

      Sintoma claro de acomodação aos padrões pré-estabelecidos pelo SISTEMA CORRUPTO. Continuar fazendo a mesma merda de sempre, para piorar cada vez mais o MEIO EM QUE VIVE! Continue usando sacola de plástico, andando somente de carro, comendo alimentos industrializados e contaminados. A vida é sua a saúde também, quem corre grandes riscos de desenvolver uma doença é TU. Eu vou continuar comprando meus alimentos na feira de orgânicos direto dos produtores com minha sacola reutilizável e de BICICLETA

      Paulo | 23/05/2012 | 17:36

      Rogerio Waldrigues, aposto que você é um bundão que anda de carro o tempo todo.

      Valter | 23/05/2012 | 17:24

      Segundo o autor, "não podemos exigir que os outros pensem como nós", mas "temos que parar de achar que descobrimos a roda". Então tá.

      adribrum | 23/05/2012 | 17:00

      Rogério, adoro quando leio um texto que me causa inveja, por traduzir em palavras uma sentimento que fui incapaz de transformar em frases. Ando de bike por ser um meio de transporte prazeroso, sofro (e corro riscos no trânsito) com a intolerância e ignorância de quem acha que o lugar de duas rodas é no parque. Mas não dá para fazer disso uma bandeira, querer que o mundo se curve à minha vontade. Enfim, você disse muito melhor

      Lea Okseanberg | 23/05/2012 | 16:44

      Mandou bem, RG. Super texto. Mas isso aqui "uma causa sozinha não faz verão! é o máximo!!! Fecho contigo!

      INgrid | 23/05/2012 | 15:46

      Eu concordo que ninguém tem obrigação de amar os animais. Mas todos tem o DEVER de RESPEITÉ-LOS.

      Carlos Eduardo Netto Alves | 23/05/2012 | 15:09

      disse tudo! penso exatamente como você. Vivemos hoje num mundo de pseudointelectuais que adoram apontar o dedo para os outros e que se acham grandes coisas por não usar sacolar de plástico e tiram cachorros da rua, mas continuam gastando milhares de reais em celulares da última moda e não ajudam uma criança sequer na rua.

      Avonir Funes | 23/05/2012 | 14:33

      Parabéns! Não aguento mais chato de bicicleta que atropela cachorro, socorrista de cachorro que joga sacola plástica na rua, e deixa dejetos espalhados, e ecológicos de sacolinha que não sabem em quem votam. Mas me olham torto, pois estão salvando o mundo.

      Vanessa Martins de Souza | 23/05/2012 | 14:31

      Parabéns pelo excelente texto, Rogério!E pela coragem de cutucar um pouco essa onda do politicamente correto que anda por aí. Também não tenho nada contra cachorros e bicicletas, mas andam radicalizando, numa pregação que beira o fanatismo! E com ela vem a intolerância aos que não aderem. Como se salvar animais, andar de bicicleta e abolir as sacolas plásticas fossem o supra-sumo da salvação da humanidade.

      Hélio Takefumi Mori | 23/05/2012 | 14:04

      Concordo com você, a nossa sociedade tem que aprender a exercer a cidadania consciente, respeitando as instituições, as pessoas, o bem público, as leis e as diferenças. Muitos apenas seguem a manada, muitas vezes sem saber a razão, ou seguem tendências ou modismos. A onda da bicicleta é clássica, pois mesmo que seja saudável e ambientalmente correta, está longe de resolver a questão do transporte.

      Alexandre Costa Nascimento | 23/05/2012 | 14:03

      (cont.) Isso acaba se tornando um execício diário de humildade e nos ensina a dar valor a coisas como o sorriso de uma criança de dentro de um carro ao vê-lo de bicicleta, um bom dia de um desconhecido que te vê como um igual pelo simples fato de também estar pedalando, o canto de um sabiá-laranjeira nas frias manhãs curitibanas ou a florada dos ipês amarelos. Coisas simples, mas que, de dentro de um carro, acabam sendo atropeladas pelo individualismo e pela pressa de chegar.

      Alexandre Costa Nascimento | 23/05/2012 | 14:02

      A virtude se constrói pelo hábito. A bicicleta pode não resolver todos os problemas do mundo, mas, acredite, a bicicleta tem a incrível capacidade de transformar as pessoas em seres melhores. E sabe porquê? Por que usá-la nos coloca diariamente diante da nossa própria fragilidade de que somos seres mortais. (continua)

      Bandeira | 23/05/2012 | 13:42

      E se tudo isso for encarado como efeito ao invés de causa?

      João Paulo | 23/05/2012 | 12:20

      Rogerio, parabéns pelo texto. Concordo com você. Sim, temos de avançar nas questões defendidas por grupos de defesa dos animais ou em prol da mobilidade urbana e da sustentabilidade. Sim, acredito que a ação individual faz a diferença. Mas sem radicalismos.

      Denise | 23/05/2012 | 11:34

      Belo texto. Nada contra os cachorrinhos e as bicicletas: sou a favor! Mas a vida é muito mais do que isso... muito mais! Há pessoas - espero que não muitas - que querem tranquilizar a consciência achando que já estão fazendo a sua parte nesse mundo tirando um cachorrinho da calçada... isso é fugir de si mesmo e enganar-se. Parabéns por levantar o assunto!

      wagner | 23/05/2012 | 11:08

      Creio que as ações sitadas no tema de seu comentario não faça a pessoa ser melhor, mas o sentido feito para ser feito isso e de melhorar o meio em que vivemos. A caracterização de ser melhor por fazer essas ações, na maioria das vezes, remete a quem, como vc mesmo falou talvez não se enteresse pelo assunto, a achar que essas pessoas são pessoas que queram algo a mais com essas ações. O grande ponto a ser discutido é a nossa visão de educação social, algo que em nosso país ainda permanece nulo.

      Publicidade
      Publicidade
      Publicidade
      «

      Onde e quando quiser

      Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

      Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 69,30 por mês no plano anual.

      SAIBA MAIS

      Passaporte para o digital

      Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

      Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

      CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

      »
      publicidade