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Blog Bia Kunze – Garota sem Fio

2 meses com o Galaxy Tab S3

Tenho falado bastante de tablets aqui no blog, focando a produtividade. Já estou habituada aos modelos da Samsung com S Pen, de forma que criei uma expectativa enorme com o novo modelo S3 — prometido como um dos melhores já criados. Por isso compararei com meu tablet atual, o Galaxy Tab A de 2016.

Já tenho uma certa experiência com as canetas do tipo stylus — que na linha Samsung é batizada de S Pen. Ao receber o S3, passei todos os dados do meu tablet para ele, incluindo o cartão de memória. Nestes 2 meses fiz um uso bastante intenso, já que tablet é minha principal ferramenta de trabalho hoje.

Há uma vasta opção de tablets no mercado, para todo tipo de orçamento. Claro que a primeira dúvida de quem vai comprar um S3 é: vale os quase R$ 3 mil cobrados?

É importante compreender, antes de tudo, que o S3 vem com o que há de melhor em hardware, um progresso e tanto perto dos demais produtos da categoria. Isso proporcionará grande longevidade ao aparelho, que receberá o Oreo (Android 8.0). A tela de 9.7″ com resolução de 2048 x 1536 (QXGA) é Super AMOLED com tecnologia HDR, proporcionando bons ângulos de visão, calibragem de cores e brilho fantástico, mesmo sob o sol. Ainda que você não pretenda usá-lo para ver vídeos em alta definição, uma tela dessas trará a melhor experiência possível para artistas que usarão a S Pen em suas criações, bem como escribas mais exigentes.

O que estranhei um pouco em relação ao meu tablet atual não foi o tamanho (10.1″ do Tab A contra 9.7″ do S3) qualidade (TFT x sAMOLED) ou resolução (menor), que eu já esperava; mas a proporção: os 16:1 do Tab A são mais interessantes que os 4:3 do S3 para se trabalhar na horizontal. É minha única ressalva, mas tenho ciência que é um gosto pessoal , já que prefiro trabalhar nesta orientação.

Para os fãs de filmes e games, os 4 alto-falantes equalizáveis da AKG também fazem diferença. Somando-se a isso, processador quad-core de 2.15 GHz, 4 GB de RAM, 32 GB de armazenamento (mais cartão de memória), bateria de 6000 mAh e carregador com tecnologia de recarga rápida. No Brasil, só está sendo vendida a versão com wifi + 4G (inclusive com função de telefone) nas cores preta ou prata.

Tudo isso me proporcionou uma experiência maravilhosa, confortável, ainda mais considerando que sou uma heavy-user. Só acho 32 GB pouco para um aparelho que se apresenta com destaque em mídia. Não sou gamer nem vejo vídeos em HD, e também uso pouquíssimo a câmera (que não tem nada de especial), mas escrevo (muito) com a caneta e passo o dia digitando no Evernote — tarefas que não exigem tanto espaço. Então, os 32 GB mais cartão serviram.

Não testei a capa com teclado da Samsung para o S3, mas ele funciona com qualquer teclado bluetooth — usei com o teclado dobrável da Microsoft. Exijo bastante do aparelho: vejo bastante videoaulas enquanto tomo notas com a caneta e faço marcações em PDFs. Ele desempenhou todas as tarefas com agilidade e a bateria não decepcionou.

O belíssimo acabamento em vidro e metal numa espessura bastante reduzida (e “flat”) também traz grande satisfação no manuseio. Não o utilizei com nenhum tipo de capa, mas procurei levá-lo sempre dentro de alguma pasta ou bolsa com proteção. Ainda assim, alguns risquinhos foram inevitáveis. Pesquisando por cases para o S3 na web, fiquei decepcionada em ver que quase não há modelos que permitam acoplar a caneta. A capa original da Samsung decepciona, pois além de não guardar a S Pen, oferece pouca proteção.

A S Pen, que tradicionalmente vem com o produto (viu, Apple?) é um item que me trouxe uma mistura de sentimentos. Oriunda de uma evolução que já dura várias gerações, chegou-se à melhor caneta digital do tipo stylus já feita pela coreana. Possui 4 níveis de pressão numa ponta de apenas 0,7 mm, que trazem uma sensação de se estar usando uma caneta de verdade, com excelente empunhadura, ponta fina e escrita macia. Sou uma usuária de longa data de canetas e esta foi sem dúvidas a melhor que já tive em mãos.

O problema é que me habituei com as canetas acopladas dentro do tablet e em várias ocasiões saí de casa sem ela. Em algumas dessas ocasiões eu estava com o Note5 junto, e pude usar a caneta dele; em outras, eu estava com smartphones de teste e fiquei sem ter com que escrever no tablet. Foi bem frustrante. Há imãs na lateral, fato que fez eu ter achado que era uma solução igual à da Microsoft com o Surface. Foi um engano, é apenas para encaixar a capa. Fica a dica para a Samsung melhorar este aspecto, mas enquanto isso, repito aos candidatos a usuários que providenciem uma capa com slot para o acessório!

Na próxima segunda-feira falarei exclusivamente da experiência de escrita com a caneta e os apps específicos. Aguardem!