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Blog Palpite de Alice

Ciclos – a ciranda permanente da vida

Fonte: Visual Hunt
Fonte: Visual Hunt

Vovó Marta ouviu o pequeno portão de ferro bater. Sabia que era Bruna, a neta caçula, chegando da escola para almoçar. Como de costume, D. Marta foi esperá-la na varandinha. Bruna ao avistar a avó, saiu em disparada ao seu encontro. Jogou-se nos braços daquela mulher tão doce e tão cara ao seu coração, aos prantos! D. Marta a acolheu com um abraço forte e um reconfortante silêncio. Minutos depois, mais calma, Bruna contou o motivo de tamanha aflição:

– Vó! Só porque estou no quinto ano vou ter que sair da minha escola! Como assim? Eu não quero sair!

A vó procurou tranquilizá-la:

– Bruna, sua escola só atende a primeira etapa do ensino fundamental minha querida! Você e todos os seus amigos vão poder ir para uma escola nova e maior! Vocês cresceram e agora podem enfrentar novos desafios! Farão novos amigos e aprenderão muito mais coisas!

– Vó Marta! Então é assim? Eu cresço para ficar triste? Pronto! Não vou passar de ano e daí não preciso mudar de escola!

Vó Marta riu e convidou a menina para entrar e almoçarem. Depois do almoço, sentadas perto do jardim, comendo doces jabuticabas, a avó achou que era uma boa hora para retomar o assunto com a neta: “Bruna, porque ainda está triste?”

Bruna arregala os olhos e diz: “Como você sabe vó que ainda estou triste?”.

A avó sorri e responde: “As avós são dotadas de óculos mágicos que enxergam os corações dos netos. Veem as alegrias, tristezas, medos e até quando estão preocupados porque fizeram uma “arte”! Conta Bruna, o que te preocupa?”.

– Ah vó! Você sabe né? Estou triste em deixar meus amigos, minha escola, meus professores e partir para um lugar novo… Fico com medo de não gostar, de não conseguir fazer amizades, de não me adaptar! Porque as coisas têm que acabar vó?! Não é justo!

– Bruna, minha querida! Você lembra daquela vez que achamos uma lagarta e cuidamos dela até que ela se transformou em uma linda borboleta?

– Sim, vó! Claro!

– O que teria acontecido se a lagarta não tivesse rompido o casulo e aberto suas belas asas?

– Ué… Morreria seca e esturricada!

Dona Marta riu da preciosa conclusão da neta e prosseguiu:

– Quando a lagarta se transforma em borboleta um ciclo se encerra para que outro se inicie. Esta borboleta voará linda e livre, até a hora que a natureza a convidar para colocar ovos em lindas e viçosas folhas verdes. E assim, novas lagartas nascerão e depois novas borboletas, no maravilhoso e interminável ciclo da vida.

Um ciclo que termina é um convite da vida para um novo ciclo que se inicia. Uma ciranda de amor e muito aprendizado!

Assim, lagartinha Bruna, é hora de se preparar para esta nova fase que se inicia. Abra as asas, voe segura e feliz nos céus da nova escola!

Fonte: Visual Hunt

– Certo vó! Eu quero sim voar! Mas e meus amigos? Meus professores? Tudo isso acaba quando acaba “o tal ciclo?

– Entendo seus medos meu amor! Algumas vezes é preciso perder, para ganhar… De fato, uma ou outra amizade pode acabar sim, mas muitos amigos voam com você e começam a fazer parte desta nova etapa. E depende de você cultivar estes laços! Você pode convidar seus amigos para virem brincar aqui ou até combinarem de irem juntos a todas as festas que sua escola faz durante o ano.

-Ah vó! Lembrei, lá tem o projeto Sempre Aluno! E eles mandam convite pra gente de tudo! Sempre vejo os ex-alunos por lá!

– Viu querida! Tudo resolvido! A vida nos traz experiências. Podemos entendê-las como problemas ou como oportunidades!

Os novos ciclos vem repletos de chances! São coloridos e sempre maiores que os anteriores! São um reconhecimento da vida à você, falando o quanto amadureceu e o quanto merece expandir os seus limites!

Bruna abraçou a vó e mais calma, começou a fazer planos para o novo ciclo que se iniciaria!

 

Saudações!

Hoje, tal qual Bruna, estou sentindo a dor do encerramento de um ciclo. O ciclo como escritora do blog Palpite de Alice na Gazeta do Povo. Sei que um novo e extraordinário ciclo se inicia, mas mesmo assim, é um pedaço de mim que fica aqui.

Fonte: Visual Hunt

Gratidão Gazeta do Povo!

Vocês me oportunizaram meses de descobertas, conquistas e muito aprendizado! Vem cá! Me dá um abraço! Quero me despedir com todo carinho e respeito do mundo! Estou indo nessa, caminhando para uma nova oportunidade que se abriu, mas vou levar no meu coração o calor do seu abraço quente de todos os domingos!