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Pista 1

Enviado por Cristiano Castilho, 07/04/15 12:31:14 PM

Mais uma. Whales é o nome do projeto musical de Gianlucca Pernechele. Pink Floyd encontra Morphine, que esbarra um jazz maroto à sombra de Bon Iver. Curitiba, boa música. É só querer ouvir. “A cena em Curitiba é extremamente atrasada, meio conservadora.” Conheça a Whales:

Qual foi a última música que ouviu antes de responder a estas perguntas?

“Warm Shadow” – Fink

Quem faz parte do projeto Whales?

O projeto é, a princípio, solo. As composições, arranjos e execução das músicas até agora são de minha autoria. Mas a ideia é expandir, colaborar com outros músicos e trazer mais coletividade ao projeto.

Quando ele começou?

Em 2013, quando gravei “Somewhere Across the Water” no meu quarto, com um interface recém-comprada. Foi a pedido da artista Távia Jucksch, que queria utilizar a canção como trilha sonora em um vídeo para um projeto da época. Grande parte do incentivo de criar uma página, um “pseudônimo”, e soltar a composição na internet devo a ela.

Quais suas principais influências?

Principalmente Bon Iver, pelo estilo e atmosfera como um todo. Mas acho que o projeto bebe um pouco de tudo. Passando desde as últimas fases dos Beatles até Sigur Rós. Tem muito Pink Floyd também.

Pretende gravar ou lançar algo em breve?

Sim, o EP está em processo de gravação e criação. Por enquanto, existem só duas músicas gravadas e disponibilizadas na internet, lançadas em um espaço de mais de um ano. Agora, a intenção é levar mais a sério. Reunir outros músicos para colaborar, e assim ter o EP em mãos para mostrar até a metade do ano.

Como vê a cena musical em Curitiba?

Extremamente atrasada, meio conservadora. Pouco espaço para o cenário independente. Não vemos muitos bares e locais de eventos que incentivam a comunidade autoral, principalmente da onda jovem-indie que ultimamente vem mostrando muita qualidade.

De que forma se sente parte dela?

Não me sinto. Conheço, por exemplo, o circuito de eventos por tocar numa banda de jazz. E é um cenário desgastante em que as pessoas não comparecem propriamente para escutar a música. É muito mais um negócio do que arte. Quem sabe a porta de entrada para a cena efetivamente MUSICAL esteja no Whales.

Tem algum show marcado?

Não. A ideia é consolidar bem o material do EP e futuramente reunir músicos para uma performance ao vivo. Daí pra frente é tudo breu.

Enviado por Cristiano Castilho, 20/03/15 5:07:08 PM

O guitarrista e compositor Jesse Harris, conhecido por sua parceria com a cantora Norah Jones, irá se apresentar em Curitiba no dia 28 de março, um sábado. O show faz parte da série de eventos que celebram os 322 anos da cidade e estão previstos para acontecer na Praça de Bolso do Ciclista e na Rua São Francisco. A programação cultural tem início no dia 26, com a exibição do documentário Traço Concreto, de Eduardo Baggio e Danilo Pschera (veja abaixo).

A apresentação de Jesse Harris será na Bicicletaria Cultural, com transmissão ao vivo na Praça de Bolso do Ciclista, a partir das 21h30. A entrada será gratuita. Harris tem uma longa carreira como cantor e compositor (gravou também com Madeleine Peyroux) e lançou 14 discos desde 1995. O último deles é No Wrong no Wright (2015), um álbum de rock com toque folk-jazz. Em 2003, Harris venceu o prêmio Grammy de “Melhor Música” pela canção “Don’t Know Why”, interpretada por Norah Jones.

Cantor e compositor mistura folk, jazz e world music.

Cantor e compositor mistura folk, jazz e world music.

No dia 29 de março, aniversário de Curitiba, haverá ainda “um acontecimento especial”, marco dos envolvidos na produção da série de eventos (Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Bicicletaria Cultural, Ciclo Iguaçu, Pixel Soluções Audiovisuais, Festival de Curitiba e Orpec).

Veja parte da programação (mais atrações serão anunciadas nos próximos dias):

 

Dia 26, às 20 horas

Traço Concreto

Documentário | Praça de Bolso do Ciclista

O filme conta a construção de três casas pela visão de três arquitetos.

Direção: Eduardo Baggio e Danilo Pschera

Censura: Livre | Duração: 90 minutos | Gratuito

*Após a sessão, haverá debate com o arquiteto Lolô Cornelsen e os diretores do filme, mediado pelo consultor do documentário, Irã Dudeque

 

Dia 27, às 20 horas

Três: Um Solo em Trio

Comédia Clown | Praça de Bolso do Ciclista

Direção: Fernanda Fuchs | Autoria de texto: Vanessa Vzorek | Elenco: André Daniel, André Daniel, Fernanda Fuchs, Vanessa Vzorek

Censura: Livre | Duração: 30 min | Gratuito

 

Dia 28, às 15 horas

Fissura

Experimental | Praça de Bolso do Ciclista

Performance em que atores (e público) experimentam espaço, tempo e movimento a partir da ocupação poética dos corpos.

Companhia: Itinerários Produções Artísticas | Direção: Eliza Pratavieira | Elenco: Carol Scabora, Flávio Magalhães

Censura: Livre | Duração: 40 min | Gratuito

 

Dia 28, às 18 horas; e dia 29, às 20 horas

Vegan VJ Theatre

Performance Art | Praça de Bolso do Ciclista

Criação conjunta dos fundadores da Cia. Lúdica (SP), Marcya Harco e Paulo Drumond, o espetáculo é um mix de performances, cenas teatrais e vídeos focados na libertação animal. No programa serão apresentadas cinco performances, duas com atores e três em projeções

Companhia: Cia. Lúdica | Direção: Marcya Harco | Elenco: Marcya Harco, Paulo Drumond

Censura: 14 anos | Duração: 32 min | São Paulo / SP | Gratuito

 

Dia 28, às 21 horas

Notícias da Rainha

Documentário | Praça de Bolso do Ciclista

Uma rainha esquecida no tempo. Uma filha que tenta de dez em dez anos resgatar a história da mãe. Um lugar onde esta história existe entre lampejos e fragmentos de memórias. Documentário de 20 minutos sobre uma rainha da era do rádio num diálogo com o teatro-cinema-instalação.

Companhia: Capicua Filmes | Direção: Ana Johann | Autoria de texto: Ana Johann

Censura: Livre | Duração: 19 min | Gratuito

 

Dia 28, às 21h30

Jesse Harris

Show na Bicicletaria Cultural (R. Presidente Faria, 226)

Transmissão ao vivo na Praça de Bolso do Ciclista. Gratuito.

 

Dia 29, às 15 horas

Lugar de Ser Inútil

Comédia Dramática | Praça de Bolso do Ciclista

Dois personagens em um lugar abandonado ou desprezado. Qual a diferença? Por meio da linguagem imagética da poesia de Manoel de Barros, viajam pelo mundo rupestre que o autor suscita. Nesse caminho descobrem a palavra “bocó”. Não sabem seu significado, mas o poeta ajuda na descoberta.

Companhia: Grupo Olho Rasteiro | Direção: Grupo Olho Rasteiro | Elenco: Paulo Chierentini, Rana Moscheta

Censura: Livre | Duração: 55 min | Gratuito

Enviado por Cristiano Castilho, 09/03/15 4:18:24 PM

Uma pitada de misticismo, um empurrãozinho, boas referências, paciência. Leonardo Gumiero, vocalista, tecladista e guitarrista da banda Farol Cego, lançou há poucas semanas, pelo coletivo Atlas, seu projeto solo, Ankou. Metade orgânico, metade eletrônico, Ascending Dive é uma espécie de viagem xamânica contemporânea, em que a citação a Bertrand Russell em uma música (“Two Lessons”), não impede que outra (“Future Beach”) esteja em breve numa pista de dança alternativa.

A força do disco — “as coisas estão acontecendo fora do meu controle,” diz Gumiero — está na harmonia de seu conjunto, naquilo que significa. Com colagens musicais inspiradas e transições elegantes, Gumiero conseguiu criar uma narrativa original, que começa com as guitarras gotejantes de “Pillars” e acaba na redenção de “First Touch of Your Fingertips”, que, ao piano, soa como um passeio na praia durante o outono. Em tempos de singles efêmeros, a experiência proposta por Ascending Dive funciona de acordo com a bula: é um disco para se ouvir do começo ao fim. “Um álbum leva uma pessoa para um lugar do qual ela só volta com o mesmo álbum”, explica o músico.

ankou web

De tão subjetivo e pessoal (e por isso mesmo corajoso), é difícil estabelecer comparações ou pescar influências. Pode-se dizer que há algo de Aphex Twin, ou Boards of Canada. Mas seus ingredientes parecem vir de outro lugar. Um lugar além do que se vê. “Poderia me colocar no álbum e não precisar me explicar para ninguém,” avisa. Abaixo, você ouve o disco e lê a entrevista completa.

Qual a última música ouviu antes de responder a esta entrevista?

The Envy Corps. Parou na “Fools (How I Survived You & Even Laughed)”. Bem boa.

O Ankou é um projeto de um homem só?

Sim. Mas tive valiosos conselhos do Lorenzo [Molossi, baterista da banda Dunas e a cabeça à frente do Veenstra], que também tem o projeto eletrônico dele.

Quando e como ele começou?

Eu gostava de gravar coisas em casa desde uns 15 anos. Acústicas, claro. Depois de um tempo comecei a adicionar uns elementos eletrônicos para deixar mais interessante. Só que mexer nos programas virou uma coisa divertida por si só. Mas Ankou começou mesmo quando o Lorenzo me convenceu a juntar umas músicas que eu tinha e lançar, porque eu nunca tive (e ainda não tenho) pretensões com essas composições. Faço músicas no computador faz uns três anos, e é uma coisa que de gosto muito. Posso fazer por cinco horas e perceber que ainda não comi nada.

Tecnicamente, como foi o processo de gravação?

As músicas começaram sendo puramente eletrônicas. Até eu ficar com preguiça de programar certas coisas, e aí tocava na guitarra mesmo. Ankou é bem essa mistura. Metade samples e bateria programada e metade as gravações que faço, geralmente de guitarra e teclado, ou alguma coisa diferente que me vem à cabeça. A graça desse projeto é jogar qualquer ideia no computador e ir modificando, torcendo, recortando, reafinando, e explorar as ideias mais imediatas. Aí eu faço a mixagem, que demora milênios.

O Ascending Dive tinha alguma ambição artística? Alguma influência específica direcionou a composição das músicas?

Então, eu já tinha várias músicas, que o Lorenzo me convenceu a lançar. Era para ser um compilado, mas achava elas bem toscas. Daí comecei do zero (aproveitei só a faixa “Future Beach”) com uma ideia em mente. Ideia essa que foi se consolidando a cada música e, no final, estava bem forte. A principal influência foi de rituais xamânicos, e os símbolos que são usados em suas meditações. O álbum é dividido em Leste, Sul, Oeste e Norte. O nome Ascending Dive diz um pouco disso, e serve de uma metáfora para meditação, em que quanto mais o xamã mergulha para dentro dele mesmo, mais ele ascende a outras realidades.

Há muita coesão entre as faixas, uma espécie de narrativa musical. Você ainda acredita na força do álbum?

Sim, bastante. Poucas vezes uma faixa diz muito por si só. Um álbum é a criação de um mundo inteiro. Quando bem feito (espero que eu tenha conseguido fazer um pouco disso, haha), um álbum leva uma pessoa para um lugar do qual ela só volta com o mesmo álbum. Além disso, as possibilidades narrativas são muito interessantes: eventos recorrentes, referências dentro do disco etc. Enfim, espero que mais pessoas continuem dando a atenção wwwida na construção de seus álbuns.

De quem é a voz no início de “Two Lessons”?

É um episódio daquele programa britânico antigo, Face to Face. É uma entrevista com Bertrand Russell que achei bem interessante. Se não der para entender o que ele fala, sugiro que procure no YouTube. O sample da música é o da última pergunta da entrevista.

Ankou é uma personificação mitológica da morte. Toda a “cara” do disco tem esse lance meio místico — é emocionante e quase perturbador ao mesmo tempo. Você estuda ou pensa muito nessas coisas que estão além do que se vê?

Eu gasto uma parte da minha energia no estudo dessas coisas que estão além do que se vê porque acho que nosso mundo é regido por elas. Bom, sem me aprofundar muito nessa questão, acabei passando isso no Ankou porque é um trabalho mais pessoal e mais subjetivo que a Farol Cego. Eu poderia me colocar no álbum e não precisar me explicar para ninguém. Então, coloquei no Ankou essa coisa mística, e às vezes fantasiosa, para que ela exista em um mundo, um mundo longe daquele da Farol Cego.

As músicas foram lançadas pelo coletivo Atlas, que trabalha com uma porção de gente talentosa e prolífica. Sente que é um momento interessante para a cena de Curitiba com esses trabalhos saindo do forno?

Bom, é complicado dizer cena porque o coletivo abrange muita coisa. É um grupo de músicos de Curitiba, que são amigos e que admiram o trabalho um do outro, e onde todos se ajudam. Se a união realmente fizer a força, talvez saia uma cena futuramente. Mas por enquanto estou feliz em fazer música com um grupo de amigos que se estende além da minha banda, e participar do trabalho deles, dos quais gosto muito.

Aliás, como vê a cena musical em Curitiba e de que forma se sente parte dela?

Ainda tem muita gente dividida. Não da para unir todos os músicos de Curitiba num grupo só, mas se bandas e pessoas que pensam parecido se unissem mais, seria de grande ajuda. Mas, sei lá. Uma cena depende de mais do que músicos. Depende também de espaços para tocar e de público ouvinte. Se tivermos sorte em todos os quesitos, Curitiba dá certo. Enfim, só espero que não achem que nós do Coletivo estejamos fazendo uma panelinha, haha.

Pretende fazer shows com o projeto Ankou? Tem algo marcado?

Não pretendo, mas as coisas estão acontecendo fora do meu controle com esse projeto, então pode aparecer uma oportunidade. Enquanto isso eu vou compondo mais. Alguns ouvintes “clandestinos” que ouviram músicas que não foram para o Ascending Dive estão me pressionando bastante para lançá-las também. Então, logo eu vou lançar algumas delas com uma mixagem melhor.

Enviado por Cristiano Castilho, 06/03/15 10:39:59 AM

O show da banda Los Hermanos em Curitiba, no dia 16 de outubro, será na Pedreira Paulo Leminski. A informação foi confirmada por pessoas ligadas à produção do evento. Informações sobre venda de ingressos e abertura dos portões serão divulgadas na próxima segunda-feira (9).

Na página oficial do evento no Facebook, entretanto, os valores foram divulgados:

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PISTA.
primeiro lote: R$80 (meia entrada) / R$160 (inteira)

PISTA VIP.
primeiro lote: R$100 (meia entrada) / R$200 (inteira)

CAMAROTE (com acesso a pista VIP)
primeiro lote: R$150 (meia entrada) / R$300 (inteira)

Ingressos à venda a partir do dia 17 de março pelo site www.diskingressos.com.br

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Atualmente, a capacidade do espaço é de 25 mil pessoas.

Há duas semanas, a banda carioca anunciou uma turnê nacional, com shows também em Belém (02/10), Recife (03/10), Fortaleza (09/10), Brasília (10/10), Porto Alegre (17/10), Belo Horizonte (23/10) e São Paulo (24/10).

Banda entra em turnê novamente neste ano (Foto: Carolina Bittencourt/ Divulgação)

Banda entra em turnê novamente neste ano (Foto: Carolina Bittencourt/ Divulgação)

Uma das últimas bandas de rock brasileiras relevantes nacionalmente, o Los Hermanos entrou em um “hiato” em 2006, cerca de um ano depois de lançar seu último disco, 4 – sucessor de Los Hermanos (1999), Bloco do Eu Sozinho (2001) e Ventura (2003).

Seus dois principais integrantes, Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo, seguem em carreira solo desde então. Os últimos lançamentos são Cavalo (2013), álbum solo de Amarante, e Banda do Mar (2014), projeto paralelo de Camelo ao lado de Mallu Magalhães e Fred Ferreira.

Pensata

Ainda é impressionante toda a comoção que envolve qualquer notícia sobre os cariocas. Ao mesmo tempo, é como se o rock brasileiro de grande porte tivesse estacionado por ali, em meados de 2006. Há quem pergunte: quem precisa de mais um show dos Los Hermanos? Eu não sei a resposta.

Enviado por Cristiano Castilho, 03/03/15 4:44:08 PM

Se falta experiência à Marrakesh, banda com idade média de 20 anos, sobra ousadia. A começar pelo método de divulgação de suas primeiras músicas, nada ortodoxo: vídeos gravados ao vivo, com qualidade de edição e captação acima da média.

Lucas Cavallin, Bruno Czarnobay, Nicholas Novak e Matheus Castella começaram tocando versões de The Raconteurs e Jack White. Exceto por azeitar o entrosamento e apurar a técnica, covers quase sempre não levam a lugar nenhum quem acredita em arte autoral, caso destes piás.

marra

“Fomos nos conhecendo melhor, e naturalmente algumas composições autorais começaram a surgir. Depois que vimos que era possível sustentar um projeto mais sério, abandonamos a ideia do cover e focamos em organizar nossas próprias músicas”, diz a banda.

Três músicas foram publicadas no canal da Marrakesh no YouTube no fim do ano passado. Num primeiro momento, soam como faixas psicodélicas altamente “tameimpalizadas”. Mas a essência da banda, influenciada também por The Zombies, Beatles e Temples, parece ser mais profunda e, por isso, exige um pouco mais de quem está acostumado a reverbs, modulações e outros efeitos já tão bem resolvidos na história do rock.

“Don’t Expect Me”, por exemplo, expõe uma cozinha vigente e sólida que dá espaço a guitarras pontiagudas. O bacana em “Endless Colours”, ouça ali embaixo, é a alternância de ambiências que tem a voz como complemento definitivo – como um chão para todo o universo psicodélico que se constrói parcimoniosamente. A letra (em inglês) e a melodia de “Constance” são as mais interessante das três. A música soa como um Babyshambles lisergicamente desacelerado.

O nome da banda curitibana é uma “homenagem” à cidade marroquina de mesmo nome. “Sendo um local tão distante, achamos que interpretamos como um lugar a ser alcançado, como uma busca para encontrar algo dentro de nós mesmos”, afirmam. É um bom resumo também para a proposta sonora da banda. Algo a mais, além do que se ouve.

Sobre a, hum, cena musical de Curitiba, são otimistas. “Somos ainda muito novos, e não sabemos se existe apenas uma cena. Mas estamos sendo muito bem recebidos por todas as bandas que já existiam, até porque muitos de nossos amigos particulares já estavam na ‘cena’ fazia tempo.”

A Marrakesh toca no próximo sábado (7) no 351 (Trajano Reis, 351, São Francisco), ao lado de Uh La La! e Cavernoso Viñon. A banda está gravando um EP, a ser lançado pelo coletivo Atlas (falamos sobre ele aqui) até o fim do ano.

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 09/02/15 6:47:36 PM

O Terno, ruído/mm e Tods são as atrações confirmadas da Volcano Apresenta #3. Os shows acontecem na Sociedade 13 de Maio no dia 14 de março.

Será o terceiro capítulo da corajosa iniciativa da Volcano Produções, de Alyssa Aquino e Pablo Arruda Busetti, integrantes da banda Audac. A ideia é aumentar o intercâmbio entre bandas de Curitiba e grupos de fora da cidade. Na estreia, em novembro do ano passado, Uh La La! e Audac receberam as paulistas Wry e Holger (leia sobre os shows aqui). Na Volcano #2, o Lendário Chucrobillyman deu as boas-vindas às bandas Inky e Mescalines, também de São Paulo.

Trio d'O Terno (Foto: Divulgação)

Trio d’O Terno (Foto: Divulgação)

Espécie de “banda-reverência” ao rock sessentista, O Terno é liderado por Tim Bernardes, filho de Mauricio Pereira (Mulheres Negras). É deles o multiviralizado clipe de “66”, música presente no primeiro álbum do grupo.

Dono de uns dos melhores discos nacionais de 2014 (Rasura), o ruído/mm continua a colocar cérebros para dançar. As apresentações recentes da banda conseguem aliar beleza e técnica de maneira impressionante. Quem também toca é a banda Tods, símbolo da resistência do rock curitibano dos anos 1990. (Veja o serviço completo do evento ali embaixo)

Quadra Cultural

Em dezembro, divulgamos por aqui que a Quadra Cultural se mudaria para a Pedreira Paulo Leminski. Mas faltava a confirmação da data. Ela veio: 11 de abril, um sábado.

As atrações principais são Moacyr Franco e Genival Lacerda. Também estão escalados Ivan Graciano (filho do casal Belarmino e Gabriela), Escambau, Iria Braga, e o bonequeiro Renato Perré. O evento será gratuito e haverá um sistema de transporte especial que incluirá um roteiro “sinalizado e monitorado” para quem quiser ir de bicicleta. Stay tuned.

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SERVIÇO

Volcano Apresenta #3

O Terno (SP), ruído/mm (CWB) e Tods (CWB)

DJs: Lacuz12 e Ale (Our Gang)

Soc. Operária 13 de Maio (Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, Curitiba)

14 de março, a partir das 22h

R$ 20 (na hora outro valor)

Ingressos Antecipados na Endossa Loja Colaborativa a partir de 20/2 (Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1.148). Fones p/ contato: (41) 9122-7640; (41) 9965-5613; (41) 9173 – 5000; (41) 9850-0007.

*Haverá tarde de autógrafos e venda de discos na Endossa, no dia 14 de março

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 02/02/15 2:17:14 PM

Uma história está se tornando perigosamente banal porque começamos a nos acostumar com ela: evento público em Curitiba termina em confronto entre população e Polícia Militar. O CarnaVibe, promovido pela primeira vez pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com o Club Vibe e a Academia Internacional de Música Eletrônica (Aimec), levou 40 mil pessoas à Marechal Deodoro no último domingo. Foi um dos maiores eventos a céu aberto de que Curitiba tem notícia.

Voltamos a 2012: uma confusão no Largo da Ordem no fim de uma das saídas do bloco Sacis e Garibaldis suscitou discussões sobre a ação da PM em determinados eventos públicos (e sobre os próprios eventos públicos espontâneos). À época, dois argumentos ganharam força: 1) o confronto aconteceu porque o Largo da Ordem é um espaço que não comporta multidões, já que tem vias estreitas e é apertado, enfim. 2) a PM está despreparada para agir neste tipo de manifestação cultural. Talvez porque elas sejam, mesmo, relativamente novas na cidade.

(Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

(Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Em 2014, a Fundação Cultural de Curitiba oficializou o bloco dos Sacis e Garibaldis. O trio e a multidão que o segue – ou seguia – a cada domingo pré-carnaval, teriam um espaço delimitado para circulação: a Rua Marechal Deodoro, mesmo local do desfile oficial, histórico e tradicional ponto de encontro de foliões na cidade. Se por um lado o evento perdeu sua espontaneidade, por outro imaginava-se que ganharia em segurança e infraestrutura.

O CarnaVibe nada tem a ver com os Sacis, bem sabemos. O público é outro, a música é outra. Mas o evento aconteceu sob a chancela da prefeitura de Curitiba e da Fundação Cultural de Curitiba. Num lugar pré-determinado. Todos sabiam onde e a que horas começaria; e onde e a que horas terminaria. Um plano de policiamento preventivo não wwweria ser coisa de outro mundo. A causa do confronto entre PM e a população, portanto, não é uma questão geográfica. Retirar – à força ou com o aval do poder público – um grupo de determinado local não evita confrontos como o de ontem.

Toda a situação também suscita dúvidas sobre uma questão mais preocupante. Se é realmente um despreparo dos policiais militares para conter alguns arruaceiros de plantão – num evento de 40 mil pessoas na 44ª cidade mais violenta do planeta é esperado que alguém passe dos limites e precise mesmo ser detido – ou se a truculência é uma ação assertiva e consciente, já que a ideia-fixa do secretário estadual da segurança pública, Fernando Francischini, é “lei e ordem.” A quixotesca detenção de Marcos Cordiolli, secretário municipal de Cultura, reforça a impressão de que qualquer diálogo é subestimado em detrimento da força e da brutalidade. Não imagino Cordiolli, sujeito ponderado e inteligente, cometendo algum tipo de ato que justifique um “desacato à autoridade.”

(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

No dia 19 de janeiro, a jornalista Eliane Brum publicou um texto sobre os protestos em São Paulo. Ela viu o que viu e escreveu: “Neste caso, a PM não cometeria ‘excessos’ por despreparo – ou apenas por despreparo –, como já foi dito, mas como estratégia para esvaziar as manifestações. A meta seria impedir o exercício de um direito constitucional como forma de anular o potencial transgressor da reivindicação.”

Em São Paulo foi um protesto e não uma manifestação cultural legítima – o que é ainda pior no nosso caso. Mas, se for esse mesmo o cenário, configura-se uma espécie de terrorismo interno, às avessas, justamente porque começamos a temer o próprio Estado.

Enviado por Cristiano Castilho, 16/01/15 11:42:27 AM

A Fundação Cultural de Curitiba divulgou a programação do Carnaval 2015 (veja abaixo). São diversos eventos musicais entre 25 de janeiro e 17 de fevereiro, com destaque para a apresentação das bandas norte-americanas Man or Astro Man? e Godamm Gallows durante o Curitiba Rock Carnival, no estacionamento da Câmara Municipal de Curitiba. As escolas de samba desfilam novamente na Marechal Deodoro, no dia 14 de fevereiro.

Man or Astro Man?

Man or Astro Man?

O que chama a atenção é a participação reduzida do Bloco Garibaldis e Sacis, que sai às ruas somente em três ocasiões (duas no Centro de Curitiba e uma no Sítio Cercado). Vale lembrar que o bloco foi “transferido” para a Marechal Deodoro no ano passado, com o argumento de que o Largo da Ordem não suportava tamanha multidão. Historicamente, o grupo realizava quatro “saídas” nos domingos antecedentes ao carnaval.

Mais uma novidade: no dia 1.º de fevereiro, quem ganha a Marechal é o carnaval eletrônico, chamado de CarnaVibe. O projeto é uma parceria da FCC com o clube Vibe e a Academia Internacional de Música Eletrônica (Aimec). Entre os DJs escalados, estão a dupla paulista Dashdot. A programação traz ainda HNQO, Rolldabeetz, Aninha e Mateus B.

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Programação (todos os eventos têm entrada franca):

Garibaldis e Sacis

25 de janeiro – Marechal Deodoro – a partir das 15h
7 de fevereiro – Sítio Cercado – a partir das 15h
8 de fevereiro – Com Orquestra Contemporânea de Olinda na Marechal Deodoro – a partir das 15h

Eleição do Cortejo Real

30 de janeiro – Sociedade Treze de Maio – 19h30

Carnaval Eletrônico (CarnaVibe)

1 de fevereiro – Marechal Deodoro – a partir das 14h

Baile da Terceira Idade

10 de fevereiro – Salão Azul do Clube Curitibano – 14h

Desfile das Escolas de Samba

14 de fevereiro – Marechal Deodoro – a partir das 18h

Curitiba Rock Carnival
Sábado, 14 de Fevereiro – a partir das 13h

Movie Star Trash (Curitiba)
99Noizagain (Curitiba)
A Carne (Curitiba)
Motorama (Argentina)
Sugar Kane (Curitiba)
Goddamn Gallows (USA)
Man Or Astro Man? (USA)

Domingo, 15 de Fevereiro – a partir das 13h

Phantom Powers (RS)
Interceptor (SP)
Aloha Haole (PI)
The Brown Vampire Catz (Londrina)
The Anomalys (Holanda)
Ovos Presley (Curitiba)
Relespública (Curitiba)

Zombie Walk

15 de fevereiro – Trajeto a ser divulgado

Apuração do Desfile das Escolas de Samba

15 de fevereiro – Memorial de Curitiba – a partir das 15h

Carnaval Gospel

17 de fevereiro – TUC Galeria Júlio Moreira, Largo da Ordem

Bailes de Carnaval nas Regionais

16 e 17 de fevereiro – das 15h às 19h (infantil) e das 20h às 24h (adulto)

 

 

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 07/01/15 4:33:58 PM

Como um time de futebol memorável, uma banda pode ser lembrada por sua formação. Principalmente quando já tem algum tempo de estrada e quem está no palco acrescenta algo a mais, para além da música. É o caso da Audac, que anunciou a saída da baixista Debbie, uma das fundadoras do grupo.

Somada à timidez calculada de Alyssa Aquino (vocais e sintetizadores), a elegância despojada de Debbie no palco era parte da essência da banda, que também conta com Pablo Arruda Busetti (bateria) e Matheus Reinert (guitarra). Mas o mundo gira. Na entrevista a seguir, Alyssa fala sobre a saída da baixista e seu possível substituto, um provável disco para este ano e a expectativa para o show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no próximo dia 15 – a banda curitibana toca ao lado de Boogarins e O Terno.

Debbie (à esquerda) e Alyssa: "ninguém consegue substituir  ninguém." (Foto: Divulgação)

Debbie (à esquerda) e Alyssa: “ninguém consegue substituir ninguém.” (Foto: Divulgação)

Por que a Debbie deixou a Audac?

Então, a Debbie já estava morando faz algum tempo em São Paulo. Estava muito difícil conciliar ensaios e reuniões com a vida pessoal e profissional dela lá, e as oportunidades não param de surgir. Não tinha mais como, infelizmente. Mas eu não posso responder pela Debbie. Ela também fez as escolhas dela, sempre existem dois lados.

Já há um substituto(a)?

Já estamos ensaiando com um baixista, o Ramon Fassina. No momento estamos deixando tudo rolar naturalmente com essa formação, sem muita pretensão do que vai acontecer. Ninguém consegue substituir ninguém, somos todos diferentes, só temos que descobrir se é para melhor ou não. Estamos gostando bastante dos ensaios. Ele era o vocalista e guitarrista da Monaco Beach, banda muito massa aqui de Curitiba.

Talvez a Audac esteja no auge, com um disco bom nas mãos e shows recentes em outras cidades do país. Como a banda está lidando com a saída de uma de suas fundadoras justamente agora?

Eu acredito que se isso tivesse acontecido um ou dois anos atrás, teria sido muito mais grave. Provavelmente a banda não continuaria… mas de uns tempos para cá não estava mais sendo a mesma coisa, fiquei bem triste em perceber que já não estávamos todos indo para o mesmo caminho. Muito do que eu tinha medo de fazer sozinha, como compor, já vem dando muito certo. Foi assim que saiu Distress e Dark Side por exemplo. E compor com outras pessoas, como com o Matheus Reinert, também tem funcionado muito bem!

Viver de música está mais difícil? Há um limite para tentar isso em Curitiba, no Brasil?

Eu vivo de música. Se não pudesse tocar, com certeza seria muito infeliz. Poder fazer shows aqui e em outras cidades, ver pessoas felizes em ouvir, agradecendo pelo que a gente faz, isso já é muito do que eu preciso para viver. Agora, se você está falando de dinheiro, eu desencanei de buscar isso totalmente. Tem hora que dá e tem hora que não dá, hahaha.

Vocês tocam no próximo dia 15 no Circo Voador (RJ), ao lado de nomes interessantes do rock nacional atual (Boogarins e O Terno). O que esperam do show?

Muita ansiedade, primeiro show no rio, primeiro show de 2015, primeiro show com uma nova formação. Bandas incríveis das quais somos muito fãs! O Circo Voador é um palco que sempre quis muito conhecer e jamais imaginei que ia ser tocando. Será com certeza algo muito grande e especial!

Há previsão de um disco novo para este ano?

Tem muito material, muitas músicas, com certeza vamos lançar muito material novo. Ano passado, nós tentamos uma gravação, mas não conseguimos concluir o nosso objetivo. Ainda não era o momento. Esse ano vamos fazer com mais calma e aproveitar todas as parcerias e oportunidades que temos e que surgem sempre.

Enviado por Cristiano Castilho, 23/12/14 3:21:46 PM

Demorou, mas passou. Se 2014 chega ao fim num clima meio estranho – poxa, Joe Cocker foi mais um cara legal que morreu dia desses -, o lado bacana foi a alta qualidade da produção musical da cidade, que parece se horizontalizar (há pop, rock, pós-rock e rap bem feitos) ao mesmo tempo em que cristaliza algumas referências recentes como o ruído/mm, que atinge um patamar nacional.

No início do ano, noticiamos alguns lançamentos para 2014. Banda Gentileza, Naked Girls and Aeroplanes, Poléxia e Rosie Mankato ficaram na conversa. Mas bandas como Farol Cego (com Zênite), Dunas (com Boas Vindas), Watch out for the Hounds (Release the Hound) mostraram serviço em seus primeiros registros.

Sendo assim, como já é costume, o Pista 1 escolheu os melhores álbuns curitibanos deste ano. Listas, vocês sabem, servem principalmente para semear a discórdia. Por isso, comentem se acharem que algum disco wwweria, por Deus, estar neste top 5. Só não nos xingue por termos opinião diversa. Como diz a Trombone de Frutas, “amemo-nos.”

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5 – Lindberg Hotel – Lindberg Hotel II

Claudio Romanichen é o cara. Lindberg Hotel é a banda. Se no primeiro registro, Lindberg Hotel I, o shoegaze e as guitarras espaciais encarnavam um My Bloody Valentine um pouco mais pop, Lindberh Hotel II fez das influências do músico um produto definitivo. Gravado 100% por Romanichen, o disco tem pegada lo-fi. Seu rock guitarreiro encontra a melhor forma em “Beatles Posters”, e na intensa “Spoiled Child”. O quinto lugar mostra mais uma vez que Curitiba, apesar de se fingir de boa moça, gosta mesmo é dos barulhos do mundo.

 

 

 

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4 – Charme Chulo – Crucificados Pelo Sistema Bruto

Um disco duplo em 2014, como assim? Pois é. Em 20 faixas, Crucificados Pelo Sistema Bruto é um pequeno estudo sobre a indústria musical, realizado com humor, bem-vindas curitibanices e referências inusitadas como a Oktoberfest, os playboys da Batel e o motel My Garden. A grande sacada da banda foi criticar o “sistema bruto” sem aquele engajamento fajuto que quase sempre soa anacrônico. O Charme Chulo, ao contrário, ri de si mesmo, e reflete a condição de uma banda de rock que está há mais de uma década na estrada perante um mundo musical contaminado. O disco tem algumas das melhores músicas lançadas por essas terras em 2014, como “Palhaço de Rodeio”, um serta-rock irônico sobre um peão desiludido que invoca Gian & Giovani; e “Dia de Matar Porco”, que venera salsichas. Apesar de tudo e de todos, há graça na música de Curitiba.

 

 

 

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3 – O Escambau – Novo Tentamento

O quarto disco da banda de Giovanni Caruso surpreendeu a muita gente por dois motivos: ousou ao costurar uma mistura de gêneros e influências – gospel, psicodelia, MPB, rock, brega, religiões, boemia, poesia – e tratou de resolver tudo isso com uma produção impecável (de Siri), que, por fim, valoriza tanto o instrumental do grupo quanto a peculiar voz de Maria Paraguaya. Por isso tudo, é como se Novo Tentamento fosse um disco de outro tempo, reencontrado agora. Não se parece em nada com o que o Escambau já fez; não se parece em nada com nenhum disco lançado no país neste ano. Não é uma “ópera rock profana” como a banda originalmente gostaria de concebê-lo. Mas tem algo de mítico sim, que evoca um possível encontro entre Pink Floyd em sua fase Ummagumma e eterna criança que é Arnaldo Baptista.

 

 

 

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2 – ruído/mm – Rasura

É difícil mensurar, neste momento, os feitos do ruído/mm. Talvez só no futuro. A melhor banda de Curitiba colocou cérebros para pular no elegante introdução à cortina do sótão (2011). E agora parece nos desafiar, e perguntar: até onde você pode ir? E principalmente: aonde você quer chegar?

Produzido por Mark Kramer (Galaxie 500, Butthole Surfers e Urge Overkill), Rasura é uma pequena obra-prima que começa pela capa e pelo encarte, ambos extraordinários, arte dos designers Mário de Alencar e Jaime Silveira. E aí, talvez, esteja uma boa dica para se entender porque Rasura é um disco tão forte. A banda é coerente em todas as suas (inter)relações, e procura sempre se inspirar naquilo que lhe é mais importante: as pessoas, a natureza, o acaso.

Sobre a música, não há muito o que falar. Apenas que seu pós-rock ganhou contornos mais definidos e às vezes mais enxutos. E que “Penhascos, Desfiladeiros e Outros Sonhos de Fuga” pode ser a faixa perfeita para se ouvir tanto no espaço quanto na companhia de quem se sente saudade.

 

 

 

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1 – Heavy Metal Drama – It Took You Too Long to Meet Heavy Metal Drama

Eles caminham por essa trilha há algum tempo. Rhony Guedes e Thomas Kossas (Rosie and Me), Francisco Conrado (Silver Salt) e Claudinha Bukowski (Copacabana Club), entretanto, nunca soaram tão naturais e despretensiosamente interessantes quanto no projeto Heavy Metal Drama.

O fator decisivo para a escolha da como o destaque de 2014 foi quase conceitual: a banda tem a coragem de se enfiar num nicho batido e desgastado, apesar de ainda jovem. O indie dançante e às vezes praieiro que propõem é menos óbvio do que aquele que se costuma ouvir por aí, principalmente em baladas de sexta e sábado. Há mais peso, ousadia e criatividade. É música que dá certo na pista, enfim, mas que não foi feita exclusivamente para elas. Não nasce em formato, por mais que possa se adequar a muitos.

“Overrated U”, que ganhou clipe, lembra os bons tempos do Kasabian. Já a levada sexy e o vocal preciso de “Tanned Blondie” sugere um Placebo menos afetado. Um baita registro, que comprova a capacidade de músicos da cidade de se reinventarem, mesmo em projetos paralelos. E de fazer tempestade quando sopra a brisa.

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