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Enviado por admin, 18/05/12 2:30:00 AM

Companhias aéreas têm regras confusas para transportar bicicletas

Reprodução/http://www.caminhosdosertao.com.br

Uma viagem de lazer e descanso pode se transformar em um momento de estresse antes mesmo do embarque. Quem pretende viajar de avião levando consigo sua bicicleta deve observar atentamente as regras e condições específicas de cada companhia aérea para evitar problemas no momento do check-in.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem regras genéricas para o transporte de cargas especiais, o que dá margem para que as companhias definam critérios próprios para transportar esse tipo de equipamento.

Enquanto algumas empresas permitem praticamente que você chegue pedalando ao balcão de check-in, outras fazem tantas exigências que chega a dar a impressão de que fazem isso para desencorajar o seus clientes de transportarem bicicletas em seus voos.

Infografia/Gazeta do Povo

Com as regras nem sempre são tão claras e objetivas quanto deveriam ser para o consumidor, o melhor a fazer é consultar a companhia antes de comprar a passagem para evitar dor de cabeça minutos antes do embarque.

É importante ter em mente que a bicicleta é incluída na franquia de bagagem da mesma forma que uma bagagem comum. Em média, cada passageiro pode levar até 23 kg.

A companhia aérea é autorizada a cobrar pelo excesso de bagagem, no ato do check-in, um valor que pode chegar a 0,5% da tarifa cheia por quilo de excesso.

Já levei minha bicicleta, a Manguarirê, pela Avianca. Embora informe em seu site que a bike precisa estar desmontada, a recomendação repassada pelo call-center foi de que a bicicleta estivesse com os pneus vazios e protegida com plástico bolha no quadro, guidão e pedais.

Na ida, no trecho entre Curitiba e Cuiabá, não houve maiores inconvenientes. Na volta, entretanto, um funcionário da companhia resolveu invocar, argumentando que, naquelas condições, não poderia despachar a bike. Mostrei as fotos e os comprovantes de como a bicicleta chegou lá, pela mesma companhia, e questionei deixando pouca margem para ele argumentar.

Pela Webjet, no trecho entre São Paulo e Curitiba a situação foi bem mais tranquila. Consegui despachar duas bicicletas sem o menor problema, sem ter que soltar uma porca ou parafuso sequer. Não fosse pelos pneus esvaziados – uma norma de segurança por conta da pressurização do avião – poderia sair pedalando da sala de desembarque.

Curioso é que a Gol — que é proprietária da Webjet — é a mais “crica” na hora de transportar a bicicleta. Embora tenha deixado de cobrar uma tarifa adicional de R$ 150 por trecho para esse tipo de transporte, a lista de exigências é tão grande que só falta pedir certidão de nascimento e atestado de antecedentes criminais da magrela.

Embora nunca tenha usado a companhia para transportar minha bicicleta, pelo que ouvi de alguns amigos, a TAM oscila entre a liberalidade total e a extrema rigorosidade, de acordo com o humor do agente do check-in.

A segurança e o cuidado com os equipamentos, é claro, devem vir em primeiro lugar. Mas as companhias que facilitam a vida dos usuários de bicicleta certamente agregam um valor às suas marcas e com certeza terão a preferência e fidelidade dos consumidores-ciclistas em suas próximas viagens.

Além disso, as empresas precisam reconhecer que a demanda é cada vez mais alta, principalmente por adeptos do cicloturismo, que programam suas férias em função da possibilidade de transportar a bicicleta.

Confira algumas dicas para transportar as bikes com tranquilidade:

- Para evitar aborrecimentos, compareça ao check-in com antecedência de duas horas – é um tempo razoável para resolver qualquer inconveniente caso a companhia resolva encrencar com alguma coisa;

- Ligue para o SAC da companhia e pergunte quais as regras para o transporte da bicicleta, o que pode o que não pode e o que deve ser feito. Por via das dúvidas, anote data, horário, nome do atendente e protocolo de atendimento;

- Cumpra estritamente as regras estabelecidas pela empresa e não tente dar “jeitinho” em cima da hora. A empresa pode se negar a transportar sua bike e azedar sua viagem;

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike
Antes de comprar a passagem, confira com atenção as condições da companhia para o transporte de bicicletas.

Responsabilidade

Para transportar bagagens especiais, algumas companhias aéreas obrigam o consumidor a assinar um contrato em que as exime de qualquer responsabilidade sobre eventuais danos ao item durante o transporte.

Mas, para a Justiça, contratos assim são nulos. Diversas ações julgadas pelos Tribunais de Justiça estaduais dão ganho de causa ao consumidor. O entendimento, com base no Código de Defesa do Consumidor, é de que o contrato que prevalece é o da prestação do serviço de transporte, em que há a responsabilidade objetiva do prestador.

Danos ocorridos por falha no processo de transporte, portanto, ensejam a abertura de ação indenizatória por danos materiais e morais. O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) determina que a responsabilidade pelo furto ou dano de bagagens, durante o trânsito, é de responsabilidade da companhia.

Nesse caso, o consumidor deve procurar a companhia. Não havendo acordo, a saída é buscar um órgão de defesa do consumidor ou mover uma ação no Juizado Especial Cível. Para isso é importante ter em mãos o comprovante de embarque, nota fiscal do objeto e alguma prova do dano, como um boletim de ocorrência ou mesmo uma foto de antes e depois.

Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
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      Edson Ferreira "Prof. Nescau" | 22/05/2012 | 07:17

      Já fiz diversas viagens com a GF CICLISMO para a disputa de campeonatos de ciclismo Brasileiro para Rj, Maringá de avião com toda a equipe e as bikes dentro dos malabikes e NUNCA pediram pra murchar o pneu... Não sei se pelo fato da mesma estar numa embalagem própria(sem as rodas) não fizeram essa pergunta. Utilizamos TAM, WEBJET e GOL...

      Paulo Cesar Fabro | 19/05/2012 | 21:10

      Argumentei que pelas informações so site seria possível despachá-la naquelas condições mas ela respondeu que "subentende-se que deve vir embalada". Até o momento realmente não consegui imaginar qual parte da orientação contida no site permite esse "subentendimento". A solução, naquele momento, foi embalar a bicicleta em plástico bolha no ProtectBag para satisfazer a funcionária do check in.

      Paulo Cesar Fabro | 19/05/2012 | 21:08

      Em março/2011 viajei pela TAM levando uma bicicleta na bagagem. O site da cia. diz o seguinte: "Bicicletas Serão aceitas normalmente como bagagem despachada com os pneus vazios, pedais removidos e guidão alinhado." Levei a bicicleta ao aeroporto nestas condições, sem qualquer embalagem. No momento do embarque, entretanto, a funcionária do check in recusou-se a despachá-la.

      Maicon Machado | 19/05/2012 | 17:45

      João, antes ser um egrégio ciclo-ativista que um boçal médiocre com você, que sequer tem coragem de sair do anonimato para tecer críticas tão rasas quanto o seu caráter.

      adriano | 18/05/2012 | 19:39

      É incrivel como existe um preconceito sem tamanho com relação a bicicleta, nas empresas de onibus é a mesma coisa: vai do humor do motorista ou do fiscal. E mais limitada ainda é a visão do sujeito que acha que quem anda de bike só deve andar de bike, ou que não tem dinheiro para andar de avião, carro ou qualquer outro meio de transporte.

      Waldeir Adilson dos Santos | 18/05/2012 | 17:20

      E para viagens de ônibus, como funciona? É possível levar sem desmontar? Tem que embalar de alguma forma especial?

      Guilherme Appolinário | 18/05/2012 | 14:42

      Cheguei com minha Dahon C7 dobrável no guichê da Gol no Aeroporto Afonso Pena em Curitiba e recebi informações de que só dentro de uma caixa poderia ser enviadas. Na próxima vez que for ao aeroporto perguntarei pra alguém das outras companhias.

      João Jhon Juan | 18/05/2012 | 10:14

      Confuso como o post-mi-mi-mi: "[...] Na Avianca [...] pneus vazios e protegida com plástico bolha no quadro, guidão e pedais." Agora veja o "infográfico", informações erradas. Mas como isso aqui não é jornalismo, acho que pode, né Arnaldo? E outra: viajar de avião não é sustentável, ó Egrégios Cicloativistas. Usem a Bike.

      Rodrigo C | 18/05/2012 | 10:08

      Muito interessante a matéria. Faltou só falar das bikes dobráveis... Abraço

      Willian Cruz | 18/05/2012 | 07:02

      A Gol chegou a cobrar até R$ 150,00, alegando ser "equipamento esportivo". Cobrava também de pranchas de surf, por exemplo. Só parou porque foi abrigada pela ANAC.

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