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Enviado por admin, 07/08/12 4:53:00 PM

Encontro promove troca de experiências entre cicloativistas da Argentina, Brasil e Colômbia

Reprodução
Encontro reuniu representantes de três países da América do Sul para troca de experiências sobre a ciclomobilidade

Curitiba voltou a ser referência e modelo a ser seguido na área de mobilidade urbana. Se não mais como pioneira em projetos inovadores de transporte público, ao menos como exemplo de mobilização dos grupos da sociedade civil que defendem o uso da bicicleta como meio de transporte.

Nesta segunda-feira (6), uma delegação da cidade argentina de Neuquén, capital da província de mesmo nome, esteve na capital paranaense para conhecer o trabalho desenvolvido pelos cicloativistas de Curitiba com o objetivo de levar esse know how para lá, ajudando na disseminação da cultura da bicicleta para “los hermanos”.

Os argentinos fazem parte do Centro Internacional de Formação de Atores Locais para a América Latina (Cifal), ligado ao Instituto para Treinamento e Pesquisa das Nações Unidas (Unitar), unidade de treinamento da ONU.

Também esteve presente no encontro o colombiano Carlos Cadena Gaitán, pesquisador da Universidade das Nações Unidas/Universiteit Maastricht, que desenvolve um trabalho de PhD sobre transportes sustentáveis, com foco especial na bicicleta, em que compara as cidades de Curitiba, Medellín (Colômbia) e Guadalajara (México).

Na reunião para troca de informações, ocorrida na Bicicletaria Cultural, os pesquisadores conheceram as diversas frentes da sociedade civil local que atuam na defesa da mobilidade por bicicletas, como a Bicicleta de Curitiba, o movimento VotoLivre.org, o Programa Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Arte Bici Mob, que promove o Mês da Bicicleta em Setembro, com eventos culturais e debates sobre a questão da mobilidade urbana sustentável.

Também foi apresentado o trabalho da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), em especial, as estratégias de atuação da entidade durante a campanha eleitoral deste ano, com a criação de uma carta de compromisso com a ciclomobilidade, que está sendo apresentada aos candidatos à prefeitura de Curitiba.

O mito da cidade modelo

Danilo Herek/Cicloativismo.com
Conexão Curitiba-Neuquén-Medellín: a bicicleta intergando as pessoas e as nações

Gaitán, que mora na Holanda, onde desenvolve seus estudos, se disse surpreso e desapontado com o que viu em Curitiba. “Pensei que veria centenas de pessoas pedalando pelas ciclovias da cidade. Mas praticamente não há ciclovias e as pessoas pedalam em meio ao trânsito e, em geral, são recebidas de forma agressiva pelos motoristas”, avalia.

Ele contou que a pintura da ciclofaixa autônoma, em 2007, por membros da Bicicletada de Curitiba, ultrapassou fronteiras e será replicada neste ano, simultaneamente, nas três principais cidades da Colômbia: Bogotá, Medellín e Cali. Lá, porém, ao invés de correrem o risco de serem presos e processados por crime ambiental, os cicloativistas devem contar com o apoio do poder público, que reconhece no simbolismo do ato um incentivo ao uso deste modal.

O professor universitário e coordenador do curso de Segurança Viária da Universidad Tecnológica Nacional, Ruben Saucedo, destacou a atuação dos cicloativistas de Curitiba como referência para o desenvolvimento de ações na cidade de Neuquén. Ele propôs uma parceria estratégica entre a CicloIguaçu e o Cifal para coordenar ações conjuntas e trocas de experiências entre as entidades na área de ciclomobilidade.

O advogado Javier Soto Mellado, especialista em segurança e legislação de trânsito na Argentina, lembrou o aspecto cultural das sociedades lationoamericas, em que o carro ainda representa um símbolo de status e onde Estado ainda encontra resistência em fazer cumprir leis básicas de trânsito. “Na Europa, as pessoas seguem as leis porque é o que deve ser feito para sua própria segurança e para a dos outros. Aqui, em geral, a população reage, acusando o governo de querer arrecadar dinheiro com as multas de trânsito”, compara.

Ele lembrou do projeto lançado pela ONU, que estabeleceu a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, com o objetivo de reduzir as mortes e destacou a importância da cultura da bicicleta nessa equação. Nesse contexto, foi discutida a necessidade de campanhas de educativas permanentes, de estímulo ao uso da bicicleta e promoção do compartilhamento seguro das vias.

Já o engenheiro Juan Emilio Perrotat, da Universidad Tecnológica Nacional, destacou a necessidade de uma infraestrutura adequada, que possibilite o uso seguro da bicicleta como modal de transporte. Para ele, os desafios nas grandes cidades latino-americanas são comuns.

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      Eleanor Abernathy | 14/08/2012 | 23:10

      O Sr Gaitan AHAZOOU na análise sobre a mítica Curitiba! Recomendo a leitura para todos, inclusive aos pseudocomentaristas que demonstraram em publico uma dorzinha de cotovelo por ñ serem referência em reaçoativismo, ainda que se esforcem com sua militância em espaços de comentários de blogs! Para quem quer ler coisa que valha, tá aki: http://www.elmundo.com/portal/opinion/columnistas/la_mitica_curitiba.php

      Marcos A. | 14/08/2012 | 08:51

      Também não entendi bem o raciocínio desse João Jhon Juan, mas se é o que estou pensando ele faz parte do grupo dos péssimos motoristas dessa cidade que acham que o seu carro é uma extensão do seu território.

      João Jhon Juan | 13/08/2012 | 20:17

      marcellus wallace, quanta raiva no coraçãozinho. O trânsito, de forma geral, é agressivo. Testemunhei, a coisa de uma semana, uma discussão (com xingamentos, pasme você) entre dois ciclistas, que trafegavam na canaleta. Um deles (que furava o sinal) xingava outro, que atravessava montado sobre a faixa de pedestres, no sentido inverso ao da Alferes Poli. Veja só. Que coisa, não? Esse é o trânsito, senhores.

      marcellus wallace | 13/08/2012 | 11:12

      João Jhon Juan, deixa ver se entendi seu raciocínio: então quer dizer que o fato de fazermos parte do trânsito dá aos motoristas liberdade para serem agressivos? É isso?

      João Jhon Juan | 10/08/2012 | 11:05

      Continuando: afinal, esses seres tão humanos chamados ciclistas, fazem parte ou não, do trânsito?

      João Jhon Juan | 10/08/2012 | 11:04

      Encontros e palestras para falar o óbvio - "precisa de infraestrutura adequada e os desafios nas grandes cidades são comuns" - não torna ninguém referência no cicloativismo. Enaltecer a pichação das vias públicas como forma de chamar atenção, pregando o "cada um por si", não parece muito ligado ao conceito de sociedade que os pseudociclo dizem encampar. Mas, engraçadinho mesmo, é o Sr Gaitan: "e as pessoas pedalam em meio ao trânsito e, em geral, são recebidas de forma agressiva pelos motorista"

      Manuel | 09/08/2012 | 12:49

      Administração de São Paulo nota 10 (em relação a Curitiba no quesito incentivo à ciclomobilidade). Acabei de ler uma matéria no U O L sobre bicicletas de bambu para alunos das escolas, o trajeto é feito com monitores, e outras novidades. EXCELENTE iniciativa. Sr. "futuro prefeito de Curitiba" dê um pulinho em São Paulo para aprender como deve ser feito.

      Paulo Fernandes | 09/08/2012 | 08:56

      Olha a frase que eu li na gazeta do povo hoje... é triste: "Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba (Sindimoc), Anderson Teixeira, o recurso de acelerar e buzinar diante do sinal amarelo é uma recomendação aos motoristas dos biarticulados, que deve ser usada em último caso. " http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1284521&tit=Perigo-de-colisao-ronda-a-Travessa-da-Lapa Tá explicado porque esse ônibus mata tanta gent

      marcellus wallace | 07/08/2012 | 23:23

      Excelente. Este blog é um sinal claro de que não estamos acomodados, apenas esperando que algo de divino ou de extrema boa-vontade aconteça. Quanto maior a movimentação, a transmissão de ideias, mais perto ficamos daquilo que queremos. Em tempo: o que queremos não serve apenas para nós, ciclistas, mas tem "benefícios colaterais" para todos os lados. Valeu, Alexandre.

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