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Enviado por admin, 05/08/12 2:43:00 PM
Reuters
Na Olímpiada de Londres, é melhor ficar longe do chinês Yao Ming

A luta contra o sono segue na Olímpiada. Sábado, depois da vitória do Brasil sobre a China no basquete masculino, instalei minha parafernália de cabos na sala de imprensa do ginásio e parti para a busca sem fim do café redentor – espresso, doble and strong, very strong, please. Do outro lado do balcão, uma loirinha bonita fez questão de me explicar assim que olhei para o crachá dela: “My name is German, but I am French and I live here, in London”, disse com um sorrisinho cativante que me despertou das catacumbas do subconsciente sem a necessidade de café.

Já estávamos naquela conversinha despretensiosa eu e moça, a moça e eu, quando entra na lanchonete um cara tão grande, mas tão grande, que deve ter algum tipo de receptor de oxigênio embutido no nariz para respirar no ar rarefeito daquela altitude.

Acho que nunca mais vou ver um cara daquele tamanho na minha vida. Muito menos um chinês, que geralmente são entregues ao mundo na versão pocket. E o gigante em questão era Yao Ming, o maior (em todos os aspectos) jogador de basquete da China, com 2,29 metros de altura, astro da NBA, a Liga Americana de Basquete, até o ano passado, quando se aposentou.

Como o jogo do Brasil havia sido com a China, decidi entrevistá-lo. Mas assim que perguntei se ele aceitaria dar uma entrevista e fazer uma foto vieram três orientaizinhos não sei de onde impedir o meu trabalho. “No pictures, no interview”, falava sem parar o trio, que parecia uma pequena equipe do partidão chinês disposta a me forçar a colher arroz na mais remota província do país se eu insistisse no assunto.

Resignado, voltei ao trabalho. Poucos minutos depois, a moça do café vem me perguntar quem era aquele chinês grandão. Explico para ela quem é Yao Ming e ela: “Nossa, ele é muito grande”. “E você, muito bonita”, eu deveria ter respondido. Mas não dá nada. Amanhã tem mais jogo do Brasil e mais café.

Enviado por admin, 05/08/12 6:38:00 AM

Ontem voltei (4/8) ao Estádio Olímipico para acompanhar as eliminatórias dos 100 m rasos masculino, a frustração de ver Fabiana Murer não passar dos 4,50 m e ver ser o Duda poderia surpreender no salto em distância.

Fui agraciada com algumas boas sortes e algumas reflexões. Entre as pequenas dádivas, vi, a dez metros de distância da pista, o jamaicano Usain Bolt conseguir a vaga na final deste domingo (5/8) largando e atrás e frouxando a passada nos últimos 10 metros (até gravei a prova, mas não vou postar porque ficou beeeeeeeeem amador. Vai uma foto da largada, mais para mostrar meu ponto de vista do que para mostrar o jamaicano).

Adriana Brum
Eliminatória dos 100 m em Londres-2012. Bolt passa fácil à final.

Vi Pistorius fazer história ao seguir para as semifinais dos 400 m e levantar o estádio olímpico. E vi uma nação incentivar e comemorar muito três ouros em uma única tarde, em um único lugar. Primeiro, os britânicos e sua família real – o príncipe Willian e sua mulher, Kate, estavam nas tribunas de honra – viram a ídolo local Jessica Ennis vencer o heptatlo. Repito: ÍDOLO no HEP-TA-TLO !!!

E o público acompanhou cada uma das sete provas, disputadas em dois dias incentivar e aplaudir a londrina. O que mais me impressionou é o conhecimento do funcionamento das provas do povo inglês. Antes mesmo de os resultados de cada salto, arremesso ou corrida aparecer no telão, eles já estavam comemorando ou lamentando o resultado.

Antes das provas de corrida, um sonoro “ssshhhhhhhhhhhhhhhhh !!” pedindo silêncio ecoava pelo estádio, para que os atletas pudessem fazer a melhor largada possível. Os 85 mil lugares também estiveram cheios para ver Mo Farrah disparar na reta final dos 10 000 metros.

Uma arrancada que só foi possível pelo incentivo do público. Assim como o desconhecido Greg Rutherford, atleta britânico sem muita expressão no circuito mundial conseguiu saltar 8,31 m e ficar com o terceiro ouro inglês da tarde no Estádio Olímpico. Foi muito emocionante. O estádio vindo abaixo, em uma comemoração ensurdecedora.

Não consigo pensar em outra coisa a não ser no poder do “fator casa”. E como nós, no Brasil, vamos receber nossos atletas em 2016. Será que com tanto conhecimento do funcionamento das provas? Com tamanha capacidade de incentivar o melhor de cada um ou exercendo pressão pelo resultado.

Na saída da prova, com o sétimo lugar e o melhor salto de 8,01m, Duda elogiou o comportamento dos ingleses. “Não são nada frios, como costumam dizer. E valorizam o atleta. Eles sabiam o resultado de cada um de nós e, ao final da prova, nos aplaudiam, olhando nos nossos olhos, como que parabenizando, por entender o esforço de cada um de nós”.

Fantástico, não?

Enviado por admin, 02/08/12 2:29:00 PM

Jornalistas dormem nas sala especial no centro de imprensa: risco de atravessarem a perigosa linha rumo ao limbo

Eis que nesta quinta-feira, após nove dias aqui em Londres, a chave do meu fusível caiu. Após dormir na frente do computador, decidi dar uma volta pelo centro de imprensa e comprar mais um café – nunca tomei tantos na minha vida – para tentar compensar a média de três a quatro horas de sono diários, fora o jet lag. No caminho até a lanchonete, descubro algo que me faria muito mais bem naquele instante do que cafeína no sangue: uma sala especial para os jornalistas tirarem uma pestana nos poucos intervalos de trabalho.

Precavido, liguei o alarme do celular antes de me deitar em uma das confortáveis esteiras oferecidas pela organização dos Jogos. Depois de dormir três vezes no metrô e passar as estações em que eu deveria descer, agora ligo o alarme para tudo: para a hora de comer, para a hora de ir cobrir alguma prova, para a hora de passar no Comitê Olímpico Brasileiro em busca de credenciais para as provas mais importantes. Tudo!

E, pelo ritmo que a coisa anda aqui nos Jogos, as esteiras do Quiet Room, o dormitório do centro de imprensa, são tão concorridas quanto as bancadas de notebooks na hora que a coisa aperta. Tive sorte de conseguir uma assim que entrei na sala, desocupada por um chinês – como tudo aqui, eles dominam também as esteiras.

A sala lembra uma creche, onde chega um determinado horário que as crianças têm de dormir, após gastarem tanta energia. Com a diferença, é claro, que não em professorinha para botar um cobertorzinho nos cabras. E como dormem – em alto e bom som, se é que vocês me entendem.

Do meu lado, um chinês (sempre eles) quase teve de esbofetear um companheiro em transe na esteira, que já havia ultrapassado o perigoso portal da transcendência e deveria acordar para trabalhar. Já até estava vendo a hora em que o chinesinho teria de apelar a um desfibrilador para o zumbi voltar das trevas.

E foi isso mesmo que aconteceu – a segunda parte, porque o desfibrilador não foi necessário. O cara acordou tão estalado, num sobressalto, que deu um pulo da esteira e saiu correndo trabalhar. Sem brincadeira, os olhinhos apertados do china até se abriram depois do susto.

Como hoje tem final dos 200 metros medley na natação, com o brasileiro Thiago Pereira na decisão, às 20h30 (16h30 aí no Brasil), o sono promete espreitar a rapaziada novamente. Lá por meia-noite, uma hora da manhã, estarei novamente entre a horda de cataléticos que saem do centro de imprensa no ônibus que nos leva até o centro de Londres, de onde cada um vai para o seu hotel. Com a sorte de que no ônibus posso dormir sem ter de me preocupar de passar a estação.

Enviado por admin, 01/08/12 5:52:00 PM

Fui ver Coréia do Sul e Gabão. Calma, cometi essa insanidade por se tratar de um jogo marcado para o Estádio de Wembley, templo do futebol onde os ingleses faturaram a Copa do Mundo de 1966. Palco que não viu Pelé e Garrincha jogarem, mas receberia um verdadeiro “clássico” da ruindade.

Mesmo ciente disso, parti empolgado para a minha estreia na praça esportiva ao mesmo tempo tradicional e moderníssima.

Só não contava com a saga para chegar ao campo. Wembley é praticamente fora de Londres. Para quem não é local, como eu, ir até lá é uma viagem rumo ao desconhecido.

Iniciei o trajeto da estação de Holborn – próxima ao hotel onde a equipe da Gazeta do Povo está hospedada – e saltei em King’s Cross St. Pancrass. Algumas voltas em busca da linha adequada mais tarde, posso dizer que reuni elementos de sobra para uma refilmagem de Warriors no subterrâneo londrino.

Pois bastou pegar o metrô para o lado certo para, curiosamente, em 15 minutos aportar em Wembley Park. E ao contrário do que imaginava, o estádio estava a somente uma pernada rápida de distância.


Wembley visto da estação de metrô.

Cumpridos todos os trâmites de segurança, ao alcançar a sala de imprensa notei pela janela a excelente presença de público. De repente, uma forte agitação lá fora. Avistei um dos monitores de televisão instalados no local e percebi a bola mansa, nos pés do goleiro.

Ao sair, rumo à tribuna de imprensa, entendi o motivo da estranha excitação, ainda mais considerando o “nível técnico” (como dizem os comentaristas esportivos) do confronto. Estava rolando a “ola”, grande contribuição do México para o futebol mundial depois dos uniformes psicodélicos do goleiro Jorge Campos.

No carpete mais famoso do mundo, a pelota estava sendo fustigada pelos dois escretes – não há distinção de cor, credo e classe social em se tratando de perebisse. Os lances perigosos eram raros.


O estádio praticamente lotado.

O único destaque era o jaqueta 4 do Gabão e seus dreadlocks. É importante ter um rastaman em um setor estratégico do campo como a meia-cancha. Ele empresta tranquilidade e alto astral ao time. Exatamente o que Enconga proporcionava.

Entre os coreanos, ninguém chamou atenção. Achei todos os jogadores parecidos.

Fim de primeiro tempo. Como era de se esperar, zero para todo lado.

Eis que no intervalo entram em ação os penteadores de gramado. Trajando preto, com um instrumento parecido com um garfo de churrasco nas mãos, eles põem no lugar tudo o que foi descabelado por coreanos e gabaneses.


Os penteadores do gramado.

Infelizmente, para a segunda etapa tudo volta como antes. Um futebol tão feio quanto trocar a princesa Diana pela Camilla Parker. Até que uma bola na trave reviveu a minha esperança de ver um gol em Wembley. Mas era apenas o último suspiro. Fim de papo, 0 a 0.

Enviado por admin, 31/07/12 1:09:00 PM

Feira no bairro de Whitechapel: um pedaço asiático em Londres

Estar nos locais de provas na Olimpíada de Londres está sendo incrível. Mas, como diria o ídolo Alvinho Garneiro, essa ainda não é a minha Londres.

O mais bacana de tudo aqui é, definitivamente, caminhar e ver a quantidade absurda de pessoas de tantos países que existe na cidade. É cada figura que a gente aí no Brasil nem tem noção. Gente de tanto lugar, mas de tanto lugar, que eu acho que o ET de Varginha só não veio parar por aqui porque ficaria frustrado em ser apenas mais um na multidão. Definitivamente, ninguém daria pelota para ele em Londres.

Ontem, depois de uma entrevista na Vila Olímpica, decidi ir mais cedo para o Crystal Palace, o centro de treinamentos da delegação brasileira em Londres, para a coletiva da lutadora de taekwondo Natalia Falavigna. Tive de ir até a estação de Whitechapel para pegar outro trem a caminho do Crystal Palace. E, como ainda tinha tempo de sobra, decidi sair da estação para comer algo.

Eis que quando ponho o pé para fora, a sensação era de que havia sido teletransportado diretamente para um pedaço da Ásia, mais especificamente, Bangladesh. Em frente à estação havia uma feira de imigrantes enorme, vendendo todos os tipos de produtos: roupas, bugigangas, brinquedos, doces, peixes, celulares e até sapatos usados – mas tão usados que um deles estava com a sola furada. Tudo manejado por homens barbudos vestindo camisetas que iam até quase o joelho.

No ar, o cheio de incenso misturado ao de frituras se juntava ao barulho dos ambulantes anunciando o preço dos produtos. Um zum-zum-zum impossível de distinguir e que você só descobre que os vendedores e os clientes não estão em vias de fato quando olha para eles e percebe que, apesar do tom, aquela é uma conversa civilizada

A estação de Whitechapel fica do lado (ou ao fundo, não consegui distinguir direito) do The Royal London Hospital, o maior da Grã-Bretanha. Outra curiosidade é que o bairro, além da grande presença da comunidade asiática, também era a área de atuação do criminoso mais famoso do Reino Unido. Jack, o estripador, tinha predileção por atuar por ali pelo fato de Whitechapel concentrar a maioria das prostitutas londrinas no fim do século 19 – estimativa da polícia de 1888 aponta que existiam cerca de 1.200 mulheres se prostituindo em 62 bordéis da região à época.

Quanto ao ET de Varginha, diria que hoje, depois de tanto tempo adaptado a Minas Gerais, ele não teria mais problema em vir para Londres. Ao menos na ambientação. Afinal, com tanta gente do mundo todo por aqui, não é tão difícil encontrar pão de queijo na capital britânica.

Enviado por admin, 30/07/12 9:02:00 PM

Eis que em Londres me ocorre há tantas modalidades que facilmente seriam olímpicas. Nada a ver com esporte, a não ser o tal de superar um desafio. Nesse sentido, vale se cogitar a entrada do tal do arremesso de azeitona que o caríssimo André Pugliesi nos apresentou neste 30 de julho.

Aproveitando o ensejo, venho propor mais uma proposta. Esta menos, digamos, salivar e de conteúdo mais cotidiano. Contagem de moedas britânicas. Vence, claro, quem fizer a conta mais rápido e sem erro.

Quem já esteve cá na terra da Rainha há de concordar comigo: pra quê tanta moeda diferente para estampar o rosto da mesma nobre? Torna o cálculo dos gastos impossíveis. E, peloamordedeus !!!, qual a lógica dessas moedas? Quem conseguir me explicar com a precisão de quem define o que é a lei do impedimento, como funciona esse sistema moedal, já sai cabeça chave.

Ainda não tive a paciência de tentar desvendar esse mistério e apelei para a mediocridade: cada vez que preciso pagar aquela garrafa d’água a 60 pences(não, não tente a conversão para o real, para não ter a impressão de que estou esbanjando. E já me explicaram, aqui no blog que pence não é pound, mas esse é outro capítulo), viro meu porta-moedas (um démodé pote plástico para filmes fotográficos, lembra?) na mão do caixa.

Aparentemente, tenho a impressão que escolhem a quantia correta que eu tenho de pagar, nem a mais nem a menos, jamais saberei. Mas, depois de uns três dias em Londres, me dei conta que esse pacto de mediocridade é bem comum por aqui. Os caixas já estão acostumados a fazer a conta das moedas alheias.

E esse é um conhecimento digno de diploma de especialização. Tem moeda grande que não vale necas e vice-versa. Mas tem outra maiorzinha que não se pode desprezar. Além da face da Dona Beth, há toda sorte desenhos impressos, mas , que não me inspiram lá muita vontade de catalogar as nobres peças.

Em resumo. Quem se candidata à medalha de ouro em contagem de pounds?

adriana brum
Moedas inglesas. Vai encarar?
Enviado por admin, 29/07/12 5:56:00 PM
EMMANUEL DUNAND  / AFP
Fotógrafos disputam espaço par registrar a equipe de basquete dos Estados Unidos: faltou espaço para tantos jornalistas

Londres - Manadas de jornalistas. Não é exagero algum assim definir as duas grandes movimentações dos profissionais de imprensa que presenciei no Parque Olímpico desde que cheguei a Londres, semana passada.

Sexta-feira, uma hora e meia antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, o Centro de Imprensa, cujas mesas para os notebooks sempre são disputadíssimas – ao todo, 7,5 mil jornalistas estão credenciados para trabalhar no local – esvaziou-se em questão de minutos. Como da nossa equipe só a colega Adriana Brum estava credenciada para a cerimônia, decidi acompanhar a fuga instantânea de homens e mulheres de todos os cantos do mundo, que carregavam toda a sorte de parafernália tecnológica, do desatualizado gravador de fita cassete ao mais poderoso canhão de lente fotográfica.

Um êxodo cuja proporção poderia fazer Moisés repensar a execução de seu grande feito: talvez faltasse força ao guardião dos Dez Mandamentos para manter as águas suspensas por tanto tempo para que uma multidão desse tamanho atravessasse o Mar Vermelho.

Ontem a grande jornada se repetiu na estreia do basquete masculino norte-americano. A partir de agora, sempre que os astros da NBA pisarem na quadra da Arena de Basquete, o segundo dos cinco fenômenos olímpicos dessa natureza se repetirá – os outros três, ao lado da cerimônia de abertura, são finais dos 50 e 100 metros na natação, as do 100 e 200 metros rasos no atletismo e a cerimônia de encerramento.

Sem espaço para todos na área destinada à imprensa na Arena de Basquete, restou aos jornalistas que chegaram de última hora (entenda-se: que não estavam lá com no mínimo duas horas de antecedência) se acotovelarem na porta do ginásio na vã esperança de que algum lugar vagasse na vitória de 98 a 71 sobre a França. Este sim um milagre que nem mesmo Moisés na plenitude de sua forma seria capaz de realizar.

Enviado por admin, 29/07/12 6:48:00 AM

O membro do cerimonial da Olímpiada de Londres que atende a imprensa no Centro Aquático havia sido enfático antes da entrevista de Ryan Lochte e Thiago Pereira, ouro e prata nos 400 metros medley: a ordem é para que todos os jornalistas desligassem seus celulares na sala de imprensa. “Por favor, vou insistir, mantenham seus celulares desligados ou sem som durante a entrevista”, enfatizou. O problema foi que esqueceram de avisar os entrevistados. No meio das perguntas, o celular de Lochte tocou, que, muito sem jeito, desligou e pediu desculpa, para risos dos jornalistas.

Bitoca na telona

O telão do beijo caiu na graça da torcida na Arena de Basquete neste domingo, início da co

Reuters
Lochte com o ouro: gafe na entrevista coletiva

mpetição masculina. Assim como os americanos nos jogos da NBA, os casais na Olimpíada entraram no clima e trocam bitocas assim que aparecem em um dos dois telões do ginásio olímpico.

Fogão

O técnico do saltador Mauro Vinicíus, o Duda, já tem planos para caso o atleta, atual campeão mundial indoor no salto à distância, chegue ao pódio em Londres. “Se ele ganhar vou tomar um fogão, um porre de verdade”, disse Aristides Junqueira.

Enviado por admin, 29/07/12 6:47:00 AM

Há cinco dias em Londres e eu ainda não havia degustado um fish and chips (peixe e batatas fritas), o prato mais clássico da culinária local. No caminho de volta de Wimbledon, ontem, vislumbrei a oportunidade ideal, naquela que se intitula a casa do acepipe “original”.

A versão large (grande) saiu por 7,50 libras, algo em torno de R$ 26. Caro, mas valeu pela viagem gordurosa transcendental. O prato é tudo o que você sonha em comer quando pretende partir para a ignorância.

O peixe em questão é o cod, comum na região do Reino Unido. Após alguns minutos observando-o nadar de frente e de costas na banha, finalmente fui servido. E, olha que maravilha, o naco pintou no formato do mapa do Brasil, cobrindo um oceano de batatas fritas.

E bastou a primeira mordida para a revelação. O óleo retido na casquinha fina que envolve o carne jorrou pela corrente sanguínea, preencheu as veias e projetou-me 50 anos no futuro.

Já idoso, trajando training e sapato com meia social marrom, estou apavorando os meus netos, de forma sadia, usando um pedaço de laranja na boca. De repente, despenco no chão, fulminado com décadas de atraso pelo hype da baixa gastronomia.

Agora, voltando… achei o peixe um tanto sem graça. As batatas encantaram mais. Primeiro, são parrudas. Lembram aquelas antigas, do tempo das fritas “moleque”, que pulava o muro e jogava bomba cabeça de nêgo no vizinho.

No fim das contas, vale a experiência, claro. Principalmente, porque a fome morre na hora.

Enviado por admin, 27/07/12 11:57:00 PM

Já faz mais de três horas que saí do Olympic Stadium e ainda não consigo achar palavras para descrever meu maravilhamento com a Cerimônia de Abertura dos Jogos de Londres (27/7).E o que foi o time britânico entrando ao som de Heroes? Ótemo !

Juro que minha intenção era dar um relato do ponto de vista de quem estava lá… Mas… Acho que aquela embargadinha na voz do Paul McCartney no começo de Hey Jude mostra toda a emoção do momento. Paul, eu te entendo…

Em confesso que passei a metade do show com lágrima escorrendo pela bochecha, cada vez conta do tamanho da emoção daquelas pessoas. E da minha. Ainda bem que não precisei cantar… A voz ia embargar tb… Mas se o Paul pode…

adriana brum
Prólogo da Cerimônia de Abertura dos Jogos de Londres.

Ah, só um porém: todas as pessoas receberam um par de óculos 3D. só esqueceram de avisar que horas era para vestir o acessório… O que será que perdi?

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