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Enviado por admin, 20/03/12 7:54:00 PM

Caros leitores.

Quero agradecer a todos vocês que me acompanharam no período em que estive com meu blog na Gazeta do Povo.

Foi muito bacana poder escrever, trocar ideias e gerar consciência maior sobre os riscos do stress e a importância da busca do equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. A Gazeta do Povo é o maior e mais importante jornal do Paraná, e seu portal é um espaço nobre e de grande visibilidade. Agradeço pela audiência, leitura e participação de todos, e pelo apoio de toda a equipe da Gazeta.

A partir de agora, meu blog poderá ser encontrado no portal de Exame (Exame.com – primeiro post: ).

Obrigado e que possamos nos encontrar pessoal ou digitalmente em breve.

Sempre com Muito Trabalho e Pouco Stress.

Enviado por admin, 27/02/12 7:03:00 PM

Há algum tempo, participei de um debate na rádio CBN sobre excesso de trabalho e seus efeitos. Éramos eu, na qualidade de blogueiro e profissional observador sobre o tema, um médico psiquiatra, um consultor de negócios e uma especialista em coaching profissional.

Debatemos sobre vários aspectos ligados a trabalho e stress, até que em certo momento uma médica especialista na Síndrome de Burn-Out fez sua participação por telefone, falando sobre o tratamento para pessoas acometidas por esta síndrome (no caso, ela recomendava psicoterapia e remédios).

No momento adequado, fiz uma pergunta a ela sobre o que fazer em termos de prevenção, ou seja, que tipo de tratamento ela considerava adequado para um quadro antes da Síndrome ocorrer. Ela fez menção somente sobre o ambiente corporativo, o controle dos efeitos do meio, etc.

Concordo que o ambiente é importante, assim como o líder ou gestor da equipe, responsável pelo ambiente e pela forma como os projetos são tocados e como as pessoas se tratam, se respeitam.

Mas acho que a especialista não mencionou a questão mais importante: a atitude de cada um de nós em relação ao excesso, à ameaça do burn-out.

Este blog se chama Muito Trabalho, Pouco Stress, justamente porque acredito que não temos como controlar o volume de trabalho em nossas empresas, dadas as condições mercadológicas, de concorrência ou até mesmo econômicas, que podem nos assolar de forma absolutamente incontrolável no trabalho.

O que podemos, certamente, é focar no equilíbrio entre este excesso e o que fazemos com nossa saúde. Ou seja, a resposta ao controle do stress é individual, tanto sob o ponto de vista dos efeitos do excesso de trabalho em cada um, como sob a ótica do que eu e você fazemos (ou não) para lidar com o stress.

Consigo separar um tempo para estar com minha família ou amigos?
Pratico exercícios regularmente?
Tomo remédios para dormir ou para combater quadros de depressão ou ansiedade?
Bebo com moderação?
Tenho descuidado da minha alimentação?
Durmo o suficiente, e tenho um sono de qualidade?
Faço check-ups periódicos?
Administro bem meu tempo dentro do escritório para ser produtivo e conseguir sair em horários decentes?
Consigo mudar de canal ou frequência no final de semana, passeando, lendo livros que não tenham relação com meu trabalho ou praticando meu hobby, qualquer que ele seja?

Essas são apenas algumas das questões relacionadas à prevenção do stress, à uma postura ativa contrária a um quadro de burn-out. E todas elas podem ter respostas que são resultado do que fazemos, de nossas decisões e hábitos pessoais.

Ninguém sofre de burn-out da noite para o dia. A tal síndrome é resultado de um processo intenso e relativamente longo de desgaste, sobre o qual reagimos, ou não.
Por que não utilizar metade que seja da determinação que aplicamos no trabalho para cuidar de nossa cabeça, saúde e espírito?

O livre arbítrio é a chave para o que seremos amanhã, começando pelos hábitos que queremos criar ou combater, e chegando até mesmo à decisão de trocar de trabalho.

Ou seja, posso delegar a responsabilidade ao ambiente onde trabalho. Posso aguardar para ver se terei o burn-out e quando necessário apelar para os remédios e para a psicoterapia, de acordo com a recomendação da especialista.

Acredito que o burn-out é, sem dúvida, um dos destinos possíveis na trajetória profissional de qualquer um.
Mas certamente não é o único e nem o que alguém escolhe de maneira consciente.
Pessoalmente, prefiro agir na prevenção, na eterna busca do equilíbrio.

Enviado por admin, 16/02/12 1:45:00 PM

Conheço colegas que jamais falam de trabalho em casa. Resolveram que deixariam todos os assuntos e eventuais angústias do trabalho da porta de casa para fora.

Acho essa uma decisão corajosa, tanto pela intenção de não trazer o trabalho para casa, como pela tentativa de mudar de frequência.

Mas me pergunto o quanto a família pode compreender ausências, períodos de stress, comportamentos afetados por questões ligadas ao trabalho, se ela não tem como saber o que se passa?

Ao mesmo tempo, por mais que tentemos compartilhar o que se passa no trabalho, caso nossa decisão seja diferente da dos colegas citados acima, acho que é bastante difícil expressar e transmitir de fato o que acontece no trabalho, principalmente o que acontece dentro de cada um. Não tanto sobre o dia-a-dia no ambiente do trabalho, mas sim o que se passa no lado emocional, na pressão interna, ou como o que acontece no trabalho nos afeta. Me refiro ao lado fisiológico (pressão alta, insônia etc.) e ao psicológico também (ansiedade, angústia etc.).

A verdade é que se não tentarmos de fato mergulhar no que estamos vivendo no lado emocional, partindo do princípio que o seu ouvinte esteja realmente interessado, não conseguiremos verbalizar as coisas de forma adequada, não conseguiremos transmitir o assunto da conversa de forma efetiva. E o que é pior: não teremos insights sobre nós mesmos, sobre nosso comportamento, sobre nossas reações. Não integraremos o pensar e o sentir.

Acho que o princípio-mestre disso tudo é a tentativa de não dissociar a pessoa do executivo, o ser humano do profissional. Todos temos os dois lados. E temos que nos colocar no lugar do outro. Seja ele um colega, um subordinado, um chefe, ou um ouvinte em casa.

Enviado por admin, 13/02/12 9:14:00 PM
Divulgação/Biblioteca Pública do Paraná
Em Curitiba, há 2,97 bibliotecas públicas disponíveis para cada 100 mil habitantes. A cidade só perde para Barueri, município em São Paulo que tem um índice de 4,07 bibliotecas abertas ao público.

Com a correria que todos temos, e a necessidade de estarmos constantemente bem informados, sofremos uma avalanche de informações, com a leitura dos jornais do dia, das revistas da semana, revistas de negócios, relatórios setoriais, Internet (incluo este blog na categoria!) etc.

Além disso, muitas vezes levamos trabalho para casa, e acabamos lendo relatórios na cama, antes de dormir.

E cadê o tempo, ou mesmo a disposição, para ler um bom livro, um daqueles que permanece em sua memória, que sobrevive à passagem do tempo?

Não valem livros ligados à sua profissão, ao seu trabalho. Ou a biografia de um empresario de sucesso.

Me refiro a livros que mudam o assunto do dia-a-dia, o canal cerebral, que nos fazem pensar de forma diferente, que nos marcam.

Qual o último livro realmente marcante que você leu?

Se você tem dificuldade em responder a essa pergunta, vale uma reflexão.
Fiz essa pergunta em uma entrevista com um candidato a uma vaga outro dia, e o silêncio foi tão longo que eu mesmo acabei constrangido…

Temos que encontrar tempo para nossos hábitos pessoais, para o que gostamos, para um bom livro, para bons momentos indviduais e de paz.

Temos que escolher isso de forma tão clara quanto todos os projetos e deadlines que lidamos todos os dias no trabalho.

Isso é fundamental não só para nossa saúde mental a longo prazo, mas para a nossa produtividade, para o descanso da cabeça, para nosso equilíbrio.

Por isso, deixe um pouco as revistas e as leituras obrigatórias de lado e procure um bom livro, um daqueles que é difícil de largar. O feriado ou um final de semana podem ser perfeitos para isso.

Enviado por admin, 27/01/12 10:48:00 AM
Jangadeiro online

Um homem que havia perdido seu machado suspeitava do filho de seu vizinho. O menino andava como um ladrão, se parecia com um ladrão, e falava como um ladrão. Depois de alguns dias, o homem acabou achando seu machado, perdido no meio de um bosque em que havia trabalhado recentemente. Quando reencontrou o filho do vizinho novamente, ele andava, se parecia e falava como qualquer outra criança. (Tradicional conto alemão)

Tenho falado bastante sobre propriocepção em algumas reuniões recentes (propriocepção = sensibilidade própria aos ossos, músculos, tendões e articulações e que fornece informações sobre a estática, o equilíbrio, o deslocamento do corpo no espaço), mas no sentido da auto-percepção, da consciência e interpretação que temos sobre nós mesmos e os outros, suas ações e reações.

Afinal, como na estória alemã descrita acima, temos uma lente sobre nossa percepção: o que achamos de nós mesmos, das pessoas com quem convivemos, das situações, sejam elas pessoais ou profissionais. Essa lente pode estar sintonizada com a verdade para mais ou para menos, refletindo o que queremos enxergar ou o que ocorre, de fato.

Posso ter uma ideia muito clara sobre mim, mas a forma como os outros me enxergam pode ser bem diferente. Posso me achar acessível, mas passar uma imagem dura, de soberba. Posso perceber o outro como alguém que tem algo contra mim, mas na verdade esta tinta existe somente na minha interpretação. E assim por diante…

Agora levemos esta rápida análise para o trabalho, e para nossas relações profissionais.
Começando com o velho princípio da comunicação efetiva (emissor e receptor), a chance para confusão e ruído já é grande quando pensamos nas palavras, e nas diferentes formas de expressão. Se somarmos a correria e excesso de informações de hoje em dia, a coisa se complica. Se somarmos as lentes da percepção de cada um, temos um verdadeiro palco pronto para desalinhamento.

Indo adiante, a questão da verbalização é fundamental. Não posso achar, tenho que checar. Se faço isso com informações de mercado ou dados de relatórios, por que não fazer com mensagens não muito claras de pessoas com quem trabalho? Por que preciso que meu chefe me chame para resolver certas situações de ruído e conflito, se eu mesmo posso fazer isso ao adotar uma postura mais proativa? Por que dou como verdade o que percebo ou ouço falar, se posso verificar diretamente com a fonte? Logicamente que me refiro a pratos limpos, e não confronto.

Por fim, a curva de experiência. O que vivo hoje deve ser acumulado de forma consciente no meu funcionamento e modo de agir. Se passei por um ruído ou problema com alguém hoje, como posso fazer para que isso não aconteça de novo? “Colocar tudo por escrito” não é uma boa resposta, pois me refiro a relações pautadas em aprendizado e confiança, fundamentais para o desenvolvimento de equipes e execução de estratégias das empresas.

E o que isso tem de ligação com o stress?
Muito, muito mesmo.

Melhor comunicação, maior auto-conhecimento, sensação de pertencimento e confiança no time de trabalho são condições muito mais propícias para o controle do stress, para mais produtividade.

E então, alguém aí perdeu o seu machado e anda buscando culpados??

Enviado por admin, 18/01/12 1:57:00 PM

Essa semana, na volta de uma viagem a trabalho, esperei por quase 4 horas meu vôo atrasado, em Congonhas.

Fiquei observando os diferentes tipos de experiências que temos quando estamos viajando a trabalho, e o quanto elas podem aumentar nosso nível de stress.

Eis uma lista sucinta do que todos enfrentamos:
- chegar no horário para o check-in
- rezar para que o trânsito a caminho do aeroporto não esteja tão ruim
- enfrentar uma fila básica para pegar o cartão de embarque ou despachar as malas
- ver se temos tempo para comprar um pão de queijo ou qualquer outra coisa engordativa antes do embarque
- ficar na fila do raio X
- achar o portão
- tentar achar lugar para sentar
- prestar atenção na mensagem de “reposicionamento de aeronave”
- correr para o novo portão para embarcar
- ficar espremido no ônibus que leva ao avião, pois via de regra o embarque é remoto
- procurar espaço nos tais compartimentos de bagagem acima dos assentos para acomodar a mala que resolvemos não despachar no check-in
- ouvir todos os tipos de conversas dos outros, falando no celular ao mesmo tempo (e às vezes em volume nada aceitável)
- rezar para que a decolagem saia de acordo
- rezar para que a turbulência não suspenda o serviço de bordo bem na hora em que estamos para receber o nosso malfadado sanduíche
- cuidar para que o passageiro da nossa frente, ao reclinar seu banco, não estoure a tela do nosso notebook
- rezar para que a turbulência seja passageira
- rezar para que o pouso tenha sucesso
- respirar fundo na espera interminável da tal fila que se forma depois do pouso, quando todo mundo fica preso dentro do avião, esperando os passageiros das filas da frente conseguirem terminar de coletar suas coisas
- prestar atenção para ver se não esquecemos de nada dentro do avião
- enfrentar uma fila enorme para pegar um táxi no aeroporto.

E, como se não bastasse, fazemos isso tudo ao mesmo tempo em que checamos nossos blackberries e smartphones, fazemos reuniões à bordo ou tentamos ler documentos importantes separados como “leitura de bordo”.

A partir da chegada, ritmo intenso de reuniões, agendas apertadas, negócios a serem feitos. À noite, num hotel qualquer, a tentativa de colocar o trabalho em dia, bem como a caixa de e-mails.

Lógico que alguns de nós se deixam afetar mais do que outros, mas é muito importante prestar atenção, de forma consciente ao que tudo isso causa em nosso corpo, em nossa cabeça. O exercício é válido tanto pelo auto-conhecimento e análise do que estamos causando em nós mesmos, como pela constatação do que realmente é importante, do que efetivamente não podemos deixar para depois.

Isso pode ser muito útil ao voltar para casa, tanto para criar uma rotina de trabalho diferente, como para planejar uma nova viagem de trabalho, ou para enfrentar uma nova sessão de aerostress…

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Movimentação no aeroporto de Guarulhos: analistas não veem grandes mudanças pelos próximos cinco anos
Enviado por admin, 11/01/12 5:41:00 PM

Vejo muitos casos, no mundo corporativo, de confusão entre a identidade da pessoa e a da cadeira.

Me refiro a pessoas que se revestem da autoridade de um título, de um cargo, de uma cadeira.

São profissionais de muitos estilos e capacidades, mas que não percebem que não são um cargo ou cadeira, mas apenas estão neste posto, neste momento. Momento que até pode durar um bom período, mas que não deixa de ser passageiro.

Posso ser (na verdade, estar) analista, gerente, diretor, presidente ou qualquer outra posição de uma empresa. Mas tão importante quanto desempenhar bem esta função é lembrar que tudo pode mudar, que tudo vai mudar.

Vejo duas consequências neste comportamento ou atitude: uma mercadológica e outra espiritual.
A mercadológica é óbvia: o mercado é um só, e se você criar bons relacionamentos, construir um bom nome e network, estes tendem a serem úteis e construtivos em outros momentos, no futuro. É como um LinkedIn (rede social para profissionais) automático, tanto em termos de network como de oportunidades e alianças potenciais.

Já a consequência espiritual é bem mais profunda. Primeiro, tem a haver com o princípio budista da impermanência. Todos fazemos parte deste fenômeno. Nosso presente, nossas conquistas, nossas relações, nossas vidas. Tudo muda, tudo passa, tudo se transforma, de um jeito ou de outro, mais cedo ou mais tarde. E logicamente, com nossas carreiras e nossas posições de trabalho, não é diferente. São trechos de nossa vida profissional em que convivemos mais com certas pessoas, mas que depois passam e são trocados por outros, igualmente passageiros, em maior ou menor velocidade.

Acredito que o que fica, de fato, é um lado tangível (o que vivemos e o trabalho que fizemos), e um outro, bem mais difícil de definir. Trata-se de nossa postura no dia-a-dia, nosso tratamento com os outros, independente de quem eles são (estão) na empresa. Essa postura é o resultado de nossas ações, compreendidas ou não, mas que ajudam a formar nosso legado pessoal/profissional.

Existe aí uma ótica de seres humanos, de respeito, de cortesia, que independe de nosso cargo, do que fazemos e de quanto ganhamos.

Ou seja, a impermanência é certa nos relacionamentos pessoais e profissionais, mas a imagem e a lembrança que causamos ou que levamos, não.

Daí a importância da reflexão, da consciência sobre estar numa posição profissional, não ser esta posição. A tal diferença entre a pessoa e a cadeira.

PS – Recomendo, para quem puder participar, conferir a programação da Escola de Verão do Hub Curitiba (ou, no Facebook ), que acontece de 23/01 a 09/02 na cidade. Temas interessantes e muita troca de ideias.
Farei, neste evento, uma palestra sobre Equilíbrio entre vida profissional e pessoal, abordando diversas perspectivas sobre o assunto, como por exemplo a ideia das pessoas e cadeiras, entre outros inputs para reflexão. 
Participe e divulgue.

Enviado por admin, 08/01/12 8:33:00 PM
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Acredito que um dos maiores desafios encarados por todo mundo que trabalha muito é fazer com que a rotina seja produtiva, de fato.

Isso significa tentar dar conta do volume de assuntos e tarefas diárias, das reuniões, das discussões dos projetos, das ligações, dos entregáveis, dos deadlines e de tudo mais.

Mas vejo que existem algumas armadilhas que podem nos prejudicar. A seguir, algumas delas.

A primeira, como já vimos em muitos lugares é o volume de e-mails. Pessoalmente, não consigo separar uma parte do meu dia somente para responder e-mails, mas faço constantemente uma priorização entre as dezenas de mensagens diárias, baseando-me em critérios como: quem mandou (chefe ou cliente importante, por exemplo), assunto (se está ligado a uma oportunidade ou problema grande no presente) e deadline (tudo é para ontem, mas algumas coisas são para anteontem…). Pode não resolver 100%, mas me dá ao menos a sensação de uma certa ordem, e isso me ajuda a administrar o stress.

Além disso, acho que vale compartimentalizar as tarefas: hora de responder e-mails (tente fazer só isso), hora de estudar um novo projeto, e assim por diante. O risco é abrir diversos assuntos (começo a ler o jornal, começo a responder um e-mail, atendo a uma ligação, entram na minha sala para uma reunião de 5 minutos, entra um SMS… quem já viveu isso sabe que acabamos não concluindo nada de forma adequada).

A segunda armadilha se refere às inúmeras reuniões de trabalho. Já li sobre empresas que fazem reuniões em pé, que estabelecem 30 minutos ao máximo, que não fazem reuniões etc, etc. Pessoalmente, acho que isso parece tornar as pessoas cada vez mais parecidas com máquinas, o que não concordo. Acho que temos que administrar o tempo, temos que cuidar com assuntos paralelos, mas temos que ter tempo para trocar idéias, deixando todas as pessoas à vontade para colocarem seu ponto de vista. Ao final, um belo resumo dos pontos-chave, próximos passos, responsáveis e prazos.

OK, maravilha.

Mas… nem sempre funciona assim, pois em muitos casos as pessoas querem contar suas histórias, aproveitar para relaxar um pouco, conversar, contar do filme que viram na véspera, comentar sobre o jogo do dia anterior, fazer uma fofoca do concorrente… Só que como as pessoas estão cada vez mais assoberbadas (e por consequência, querem mudar um pouco de assunto para respirar), qualquer conversa que poderia ser rápida, mesmo uma história qualquer, pode se tomar um bom ralo de tempo. Isso acontecendo várias vezes ao dia, pronto: foi-se qualquer planejamento de administração do tempo.
O limite, o equilíbrio entre o saudável e a perda de tempo é chave para uma boa interação com as pessoas, sem deixar de lado sua produtividade pessoal.

Outra coisa interessante é tentar não marcar reuniões depois das 18h, justamente para poder usar o final do dia para assinar documentos, tentar responder a e-mails, planejar o dia seguinte, a semana, as pendências. Isso também ajuda a administrar o stress diário.

A terceira armadilha tem a cara do fantasma da procrastinação. Assuntos mais cabeludos, assuntos que temos que nos debruçar e gastar muito tempo, assuntos que não dominamos completamente podem ser, facilmente, chutados para frente, para depois. E isso, de um jeito ou de outro, nos causa stress, seja porque nos cobramos (e sabemos que teremos que resolver uma hora ou outra), seja porque somos cobrados. Para estes assuntos, acho que o melhor é programar uma manhã ou tarde para cada assunto, para administrar o tempo, a vontade e a própria capacidade dos neurônios de análise deste tipo de assunto.

Por fim, uma armadilha sedutora e moderna: as redes sociais, os sites, os blogs (como este). Se descuidarmos, acabamos consumindo uma tonelada de informações sem aprofundamento, acumulando o que temos que dar conta no trabalho. MSN, chat do Facebook e outras ferramentas de interação são verdadeiros causadores de difusão de atenção, de interrupção.

Cada um tem suas formas de administrar seu dia, seus problemas no trabalho. Podem ser reações diferentes, maneiras individuais de conduzir o dia-a-dia. Mas todos temos em comum as mesmas armadilhas. E, cada vez mais, vejo que a administração do stress é fundamental para sermos mais produtivos.

Duas razões principais: sermos melhores profissionais, numa postura consistente de resolução de problemas, objetividade e entrega é certamente uma delas. A outra, e tão ou mais importante que a primeira, é termos mais tempo para as coisas que gostamos no lado pessoal, como ficar com a família, espairecer, mudar de canal, enfim, saber viver também fora do escritório.

Enviado por admin, 04/01/12 11:11:00 AM
Escolafreelaner.com

Um amigo comentou comigo sobre como estava tentando resgatar coisas que gostava, por estar vivendo uma fase de transição profissional.

Desde uma dieta mais saudável até o retorno aos exercícios físicos.
Do tempo com a família às aulas de violão, que ele tanto gostava de tocar.

Fiquei pensando em por que fazemos isso, por que ligamos o piloto automático da rotina de correria do trabalho e deixamos de lado as coisas que gostamos? Por que permitimos que o trabalho ocupe quase todo o espaço em nossas vidas? Por que tendemos a tratar os demais lados de nossas vidas como “resto”? Veja que “resto”, neste caso, seria a família, os amigos, o cuidado com nós mesmos, hobbies, entre outras dimensões pessoais. “Resto” é uma palavra forte (até para escrever), mas em muitos casos, verdadeira…

Entendo que o trabalho seja uma prioridade pela questão da realização, do dinheiro, dos deadlines e responsabilidades, mas até que ponto? Por que não tentar equilibrar um pouco mais as coisas? Início de ano é um bom período para pensarmos neste tipo de atitude, antes que 2012 acelere de vez.

Imagine colocar 50% da energia que você deposita no trabalho para aspectos importantes da sua vida pessoal.
Acordar mais cedo para se exercitar ou meditar.
Estudar uma outra língua.
Estudar um instrumento musical.
Caminhar no parque com sua mulher, marido, namorado, namorada, com quem for.
Ler um bom livro (cujo assunto seja completamente diferente do que você vive no seu trabalho).
Qualquer uma destas atividades, ou outras que você crie (desde que sejam encaradas como lazer), permitem mudar a estação, sintonizar em outras coisas, equilibrar um pouco nossa vida profissional e pessoal.

Não precisamos passar por transições ou mudanças abruptas, perdas ou doenças para mudar. O que precisamos é ter consciência, prestar atenção em nós mesmos. E ter disciplina para honrar o lado pessoal, assim como honramos o lado profissional.

Ao longo do tempo (quem sabe já ao longo de 2012), você vai sentir os benefícios. Tanto de auto-preservação e estima, como de socialização, de contato com outras pessoas, de cabeça mais leve. E isso, por mais paradoxal que possa parecer, isso vai gerar mais gás para o seu trabalho, para que você se torne mais produtivo em sua carreira.

Por onde começar? Bem, comece hoje mesmo.
Primeiro, com a reflexão. Depois, colocando no papel o que quer fazer. Por fim, agindo: fazendo a primeira aula, marcando sua atividade com alguém, reservando na sua agenda semanal o tempo para o que você apontou como sua prioridade pessoal. E o mais importante: faça disso um hábito, um compromisso pessoal, tão ou mais importante que as reuniões ou entregáveis do trabalho.

Pense a respeito. Mas não fique só no pensamento e na reflexão. Aja. Descubra o que faz sentido para o seu lado pessoal, o que você quer fazer por você mesmo neste ano. Este é um processo individual, seu e de mais ninguém. Honre esta descoberta. E se aplique, se esforce para manter isto ativo em sua vida. O ano vai passar rápido, a vida passa rápido. Trabalhe, produza, se dedique ao trabalho, faça tudo o que se propôs a fazer em 2012 dentro de seu plano de carreira e ascensão profissional. Mas, da mesma forma e com o mesmo foco e disciplina, mantenha seu lado pessoal em equilíbrio, com atenção e tempo para o que lhe faz bem. A decisão é sua. E a felicidade, também.

Enviado por admin, 01/01/12 5:57:00 PM

Vejo claramente que existem três tipos de atitude dos profissionais quando voltam do recesso das festas de fim de ano: os que voltam com o espírito mais leve, com mais otimismo e verdadeiramente renovados (na linha do “2012 vai ser o ano!”), os que voltam querendo enforcar o primeiro que encontram porque os problemas do ano passado continuam os mesmos de agora (estilo “minha ressaca é do que não resolvi no ano passado, e não porque bebi demais no dia 31”), e os que voltam com muuuiiiiita preguiça, quase em ponto morto (“pena que este ano tanto o Natal quanto o Reveillon caíram no final de semana, pois não ganhei um dia sequer para ficar fora daqui…”).

Observando mais a fundo, acho que isso tem muito a haver com a postura pessoal ou mesmo o momento individual de cada um. As festas podem ser ótimas ou péssimas, dependendo de sua situação familiar, de sua posição profissional ou do que foi o ano de 2011. O trabalho atual pode ser motivo de satisfação ou insatisfação profunda, por presença ou falta de desafios, de recompensa, de novidades.

Enfim, cada pessoa tem a sua carreira, sua vida, sua postura, o seu grau de satisfação com o trabalho, os seus problemas. E as respectivas reações que decorrem disso tudo.

Mas acho que é preciso prestar atenção no ambiente onde se trabalha. Podemos contaminar positiva ou negativamente este ambiente com a nossa postura, qualquer que ela seja. Podemos ecoar nos outros e despertar reações similares, sejam elas construtivas, pessimistas ou mesmo preguiçosas. E precisamos ter consciência disso.

A pausa de um feriado, ou a de um Reveillon como este que tivemos ontem (mesmo que durando um final de semana comum, mas com força de reflexão muito importante, pelo fim de um ciclo e início de outro) são oportunidades excelentes para pensarmos na direção de nossas carreiras, no quanto estamos felizes com o que fazemos no trabalho, em quanto nosso propósito profissional está alinhado com o pessoal.

Vale uma reflexão do (seu, meu) estado de espírito, de como iniciaremos 2012 profissionalmente amanhã. Qual a nossa postura ao acordar? Qual a energia ao chegar no escritório? Qual a vibração que queremos passar para os colegas? Com que vontade vamos encarar os desafios deste novo ano? E o mais importante: o que vamos fazer para que 2012 não seja apenas mais um ano de trabalho, mas um período significativo de avanço profissional e de progressão de carreira profissional?

2012 começa hoje, e o tempo passa rápido. Daqui a pouco é Carnaval e assim seguimos. Então, pare, reflita e escreva para si mesmo: qual o seu plano para fazer deste ano um feliz ano novo de verdade para sua carreira?

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