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Curitiba Baixa Gastronomia

Enviado por Rafael Martins, 11/06/14 5:26:32 PM

fritasQuem é que não gosta delas?

Nós adoramos, claro. Principalmente daquela à moda caseira, descascada e cortada no restaurante.

É cada vez mais difícil encontrar dessas por aí. A maioria das casas aderiu à congelada pré-cozida. Dá pra entender – a batata frita de verdade leva tempo para fritar. E, em cozinha, tempo é dinheiro – não dá pra gastar tanto tempo num prato que é servido como guarnição ou aperitivo. Mas a verdade é que, tanto quanto mais prática, a batata pré-cozida é insossa, sem graça.

Ainda bem, porém, que muitas casas mantêm a tradição da batata frita de verdade. De cara, nos lembramos de Bar do Alemão, Churrascaria do Darci, Bar Palácio e Tortuga (os dois últimos num corte absolutamente peculiar).

E, como já deu pra perceber que pra nós batata frita é coisa muito séria, resolvemos fazer uma breve pesquisa: qual a melhor batata-frita da cidade, pra você? (Noves fora as industrializadas e pré-frabricadas, claro).

Responda aí nos comentários ou, se preferir, lá na nossa página no Facebook.

Enviado por Rafael Martins, 02/05/14 4:22:38 PM

Anota na agenda: começa na próxima terça (6) o 1.º Festival do Pão com Bolinho de Curitiba, bacana inciativa da rapaziada do Curitiba Honesta, um site que lista bares e restaurantes que praticam preços camaradas.

Os doze bares e lanchonetes que toparam participar do Festival vão oferecer o clássico sanduíche curitibano recheado com bolinho de carne ao preço único de R$ 5,90 (veja a relação logo abaixo). Há, inclusive, uma opção vegetariana.

Calhou do Festival do Pão com Bolinho coincidir com um evento semelhante dedicado aos pomposos “hambúrgueres gourmet” (sic), com nome em inglês e a salgados R$ 24,90 cada sanduba.

Nada contra hambúrgueres (muito pelo contrário), mesmo os tais gourmet – ainda que este blog considere esnobismo querer sofisticar algo que surgiu para ser simples como um sanduíche. Mas nós certamente vamos comer muito pão com bolinho nos próximos dias.

O Festival do Pão com Bolinho vai até 20 de maio. Os bares participantes são os seguintes:

Casa Velha – Rua Mateus Leme 5981, Abranches

Canabenta – Rua Itupava, 1431, Alto da XV

Barbaran – Alameda Augusto Stellfeld, 799, Centro

Bar do Osni – Rua Jorge Cury Brahim 231, Pilarzinho

Basset – Rua Marechal Hermes 1024,Centro Cívico

Dali da Esquina – Rua Prudente de Morais 433, Centro

Bar do Pudim – Praça do Redentor, 322, São Francisco

Dom Rodrigo – Avenida Toaldo Túlio, 2275, São Braz

Bar do Dante – Rua Conselheiro Carrão 194 Juvevê

Schnaps – Rua André Zaneti, 129, Vista Alegre

Belle Ville (bolinho vegetariano) – Rua João Guariza 632, São Lourenço

Pra Começar (Bar do Gildo) – Rua José Merhy 745, Boa Vista

Enviado por Guilherme Caldas, 01/05/14 5:18:27 PM
FOTO: Jane's Walk/divulgação

FOTO: Jane’s Walk/divulgação

Amanhã, acontece em Curitiba a Jane’s Walk. Fundada na cidade canadense de Toronto em 2006, a iniciativa procura levar adiante as idéias da arquiteta e urbanista Jane Jacobs (1916-2006) que, em seu livro Morte e Vida das Grandes Cidades Americanas, escreveu:

“As cidades têm a capacidade de fornecer algo para todos, só porque, e apenas quando, elas são construídas por todos.”

Com caminhadas programadas por mais de cem cidades nos dias 2, 3 e 4 de maio, esta é a primeira vez que a Jane’s Walk acontece em Curitiba, organizada pelo arquiteto e designer Juliano Monteiro. Serão passeios temáticos sobre música, artes e lugares emblemáticos da capital e, entre estes, acontecerá o Rolê pela Baixa Gastronomia. O ponto de partida será o B’rimo’s às 10 da manhã desta sexta-feira. O Rolê vai percorrer alguns dos solos sagrados da BG do centro da cidade, guiado por este que vos escreve. Todas as caminhadas são gratuitas, é só chegar e se juntar ao grupo.

Jane Jacobs acreditava em cidades planejadas e focadas nas pessoas, em consciência urbana e no planejamento das cidades com a participação de seus habitantes. Conhecer a cidade, seus aspectos, sua história e seu funcionamento são essenciais para que seus habitantes possam atuar como cidadãos.

E a Jane’s Walk pode ser um bom ponto de partida.

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Serviço

Rolê pela Baixa Gastronomia

Saída na sext, dia 2 de maio, às 10:00 do B’rimos – Av. Presidente Faria, 259 – Centro (verifique a localização no Mapa da Baixa Gastronomia)

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Enviado por Guilherme Caldas, 17/04/14 9:03:38 AM
A hora é agora (FOTO: Joanita Lemos)

A hora é agora (FOTO: Joanita Lemos)

Por Elaine Minhoca de Lemos

Tenho uma quase nítida certeza de que de a infância da gente é tal e qual a uma foto polaróide: você estava lá quando foi tirada, ajudou a assoprar enquanto esperava pra ver como ficou e, mesmo assim, a imagem nunca era fiel à cena e, pra piorar, inexoravelmente ia sumindo, desaparecendo, esmaecendo.

Pois bem, com o olfato, Deus que ajude, é diferente, fica, gruda, nunca sai da lembrança. E se, para Proust foram as Madeleines, para Anton Ego foi a ratattouile, para mim são as sardinhas!

A minha polaróide olfativa de criança é facinha de descrever: meu pai, o médico pneumologista gauchão Dr.Pacheco, herói dos asmáticos sem recursos financeiros, amava, e muito, nesta ordem: a minha mãe, Dona Joanita; o seu chamado vocacional (ser o médico gente boa pra quem não tinha dinheiro para pagar tratamento); seus filhos (eba, entrei de lanterna na listinha); Dodges; Fórmula 1 e SARDINHAS FRITAS (feitas, é claro, pela Dona Joanita). Hoje entendo a cara de, digamos, tédio culinário da minha mãe enquanto ela, SOZINHA, fritava trocentos quilos de sardinha que meu pai, feliz da vida, comia, enquanto assistia a bendita Fórmula 1 – e ai de quem falasse mal do Carlos Reutmann, Piquet ou Nikki Laudda).

Sardinha frita dá um trabalho dos infernos pra fazer, e, como todo bom fruto do mar, é sazonal. Então quando tem, é  festa na sardinholândia!

Dias atrás, na feira noturna em frente à minha casa, eu e a minha irmã, com o nosso bip sonar radar infantil ligadíssimo, detectamos sardinhas frescas na peixaria móvel. Nunca achei que ia ficar tão feliz ao ver minha mãe com aquela cara de saco cheio na frente de um panelão cheio de óleo novamente.

Mas desta vez prestei muita atenção. Para poupar a genitora desse castigo, aprendi a fazer. Segue a receita, amiguinhos!

2 kg de sardinha fresca (peça para o peixeiro abrir, tirar a barrigada e a espinha);
5 cebolas grandes (3 você vai picar bem fininho, e 2 você vai cortar em rodelas e aferventar para salada);
4 dentes de alho moídos (chefs de verdade nem tem esmagador em casa, eu tenho);
6 limões taiti (3 para fazer a marinada e 3 para cortar e servir com as ditas);
Farinha de mandioca (quanto mais de Morretes for, melhor a sardinha ficará!);
Sal e pimenta (sem medo de ser feliz, taque a mão!);
1 litro de óleo de canola ou similar.

Deixe as sardinhas pelo menos uma hora na marinada de cebola, alho, limão, sal e pimenta. Passe na farinha dos dois lados, com cebola, alho e tudo, jogue no óleo fervente. Em seguida, abra uma cerveja ou um vinho verde e ligue a TV na corrida!

Serve mais ou menos 5 ogros.

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Serviço

L.G.Pescados

3ª feira – 7:00 às 11:00 – Jd. Botânico: Rua Cel. João da Silva Sampaio (próximo ao Colégio Hildebrando) e das 17:00 às 21:00 – feira noturna no Juvevê, no calçadão da Anita Garibaldi;

4ª feira – 7:00 às 11:00 – Alto da Glória: Rua Ivo Leão, atrás do Cemitério Luterano;

5ª feira – 7:00 às 11:00 – Bairro Alto: Rua Adílio Ramos (entre a rua José Lins do Rego e rua José Veríssimo);

6ª feira – 7:00 às 11:00 – Jd. das Américas: Praça Maestro Bento Mossurunga;

Sábado – 7:00 às 12:00 – Portão: Rua Pedro Hansau (entre a rua Carlos Blanc e rua João Bettega);

Domingo – 7:00 às 12:00 – Vista Alegre: Rua Artur Leinig (próximo ao Farol do Saber).

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Enviado por Guilherme Caldas, 14/02/14 8:11:52 AM

Encravado bem nomeio do bas fond, fica um dos mais tradicionais pontos de encontro dos personagens da noite curitibana. No discreto ambiente, embalado pelos teclados com uma seleção do melhor do cancioneiro romântico-brega-dançante, dá de tudo. De playboys esfomeados a mariposas do luxo e do prazer em final de expediente, é variada a clientela que se reúne no Gato Preto para provar uma das melhores costelas de forno da cidade.

Pode não ser exatamente um ambiente para toda a família, mas o leitor que nunca teve as manhas de dar uma esticada pela Cruz Machado e adjacências pode ficar descansado em pelo menos um aspecto: a montagem da cozinha é impecável. A ponto de impressionar um amigo aqui da BG, especialista em montagem de cozinhas de bares e restaurantes, ao visitar as instalações do Gato Preto.

E quem não quiser perder o Big Brother pode ficar descansado, que dá para pedir as delícias do Gato Preto no conforto do lar.

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Serviço

Gato Preto – Pantera Negra

Rua Ermelino de Leão, 257 – Centro (verifique a localização no Mapa da Baixa Gastronomia)

(41) 3027-6458

(agora) Aceita cartões

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Enviado por Guilherme Caldas, 10/01/14 5:44:21 PM
Restaurante São Francisco, arcadas que testemunharam muitas histórias (FOTO: Guilherme Caldas)

Restaurante São Francisco, arcadas que testemunharam muitas histórias (FOTO: Guilherme Caldas)

Tempos atrás, publicamos uma lista pensando naquelas pessoas que precisam almoçar pelo centro de Curitiba mas não dispõem de recursos (ou recebem vale miado no serviço). Hoje é dia de enumerar os lugares que sempre povoam nossas listas da hora do almoço. Seriam, vamos chamar assim, uma 1ª Divisão BG:

Maneko’s
Reduto de algumas das maiores figuras de Curitiba. Ex-garçon do Stuart (outro baluarte), Maneco, o proprietário, garante que seu estabelecimento jamais passará por reformas “moderninhas”. É o tipo de lugar que me faz rever meu preconceito com estabelecimentos que não vendem cerveja (só tem chopp). À tarde, os desavisados podem achar que tem um passarinho à solta no salão, mas trata-se da performance do famoso “Garçom Passarinho”.

Alameda Cabral, 19 – Centro
3324-8299

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Restaurante Imperial
Na primeira vez em que estive lá, me assustei um pouco com os preços até que compreendi que os pratos eram para duas pessoas. No quesito garçom, o Imperial também vai bem. Contando com os serviços de Pedro Periga, um dos mais antigos da cidade ainda em atividade.

Rua José Loureiro, 135 – Centro
3027-5209

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São Francisco
Integra o chamado (por nós) Circuito São Francisco, formado pelos dois quarteirões mais BG da cidade. Quarta feira é dia de feijoada, claro.

Rua São Francisco, 154 – Centro
3224-8745

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Vó Rosinha
Na esquina movimentada da Conselheiro Laurindo com a Benjamin Constant, temos um cantinho para nos receber quando precisamos almoçar e estamos com preguiça de andar até a rua São Francisco. Na quinta, a pedida do dia é a dobradinha.

Rua Benjamin Constant, 15 – Centro
3223-6793

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Beija-Flor
Outra esquina, Paula Gomes com Mateus Leme, que sempre consta nas nossas listas de hora de almoço (temos uma queda por esquinas, como percebem). Sempre que eu vou lá, peço o bife acebolado.

Rua Paula Gomes, 170 – São Francisco
3232-5181

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Verdes Mares
Padaria na esquina da Mauá com Itupava que também serve um dos almoços mais disputados da região. Não tem PF mas gostamos do esquema de montar a sua mesa, também um pouco diferente do Comercial, por que lá você pede o prato principal e as guarnições que bem entender.

Rua Mauá, 28 – Alto da Glória
3264-1142

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Enviado por Rafael Martins, 12/12/13 10:11:50 AM

Captura de Tela 2013-12-10 às 18.48.48Este blog, que nasceu de um mapa iniciado há coisa de dois anos, chegou às páginas da nova revista Bom Gourmet. A partir da edição de dezembro, passamos (com alegria e satisfação) a assinar uma coluna mensal por ali. A ideia é a mesma de sempre: indicar lugares bacanas, sem frescuras, de cozinha honesta e caprichada e que, em geral, escapam aos olhos de muita gente que já não os frequenta.

Para abrir os trabalhos, escolhemos um lugar de que já queríamos falar há muito tempo: o Lámen House, casa que tem como proprietário, chef, cozinheiro, garçom e barman o japonês Tatsuya Sodeyama, 40. Tatsuya aprendeu os segredos do macarrão que é uma especialidade da culinária japonesa em São Paulo, onde desembarcou há 17 anos de Kawasaki, onde nasceu, cresceu e trabalhou como mecânico até emigrar.

E aprendeu bem, já que passou dez anos enfurnado numa cozinha do bairro da Liberdade até resolver vir a Curitiba abrir o próprio negócio.

Quer saber mais? Então leia a revista Bom Gourmet. Vale a pena.

E, se você chegou aqui depois de ler a revista, seja bem vindo ao blog. E, como prometemos, aí vai uma seleção de endereços japoneses (e outros nem tanto) que constam entre os preferidos da casa.

Divirta-se!

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Miyako
Mudou de direção desde a época em que um amigo, descendente de japoneses, disse que o gohan (arroz) era igual ao da batchan (avó). Mas, ainda assim, é um dos preferidos da casa para almoçar. Bom para se matar de comer sushi.
Av. Pres. Getúlio Vargas, 1011, Rebouças
(41) 3223-6532

Fujii
Ainda que agora esteja meio perdido no meio da novíssima e jequíssima praça de alimentação do Mercado Municipal, vale a visita. A Equipe Baixa Gastronomia (EBG), quando passa por lá, gosta de pedir o udon (macarrão) ou o guiu domburi (um cozidão de arroz com ovo e carne).
Av. Sete de Setembro, 1865, Centro
Mercado Municipal de Curitiba, box 18
(41) 3262 8274

Sra. Chung
Ainda que não exatamente uma especialidade japonesa, o yakissoba da Sra. Chung cativa nossos corações há bastante tempo. O que falta de espaço, sobra em simpatia. Mas não é lugar para apressados. Como é a própria sra. Chung que cuida de tudo, do atendimento às mesas à pilotagem da wok fumegante, às vezes o pedido demora um pouco a sair. Mas vale cada minuto do seu tempo.
Rua Bruno Filgueira, 2296, Bigorrilho
(41) 3335 8425

Yume
Não dá para classificar como BG, principalmente depois que se mudou para o novo endereço – funcionava antes onde hoje está Lamen House. Mas basta a informação de que era o lugar que o cônsul japonês escolhia para jantar quando vinha a Curitiba.
Rua Leôncio Correia, 223, Água Verde
(41) 3343 1321

Kamikaze
Outro que, pelo preço, provavelmente escapa das definições da BG. Mas é um lugar dos mais peculiares de Curitiba. Comandado pelo japonês Kazuma Ezaki, tem meia dúzia de mesas, cada uma com uma chapa no centro – para preparo do teppanyaki, especialidade da casa. E Kazuma é rigoroso em seu trabalho e com a (ótima) comida que prepara. Não é, portanto, lugar para se pedir um sushi hot filadélfia.
R. Bororós, 212, Água Verde
(41) 3242 2403 (Só atende mediante reserva)

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Enviado por Guilherme Caldas, 15/11/13 1:56:38 PM
FOTO: Guilherme Caldas

FOTO: Guilherme Caldas

Tendo feito uma promessa de Ano Novo de virar as costas definitivamente para o futebol profissional e aderir com força à Suburbana (o principal torneio de futebol amador de Curitiba, para os de fora) me vi diante da perspectiva de fracassar retumbantemente em minha nova fase futebolística.

Vista do barranco (FOTO: Guilherme Caldas

Vista do barranco (FOTO: Guilherme Caldas

Entre outras coisas importantes, foi a idéia de poder assistir a um jogo tomando cerveja e comendo pão com bife que me fizeram querer mudar de ares. Mas, além do não pequeno desafio de me acostumar à idéia de torcer para um novo time, vi minhas boas intenções naufragarem vergonhosamente ao longo de todo o segundo semestre de 2013. A cada sábado, era uma bobagem diferente: ora estava doente, ora trabalhando, ora trabalhando E doente, chuva etc…

Estava quase me resignando a acompanhar o campeonato apenas através do Suburbana em Campo, o excelente blog do Maurício Kern, quando, finalmente, os astros se alinharam na conjuntura perfeita e me mandei para o Recanto Tricolor, para ver o Combate Barreirinha reverter o placar da primeira partida da semifinal contra o Trieste.

Mesmo saindo atrasado, venci as ladeiras que levam a Almirante Tamandaré, pensando se o tal pão com bife do Combate era mesmo isso tudo. Estava disposto a acompanhar apenas o segundo tempo de jogo quando, ao finalmente chegar, descobri com grande alegria que o horário dos jogos da fase decisiva era diferente do restante do campeonato. Ia poder assistir à partida desde o começo.

Precisando de sombra e descanso, acompanhei o primeiro tempo vendo o Combate martelar a zaga italiana, que ia levando perigo nos contra-ataques. Sentado no barranco, aproveitava para dar uma espiada na fila do caixa, planejando minha escapulida no intervalo rumo ao pão com bife.

Nem meu olhar de cachorro de padaria comoveu a rapaziada exausta depois de servir 170 pães com bife (FOTO: Guilherme Caldas)

Nem meu olhar de cachorro de padaria comoveu a rapaziada exausta depois de servir 170 pães com bife (FOTO: Guilherme Caldas)

Depois de um primeiro tempo tenso, em que um atacante do Combate ainda conseguiu praticamente atrasar a bola para o goleiro do Trieste dentro da pequena área, me mandei pra cantina, pensando no pão com bife (ladeira dá uma fome desgraçada)…

…para chegar lá e descobrir que o pão com bife já era.

Fiquei com aquela cara de cachorro de padaria, olhando os últimos dos cento e setenta pães com bife saírem da chapa, já vendidos.

O gol do Combate no segundo tempo ajudou a confortar o coração (mas não o estômago) deste tricolor recém-convertido, que ainda acreditou por todo o restante do segundo tempo que o 2×1 da primeira partida poderia ser superado.

Quando vieram os pênaltis, achei que já tinha tido emoções fortes o bastante para uma tarde de sábado. Também para evitar voltar de bike por caminhos desconhecidos à noite, acabei saindo a tempo de não ver o Trieste levar a melhor, enquanto pedalava de volta num fim-de-tarde de primavera.

Fim de tarde no Recanto tricolor (FOTO: Guilherme Caldas)

Fim de tarde no Recanto tricolor (FOTO: Guilherme Caldas)

 

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Enviado por Guilherme Caldas, 25/10/13 11:00:05 AM
O rico dinheirinho. FOTO: Howard Lake (http://www.flickr.com//howardlake/)

O rico dinheirinho. FOTO: Howard Lake (http://www.flickr.com//howardlake/)

Hoje, gostaria de tratar de um assunto que não tem exatamente a ver com as matérias tratadas por este blog mas sim com a forma como este blog veicula seus temas de interesse.

Outro dia, na postagem sobre o Brasilino, um leitor achou o tom do texto “suspeito” e insinuou que este blog poderia estar publicando um texto de “camaradagem”. Eu não gastaria mais tempo discorrendo sobre isso se não tivesse ficado sabendo de gente que, dizendo-se “da Baixa Gastronomia” (seja lá o que isso queira dizer), assedia proprietários de bares e restaurantes com o propósito principal de comer “em troca de divulgação” ou, em bom português, de graça.

A proposta de trocar a refeição grátis por “divulgação” é antiética e, vamos ser claros, desonesta.

Conversando com o Matheus Chequim, produtor do Programa Begê, ele me contou sobre colegas do seu curso de jornalismo que tinham vontade de produzir um programa nos mesmos moldes. Primeiro, fiquei contente, como eu sempre fico quando vejo a garotada se mexendo pra produzir alguma maluquice, seja ela música, quadrinhos, fanzines etc. Mas o entusiasmo foi fugaz. Os colegas do Matheus queriam produzir um programa “para comer de graça também”. Como diria Bozo: que é isso, amiguinho? “Comer de graça”?

Na continuação da conversa, o Matheus mandou a real: pagar pelo que se come e é mostrado no programa é algo central, fundamental no projeto dele e de qualquer pessoa que pretenda ter um trabalho minimamente sério sobre gastronomia e quetais.

Sem a pretensão de esgotar este debate, fica o aviso aos professores de jornalismo, de que tem gente que nem saiu da faculdade e já está pensando nos jabaculês que vai armar.

Para encerrar, o que wwweria ser óbvio: este blog não publica release e nunca, jamais vai cobrar um centavo para publicar o que quer que seja.

Voltamos agora à nossa programação normal.

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Enviado por Guilherme Caldas, 18/10/13 3:54:12 PM
Box Dona Yfa em seus últimos dias (FOTO: Ricado Perini)

Box Dona Yfa em seus últimos dias (FOTO: Ricado Perini)

Acaba de sair o último programa da série produzida pelo Matheus Chequim. Neste episódio, ele visita o Mercado Municipal acompanhado deste que escreve estas mal batucadas.

A gente já tinha postado aqui o primeiro programa da série, que também produziu reportagens sobre o Dudu Dog e o X-Lombada. Agora é ficar no aguardo da segunda temporada do Programa Begê!

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