Assinaturas Classificados
Seções
Anteriores
Publicidade

Educação e Mídia

Quem faz o blog
Seções
Conheça
Educação
Educomunicação
Leitura
Mídia
Posts
Práticas pedagógicas
Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/09/14 2:23:07 PM
(Imagem: Marcelo Andrade)

(Imagem: Marcelo Andrade)

Refletir sobre os aspectos que envolvem a construção da escrita no processo de escolarização de uma criança sugere uma discussão sobre o espaço escolar letrado e a sua relação com o sujeito em constituição. Uma relação configurada com enlaces e nós, apresentados entre a Pedagogia e a Psicanálise, entre uma escrita que precisa ser escutada, e não somente lida e ensinada.

O saber escrever não está diretamente ligado à ação de juntar letras com explícita tradução em um processo de codificação. Uma criança escreve sempre. Suas pseudo-escritas são escritas, traduzidas em discursos. Sua ligação com o lápis e o papel está permeada por muitas falas e explicações e também por letras que são desenhos, ações, relações. Relações que são rabiscadas, amassadas, rasgadas, picotadas, apagadas, borradas, marcadas. Relações escritas na ausência de letras e na repetição delas ou de seu repertório desenhado.

Se, por um lado, há uma mãe que cuida com a palavra falada, na escola, há uma professora que cuida com a palavra escrita. A criança sabe que existe um outro objetivo em seus desenhos e, em um processo natural de apropriação e amadurecimento, ela fará desenhos de letras.

A transição da escrita da criança do nível pictórico para o alfabético passa por momentos de desestruturação, e aquilo que era aceito não é mais. Desenhar não basta, escrever com letras é necessário. E vale agora escrever dentro da ordem já socialmente instituída, a ordem alfabética.

Na Psicologia, o complexo de Édipo sugere uma ordenação de letras, uma ordenação das figuras parentais, para que se possa ler, para que se possa relacionar-se. Dessa forma, o ato de escrever liga-se à estruturação psíquica. A criança se revela nas junções das letras e nos novos significados por ela criados. São novas possibilidades de ser, só que agora um pouco mais separada de sua mãe, compondo uma escrita com mais autoria, menos cópias e repetições.

Num primeiro momento, as fases que nomeiam o processo de aquisição de escrita de uma criança parecem indicar que não ser alfabética é ter um livre acesso ao inconsciente, onde qualquer traço vale, onde a interdição não chegou, afinal, todas as marcas deixadas no papel podem ser lidas… Colocar linhas gráficas em formas e transformá-las em letras é uma condição estruturante do psiquismo. O psiquismo é movido por um desejo de ser compreendido, e a escrita é uma de suas formas de expressão e de acesso a esse mundo cheio de letras embaralhadas.

É pela via do recalque que a criança aceita o símbolo do outro como uma significação imposta, mas que, ao mesmo tempo, ela almeja. Incorpora esse recalque, porque deseja o que o outro lhe oferece, já que supõe que a identificação com esse símbolo lhe dará a garantia de ser desejada e compreendida.

A escrita de criança e a sua relação com um sujeito em constituição, com um inconsciente que está aí presente nas marcas das escritas apagadas, devem permear as discussões de professores que estão cansados de utilizar o saber pedagógico para localizar em que hipótese de escrita as crianças estão (fases da escrita). Quanto mais escreve, quanto mais censurados seus erros ao escrever, parece que mais borrões a criança deixa no papel. Ou será que menos escreve? Quanto mais se enfatiza a fase de escrita que o aluno está, parece que menos se lê o que a criança escreve. Ler fases ou frases? Folhas em branco ou muitos borrões?

Tornar-se uma criança com uma escrita alfabética, tendo o apoio de intervenções pedagógicas que dão espaço à interrupção da escrita, que observam letras omitidas, trocadas, evitadas, que transformam borrões em escritas passadas a limpo, pode ser um desafio.

Os professores marcados por uma reflexão mais profunda e sensível sobre as fases da escrita consideram a presença de um inconsciente pulsando nos textos gráficos de suas crianças e no que seus olhos e sua escuta de professor-sujeito conseguem traduzir. Sempre haverá escritas pertencentes a um outro campo, ao campo do desentendido. É nesse conflito de interpretações que as múltiplas possibilidades de construção e desconstrução sobre a compreensão do ato de aprender a escrever são estabelecidas, apontando um lugar diferenciado para a criança, um lugar de sujeito.

>> Danielle Barriquello é psicóloga, com especialização em Psicanálise, e Assessora Educacional da Rede de Colégios do Grupo Marista, que é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/09/14 10:21:45 AM
(Imagem: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

(Imagem: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

O momento histórico vivido atualmente nos situa na Sociedade da Informação e, conforme defende o autor Manuel Castells “[...] é nessa sociedade que vivemos e ela é a que devemos conhecer se quisermos que nossa ação seja ao mesmo tempo relevante e responsável”.

No âmbito da educação, não é diferente. Diversas pesquisas, estudos, políticas públicas, versam sobre a inserção das novas tecnologias de informação e comunicação nas escolas, com vistas a melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem.

Sou pedagoga, professora e pesquisadora sobre a formação continuada de professores para o uso das TIC. É sabido que inúmeros fatores interferem na prática docente e que, como afirma José Manuel Moran, o domínio pedagógico das tecnologias na escola é complexo e demorado.

Segundo o autor, nós educadores, primeiro utilizamos as tecnologias para melhorar o desempenho dentro dos padrões existentes; depois, realizamos algumas mudanças pontuais e, mais tarde, somente após alguns anos, é que educadores e instituições propõem inovações, mudanças mais profundas em relação ao que vinha sendo feito até então.

Grande parte das pesquisas sobre a temática situam os professores na primeira ou segunda etapa apontadas acima. No entanto, há alguns dias, tive a satisfação de vivenciar uma situação “diferente”, onde professor e tecnologia interagiam harmoniosamente e confesso, foi inspirador, instigante, motivador! A experiência despertou em mim tão boas sensações que me fez pensar: “É assim que quero que meus alunos se sintam!”.

A professora a qual me refiro demonstrava durante a aula total apropriação no que se refere aos fundamentos técnicos, teóricos e metodológicos de uso dos recursos disponíveis na sala de aula. A docente integrava de forma contextual recursos como computador, ambiente virtual de aprendizagem, lousa digital e tudo isso numa didática incrível! Todos os alunos atentos, interagindo (e ninguém “navegando” na internet, ou atualizando rede social).

Ela daria uma boa aula sem esses recursos? Sim, pois trata-se de uma excelente profissional. No entanto, temos que admitir que as tecnologias, quando bem aplicadas metodologicamente, contribuem sim para uma aula mais atrativa, dinâmica e prazerosa.

Professora, obrigada pela experiência!
É assim que eu quero aprender (e ensinar).

>> Escrito por Glaucia da Silva Brito e Fabrícia Cristina Gomes. Glaucia é professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Fabrícia é professora da prefeitura Municipal de Curitiba e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR. As profissionais colaboram voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 02/09/14 2:11:44 PM
(Imagem: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

(Imagem: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Quando interrogados sobre a função da escola, os educadores são praticamente unânimes em responder que a escola deve desenvolver nos alunos o senso de cidadania. Os educadores querem formar cidadãos! Para isso, o conhecimento e o desenvolvimento do senso crítico são essenciais. Mas será que esses fatores são suficientes na construção de um aluno cidadão?

Poderíamos nos perguntar se os problemas sociais atuais estariam mais relacionados à falta de conhecimento científico ou à falta de princípios éticos que seriam responsáveis por garantir uma sociedade mais justa e igualitária. Se respondermos a segunda opção, precisamos então considerar que a escola, enquanto uma das instituições mais importantes na formação dos indivíduos, pode contribuir imensamente para que seus alunos sejam, de fato, verdadeiros cidadãos.

Além do conhecimento e da formação de um espírito crítico, a escola pode fomentar junto aos seus alunos o senso de justiça e a compreensão dos direitos e deveres de cada um em uma sociedade democrática. Para isso, é necessário que a escola tenha métodos eficazes que garantam essa empreitada.

Pelas experiências como psicóloga educacional do Instituto Não Violência há mais de uma década, foi possível perceber que a construção de regras coletivas entre todos os integrantes da comunidade escolar tem sido um meio bastante eficiente na garantia de uma escola mais justa e inclusiva. Construir um pacto coletivo de convivência pode trazer para os alunos e educadores vários benefícios. Entre estes, uma reflexão sobre a razão e importância das regras dos valores em jogo na manutenção da coesão social, valores tais como respeito, solidariedade, justiça, empatia e confiança.

No processo de construção de regras coletivas, que deve ser guiado pelo professor, além de funcionar como um facilitador não como um impositor de regras, os alunos terão a oportunidade de desfrutar na prática e no seu dia a dia a vivência de uma micro sociedade, que oportuniza experenciar, não apenas de forma teórica mas também de forma vivencial e real a vida comunitária. Assim, investir nessa metodologia é uma oportunidade interessantíssima que os educadores têm de construir e proporcionar de fato uma escola cidadã!

>>Artigo escrito por Joyce K. Pescarolo doutora em Sociologia e psicóloga educacional do Instituto Não-Violência, colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 29/08/14 9:06:12 AM
(Imagem: Priscila Forone/Gazeta do Povo)

(Imagem: Priscila Forone/Gazeta do Povo)

A inclusão dos adolescentes trans – transexuais e travestis – no sistema escolar figura entre os assuntos mais espinhosos da temporada. Não é novidade, em absoluto. Sempre tivemos trans entre nós, a questão é que parecia haver uma resposta pronta para o fato de que não apareciam na lista de chamada. Na medida em que avançava na “construção do corpo”, o aluno abandonava os estudos. As razões não são difíceis de listar.

A afirmação de uma identidade sexual de difícil compreensão por parte dos pais levava, via de regra, ao pior dos desfechos. Rompidos com a família, essas pessoas saíam de casa, conheciam uma espécie de clandestinidade, inclusive emocional. Sem formação e sem meios de se manter, restava-lhes a exploração sexual. Em boa parte esse quadro costumava – e ainda costuma – ser agravado por uma espécie de falsa verdade: vistas como hiperssexualizadas no imaginário, muitos tendem a achar que as esquinas escuras é uma escolha delas. Os depoimentos das mulheres trans desmentem e lamentam esse estigma, sem muito adianto.

Por essa lógica cruel, as trans não estavam na escola porque não estavam em casa, com os seus. E sim, porque estavam nas ruas. Mas o cenário tende a mudar. Não há estatísticas seguras, como tudo que se refere a esse assunto. Mas se pode dizer com relativa segurança que os avanços do movimento social – que recebe os rejeitados pela família –; do sistema de saúde – que respeita o “nome social” – e a própria família – que desfruta de mais informação – permite que cada vez mais se encontrem adolescentes trans na lista de chamada e nas faculdades.

Resumo da ópera – se antes, maciçamente, a família era a primeira negligente, agora a culpa passa a ser repartida com a escola. Para surpresa, o sistema de ensino também não sabe como lidar com o assunto, não raro com medo de enfrentar os preconceitos religiosos que o assunto gera. É uma ironia. Aumenta o número de pais e mães que entendem a sexualidade de seus filhos e filhas, mas o mesmo não se repete entre os professores.

Em nome da burocracia escolar – ou da própria ignorância velada – o ensino resiste ao uso do nome social, refere-se às trans sempre entre aspas ou volta e meia burla o combinado, colocando o nome civil da aluna no mural, por exemplo. Ora – Carlos Alberto Richa pode se candidatar ao governo do estado como “Beto” Richa, mas um adolescente trans não pode ter o nome que escolheu.

Se parecer exagero, basta conferir os mais de 70 fichamentos feitos pela ativista Carla Amaral, no Centro de Pesquisa e Atendimento para Travestis e Transexuais, o CPATT, ambulatório para pessoas trans criado pela Secretaria Municipal de Saúde. A maioria dos que procuram o serviço reclama da incompreensão da escola – incluindo as faculdades – e do mundo do trabalho. De forma vexatória, essas mulheres têm de explicar o tempo inteiro, para pessoas diferentes, quem são e o que fazem, como se fossem criminosas.

Nem quem cumpre a condicional precisa passar por tantos constrangimentos. “Nunca saberei se não consigo emprego porque não tenho capacidade ou porque sou trans”, declarou à Gazeta do Povo a analista de sistemas “K.”, em reportagem publicada no último dia 18.

Ano passado, tive a oportunidade de acompanhar o projeto “Educação Trans”, ao lado das alunas Marina Mori e Mariana Ceccon, do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná. Contamos com a tutoria do premiadíssimo jornalista Mauri König, conhecido por seus trabalhos em prol dos direitos humanos. O trabalho foi o primeiro colocado no prêmio Fernando Pacheco Jordão, do Instituto Vladimir Herzog, para jovens jornalistas. Fomos a campo, durante três meses, com uma tese a ser comprovada: o bullying escolar expulsa adolescentes trans do ensino e os joga na prostituição.

Tese comprovada, mas também, questionada. Encontramos mais trans nas escolas, apoiadas pela família, e protelando a mudança do corpo, de modo a evitar a pressão dos colegas e dos professores – “eu sei o que você é”, disse a uma delas um mestre, com o dedo apontado.

Percebemos que muitas concluíram o ensino médio, demorando 2-3 anos para retornar, dessa vez para a vida universitária, já com outra identidade. O grau de escolaridade do grupo trans aumentou, o que gera uma pressão sobre a sociedade. As demandas são muitas e óbvias: a educação precisa aprender a respeitar na marra essa identidade, apontando caminhos para o mundo profissional – que não pode mais teimar e aceitá-las apenas na função de cabeleireiras, quando muito. Não só: a mudança de nome civil não pode mais ficar alienada à operação de mudança de sexo. O “nome social” é um mal necessário, um paliativo, nunca um objetivo. Assunto nosso? Sim.

A conversa começou. Queiram os deuses que não seja a escola a vilã da história.

>> José Carlos Fernandes é jornalista da Gazeta do Povo e professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná – UFPR. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/08/14 10:01:27 AM
(Imagem: Gelson Bampi)

(Imagem: Gelson Bampi)

Uma conversa recente que tive com um estudante do Ensino Médio, de 14 anos, me fez recordar da leitura do livro Ócio Criativo, do sociólogo italiano Domenico De Masi. A conexão feita entre o bate-papo com o aluno e os vários trechos que mais me marcaram da obra teve como base a reflexão sobre o papel da criatividade no mundo do trabalho e o que Domenico chama de sociedade pós-industrial e suas características.

O autor italiano é defensor de uma nova sociologia do trabalho, baseada na criatividade e no que ele classificou como ócio criativo. Resumidamente significa que as pessoas possam ocupar o tempo livre tendo mais lazer, ampliando seus estudos e tornando-se melhores profissionais. Como? Por meio do melhor aproveitamento do tempo, da tecnologia e da criatividade em todos os setores econômicos e sociais, inclusive na indústria. Domenico também levanta questões centrais sobre a educação, a formação profissional e as relações de trabalho.

Ao conversar com o aluno Danilo Fuchs, estudante do Colégio Sesi Internacional, consegui visualizar os conceitos de Domenico De Masi aplicados na prática. Danilo e seus colegas foram os vencedores do 1º Torneio de Drones, promovido pelo Senai Centro Internacional de Inovação em junho deste ano, e já se preparam para o próximo, que irá acontecer no final de novembro. Ele contou que, durante a preparação para o torneio, aprendeu sobre os materiais indicados para a estrutura do drone, os passos da construção, a eletrônica por trás de microcontroladores e de servo-motores, além de praticar a pilotagem para manter o voo estável e estudar sobre a utilidade de drones no segmento industrial. Mas, em um dos momentos da conversa, o aluno comentou sobre aprendizados que extrapolaram o domínio das habilidades técnicas. Ele falou que para projetar e construir o drone enfrentou dificuldades, teve imprevistos, superou e resolveu problemas, alcançou conquistas e se sentiu realizado.

Quando converso com adolescentes que já trazem inquietações sobre inovação, criatividade e a importância da busca por soluções para melhorar a qualidade de vida das pessoas, reafirmo que o papel da Educação, dentro e fora da escola, é primordial para que as ideais não sejam abafadas, esquecidas e descartadas. A fala de Danilo, a seguir, é um incentivo para continuar acreditando nisso: “inovação é a palavra-chave no mundo atual. É necessário o aprendizado sobre as tecnologias a fim de fomentar o surgimento de mentes frescas, com novas ideias para o futuro, para, quem sabe, melhorar a qualidade de vida do cidadão. Onde estudo, a inovação é sempre incentivada, não oprimindo ideias mesmo quando inusitadas, a fim de refrescar o mercado com pensamentos vindos de mentes jovens, gerando uma renovação dos conceitos sociais”.

Danilo ainda diz que, mais do que conteúdo, as escolas precisam compreender que a experiência é a melhor forma de aprendizado e que o único jeito de fazer algo com excelência é a felicidade no que faz.

O torneio reuniu estudantes, que apresentaram suas propostas, e empresários da área de tecnologia, que analisaram os projetos. O objetivo foi oferecer aos adolescentes o contato com tecnologias inovadoras, além de desenvolver o espírito empreendedor e de trabalho em equipe. Os drones são veículos aéreos não tripulados, controlados a distância por meio de controles ou computadores, uma tecnologia emergente e de vanguarda.

>>Patricia Melo é jornalista desde 2001 e há nove anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação. Por meio da sua empresa, Presença – Comunicação Educacional, produz textos, entrevistas e reportagens direcionados especialmente ao universo educacional. Dessa forma, contribui para um diálogo mais consistente e criativo entre a Escola e a Família. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 26/08/14 9:57:02 AM
(Imagem: Na Lata)

(Imagem: Na Lata)

Muito se debate sobre a melhor forma de inclusão da pessoa com deficiência, questionando-se principalmente o trabalho das escolas de educação especial. Em alguns estados, como em Santa Catarina, o poder público tem optado por acabar com essas instituições por dois motivos básicos: a) consideram que todas as pessoas com deficiência podem ser abarcadas pela educação regular e b) têm dúvidas quanto ao impacto do trabalho feito nas escolas, até pela falta de mensuração confiável de resultados. Esses governos defendem que alunos com deficiência de nível leve devem ser atendidos no ensino regular; os outros são classificados como portadores de problemas de saúde e encaminhados a centros de atendimento, únicas instituições especiais conveniadas por esses estados. É aí que está o equívoco. Neste artigo, vamos mostrar a diferença das escolas e dos centros e também a importância da criação de um modelo padrão de mensuração da educação especial, de forma a obter dados e informações quantitativas e qualitativas que possam servir de guia para as políticas públicas, evitando que elas sejam definidas baseadas em opiniões e sentimentalismo, e tirando essa discussão do amadorismo. Afinal, milhares de famílias são impactadas pelas decisões governamentais.

O aluno com deficiência tem problemas de saúde, mas não apenas isso. Este público necessita da solução integrada de educação, saúde e assistência social. Nos centros de atendimento ele passa de consulta em consulta com psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, em uma agenda que não favorece o convívio social. A saúde é sim muito importante, mas é necessário que os estudantes, por mais que não aprendam a ler e a escrever em sala de aula, dependendo de sua deficiência, tenham oportunidade para se desenvolver, para, por exemplo, aprender hábitos simples como os de higiene, para ter atitudes que o permitam ser independente. Isso o centro não ensina.

Na outra ponta, as escolas não conseguem mostrar que suas atividades educacionais têm impacto na educação e na inclusão social dos alunos deficientes. Esta discussão é tema de diversas matérias e tem aflorado o sentimento de muitos pais e pessoas envolvidas na causa da pessoa com deficiência. Pense por um minuto: “Quais os resultados que uma escola especial traz para a pessoa com deficiência?” Em resposta, virá uma série de depoimentos, muitas vezes os próprios estudantes irão colocar a importância das suas instituições para eles mesmos. Entretanto, quais indicadores comprovam o resultado?

Você já ouviu alguém questionando a importância de uma criança sem deficiência ir para a escola? Ou alguém dizendo que na escola regular não se aprende a ler e a escrever? Provavelmente não, pois toda a sociedade tem consciência da importância da educação regular, pelos resultados comprovados que a escola traz a seus alunos. Da mesma forma que as diferentes esferas de governo têm indicadores e métodos de avaliação dessas instituições, é necessário que a educação especial comprove numericamente e cientificamente o seu trabalho. Atualmente, as instituições especiais do Paraná devem encaminhar relatórios por aluno, contendo descritivos e critérios de avaliação exigidos pelo Estado. Porém, este sistema de avaliação necessita de critérios que sejam universais aos tipos de deficiência, ou o mais próximo disso.

Na vivência da ASID em escolas em Curitiba e região, e mais recentemente também em cidades de Santa Catarina e São Paulo, foram levantadas diversas formas de avaliação, sendo que muitas são focadas na comunicação com os familiares. Esta é uma excelente iniciativa, que estreita o relacionamento com a família e acelera o desenvolvimento do aluno, além de pautar exatamente o objeto de trabalho da instituição com o estudante. Entretanto, é preciso que haja união das escolas especiais e, pela composição dos diferentes pontos de vista, se torne possível a chegada a indicadores de avaliação que mensurem de maneira universal, ou o mais próximo disso, o desenvolvimento dos alunos. Em nossa opinião, este trabalho poderia ser liderado pelo Governo Estadual, que detém o convênio com mais de 400 instituições no Paraná. É preciso que o Estado inicie grupos de discussão, implante modelos, faça testes e alcance um modelo final de avaliação. Para isso, pode-se também pensar na parceria com universidades e especialistas, além, claro, dos profissionais que já são parte das escolas especiais.

Desta forma, acreditamos que o estudo sobre a inclusão deixará de ser sentimental ou baseado em depoimentos fervorosos, e todos poderão avaliar, com base em dados quantitativos e qualitativos, o trabalho da escola especial. A comprovação de resultado trará base científica para o grande impasse da inclusão que hoje é tão comentado em toda a sociedade.

>> Artigo escrito por Alexandre Schmidt de Amorim diretor de Projetos e fundador da  Ação Social para Igualdade das Diferenças –  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso siteAcompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/08/14 10:56:03 AM
(Imagem: Arquivo Gazeta do Povo)

(Imagem: Arquivo Gazeta do Povo)

O atual contexto em sala de aula é o de desafios. Os professores disputam a atenção dos alunos com as tecnologias, como celulares e tablets, que permitem que eles tenham acesso a informações de uma maneira muito rápida, mas estas informações não são necessariamente válidas para o processo de ensino e aprendizagem. Vivemos na sociedade do consumismo, onde se introjetam informações, mas não se transformam em conhecimento.

Então, como trazer a atenção dos estudantes para a sala de aula? De que maneira despertar sua curiosidade investigativa, para levá-los a construir novas descobertas nos vários campos das áreas de aprendizagem? Quantas são as possibilidades de estabelecermos o diálogo crítico e significativo com nossos estudantes?

Primeiramente, se faz necessário entender como pode ocorrer a promoção das informações para o nível do conhecimento. É por meio de leitura, debates, conversas, troca de experiência e relativização de papéis. Somos produtores da realidade, alteramos a natureza e produzimos relações sociais, que levam à construção do pensamento dialético, movimento de ideias e ações que movem a existência humana.

Uma tentativa bem sucedida de transformar informações em conhecimento em sala de aula é a realização de “aulas invertidas”, onde literalmente ocorre a inversão de papeis. Os estudantes tomam o lugar do professor e passam a ministrar aulas para os seus colegas.

Esta experiência fundamenta-se na teoria de ensino chamada Construtivismo, que tem por referência o biólogo Jean Piaget (1896-1980) que se dedicou à observação científica do processo de aquisição do conhecimento pelo ser humano, especialmente as crianças. Segundo a Teoria do Construtivismo, o papel do professor é o de observar os estudantes, investigar quais são os seus conhecimentos prévios, seus interesses e, a partir daí, procurar apresentar diversos elementos para que os estudantes construam o conhecimento. O professor cria situações para que os estudantes cheguem ao conhecimento.

Na experiência que conduzi em uma instituição de ensino técnico de Curitiba, foram estabelecidos alguns critérios primordiais. O principal deles: o tema escolhido pelo grupo deveria, necessariamente, ser algo de domínio de todos. Domínio este pelo viés do interesse, da profundidade e do gosto pelo tema. Este é o critério mais importante de todos, pois o objetivo é fazê-los perceber a nítida diferença entre apresentar um trabalho e ministrar uma aula. Há diferenciais fundamentais aí: quem fala sobre um assunto, dando uma aula, deve apresentar e passar aos estudantes a profundidade, o conhecimento e o encantamento, pois são estes três elementos que farão com que a atenção se foque na aula, em sala de aula. E assim ocorreu. Foram cinco semanas, em quatro turmas de Ensino Médio Integrado, com apresentações de vários grupos. O resultado foi além do esperado.

A importância desta experiência, evidenciada nos relatos escritos e orais dos estudantes, concerne no elemento da inversão como meio para se colocar no lugar do outro, que neste caso é a professora ou os professores todos.

Exercitar estas mudanças de papéis é fundamental para o amadurecimento tanto de educadores quanto educandos. Está no princípio antropológico das culturas, a importância de desenvolver a capacidade de relativizar o olhar sobre o que nos cerca: colocar-se no lugar do outro significa sentir o que ele sente, na dimensão que tem para ele. E, a partir daí, pode-se começar a pensar em quebrar paradigmas em sala de aula, aumentando o nível de atenção, respeito e interesse dos estudantes.

>>Silmara Aibes é professora de Sociologia e supervisora do Núcleo de Ciências da Sociedade do TECPUC, centro de educação profissional do Grupo Marista, e mestre em Educação pela PUCPR. A PUCPR integra o Grupo Marista, colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/08/14 3:50:15 PM
(Imagem: Thiago Lontra/Agência O Globo)

(Imagem: Thiago Lontra/Agência O Globo)

Certa vez, um aluno do 1° ano do Ensino Médio me perguntou se tudo que aprendemos na escola tem aplicação na vida cotidiana. Naquela época, há 18 anos, com dois anos de início da carreira de professor e 22 anos de idade, não consegui responder algo além de um simples e enfático sim.

- Sim, tudo que se aprende na escola tem aplicação no cotidiano, mesmo que você não perceba.

Essa resposta me assola até hoje, volta e meia me vejo pensando nela, reflito minha prática (lembrando Perrenoud), realinho meus pensamento e prioridades, busco no cotidiano uma explicação para tudo o que a escola traz (trazer: verbo transitivo).

Entretanto, o que ainda se percebe é o distanciamento com a realidade que a escola está do dia a dia do aluno. Ao que parece, há uma dicotomia entre o representado e o exposto dentro dela.

Felizmente, essa preocupação não é de hoje e muito menos única, vemos vários e vários autores, consagrados ou nem tanto, demonstrando essa preocupação, lemos e assistimos verdadeiras intenções de se romper esse ciclo dicotômico.

Então, como fazer isso? Em uma visão franca e direta, a escola precisa de cobertura e não de muros. Isto é, a escola precisa de cuidados e atenção, mas não de proteção, blindagem.

A escola precisa ter apoio, algo que a abrigue, uma verdadeira política educacional séria, abrangente e independente dos humores partidários e ideológicos, pois ainda estamos formando uma identidade social.

Contudo, não precisamos que a escola tenha proteção contra a sociedade, nas suas escolhas, anseios e cobranças. Muito pelo contrário, a escola precisa encarar que faz parte da sociedade e não é uma ilha ou pior, um pico inatingível, algo que muitas vezes assume o papel de barreira intransponível. Sendo isso uma verdadeira lástima que nos será trazida à responsabilidade mais cedo ou mais tarde, pois o mundo de hoje não é estático e fechado.

Quanto à pergunta de meu aluno de 18 anos atrás, hoje, responderia diferente. Diria a ele que é bem possível encontrar no cotidiano boa parte das coisas que aprendemos na escola. Contudo, existem traços de cultura escolar que só nos serve para completar a alma e o coração com conhecimento, mas escola está aprendendo a ver a si e a sociedade como elementos únicos e indissociáveis.

>>Artigo escrito por Guilherme Lemermeier Rodrigues, professor de Matemática, Especialista em Ensino de Matemática, mestrando em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná, instituição associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM.

 

Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/08/14 3:14:11 PM
(Imagem: pixabay)

(Imagem: pixabay)

Quando se fala em levar a TV para dentro da escola pode surgir uma primeira dúvida: será que dá certo levar esse meio de comunicação para a sala de aula? Dá sim! E os resultados serão transformadores. A começar pelo fato de que a televisão está presente no cotidiano dos alunos. Uma pesquisa básica em sala de aula, daquelas que perguntamos “quem tem televisão em casa levanta a mão” mostrará que, quase na totalidade das ocasiões, as mãos levantadas serão muitas.

Além de ser um elemento presente no cotidiano das famílias, é um recurso novo para o professor. Se ela tem tanto potencial e exerce fascínio e influência nos seus telespectadores, então deve ser aliada do professor também. Mesmo que o seu uso possa dar um pouco de medo ou gerar certa desconfiança, é importante se apropriar deste código para desenvolver a aprendizagem, potencializar a comunicação e realizar uma análise consciente dos fatos.

Dessa forma, a TV abre um novo campo a ser explorado. A cultura do ensino ainda está fortemente voltada para o texto escrito. Nesse cenário o texto falado, acompanhado de imagem, movimento e efeitos sonoros ainda não é explorado em totalidade por todas as disciplinas. Mais do que um desafio a ser superado, esta é uma oportunidade de trazer um recurso presente no nosso cotidiano e lançar sobre ele um novo olhar, para com ele observar também os assuntos da nossa realidade.

Cabe lembrar que não estamos falando aqui da TV educativa (entendida como aquela feita com foco no ensino), que é muito vantajosa, pois relaciona o discurso pedagógico com o potencial do audiovisual. É claro que os documentários, videoaulas, videotutoriais são positivos, mesmo que alguns autores os caracterizem como o “primo pobre” da chamada TV comercial, aquela do cotidiano – afinal, as suas produções são mais lúdicas, ou com mais qualidade e maiores investimentos.

Sendo assim, porque não fazer uso da TV comercial? O telejornal, a telenovela, a publicidade, os desenhos… Todas estas produções ensinam algo para o telespectador. É preciso “usar televisivamente a televisão”, nas palavras do autor mexicano Guillermo Orozco Gomez. É essa nova linguagem, que se bem apropriada pela abordagem didática, pode transformar a aprendizagem e as relações de sala de aula.

Mas, não se engane. Levar a TV para a escola é uma experiência verdadeiramente transformadora. Ela será incompatível com a manutenção de qualquer status quo que possa existir. Além de democratizar os discursos ela equaliza as relações de sala de aula permitindo que todos partam da mesma base. E transforma a educação, pela via da comunicação, com base na participação cidadã!

>> Artigo escrito por Everton Renaud, filósofo e mestrando em Educação pela Universidade Federal do Paraná – UFPR. Atualmente, é gestor de projetos educacionais que atuam com mídia e educação no Instituto GRPCOM.

>> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/08/14 9:48:10 AM
(Imagem: Benett/ Gazeta do Povo)

(Imagem: Benett/ Gazeta do Povo)

As diferenças de oportunidades para os jovens de classes sociais menos favorecidas são reforçadas pelos resultados opostos entre a escola pública e a privada. A desigualdade em nosso sistema educacional é uma das causas mais significativas da manutenção das diferenças sociais do Brasil. Para quem “vem de baixo” é necessário muito mais esforço e competência para melhorar suas condições de trabalho e financeiras.

Conforme mostram os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), em que o Brasil se posiciona vergonhosamente nos últimos lugares, a diferença de resultados entre as escolas públicas e particulares aumentou nos últimos três anos. Enquanto os alunos de escolas particulares alcançam o terceiro nível do teste, os da escola pública não saem do primeiro.

A preparação dos jovens provenientes de classes economicamente privilegiadas, além da melhor qualidade das escolas particulares por eles frequentadas, também conta com outros benefícios: aulas de inglês, viagens e intercâmbios, famílias mais instruídas e acesso a recursos tecnológicos. Fora isso, há a possibilidade de começar a trabalhar sem o foco imediato no retorno financeiro, mas na construção da carreira, como proporcionam os estágios e programas de trainee. Para eles o futuro é o foco.

Para os jovens de famílias com baixo poder aquisitivo as possibilidades são mais restritas. Além de não terem acesso aos privilégios citados anteriormente, as condições financeiras dos familiares os obriga a buscar trabalhos que tragam retorno financeiro imediato para custear a sobrevivência. Iniciando a vida profissional mais cedo, sem preparo, acabam em trabalhos operacionais que dificultam seu crescimento profissional e desempenho escolar. Para esses jovens os desafios do presente e o pagamento das contas do mês são a prioridade.

Diante desse contexto de desigualdade de oportunidades de aprendizagem é previsível que a lacuna entre ricos e pobres cresça ainda mais, junto com todos os problemas sociais que ecoam em consequência. Assim, tornam-se necessárias ações de longo prazo que considerem a educação como estratégia principal de combate às diferenças sociais. A escola pública precisa ser mais bem estruturada que a particular, afinal é nela em que os problemas sociais ecoam com mais intensidade.

>> Artigo escrito por Luciano Diniz, coordenador geral da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve formações para adolescentes, educadores e familiares baseadas nas concepções de educação integral transformadora. A Associação Gente de Bem colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

 

Páginas12345... 28»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Publicidade
Publicidade
Publicidade
«

Onde e quando quiser

Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 49,90 por mês no plano anual.

SAIBA MAIS

Passaporte para o digital

Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

»
publicidade