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Enviado por InstitutoGRPCOM, 22/04/14 4:18:35 PM
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Nota baixa do Brasil em lógica. É uma afirmação constrangedora, feita após o resultado Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), que deixou o Brasil em 38º lugar, entre 44 países pesquisados e avaliados. Mesmo sendo a primeira vez que a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) fez esse tipo de teste, para nós que vivemos o dia a dia da escola e o mundo da educação, não é surpresa alguma o resultado.

É do nosso conhecimento a dificuldade com a matemática devido ao grande abismo existente na questão da leitura e escrita. A complexidade está na habilidade de interpretar o que se lê e isso não está sendo trabalhado com qualidade nas escolas do nosso País. Podemos imaginar que seja em função de uma escola desqualificada, pois certamente é mais fácil nos eximir da nossa responsabilidade enquanto sociedade. A habilidade de ler com qualidade e interpretar o que se lê está intimamente ligada à nossa maneira de agir como cidadãos. E tem a ver, sim, com a nossa cultura também.

Percebamos o seguinte: nossos jovens com menos de 25 anos possuem uma preguiça intelectual. Para eles, o estudo, a escola e as responsabilidades representam um sofrimento. O que vale nessa geração é a tecnologia e o conhecimento nos quesitos tecnológicos. Ler e interpretar é difícil para uma geração habituada com absolutamente tudo na mão, sem ter passado pelos ‘nãos’ que o mundo costuma propiciar.

É só observar que nossa educação matemática está falhando, até no sentido de cobrança de horas de estudo. O hábito do estudo não é referenciado pelas famílias, basta ver a reação quando existe muito dever de casa e a família reclama. E o que é o dever de casa, se não a obrigatoriedade de horas de estudo e dedicação para obtermos qualidade no cálculo matemático. Matemática se aprende fazendo, refazendo, fazendo novamente, e o entendimento do uso desse conhecimento no nosso dia a dia.

A escola tem o papel de gerir o conhecimento. Mas com certeza é a família que tem a obrigação das horas de estudo, da hora de rever o que foi aprendido, tirando nossos alunos da tecnologia – que assola a criatividade e a capacidade do pensar – para interagir com a aprendizagem dada pela escola. Existe uma distância quase agressiva entre o saber e a prática da matemática. A criança não compreende o uso da mesma no seu cotidiano, tornando assim a aprendizagem chata e desinteressante.

Vale a pena pensar em uma escola que contextualize a matemática com o dia a dia da criança e também na família, que deve levar a sério o ritmo pelo estudo intenso e que cumpra seu papel disciplinador, não cedendo apenas a simples memorização do conteúdo para as avaliações, mas sim,  a um estudo contínuo para um amplo aprendizado.

>> Esther Cristina Pereira – diretora da Escola Atuação, de Curitiba (PR), diretora de Ensino Fundamental do Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná) e autora do livro “Filhos na Escola Integral: considere esta opção na sua família”.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 17/04/14 4:54:29 PM
(Foto: FreeImagens sxc.hu)

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Não …talvez tecnologia , não seja bem o que você acha que é!

Eu, professor ou professora, preciso saber o que é tecnologia? Então vamos lá: o sistema econômico que habitamos  é  que gera a demanda da configuração da cultura de que TECNOLOGIA é “algo  físico”, ou seja a estrutura econômica a que somos submetidos diariamente é que nos leva a crer que “tecnologia é igual a objeto”.

Nosso sistema econômico é capitalista, onde objetos podem ser comprados, adquiridos e deixam de ser usados muito rapidamente, gerando um  imenso lucro a quem interessar possa …concorda comigo? Sendo assim, é muito importante para a manutenção de nosso sistema econômico que continuemos pensando que tecnologia se resume a objetos e, portanto,  se posso comprar , posso ter tecnologia.

Certo? Não …errado!Porque tecnologia não é tão somente “objeto”. Ela pode sim ser identificada por ou através de um objeto, desde que se tenha clareza de que tecnologia não é só isso  ou apenas algo físico. Tecnologia não se resume apenas a computadores, aparelhos celulares, internet, cabos, redes, tablet´s, iPhones, iPad´s, carros, aviões, canetas…ou qualquer outro objeto que possa ser adquirido. Tecnologia é muito, mas muito mais que qualquer produto que compramos, pois tecnologia é conhecimento! E isso já é afirmado por muito autores, como Brito e Negri.

O   seu, o meu, o nosso conceito de tecnologia, é fruto  de  nossa história de vida, do contexto cultural, social e econômico que habitamos e, principalmente, de nossa formação profissional. E é aí que precisamos nos aprofundar na reflexão. Alguns autores da educação, nos falam que as tecnologias poderão sim ser físicas,  e que  são as inovações de instrumentos, tais como: caneta esferográfica, livro, telefone, aparelho celular, satélites, computadores.

No entanto, também podem ser organizadoras também, como é o caso das formas como nos relacionamos com o mundo e como os diversos sistemas produtivos estão organizados: nas escolas os projetos políticos pedagógicos e nas instituições através de planejamento estratégico. E poderão ser ainda simbólicas, como as tecnologias relacionadas à forma de comunicação entre as pessoas, desde o modo como estão estruturados os idiomas escritos e falados até como as pessoas se comunicam – como  as inscrições nos blocos de argila das primeiras formas de escrita da humanidade.

O que acontece conosco, seres humanos, é que unimos  técnica e conhecimento, constantemente reconfigurando as tecnologias, criando e recriando outras  e novas tecnologias  e que são frutos da história  da humanidade.

Para o  professor Paulo Freire, a  questão é que a tecnologia não é boa nem má, não é uma pessoa para ser assim classificada. A questão é a serviço de quem a tecnologia está? Ou seja,  teremos que refletir sobre outras questões aliadas  ao conceito de tecnologia: como que tipo de cidadão está sendo formado neste mundo tecnológico? Qual o papel da escola nesse processo? E , o principal, como o professor deve se posicionar nesse momento? As tecnologias  educacionais estão aí, você sabe quais são elas, professor?

>> Escrito por Ariana Chagas Gerzson Knoll e Glaucia da Silva Brito. Ariana é doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Glaucia é professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/04/14 2:51:21 PM
"Talvez não exista plano de aula mais estimulante do que uma avenida, uma praça, um prédio velho, ainda que pichado." (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)

“Talvez não exista plano de aula mais estimulante do que uma avenida, uma praça, um prédio velho, ainda que pichado.” (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)

A escola tem medo da rua. Que pena. Perpetuou-se a ideia da escola como espaço de segurança. Para piorar, essa perspectiva ganha reforço com a epidemia de violência que contamina o país. Os muros ficam cada vez mais altos. Mais numerosos os vigias, fiscais e bedéis. Os estudantes não vão às ruas. Nem as ruas passam pela vida dos estudantes.

É um “problema social”, como se diz. O mundo agressivo provoca, em troco, uma escola na defensiva. Pais cobram a vigilância severa quando o assunto é viver a cidade. Acha-se tudo isso natural. Mas há em paralelo um “problema conceitual”. É comum ouvir professores dizendo que felizes são os alunos europeus, que podem ir a museus, vivendo ali a experiência peripatética, andando por espaços que não o das carteiras e dos quadros negros.

É uma meia verdade. São de fato uns agraciados os estudantes europeus que podem ir ao Museu D’Orsay ou à Galeria Uffizi. Também temos nossos museus, e ainda que modestos eles bem podem ser nossa linha direta com o mundo. É prazeroso pensar o universal a partir do local. Sabendo temperar, essa conversa rende. Além do mais, temos as ruas em nosso socorro. Cada via – bonita ou feia, urbanizada ou não –, traduz, de forma sensível, o país que somos. É difícil admitir, mas com um pouco de esforço…

O primeiro passo para, digamos, converter a rua em material didático, em experiência pedagógica, é admitir a cidade como paisagem. Aprendemos pela cultura que apenas a natureza tem o status de paisagem, mas não. Ao entender a cidade como “natureza construída”, como biodiversidade, como organismo, o que se faz, a seguir, é contemplá-la. Ou como diz o filósofo Nelson Brissac Peixoto, no livro Paisagens urbanas, decifrá-la, como a um enigma.

Ora, não há outro caminho para tanto senão a experiência. É preciso provar da rua, fazer dela uma matéria-prima para conhecer e reconhecer o mundo. Nesse sentido, talvez não exista plano de aula mais estimulante do que uma avenida, uma praça, um prédio velho, ainda que pichado, ou principalmente se pichado. A cidade – higienizada ou tomada de cicatrizes, não importa – é sempre um espelho, mirando as pessoas que nela vivem. Difícil admitir. Nem sempre gostamos do que vemos na “dura poesia concreta” das nossas esquinas, como bem disse a propósito Caetano Veloso.

O “devaneio” pela cidade, em miúdos, deveria ser uma rotina. Só quem se perde, ensinou Gaston Bachelard, desenvolve a capacidade de ver. Olgário Matos, filósofa da USP, estudiosa de questões urbanas, vai ainda mais longe: a cidade tem o dom da profecia. De repente, viramos uma esquina, e encontramos uma súbita revelação. Pode ser de uma memória de nosso passado. Uma epifania, expressa nos personagens urbanos. Quem se apressa, não prova.

Tanto quanto aprender a se perder, é preciso entender que somente os pés podem conter a maior das violências – a violência da velocidade. É ela que nos impede de ver. Estamos em disparada, usando das ruas como lugar de passagem, furtando-nos de prová-la, com a lentidão dos velhos que jogam dominó num passeio público. Parodiando outro pensador, o francês Dominique Wolton, só detém a velocidade aquele que fotografa com máquina analógica. Aquele que paira sobre cada imagem. Os digitais são papa-léguas ansiosos. Muito fazem. Nada veem.

De que serve toda essa conversa? Para que levemos nossos alunos para as ruas, sem medo, provocando-os a lerem as paisagens urbanas. Não é tempo jogado fora, a exemplo de todo e qualquer passeio que mereça este nome. É tempo.

>> José Carlos Fernandes é jornalista da Gazeta do Povo e professor do curso de Jornalismo da UFPR.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 08/04/14 4:47:27 PM
Pesquisadora defende que a política de Educomunicação vá além do acesso à tecnologia. (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Pesquisadora defende política de Educomunicação que vá além do acesso à tecnologia. (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Nos próximos dias 27 e 28 de maio a UNESCO, a Universidade Autônoma de Barcelona e o Projeto EMEDUS promoverão, em Paris, o primeiro fórum europeu de Media Literacy tendo no tema da cerimônia de abertura Novo Mundo, Novas Literacias. O que, para mim, significa a justificativa não só do evento, mas de todas as reflexões que estão sendo feitas em nível político, cultural, econômico, no mundo todo sobre esse assunto nas mais diversas instituições (igrejas, escolas, ONGs, congressos nacionais, associações profissionais e muitos outros).

Antes disso, a UNESCO já esteve presente nos 30 anos do CLEMI (Centro de Ligação do Ensino e Meios de Informação), com Alton Grizzle, destacando as mudanças ocorridas nos últimos 30 anos no mundo e que demandavam uma reflexão-ação séria e urgente em relação a uma política de educação para a mídia. Entre as mudanças nesses últimos 30 anos, podemos facilmente destacar: menos especialistas em certas áreas e mais generalistas (basta dar uma olhada no que pedem a um jornalista numa seleção de trabalho); mais trocas culturais entre fronteiras; menos textos e mais imagens, áudio e sons na internet; risco de extinção de línguas em detrimento do poder cada vez maior de outras dominantes; menos tempo para verificar informações, apesar de serem cada vez mais abundantes; mídia como sala de aula paralela, etc.

Para responder a essas mudanças é preciso uma política de Media and Information Literacy, como dirá a UNESCO ou de Educomunicação, como defende a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação – ABPEducom. Política essa onde o acesso à tecnologia não seja o mais importante, e sim a política educacional por trás das máquinas; que leve em conta um contexto no qual muitas vezes existe tecnologia, mas não equidade; em que há acesso (800 milhões acessam a internet pelo celular; mais de 500 milhões de contas no Twitter, etc.), mas falta qualidade nesse acesso; um contexto no qual sobra corrupção e falta uma dimensão solidária, de comunidade, uma dimensão ética, inclusive no tratamento da informação.

Afinal, quantas pessoas conhecem o sistema regulatório dos meios de comunicação de seu país? Quantos são aqueles que acham que encontraram uma informação na internet ao invés de « terem sido encontrados por ela » por causa dos motores de busca e seus direcionamentos? Quantas pessoas conseguem diferenciar as linhas editoriais dos veículos de comunicação que leem, ouvem, assistem e têm noção de que boa parte dos preconceitos, estereótipos e visões de mundo que possuem vieram daí? Quantos são os privilegiados que possuem aulas sobre mídia, sobre sua pseudo-transparência e importância para uma sociedade mais democrática?

No evento de maio, as mesas de debates, ao contrário do que algumas pessoas poderiam pensar, não estarão concentradas apenas em mídia e escolas. Não! Há mesas em que será debatido o papel da família e dos pais, a educação informal, o diálogo intercultural… porque o tema é latente e nasce no momento em que nasce uma criança e seus sentidos começam a funcionar; em que abre os olhos para um mundo de marcas, de cores, de personagens perfeitos na TV; um mundo de sons e escolhas que talvez não tivesse feito se tivesse tido mais opção.

A pesquisadora portuguesa Paula Lopes, da Universidade Autônoma de Lisboa, em sua tese de doutorado intitulada “Literacia mediática e cidadania. Práticas e competências de adultos em formação na Grande Lisboa”, após o resultado do estudo que fez e que em breve estará online, defende o investimento em Educação para a Mídia a partir de quatro pontos principais: reorganização curricular com destaque para esta disciplina; certificação de materiais pedagógicos a serem adotados pelos professores; formação dos professores e avaliação periódica dos resultados.

Convidamos os colegas educadores, comunicadores, pais, políticos, pessoas interessadas em um país mais ético, cidadão, mais inteligente, criativo, etc, a discutir conosco e a ABPEducom esse assunto tão importante. Estamos todos os meses aqui no blog Educação e Mídia e também em nossas redes. Em breve traremos alguns dos resultados do evento da UNESCO, em Paris. Contamos com vocês para avançarmos com o debate!

>> Cristiane Parente de Sá Barreto é jornalista, educomunicadora, blogueira, membro da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação – ABPEducom e do Comitê Mundial Jovens Leitores da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias  – WAN-IFRA. Atualmente, é doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 03/04/14 9:27:02 AM
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

A cada dia vemos a rotina escolar se tornar mais complexa. Outrora, tínhamos que dar conta de um pedagógico restrito e bem consolidado e não havia a preocupação da educação na essência, pois esta vinha de casa. A educação era trabalhada pelas famílias num rigor sem ressalvas, era rara a escola com problema disciplinar, pois as famílias faziam a sua parte de educar para a sociedade. E a escola fazia a sua parte que era a de ensinar, na verdadeira essência da palavra.

Hoje, não é mais assim. A escola educa muito mais que ensina as crianças, que não sabem o que, muitas vezes, o que são regras, a disciplina, o ‘sim’ e o ‘não’. Nossas famílias têm se perdido com relação ao real papel delas na sociedade, por isso as crianças estão representando um árduo trabalho para a escola, pois ela sim é a última trincheira da educação formal e informal. É na escola que as crianças têm vivido as suas primeiras experiências de negação, de contrariedade, de regras impostas para um bem comum.

Sendo assim, percebemos um movimento muito triste acontecendo: as pessoas não querem mais cuidar e educar os filhos alheios, elas não suportam mais levantar de manhã para ensinar as crianças a educação que deveria vir de casa.

Devemos refletir, por que as universidades e faculdades estão fechando os cursos de humanas, por que será que não temos mais candidatos a dar aulas, por que o pedagogo prefere a empresa à escola? Se pudéssemos colocar uma sugestão para esse impasse, diríamos que ninguém mais quer educar o filho do outro. O professor tem a rara responsabilidade de educar para o mundo. Além do pedagógico, ele se apresenta como um tutor, um psicólogo, um médico, um fisioterapeuta.

Como é triste e perturbador afirmar que o professor está se afastando pela depressão por não conseguir alcançar um ideal que está longe de acontecer, pois o cuidar das crianças gera o disciplinar das famílias, e os adultos hoje, não querem a disciplina, querem sim, viver a vida e cuidar do seu próprio umbigo. Cadê a família? Cadê?

Onde estão os papéis de pai e mãe, os verdadeiros disciplinadores? Acho que perdemos isso ao longo do tempo. Descrentes de um mundo melhor e mais organizado, passamos o tempo vivendo o dia, vivendo o momento e esquecendo que temos um futuro. E os pais esquecem que a escola é passageira, que o contrato de pai e filho é eterno e, certamente, a colheita pela boa ou má educação se fará pela família e não pela escola.

>> Esther Cristina Pereira – diretora da Escola Atuação, de Curitiba (PR), diretora de Ensino Fundamental do Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná) e autora do livro “Filhos na Escola Integral: considere esta opção na sua família”.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/03/14 6:24:09 PM

491_11_CI_POR_cov.inddEm 2011, a UNESCO lançou uma publicação que tem como objetivo orientar os professores sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação em seus projetos educacionais, fornecendo métodos, currículos e recursos pedagógicos apropriados. Esse lançamento, que ocorreu durante a Primeira Conferência de Mídia e Informação, recebeu o nome de Alfabetização Midiática e Informacional: currículo para formação de professores.

Apesar de ainda encontrarmos poucas atividades de Formação Continuada que visam à prática educomunicativa, este material auxilia o trabalho dos professores com seus alunos, reconhecendo o papel da informação e da mídia no dia a dia de todos. Para aqueles que desejam conhecer a publicação, ela está disponível para download.

Tópicos como benefícios e requisitos da AMI, matriz curricular, política e visão, avaliação midiática e informacional, produção e uso das mídias e da informação, competências centrais para professores etc. compõem a primeira parte da publicação. Já na Parte II, constam módulos que orientam a prática pedagógica em diferentes abordagens, como: a cobertura das notícias e o poder da imagem; códigos da indústria sobre diversidade e representação; gêneros de filmes e a arte de contar histórias; representação e videoclipes; publicidade, receitas e regulação; anúncios de utilidade pública; publicidade: o processo criativo; usos das ferramentas interativas multimídia, incluindo os jogos digitais, nas salas de aula e muito outras.

Para entender um pouco mais sobre essa publicação, convidei para um bate-papo Adauto Cândido Soares, coordenador de Comunicação e Informação da UNESCO no Brasil. Veja o que ele nos contou:

O que significa Alfabetização Midiática e Informacional?

A alfabetização midiática e a alfabetização informacional eram tradicionalmente consideradas dois campos diferentes. A estratégia da UNESCO é reuni-los como um conjunto de competências – conhecimentos, habilidades e atitudes – necessárias para a vida e para o trabalho. A Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) considera todas as formas de mídia e fontes de informações como bibliotecas, arquivos, museus, internet e as tecnologias utilizadas. Essa estratégia é pioneira por duas razões. A primeira porque reconhece a tendência atual de convergência entre rádio, TV, internet, jornais, livros, arquivos digitais e bibliotecas em uma única plataforma. A segunda porque foi desenhada para professores visando capacitar milhões de jovens no tema nos países-membros da UNESCO.

Qual é a sua importância para a sociedade em que vivemos?

A AMI reconhece e promove o acesso à informação e ao conhecimento e também favorece uma mídia livre, plural e independente. É necessário que os cidadãos, em especial os jovens, tenham competências analíticas e informacionais para buscar e usufruir os benefícios da plena liberdade de opinião e expressão como um direito humano fundamental.

Como o material pode contribuir para o processo de ensino-aprendizagem?

O principal foco é na formação de professores visando sensibilizá-los para a importância da AMI no processo educacional, facilitar a integração no currículo e oferecer métodos e recursos sobre o tema. A primeira parte da publicação oferece uma matriz contendo o currículo AMI e trazendo informações sobre como foi desenvolvido, os principais conceitos e competências que os professores precisam desenvolver. A parte dois desenvolve módulos do currículo integrando temas interdisciplinares, como participação e cidadania, gênero e diálogo intercultural. A meta da UNESCO é integrar AMI nos currículos dos sistemas educacionais de seus países-membros.

O professor brasileiro está preparado para trabalhar a AMI com seus alunos?

Eles ainda não estão plenamente preparados porque essa é uma área relativamente nova e o currículo programático dos cursos não incluem esse tipo de conteúdo. As cargas horárias das disciplinas também ainda não incluem atividades que possibilitem o desenvolvimento da alfabetização midiática e informacional. A UNESCO tem fortalecido uma rede de universidades em torno do tema de forma a envolver profissionais que promovam a aprendizagem ao logo da vida. Trata-se de um desafio para que os professores participem do processo coletivo de moldar e enriquecer o currículo. A ideia é aumentar a capacidade dos educadores de avaliar as fontes, o acesso a informações e ainda como os estudantes interpretam as mensagens da mídia e as informações dessas fontes. Esse processo resulta em uma melhor compreensão a respeito das habilidades necessárias com vistas a avaliar o desempenho da mídia e dos fornecedores de informação.

Patricia Melo é jornalista desde 2001 e há nove anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação. Por meio da sua empresa, Presença – Comunicação Educacional, produz textos, entrevistas e reportagens direcionados especialmente ao universo educacional. Dessa forma, contribui para um diálogo mais consistente e criativo entre a Escola e a Família.

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Enviado por Instituto GRPCOM, 27/03/14 4:39:59 PM
FOTO:Christian Rizzi/Gazeta do Povo

FOTO:Christian Rizzi/Gazeta do Povo

O espetáculo e o consumo tomaram conta também das salas de aulas, refletidos nas inúmeras telas luminosas das traquitanas ditas de última geração. Digo isso, pois a tecnologia tem sido reverenciada pelas instituições de ensino de maneira ingênua, através de salas modelos com tablets, lousas interativas e joysticks nas carteiras, mesmo que muitas vezes não tenham um planejamento pedagógico que agregue a utilização desses novos recursos.

É cada vez mais comum, gestores de colégios e universidades – eufóricos por conexões sem fim e telas sensíveis ao toque – investirem na compra das “novidades” e, após as primeiras semanas de aulas, escutarem relatos de educadores que desistiram das traquitanas, pois no fundo mais atrapalham do que agregam às aulas. Situação não muito diferente de uma criança frustrada ao descobrir que o brinquedo não voa e nem fala sozinho como nos anúncios da televisão.

Não voa e nem fala sozinho: uma pista importante. Antes de colocar uma ferramenta nova de apoio ao ensino na sala de aula, em uma realidade de fácil acesso à informação via internet, o educador precisa é ampliar o repertório neste mundão de páginas conectadas por gente do mundo inteiro. É necessário se esbaldar na quantidade de vídeos, artigos, relatórios, imagens, tours, entrevistas, periódicos, sites, simuladores e o que mais a imaginação permitir. Afinal, quanto conteúdo interessante você descobriu essa semana na web? Indicou ou compartilhou com os alunos ou colegas de trabalho? Guardou essas referências em que lugar?

Insisto que as instituições de ensino precisam é investir em plataformas online, que incentivem o professor a ter gana para pesquisar, produzir, organizar e alimentar um espaço com conteúdo de referência para ser compartilhado e utilizado por alunos e outros educadores. É isso que permitirá ao professor lidar com a tecnologia como aliada no processo de ensinar.

No entanto, na maioria dos casos, devido à cegueira branca das instituições de ensino pelas novidades, o que observo são professores inseguros que utilizam canetas e lousas interativas para apresentações de Power Point em que cada slide tem mais palavras do que esse texto.

>> Vinícius Soares Pinto é responsável pela Educação Digital e a Comunicação do Colégio Medianeira, instituição de ensino associada ao Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná. É formado em Publicidade e Propaganda, especialista em Comunicação, Cultura e Arte e pós-graduando em Cinema.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 25/03/14 6:18:27 PM
O desafio das escolas de educação especial é manter a qualidade na gestão. (Foto: Na Lata)

O desafio das escolas de educação especial é manter a qualidade na gestão. (Foto: Na Lata)

As escolas de educação especial de Curitiba vêm desempenhando com esforço o trabalho para atingir a um objetivo bastante claro: desenvolvimento e formação do aluno, independentemente das especificidades de cada deficiência, classe econômica ou capacidade de aprendizado que eles tenham. Para isso, se empenham em organizar as instituições da melhor forma, mantendo os profissionais capacitados, os materiais didáticos atualizados, a estrutura física adequada e todas as outras variáveis necessárias. Entretanto, há muito tempo elas se esqueceram de um fator de sucesso que não está dentro da sala de aula: a gestão.

No momento em que o governo aloca os profissionais para as instituições de ensino, as escolas especiais, administradas majoritariamente pelo terceiro setor, se deparam com o fato de que eles não são em número suficiente ou mesmo são devidamente capacitados, descobrem que nem todos os materiais estão lá e que a estrutura física demanda diversas melhorias. Chegam então à conclusão que, para dar boa formação ao aluno, será necessário contar com parcerias e uma boa gestão de relacionamento, de recursos, jurídica e financeira. Mas é aí que começa um entrave: constata-se que o repasse dos órgãos governamentais não é suficiente para bancar todo o custo da folha, sendo necessários complementos de diferença de sindicato, vale-transporte e diversos outros itens. O problema se agrava quando há atraso no repasse de verbas públicas, algo bastante comum nas três esferas do poder público, independentemente de partido.

As escolas então recorrem à criatividade: promovem eventos, buscam amigos, pais e outras pessoas para que apoiem com recursos e ajudem a instituição. Além disso, a necessidade de capital de giro tem feito com que as escolas especiais recorram a empréstimos bancários ou atrasem a folha de pagamento, o que logo acarreta processos trabalhistas, que não contam com a solidariedade do poder público.

Neste contexto, organizações de apoio institucional, como a ASID, Instituto GRPCom, universidades e outras entidades, têm trabalhado intensamente para profissionalizar e desenvolver a gestão dessas escolas. Por isso, hoje, pedagogos, fisioterapeutas e outros profissionais das instituições de ensino buscam aprimorar-se e capacitar-se para estarem prontos a todas as exigências que o meio tem imposto. É o caso da Escola Especial Vivian Marçal, que atende quase 240 alunos com deficiência neuro-motora. A instituição recebe recursos da parte clínica do SUS apenas quando há atendimento do aluno, porém, tem de pagar 13,3 salários por ano para os profissionais. Ou seja, nos quase três meses do ano em que não há transporte cedido para os alunos cadeirantes e as famílias não tem como ir ao atendimento, não há repasse governamental para os salários. Para não atrasar os pagamentos ou demitir profissionais, muitos integrantes da escola se dedicaram e aprenderam a criar parcerias, captar recursos, desenvolver ações de marketing, além de toda a administração jurídica e financeira que deve seguir as exigências burocráticas do poder público.

Infelizmente, por essas razões, a ASID tem acompanhado o fechamento de algumas instituições, que deixam de atender seus alunos e cortam as esperança daquelas famílias que estavam na fila de espera. Outras escolas são obrigadas a diminuir o número de alunos para conseguir manter o atendimento e, como consequência, há aumento na demanda por vagas.

A solução, a nosso ver, parte de dois princípios. O primeiro é o desenvolvimento da gestão das escolas por meio de programas de capacitação e organizações que apoiem e desenvolvam esse aspecto fundamental à vida das escolas de educação especial, além de formar redes para aprender com a experiência de outras instituições. O segundo é a organização do poder público nos convênios e parcerias vigentes, garantindo os pagamentos dentro do prazo, além de atualizar os valores e aproximar-se da realidade para entender o processo e a situação das escolas, considerando todas as suas nuances.

>> Este artigo foi escrito por Alexandre Schmidt de Amorim diretor de Projetos e fundador da ASID (Ação Social para Igualdade das Diferenças) ONG que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema.

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Enviado por Instituto GRPCOM, 21/03/14 2:37:18 PM
FOTO: Felipe Lima / Gazeta do Povo

FOTO: Felipe Lima / Gazeta do Povo

Entre as capacidades de aprendizagem, a mais difícil delas certamente é desaprender. A base de toda aprendizagem é, na verdade, aquilo que já sabemos antes. Então, cada novo assunto que temos acesso se relaciona àquilo que já sabemos e temos guardado em na memória.

Se uma das máximas da aprendizagem significativa é justamente a relação com a aquilo que a pessoa já sabe, como fazer para desaprender? É verdade! A aprendizagem, para ser significativa precisa se relacionar com aquilo que já se sabe ou com a experiência que já se tem. É nessa relação que se constrói o conhecimento. É nessa relação que se perpetuam os julgamentos e crenças de cada pessoa.

Mas você já parou para pensar em quantos conhecimentos e saberes deixam de ser construídos? E ficaram de lado simplesmente porque decidimos olhar a novidade com os olhos já viciados por nossos pré-julgamentos e crenças. Por isso é importante que o que já sabemos ou pensamos sobre um assunto não seja impedimento para aprender algo novo. Aquilo que já sabemos não pode sufocar o que precisamos aprender.

Vamos pensar no exemplo de um piloto de avião que já é bastante experiente. Na aviação, a metodologia e as tecnologias mudam bastante com o tempo. Se os pilotos não souberem esquecer o modo que pilotavam há cinco anos muitas vidas estarão em risco. Essa capacidade de olhar o novo com novos olhos e mente aberta é essencial nesse caso.

Agora vamos transpor o mesmo exemplo para os professores. O professor não é apenas um profissional do ensino, mas da aprendizagem e, por isso, precisa sempre aprender coisas novas. Se não souber esquecer o modo de ensinar há 10 ou 20 anos atrás, trará sérias consequências para os alunos que estão nas salas de aula nos dias de hoje.

Não deixamos de usar aquilo que já sabemos, mas impedimos que isso nos impeça de crescer. Aprender a desaprender significa, portanto, evoluir, deixar crenças antigas e acreditar em novas verdades. Olhar o novo com novos olhos. É preciso aprender a esquecer e desaprender para então, aprender!

Everton Renaud é filósofo e mestrando em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é gestor de projetos educacionais que atuam com mídia e educação no Instituto GRPCOM.

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Enviado por Instituto GRPCOM, 20/03/14 11:53:01 AM
FOTO: sxc.hu

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A atual política de inclusão fez com que os pais e a própria pessoa com deficiência buscassem escolas comuns de ensino e isso mudou o cenário tradicional da sala de aula. Muitas questões foram trazidas para esse cenário: como incluir? Como conviver com a presença, por exemplo, de um Tradutor/Intérprete de Libras?

A interação em sala de aula antes se dava entre professor e aluno. Agora, a presença do intérprete gera interação desse profissional com o professor, do professor com o aluno surdo, do surdo com os colegas ouvintes, do intérprete com os colegas ouvintes e do intérprete com a escola como um todo.

Mas quem é este profissional? Que papel ele deve desempenhar em sala de aula?

A presença do intérprete de libras é garantida por lei e essencial na mediação entre surdos e ouvintes. É ele quem fará a interpretação/tradução da língua oral (português) para a língua de sinais, e vice-versa, de todos os conteúdos escolares ou mesmo como participantes das interações sociais dentro do espaço escolar.

É preciso compreender e saber distinguir a função de cada um em sala de aula, pois o professor é o regente da classe, responsável pelo ensino dos conteúdos e mediação do conhecimento e o intérprete é aquele que traduz esses conteúdos e a mediação para a libras. No entanto, é muito comum os alunos surdos buscarem o intérprete e não o professor, para sanar dúvidas ou esclarecer assuntos de aprendizagem.

E por que esta situação ocorre? Na maioria das vezes pelo fato de o professor desconhecer libras ou por não haver interação e proximidade entre ele e o aluno, visto que o surdo não direciona o olhar ao professor e sim ao intérprete. Essa situação poderia ser revertida se o docente tivesse um vocabulário básico em libras, onde pudesse olhar para seu aluno, cumprimenta-lo, perguntar se há dúvidas, se entendeu. Dessa forma manter um diálogo com seu aluno para estreitar a relação e gerar a confiança necessária para construírem juntos a relação de aprendizagem em sala de aula como algo fundamental.

Por isso, lembre-se professor: você é o responsável pela turma, é o detentor do conhecimento. O intérprete está em sua sala para estreitar a comunicação entre as línguas envolvidas e estabelecer sua proximidade com o seu aluno. Exatamente como você já estabelece com os demais estudantes.

O intérprete é seu aliado, deve conhecer suas intenções na aula para melhor interpretá-las. Ele é um comunicador de suas ideias, por isso sua relação com ele deve ser colaborativa e integradora.

A inclusão está na aceitação das diferenças e na junção das competências.

 

>> Patrícia Paula Schelp é intérprete de Libras, mestre em Educação. Atualmente, é professora de Libras na Universidade Tuiuti do Paraná.

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