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Giro pelos Bairros

Enviado por admin, 01/11/12 10:08:00 PM

Durante a cobertura eleitoral para a prefeitura de Curitiba, a reportagem da Gazeta do Povo percorreu cerca de 500 quilômetros dentro da cidade para produzir as reportagens da série Voz da Cidade e os conteúdos deste blog.

Daniel Castellano/Gazeta do Povo
O curitibano tem saudades de quando brincar na rua era seguro.

Nas nove regionais visitadas, muitos pedidos para a prefeitura melhorar o transporte público, o asfaltamento, criar novas vagas nas creches, equipar com mais equipamentos e mais médicos as unidades de saúde… Mas a grande reclamação foi sobre a falta de segurança.

O curitibano sente falta da época em que Curitiba era uma cidade tranquila, como mostrou a série O sonho do curitibano, outro trabalho feito pela Gazeta do Povo durante o período eleitoral. Uma enquete feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, com 410 curitibanos, mostrou que quase metade (47%) tem saudades de uma cidade com crianças brincando nas ruas, trânsito melhor e menos violência.

Essas observações, mais do que lançarem luz sobre os problemas de Curitiba, devem ser vistas pelo poder público como um indicativo do que fazer. É preciso atuar nos problemas que trazem tanta insegurança e saudosismo de uma época que não volta mais.

A tarefa não é fácil, mas estamos todos aqui para dar sugestões, acompanhar o que está sendo feito e cobrar melhoras. Participe você também, cobrando vereadores e prefeito para que realizem um bom trabalho.

Enviado por admin, 15/10/12 4:18:00 PM

De todas as seções eleitorais de Curitiba, a que teve o menor comparecimento na eleição de 7 de outubro foi a Seção 422 da 175ª Zona Eleitoral (Regional Pinheirinho). A abstenção foi de 25,7%, muito acima do registrado em toda a cidade.

Antonio Costa/Gazeta do Povo
Reconhecimento biométrico em seção de votação em Curitiba.

Curitiba teve abstenção de 9,1%. São 1.172.939 eleitores aptos a votar. Destes, 106.659 não exerceram o direito de voto no primeiro turno.

Os locais que registraram abstenção acima de 20% foram:

*Seção 422 da 175ª Zona. Abstenção: 25,7%. Endereço: Colégio Estadual Desembargador Guilherme de Albuquerque Maranhão, no Tatuquara

*Seção 801 da 145ª Zona. Abstenção: 22,8%. Endereço: Grupo Educacional Uninter, no Sítio Cercado.

*Seção 418 da 175ª Zona. Abstenção: 21,3%. Endereço: Colégio Estadual Rodolfo Zaninelli, na CIC.

*Seção 630 da 4ª Zona. Abstenção: 21,2%. Endereço: Universidade Positivo, no Campo Comprido.

*Seção 011 da 178ª Zona. Abstenção: 21,1%. Endereço: Instituto de Educação, no Centro.

*Seção 214 da 178ª Zona. Abstenção: 20,9%. Endereço: Colégio Bom Jesus, no Centro.

*Seção 008 da 176ª Zona. Abstenção: 20%. Endereço: PUCPR, no Prado Velho.

Por outro lado, algumas seções registraram índice altíssimo de comparecimento. Na Seção 109 da 175ª Zona (Regional Pinheirinho), dos 289 eleitores cadastrados, apenas 6 não foram votar. O índice de abstenção foi de apenas 2,1%.

Os locais que ficaram com abstenção abaixo dos 3% foram:

*Seção 109 da 175ª Zona. Abstenção: 2,1%. Endereço: Escola Municipal Professora Joana Raksa, no Caximba.

*Seção 199 da 1ª Zona. Abstenção: 2,4%. Endereço: Escola Municipal Herley Mehl, Pilarzinho.

*Seção 215 da 175ª Zona. Abstenção: 2,6%. Endereço: Escola Municipal Albert Schweitzer, CIC.

*Seção 002 da 175ª Zona. Abstenção: 2,7%. Endereço: Escola Municipal Pro-Morar Barigui I, CIC.

Enviado por admin, 04/10/12 5:36:00 PM

Curitiba não vem cuidando bem de seu patrimônio histórico. Casarões antigos no Alto da XV e na Avenida Batel dão lugar a estacionamentos ou lojas comerciais que nem foram alugadas ainda. Mas eis que a edição de hoje da Gazeta do Povo traz uma excelente notícia: a prefeitura suspendeu a demolição do antigo Hospital Bom Retiro, no bairro que leva o nome da instituição, inaugurada em 1946.

Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Terreno do Hospital Bom Retiro tem bosque de 50 mil m2.

A construtora que adquiriu o terreno já havia começado a demolição do hospital. Mas a pressão de moradores levou a prefeitura a rever o procedimento. Agora uma comissão vai avaliar se o imóvel deve ser preservado por sua importância histórica.

Quem mora no Bom Retiro sabe da importância do local. Não só pela edificação, mas também por contar a história do tratamento psiquiátrico no Brasil. Além disso, há um grande bosque de 50 mil metros quadrados no terreno. Para saber mais sobre o Hospital Bom Retiro, leia reportagem do grande José Carlos Fernandes a respeito.

O progresso há de vir, mas ele pode ocorrer simultâneo à preservação. Você encontra mais detalhes sobre a falta de preservação histórica em Curitiba neste link.

Por mais que os hospitais psiquiátricos tenham causado sofrimento, fazem parte de um contexto histórico. Por isso muitas capitais estão preservando essas instituições. É o caso do Hospital Psiquiátrico São Pedro em Porto Alegre, do Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, em Recife, do Complexo Psiquiátrico Juquery, em São Paulo, e o Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador, dentre tantos outros. Em Minas Gerais, o primeiro hospital virou o Museu da Loucura de Barbacena.

Curitiba também merece ter seu hospital psiquiátrico preservado. Para ajudar nisso, os cidadãos podem entrar em contato com os integrantes do Concitiba, o conselho da cidade que definirá o destino do terreno e da história da cidade.

Os contatos do Concitiba estão na página do órgão, dentro do site do Ippuc. Mas, como é informação pública, coloco aqui. A intenção é pedir pela preservação histórica, algo tão importante e tratado com muito desdém em Curitiba.

Contatos:
Cléver de Almeida (presidente do Ippuc e do Concitiba) – ippuc@ippuc.org.br
Sheila Branco (coordenadora administrativa da secretaria executiva) – sheilab@ippuc.org.br
Laércio de Araújo (coordenador da secretaria executiva) – laearauio@ippuc.org.br
Sandra Maria dos Santos (gestora administrativa) – sandrasantos@ippuc.org.br
Lea Veiga Guimarães (gestora administrativa) – leguimaraes@ippuc.org.br
Emanoele Leal (coordenadora técnica da secretaria executiva) – emleal@ippuc.org.br

Enviado por admin, 01/10/12 4:47:00 PM

Fim de tarde, hora de os clientes habituais do Job Bar começarem a aparecer. A cena se repete desde 1978, quando o pai de Antonio Maria de França, 41 anos, abriu o Bar e Mini Mercado Job.

Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Antonio França comanda o negócio montado pelo pai em 1978.

De lá para cá, o estabelecimento conseguiu manter o perfil original, apesar de todas as mudanças ocorridas em torno do bairro São Braz. Muitos terrenos vazios e casas antigas deram lugar a luxuosos condomínios, e o trânsito do Contorno Norte acabou levando mais veículos ao trecho de paralelepípedos na Avenida Três Marias, onde fica o bar.

A Gazeta do Povo conheceu o local ao fazer uma reportagem sobre a Regional Santa Felicidade, publicada na edição de segunda-feira.

Apesar do progresso em torno, frequentar o bar é fazer uma viagem ao passado, a um tempo mais tranquilo. Boa parte dos motoristas que passam por ali dão uma leve buzinada e cumprimentam França, que acena em troca. O balcão refrigerado antigo ainda está lá, mas como peça decorativa. “Gasta muita energia”, explica França.

Na parede, um quadro informa os aniversariantes do mês. Quando a Gazeta do Povo esteve lá, em setembro, os aniversariantes eram: Marcos Diário, dia 11; Litrão, dia 17; Nelson, 19; Ari, 20; Toninho, 30.

Abaixo do quadro de aniversários, um pôster de uma marca de cerveja, rodeada por produtos antigos que ainda são referência, resume a filosofia do estabelecimento: “As coisas boas não mudam”.

Nem tudo pode ser celebrado, porém. Os grandes mercados da região de Santa Felicidade tiraram muitos clientes da mercearia. “É bom ter um produto aqui para a vizinhança achar numa emergência, mas o plano é reduzir a mercearia e aumentar o bar, que tem movimento bom”, conta.

Enviado por admin, 29/09/12 1:03:00 PM

Grande parte dos moradores do Centro de Curitiba não têm imóvel próprio, e mora de aluguel. De acordo com dados do Censo 2010, do IBGE, 44,1% dos habitantes dos domicílios particulares desse bairro são locatários. É um número muito alto, que fica bem acima da média de Curitiba (21,2) e de todo o Brasil (18,3).

Henry Milléo/Gazeta do Povo
Imóvel pichado no Calçadão da Rua XV.

Será que isso causa alguma influência na manutenção do bairro? Como a maioria está vivendo apenas de aluguel, não se preocupa tanto com o aspecto do imóvel, se está feio, sujo ou pichado? Seguindo esse raciocínio, por não ter raízes no local, o morador não se preocupa muito com o visual do bairro?

Bom, essas são apenas conjecturas e dúvidas, que precisam ser pesquisadas a fundo antes de virarem afirmações ou negações.

Os outros bairros de Curitiba com grande proporção de residências alugadas são o Rebouças (38% dos moradores) e o São Francisco (37,4%). Como estes três são locais que sofrem bastante com pichações, lancei as hipóteses do parágrafo acima.

Os problemas do centro com pichações e violência foram abordados em reportagem da série Voz da Cidade sobre a Regional Matriz. Mas, como dito na coluna publicada hoje pela Gazeta do Povo, Vida longa ao Largo da Ordem, os problemas da região central devem ser encarados como desafios e oportunidades de criarmos projetos inovadores, que tragam soluções definitivas.

Em tempo: o Jardim Social aparece como o bairro com o menor número de imóveis alugados (8,3%).

Enviado por admin, 25/09/12 2:34:00 PM

No próximo fim de semana, dias 29 e 30 de setembro, o Museu da Periferia do Sítio Cercado promove o Festival da Primavera. Estão programadas apresentações de capoeira, de teatro e dança e exposições de arte e artesanato. Haverá ainda um baile de confraternização no sábado, a partir das 19h30.


O Museu da Periferia do bairro foi inaugurado em dezembro de 2011, inspirado nos Museu da Maré e Museu de Favela, no Rio de Janeiro. Os moradores estavam engajados no projeto desde 2009, quando começaram a coletar fotos e informações sobre a região. Há uma exposição permanente que conta a história do bairro, desde os primeiros moradores – que invadiram terras e moraram em barracas, reivindicando um pedacinho de chão para chamar de seu.

De acordo com um dos coordenadores do Mupe Sítio Cercado, Marcelo Souza Rocha, a proposta do museu faz parte da concepção de combater a violência por meio da prevenção e cultura, oferecendo aos jovens a oportunidade de se expressarem.

A série Voz da Cidade, da Gazeta do Povo, contou um pouquinho da história do Sítio Cercado na edição de 6 de agosto.

Para mais informações sobre o Festival da Primavera, vá ao site do Mupe Sítio Cercado.

Enviado por admin, 20/09/12 3:10:00 PM

Dia 21 de setembro é Dia da Árvore, e aqui vão duas sugestões para você celebrar a data em Curitiba, se tiver interesse.

Henry Milléo/Gazeta do Povo
Ipê Amarelo na Praça Tiradentes, uma das árvores imunes a corte.

Se você quiser plantar uma árvore, pode buscar uma muda no Setor de Ciências Agrárias da UFPR. Para comemorar o Dia da Árvore, a instituição faz a distribuição de cerca de 2 mil mudas do Pinheiro-do-Paraná, a Araucária Angustifólia.

A ação começa a partir das 9 horas desta sexta-feira, dia 21, na Rua dos Funcionários, 1.540, no bairro Cabral.

Outra opção, para quem tiver um tempinho para circular por aí, é visitar as árvores imunes de corte, protegidas pelo Decreto Municipal nº 1.181/2009. São 43 exemplares, espalhados por vários bairros da cidade, mas concentrados na Regional Matriz. Muitas delas estão localizadas nas proximidades do centro histórico – 16 estão no Centro e outras 4 no São Francisco.

Veja abaixo um mapa com a localização das árvores imunes ao corte.


Ver Árvores protegidas em Curitiba num mapa maior

A seguir vai a lista com o nome das árvores e o respectivo bairro:
Alecrim – Bom Retiro
Araçá gigante – Bacacheri
Araçá gigante – Butiautuvinha
Araribá – Santo Inácio
Araucária – Centro
Araucária-australiana – Centro
Canafístula – Jardim Social
Canela de Java – Portão
Canforeira – Centro
Carvalho europeu – Pilarzinho
Carvalho-da-cortiça – Cabral
Castanha-portuguesa – Cabral
Cedro-rosa – Centro
Cinzeira – São Francisco
Cipreste – Ganchinho
Corticeira – Riviera
Figueira – Alto da XV
Figueira – Centro
Ginko – Jardim das Américas
Guaperê – Uberaba
Guapuruvu – Centro
Guapuruvu – Centro
Ipê amarelo – Centro
Ipê amarelo – Santa Felicidade
Ipê-amarelo – Centro
Ipê-roxo – Alto da XV
Jatobá – Mercês
Monjoleiro – São Francisco
Nogueira – Centro Cívico
Oliveira – Centro
Paineira – Cabral
Paineira – Santa Felicidade
Palmeira Leque – Centro
Pau-brasil – Centro
Pau-ferro – Centro
Pinheiro chinês – São Francisco
Pinheiro-do-paraná – Mercês
Pitangueira – São Francisco
Primavera – Centro
Tamareira – Centro
Timbaúva – Portão
Tipuana – Alto da Glória
Tipuana – Centro

Enviado por admin, 18/09/12 7:39:00 PM

Eu sempre chamava a feirinha que há décadas existe na Santos Andrade de Feirinha Hippie. “Ah, não, isso é passado. O pessoal agora está em outro patamar, estabilizado, com família”, explicou há alguns dias a artesã Gislaine Toniolo, 46 anos. A vida de hippie ficou para trás, e os expositores da Praça Santos Andrade passaram a se intitular como artesãos da Feira de Artesanato.

Rosana Félix/Gazeta do Povo
Gislaine é artesã há 22 anos e produz quase tudo que comercializa.

Os artesãos vendem vários produtos, inclusive gorros durante o inverno. Mas o forte são os brincos, feitos com argolas, sementes, cascas, penas, miçangas e qualquer outra coisa que possa ser manuseada pelas mãos criativas dos artesãos. “Tudo que encontro vira dinheiro, pois transformo tudo em peças para serem vendidas”, conta Gislaine.

Segundo Gislaine, eles estão consolidados no local e esperam que nada mude. “Aqui há bastante espaço para as pessoas circularem. Não atrapalhamos ninguém. Também não queremos ser atrapalhados. Basta deixar tudo como está.” Os artesãos costumam ficar por lá todos os dias úteis, a não ser no verão.

Oficialmente, não há registro dessa feirinha no site da prefeitura, mas ela é bem famosa, e fica em frente à escadaria do prédio histórico da UFPR.

No site da prefeitura há uma lista das Feiras de Artesanato oficiais, com horário de funcionamento e endereço. Algumas delas funcionam junto com feiras de alimentos, mas falaremos delas em outras ocasiões.

Veja os links para informações sobre Feiras de Artesanato:

São Lucas
Água Verde
Água Verde 2
Bacacheri
Bairro Novo
Barreirinha
Boqueirão
Cabral
Capão Raso
CIC
Cristo Rei
da República Argentina
do Portão
Fazendinha
Hauer
Jardim das Américas
Juvevê
Novo Mundo
Parque São Lourenço
Passeio Público
Praça 29 de Março
Praça Afonso Botelho
Praça da Ucrânia
Santa Felicidade
Santa Felicidade 2
Travessa Padre Júlio de Campos

Enviado por admin, 16/09/12 8:52:00 PM

A Virada Cultural de 2012 em Curitiba está programada para os dias 10 e 11 de novembro. Ainda não há programação oficial, mas uma coisa é certa: o evento vai fazer a alegria de muita gente, assim como causará prejuízo e desgosto para outras tantas pessoas.

Antonio More/Gazeta do Povo
Prédios históricos sofrem vandalismo durante aglomerações.

Está um pouco cedo para falar sobre a Virada deste ano e muito tarde para falar sobre a edição de 2011. Mas o assunto veio à tona na semana passada, quando circulei pela região central para fazer uma reportagem. Perguntei a moradores, comerciantes, estudantes, trabalhadores e turistas o que eles achavam sobre o centro de Curitiba, e o que precisa ser feito para melhorá-lo. O resultado está na série Voz da Cidade desta semana e também será assunto deste blog nas próximas semanas.

Alguns comerciantes do Largo da Ordem são contrários à realização de um evento do porte da Virada Cultural no centro histórico de Curitiba. O problema para eles não é a festa em si, mas o vandalismo e a bandalheira que vêm junto com a aglomeração.

Claudiney Belgamo, 52 anos, proprietário da galeria de arte Antichità, conta que fecha a loja no fim de semana do evento. A galeria fica dentro das Arcadas do São Francisco, bem nas Ruínas, onde também ocorrem shows.

“No ano passado invadiram os casarões históricos, quebraram telhas, vidros, mancharam as paredes com vinho, picharam. A gente tem que fechar as portas, sem vender, mas o prejuízo maior vai ver na segunda-feira, com toda a sujeira que fica”, relata Belgamo. Segundo ele, o poder público não oferece segurança suficiente. “Não sou contra o show, mas há um preconceito. Lá no Paço fizeram shows voltados para a família, e aqui no Largo há rock pesado, durante a madrugada. Como segurar esse pessoal que bebe a noite inteira?”, questiona.

Para Belgamo, a Virada Cultural poderia ser feita na Pedreira Paulo Leminski, onde não há imóveis históricos, ou em locais onde a segurança fosse garantida. “Quando estragam o imóvel histórico, o proprietário tem que arrumar, deixar bonitinho, ou leva uma multa, tem que tirar dinheiro do bolso. Mas é só ver as Arcadas do São Francisco, a pintura está toda diferente, porque a prefeitura não deixa arrumado como deveria ficar.”

Divulgação/Corrente Cultural
Público em show no Paço: tanto respeito que ninguém pisa na grama.

A Virada Cultural é uma delícia justamente por colocar uma multidão – a grande maioria gente do bem, que nem se atreve a pisar no gramado do Paço Municipal – no centro, nos lugares que geralmente a gente passa com pressa. O colega Luiz Claudio Oliveira fez um ótimo texto a respeito disso.

Mas a felicidade geral da nação curitibana não pode significar tragédia para o Largo da Ordem.

O que fazer? Conseguimos conscientizar todos os frequentadores a agirem civilizadamente? Bom, colocar uma tropa do Exército para garantir a segurança não dá. Seria interessante mudar o evento de local?

Uma opção, que não anula as demais soluções, seria reservar uma fatia do orçamento da Virada Cultural para a limpeza dos espaços públicos e privados que sofrerem vandalismo – que precisa ser coibido, não só na Virada, mas sempre.

Enviado por admin, 11/09/12 12:01:00 PM

O lugar tem um nome meio burocrático – Eixo de Animação –, mas é realmente muito legal. Pelo menos é assim o Eixo de Animação da Arthur Bernardes, que fica entre a Vila Izabel e o Santa Quitéria. Como mostra a reportagem desta semana da série Voz da Cidade, a série de canchas e equipamentos esportivos ao longo da avenida atraem muitos adeptos.

Hugo Harada/Gazeta do Povo
Haroldo Ribas pede mais segurança nas vias que levam à Praça do Japão e à ciclovia da Arthur Bernardes.

Mas, mesmo com a iluminação e a presença de muitos esportistas e famílias, a presença de policiamento se faz necessária. Quem diz isso é o professor Haroldo Luis Ribas, 40 anos, que frequenta várias praças da região, como a Praça do Japão.

Haroldo diz que não se sente muito seguro para caminhar ou andar de bicicleta. “Essa ideia de guarda municipal andando de bicicleta na ciclovia é muito boa, mas é preciso mais guardas para a gente se sentir realmente seguro”, diz.

Ribas sugere ainda que as ciclovias da cidade sejam iluminadas, como ocorre na Arthur Bernardes. “Há um conjunto de coisas que precisam ser feitas. Não é apenas colocar equipamento esportivo ou colocar poste de luz. Várias ações como essa devem ser feitas ao mesmo tempo.”

Para ele, não é só o poder público que precisa mudar de atitude, mas a sociedade também. “Há poucas ciclovias. E na rua é muito difícil andar, porque o ciclista é desrespeitado, muita gente buzina, reclama. A gente é visto como um problema, quando somos a solução.”

A presença de policiais é muito importante para a população se sentir segura e ocupar os espaços públicos. Na praça Bento Munhoz da Rocha, entre o Guaíra e Água Verde, o módulo policial garante a tranquilidade do casal Sabrina Ribeiro Pereira e Marinoel do Nascimento Araújo, que passeiam com a filha de 10 meses, Isabelly. A presença constante da PM inibe a presença de grupos que vão a parques e praças de Curitiba apenas para consumir drogas, beber e ouvir música alta, desrespeitando os demais.

Espaços com estrutura, como a Bento Munhoz e as canchas na Arthur Bernardes são minoria, infelizmente. Na próxima semana, a Gazeta do Povo vai mostrar casos de famílias que se deslocam do bairro em que moram para achar uma praça mais agradável.

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