PUBLICIDADE

Pista 1

Enviado por Cristiano Castilho, 10/08/15 4:04:43 PM

três discos, três pegadas, três momentos. tenho pensado que a criação de uma cena, por assim dizer, não significa necessariamente pessoas agindo de forma parecida ou criando músicas sob os efeitos das mesmas influências. se por um lado a diversidade de estilos da música feita em Curitiba reflete nossos tempos difusos e “nichados”, por outro contribui para a construção de uma base sólida de formação plural, em que não é “errado” ou menos conveniente lançar um EP gravado ao vivo e sem cortes ou fazer um show de lançamento de outro numa “casa na Rua Paula Gomes.”

começamos com a The Shorts. o EP “Serendipity” é o primeiro trabalho de estúdio da banda, formada em 2014 por Natasha Durski(vocal), Taís D’Albuquerque (guitarra), Daniel Kaplan (guitarra), Babi Age (bateria) e Andreza Michel (baixo e backing vocal) — Andreza e Babi fazem parte da Uh La La!, grupo dos mais pungentes da terrinha. o disco foi produzido por Ruth Varella (Brasil/USA), gravado por Virgílio Milléo (PR) e mixado e masterizado por Chuck Hipolitho (SP).

vi um show da banda no 92 Graus, tempos atrás. um dos primeiros da banda. foi brutal e sexy. teve cover de Talking Heads. e as músicas próprias, ao vivo, sugerem um Garbage com mais peso e velocidade. não é nada original, mas é essa a bem-vinda aposta da banda: aliar potência e suavidade, colocar melodia no barulho. destaque é o baixo de Andreza, pulsante e incontrolável no baixo da Uh La La!. ela agora pisa no freio e dá elegância às suas intervenções (ouça “Happy Lies”, você vai concordar comigo). o disco será lançado no dia 15, com show no 351:

+++Coisarada #4

The Shorts – lançamento do EP “Serendipity”

+ Anacrônica

+ Lindberg Hotel

DJ Juliana Girardi

Expo Pedrinho Pacheco (Peter)

Dia 15, às 22 horas. 351 (Trajano Reis, 351). R$10 até 00h; após, R$15. Com o CD:

R$15 até 00h; após,R$20.

=========================

outra estreia: o trio e/ou. Luciano Faccini, Luque Dias e Yasmine Matusita se conheceram em 2009, enquanto cursavam produção sonora na UFPR. formaram a banda em 2012, depois de tocar “em bares, nas ruas, na casa de amigos e no palco da Capela Santa Maria.” lançaram há pouco o EP “Mientras”, de quatro faixas, gravado de forma independente – você pode baixar no site da banda, aqui.

o EP é curioso. a primeira faixa, “Mientras”, é uma milonga ritualística. cantada em espanhol, tem flautas e assovios em meio à distorções de guitarra – como se a força da natureza de repente quisesse dar um chega pra lá em todo esse caos urbano. “All Over”, em inglês, apresenta intervenções sonoras cotidianas (louças, talheres) e uma melodia tristonha à Leonard Cohen. “Todas as coisas ainda estão bagunçadas.”

e/ou (Foto: Tamiris Spinelli)

“Samba de Dodô” é um samba-lamento. a dualidade continua porque uma percussão artesanal dialoga com guitarras barulhentas. “Desabitado”, que cujo clipe você vê abaixo, fecha o disco e abrasileira a interessante proposta da banda, de dialogar com o presente buscando referências regionais e tipicamente brasileiras no passado. o show de lançamento do EP acontece no dia 16 de agosto:

+++e/ou

Sala da casa da Rua Paula Gomes, 529.

Abertura da casa: 18 horas; início do show: 19 horas

Ingressos à venda no Solaris – Discos, Livros e Cultura (R. Claudino dos Santos, 48 – Largo da Ordem). R$ 10 e R$ 15 (entrada + EP)

* A banda também toca no dia 29 de agosto, na Praça Genoroso Marques, junto ao Sesc Paço da Liberdade; e 12 de setembro, no DamaDame – Espaço Plural (Rua Ten. João Gomes da Silva, 148).

 

=========================

para fechar a trinca, Dunas. a banda de Francisco Bley, Guilherme Nunes, Gabriel França e Lorenzo Molossi (o Veenstra), vive de criar momentos e compartilhá-los. se em 2013 eles lançaram um EP pop e quase ingênuo, agora caminham sobre nuvens. “Quarenta e Cinco Minutos” é, de certa forma, a continuação de “Ad Astra”, lançado em março deste ano. o disco também foi gravado ao vivo e sem cortes, o que exige uma sintonia quase transcendental entre os músicos. “Há alguns meses embarcamos sem muito refletir em uma viagem sensorial, cujas histórias traduzimos em música. O primeiro ato, Ad Astra, se mostrou como uma intensa abertura ao universo, um pulo ao desconhecido. O segundo ato acompanha um espectador que, ao assistir o primeiro ato em um auditório sideral, descobre sobre si tudo o que custava a ver. Ame.”, é o que diz a apresentação do trabalho.

a Dunas ousa ao oferecer música não somente como experiência estética à qual cabe  julgamento (visão meio positivista da arte), mas como forma de relacionamento interpessoal e, principalmente, como uma possibilidade escapista. o disco é a criação de um universo próprio, em que sons espontâneos – tosses ou efeitos indecifráveis – são nossos aliados apesar da superficial estranheza que causam.

(Foto: Jacqueline Kobiyama)

(Foto: Jacqueline Kobiyama)

as dez faixas do disco têm nomes etéreos como “Tudo Atua Perante a Fileira do Vazio” e “Os Cernes Meus e Teus Colidem.” não é possível classificar o álbum em tags que denotam gêneros ou subgêneros musicais, porque isso seria reduzir o resultado de uma experiência profunda em apenas palavras. o que importa na Dunas, e para a Dunas, é o todo, o conjunto de vivências sonoras, explícitas ou não, que acabam por nos levar a um mundo desconhecido ou esquecido, um lugar, enfim, em que a “expressão do afeto” ainda insiste em nos atravessar.

Enviado por Cristiano Castilho, 02/07/15 12:34:03 PM

No dia 26 de junho, a curitibana Adriane Grott abriu o show do Ira! no Teatro Positivo. Foi a primeira tacada do projeto Prime Cultural, que quer dar visibilidade para artistas locais ao colocá-los lado a lado com bandas que trabalham com a produtora Prime e já tem nome no cenário nacional — Capital Inicial, Paula Fernandes, Jota Quest, Nando Reis, Frejat, Roupa Nova, Luan Santana, Jorge e Mateus, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Inimigos da HP, Seu Jorge, Fernando & Sorocaba, Victor & Léo, Munhoz & Mariano, Thiaguinho, Charlie Brown Jr, O Rappa, Titãs, Ana Carolina, Malta, Maria Gadú, Almir Sater, Gilberto Gil, Fábio Jr., Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Rita Lee, Diogo Nogueira, Caetano Veloso e Djavan são alguns deles. Sim, o menu vai do sertanejo universitário à MPB.

Ira! em show no Teatro Positivo (Foto CWB Live/ Divulgacao)

Ira! em show no Teatro Positivo (Foto: CWB Live/ Divulgação)

 

Além da divulgação espontânea do artista no evento, a ideia é oferecer boa estrutura, equipamentos de som, luz e backstage. “As bandas que participarem do projeto terão a mesma atenção que os artistas de renome nacional com os quais dividirão o palco”, explica Mac Lóvio Solek, diretor da Prime.

Há limitações, entretanto: as apresentações serão em formato de pocket-show e deverão conter músicas autorais e “alguns” covers. A duração será de até 40 minutos.

Neste primeiro momento, diz o material de divulgação, a produtora está convidando “projetos já conhecidos, com referência e que fazem parte da cena local”. Os interessados poderão encaminhar material de trabalho e currículo para o e-mail projetoprimecultural@maisumadaprime.com.br.

O material deverá conter um breve release da banda, vídeos, músicas autorais, fotos, set list e logomarca do artista/grupo. Os trabalhos serão escolhidos por meio de carta-convite e de acordo com a afinidade musical com o público do artista principal.

Pode ser uma boa para bandas de pop/rock que queiram dar um salto na carreira ao se apresentar para um Teatro Positivo lotado, por exemplo.

Enviado por Cristiano Castilho, 25/06/15 12:56:38 PM

Em janeiro deste ano, vários jovens, via Twitter, perguntaram “quem era esse tal de Paul McCartney” quando o baixista dos Beatles anunciou que iria gravar com o rapper norte-americano Kanye West. “Ele deve ser grande, hein”, escreveu uma garota. Parte do mundo virtual ficou indignado. Afinal, onde viveriam estas pessoas?

Durante todo o dia de ontem, no meu círculo de amigos e colegas de trabalho, a pergunta foi “quem é Cristiano Araújo?” Isso enquanto a Globo interrompia a Sessão da Tarde (pela terceira vez em dois anos) para continuar a repercutir a morte do cantor e de sua namorada, Allana Moraes. Em que mundo vivemos?

A cobertura intensa justifica-se, em parte, pelas circunstâncias trágicas do acidente, da idade dos mortos (29 ele, 19 ela). E acaba por escancarar o abismo cultural existente no país (que às vezes se intersecciona com o abismo político, agora travestido de bipolaridade, e o econômico, até agora sem remédio).

A crítica cultural nunca esteve tão descolada da indústria. Mea culpa: escrevemos, basicamente, sobre produtos dos quais gostamos. É um privilégio conquistado, mas que reflete bolhas de consumo, às vezes traduzido como preconceito cultural.

Por outro lado, a carreira de um jovem cantor sertanejo se constrói sozinha, sem a necessidade de legitimação por parte da crítica. Há uma indústria paralela que se apropriou do gênero outrora ingênuo, caipira, e muito, muito público. Isso faz a roda do rodeio andar. Na lista de álbuns com mais downloads no iTunes, diz matéria do El País, cinco dos 15 são de música sertaneja. Não conheço nenhum. Talvez você também não.

Se os comentários sobre Paul (73 anos, um dos maiores músicos do planeta) denotam simplesmente ignorância, o desconhecimento sobre quem é Cristiano Araújo (29 anos, autor de “Bará, Berê”), para além de questões musicais e estéticas, revela a força brutal da indústria sertaneja do entretenimento (gravadoras, programas de tevê, publicidade específica, casas do ramo). Porque, como disse uma colega de jornal, não é tão fácil assim fazer alguém famoso depois de morto.

Enviado por Cristiano Castilho, 20/06/15 1:43:28 PM

Após três anos, o Sónar volta a São Paulo. O evento de música e artes acontece entre os dias 24 e 28 de novembro (terça a sábado) no Espaço das Américas. As atrações anunciadas até agora são o duo The Chemical Brothers, Hot Chip (que está de disco novo), o DJ e produtor francês Brodinski, e o britânico Evian Christ, sensação do hip hop.

The Chemical Brothers (Foto: Divulgação).

The Chemical Brothers (Foto: Divulgação).

Além de shows (SónarClub), está programada uma mostra audiovisual (SónarCinema) e uma conferência internacional voltada à indústria tecnológica, criativa e artística (Sónar+D)”. Os três pilares do evento são “música, criatividade e tecnologia”. Haverá também edições em Santiago (5/12), Bogotá (7/12) e Buenos Aires (3/12).

Informações sobre preços e venda de ingressos serão anunciadas em breve. Aqui está o site oficial do evento.

**

Em 2012, acompanhei a primeira edição brasileira do Sónar, no Anhembi. As principais atrações eram Mogwai e Kraftwerk. Foi fantástico. Bem organizado, com ótima estrutura e um line-up certeiro com aquilo que eles chamam de “música avançada.”

Relembre o show do Mogwai (todo mundo saiu catatônico depois dessa pedrada na cabeça):

 

Enviado por Cristiano Castilho, 19/06/15 5:01:55 PM

A banda Sonora Coisa, força local do shoegaze e do noise garageiro, está com uma vaquinha virtual no ar. O objetivo é arrecadar fundos e mundos para gravar um disco sob os cuidados do norte-americano Mark Kramer, produtor de Galaxie 500 (!!!), Low, Bongwater, White Zombie e Butthole Surfers, entre outras. Kramer também participou ativamente da trilha sonora do filme Pulp Fiction (1992) – a inserção da música “Girl You’ll Be A Woman Soon”, do Urge Overkill, é culpa dele.

(Abaixo, o EP Long G; aqui, o que escrevemos sobre ele).

Kramer é de casa: o cara produziu o primeiro EP do Sonora Coisa, ao descobrir a banda no finado Myspace. O grupo surgiu em 2010, e hoje é formado por Rafael Buher (baixo e voz), Aphonso Buhrer (guitarra e voz), Daniel Nascimento (guitarra e voz) e Willian Pelacine (bateria).

O disco irá se chamar “Don’t Let he Poets lie to You”. Aqui, o link para colaborar e saber das recompensas todas.

================

Loucura na floresta, girafa, caçador de borboletas. A banda Trombone de Frutas continua no seu clima de amigável psicodelia ao lançar o primeiro clipe oficial da carreira. “Brastempp”, uma ladainha jazzy em três línguas, ganhou um vídeo muito maluco. A direção é de Vinni Genaro.

O grupo lançou um disco (leia resenha aqui);. e prepara outro lançamento para 2016.

Veja o clipe abaixo:

 

Enviado por Cristiano Castilho, 10/06/15 5:20:27 PM

Há algum tempo falamos por aqui sobre o coletivo Atlas, projeto que reúne interessantes bandas da cidade para promover novos artistas. Outra ideia, com a mesma essência altruísta e colaborativa, foi lançada nesta semana: é o selo Som e Fúria, de Claudio Romanichen, da banda Lindberg Hotel (dona de um dos melhores discos da terrinha em 2014).

Pedi uma explicação a Claudio, que prontamente escreveu: “A ideia foi se expandindo, e o objetivo passou a ser ajudar artistas e bandas a terem mais visibilidade junto ao público por meio de ‘ações entre amigos’, nas quais os artistas ajudam-se mutuamente na divulgação de seus trabalhos, ampliando o número de pessoas atingidas. O selo, de certa forma, ajuda a organizar essas ações, e ao mesmo tempo pode ‘encaminhar’ uma identidade para os seus elementos.”

Da mesma forma que o Atlas, as bandas podem utilizar o estúdio caseiro de Claudio para gravar seus registros, “sempre seguindo a filosofia do-it-yourself e som lo-fi.”

O primeiro lançamento foi o EP Cotton Chains, do Lindberg Hotel (com o apoio de distribuição da Transtorninho Records, do Recife, e da The Blog That Celebrates Itself, de São Paulo). Para breve, estão previstos materiais das bandas She Is Dead (em estúdio) e April Seven (em pré-produção). “A grana é pouca e o tempo curto, mas a vontade de fazer música é grande”, diz Romanichen.

Gentileza de volta

Na última segunda-feira, a Banda Gentileza ressurgiu do lugar onde estava (onde estava?) com um clipe insano em plano sequência (dirigido por Max Leean) para a música “Casa”, faixa que estará presente no disco “Nem Vamos Tocar Nesse Assunto”, a ser lançado no dia 6 de julho.

Novo disco da Banda Gentileza será lançado dia 6 de julho (foto: Vinicius Grosbelli).

Novo disco da Banda Gentileza será lançado dia 6 de julho (foto: Vinicius Grosbelli).

Será o segundo disco dos gentis, sucessor do álbum homônimo, de 2009. Vê o clipe aí:

 

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 05/06/15 5:43:31 PM

Boogarins (GO), Aldo The Band (SP) e Audac (CWB) são as atrações da quarta edição da Volcano Apresenta, que acontece no dia 10 de julho, sexta-feira (ingressos já à venda, veja lá embaixo). A novidade é que agora a festa, que desde novembro de 2014 faz um intercâmbio entre artistas independentes, acontece no Jokers Pub, e não mais na Sociedade 13 de Maio.

Boogarins: psicodelia do cerrado (foto: Ninja Franz/Divulgação).

Boogarins: psicodelia do cerrado (foto: Ninja Franz/Divulgação).

A Boogarins, atração do Lollapalooza deste ano e uma das apostas de renovação do rock nacional (?), ficou conhecida por seu pop psicodélico-melancólico. A banda foi formada por Fernando Almeida e Benke Ferraz, e recentemente incorporou o baterista Ynaiã Benthroldo (ex-Macaco Bong). O único disco do grupo tem o sugestivo nome de As Plantas que Curam (2013). O álbum foi lançado nos Estados Unidos pelo Other Music Recording (com distribuição da bacanuda Fat Possum Records, que tem em seu catálogo Black Keys, Dinosaur Jr., Band of Horses e Iggy & The Stooges).

O grupo fez turnês pelos Estados Unidos – com passagens pelos festivais SXSW e Austin Psych Fest – e participou do Primavera Sound, gigantesco festival de Barcelona, na Espanha.

A Aldo The Band é um projeto dos irmãos Murilo (DJ Mura) e André Faria. No palco, a dupla recebe Érico Theobaldo (das bandas Thelepatiques e Embolex) na bateria, e Isidoro “Snake” (ex-Jumbo Elektro), no baixo.

Aldo The Band (foto: José de Holanda/Divulgação)

Aldo The Band (foto: José de Holanda/Divulgação)

O único disco, Is Love, também é de 2013. Com referências que vão de Happy Mondays a Chemical Brothers, a sonoridade do Aldo The Band é um pop extrovertido feito para a pista, mas essencialmente orgânico.

Em 2014, a banda circulou por alguns festivais do Brasil, como Bananada (GO), Se Rasgum (PA), Coquetel Molotov (PE) e Dosol (RN).

+++++++++

Volcano #4

Boogarins, Aldo The Band e Audac

Dia 10 de julho, a partir das 21h.

Jokers Pub (R. São Francisco, 164).

Ingressos a R$ 25 (1.º lote), à venda pelo site Sympla

 

Enviado por Cristiano Castilho, 19/05/15 12:11:35 PM

Rosanne Machado não tem pressa. E seu novo “momento” dá as caras aos poucos. Em 2013, lançou o single “Chino”, que a reintroduzia ao público carente de Rosie and Me, banda de indie folk que chegou a tocar no Festival South by Southwest e acabou sem dizer tchau.

Há alguns dias, Rosie Mankato – é este o nome do projeto atual – lançou um cover de “True Colors”, clássico oitentista de Cyndi Lauper. Veja o clipe abaixo:

Prometido para o ano passado, seu novo disco deve sair em breve.

*

Quem também tem música nova é o Lemoskine. “Pedra Furada” é o primeiro single de Pangea I Palace II, futuro álbum de Rodrigo Lemos e cia., previsto para os próximos meses. O clipe da faixa – quente, quebradiça e sinestésica -, será apresentado na próxima quinta-feira (21), durante um pocket show no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França (Av. Marechal Floriano, 458), com sessões às 19h e às 20h.

Na ocasião, a banda irá mostrar mais faixas inéditas do disco. E vender uma edição limitada de “Pedra Furada” em compacto lo-fi quadrado, produto desenvolvido pelo selo Vinyl-Lab e customizado pelo APOC Studio. Ouça o single:

 

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 04/05/15 2:54:07 PM

No dia 25 de abril, o Coletivo Atlas estreou nos palcos e levou ao Wake Up Colab três bandas de seu “catálogo”: Veenstra, Farol Cego e Dunas. No evento, um zine bem bolado também estava à disposição. Bem como a coletânea do coletivo, em formato físico, divulgada agora virtualmente.

Atlas é um apanhado de novos e interessantes artistas locais, que dialogam entre si de maneira colaborativa. Há músicas novas do Glowe – o “synth pop progressivo” do qual tratamos aqui. Uma faixa do Ankou, projeto que apresentamos no Pista 1 em março. A estreia da banda Cora. Músicas novas de Farol Cego e Veenstra. Uma ótima faixa da Marrakesh. Trabalhos paralelos de integrantes de alguns deste grupos, além de “Algum Lugar Dentro do Céu”, faixa recente da Dunas, que vive um momento de criação e de “iluminação” de dar gosto – no show na Wake Up Colab, a plateia, munida de instrumentos de percussão, foi convidada a criar junto com a banda.

Dá uma ouvida aí. É um recorte válido de um novo momento sonoro em Curitiba.

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 07/04/15 12:31:14 PM

Mais uma. Whales é o nome do projeto musical de Gianlucca Pernechele. Pink Floyd encontra Morphine, que esbarra um jazz maroto à sombra de Bon Iver. Curitiba, boa música. É só querer ouvir. “A cena em Curitiba é extremamente atrasada, meio conservadora.” Conheça a Whales:

Qual foi a última música que ouviu antes de responder a estas perguntas?

“Warm Shadow” – Fink

Quem faz parte do projeto Whales?

O projeto é, a princípio, solo. As composições, arranjos e execução das músicas até agora são de minha autoria. Mas a ideia é expandir, colaborar com outros músicos e trazer mais coletividade ao projeto.

Quando ele começou?

Em 2013, quando gravei “Somewhere Across the Water” no meu quarto, com um interface recém-comprada. Foi a pedido da artista Távia Jucksch, que queria utilizar a canção como trilha sonora em um vídeo para um projeto da época. Grande parte do incentivo de criar uma página, um “pseudônimo”, e soltar a composição na internet devo a ela.

Quais suas principais influências?

Principalmente Bon Iver, pelo estilo e atmosfera como um todo. Mas acho que o projeto bebe um pouco de tudo. Passando desde as últimas fases dos Beatles até Sigur Rós. Tem muito Pink Floyd também.

Pretende gravar ou lançar algo em breve?

Sim, o EP está em processo de gravação e criação. Por enquanto, existem só duas músicas gravadas e disponibilizadas na internet, lançadas em um espaço de mais de um ano. Agora, a intenção é levar mais a sério. Reunir outros músicos para colaborar, e assim ter o EP em mãos para mostrar até a metade do ano.

Como vê a cena musical em Curitiba?

Extremamente atrasada, meio conservadora. Pouco espaço para o cenário independente. Não vemos muitos bares e locais de eventos que incentivam a comunidade autoral, principalmente da onda jovem-indie que ultimamente vem mostrando muita qualidade.

De que forma se sente parte dela?

Não me sinto. Conheço, por exemplo, o circuito de eventos por tocar numa banda de jazz. E é um cenário desgastante em que as pessoas não comparecem propriamente para escutar a música. É muito mais um negócio do que arte. Quem sabe a porta de entrada para a cena efetivamente MUSICAL esteja no Whales.

Tem algum show marcado?

Não. A ideia é consolidar bem o material do EP e futuramente reunir músicos para uma performance ao vivo. Daí pra frente é tudo breu.

Páginas12345... 21»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Buscar no blog
Assine a Gazeta do Povo
  • A Cobertura Mais Completa
    Gazeta do Povo

    A Cobertura Mais Completa

    Assine o plano completo da Gazeta do Povo e receba as edições impressas todos os dias da semana + acesso ilimitado no celular, computador e tablet. Tenha a cobertura mais completa do Paraná com a opinião e credibilidade dos melhores colunistas!

    Tudo isso por apenas

    12x de
    R$49,90

    Assine agora!
  • Experimente o Digital de Graça
    Gazeta do Povo

    Experimente o Digital de Graça!

    Assine agora o plano digital e tenha acesso ilimitado da Gazeta do Povo no aplicativo tablet, celular e computador. E mais: o primeiro mês é gratuito sem qualquer compromisso de continuidade!

    Após o período teste,
    você paga apenas

    R$29,90
    por mês!

    Quero Experimentar