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Enviado por admin, 30/08/11 3:50:00 AM

Ippuc apresenta plano diretor com 400 km e prevê ciclovia na Avenida das Torres

Reprodução/Ippuc
Mapa da rede cicloviária de Curitiba: plano prevê 400 quilômetros.

Se o plano diretor cicloviário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) sair da prancheta e virar realidade, a bicicleta será definitivamente inserida como modal de transporte da nossa cidade.

O projeto do órgão prevê a implantação de mais de 300 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em Curitiba, além da revitalização dos 118 quilômetros existentes atualmente.

A grande novidade, no entanto, é a confirmação da implantação de uma rede cicloviária na Avenida Comendador Franco (Av. das Torres) com 10 quilômetros de extensão, até o portal de São José dos Pinhais, dentro do projeto de adequação da cidade para a Copa do Mundo de 2014.

Reprodução/Ippuc
Ciclovias terão pintura especial e sinalização padronizada.

A informação foi confirmada pela arquiteta Maria Miranda, da coordenação de Mobilidade Urbana e Transportes do Ippuc, que explicou que projeto prevê ciclovias segregadas e bidirecionais (nos dois sentidos da via).

“Está previsto no PAC da Copa, É certeza que vamos fazer”, assegura. A continuação da obra, ligando a ciclovia até o Aeroporto Afonso Pena deverá ser executada pela prefeitura de São José dos Pinhais com verbas da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).

“Isso é o mínimo. Se aplicarmos o conceito de rotas cicláveis e sinalização a cidade poderá atender muito mais a circulação dos ciclistas. O Plano Diretor da cidade prevê a criação de condições para que os ciclistas transitem em qualquer via da cidade”, afirma a arquiteta.

O plano cicloviário do Ippuc prevê ainda a implantação de uma ciclovia exclusiva no canteiro central da avenida Visconde de Guarapuava e de uma ciclofaixa na Avenida Marechal Floriano. Já o plano de recuperação da malha existente deve mudar o foco no lazer, conectando a malha em rede, além de renovar a sinalização dentro do padrão estabelecido pelos órgãos federais de trânsito.

Reprodução/Ippuc
Com recursos orçamentários próprios, prefeitura poderia ter recuperado 98% da rede cicloviária desde 2010.

Questionada sobre prazos, a arquiteta afirma alguns projetos já estão em andamento. “Os planos de médio prazo já estão em obras ou em fase de licitação. Os de longo prazo ainda dependem de verbas de financiamento”, explica Maria.

Ciclofaixa de lazer
Outra novidade prevê a implantação das Ciclofaixas de Lazer em Curitiba. O modelo, implantado em cidades como Nova York, Bogotá e, no Brasil, em São Paulo e Brasília, prevê o bloqueio de faixas de rolamento de grandes avenidas da cidade durante os fins de semana para o trânsito exclusivo de ciclistas.

Em São Paulo, a ciclofaixa de lazer destina 45 quilômetros de vias todos os domingos. “A preferência é para a bicicleta. Não importa que fique apenas uma faixa para os carros”, explica a coordenadora do projeto, Laura Lúcia Vieira.

Segundo ela, o projeto vem ajudando a inserir a bicicleta no cotidiano da cidade. “Muitos motoristas começam a pedalas nos fins de semana. Alguns percebem que é possível usar a bicicleta no dia a dia. Outros continuar dirigindo, mas percebem que é preciso respeitar o ciclista”, avalia.

A previsão é de que a primeira ciclofaixa de lazer de Curitiba entre em operação no dia 25 de setembro, como parte das ações do Dia Mundial Sem Carro. Entretanto ainda não há confirmações de onde ela irá funcionar ou e se o projeto é permanente, como na cidade de São Paulo ou apenas um “teste”.

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      Denis Braga | 20/09/2011 | 17:02

      Pra quem tem interesse em saber a quantas andam as obras, saiu hoje no site do IPPUC uma matéria sobre as ciclovias novas e em reformas. (http://ippucweb.ippuc.org.br/ippucweb/sasi/home/mostrarnoticia.php?noticia=cd_noticias=58&liar=n%E3o) Ciclovias em obras na cidade Eduardo Pinto da Rocha (5km) Ciclofaixa Marechal (4km) Fredolin Wolf (4,5km - novos, e 3km de revitalização existente) Linha Verde Norte (1,8 km)

      MAURICIO | 15/09/2011 | 16:38

      Respondendo ao Denis, sim existem muitas ciclovias e dá para ir a muitos lugares através delas. Claro que não seguem o caminho mais curto, elas não são exclusivas e são cheias de buracos. Por exemplo o José Luis que quer ir do Bacacheri ao Hospital das clínicas: Vá pela Nicarágua até a linha do trem, siga a linha até depois do Polo Shopping da XV, pegue a ciclovia da Afonso Camargo, siga a linha do trem até a Conselheiro Laurindo, contorne e pegue a mariano Torres. Note que ela estará vazia...

      Vitor | 05/09/2011 | 16:09

      Bom, Denis, se você quiser sair de lugar nenhum e parar em canto algum, temos ciclovias de sobra. Agora se você quiser ir do bairro A ao bairro B, talvez não ache uma ciclovia sequer.

      Denis Braga | 05/09/2011 | 08:34

      continuando o comentário... Pra quem estiver curioso segue o link: http://www.ippuc.org.br/Bancodedados/Curitibaemdados/Curitiba_em_dados_Pesquisa.htm?ampliar=n%E3o. Em "2010_Ciclovias Oficiais por Bairro e Extensão em Curitiba" há um levantamento dos comprimentos das ciclovias. Porém não me parece muito confiável. Gostaria de saber das pessoas que andam de bicicleta se estes dados fazem mesmo sentido. Gostaria de saber se realmente temos tantas ciclovias assim. Atenciosamente

      Denis Braga | 05/09/2011 | 08:32

      Olá a todos! Não sou usuário da bicicleta mas ultimamente tenho pensado bastante e estou a um passo de começar a utilizar o modal. O principal ponto contra, em minha opinião, é a falta de ciclovias. A falta de ciclovias que liguem regiões da cidade que não apenas as áreas turísticas. Fui conferir no site do IPPUC a quantidade de ciclovias na cidade e o que achei foi um levantamento do ano passado. Segue no outro comentário...

      Patrick | 31/08/2011 | 01:34

      Insuficiente. Por que não fazer ciclofaixas no centro da cidade ? É muita propaganda e pouca ação.

      André Marques | 30/08/2011 | 23:15

      É um começo, claro, mas está longe de considerar este tema com a devida seriedade. Para tornar o uso da bicicleta consistente, para o trabalho e para a escola, as ciclofaixas deveriam levar a algum lugar. Por que não acompanhar as canaletas? As faixas de trânsito paralelas à elas são ridículas: a cada tubo se estreitam dando passagem para apenas um carro! E ciclovia no canteiro da Visconde está mais para estratégia nazista: "vamos mandar os ciclistas para a ciclocâmara de gás!"

      Pedro | 30/08/2011 | 16:08

      Que façam! E que invistam 100% dos recursos e não só metade! E que sejam inteligentes e façam uma boa obra (diferente da linha verde)! Que os curitibanos saim com suas bicicletas e que não sejam assaltados!

      Caio Socha | 30/08/2011 | 15:59

      Gostaria de comentar também a respeito das faixas de lazer, fui algumas vezes ao RJ (Capital) e aos domingos uma das faixas a beira mar sao liberadas, não somente para ciclistas, mas também para skatistas, patins, etc. Gostaria muito de ver projetos assim em vias como a Visconde de Guarapuava ou a Marechal Deodoro no Centro. Ajudaria muito na compreensão das pessoas e também no lazer de quem mora no centro.

      Caio Socha | 30/08/2011 | 15:56

      Se os motoristas respeitassem os ciclistas talvez nem fossem necessárias as ciclofaixas, a questão maior é a falta de respeito por nós ciclistas. Até no litoral ja tive que subir um meio-fio rapidamente pq nossa amigo motorista vinha em alta velocidade buzinando e esbravejando. Curitiba ainda paga pela educação dos próprios Curitibanos.

      Rafael | 30/08/2011 | 14:29

      Luiz, Não inovação alguma na proposta apresentada pela arquiteta. Trata-se apenas de uma adaptação do manual de sinalização horizontal (DENATRAN)e um exemplo amplamente difundido no caderno de referência para planos de mobilidade por bicicleta (Ministério das Cidades). Será que a inovação está em obrigar o ciclista a parar perante uma autovia? a inovação não estaria em priorizar o tráfego dos não-motorizados sobre os modos motorizados? Pensem nisso!

      Tatiane | 30/08/2011 | 14:06

      Moro no bairro de Santa Felicidade, no jardim pinheiros, um mini bairro que fica dentro de santa felicidade, assim como vários exixtentes nesta região, todos os projetos são esquecidos para estas áreas, por quê? Por que temos somente uma conexão com o centro, em menos tempo, que seria o ligeirinho "B.Alto / Santa Felicidade" sem pagar mais de uma passagem, poderiamos ter uma conexão com o biarticulado? Por que não há ciclovias na Manoel Ribas? Santa Felicidade precisa de melhorias!

      Marie | 30/08/2011 | 13:30

      Sonho de consumo andar pelas ruas de bike com segurança e vias próprias sem interrupções, isto é o desejo da maioria.Penso que no município A não conversa com B sobre como se faz prá ter qualidade em pedalar por esta pretensa ecológica cidade! Curitiba tem mais nome de ecológica do que propiamente o é, todos sabem disso. Aquela proposição da linha verde é o grande exemplo, vias sem segurança, escuras, com interrupções em 99% dos trechos, quem se habilita passar por ela?

      Marcos A. | 30/08/2011 | 13:14

      Fabio, a rua era estreita, mas cabiam dois carros. Traquilamente ele podia se posicionar no lado e sobraria muito espaço. Ficou no meio mesmo de propósito, pelo menos por 1 quadra fazendo de conta que não viu o automovel. Eu sei que motoristas desrespeitam os ciclistas na maioria das vezes, mas o ciclista também tem que saber usar as vias de forma consciente. Transformar isso em uma guerra não ajuda ninguém. Eu sempre gostei de bicicleta e adoraria ir com ela ao trabalho, não vou pelos riscos.

      Vanildo Oliveira | 30/08/2011 | 13:12

      Marcos, seu post positivo não reflete o plano apresentado pelo IPPUC. O projeto prevê apenas cerca de 54 km de novas rotas, que ligará o nada ao lugar nenhum. A representante do IPPUC parecia desconhecer detalhes do plano e o mapa apresentado por ela estava totalmente defasado. Existe verba federal para este tipo de projeto e as cidades, por falta de competência técnica, não apresenta projetos viáveis. Este é o caso de Curitiba que perdeu a capacidade de se renovar e inovar. LAMENTÁVEL!

      Marcos A. | 30/08/2011 | 13:05

      Vitor, eu já usei bicicleta para ir ao trabalho, mas quando o percurso era mais tranquilo e quando boa parte dele era pela Arthur Bernardes, onde tem uma ciclovia. Mas eu sei como é, realmente os motoristas nâo respeitam os ciclistas e é por isso mesmo que parei de me arriscar. Impossível disputar espaço com os carros nas ruas sem uma boa dose de risco, infelizmente.

      Luiz | 30/08/2011 | 12:22

      Parabéns para o IPPUC e para a arquiteta que desenhou essa solução. Achei muito bom. Espero que as manifestações continuem e que dessa forma essas obras tão legais se concretizem.

      Rafael | 30/08/2011 | 11:51

      Seis anos se passaram e pasmem! os mesmos técnicos responsáveis pelo planejamento do transporte e mobilidade desta cidade naquele ano de 2005 continuam sendo os responsáveis pela mobilidade hoje. Se quase nada ou nada foi feito em prol dos ciclistas e, enquanto a responsabilidade técnica das decisões que envolvem a mobilidade e o planejamento cicloviário desta cidade estiver a cargo de técnicos que nem se quer possuem uma bicicleta, digam, meus caros, vcs acreditam em milagre?

      Rafael | 30/08/2011 | 11:43

      Há seis anos atrás acontecia na câmara municipal de curitiba um debate sobre planejamento cicloviário desta cidade com a presença dos mesmos planejadores dos órgãos gestores municipais e muitas propostas "vislumbrantes" e inclusive o plano de "revitalização" das ciclovias existentes. De lá para cá, o que tivemos meus caros? Acredito que nem 10% disso: uma malha cicloviária sucateada, bicicletários entregues ao vandalismo, cicloativistas presos por ato contra o "meio-ambiente", só citando alguns.

      Fabio Caiut | 30/08/2011 | 09:41

      Se realmente for concreto, em menos de 3 anos termos 400Km de malha cicloviária, meus parabéns ao IPPUC. Significa que os responsáveis por planejar a cidade sabem que Curitiba precisa voltar a ser civilizada e talvez consigamos diminuir a violência e o stress gerado no trânsito. Marcos A., concordo que os ciclistas tem que fazer sua parte, todos têm! Mas é comum ciclistas andarem no meio de uma via estreita, quando notam que não caberá o carro e a bike, evitando que o carro tente e acerte-o.

      Vitor | 30/08/2011 | 09:37

      Na auto-escola aprendemos que o maior deve cuidar do menor. Mas não é o que se vê por parte dos motoristas. Pedestres e ciclastas são a escoria, para eles.

      Vitor P/ Marcos | 30/08/2011 | 09:36

      Marcos, concordo que deve haver o bom senso dos dois lados, porém, como você disse, não anda de bicicleta. A verdade é que a maioria, diria mais de 90% dos motorista vê o ciclista como a "praga do transito", e colocam nossas vidas em risco. Um dia uma mulher quese me atropelou, para alerta-la bati com a mão no carro dela. A moça parou o carro e ao inves de verificar se eu estava bem (afinal, eu estava perto do meio fio, onde me garante a lei de transitar), esbravejou "maloqueiro!"

      Vitor | 30/08/2011 | 09:31

      Bom cara, você que tem um blog de Bike e tudo, responda-me do fundo do teu coração: Você acredita que isso vai funcionar? Confesso que sou cético quando as promessas da prefeitura, principalmente quando envolve a Bicicleta. Nem Deus sabe dos perrengues que passo na cidade ecologica.

      jose luiz campos pinto | 30/08/2011 | 09:04

      Moro no bacacheri, rua estados unidos, esquina com av. paraná. Já tentei, mas n?o sei como ir da minha casa até o hospital de clínicas usando bicicleta. alguém pode me ajudar? obrigado Resposta: José Carlos, o site http://www.cicloviasdecuritiba.com.broferece a possibilidade de consultar rotas das ciclovias disponíves. Veja se isso te ajuda. Quanquer coisa, me contacte pelo Twitter. (Alexandre)

      Marcos A. | 30/08/2011 | 08:34

      Outro problema da ciclovia na AV da Torres são os assaltos. Trabalho próximo e sofri 3 tentativas. Quero ver alguém se arriscar a andar de bicicleta por ali.

      Marcos A. | 30/08/2011 | 08:31

      Eu sempre gostei de bike, mas não me arrisco a ir trabalhar com ela. Espero que a campanha dê certo, mas os ciclistas também tem que colaborar. Ontem tinha um ciclista andando bem no meio de uma rua estreita e de propósito não dava passagem a um veículo que vinha atrás. Também, quando há uma ciclovia ao lado da rua, muitos não a utilizam. O respeito e o bom senso tem que vir dos dois lados senão de nada adianta.

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