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Enviado por admin, 19/06/12 7:54:00 PM

Tahine, a hospitalidade árabe para fazer qualquer um se sentir em casa

Anacreon de Téos
O carneiro assado com batatas, atração do jantar de sexta-feira no Tahine.

Tenho uma cisma com restaurantes árabes e mexicanos. Não que não goste, pelo contrário. Aprecio bastante essas correntes culinárias, mas invariavelmente me enrosco na mesmice que costumam ser apresentadas em seus buffets ou cardápios. Porque sei das riquezas gastronômicas nem sempre relevadas nesses casos.

Quanto aos mexicanos, tive um bom convívio com o dia-a-dia de sua gastronomia ao passar praticamente dois meses por lá em cobertura de Copa do Mundo. E até me acostumei a comer feijão no café da manhã. Há alguns bons restaurantes, mas a maioria se perde nas mesmices.

Quanto aos árabes, me criei vizinho de uma família síria, que sempre me encantava com aqueles charmosos almoços de domingo. Até hoje me vem à memória as mulheres todas elegantes, adornadas com muito ouro, e a mesa farta, com incríveis variações de sabores – alguns deles que nunca mais experimentei.

Pois agora conheci um restaurante árabe que me fez voltar um pouquinho no tempo. O tempero é bem caseiro, como se fosse uma extensão da comida da família. Chama-se Tahine, está funcionando há um ano e meio ali nas Mercês e é propriedade de uma família descendente de libaneses, transformado em restaurante depois de muita insistência dos amigos, até então os únicos privilegiados a degustar os pratos preparados por Calil El-Khoury nas reuniões mensais do pessoal.

Anacreon de Téos

O Tahine abre de segunda a sábado para almoço, por quilo (R$ 38), com um buffet que conta com 20 pratos frios e 12 pratos quentes. Entre os frios, Coalhada seca, Babaganuch (pasta de berinjela com tahine), Berinjela escabeche (berinjela, pimentão, cebola, noz, uva-passa), Homus (pasta de grão de bico com tahine), Quibe cru, Abobrinha especial à moda Tahine e Berinjela Tahine (miniberinjelas recheadas com nozes – tempero especial) e as saladas Tahine (alface, rúcula, tomate, pepino, cenoura, hortelã), Fatouche (tomate, alface, pepino, cebola, hortelã, pão sírio torrado e zatar), Tabule (tomate, trigo, cheiro verde, hortelã, cebola, limão) e Salada de grão de bico à moda árabe. Entre os pratos quentes, Arroz Chari, Arroz com lentilha, Arroz com frango e lascas de amêndoas, Quibe assado (recheado com carne moída, cebola e lascas de amêndoa), Abobrinha recheada, Charuto de repolho, Charuto de folha de parreira e
Cafta.

Na sexta-feira a casa também abre para jantar, aí cobrando R$ 39,80 por pessoa (ou serviço à la carte, conforme o desejo do cliente), com buffet à vontade. E com duas atrações especiais: o Carneiro assado e a Mussaka.

Nosso jantar começou com um belisco saboroso: esfihas. As de carne, irrepreensíveis. E uma agradável surpresa: esfihas de coalhada. Seguida de outra, Labne, Sopa de coalhada – delicada, leve, vem com um quibe dentro e chama pelo bom paladar. Depois de algumas idas ao convidativo buffet, duas sobremesas que não estão entre as mais comuns nos restaurantes árabes. A primeira foi um Ataif, espécie de panqueca em formato de pastel recheada com nata. Depois, Malabie, delicado manjar branco feito com água de rosas e coberto por doce de mamão (pode ser também com damasco), que mais parecia abóbora. Muito boas, sem serem necessariamente doces demais, como se conhece basicamente a doçaria árabe.

Embora não haja uma carta de vinhos, apenas uns quatro ou cinco rótulos, as opções de acompanhamento são interessantes e bem escolhidas.

Vale a pena experimentar, pois, além dos sabores caseiros de todos os pratos, Calil e Ariane (sua esposa) recebem a todos como se realmente estivessem em sua casa. E na verdade estão, pois eles moram ali, naquele mesmo imóvel.

Anacreon de Téos
Esfihas de carne e de coalhada – para abrir o apetite.
Anacreon de Téos
Labne, a sopa de coalhada com quibe.
Anacreon de Téos
Anacreon de Téos
Alguns itens do buffet de frios e saladas.
Anacreon de Téos
Anacreon de Téos
A Mussaka, outra atração especial da sexta-feira.
Anacreon de Téos
Quibes assados.
Anacreon de Téos
Charutos de repolho, abobrinhas recheadas e charutos de folha de parreira.
Anacreon de Téos
Falafel – bolinhos de grão-de-bico fritos, consumidos em pão sírio com homus.
Anacreon de Téos
Kaftas.
Anacreon de Téos
Ataif, espécie de panqueca em formato de pastel recheada com nata.
Anacreon de Téos
Malabie, delicado manjar branco feito com água de rosas e coberto por doce de mamão.

Restaurante Tahine
Rua Joaquim da Silva Sampaio, 172 – Mercês
Fones: (41) 3019-7852 e 3016-7630

=-=-=-=-=-=-=

Entre em contato:
Blog anterior: http://anacreonteos.blogspot.com/
Twitter: http://twitter.com/AnacreonDeTeos
E-mail: a-teos@uol.com.br

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      Rafael Coninck Teigão | 20/06/2012 | 18:24

      A Ariane tem razão aqui... realmente olhando melhor, a foto é de um kibbeh bi laban (não tem o "chapeuzinho" na sopa, mas um kibe). De qualquer forma, não é o labneh, que seria mais uma coalhada seca.

      ariane | 20/06/2012 | 15:06

      Rafael. A Chichbarak é a coalhada temperada, com massa (formato de chapéu) recheada de carne, com tempero de hortelã,sal e pimenta síria (não é quibe). O prato que está aí, é o Quibe labanie , é o quibe cozido na coalhada temperada. Você pode entrar em qualquer site de culinária árabe,e ver as receitas. Ariane

      Maria | 20/06/2012 | 15:01

      Independente do nome, tudo é uma delícia, sempre almoço lá, só de pensar me dá água na boca... lugar muito receptivo, atendimento 10!

      Rafael Coninck Teigão | 20/06/2012 | 09:53

      A sopa nãoo é labneh, mas shishbarak bi laban. Shishbarak é o kibe dentro da massinha. Laban é a sopa de coalhada/yougurt. Labneh é uma forma de coalhada, em que o soro (whey) é removido por filtragem. Minha avó costumava fazer todo esse processo em casa.

      Bandeira | 19/06/2012 | 20:56

      A kafta é de carneiro ou de boi?RESPOSTA: DE BOI.

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