Assinaturas Classificados
Seções
Anteriores
Publicidade

Educação e Mídia

Quem faz o blog
Seções
Conheça
Educação
Educomunicação
Leitura
Mídia
Posts
Práticas pedagógicas
Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/10/14 4:52:52 PM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

Comunicação. Algo que muitas vezes nos parece tão próximo, tão natural e familiar que confundimos com outros conceitos e práticas, como a própria informação e a mídia. A comunicação, enquanto processo de produção e apropriação de sentidos, é muito mais ampla, pois colabora para a construção das identidades e das diferenças dos sujeitos sociais.

A partir deste ponto de vista, é possível levantar o debate sobre o consumo (que faz parte do processo comunicativo) como um conjunto de processos socioculturais, em que se realizam a apropriação e os usos dos produtos, e como algo que ultrapassa os exercícios de gostos, caprichos e compras impensadas ou como atitudes individuais. Um dos autores que fala sobre o assunto é o antropólogo Néstor Garcia Canclini – pioneiro sobre o hibridismo das culturas latino-americanas.

Em seu livro “Consumidores e Cidadãos – conflitos multiculturais da globalização” (Editora UFRJ, 2010), o autor vincula o consumo à cidadania, desconstruindo “as concepções que julgam os comportamentos dos consumidores predominantemente irracionais e as que somente veem os cidadãos atuando em função da racionalidade dos princípios ideológicos”. Esse vínculo mostra o consumo como um espaço de valor cognitivo, útil para pensar e atuar de forma significativa e renovadora a vida social.

Quando se reconhece que ao consumir se reelabora o sentido social é preciso, nas palavras de Canclini, analisar como “esta área de apropriação de bens e signos intervém em formas mais ativas de participação do que aquelas que habitualmente recebem o rótulo do consumo”. Ao selecionar e eleger bens e marcas, os sujeitos sociais se apropriam dos significados, comunicam os modos de integração e diferenciação na sociedade.

O autor afirma que gostaria que esse livro fosse interpretado como uma conversa entre antropólogos, sociólogos e especialistas em comunicação, com artistas, escritores e críticos de arte e literatura sobre o que significa ser cidadão e consumidor em meio às mudanças culturais que alteram a relação entre o público e o privado. Entretanto, sugiro incluir “nesta conversa”, motivados por este post, educadores e educandos. É fundamental levar esta reflexão aos alunos e debater como construímos vínculos, identidades e diferenças a partir do que compreendemos e praticamos com relação ao consumo.

>>Patricia Melo é jornalista desde 2001 e há nove anos atua em benefício da Educação por meio da Comunicação. Por meio da sua empresa, Presença – Comunicação Educacional, produz textos, entrevistas e reportagens direcionados especialmente ao universo educacional. Dessa forma, contribui para um diálogo mais consistente e criativo entre a Escola e a Família. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 28/10/14 4:34:31 PM
(Gestores da Escola Epheta recebem certificado de reconhecimento da ASID por sua liderança)

Gestores da Escola Epheta recebem certificado de reconhecimento da ASID por sua liderança.

A liderança é um tema discutido desde os primórdios da história da humanidade. Segundo Peter Drucker, pai da administração moderna, um bom líder é aquele capaz de atingir resultados. Abraham Lincoln, ex-presidente dos EUA, dizia que a maior habilidade de um líder é desenvolver aptidões extraordinárias em pessoas comuns. Podemos sintetizar estas ideias no conceito de que um bom líder é capaz de atingir resultados por meio das pessoas que lidera. Na área das instituições que atendem a pessoa com deficiência, um destes resultados é o desenvolvimento de seus beneficiários pelo impacto gerado por seus atendimentos.

Um estudo estatístico realizado pela ASID – Ação Social para Igualdade das Diferenças em cinco escolas filantrópicas de Curitiba que trabalham com a pessoa com deficiência apontou que existe uma correlação de 96,39% entre uma liderança com competências desenvolvidas e o resultado que os pais percebem nos filhos. O mesmo estudo, realizado em 2013, constatou uma correlação de 81,23% entre a liderança e a qualidade no atendimento aos alunos. Os dados foram resultado de uma pesquisa de clima organizacional realizada com professores, atendentes e equipe clínica, que avaliaram a direção da instituição em tópicos como relacionamento com a liderança, reconhecimento pelo trabalho realizado, motivação e satisfação geral.

Paralelamente foi feita uma pesquisa de satisfação com os pais de alunos em relação à qualidade do ensino/atendimento que seus filhos recebiam em temas como confiança na escola, evolução do aluno, atendimento prestado e satisfação geral na respectiva instituição. Entidades que possuíam líderes bem avaliados por seus colaboradores apresentaram um resultado positivo direto aos seus beneficiários.

Uma das instituições avaliadas, a Escola Epheta, referência no atendimento a crianças e adolescentes com deficiência auditiva, obteve nota de satisfação geral dos pais de alunos de 9,77 em uma escala de 0 a 10, e uma nota de 9,15 por parte de toda a equipe que trabalha na organização. Isto ocorreu porque uma liderança que é capaz de engajar e motivar uma equipe em prol de um objetivo gera um resultado muito maior em seu público final.

A capacitação dos líderes das escolas filantrópicas de educação especial em competências como a delegação de tarefas e o gerenciamento de crises é, portanto, uma das formas de melhorar o desenvolvimento das crianças, adolescentes e adultos com deficiência. A busca constante por aprimoramento destes líderes é fundamental para melhorar o impacto social gerado por sua instituição e, consequentemente, a evolução dos alunos.

>> Artigo escrito por Diego Tutumi Moreira, formado em Economia pela UFPR e fundador da  Ação Social para Igualdade das Diferenças –  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso siteAcompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 23/10/14 5:08:09 PM
(Imagem: Marcelo Elias/ Arquivo/ Gazeta do Povo)

(Imagem: Marcelo Elias/ Arquivo/ Gazeta do Povo)

Para alguns alunos, assistir a um vídeo torna a aprendizagem mais fácil. Para outros, é preciso que o conteúdo esteja detalhado no quadro ou no livro. Há ainda aqueles que, a partir de um mapa mental, conseguem captar o conteúdo da matéria. São os diferentes estilos de aprendizagem, já classificados por estudiosos da área em visual/verbal, sequencial/global, sensorial/intuitivo e ativo/reflexivo. Numa sala de aula, composta por alunos que aprendem de diferentes formas, o grande desafio do professor é conseguir transmitir o conteúdo de maneira que todos entendam.

Porém, o professor também tem um estilo de docência que está vinculado ao seu estilo de aprendizagem e, naturalmente, para ensinar, segue esse estilo. E é aí que muitas vezes acontecem divergências entre o que o professor ensina e o que a turma absorve. Enquanto em uma turma o professor consegue promover o pleno aprendizado de seus alunos, em outras, as dificuldades persistem e o conteúdo acaba não sendo absorvido.

Em termos de gestão educacional, disseminar o conhecimento desses diferentes estilos e instrumentalizar os professores para que se desenvolvam também em outros estilos de aprendizagem que não aquele que lhes é nato, é uma boa alternativa para promover a melhoria da qualidade da educação oferecida.

Nesse sentido, o TECPUC, centro de educação profissional do Grupo Marista, está fazendo uma experiência exitosa em Curitiba. A partir do mapeamento dos estilos de aprendizagem dos quase 300 alunos dos cursos técnicos integrados, foi possível encontrar o estilo predominante em cada turma e, a partir daí, ajudar os professores a criarem estratégias que convergissem com esses estilos.

Com essa iniciativa, professores e alunos passam a “falar” uma linguagem mais próxima, aumentando as chances de compreensão real dos conteúdos transmitidos. É a busca pela excelência na educação, que marca a vida profissional de todos os professores.

Aplicar os estilos de aprendizagem ao contexto educacional de forma ampla é uma maneira de se apropriar dos conhecimentos sobre o desenvolvimento cognitivo para melhorar práticas diárias. Significa estimular estilos menos favorecidos e manter um bom desempenho com os demais, de tal modo que todos os alunos possam aprender, independentemente do seu estilo pessoal.

>>Artigo escrito por Elcio Miguel Prus. Coordenador dos cursos técnicos integrados do TECPUC, centro de educação profissional do Grupo Marista, colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia. 

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 21/10/14 5:12:51 PM
(Imagem: Antonio More/Gazeta do Povo)

(Imagem: Antonio More/Gazeta do Povo)

Que fique aqui lavrado – prefiro uma aula mais ou menos ao improviso, essa arte dos sortudos e malabaristas. Lecionar “na louca”, como se dizia, provoca uma sensação estranha na espinha, se é para sentir calafrios, que seja na montanha russa. Mas convenhamos – nem uma, nem duas vezes aquele encontro educacional que tinha tudo para dar errado vira um dos melhores momentos. Vá entender.

Certa vez comentei aqui uma matéria publicada na revista Superinteressante – chamava-se “O maldito powerpoint”, ou algo assim. Se bem me lembro, entre outras, falava da dependência que os professores sentem dos slides e seus truques. Esquecer o pendrive em casa ou não preparar a apresentação pode equivaler a sentir vertigens na escada rolante. Maldito powerpoint, sem ele, sem chão.

Mas seria injusto culpá-lo das aulas enfadonhas e previsíveis – como um dia fizemos ao nos referirmos às aulas expositivas, calçadas no uso da lousa, giz e de uma ameaçadora varinha. Até porque uma aula expositiva – com giz ou com projeção, não importa – podem ser o melhor remédio. Meses atrás, uma assistente social – ex-moradora de uma ocupação irregular e hoje pesquisadora na Alemanha – confidenciou que a dobra de sua vida se deu numa aula bem convencional, assistida na PUCPR, debaixo da batuta do professor Bortolo Valle. Em resumo, é relativo.

Daí a tese de que certas aulas “acontecem”, para além dos nossos planejamentos, embora seja desaconselhável descartá-los. Ouvi isso de uma pedagoga. Dizia que se ao longo da profissão déssemos uma aula boa que fosse, nossa carreira teria valido a pena. Confesso que achei um pouco exagerado, mas é fato é que podemos contar nos dedos as vezes em que saímos da classe com a alegria plena de quem viajou de balão na Capadócia.

É uma experiência boa que a pedagogia não basta para explicar. Melhor recorrer a todas as ciências humanas e às ciências humanas aplicadas, somando também a astrologia, de modo a entender a conjunção astral que fazem com que discurso, vontade, conteúdo, bem estar, estado de espírito e tudo mais, às vezes, corram sobre trilhos, levando-nos ao melhor dos mundos, o aprendizado azeitado de prazer. Algumas hipóteses.

Na minha mocidade cursei faculdade de Belas Artes. Brincávamos dizendo que na “Belas” sempre faltava alguma coisa. Se tinha luz não tinha água. Se tinha professor, não tinha aula naquele dia – por causa de um recesso maluco qualquer. Aberto um ateliê novo, faltava modelo e barro. Mas quando dava tudo certo, uau, aquelas aulas em círculo, com todos falando sobre arte, compensava cada minuto de penúria. Acontecia.

De outra feita, noutro curso, tive um professor brilhante, expert na obra de Antonio Candido, que desossava com perícia. Colocava os alunos em roda e seguia filosofando sobre o texto, sem metas, métodos ou qualquer outra recomendação do mundo corporativo. Ia até onde dava. No dia seguinte, atirava-se de novo do precipício, num exercício de eterno retorno. Nunca se levantava para ir ao quadro – e todos supúnhamos que sua perna dobrada embaixo do quadril devia ficar formigando. Fazia longas pausas, uma agonia, como se esperasse um dowload que custava a concluir. Raramente era simpático. Mesmo assim, acontecia. Penso que seu segredo – ou a ausência dele – é que construía um raciocínio elaborado de forma lenta, tornando-nos parte daquilo que pensava. Ao final, quando chegava a amarrações brilhantes, era como se fôssemos parte daquela criação. Podemos chamá-lo de mestre paradidático.

De modo que toda aula boa e “acontecida”, por mais que pareça uma predestinada, um fruto do acaso, não é uma ilha, mas o ápice de uma série das tais aulas mais ou menos, nas quais carregamos pedras, quais penitentes de missões. Algo é grande porque uma série de pequenezas assim o fizeram. O desejo alimentado por uma aula inesquecível numa escola de Belas Artes nascia da centena de vezes com que a ensaiávamos, em ocasiões menos felizes.

Do contrário, estaríamos falando em mágica e milagre, questiúnculas sujeitas a lupa quando se trata da educação. Melhor falar em epifania, que exige mais pé no chão e é tão encantadora quanto. Aquela aula que acontece tem de ser mesmo de vez em quando, de modo a iluminar todas as outras. Do contrário, estaríamos num circo, e não numa escola. Além do mais, iria nos faltar memória para guardar tantas aulas incríveis, lecionadas por professoras maravilhosas e seus alunos extraordinários. Overdose, não é recomendado.

>> José Carlos Fernandes é jornalista da Gazeta do Povo e professor do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná – UFPR. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 20/10/14 2:25:05 PM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

O papel do professor no século XXI passou a ter inúmeras roupagens. Além da escolarização, ele se tornou tutor, mentor, psicólogo, mãe, pai e amigo, muitos papéis para os quais não foi preparado para exercer, pois não são essas suas funções.

Quando assistimos aos noticiários acompanhando os pareceres, a legislação vigente, as deliberações e os projetos de lei que têm assolado quase que diariamente o setor da educação, percebemos que a profissão do professor virou uma grande aventura, uma profissão de risco.

Sim, estamos em perigo. Pensemos juntos: com a inclusão, as escolas são obrigadas a atender crianças com todos os tipos de síndromes.  Muitas vezes, o professor tem em sala 25 alunos e, dentre eles, por exemplo, um agressor severo, um autista, duas crianças com déficit de atenção e outra hiperativa. Em alguns casos, são crianças que perdem o equilíbrio emocional com muita facilidade, muitos sem receber os medicamentos e terapias adequados. Sem esquecer dos alunos que mordem e batem nos amigos.

Esse professor corre perigo, ele está à mercê de uma ocorrência grave a qualquer momento. O perigo pode ser físico e emocional: físico por ser machucado pelo aluno, e emocional por se sentir incapaz perante a situação, pois ele não foi capacitado para lidar com essa realidade.

Pensemos na questão jurídica, que também foi colocada ao professor. Como ele fará uma contenção corpórea neste exemplo que cito? Como justificar perante as crianças e, principalmente, a comunidade escolar que um professor se jogou em cima do aluno para conter sua agressividade para com outra criança?

Quando teremos em nossa nação pessoas que consigam fazer um pensar coletivo de educação para que não estourem dentro das salas de aulas os problemas recorrentes a um educar sem qualidade?

Se tivermos que fazer inclusão severa, sem condições, onde ficará o pedagógico, a aprendizagem, a sistematização? O que fluirá com qualidade e onde ficaremos devendo qualidade?

Podemos também ir mais longe neste pensamento e preocupação. Esta criança de inclusão precisa de atendimento clínico fora da escola, pois a inclusão não existe sem a questão clínica junto ao processo. Muitas vezes, a família se nega a levar o filho para atendimento. E se leva ao médico, demora muitas vezes um ano para um diagnóstico, pois no setor público encontramos a fila de espera, e no setor privado, pesa o alto custo financeiro para as famílias.

Enquanto se aguarda esse processo moroso, a criança está em sala de aula, à deriva, perante os amigos junto com a professora que precisa de alguma maneira se virar com a situação. Um problema que é dela, já que o Poder Público não vive o que ela passa em sala de aula.

A questão da inclusão sem precedentes é muito séria e precisa ser estudada, referenciada por todos, independente do cargo ou o que faça, pois hoje tudo gira em torno do pedagogo. Isso precisa ser pensado na qualidade de vida deste ser humano, responsável pelo futuro do nosso país. É na educação que está o segredo do sucesso do país, sentimos isso na Alemanha. A educação e o planejamento são sérios e devem ser repensados para que o professor possa ter qualidade em seu trabalho, não sendo obrigado a exercer o papel de fisioterapeuta e psiquiatra em muitas situações.

A escolarização normal é para todos, sabemos disso, mas existem situações de inclusão que são extremamente graves e sem possibilidade alguma de serem escolarizados junto a outras crianças. Avaliar a perda dos outros alunos se faz necessária, assim como ter escolas de qualidade para atender crianças com problemas graves, para termos justiça e ética, juntamente com um repensar da inclusão social. Já a inclusão pedagógica é diferente e precisa ser pensada por todas.

Pensar em todos e tudo e não simplesmente fazer leis impossíveis de serem cumpridas. Queremos a inclusão de qualidade e não um grande fazer de conta que acontece hoje na maioria dos estados brasileiros.

>>Artigo escrito por Esther Cristina Pereira, diretora da Escola Atuação, de Curitiba (PR) e diretora de Ensino Fundamental do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR). O SINEPE é colaborador voluntário do Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.  

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 14/10/14 5:05:23 PM
(Imagem: André Rodrigues/Gazeta do Povo)

(Imagem: André Rodrigues/Gazeta do Povo)

A enorme polarização política existente no Brasil nos últimos tempos tem gerado efeitos nefastos sobre a nossa percepção da realidade. O clima de torcida em clássico de futebol que invade qualquer debate sobre os rumos de nossa sociedade impede-nos, individual e coletivamente, de compreender de forma plena as transformações e avanços que nossa sociedade tem experimentado nos últimos anos.

Um tema no qual tal polarização é particularmente prejudicial é a educação. Ainda que seja elencada nos discursos de palanque ou de mesa de bar como uma das prioridades nacionais, ignora-se na maior parte das vezes o real cenário no qual as escolas e o sistema educacional brasileiro se encontram, pois enquanto de um lado pinta-se um cenário apocalíptico, de outro se vende a ideia de que nossos seculares problemas foram sanados pela ação redentora dos ocupantes do poder. Felizmente, nossa realidade educacional é bem mais complexa do que se pinta.

Se é ingênuo imaginar que a educação brasileira vai bem, obrigado, é igualmente naïf pensar que em nada se avançou nos últimos anos. Tome-se como exemplo a questão do tempo que a criança passa dentro da escola: se ainda não atingimos aquilo que se observa nos países com bons índices educacionais (e aqui o parâmetro são os membros da OCDE), pelo menos hoje reconhecemos a necessidade de que cada criança e jovem passe mais que 4 horas por dia no ambiente escolar. Tal mudança se deu, obviamente, não apenas por obra e graça de um governo – aliás, se há um erro em nossa sociedade é achar que a educação vai mudar APENAS pela ação governamental; a pressão de pais, empregadores, professores, juntamente com alguns programas oficiais, tem feito este cenário mudar.

Dito isso, destaco um interessante caminho para as escolas públicas ampliarem o atendimento à comunidade, que é o programa federal Mais Cultura nas Escolas. Por meio de parcerias realizadas entre escolas e entidades culturais, podem ser apresentados projetos com orçamento de até R$20 mil para o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas no âmbito escolar, exclusivamente para aquelas instituições que já participam dos programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. Com isso, espera-se que as instituições absorvam a produção cultural e artística existente no seu entorno, tornando-a um espaço de vivência da arte e da cultura.

Em 2014 o programa aprovou mais de cinco mil propostas que já estão em execução em todo o território nacional. Sabemos que, dado o gigantismo de nosso país e as profundas desigualdades existentes entre os diversos estabelecimentos de ensino, não será apenas uma iniciativa dessa natureza que resolverá todos os problemas da educação. No entanto, reconhecemos o mérito do programa ao considerar a importância da cultura para a formação dos estudantes, para a valorização dos saberes locais e, principalmente, para o protagonismo do espaço escolar nas comunidades. Em nossa visão, uma grande escola não se faz com equipamentos de última geração, fachadas espelhadas ou mármore nos banheiros; pelo contrário, de nada resolvem investimentos em estrutura física se os mesmos não forem acompanhados de uma vivência efetiva, por parte da comunidade, do dia a dia escolar e de seu reconhecimento como espaço de confluência de conhecimentos que ultrapassem o tecnicismo e o decoreba. Iniciativas como essa que levam a arte para dentro da escola, por exemplo, e induzem os gestores escolares a buscarem soluções que vão além dos governos, apontam nessa direção e fazem com que nossas crianças tenham uma vivência mais rica e mais prolongada em seu dia a dia como estudantes.

>>Christiano Ferreira é historiador e atua há mais de 10 anos no Ensino Básico e Superior como docente e gestor educacional. Atualmente coordena o Projeto Tetear, da Parabolé Educação e Cultura, que leva oficinas de arte e educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na Região Metropolitana de Curitiba. O profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 10/10/14 3:02:55 PM
(Imagem: Roberto Custódi/Jornal de Londrina)

(Imagem: Roberto Custódi/Jornal de Londrina)

Partes desse texto estavam engavetadas há alguns meses. Trechos guardados porque tínhamos decidido nos calar. Porém, refletindo e relendo a partir de nossas vivências, de nosso trabalho e reelaborando nosso pensar na relação teoria e prática, resolvemos retomá-los e compartilhá-los.

Ao final, pretendemos que compreendam de onde parte o questionamento do título. Para começar vamos conhecer a defesa que o professor Marcelo Borba, da UNESP de Rio Claro, faz em relação à abordagem de “coletivos seres-humanos-com-mídias”.

Marcelo é professor de Matemática e, quando ensina no intuito de que o aluno compreenda e, consequentemente, aprenda, ele defende a utilização das tecnologias. Desde tecnologias não tão novas, como material dourado, o tangram, lápis e papel, até as chamadas novas tecnologias digitais que advêm dos tempos de telemática, da internet e que carregam conteúdos digitais como simuladores, softwares e calculadoras gráficas que nos permitem conversar, produzir e aprender em rede e em colaboração com outros. A tese do professor Marcelo é, em essência, a de que o conhecimento se estabelece a partir desse coletivo formado por seres humanos e tecnologias, ou seja, na escola por coletivos seres-humanos-com-mídias.

Pois bem, a questão de sermos coletivos seres-humanos-com-mídias quando aprendemos Matemática ou qualquer outra disciplina escolar tem sido muito debatida por pesquisadores das escolas e pela sociedade em geral. E, nós, como professoras e pesquisadoras, temos alguns indícios de que o pensamento se (re)organiza de uma forma diferenciada quando usamos tecnologias, as tais mídias -  indícios também apontados pelo pesquisador e psicólogo Oleg K. Tikhomirov.

Podemos afirmar que o uso de mídias na escola, faz com que pensemos de forma diferente. Nosso pensamento se (re)organiza a ponto de facilitar nossa compreensão e aprendizagem sobre conceitos matemáticos, deste modo, somos coletivos seres-humanos-com-mídias. Mas, de onde parte o questionamento que abre esse texto? Será que só vemos vantagens em sermos seres-humanos-com-mídias?

O questionamento surge quando saímos da escola e observamos algumas situações do cotidiano. Situações, nas quais, nós seres-humanos-com-mídias, professores e alunos, temos a capacidade de filmar, retratar, registrar e compartilhar imagens de outras pessoas em situações de risco, perigo ou felicidade e, em muitas delas, não participamos e sequer interferimos. Situações que são registradas e publicadas nas redes sociais e, logo depois, comentadas por pessoas indignadas, transbordando ira e outras coniventes. Situações em que seres-humanos-com-mídias ressignificam os rituais dos “registros na caverna” no afã de deixar sua marca ou o seu autorretrato impresso, marcado.

Nessas situações, muitas vezes descartam o espaço de dor, de luto, de alegria, de felicidade que a situação retrata. E, então nos perguntamos, mas que humanos somos?

O questionamento indignado continua quando, em tempos de eleições, lemos e assistimos os resultados, as estatísticas das ditas tendências eleitorais e atuamos como profissionais. Representações gráficas, bem como representações audiovisuais, feitas por “seres humanos-com-mídias” que são, muitas vezes, publicadas, compartilhadas e apenas revelam o uso capcioso das “mídias”. Uso que faz com que a suposta maioria, não se pergunte sequer: o que há de “verdade na realidade?”.

E então, constatamos, a escola, a sociedade, nós “seres-humanos-com-mídias”, que ainda engatinhamos, tanto na compreensão do uso dessas mídias para promover aprendizagens, quanto para convivermos em uma sociedade em rede, com características próprias e que se estabelece ancorada em redes digitais.

Estamos imersos em um universo comunicativo e tecnológico, em que as mudanças nas relações sociais são mediadas pelas práticas midiáticas. A escola, e nos atrevemos dizer, que a sociedade em rede na qual vivemos, precisam ver além dos conteúdos para, quem sabe, podermos nos tornar “seres-humanos-com-mídias” e mais humanos.

Seres-humanos-com-mídias que consigam fazer leituras que permitam perceber o uso capcioso que alguns fazem das mídias, das tecnologias. Leituras que nos permitam compreender se essas “mídias” estão a favor ou contra seres humanos, a favor ou contra quais seres humanos.

E mais uma vez indagamos: Somos coletivos seres-humanos-com-mídias, mas que humanos?

>> Escrito por Glaucia da Silva Brito e Gílian Cristina Barros. Glaucia é professora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Gilian é professora da Rede Pública do Estado do Paraná, também pesquisadora em Tenologias na Educação e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR. As profissionais colaboram voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 09/10/14 5:31:21 PM
(Imagem: Divulgação)

(Imagem: Divulgação)

Educadores bem preparados para desempenhar a arte de educar é um dos principais passos para que nossas crianças e adolescentes recebam uma educação de qualidade. Infelizmente, a maioria das formações docentes do Brasil conta com uma pequena carga horária direcionada às práticas pedagógicas e às disciplinas relacionadas com didática e comportamento humano. Sem o preparo adequado sofrem ambos, professores e alunos.

O sistema educacional da Finlândia é um dos mais admirados do mundo e ocupa as melhores posições nas avaliações mundiais da área, como o PISA e o Índice de Educação Global, da Organização das Nações Unidas. A revolução educacional finlandesa, iniciada na década de 1970, impulsionou um país que perdeu guerras e teve um processo de industrialização tardio, transformando-o em uma das nações mais ricas do mundo. Hoje, a Finlândia ocupa as primeiras posições nos índices de inovação, qualidade de vida e sustentabilidade!

Um dos pilares do sucesso desse sistema é a sólida formação dos educadores, que enfatiza o desenvolvimento da reflexão crítica, de competências pedagógicas e os prepara para o diagnóstico e acompanhamento dos alunos com dificuldades de aprendizagem.

Com o objetivo de desenvolver competências profissionais diretamente aplicáveis ao ofício do educador, a Embaixada da Finlândia está custeando 25 bolsas de estudo na Pós-graduação em Educação Integral Transformadora da Associação Gente de Bem. A formação conta com um corpo docente renomado, incluindo a participação especial de educadores finlandeses.

O processo seletivo para as bolsas de estudos já está aberto e vai até o dia 31 de outubro. O regulamento e as inscrições podem ser acessados em www.gentedebem.org.

>> Artigo escrito por Luciano Diniz, coordenador geral da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve formações para adolescentes, educadores e familiares baseadas nas concepções de educação integral transformadora. A Associação Gente de Bem colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

>> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 30/09/14 11:05:43 AM
(Imagem: Arquivo Pessoal)

(Imagem: Arquivo Pessoal)

As pessoas com deficiência precisam de estímulos externos específicos para desenvolver seus sentidos e personalidade. O papel das escolas em que estudam é essencial, pois lá recebem o tratamento mais adequado para ampliar seu potencial de acordo com as limitações impostas pela deficiência. Igualmente importante é a família, que exerce um papel fundamental na inclusão social da pessoa com deficiência.

Os pais devem estar atentos desde cedo para identificar se a criança possui alguma deficiência. Algumas delas, como o autismo, não são detectadas por meio de exames de sangue, e a descoberta precoce irá garantir o desenvolvimento pleno do autista. Após o diagnóstico os pais devem se preparar para uma rotina distinta da que imaginavam, e isso não é negativo como muitos pensam. É apenas diferente.

Preparar-se para criar um filho com deficiência significa saber que o desempenho escolar será diferente do comum; que, em alguns momentos, a criança passará por surtos sem motivos aparentes; que a rotina de remédios deverá ser seguida à risca para que o desempenho escolar não seja prejudicado; e que o carinho dado talvez não seja recíproco, pois, muitas vezes, apesar de a criança também sentir amor, ela não conseguirá expressá-lo.

A compreensão destas questões aparentemente óbvias faz parte de um mundo ideal que infelizmente ainda não é realidade. No dia a dia dos trabalhos realizados pela ASID (Ação Social para Igualdade das Diferenças) nas escolas de educação especial, ouvimos relatos dos mais variados. A maioria das famílias atendidas por estas entidades é de baixa renda, e muitas vezes, a escola oferece a única refeição que suas crianças terão no dia. Alguns pais não têm consciência das necessidades do filho com deficiência ou não sabem lidar com elas, e por isso recorrem a fugas como o álcool.

Já ouvi relatos de diretores de escolas que recebem alunos dopados na segunda-feira, porque os pais não conseguem lidar com eles no final de semana e os enchem de remédios. Nestas situações, nem a metodologia mais específica de comportamento é capaz de atingir o resultado almejado.

Algumas instituições, como a Escola Renascer, que atende 400 alunos de Curitiba e Região Metropolitana, trabalham com deficiências causadas pelo próprio convívio familiar, onde o jovem tem desenvolvimento psicológico interrompido e não consegue evoluir. Conforme conta a coordenadora de projetos da escola, Fernanda Hederle, as crianças e adolescentes atendidos estão em situação de vulnerabilidade social e têm dificuldades na adaptação social. “A família chega à instituição após encaminhamento da Secretaria Municipal de Educação. O agravamento do quadro do jovem está relacionado à precariedade cultural e social destas famílias. Quando a família adere ao atendimento multidisciplinar ofertado há um salto qualitativo de melhoria do aluno.”

As cerca de 30 escolas gratuitas para pessoas com deficiência em Curitiba e região que conheci fazem um excelente trabalho de fortalecimento da estrutura familiar por meio de assistentes sociais como Karin Kegler, da Escola Especializada Primavera. Ela lembra que a família é o primeiro contato social dos alunos: “No seio familiar, ele vai aprender a lidar com as diferenças, principalmente no caso da pessoa com deficiência. Quando frequenta a escola, o jovem leva muitos aspectos da família. O papel da escola é compreender e orientar a dinâmica familiar.”

Fica claro que o desenvolvimento do aluno com deficiência depende de um trabalho conjunto da escola e da família. O exemplo de Rosilda Souza, mãe de Guilherme Caíque, é inspirador: “O apoio que damos para ele desde que nasceu foi e é fundamental. Independentemente da nossa situação financeira procuramos dar o melhor, estar ao lado dele. Por isso, aos nove anos, ele deixou de ser cadeirante. Apesar de as pessoas acharem que ele não entende o que queremos dizer, ele entende sim. Por isso mostramos o que é certo e o errado. A família é muito importante em todo o processo de desenvolvimento. Sem o incentivo dos pais o filho vai ficar ali, penando.”

Guilherme Caíque recebeu a medalha de 3º Lugar na Categoria Arremesso de Peso nos Jogos Escolares do Paraná 2014.

>> Este artigo foi escrito pelo economista Luiz Hamilton Ribas, que é diretor de Marketing e Voluntariado e um dos fundadores da Ação Social para Igualdade das Diferenças –  ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

 >> Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso siteAcompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Enviado por InstitutoGRPCOM, 29/09/14 11:47:17 AM
(Imagem: reprodução)

(Imagem: reprodução)

Algumas ferramentas que estão à disposição dos eleitores neste ano, podem ser levadas também para as salas de aula, independente dos alunos estarem ou não em idade de votar. Uma delas é o Diagrama de Nolan, um teste online capaz de identificar a posição e as visões políticas de quem o responde, de acordo com as principais correntes de pensamento político.

Esse teste foi disponibilizado pela Gazeta do Povo em seu portal de notícias, e integra a gama de ações da campanha Voto Consciente, encabeçada pelo Grupo Paranaense de Comunicação, por meio de seus veículos.

Desenvolvido pelo cientista político americano David Nolan e intitulado com o sobrenome do criador, o teste tem dez perguntas, das quais cinco cobrem questões de liberdade individual, e cinco abarcam questões de ordem econômica. A partir da análise das respostas fornecidas, o diagrama posiciona o pensamento político do participante em um dos cinco grupos: esquerda, direita, centro, libertário e estatista.

De acordo com informações da Gazeta do Povo, David Nolan era um libertário e acreditava que a divisão tradicional direita e esquerda não abrangia todas as formas de posicionamento político. Em 1969, ele desenvolveu o teste que identifica, a partir de perguntas sobre economia e sociedade, a tendência política do participante.

Para acessar o teste, clique aqui.

>Escrito pela equipe do Instituto GRPCOM, com informações da Gazeta do Povo.

>>Quer saber mais sobre educação, mídia, cidadania e leitura? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom e no Twitter @InstitutoGRPCOM

Páginas12345... 29»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Publicidade
Publicidade
Publicidade
«

Onde e quando quiser

Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 49,90 por mês no plano anual.

SAIBA MAIS

Passaporte para o digital

Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

»
publicidade