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Periscópio

Enviado por Carlos Coelho, 16/01/17 10:32:56 AM
Foto: Pexels

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Suas dúvidas vão acabar. Ou talvez. Um aplicativo nova-iorquino chamado Crushh promete analisar seus relacionamentos (amorosos ou não) e dizer quem gosta mais de quem.

O app usa algoritmos e um conceito de aprendizagem de máquina (uma das bases da inteligência artificial) para analisar os textos que você troca com amigos, familiares e companheiro/a amoroso para medir a relação. “Ele tem a habilidade de aprender o comportamento do usuário e relacionar às informações disponíveis”, disse o criador do aplicativo, Shi Wen, ao site Snap Munk.

Funciona assim, segundo o desenvolvedor: você escolhe algum de seus contatos para analisar o nível da relação com ela; o app então lê seu histórico de mensagens e dá uma nota de 0 a 5.

A nota 2,5 representa igualdade (você gosta tanto da outra pessoa quanto ela de você). Notas inferiores a 2,5 representam um desequilíbrio: você gosta mais da outra pessoa do que ela de você. Notas superiores a 2,5 indicam que a outra pessoa gosta mais de você do que você dela.

A aplicação só está disponível para Android, por enquanto, e na versão de testes.

Mas há, obviamente, duas questões importantes. A primeira é em relação à segurança. O desenvolvedor diz que “a privacidade é a maior preocupação” e que, embora o app leia as mensagens, “ninguém mais terá acesso a elas” (nem o contato com o qual você quer medir o relacionamento).

A segunda questão é bem mais difícil de responder: será que as máquinas podem interpretar a sutileza das relações humanas em algum grau ?

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Enviado por Carlos Coelho, 10/01/17 11:43:54 AM
Esse ataque é inofensivo. A imagem é da Zombie Walk Curitiba. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Esse ataque é inofensivo. A imagem é da Zombie Walk Curitiba. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Se houvesse um apocalipse zumbi, a humanidade levaria apenas 100 dias para ser praticamente exterminada, de acordo com um estudo feito por alunos de Física da Universidade de Leicester, no Reino Unido.

Os estudiosos partiram de uma hipótese: um zumbi teria 90% de chance de infectar um humano, caso encontrasse um. E, para eles, cada zumbi poderia encontrar um humano por dia.

Seguindo esta hipótese, eles usaram um modelo científico que prevê a progressão de uma doença transmissível em uma população (o modelo SIR ou modelo epidêmico). Para o cálculo, eles usaram três classificações: pessoas que podem ser infectadas, pessoas já infectadas e pessoas mortas ou recuperadas.

De acordo com a conta, ao fim do centésimo dia do surto, apenas 300 pessoas permaneceriam imunes ao ataque. No fim de um ano, a humanidade já não mais existiria.

A preocupação dos futuros físicos britânicos parece um pouco sem sentido. Talvez ninguém além dos roteiristas de tevê tenha de fato levado tão a sério um ataque zumbi.

Mas o professor que coordenou o estudo, Mervyn Roy, explicou ao “The Telegraph”: “Todos os anos pedimos para os estudantes escreverem artigos para o Journal of Physics Special Topics. Isso permite a eles mostrarem sua criatividade e aplicarem à física nas esquisitices, nas coisas maravilhosas ou no cotidiano “.

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Enviado por Carlos Coelho, 09/01/17 1:22:46 PM
Foto: Pexels

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O Facebook sabe muito da sua vida online. Claro, nem precisa de mais explicação. O que talvez você não saiba é que a rede social também te conhece offline. Uma investigação da página jornalística ProPublica (uma redação sem fins lucrativos sediada em Nova York) desvenda pelo menos uma parte de como isso é feito.

É bem possível que Mark Zuckerberg saiba, por exemplo, qual é seu salário, onde você costuma jantar e quais são os cartões de crédito que você usa. E isso pode ser usado para te tornar um alvo dos anúncios publicitários que o site exibe.

De acordo com a ProPublica, a rede social não usa apenas aquelas informações que você fornece ao fazer o cadastro e interagir com as páginas de interesse. O Facebook também tem parceria com uma série de empresas que levantam dados pessoais para fins de revendê-los (informações como aquelas deixadas sempre que você usa cartão de crédito, por exemplo).

O site vasculhou 29 mil categorias de interesse que são oferecidas para um anunciante escolher na hora de anunciar no Facebook. Enquanto a maioria leva em conta os cliques que damos nas redes sociais, cerca de 600 delas, diz a ProPublica, são definidas com base em informações obtidas por terceiros.

“A página do Facebook que explica como os anúncios são mostrados diz que a companhia consegue as informações ‘por algumas diferentes fontes’. O que o site não diz é que estas fontes incluem dossiês completos obtidos de empresas de dados sobre a vida offline dos usuários. O Facebook também não mostra as informações que são adquiridas com estas empresas”, escreveu o ProPublica.

“Eles não estão sendo honestos”, disse ao site Jeffrey Chester, diretor executivo do Center for Digital Democracy. “O Facebook está usando uma dúzia de diferentes empresas de dados para mirar em consumidores individuais, e estes indivíduos deveriam ter acesso a estes dados”.

Para a revista de tecnologia Technology Review, do MIT, esse tipo de estratégia torna o modelo de negócio publicitário do Facebook bem mais eficiente. “Bem melhor do que simplesmente saber que alguém clicou em uma fanpage de gastronomia é saber o quanto essa pessoa ganha anualmente ou saber em que tipo de loja ela costuma fazer suas compras”, destacou a publicação.

Em resposta ao artigo da ProPublica, o Facebook disse que não divulga quais informações foram coletadas por terceiros porque elas não foram “levantadas pelo Facebook”. Além disso, Steve Satterfield, gerente de privacidade da rede social, aconselhou aos usuários interessado em saber quais são os dados usados procurar especificamente estas empresas.

 

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Enviado por Carlos Coelho, 04/01/17 9:54:24 AM
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

“Todos os anos eu lanço um desafio pessoal para aprender coisas novas e crescer em um ambiente fora do meu trabalho. Em anos recentes eu corri 365 milhas, construí uma inteligência artificial simples para a minha casa, li 25 livros e aprendi mandarim”, escreveu Mark Zuckerberg em sua página do Facebook.

Em seguida, o fundador e CEO da rede social cravou: “meu desafio pessoal para 2017 é visitar e conhecer pessoas em cada estado dos Estados Unidos até o fim deste ano”.

Parece curioso, mas o homem cuja missão é ligar as pessoas de todo o mundo via tecnologia quer voltar à forma mais antiga de fazer amigos: frente a frente. E ele até faz um mea-culpa.

“Por décadas, tecnologia e globalização nos tornou mais produtivos e conectados. Isso trouxe muitos benefícios, mas tornou a vida mais desafiadora para muita gente. Contribuiu para um senso maior de divisão do que senti em minha vida inteira. Precisamos achar um jeito de virar o jogo para que isso funcione para todo mundo”.

O fato é que o Facebook não teve um ano fácil em 2016. As acusações de criar “bolhas de opinião”, difundir notícias falsas e polarizar discursos políticos mostram que a rede conecta, mas ainda está bem longe de ser como a vida real é. E, talvez, vivendo a vida real, Zuckerberg encontre as respostas de como resolver esses problemas.

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Enviado por Carlos Coelho, 18/11/16 5:34:15 PM
Foto: Pexels

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Se você está precisando desestressar, coloque seu fone de ouvido e dê um play nesta música aqui: “Weightless”, do Marconi Union. Segundo neurocientistas britânicos, ela é a mais relaxante do mundo.

O estudo que colocou esta canção no topo das mais tranquilizadoras foi conduzido pelo doutor David Lewis-Hogdson, do laboratório Mindlab international. Para ele, a canção do Marconi Union provou levar o cérebro a um estado de relaxamento nunca alcançado por outra música.

Para chegar ao resultado, voluntários escutaram várias canções enquanto resolviam quebra-cabeças o mais rápido que podiam. Eles estavam usando sensores que mediam a atividade cerebral. Com a música campeã, eles tiveram uma redução de 65% nos níveis de ansiedade.

Talvez o resultado não seja uma grande surpresa, já que a música foi composta justamente para este fim. O grupo Marconi Union contou com consultoria de terapeutas do som para elaborar a composição.

Caso ela não tenha te relaxado o suficiente, confira as outras nove canções que compõem o top 10 das mais relaxantes:

  1. “We Can Fly”, Rue du Soleil (Café Del Mar) — 10ª


 

  1. “Canzonetta Sull’aria”, Mozart — 9ª


 

  1. “Someone Like You”, Adele — 8ª

  1. “Pure Shores”, All Saints — 7ª


 

  1. “Please Don’t Go”, Barcelona — 6ª


 

  1. “Strawberry Swing”, Coldplay — 5ª


 

  1. “Watermark”, Enya — 4ª


 

  1. “Mellomaniac (Chill Out Mix)”, DJ Shah — 3ª


 

  1. “Electra”, Airstream — 2ª

Enviado por Carlos Coelho, 16/11/16 3:19:45 PM
Foto: AFP

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O Vulture, site de entretenimento da New York Magazine, fez uma curiosa lista com as teorias da conspiração mais malucas da cultura popular. Se você gosta de testar os limites da imaginação humana, dá uma olhada nestas cinco aqui:

Stevie Wonder não é cego

Um jornalista esportivo dos Estados Unidos chamado Bomani Jones sustenta que o astro da música consegue enxergar. Ele indica “fatos” que comprovam isso, como o excesso de referências visuais em sua música e a preferência por bons lugares nos jogos da NBA (Darryl Dawkins, um ex-jogador a quem Wonder apelidou de “Trovão de Chocolate”, endossava essa opinião).

Para os conspiracionistas, uma das provas mais irrefutáveis é este vídeo, em que Wonder segura o microfone após Paul McCartney quase derrubá-lo com sua guitarra…

Lewis Carroll é “Jack, o Estripador”

O autor de “Alice no País das Maravilhas”, segundo o norte-americano Richard Wallace, é “Jack, o Estripador”, notório serial killer londrino do século 19. Wallace chegou a escrever um livro sobre o assunto, sustentando que Carroll deixou pistas em anagramas publicados em sua obra.

O que alimenta tal teoria é, sobretudo, o fato de a identidade do assassino nunca ter sido descoberta. Em 2014, um cientista chegou a publicar um relatório que apontava um polonês como “Jack, O Estripador”. Seu estudo, que levou em conta a análise de DNA de um xale, no entanto, foi contestado pela comunidade científica.

Michael Jackson está vivo

Segundo os que acreditam nesta teoria, o Rei do Pop não só está vivo como já foi visto em vários lugares – inclusive em um talk-show norte-americano. É possível que ele esteja compondo por aí com Elvis.

Pokémon Go é uma arma do governo

Para muitos, o joguinho de realidade aumentada é apenas um mecanismo usado pelo governo norte-americano para te espionar. Segundo esta teoria, John Hanke, fundador da Niantic, desenvolvedora da tecnologia do game, teria ligação com os órgãos de inteligência dos Estados Unidos — cabe lembrar que o jogo foi criado pela Nintendo, apenas a tecnologia usada para a realidade aumentada é da Niantic.

Captando as imagens das pessoas jogando o Pokémon Go, a CIA teria um amplo arquivo de imagens de quase todo mundo (ou, pelo menos quem usa o app). Nesse caso, o pokémon capturado seria você…

Stephen King matou John Lennon

Para Steve Lighfoot, que lançou um livro independente sobre o assunto, John Lennon foi morto, na verdade, pelo mestre do horror Stephen King. O escritor, aliás, teria se unido ao ex-presidente Richard Nixon e ao futuro presidente Ronald Reagan para tirar a vida do ex-Beatle. Lightfoot aponta que “existem evidências” em “códigos governamentais impressos em jornais e revistas da época”. Ele só não justifica porque o trio faria isso. Se isso não é suficiente para te convencer, o autor da teoria tem uma prova irrefutável: “Se não fosse verdade, ele [King] me processaria”…

Um adendo: Mark Chapman, o assassino confesso de Lennon, teria sido apenas contratado pelos mandantes do crime.

Enviado por Carlos Coelho, 08/11/16 2:13:23 PM
Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

Qual é o tamanho da Groenlândia? É só olhar para um mapa plano tradicional, como este acima (observe aquela área branca na parte superior). Parece gigantesca, não? Quase do tamanho da África…

Só que isto está totalmente errado. A África é 14 vezes maior do que a Groenlândia. Essa é uma das falhas da projeção de Mercator – a representação a que mais estamos acostumados do planeta em 2D (imagem acima), implementada ainda no século 16. E foi justamente para corrigir essa distorção que um arquiteto japonês chamado Hajime Narukawa criou a sua versão do mapa-múndi: a AuthaGraph.

O profissional da Universidade Keio trabalhou 15 anos em uma técnica inspirada em origamis. Ele separou o planeta em diversas formas geométricas, começando com triângulos, para elaborar sua versão. Narukawa mostra os países seguindo angulações que representam verdadeiramente a proporcionalidade entre eles.

A Antártica, por exemplo, é bem menor do que parecia no modelo tradicional. O Brasil ficou mais alongado em sua orientação leste-oeste. Eis os resultado:

Reprodução: AuthaGraph

Reprodução: AuthaGraph

O mapa foi concluído em 2010, mas na última semana ganhou um dos mais importantes prêmios de design, o Good Design Award, que reconheceu o esforço para resolver este problema de desproporcionalidade — que não é novidade, diga-se.

Apesar de sua eficiência em mostrar as proporções reais dos países, o mapa também tem falhas. Ao El País, Juan José Arranz, professor de cartografia da Universidade Politécnica de Madri, diz que é impossível representar uma esfera em uma superfície plana.

E mais: o mapa é interessante, mas pouco prático. Arranz aponta que a versão do arquiteto japonês perde os referenciais cardeais (norte, sul, leste e oeste). Com isso, fica inviável usá-lo na navegação. Para ele, o trabalho é mais uma curiosidade do que algo a se levar muito a sério.

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Enviado por Carlos Coelho, 07/11/16 10:45:16 AM
Foto: Pixabay

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Você já parou para pensar em como será o dia seguinte no caso de algum cientista em algum canto do mundo provar a existência de vida fora da Terra? O pessoal do BigThink e Seth Shostak, astrônomo sênior do projeto SETI (cujo trabalho é buscar sinais de inteligência fora da Terra via sinais de rádio), já.

Bem, para Shostak, você provavelmente vai trabalhar, estudar e pagar suas contas da mesma forma como em qualquer outro dia… Eis a sua resposta para a pergunta:

“Acho que no começo vai ser só uma grande história para os noticiários. Todo mundo vai querer saber que achamos vida no espaço. E todo mundo vai querer que se fale mais sobre eles. ‘O quão distante estão estes caras?’; ‘Onde eles estão?’. Então diremos que eles estão naquele sistema lá, que fica a muitos anos-luz de distância. Todos os telescópios do mundo imediatamente se voltarão para aquela direção na esperança de que se encontre planetas, de que se possa aprender algo. E nós poderemos aprender mais. Talvez até recebamos uma mensagem.

E se recebermos uma mensagem? Quem sabe o que será? Pode ser muito informativa. Mas, vamos assumir de uma forma meio conservadora que não recebamos essa mensagem; que não possamos pegá-la ou talvez nem decodificá-la. Que nunca saibamos o que ela diz — só saberemos que há alguém lá fora, inteligente o suficiente para construir um transmissor de rádio. Como isso vai afetar você? Você vai dizer ‘eu não vou trabalhar na semana que vem porque encontramos os aliens?’. Você não vai dizer isso. Você vai trabalhar, vai continuar indo para a faculdade. Mas, pelo menos, saberá algo muito importante. Saberá que o que ocorre aqui na Terra ocorre em muitos outros lugares. Ou algo parecido…”

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Enviado por Carlos Coelho, 04/11/16 11:05:01 AM
Foto: reprodução

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O site Atlas Obscura resgatou um vídeo um tanto perturbador. No show de namoro na tevê de 1978 “The Dating Game”, não muito diferente dos atuais, em que uma moça escolhe seu pretendente favorito sem vê-lo, o participante número 1 é Rodney Alcala.

Até aí, tudo normal. A não ser pelo fato de Alcala ser um dos assassinos em série mais prolíficos dos Estados Unidos. Apenas dois anos após esta participação, ele foi julgado culpado pela morte de cinco pessoas, embora algumas estimativas apontem que ele possa ter vitimado entre 50 e 130 mulheres. À época do programa, inclusive, ele estava em plena atuação.

Curiosamente, nem um comportamento citado pelos companheiros de quadro como “bizarro”, nem frases como “meia-noite é o melhor momento” assustaram a participante Cheryl Bradshaw, que o escolhe entre os três participantes.

Ainda segundo informações do Atlas Obscura, ela só teve um encontro com o serial killer após o programa, afirmando que ele era “muito estranho”. Alcala, hoje com 73 anos, cumpre pena (está no corredor da morte) na prisão de San Quentin, na Califórnia.

 

Enviado por Carlos Coelho, 03/11/16 2:02:21 PM
Foto: Pixabay

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Hora de olhar para as suas mãos! Ou melhor, para os dedos. A relação de tamanho entre o dedo indicador e o anelar (aquele em que vão as alianças, como nome sugere) revela traço da personalidade, segundo a ciência. O segredo está no motivo que leva um a crescer mais que o outro. Veja a conclusão de alguns dos estudos:

Fidelidade

Um estudo de 2015 da Universidade de Oxford toca em um ponto bem controverso: a predisposição à traição. Os cientistas concluíram que homens com dedo anelar maior do que o dedo indicador são  57% mais propensos à “promiscuidade” do que aqueles com o indicador maior. Nas mulheres, a situação é inversa. As que têm o dedo anular maior são 53% mais inclinadas à fidelidade.

Os pesquisadores relacionam parte do que chamam de estratégia “darwiniana” inconsciente de maximizar as chances de reprodução com a quantidade de testosterona fetal. Segundo vários outros estudos (um dos mais famosos publicado pela Universidade de Cambridge), o nível de testosterona durante o desenvolvimento do feto tem um papel importante em certos traços de seu comportamento — e é o que faz o dedo anelar crescer mais do que o indicador.

Mas, obviamente, não é só o tamanho do dedo que define as ações de uma pessoa, ponderam os cientistas. “O comportamento humano é influenciado por muitos outros fatores, como o seu ambiente e a experiência de vida”, destacou o professor de Oxford Robin Dunbar, que conduziu a pesquisa (com 585 pessoas entre 18 e 63 anos).

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Homens gentis

Homens com dedo indicador menor do que o anelar são mais gentis com as mulheres, concluiu um estudo da universidade canadense McGill. O professor emérito de Psiquiatria Simon Young avaliou o comportamento de 155 pessoas (78 homens e 77 mulheres). Foram feitas rodadas de interação social durante três semanas.

Os homens com a relação “indicador maior que anelar” tiveram três vezes mais engajamento no papo com as mulheres. Para Young, mais um sinal dos hormônios na fase fetal. “É fascinante observar que as variações hormonais antes do nascimento podem influenciar o comportamento adulto”, escreveu.

Homens mais bonitos

Outro estudo, de 2011, feito por professores da Universidade de Genebra (Suíça), diz que os homens com o indicador maior que o anelar têm rostos mais bonitos. Adivinhe o motivo! “A quantidade de hormônios sexuais a que a pessoa é exposta antes do nascimento contribui para como seu rosto vai se desenvolver e a que grau de atratividade vai chegar”, disse ao Live Science Camille Ferdenzi, uma das pesquisadoras.

A pesquisa leva em consideração que a beleza de um rosto masculino é marcada por traços mais fortes.

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Tipos de inteligência

Um grupo de cientistas avaliou estudantes que se submeteram ao SAT, que é o Enem dos Estados Unidos, para chegar a conclusão que aqueles com dedo indicador maior que o anelar são melhores em matemática e ciências exatas. Os que têm o anelar maior se saíam melhor nos testes de escrita.

A conclusão foi publicada em 2007, no British Journal of Psychology. De acordo com os autores, a testosterona estimula as áreas no cérebro ligadas às habilidades matemáticas; enquanto o estrogênio (responsável pelo crescimento dos indicadores) atua no cérebro em áreas cognitivas.

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Doenças

Se ter o indicador maior significa melhor trato com as mulheres e rostos mais bonitos, tem também suas desvantagens. Em 2010, um estudo publicado no British Journal of Cancer concluiu que os homens com tais características são mais predispostos a desenvolver câncer de próstata. A amostra desta pesquisa foi de 1.500 pacientes com a doença e 3 mil saudáveis. O homens com anelar mais longo ou do mesmo tamanho do indicador pareciam ter 33% menos chance de ter este tipo de tumor.

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