Blogs

Fechar
PUBLICIDADE

Pista 1

Enviado por Cristiano Castilho, 12/01/16 2:59:48 PM

No próximo domingo (17), a partir das 15 horas, o bloco Garibaldis e Sacis abre a folia do pré-carnaval de Curitiba, novamente na Avenida Marechal Deodoro – é folia, mas tem cordinha. Além das saídas oficiais, dias 17 e 31 de janeiro, e a do Sítio Cercado, dia 30, o bloco fará algumas saídas surpresas em outros lugares centrais da cidade (stay tuned). Haverá apresentação também na cidade da Lapa, no dia 6 de fevereiro.

Novidade para este ano: o lançamento do CD “Garibaldis e Sacis Volume II”, com marchinhas e músicas que embalam os pré-carnavais há quase duas décadas. O tempo, aliás, é uma resistência para quem insiste em fazer festa na rua numa cidade carrancuda e chegada num shopping. “Aprendemos a seguir seguros da fé de nossa gente pela alegria espalhada por aí”, diz Rogerio Guiraud, integrante do bloco. O disco tem participações de Melina Mulazani, Thayana Barbosa, Itaercio Rocha, Marcel Cruz, Glauco Solter e outros.

Pedro Solak e Nathalie Cunha estão de casamento marcado. Foto: Julio Garrido/Divulgação

 

Casamento garibáldico

Outra novidade: Pedro Solak e Nathalie Cunnha irão se casar no próximo dia 17, em plena avenida. Os dois se conheceram pela primeira vez em um pré-carnaval do bloco Garibaldis e Sacis. “Teremos certidão de casamento, pai da noiva, mãe do noivo, família, padrinhos e madrinhas, celebrante, Marcha Nupcial, troca de alianças, buquê e chuva de arroz, digo, confetes” explica Pedro.

Programação

*Lançamento do CD Garibaldis e Sacis Volume II – tema: tradicional

17 de janeiro, às 15h – Avenida Marechal Deodoro

 

*Lançamento do CD Garibaldis e Sacis Volume II – tema: super-heróis

30 de janeiro, às 15h – Avenida São José dos Pinhais, Sítio Cercado

 

*Lançamento CD Garibaldis e Sacis Volume II – tema: invertidos

31 de janeiro, às 15h – Avenida Marechal Deodoro

Enviado por Cristiano Castilho, 06/01/16 12:59:46 PM

A 34.ª edição da Oficina de Música de Curitiba começa nesta quinta-feira (7) e segue até o próximo dia 27, com as tradicionais duas fases: música clássica – até o dia 16 – e música popular brasileira. Serão inúmeros concertos, filmes, palestras e debates sobre música. Entre as atrações musicais estão a poderosa Juçara Marçal e a entidade Naná Vasconcelos. Wandula também toca, a cantata Carmina Burana está na programação. Uma novidade deste ano é o palco na Boca Maldita, onde se apresentam Banda Gentileza e Felipe Cordeiro. Abaixo, um pequeno guia, com dicas da programação, para você não se perder por aí:

 

Dia 7 – quinta-feira

Concerto e cerimônia de abertura da 34.ª Oficina de Música.

“Concerto para Violoncelo N.º 1”, de Haydn, “Sinfonia N.º 29” e “Missa da Coroação”, de Mozart.

Camerata Antiqua de Curitiba, Claudio Cruz (regente) e Antonio Meneses (violoncelo, solista).

Guairão, 20h30. R$ 30 e R$ 15.

 

Dia 8 – sexta-feira

Rogério Gulin (viola caipira) e Giampiero Pilatti (flauta transversal)

Com formação camerística um tanto rara, o duo combina dois instrumentos muito presentes na cultura musical brasileira.

Teatro do Paiol, 18h30. R$ 10 e R$ 5

 

Dia 9 – sábado

Gênesis – Orquestra de Metais e Percussão

Obras de Tchaikovsky, Steven Ponsford e Paul Lovatt-Cooper. Regência de Vagner Gonçalves Franco.

Praça Iguaçu – Memorial de Curitiba, 22h30. Entrada franca

 

Dia 10 – domingo

Contexto Duo: concerto de percussão com Ricardo Bologna e Eduardo Leandro

Teatro do Paiol, 18h30. R$ 10 e R$ 5

 

Dia 12 – terça-feira

“Coisa Mais Linda – História e Casos Da Bossa Nova” (2005, 128’)

Painel histórico, musical e informativo sobre como ocorreu o movimento musical chamado Bossa Nova, que teve início nos anos 50 e atingiu seu ápice em 1962, com a confirmação de sua internacionalização.

Cinemateca de Curitiba, 19h. Entrada franca.

 

Dia 13 – quarta-feira

Illvminata – Concerto de música antiga

“El Llibre Vermell de Montserrat”

Direção geral e preparação de Daniele Oliveira; coordenação pedagógica de Priscilla Prueter

Teatro do Paiol, 18h30. R$ 10 e R$ 5

 

Dia 14 – quinta-feira

Loki – Arnaldo Batista (2008, 121’)

Documentário biográfico sobre a vida e a obra de Arnaldo Baptista, líder e fundador da banda Os Mutantes, fundamental do movimento conhecido como Tropicália. Os altos e baixos do grupo, a saída de Rita Lee, e também depoimentos de pessoas como Sean Lennon, Kurt Cobain e Devendra Banhart, todos grandes admiradores do grupo.

Cinemateca de Curitiba, 19h. Entrada franca.

 

 

Dia 16 – sábado

Concerto de encerramento com Orquestra Sinfônica e Coro da Oficina de Música de Curitiba

Programação: Carmina Burana – Carl Orff

Guairão, às 20h30. R$ 30 e R$ 15.

 

Dia 17 – domingo

Cartola – Música Para Os Olhos (2006, 88’)

Documentário sobre um dos compositores mais importantes da música brasileira. A história do samba a partir de um dos seus expoentes mais nobres. Utilizando linguagem fragmentada, o filme traça um painel da formação cultural do Brasil, convidando a uma reflexão sobre a construção da memória do país. O retrato de um homem que se reconstruía com seu tempo.

Cinemateca de Curitiba, 19h. Entrada franca.

 

Dia 18 – segunda-feira

Trio Sodade – Uma ponte entre Brasil-Portugal-Cabo Verde

Combinação única entre música brasileira e cabo-verdiana: íntima, melódica e com suingue.

Teatro do Paiol, 19h. R$ 10 e R$ 5.

 

Dia 19 – terça-feira

Juçara Marçal – Encarnado

Com mais de vinte anos de carreira, participando de diversos grupos importantes da música brasileira, Juçara Marçal apresenta ao vivo seu primeiro projeto solo, o CD e o show “Encarnado”.

Juçara Maçal (voz), Kiko Dinucci (guitarra), Rodrigo Campos (guitarra e cavaquinho), Marcelo Cabral (baixo acústico)

Teatro do Paiol, 19h. R$ 10 e R$ 5.

 

 

Dia 20 – quarta-feira

Diálogos Sonoros: “Dna Do Rock” – Jorge Falcón

Nessa palestra, será apresentada pesquisa realizada sobre a relação da música europeia e a música de matriz africana, apontando como esse processo de sincretismo cultural gerou uma diversidade de gêneros originais, inovadores e provocadores.

Sesc Paço da Liberdade, 19h. Entrada franca.

 

Dia 21 – quinta-feira

Diálogos Sonoros: “Escuta Aqui” – Antonio Saraiva

Num momento de avassaladora oferta de música, um paradoxo: pouca escuta. Seja pelo volume de possibilidades, pela dispersão da atenção, pelo deslocamento da música para o uso de reles entretenimento, pela ausência de formação musical na educação, muito som e pouca percepção. Uma mirada para a apreciação musical, a escuta, fundamental ação da realização musical.

Sesc Paço da Liberdade, 19h. Entrada franca.

 

Dia 22 – sexta-feira

Diálogos Sonoros: “Música, Neurociência E O Amor” – Tonio Luna

A música como arte e sua potência em tocar a alma humana. Que mudanças a música causa em nosso sistema nervoso? É apenas uma distração ou pode também provocar o amor?

Sesc Paço da Liberdade, 19h. Entrada franca.

 

Dia 23 – sábado

11h – Banda Gentileza

Banda que mistura diversos ritmos e gêneros musicais, tem no bom humor elemento constante em suas letras e abre a programação de rua na 34ª Oficina de Música de Curitiba.

Boca Maldita. Entrada franca.

 

17h – Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro

O paraense Felipe Cordeiro ganhou destaque com o álbum Kitsch Pop Cult (2012). O artista mistura a tradição popular musical do Pará com a sonoridade contemporânea dos beats digitais da América Latina. No show, há a participação do pai do músico, Manoel Cordeiro.

Boca Maldita. Entrada franca.

 

17h – Marcelo Torrone – Som Tardio

Marcelo Torrone, pianista e fundador do Wandula, lança seu novo CD solo.

Sesc Paço da Liberdade. R$ 20 e R$ 10.

 

19h – Maurício Pereira e banda – Lançamento do CD “Pra onde que eu tava indo”

Depois de um longo intervalo sem lançar discos autorais, Mauricio Pereira volta com nova safra de canções inéditas e nova banda. No repertório, destaque para “Fugitivos”, “Criancice” e “Três Homens, Três Celulares”. A canção que dá nome ao disco é parceria com o violeiro mineiro Chico Lobo.

Teatro do Paiol, R$ 10 e R$ 5.

 

 

Dia 24 – domingo

Wandula Trio – De Ariana para Dionísio (poemas de Hilda Hilst musicados por Zeca Baleiro)

Wandula é um grupo de músicos e compositores curitibanos com surgido em 1999 em torno do pianista Marcelo Torrone, o violonista Claudio Pimentel e a cantora acordeonista Edith Mosberger.

Sesc Paço da Liberdade, 15h30. R$ 20 e R$ 10.

 

Dia 25 – segunda-feira

12h30 – Jazz Cigano Quinteto

Uma das principais referências do jazz manouche no Brasil, o grupo já se apresentou ao lado de Gabrielle Mirabassi, Daniel Migliavacca, Vittor Santos, Itamar Collaço e Yamandu Costa. No repertório, músicas de Django Reinhardt, o precursor do jazz manouche; músicas tradicionais ciganas; composições próprias e standards de jazz.

Capela Santa Maria, 12h30. R$ 10 e R$ 5

 

19h – Diálogos Sonoros: “Bandas Novas e Novas Mídias” – Clemente Thadeu Nascimento

Bate-papo sobre as perspectivas da música, seu caminho até chegar ao público e a relação de artistas, bandas e compositores com as novas mídias.

Sesc Paço da Liberdade, 19h. Entrada franca.

 

Dia 27 – Encerramento da 34.ª Oficina de Música de Curitiba – Yamandu Costa e Naná Vasconcelos

Guairão, 21h. R$ 30 e R$ 15.

Enviado por Cristiano Castilho, 16/12/15 4:35:36 PM

“O lema é: levar pelo menos dez pessoas para o evento. Vamos salvar o nosso rock, pois não temos outra coisa pra fazer”, escreveu o incansável Neri Rosa quando me avisou sobre os quatro shows que irão rolar no 92 Graus nesta sexta-feira (18), durante a UV NIGHT #17 (serviço completo lá embaixo).

A noventista Tods é uma das escaladas.

 

Serão quatro grupos curitibanos no palco. Cora, Deflektor, Búfalo Bélico e Tods. Do dreampop ao folk, com um pezinho no shoegaze, inclusive com uma banda que acaba de lançar… um livro.

Cora

Kaíla (voz e sintetizadores), Katherine (voz e guitarra), Sayuri (baixo) e Felipe (bateria). Warpaint, Beach House e Cat Power estão entre as principais referências. A atmosfera explosiva, mas harmônica, transita entre o indie e o dreampop. Após mudanças em sua formação, a banda voltou a se apresentar em 2015, lançou um single no início do ano e está iniciando os processos de gravação do primeiro EP.

 

Deflektor

A banda acaba de lançar o primeiro livro. É. Une música e literatura através de QR Codes (?). “Os contos do livro ‘O Quarto dos Espelhos’ (Editora Garcia) são codificados. O leitor acessa através do aplicativo as músicas de cada um dos sete contos.” Melhor ver ao vivo para entender. Deflektor é Kelwin Willian, Ralph Sant’Anna e Ramon Tagore.

Búfalo Bélico

Velhos amigos que teimam em se divertir com música. Fábio Rocha (guitarra), Thiago Mattar (baixo), André Ribeiro (guitarra, voz, harmônica) e Fábio Vicente (bateria) já tocaram em bandas como Whir, Playback Singers, Estordelia e Prozak. Gravaram 2 EPs – o mais recente, “Tarantismo”, está disponível aqui. Têm influências de Neil Young, Wilco, Led Zeppelin, Dinosaur Jr., Pixies e outras coisinhas.

TODS

Aí sim. O TODS despertou (em) Curitiba em 1993. Na época contava com Daniel Fagundes (voz) e Emmanuel Moon (bateria), ambos membros originais da Relespública. Entre 1995 e 2000, a banda gravou três demos e participou de cinco coletâneas nacionais. Depois de uma passagem por Londres, membros da banda retornam ao Brasil e formam o E.S.S, sucesso local no início da década passada. Com o recente retorno de Rodrigo Thur ao Brasil após 15 anos, a formação original (com Rod Oliver, Fernando Lobo, Igor Ribeiro e Rodrigo Rigoni) está de volta. A TODS planeja lançar um EP com canções inéditas logo logo.

 

UV NIGHT #17.

Cora, Deflektor, Búfalo Bélico e TODS.

Dia 18 a partir das 22 horas.

92 Graus (Av. Manoel Ribas, 108). R$ 15.

 

Enviado por Cristiano Castilho, 09/12/15 3:12:54 PM

Se depender deles, Curitiba nunca mais será careta. Um delírio colorido e lisérgico povoado por entidades como Beyoncé, Snoop Dogg e Drake (e John Travolta!) é o resumo do novo clipe da banda curitibana Subburbia – assista abaixo.

Criação da dupla Emil Stresser e Marina Penny, “Panic” foi lançado nesta quarta-feira (9) e novamente usa o deboche e o emaranhado de referências pop como essência. O som vai pelo mesmo caminho: batida eletrônica, guitarras indies sujas, rap e até algo de R&B.

“É uma música mais rock, mas não esse rock inofensivo que tem sido feito por aí”, diz Emil, que não tem medo de incorporar influências de gosto duvidoso em sua proposta. A zoeira da Subburbia, aliás, chamou a atenção da cantora norte-americana Colleen Green, com quem a banda acabou de fazer uma mini turnê nacional. “Ela adora coisas que o povo ‘artista’ acha uncool, como Sublime, UB40. Mesmo que os nossos estilos de som não combinem tanto, os fãs delas curtiram muito a gente”, conta o músico.

Com uma letra chapada sobre amor e ódio, dor e alívio, “Panic” faz parte da mixtape Luv Exorcism, que a dupla já prometeu há algum tempo — mas só deve lançar em março 2016, pelo selo próprio Terry Crew.

 

Enviado por Cristiano Castilho, 06/10/15 3:29:52 PM

Debbie Salomão, ex-baixista da banda Audac, divulgou recentemente seu novo projeto musical: Gran Tormenta. Debbie está em São Paulo há pouco mais de um ano, e agora trabalha em parceria com Jack Rubens, também integrante das bandas Mustache e os Apaches e Mescalines.

No início de 2015, o duo gravou um compacto pelo processo direct-cut (ao vivo, direto para o vinil), sob supervisão de Arthur Joly, compositor, produtor e músico que constrói seus próprios sintetizadores.

O Gran Tormenta lançou duas músicas (ouça abaixo). “Mar de Amor” é uma trova folk embebida em blues. A voz de Debbie remete aos tempos de cabaré; o clima é de mar depois da ressaca.

“Canção da América do Sul” invoca a “Nossa Senhora da Composição”. A música leva alguns ritmos tradicionais brasileiros meio que para o espaço – e isso é bem legal. Há um solo de guitarra setentista.

A opção do duo é privilegiar a canção “no lugar da tecnologia exacerbada.” Nas gravações, há overdubs de contrabaixo sim, mas a ideia “é manter a simplicidade,” utilizando somente instrumentos de corda e bombo leguero. “A formação facilita viajar para tocar, um dos nossos maiores objetivos”, conta a baixista.

O nome da banda veio como um sobreaviso: “Estava na Argentina e quando estava para atravessar para o Uruguai de navio, um cara me falou para ter muito cuidado com o mar, com a ‘tormenta!’”, diz Debbie. “Isso aconteceu há mais de dez anos. Na hora achei aquele termo incrível e fiquei com ele na cabeça.”

Sobre fazer música e arte em São Paulo, para ela é o seguinte: “Há uma ampla rede de cultura, como os coletivos, por exemplo, que recebem apoio da prefeitura. Dessa forma não existe tanta dependência das casas de show, e os artistas acabam sendo criativos para criarem seus próprios festivais ou se apresentarem em locais mais próximos do público, como ruas e praças.”

A Gran Tormenta está gravando o primeiro disco, a ser lançado pelo Selo 180. Eles querem “muito” tocar em Curitiba em breve.

Enviado por Cristiano Castilho, 10/08/15 4:04:43 PM

três discos, três pegadas, três momentos. tenho pensado que a criação de uma cena, por assim dizer, não significa necessariamente pessoas agindo de forma parecida ou criando músicas sob os efeitos das mesmas influências. se por um lado a diversidade de estilos da música feita em Curitiba reflete nossos tempos difusos e “nichados”, por outro contribui para a construção de uma base sólida de formação plural, em que não é “errado” ou menos conveniente lançar um EP gravado ao vivo e sem cortes ou fazer um show de lançamento de outro numa “casa na Rua Paula Gomes.”

começamos com a The Shorts. o EP “Serendipity” é o primeiro trabalho de estúdio da banda, formada em 2014 por Natasha Durski(vocal), Taís D’Albuquerque (guitarra), Daniel Kaplan (guitarra), Babi Age (bateria) e Andreza Michel (baixo e backing vocal) — Andreza e Babi fazem parte da Uh La La!, grupo dos mais pungentes da terrinha. o disco foi produzido por Ruth Varella (Brasil/USA), gravado por Virgílio Milléo (PR) e mixado e masterizado por Chuck Hipolitho (SP).

vi um show da banda no 92 Graus, tempos atrás. um dos primeiros da banda. foi brutal e sexy. teve cover de Talking Heads. e as músicas próprias, ao vivo, sugerem um Garbage com mais peso e velocidade. não é nada original, mas é essa a bem-vinda aposta da banda: aliar potência e suavidade, colocar melodia no barulho. destaque é o baixo de Andreza, pulsante e incontrolável no baixo da Uh La La!. ela agora pisa no freio e dá elegância às suas intervenções (ouça “Happy Lies”, você vai concordar comigo). o disco será lançado no dia 15, com show no 351:

+++Coisarada #4

The Shorts – lançamento do EP “Serendipity”

+ Anacrônica

+ Lindberg Hotel

DJ Juliana Girardi

Expo Pedrinho Pacheco (Peter)

Dia 15, às 22 horas. 351 (Trajano Reis, 351). R$10 até 00h; após, R$15. Com o CD:

R$15 até 00h; após,R$20.

=========================

outra estreia: o trio e/ou. Luciano Faccini, Luque Dias e Yasmine Matusita se conheceram em 2009, enquanto cursavam produção sonora na UFPR. formaram a banda em 2012, depois de tocar “em bares, nas ruas, na casa de amigos e no palco da Capela Santa Maria.” lançaram há pouco o EP “Mientras”, de quatro faixas, gravado de forma independente – você pode baixar no site da banda, aqui.

o EP é curioso. a primeira faixa, “Mientras”, é uma milonga ritualística. cantada em espanhol, tem flautas e assovios em meio à distorções de guitarra – como se a força da natureza de repente quisesse dar um chega pra lá em todo esse caos urbano. “All Over”, em inglês, apresenta intervenções sonoras cotidianas (louças, talheres) e uma melodia tristonha à Leonard Cohen. “Todas as coisas ainda estão bagunçadas.”

e/ou (Foto: Tamiris Spinelli)

“Samba de Dodô” é um samba-lamento. a dualidade continua porque uma percussão artesanal dialoga com guitarras barulhentas. “Desabitado”, que cujo clipe você vê abaixo, fecha o disco e abrasileira a interessante proposta da banda, de dialogar com o presente buscando referências regionais e tipicamente brasileiras no passado. o show de lançamento do EP acontece no dia 16 de agosto:

+++e/ou

Sala da casa da Rua Paula Gomes, 529.

Abertura da casa: 18 horas; início do show: 19 horas

Ingressos à venda no Solaris – Discos, Livros e Cultura (R. Claudino dos Santos, 48 – Largo da Ordem). R$ 10 e R$ 15 (entrada + EP)

* A banda também toca no dia 29 de agosto, na Praça Genoroso Marques, junto ao Sesc Paço da Liberdade; e 12 de setembro, no DamaDame – Espaço Plural (Rua Ten. João Gomes da Silva, 148).

 

=========================

para fechar a trinca, Dunas. a banda de Francisco Bley, Guilherme Nunes, Gabriel França e Lorenzo Molossi (o Veenstra), vive de criar momentos e compartilhá-los. se em 2013 eles lançaram um EP pop e quase ingênuo, agora caminham sobre nuvens. “Quarenta e Cinco Minutos” é, de certa forma, a continuação de “Ad Astra”, lançado em março deste ano. o disco também foi gravado ao vivo e sem cortes, o que exige uma sintonia quase transcendental entre os músicos. “Há alguns meses embarcamos sem muito refletir em uma viagem sensorial, cujas histórias traduzimos em música. O primeiro ato, Ad Astra, se mostrou como uma intensa abertura ao universo, um pulo ao desconhecido. O segundo ato acompanha um espectador que, ao assistir o primeiro ato em um auditório sideral, descobre sobre si tudo o que custava a ver. Ame.”, é o que diz a apresentação do trabalho.

a Dunas ousa ao oferecer música não somente como experiência estética à qual cabe  julgamento (visão meio positivista da arte), mas como forma de relacionamento interpessoal e, principalmente, como uma possibilidade escapista. o disco é a criação de um universo próprio, em que sons espontâneos – tosses ou efeitos indecifráveis – são nossos aliados apesar da superficial estranheza que causam.

(Foto: Jacqueline Kobiyama)

(Foto: Jacqueline Kobiyama)

as dez faixas do disco têm nomes etéreos como “Tudo Atua Perante a Fileira do Vazio” e “Os Cernes Meus e Teus Colidem.” não é possível classificar o álbum em tags que denotam gêneros ou subgêneros musicais, porque isso seria reduzir o resultado de uma experiência profunda em apenas palavras. o que importa na Dunas, e para a Dunas, é o todo, o conjunto de vivências sonoras, explícitas ou não, que acabam por nos levar a um mundo desconhecido ou esquecido, um lugar, enfim, em que a “expressão do afeto” ainda insiste em nos atravessar.

Enviado por Cristiano Castilho, 02/07/15 12:34:03 PM

No dia 26 de junho, a curitibana Adriane Grott abriu o show do Ira! no Teatro Positivo. Foi a primeira tacada do projeto Prime Cultural, que quer dar visibilidade para artistas locais ao colocá-los lado a lado com bandas que trabalham com a produtora Prime e já tem nome no cenário nacional — Capital Inicial, Paula Fernandes, Jota Quest, Nando Reis, Frejat, Roupa Nova, Luan Santana, Jorge e Mateus, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Inimigos da HP, Seu Jorge, Fernando & Sorocaba, Victor & Léo, Munhoz & Mariano, Thiaguinho, Charlie Brown Jr, O Rappa, Titãs, Ana Carolina, Malta, Maria Gadú, Almir Sater, Gilberto Gil, Fábio Jr., Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Rita Lee, Diogo Nogueira, Caetano Veloso e Djavan são alguns deles. Sim, o menu vai do sertanejo universitário à MPB.

Ira! em show no Teatro Positivo (Foto CWB Live/ Divulgacao)

Ira! em show no Teatro Positivo (Foto: CWB Live/ Divulgação)

 

Além da divulgação espontânea do artista no evento, a ideia é oferecer boa estrutura, equipamentos de som, luz e backstage. “As bandas que participarem do projeto terão a mesma atenção que os artistas de renome nacional com os quais dividirão o palco”, explica Mac Lóvio Solek, diretor da Prime.

Há limitações, entretanto: as apresentações serão em formato de pocket-show e deverão conter músicas autorais e “alguns” covers. A duração será de até 40 minutos.

Neste primeiro momento, diz o material de divulgação, a produtora está convidando “projetos já conhecidos, com referência e que fazem parte da cena local”. Os interessados poderão encaminhar material de trabalho e currículo para o e-mail projetoprimecultural@maisumadaprime.com.br.

O material deverá conter um breve release da banda, vídeos, músicas autorais, fotos, set list e logomarca do artista/grupo. Os trabalhos serão escolhidos por meio de carta-convite e de acordo com a afinidade musical com o público do artista principal.

Pode ser uma boa para bandas de pop/rock que queiram dar um salto na carreira ao se apresentar para um Teatro Positivo lotado, por exemplo.

Enviado por Cristiano Castilho, 25/06/15 12:56:38 PM

Em janeiro deste ano, vários jovens, via Twitter, perguntaram “quem era esse tal de Paul McCartney” quando o baixista dos Beatles anunciou que iria gravar com o rapper norte-americano Kanye West. “Ele deve ser grande, hein”, escreveu uma garota. Parte do mundo virtual ficou indignado. Afinal, onde viveriam estas pessoas?

Durante todo o dia de ontem, no meu círculo de amigos e colegas de trabalho, a pergunta foi “quem é Cristiano Araújo?” Isso enquanto a Globo interrompia a Sessão da Tarde (pela terceira vez em dois anos) para continuar a repercutir a morte do cantor e de sua namorada, Allana Moraes. Em que mundo vivemos?

A cobertura intensa justifica-se, em parte, pelas circunstâncias trágicas do acidente, da idade dos mortos (29 ele, 19 ela). E acaba por escancarar o abismo cultural existente no país (que às vezes se intersecciona com o abismo político, agora travestido de bipolaridade, e o econômico, até agora sem remédio).

A crítica cultural nunca esteve tão descolada da indústria. Mea culpa: escrevemos, basicamente, sobre produtos dos quais gostamos. É um privilégio conquistado, mas que reflete bolhas de consumo, às vezes traduzido como preconceito cultural.

Por outro lado, a carreira de um jovem cantor sertanejo se constrói sozinha, sem a necessidade de legitimação por parte da crítica. Há uma indústria paralela que se apropriou do gênero outrora ingênuo, caipira, e muito, muito público. Isso faz a roda do rodeio andar. Na lista de álbuns com mais downloads no iTunes, diz matéria do El País, cinco dos 15 são de música sertaneja. Não conheço nenhum. Talvez você também não.

Se os comentários sobre Paul (73 anos, um dos maiores músicos do planeta) denotam simplesmente ignorância, o desconhecimento sobre quem é Cristiano Araújo (29 anos, autor de “Bará, Berê”), para além de questões musicais e estéticas, revela a força brutal da indústria sertaneja do entretenimento (gravadoras, programas de tevê, publicidade específica, casas do ramo). Porque, como disse uma colega de jornal, não é tão fácil assim fazer alguém famoso depois de morto.

Enviado por Cristiano Castilho, 20/06/15 1:43:28 PM

Após três anos, o Sónar volta a São Paulo. O evento de música e artes acontece entre os dias 24 e 28 de novembro (terça a sábado) no Espaço das Américas. As atrações anunciadas até agora são o duo The Chemical Brothers, Hot Chip (que está de disco novo), o DJ e produtor francês Brodinski, e o britânico Evian Christ, sensação do hip hop.

The Chemical Brothers (Foto: Divulgação).

The Chemical Brothers (Foto: Divulgação).

Além de shows (SónarClub), está programada uma mostra audiovisual (SónarCinema) e uma conferência internacional voltada à indústria tecnológica, criativa e artística (Sónar+D)”. Os três pilares do evento são “música, criatividade e tecnologia”. Haverá também edições em Santiago (5/12), Bogotá (7/12) e Buenos Aires (3/12).

Informações sobre preços e venda de ingressos serão anunciadas em breve. Aqui está o site oficial do evento.

**

Em 2012, acompanhei a primeira edição brasileira do Sónar, no Anhembi. As principais atrações eram Mogwai e Kraftwerk. Foi fantástico. Bem organizado, com ótima estrutura e um line-up certeiro com aquilo que eles chamam de “música avançada.”

Relembre o show do Mogwai (todo mundo saiu catatônico depois dessa pedrada na cabeça):

 

Enviado por Cristiano Castilho, 19/06/15 5:01:55 PM

A banda Sonora Coisa, força local do shoegaze e do noise garageiro, está com uma vaquinha virtual no ar. O objetivo é arrecadar fundos e mundos para gravar um disco sob os cuidados do norte-americano Mark Kramer, produtor de Galaxie 500 (!!!), Low, Bongwater, White Zombie e Butthole Surfers, entre outras. Kramer também participou ativamente da trilha sonora do filme Pulp Fiction (1992) – a inserção da música “Girl You’ll Be A Woman Soon”, do Urge Overkill, é culpa dele.

(Abaixo, o EP Long G; aqui, o que escrevemos sobre ele).

Kramer é de casa: o cara produziu o primeiro EP do Sonora Coisa, ao descobrir a banda no finado Myspace. O grupo surgiu em 2010, e hoje é formado por Rafael Buher (baixo e voz), Aphonso Buhrer (guitarra e voz), Daniel Nascimento (guitarra e voz) e Willian Pelacine (bateria).

O disco irá se chamar “Don’t Let he Poets lie to You”. Aqui, o link para colaborar e saber das recompensas todas.

================

Loucura na floresta, girafa, caçador de borboletas. A banda Trombone de Frutas continua no seu clima de amigável psicodelia ao lançar o primeiro clipe oficial da carreira. “Brastempp”, uma ladainha jazzy em três línguas, ganhou um vídeo muito maluco. A direção é de Vinni Genaro.

O grupo lançou um disco (leia resenha aqui);. e prepara outro lançamento para 2016.

Veja o clipe abaixo:

 

Páginas12345... 21»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Buscar no blog
Acompanhe a Gazeta do Povo nas redes sociais