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Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/01/15 11:06:59 AM
(Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

(Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

Esta semana tenho estudado sobre a aprendizagem móvel conhecida também como Mobile Learning e que depende do uso de dispositivos móveis. Fiz a mim mesma a pergunta que coloquei como título neste post, cheguei a seguinte resposta: posso iniciar, sou incluída digitalmente, mas ainda tenho que me incluir ciberculturalmente de forma efetiva, para poder atuar com qualidade e criar novas formas de relação pedagógica, novas formas de pensar o currículo e, também conduzir mudanças no ambiente escolar. Seja este ambiente presencial ou a distância.

Desta forma eu ainda preciso, como bem afirma Santos (2014)contemplar a dinâmica especifica da “era do CCM ou do pós-PC”, onde o computador conectado móvel ou os dispositivos móveis e portáteis, como celulares, smartphones, netbooks e tablets conectados ao ciberespaço vias as redes sem fio Wi-fi e redes 3G da telefonia móvel, sustentam a internet em sua fase web 2.0 associada à mobilidade ubíqua.

Sendo usuário da internet, considero que ainda preciso entender e vivenciar uma internet mais interativa, que a torna uma infraestrutura principal da nova era sociotécnica e nela o incluído cibercultural é o praticante cultural capaz de apropriar-se ou apoderar-se da dinâmica autoral, colaborativa e móvel para empoderar-se como cidadão nas cidades e no ciberespaço. (SANTOS, 2014)

Assim, tenho um longo caminho para ser incluída ciberculturalmente. Preciso explorar as funcionalidades da informática, seus softwares e aplicações móveis, conhecer as tecnologias de informação e comunicação que a conexão em rede podem possibilitar. E tudo isto não esquecendo de explorar os sistemas operacionais para dispositivos móveis: IOS, ANDROID, WINDOWS.

A aprendizagem móvel, é tema de investigação na área das tecnologias na educação desde a primeira década deste século. Brazuelo e Gallego (2001), conceituam aprendizagem móvel como sendo uma abordagem educacional que facilita a construção do conhecimento, resolução de problemas de aprendizagem e desenvolvimento de várias capacidades ou habilidades de forma independente utilizando dispositivos móveis portáteis, em qualquer espaço e tempo.

A aprendizagem móvel será possível se professor e alunos tiverem acesso a um smartphone, um tablet ou um phablet. Estes dispositivos são considerados adequados para o desenvolvimento do processo educativo que pressupõe uma aprendizagem móvel. Sem os dispositivos móveis, não haveria facilitação para o trabalho colaborativo e uma aprendizagem interativa.

O Brasil é o país com maior número de usuários de smartphones na América Latina. São dispositivos que combinam os serviços próprios de um celular tradicional e outros recursos, tais como: câmeras de fotos e vídeo, reprodutor de MP3 e MP4, navegação na internet, armazenamento de dados, enviar SMS o MMS, edição de documentos, conexão wi-fi e outros recursos.

Os Tablets têm todas as vantagens e funcionalidades de um computador pessoal, mas com um tamanho menor. Já os Phablets são uma tendência em crescimento no Brasil, são os aparelhos com telas maiores. O nome vem da união das palavras “phone”, de telefone, e tablet, geralmente têm telas com tamanhos acima de 5 polegadas.

Se a aprendizagem móvel depende do uso de dispositivos móveis, faz-se necessário que se discuta a questão da inclusão cibercultural do professor, pois não basta somente sermos usuário de smartphones, tablets ou phablets, para que possamos fazer uma boa utilização destes dispositivos na educação, pressupondo uma aprendizagem móvel. Temos que nos incluirmos ciberculturalmente.

Então professores, que tal iniciarmos nossa inclusão cibercultural?

>> Escrito por Glaucia da Silva Brito, professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. As profissionais colaboram voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 27/01/15 4:05:16 PM
(Foto: Divulgação/Gazeta do Povo)

(Foto: Divulgação)

Curitiba alcançou em 2014 a incrível marca de um milhão de motoristas habilitados e mais de um milhão e trezentos mil veículos registrados, conforme a Gazeta do Povo noticiou em edição de abril daquele ano. Os recordes de emplacamento e habilitações produziram, além dos efeitos visíveis sobre as cidades e a vida cotidiana, uma máquina de arrecadação para a União, os governos estaduais e as prefeituras.

Para se ter uma ideia da dimensão dos recursos que as multas geram ao poder público, apenas a cidade de São Paulo arrecadou, no ano passado, mais de R$800 milhões de reais em radares, pardais e fiscalização nas ruas. Na Lei Orçamentária Anual de Curitiba aprovada para o mesmo período, a previsão de arrecadação daquilo que é competência do município era de R$53 milhões de reais. Não encontrei números para a arrecadação conjunta de todos os entes da Federação, mas podemos imaginar que não sejam modestos.

O aumento da fiscalização, ou melhor, da eficácia na aplicação da multa não significou, infelizmente, a superação de problemas crônicos relacionados ao trânsito e a segurança nas ruas e estradas. Segundo informa o Mapa da Violência 2014 que analisa dados, sobre mortalidade, gerados pelo Ministério da Saúde no ano-base 2012, morreram naquele ano mais de 46 mil pessoas em acidentes de transporte no país, uma variação positiva de 3,4% em relação a 2011 e de 38,3% em dez anos. Em termos internacionais, somos o 4º país com mais mortes (em números absolutos) no mundo, ficando atrás apenas de China, Índia e Nigéria.

Ou seja, nosso ciclo recente foi de mais carros e motoristas, mais multas nos cofres dos governos e mais mortos e feridos no trânsito. E, ao que parece, ninguém está preocupado com isso. As razões do problema certamente são múltiplas e as soluções invariavelmente não são fáceis, mas a sempre alegada “falta de recursos” para ações mais contundentes de prevenção não pode ser usada como desculpa.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê que 5% do total arrecadado com multas seja destinado a um fundo de educação e segurança no trânsito. Além disso, o CTB dedica todo um capítulo à educação, no qual se combinam belas intenções (tais como a articulação do MEC, Detrans e escolas na elaboração de conteúdos específicos de trânsito), um pouco de letra morta (a obrigatoriedade de toda propaganda à beira das estradas conter material educativo) e, é claro, as fontes de recursos. O denominador comum aos elementos da lei é uma visão publicitária da educação, como se campanhas episódicas pudessem, por elas mesmas, alterar um comportamento coletivo assustador, que é o do brasileiro ao volante.

Pensemos nos momentos de formação do motorista, que é a autoescola, e de habilitação formal à direção, que é o teste do Detran. Tanto num como noutro o que se vê é um conjunto de macetes e decorebas, pelos quais se paga caro e que, por não educarem, cospem nas ruas centenas de motoristas despreparados a cada dia. O neófito passa no teste, compra seu carrinho e é jogado na Linha Verde, às 18 horas, com chuva, em dia de greve de ônibus. Ou na descida da serra para Joinville, no meio das carretas. O resultado? As cifras do Mapa da Violência e as histórias que vemos diariamente na imprensa.

A obrigatoriedade da realização de ações de educação para o trânsito é o que nos faz ver, de vez em quando, um anúncio pago na TV falando em respeito à vida, cuidado ao volante e outras atitudes. Investimento na formação do motorista, só aquele que eu, você e todo mundo é obrigado a deixar no balcão da autoescola e no guichê de arrecadação do Detran. Da derrama das multas se vê muito pouco revertido em educação nas escolas, na formação de condutores e nas ruas. Faltam ações preventivas, falta coordenação entre as instituições de ensino e o poder público, falta transformar a diminuição da violência no trânsito em prioridade nacional. Só não falta dinheiro.

>>Christiano Ferreira é historiador e atua há mais de 10 anos no Ensino Básico e Superior como docente e gestor educacional. Atualmente coordena o Projeto Tetear, da Parabolé Educação e Cultura, que leva oficinas de arte e educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na Região Metropolitana de Curitiba. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/01/15 2:20:56 PM
(Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

(Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

Sou mãe de um menino de 12 anos que adora jogar futebol, correr e suar. Assim como muitas crianças de sua idade, ele está aproveitando as férias escolares e recarregando as energias para o ano letivo que se aproxima.

Mas nem sempre é possível viajar durante todo o tempo que antecede às aulas e, muitas vezes, falta companhia para chutar a tão divertida bola. O que resta, então, para meninos e meninas, ociosos e ansiosos durante as horas que completam cada dia de suas férias? Infelizmente muitos ficam prostrados no sofá da sala ou dentro do quarto assistindo à televisão, jogando videogame ou hipnotizados por seus tablets e smartphones.

Tenho o privilégio de atuar profissionalmente sem sair de casa (formato home office) e isso contribui para que eu possa acompanhar a necessidade do meu filho em gastar energia, em passear, conhecer novos lugares, andar de bicicleta, sentir o vento no rosto etc. Ao ficar mais perto dele, também tenho a oportunidade de perceber e me incomodar quando as atrações da TV, videogame ou smartphone falam mais alto. Não digo que essas mídias nunca devem fazer parte da vida das crianças, mesmo nas férias. Elas fazem e sei disso principalmente porque sou mãe. A questão é como e quando utilizá-las. É preciso ter bom senso, limites, estímulos e, especialmente, orientação para que sejam exploradas de forma sensata e com significado.

Muitos pais trabalham durantes os meses de dezembro e janeiro e os filhos ficam em casa sozinhos, com seus irmãos, avós ou com as babás. Nem todas as residências possuem espaço para as brincadeiras de criança e brincar na rua está cada vez mais arriscado. A sugestão então é que os pais troquem ideias com seus filhos, mesmo que seja à noite, sobre aplicativos, sites e pesquisas na internet que agreguem conhecimento ao universo infantil. Naveguem juntos pela rede e peça para que, no outro dia, seu filho apresente as novidades que ele buscou sozinho.

Organize também, com os demais pais ou responsáveis pelas crianças, passeios pela cidade. Curitiba oferece diferentes programas, como o planetário, museu de história natural, centro de criatividade, bosque alemão, borboletário e muitos outros. (Veja mais em http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/conteudo.phtml?tl=1&id=1525754&tit=Dez-lugares-para-rimar-lazer-e-saber).

Aproveite as férias de seu filho e aprenda em parceria com ele. É possível unir trabalho, diversão e conhecimento!

>>Patricia Goedert Melo é jornalista e há dez anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação desenvolvendo projetos para escolas, secretarias de educação e empresas ligadas ao segmento. Atualmente é mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) na linha “Comunicação, Educação e Formações Socioculturais. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 15/01/15 11:07:39 AM
(Imagem: Pixabay)

(Imagem: Pixabay)

Não é fácil ter nascido na década de 1970. E não digo isso pelos anos 70 em si, quando eu mal me conhecia por gente e só queria saber de brincar, ralar joelho, essas coisas. Assistir a televisão era um evento comum, mas com uma aura um pouco diferente: poucos canais, a grade infantil estava longe de passar 24 horas por dia e os horários sagrados de alguns programas nos faziam sair da escola correndo para não perder o episódio.

Foi na década de 1980 que vi entrar na minha casa o telefone fixo e também o aparelho de som, três em um. O primeiro disco de vinil em casa foi O disco do Povo, que conservo até hoje, com clássicos do calibre de “Fuscão preto”. Foi também na passagem das décadas de 70 para a de 80 que eu ganhei meu primeiro livro, O cachorrinho Samba na floresta, da Maria José Dupré. E, só depois da metade da década de 80 é que eu ganhei o meu primeiro disco, que eu havia pedido: Milton Nascimento. E por quê? Porque em toda abertura de jogos escolares de que eu participava, tocava-se “Coração de Estudante”. Eu era fascinado. É uma de minhas primeiras lembranças de algo chamado sentimentalismo.

Onde quero chegar com esse texto cheirando poeira e mofo e traça? Quero dizer que mais ou menos até os 17 anos, eu tinha uns 5 discos, um telefone fixo para toda a família, 2 canais de TV a que eu efetivamente assistia, e uma meia dúzia de livros. Meu universo se aproximava de uma era pré-Big Bang: cabia em uma gaveta (d)e meia.

De volta para o futuro.

2014-2015. Resolvi fazer uma reforma em meu apartamento. Para isso, é necessário fazer um negócio que podemos chamar de destralhação. Jogar fora aquilo que acumulamos ao longo dos anos e que, por um zelo neurótico – ou paranoico? –, teimamos em guardar, seja para preservar a memória do que já fomos, usando objetos como âncora simbólica a nos prender a um passado impiedoso que não para de se distanciar no horizonte, seja porque um dia nossos filhos vão ver como as coisas funcionavam, seja – dentro de um espírito mais pragmático – porque quem sabe eu precise disso um dia.

O que aconteceu desde os meus 17 anos? Que mares naveguei para chegar aos 40 anos com o barco cheio de bugigangas? Por que tantos aparelhos eletrônicos? Videocassete, som 4 em 1, agora com espaço para cd, home theater, modem, tv velha, um aparelho celular, duas câmeras fotográficas, aparelhos de som de vários quilates, computador. E os fios que ligam isso tudo? Uma quantidade impressionante de cabos pretos, brancos e amarelos – para que tantos cabos, meu Deus? pergunta meu coração. Porém minhas retinas fatigadas não perguntam nada, apenas exercem o trabalho mecânico de encher sacolas e caixas de lixo eletrônico, ponteiras misteriosas, plugues suspeitos, pilhas vazadas, fones de ouvido mutilados, rca, super-vídeo, placa ethernet (?), carregador, adaptador para o carregador, câmera, cabo de rede, aparelhinho de mp3.

Ser filho da década de 1970 é vestir como luva o ditado popular: quem nunca comeu melado quando come se lambuza. Uma era de muitas restrições, tanto financeira quanto tecnológica, chegava ao fim e não mais que de repente abriam-se portas para um universo antes inimaginável de oportunidades. É possível ter música saindo de aparelhinhos e aparelhões, vídeos podem ser vistos em telinhas e telonas (a qualquer hora!), conectividade, convergência ao mesmo tempo em que, de maneira contraditória, multiplicam-se opções de aparelhos, você pode estar acompanhado de tudo isso, sempre perto de um device, de um gadget, música, vídeo, notícias, melhor som, melhor imagem, melhor velocidade de dados. Até que a cabeça explode. Ou amortece.

Conhecer um pouco da história é bom, nos deixa mais modestos e nos tira do centro do mundo. Essa experiência da empolgação desvairada diante das tantas facilidades foi vivida em outros períodos, como, por exemplo, no início do século XX, com os eletrodomésticos invadindo a casa das famílias americanas e, depois, de boa parte do mundo. Eu poderia ter aprendido com a experiência do passado, com a geração que produziu e cuspiu toneladas incontáveis de lixo numa época em que aquecimento global era expressão vazia, consciência planetária uma abstração risível. Em vez de aprender, estou aqui passando vergonha ao me confessar um jovem guloso, fascinado pelas maravilhas da tecnologia que colocaria nas minhas mãos o poder sobre a informação, sobre os principais bens culturais, música, filmes, fotos etc.

Hoje me vejo jogando aliviado um monte de aparelhos obsoletos. Pelo menos tive a dignidade de doar aqueles que ainda serviam. Nunca fui bom em negócios e sempre levei em conta o valor de uso, muito mais do que o valor de troca. Não à toa, na infância, troquei uma bicicleta por dois jogos de botão.

E, por fim, chega o momento em que eu deveria aconselhar os mais novos. Mas acho que não preciso fechar tudo com uma moral da história. Talvez valha a pena dizer somente que, de tudo, ficou muito pouco. Entre as coisas que permaneceram em casa, estão, em papel, cartas de amor.

>>Artigo escrito por Cezar Tridapalli, coordenador de Midiaeducação do Colégio Medianeira, instituição de ensino associada ao Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). Tridapalii também é escritor, autor dos romances Pequena biografia de desejos (7Letras) e O beijo de Schiller (Arte&Letra). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.  

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/01/15 3:18:02 PM
(Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

(Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

Foi há dois anos. Levei um susto quando ouvi o educador português José Pacheco – o Zé da Escola da Ponte – maldizer as férias escolares. Pensei ter escutado mal. Mas ele reforçou: era contra os meses em que as portas das escolas se fecham, o que deixou boquiaberta a plateia para a qual discursava – um teatro lotado de… professores.

A fúria do palestrante mirava uma das instituições brasileiras intocáveis, epicentro em torno do qual a vida de milhares se organiza, tema de milhares e milhares de redações “Minhas férias”, responsável pela alta na venda de picolés durante o verão. Sem falar das melhoras que traz ao trânsito.

Aquele homem pequeno e de olhos desconfortavelmente fora do prumo já tinha acabado com as divisórias entre as classes, dado fim aos programas de aprendizagem, eliminou os limites idade-série – para citar algumas inovações de sua mundialmente conhecida Escola da Ponte, na região do Porto, em Portugal. E agora lançava um tiro de misericórdia contra o sacrossanto descanso dos alunos e dos professores.

Não demorou a se justificar, disse que: em regiões muito carentes, a escola é o único lugar possível para os alunos – é onde comem, onde convivem, onde estão protegidos. Ali praticam esportes e são acompanhados por adultos que merecem esse nome. Se ficam fechadas dois meses, ora, em dois meses o pior pode acontecer. Logo, melhor não fechá-las. Raciocínio perfeito.

Antes que uma pergunta viesse à queima-roupa, adiantou-se em adivinhar o que pensava a audiência. Se a escola fica aberta o tempo todo – pois essa é a natureza da escola, nunca fechar – o professor não pode tirar férias? E pronto, estaria declarada a Terceira Guerra Mundial. Que nada. Como para Pacheco não faz o menor sentido a expressão “primeiro semestre”, um professor pode tirar férias em maio, outro em outubro. Só não pode é todo mundo se mandar em dezembro, janeiro, fevereiro…

É uma proposta difícil. Imagino que sofreria imensa resistência caso alguém decidisse levá-la adiante. Se é verdade que o hábito é uma segunda natureza, as férias escolares estão grudadas à nossa pele. Mas faz o maior sentido. Ou pelo menos faz sentido na perspectiva da Escola da Ponte – uma proposta pedagógica que rompeu com todas as condicionantes possíveis e imagináveis.

Lembro-me o belíssimo trabalho feito pela jornalista Erika Kingl, vencedora do Prêmio Tim Lopes da Rede Andi – a Agência Nacional dos Direitos da Infância. Em meados dos anos 2000, Erika cruzou uma pilha de dados sobre pobreza, evasão escolar e exploração sexual. Chegou às cidades brasileiras em que a soma dessas desgraças era mais desastrosa do que o normal. Depois garimpou casos de crianças vitimizadas e apontou, história por história, quem falhou para que aquilo tudo acontecesse.

Na maioria das situações, falhou a família, falhou o conselho tutelar, falhou o poder público, mas falhou também a escola – que estava fechada, em especial nas cidades praianas, onde a exploração sexual é maior. Num mundo perfeito, poderiam – com uma simples mudança na escala de férias – ter impedido que o destino de meninas e meninos fosse menos traumatizante. OK – dirão alguns que a escola não pode resolver os problemas do mundo. Ou que a escola existe para cultivar, repassar, perpetuar o conhecimento, e não para sarar as chagas sociais brasileiras. Essa conversa já deu flor, como diziam os antigos. Sabemos que é uma meia verdade. O ensino não tem como fazer de conta que não é com ele. E isso inclui enfrentar que os meses que ficamos longe dos alunos são um desserviço a eles, logo não podem ser um direito nosso.

>> José Carlos Fernandes é jornalista da Gazeta do Povo e professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná – UFPR. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 08/01/15 3:15:29 PM
(Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

(Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

Brincar é fundamental para o desenvolvimento das crianças. É por meio das brincadeiras que elas elaboram sentimentos, desenvolvem estratégias para enfrentar problemas, constroem sua autonomia e aprimoram seu relacionamento com o outro. As brincadeiras que exigem atividade física também trazem como benefício o desenvolvimento das diferentes habilidades corporais.

Nas férias escolares, brincar ganha ainda mais um sentido: o reforço aos vínculos afetivos, pois é uma excelente oportunidade para brincar em família, especialmente para aquelas crianças que frequentam a escola em período integral ou que têm uma agenda lotada com atividades extracurriculares ao longo do ano letivo.

Para os dias de calor, as brincadeiras ao ar livre são as ideais. Guerra de bexiga com água, banho de mangueira no quintal, pular elástico, pular corda e esqui-papelão são algumas atividades que andam esquecidas, mas fazem o maior sucesso entre as crianças. Já para os dias em que não é possível explorar áreas abertas, os jogos de tabuleiro são uma excelente alternativa para entreter e divertir. Eles proporcionam concentração, autonomia, desenvolvimento da coordenação motora fina e ativam muitas áreas do cérebro. E ainda há os livros, que permitem a exploração do imaginário, trazendo inúmeros benefícios para a criança.

Outra grande vantagem de propor às crianças brincadeiras em conjunto com outros membros da família é tirá-las da frente dos computadores, tablets e vídeo games. Febre entre as crianças e jovens, a exposição exagerada a essas formas de entretenimento prejudica o desenvolvimento emocional e a socialização, pois tendem a acentuar a timidez e os comportamentos individualistas. Em doses homeopáticas, no entanto, podem ser permitidos, pois proporcionam diferentes estímulos visuais, auditivos e motores, estimulando diferentes áreas cerebrais.

Um aspecto divertido nas férias é explorar novos espaços com as crianças, já que curiosidade é uma característica bastante acentuada nelas. Praças e parques ainda não explorados pela família proporcionam desafios corporais como caminhadas e brincadeiras ao ar livre que promovem o gasto calórico e uma vida mais saudável, além de permitir que a criança amplie o seu conhecimento sobre a cidade.

Para aquelas famílias que não conseguem desfrutar das férias conjuntamente, a dica é matricular as crianças em colônias de férias, acampamentos de clubes e outras iniciativas do gênero, desde que sejam promovidas por organizações que os pais tenham referências, para garantir a segurança das crianças.

Criatividade é a palavra-chave para que as férias sejam animadas e enriquecedoras para todos. E, principalmente, é uma oportunidade para estreitar os laços de afeto familiar, fundamentais para o desenvolvimento saudável de todas as crianças.

>>Artigo escrito por Helio Ricardo Werniski Wolff.  Professor especialista em Educação Física do Colégio Marista Santa Maria de Curitiba que integra o Grupo Marista, colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 06/01/15 10:04:39 AM
(Foto: Arquivo ASID)

(Foto: Arquivo ASID)

O voluntariado é uma grande forma de apoio para as instituições de educação no Brasil, sejam elas públicas ou filantrópicas. As carências que as escolas possuem são inúmeras, desde infraestrutura até a sua administração, e o trabalho voluntário pode ser um grande aliado para o apoio a cada uma das áreas deficientes.  A pergunta que fica é, de que maneira as pessoas podem colocar suas habilidades em prol da educação, que hoje é uma das maiores demandas de apoio no Brasil. A resposta é simples: começar a fazer, buscando escolas próximas a sua casa e verificando de que forma seu trabalho pode ser útil. Oportunidades não irão faltar.

Dados de uma pesquisa realizada pela Rede Brasil Voluntário apontam que 11% dos brasileiros são voluntários. De acordo com o estudo, o Brasil está entre os dez países com maior número de filantropos – cerca de 18 milhões. Apesar disso, existe muito que evoluir, principalmente no que diz respeito à estruturação por parte das instituições para receber os voluntários e a eficácia do trabalho desenvolvido. Neste processo existem três atores fundamentais: as escolas, os voluntários e as empresas. O primeiro precisa estruturar as possibilidades que possui para o trabalho voluntário. O segundo deve buscar novas instituições, principalmente aquelas menos conhecidas, pois são as mais carentes de apoio. E o último pode desenvolver o voluntariado corporativo, ou seja, aquele organizado por empresas, que é um grande meio para canalizar o potencial de trabalho voluntário.

Em Curitiba, algumas organizações já conseguem se utilizar do voluntariado de forma eficaz. Um exemplo é o Instituto Paranaense de Cegos, que possui uma gama enorme de possibilidades de trabalho voluntário, desde aulas de informática, música, até aulas de inglês para os seus alunos. Além disso, a parceria com empresas é uma grande ferramenta para executar estas ações.

O trabalho voluntário é um ciclo virtuoso que beneficia todos os envolvidos, desde o voluntário que coloca seu tempo em prol de uma causa fundamental – à educação, às escolas que são beneficiadas e empresas que têm seus colaboradores mais satisfeitos. Em resumo, o que precisa ser feito é começar. O Brasil tem um campo gigantesco a ser explorado em termos de trabalho voluntário e o melhor de tudo é que quem será beneficiado não é este ou aquele, mas todos que estão inseridos no processo.

>> Artigo escrito por Diego Tutumi Moreira, economista e fundador da  Ação Social para Igualdade das Diferenças –  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 19/12/14 3:46:48 PM
(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)

(Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)

A centralidade que a Tecnologia da Informação adquiriu em nossas vidas nas últimas duas décadas teve impactos óbvios sobre a educação. A expansão da educação a distância, o uso de plataformas e dispositivos computacionais e a geração de grandes volumes de informação referentes aos estudantes, escolas e sistemas de ensino são alguns dos aspectos mais notáveis desse impacto, e seus resultados ainda precisam ser mais bem compreendidos.

Este último aspecto citado – a criação de dados massivos, ou big data – é talvez o mais fascinante e obscuro para nós, sejamos professores ou alunos. O potencial que o big data têm sobre a educação é apontado por especialistas de várias áreas, e principalmente naqueles ligados ao universo da TI o entusiasmo é compreensível, ainda que por vezes desmesurado. Como exemplo, um artigo recente publicado no Mashable destaca a entrada dos sistemas educacionais no ecossistema de informação e alguns dos efeitos práticos disso, traduzidos em novas técnicas, ferramentas de pontuação e classificação em testes, na personalização e adaptação da aprendizagem individual e no gerenciamento de problemas acadêmicos tais como o plágio.

Subjacente à análise, como é comum no caso, reside a premissa que a informática alterou de maneira indelével a forma como o ser humano pensa – o que acho, no mínimo, questionável. Tais caminhos, na visão seus entusiastas, poderiam deitar por terra os modelos padronizados e despertar a criatividade, num processo de “libertação” em busca “daquilo que realmente importa” dentro da escola.

Na mesma linha, imagina-se que o uso de big data no espaço de aprendizagem online dará às instituições as ferramentas de previsão que precisam para aprimorar os resultados de aprendizagem para os alunos individualmente.  Nessa visão, a educação online em geral e os MOOCs (cursos online abertos e massivos, na sigla em inglês) em particular seriam um passo evolucionário no desenvolvimento da educação, por apenas transmitirem informação de maneira mais eficaz e abrangente; já o big data teria efeito revolucionário por não apenas transmitir informação, mas por ser capaz de ensinar com base nos nossos comportamentos e cliques – assim como os anúncios do Facebook e do Google que estão à sua volta.

Algumas das técnicas e princípios mais importantes da relação entre Big Data e educação podem ser encontradas num MOOC da Universidade de Columbia. Lá podemos ter uma ideia da abrangência e do impacto que o uso dos megadados pode ter no sistema educacional como um todo e em cada aluno em particular.

O cenário dos sistemas educacionais, especialmente na faixa etária do ensino médio, não é animador. Tanto aqui como nos EUA os adolescentes insistem em largar a escola numa proporção muito maior que nos demais níveis de ensino, e isso deve ter relação com o fato da escola, em geral, parecer muito chata para essa geração. O big data poderia, nesse cenário e na visão de seus entusiastas, prever os fracassos e incorporar novas dinâmicas ao aprendizado que contornassem os obstáculos de cada indivíduo, numa espécie de alfaiataria educacional baseada em dados.

Um detalhe que obviamente escapa aos arautos da revolução é que o uso e o acesso ao big data tem custos, e esses não são insignificantes. Dadas as carências estruturais que vemos na maior parte das instituições de ensino (e atenho-me ao Brasil para fazer essa constatação), é difícil imaginar que outros além das grandes corporações tenham capacidade de usar ferramentas de big data.

Se imaginarmos, num futuro distópico, que o big data irá, a exemplo dos anúncios do Facebook, ‘personalizar’ nossa experiência de aprendizado, legando a um conjunto de algoritmos os conteúdos, abordagens e ferramentas a que cada aluno será exposto, podemos igualmente vislumbrar a adoção de categorias e padrões pré-determinados nos quais os alunos serão enquadrados – com todos os perigos que a previsão do “fracasso” e do “sucesso” implicam.

O fascínio com a tecnologia é geralmente acompanhado do temor acerca de seus efeitos, e na relação big data – educação esse binômio não desaparece: em que medida um ensino assim customizado, baseado em cliques e testes padronizados, serve a uma educação que vise emancipar a humanidade de seus fantasmas? Não estaríamos, ao tomar cada aluno como um conjunto de bits, relegando à educação uma função absolutamente narcisista e individualista, esquecendo que é na escola que depositamos, como sociedade, a esperança nas mudanças de longo prazo? Em suma, não seria o big data mais uma ferramenta à serviço do status quo e das grandes desigualdades observadas na educação em todo o mundo?

>>Christiano Ferreira é historiador e atua há mais de 10 anos no Ensino Básico e Superior como docente e gestor educacional. Atualmente coordena o Projeto Tetear, da Parabolé Educação e Cultura, que leva oficinas de arte e educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na Região Metropolitana de Curitiba. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 

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Enviado por InstitutoGRPCOM, 18/12/14 3:22:05 PM
(Foto: ASID / Arquivo)

(Foto: ASID / Arquivo)

Diante de um cenário educacional preocupante, no qual o Brasil ocupa a penúltima posição no ranking da educação mantido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 36 países, a sociedade parece se conscientizar cada dia mais de que ela pode ser protagonista da solução de seus problemas. Quando o assunto é a educação para pessoas com deficiência, as APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) desenvolvem um importante trabalho, principalmente em municípios situados no interior dos estados, onde o número de vagas ofertadas por escolas públicas fica abaixo do necessário e as famílias não poderiam pagar a mensalidade de uma escola particular. Já no caso das capitais, além das APAEs contamos com outras escolas no mesmo modelo, que não cobram mensalidade dos alunos e que, citando o exemplo de Curitiba, atendem mais de 70% da demanda. Em nosso país, estima-se a existência de uma fila de espera de 40 mil pessoas para obter uma vaga, de famílias com uma renda média de até dois salários mínimos.

A educação tem que ser solução. Partindo desse pressuposto, vemos cada vez mais pessoas com a percepção de que a ação do Estado é mais lenta do que o necessário para gerar uma mudança em curto prazo. Estas pessoas passam a se dedicar à criação e à prática de metodologias educacionais ou estão voltadas para gerar evolução na qualidade de ensino de instituições educacionais, atendendo a demandas específicas. Trago dois exemplos de iniciativas: uma criada a pouco mais de dois anos e outra criada há quatro anos, da qual sou co-fundador. Ambas foram premiadas recentemente por seu modelo de trabalho e o impacto positivo que estão gerando.

A primeira delas é a Geekie, uma plataforma de educação adaptativa capaz de definir o melhor roteiro de estudo de acordo com o perfil do estudante, que gera um impacto direto na educação de três milhões de jovens. A iniciativa foi fundada por dois amigos, Cláudio Sassaki e Eduardo Bontempo, que perceberam que poderiam ter uma grande utilidade no desenvolvimento do aprendizado de estudantes. Eles largaram seus empregos – um deles era do alto escalão de um banco privado e o outro relacionado ao MIT (em português, Instituto de Tecnologia de Massachusetts) – para se dedicarem à ideia.  A grande sacada: sempre que uma escola particular contrata o serviço, uma escola pública recebe a plataforma gratuitamente. No começo de dezembro a iniciativa recebeu o maior prêmio de empreendedorismo social da América Latina.

A segunda iniciativa é a ASID Brasil, fundada em 2010, a partir de um trabalho desenvolvido na Universidade Federal do Paraná, por amigos que tinham o objetivo em comum de trabalhar em prol de uma causa: a da pessoa com deficiência. Após meses de estudo e visitas a instituições de Curitiba, inclusive prestando trabalho voluntário para conhecê-las mais a fundo, percebemos que o problema não estava no encaminhamento da pessoa com deficiência para o mercado de trabalho, mas sim na gestão administrativa da instituição. Ou seja, a execução e promoção de processos para áreas como planejamento estratégico, financeiro, recursos humanos, etc., resultavam em uma baixa qualidade de ensino e na impossibilidade de aumentar o número de vagas.

A ASID promove um projeto de assessoria administrativa, que pode envolver ou não ações de voluntariado corporativo. Desta forma, possibilita uma evolução na organização da instituição e as ações de voluntariado se tornam o principal retorno para as empresas chamadas de “Investidores Sociais” – e ter investidores sociais é muito importante, uma vez que as escolas não pagam pelos projetos. O principal desta metodologia é o acompanhamento feito pela ASID, que retorna anualmente para aplicar um diagnóstico e verificar o que deve ser feito para que a instituição continue evoluindo. A esta altura, com uma gestão qualificada, a própria organização consegue colocar em prática as recomendações – e caso ela apresente muitos problemas retornamos para um novo projeto, o que até hoje, com 27 instituições beneficiadas, não foi necessário. No início do mês, a ASID, representada por seu Diretor de Projetos, recebeu o Prêmio Jovens Inspiradores 2014, entre mais de 5 mil inscritos de todo país.

O que me deixa feliz é ver cada vez mais pessoas conscientes de que seu trabalho, além de ajudar a si mesmos, também pode beneficiar uma causa social e as pessoas nela inseridas, desenvolvendo metodologias inovadoras, atando pontas “perdidas” para criar uma grande rede de transformação.

>> Artigo escrito por Luiz Hamilton Ribas, diretor de Marketing e Voluntariado e um dos fundadores da Ação -  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso siteAcompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 16/12/14 3:01:02 PM
(Foto: André Rodrigues / Gazeta do Povo)

(Foto: André Rodrigues / Gazeta do Povo)

O Natal se aproxima e não podemos negar que esta data carrega, de forma indissociável a sua celebração, idas e vindas ao shopping, horas e horas de pessoas presas em filas e no trânsito, sem contar a ansiedade e o frio na barriga pelas faturas do cartão crédito que chegarão a partir de janeiro.

Esse cenário não é regra, pois muita gente já consegue caminhar na contramão do consumo desenfreado que abraça, especialmente, o mês de dezembro. No entanto, basta dar uma espiada nos centros comerciais para perceber que, o que domina, é a determinação em concluir as compras da lista de presentes.

A ideia deste texto não é focar na crítica ao consumo ligado ao Natal, mas mostrar que existem alternativas que estimulam a reflexão sobre esse movimento que toma conta das ruas, dos shoppings e das nossas casas, principalmente nesta época do ano. Alguns caminhos podem ser trilhados, como a realização de Feiras de Troca de Brinquedos, conhecidas em muitas escolas.

Mas será que precisamos esperar a instituição de ensino promover esse momento? Não podemos mobilizar familiares, vizinhos e amigos para organizar uma feira em que as crianças exercitem o desapego, saibam lidar com os excessos e enxerguem um novo significado aos seus brinquedos?

É possível sim. E ainda é possível contar com a ajuda de organizações que têm experiência nesses eventos, como o Instituto Alana, por exemplo. No site da instituição você encontra orientações para realizar a feira de maneira autônoma, além de material de apoio, como modelos de convite, cartaz, filipeta e até de release para a imprensa. Mas é importante frisar que essas feiras são realizadas exclusivamente para trocas, não devendo haver compra ou venda de produtos.

Além de divertido, este tipo de acontecimento possibilita entrosamento e socialização entre as crianças. Muito maior que trocar brinquedos que não interessam mais, a experiência é enriquecedora por dar novo sentido a objetos antigos e destacar que as relações não precisam ser pautadas na compra e nos presentes.

>>Patricia Melo é jornalista desde 2001 e há nove anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação. Por meio da sua empresa, Presença – Comunicação Educacional, produz textos, entrevistas e reportagens direcionados especialmente ao universo educacional. Dessa forma, contribui para um diálogo mais consistente e criativo entre a Escola e a Família. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

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