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Enviado por Cristiano Castilho, 09/02/15 6:47:36 PM

O Terno, ruído/mm e Tods são as atrações confirmadas da Volcano Apresenta #3. Os shows acontecem na Sociedade 13 de Maio no dia 14 de março.

Será o terceiro capítulo da corajosa iniciativa da Volcano Produções, de Alyssa Aquino e Pablo Arruda Busetti, integrantes da banda Audac. A ideia é aumentar o intercâmbio entre bandas de Curitiba e grupos de fora da cidade. Na estreia, em novembro do ano passado, Uh La La! e Audac receberam as paulistas Wry e Holger (leia sobre os shows aqui). Na Volcano #2, o Lendário Chucrobillyman deu as boas-vindas às bandas Inky e Mescalines, também de São Paulo.

Trio d'O Terno (Foto: Divulgação)

Trio d’O Terno (Foto: Divulgação)

Espécie de “banda-reverência” ao rock sessentista, O Terno é liderado por Tim Bernardes, filho de Mauricio Pereira (Mulheres Negras). É deles o multiviralizado clipe de “66”, música presente no primeiro álbum do grupo.

Dono de uns dos melhores discos nacionais de 2014 (Rasura), o ruído/mm continua a colocar cérebros para dançar. As apresentações recentes da banda conseguem aliar beleza e técnica de maneira impressionante. Quem também toca é a banda Tods, símbolo da resistência do rock curitibano dos anos 1990. (Veja o serviço completo do evento ali embaixo)

Quadra Cultural

Em dezembro, divulgamos por aqui que a Quadra Cultural se mudaria para a Pedreira Paulo Leminski. Mas faltava a confirmação da data. Ela veio: 11 de abril, um sábado.

As atrações principais são Moacyr Franco e Genival Lacerda. Também estão escalados Ivan Graciano (filho do casal Belarmino e Gabriela), Escambau, Iria Braga, e o bonequeiro Renato Perré. O evento será gratuito e haverá um sistema de transporte especial que incluirá um roteiro “sinalizado e monitorado” para quem quiser ir de bicicleta. Stay tuned.

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SERVIÇO

Volcano Apresenta #3

O Terno (SP), ruído/mm (CWB) e Tods (CWB)

DJs: Lacuz12 e Ale (Our Gang)

Soc. Operária 13 de Maio (Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, Curitiba)

14 de março, a partir das 22h

R$ 20 (na hora outro valor)

Ingressos Antecipados na Endossa Loja Colaborativa a partir de 20/2 (Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1.148). Fones p/ contato: (41) 9122-7640; (41) 9965-5613; (41) 9173 – 5000; (41) 9850-0007.

*Haverá tarde de autógrafos e venda de discos na Endossa, no dia 14 de março

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 02/02/15 2:17:14 PM

Uma história está se tornando perigosamente banal porque começamos a nos acostumar com ela: evento público em Curitiba termina em confronto entre população e Polícia Militar. O CarnaVibe, promovido pela primeira vez pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com o Club Vibe e a Academia Internacional de Música Eletrônica (Aimec), levou 40 mil pessoas à Marechal Deodoro no último domingo. Foi um dos maiores eventos a céu aberto de que Curitiba tem notícia.

Voltamos a 2012: uma confusão no Largo da Ordem no fim de uma das saídas do bloco Sacis e Garibaldis suscitou discussões sobre a ação da PM em determinados eventos públicos (e sobre os próprios eventos públicos espontâneos). À época, dois argumentos ganharam força: 1) o confronto aconteceu porque o Largo da Ordem é um espaço que não comporta multidões, já que tem vias estreitas e é apertado, enfim. 2) a PM está despreparada para agir neste tipo de manifestação cultural. Talvez porque elas sejam, mesmo, relativamente novas na cidade.

(Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

(Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Em 2014, a Fundação Cultural de Curitiba oficializou o bloco dos Sacis e Garibaldis. O trio e a multidão que o segue – ou seguia – a cada domingo pré-carnaval, teriam um espaço delimitado para circulação: a Rua Marechal Deodoro, mesmo local do desfile oficial, histórico e tradicional ponto de encontro de foliões na cidade. Se por um lado o evento perdeu sua espontaneidade, por outro imaginava-se que ganharia em segurança e infraestrutura.

O CarnaVibe nada tem a ver com os Sacis, bem sabemos. O público é outro, a música é outra. Mas o evento aconteceu sob a chancela da prefeitura de Curitiba e da Fundação Cultural de Curitiba. Num lugar pré-determinado. Todos sabiam onde e a que horas começaria; e onde e a que horas terminaria. Um plano de policiamento preventivo não deveria ser coisa de outro mundo. A causa do confronto entre PM e a população, portanto, não é uma questão geográfica. Retirar – à força ou com o aval do poder público – um grupo de determinado local não evita confrontos como o de ontem.

Toda a situação também suscita dúvidas sobre uma questão mais preocupante. Se é realmente um despreparo dos policiais militares para conter alguns arruaceiros de plantão – num evento de 40 mil pessoas na 44ª cidade mais violenta do planeta é esperado que alguém passe dos limites e precise mesmo ser detido – ou se a truculência é uma ação assertiva e consciente, já que a ideia-fixa do secretário estadual da segurança pública, Fernando Francischini, é “lei e ordem.” A quixotesca detenção de Marcos Cordiolli, secretário municipal de Cultura, reforça a impressão de que qualquer diálogo é subestimado em detrimento da força e da brutalidade. Não imagino Cordiolli, sujeito ponderado e inteligente, cometendo algum tipo de ato que justifique um “desacato à autoridade.”

(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

(Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

No dia 19 de janeiro, a jornalista Eliane Brum publicou um texto sobre os protestos em São Paulo. Ela viu o que viu e escreveu: “Neste caso, a PM não cometeria ‘excessos’ por despreparo – ou apenas por despreparo –, como já foi dito, mas como estratégia para esvaziar as manifestações. A meta seria impedir o exercício de um direito constitucional como forma de anular o potencial transgressor da reivindicação.”

Em São Paulo foi um protesto e não uma manifestação cultural legítima – o que é ainda pior no nosso caso. Mas, se for esse mesmo o cenário, configura-se uma espécie de terrorismo interno, às avessas, justamente porque começamos a temer o próprio Estado.

Enviado por Cristiano Castilho, 16/01/15 11:42:27 AM

A Fundação Cultural de Curitiba divulgou a programação do Carnaval 2015 (veja abaixo). São diversos eventos musicais entre 25 de janeiro e 17 de fevereiro, com destaque para a apresentação das bandas norte-americanas Man or Astro Man? e Godamm Gallows durante o Curitiba Rock Carnival, no estacionamento da Câmara Municipal de Curitiba. As escolas de samba desfilam novamente na Marechal Deodoro, no dia 14 de fevereiro.

Man or Astro Man?

Man or Astro Man?

O que chama a atenção é a participação reduzida do Bloco Garibaldis e Sacis, que sai às ruas somente em três ocasiões (duas no Centro de Curitiba e uma no Sítio Cercado). Vale lembrar que o bloco foi “transferido” para a Marechal Deodoro no ano passado, com o argumento de que o Largo da Ordem não suportava tamanha multidão. Historicamente, o grupo realizava quatro “saídas” nos domingos antecedentes ao carnaval.

Mais uma novidade: no dia 1.º de fevereiro, quem ganha a Marechal é o carnaval eletrônico, chamado de CarnaVibe. O projeto é uma parceria da FCC com o clube Vibe e a Academia Internacional de Música Eletrônica (Aimec). Entre os DJs escalados, estão a dupla paulista Dashdot. A programação traz ainda HNQO, Rolldabeetz, Aninha e Mateus B.

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Programação (todos os eventos têm entrada franca):

Garibaldis e Sacis

25 de janeiro – Marechal Deodoro – a partir das 15h
7 de fevereiro – Sítio Cercado – a partir das 15h
8 de fevereiro – Com Orquestra Contemporânea de Olinda na Marechal Deodoro – a partir das 15h

Eleição do Cortejo Real

30 de janeiro – Sociedade Treze de Maio – 19h30

Carnaval Eletrônico (CarnaVibe)

1 de fevereiro – Marechal Deodoro – a partir das 14h

Baile da Terceira Idade

10 de fevereiro – Salão Azul do Clube Curitibano – 14h

Desfile das Escolas de Samba

14 de fevereiro – Marechal Deodoro – a partir das 18h

Curitiba Rock Carnival
Sábado, 14 de Fevereiro – a partir das 13h

Movie Star Trash (Curitiba)
99Noizagain (Curitiba)
A Carne (Curitiba)
Motorama (Argentina)
Sugar Kane (Curitiba)
Goddamn Gallows (USA)
Man Or Astro Man? (USA)

Domingo, 15 de Fevereiro – a partir das 13h

Phantom Powers (RS)
Interceptor (SP)
Aloha Haole (PI)
The Brown Vampire Catz (Londrina)
The Anomalys (Holanda)
Ovos Presley (Curitiba)
Relespública (Curitiba)

Zombie Walk

15 de fevereiro – Trajeto a ser divulgado

Apuração do Desfile das Escolas de Samba

15 de fevereiro – Memorial de Curitiba – a partir das 15h

Carnaval Gospel

17 de fevereiro – TUC Galeria Júlio Moreira, Largo da Ordem

Bailes de Carnaval nas Regionais

16 e 17 de fevereiro – das 15h às 19h (infantil) e das 20h às 24h (adulto)

 

 

 

 

Enviado por Cristiano Castilho, 07/01/15 4:33:58 PM

Como um time de futebol memorável, uma banda pode ser lembrada por sua formação. Principalmente quando já tem algum tempo de estrada e quem está no palco acrescenta algo a mais, para além da música. É o caso da Audac, que anunciou a saída da baixista Debbie, uma das fundadoras do grupo.

Somada à timidez calculada de Alyssa Aquino (vocais e sintetizadores), a elegância despojada de Debbie no palco era parte da essência da banda, que também conta com Pablo Arruda Busetti (bateria) e Matheus Reinert (guitarra). Mas o mundo gira. Na entrevista a seguir, Alyssa fala sobre a saída da baixista e seu possível substituto, um provável disco para este ano e a expectativa para o show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no próximo dia 15 – a banda curitibana toca ao lado de Boogarins e O Terno.

Debbie (à esquerda) e Alyssa: "ninguém consegue substituir  ninguém." (Foto: Divulgação)

Debbie (à esquerda) e Alyssa: “ninguém consegue substituir ninguém.” (Foto: Divulgação)

Por que a Debbie deixou a Audac?

Então, a Debbie já estava morando faz algum tempo em São Paulo. Estava muito difícil conciliar ensaios e reuniões com a vida pessoal e profissional dela lá, e as oportunidades não param de surgir. Não tinha mais como, infelizmente. Mas eu não posso responder pela Debbie. Ela também fez as escolhas dela, sempre existem dois lados.

Já há um substituto(a)?

Já estamos ensaiando com um baixista, o Ramon Fassina. No momento estamos deixando tudo rolar naturalmente com essa formação, sem muita pretensão do que vai acontecer. Ninguém consegue substituir ninguém, somos todos diferentes, só temos que descobrir se é para melhor ou não. Estamos gostando bastante dos ensaios. Ele era o vocalista e guitarrista da Monaco Beach, banda muito massa aqui de Curitiba.

Talvez a Audac esteja no auge, com um disco bom nas mãos e shows recentes em outras cidades do país. Como a banda está lidando com a saída de uma de suas fundadoras justamente agora?

Eu acredito que se isso tivesse acontecido um ou dois anos atrás, teria sido muito mais grave. Provavelmente a banda não continuaria… mas de uns tempos para cá não estava mais sendo a mesma coisa, fiquei bem triste em perceber que já não estávamos todos indo para o mesmo caminho. Muito do que eu tinha medo de fazer sozinha, como compor, já vem dando muito certo. Foi assim que saiu Distress e Dark Side por exemplo. E compor com outras pessoas, como com o Matheus Reinert, também tem funcionado muito bem!

Viver de música está mais difícil? Há um limite para tentar isso em Curitiba, no Brasil?

Eu vivo de música. Se não pudesse tocar, com certeza seria muito infeliz. Poder fazer shows aqui e em outras cidades, ver pessoas felizes em ouvir, agradecendo pelo que a gente faz, isso já é muito do que eu preciso para viver. Agora, se você está falando de dinheiro, eu desencanei de buscar isso totalmente. Tem hora que dá e tem hora que não dá, hahaha.

Vocês tocam no próximo dia 15 no Circo Voador (RJ), ao lado de nomes interessantes do rock nacional atual (Boogarins e O Terno). O que esperam do show?

Muita ansiedade, primeiro show no rio, primeiro show de 2015, primeiro show com uma nova formação. Bandas incríveis das quais somos muito fãs! O Circo Voador é um palco que sempre quis muito conhecer e jamais imaginei que ia ser tocando. Será com certeza algo muito grande e especial!

Há previsão de um disco novo para este ano?

Tem muito material, muitas músicas, com certeza vamos lançar muito material novo. Ano passado, nós tentamos uma gravação, mas não conseguimos concluir o nosso objetivo. Ainda não era o momento. Esse ano vamos fazer com mais calma e aproveitar todas as parcerias e oportunidades que temos e que surgem sempre.

Enviado por Cristiano Castilho, 23/12/14 3:21:46 PM

Demorou, mas passou. Se 2014 chega ao fim num clima meio estranho – poxa, Joe Cocker foi mais um cara legal que morreu dia desses -, o lado bacana foi a alta qualidade da produção musical da cidade, que parece se horizontalizar (há pop, rock, pós-rock e rap bem feitos) ao mesmo tempo em que cristaliza algumas referências recentes como o ruído/mm, que atinge um patamar nacional.

No início do ano, noticiamos alguns lançamentos para 2014. Banda Gentileza, Naked Girls and Aeroplanes, Poléxia e Rosie Mankato ficaram na conversa. Mas bandas como Farol Cego (com Zênite), Dunas (com Boas Vindas), Watch out for the Hounds (Release the Hound) mostraram serviço em seus primeiros registros.

Sendo assim, como já é costume, o Pista 1 escolheu os melhores álbuns curitibanos deste ano. Listas, vocês sabem, servem principalmente para semear a discórdia. Por isso, comentem se acharem que algum disco deveria, por Deus, estar neste top 5. Só não nos xingue por termos opinião diversa. Como diz a Trombone de Frutas, “amemo-nos.”

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5 – Lindberg Hotel – Lindberg Hotel II

Claudio Romanichen é o cara. Lindberg Hotel é a banda. Se no primeiro registro, Lindberg Hotel I, o shoegaze e as guitarras espaciais encarnavam um My Bloody Valentine um pouco mais pop, Lindberh Hotel II fez das influências do músico um produto definitivo. Gravado 100% por Romanichen, o disco tem pegada lo-fi. Seu rock guitarreiro encontra a melhor forma em “Beatles Posters”, e na intensa “Spoiled Child”. O quinto lugar mostra mais uma vez que Curitiba, apesar de se fingir de boa moça, gosta mesmo é dos barulhos do mundo.

 

 

 

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4 – Charme Chulo – Crucificados Pelo Sistema Bruto

Um disco duplo em 2014, como assim? Pois é. Em 20 faixas, Crucificados Pelo Sistema Bruto é um pequeno estudo sobre a indústria musical, realizado com humor, bem-vindas curitibanices e referências inusitadas como a Oktoberfest, os playboys da Batel e o motel My Garden. A grande sacada da banda foi criticar o “sistema bruto” sem aquele engajamento fajuto que quase sempre soa anacrônico. O Charme Chulo, ao contrário, ri de si mesmo, e reflete a condição de uma banda de rock que está há mais de uma década na estrada perante um mundo musical contaminado. O disco tem algumas das melhores músicas lançadas por essas terras em 2014, como “Palhaço de Rodeio”, um serta-rock irônico sobre um peão desiludido que invoca Gian & Giovani; e “Dia de Matar Porco”, que venera salsichas. Apesar de tudo e de todos, há graça na música de Curitiba.

 

 

 

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3 – O Escambau – Novo Tentamento

O quarto disco da banda de Giovanni Caruso surpreendeu a muita gente por dois motivos: ousou ao costurar uma mistura de gêneros e influências – gospel, psicodelia, MPB, rock, brega, religiões, boemia, poesia – e tratou de resolver tudo isso com uma produção impecável (de Siri), que, por fim, valoriza tanto o instrumental do grupo quanto a peculiar voz de Maria Paraguaya. Por isso tudo, é como se Novo Tentamento fosse um disco de outro tempo, reencontrado agora. Não se parece em nada com o que o Escambau já fez; não se parece em nada com nenhum disco lançado no país neste ano. Não é uma “ópera rock profana” como a banda originalmente gostaria de concebê-lo. Mas tem algo de mítico sim, que evoca um possível encontro entre Pink Floyd em sua fase Ummagumma e eterna criança que é Arnaldo Baptista.

 

 

 

rasura

2 – ruído/mm – Rasura

É difícil mensurar, neste momento, os feitos do ruído/mm. Talvez só no futuro. A melhor banda de Curitiba colocou cérebros para pular no elegante introdução à cortina do sótão (2011). E agora parece nos desafiar, e perguntar: até onde você pode ir? E principalmente: aonde você quer chegar?

Produzido por Mark Kramer (Galaxie 500, Butthole Surfers e Urge Overkill), Rasura é uma pequena obra-prima que começa pela capa e pelo encarte, ambos extraordinários, arte dos designers Mário de Alencar e Jaime Silveira. E aí, talvez, esteja uma boa dica para se entender porque Rasura é um disco tão forte. A banda é coerente em todas as suas (inter)relações, e procura sempre se inspirar naquilo que lhe é mais importante: as pessoas, a natureza, o acaso.

Sobre a música, não há muito o que falar. Apenas que seu pós-rock ganhou contornos mais definidos e às vezes mais enxutos. E que “Penhascos, Desfiladeiros e Outros Sonhos de Fuga” pode ser a faixa perfeita para se ouvir tanto no espaço quanto na companhia de quem se sente saudade.

 

 

 

heavyboa

1 – Heavy Metal Drama – It Took You Too Long to Meet Heavy Metal Drama

Eles caminham por essa trilha há algum tempo. Rhony Guedes e Thomas Kossas (Rosie and Me), Francisco Conrado (Silver Salt) e Claudinha Bukowski (Copacabana Club), entretanto, nunca soaram tão naturais e despretensiosamente interessantes quanto no projeto Heavy Metal Drama.

O fator decisivo para a escolha da como o destaque de 2014 foi quase conceitual: a banda tem a coragem de se enfiar num nicho batido e desgastado, apesar de ainda jovem. O indie dançante e às vezes praieiro que propõem é menos óbvio do que aquele que se costuma ouvir por aí, principalmente em baladas de sexta e sábado. Há mais peso, ousadia e criatividade. É música que dá certo na pista, enfim, mas que não foi feita exclusivamente para elas. Não nasce em formato, por mais que possa se adequar a muitos.

“Overrated U”, que ganhou clipe, lembra os bons tempos do Kasabian. Já a levada sexy e o vocal preciso de “Tanned Blondie” sugere um Placebo menos afetado. Um baita registro, que comprova a capacidade de músicos da cidade de se reinventarem, mesmo em projetos paralelos. E de fazer tempestade quando sopra a brisa.

Enviado por Cristiano Castilho, 16/12/14 5:48:47 PM

Em 2015, a Quadra Cultural tem tudo para sair do São Francisco rumo à Pedreira Paulo Leminski. As conversas entre Arlindo Ventura, o Magrão (idealizador do projeto cultural e proprietário do Bar O Torto), o Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, a DC7 Eventos (responsável pela administração da Pedreira), e a Planeta Brasil (nova parceira da Quadra) “estão adiantadas”. “Dar continuidade ao evento é de interesse do município. As chances de acontecer na Pedreira são de 80%”, afirma Marcelo Contin, superintendente do Instituto Municipal de Turismo, órgão da prefeitura de Curitiba que está à frente das tratativas.

Quadra se despede do São Francisco em 2015 (foto: Brunno Covello/ Gazeta do Povo).

Quadra se despede do São Francisco em 2015 (foto: Brunno Covello/ Gazeta do Povo).

O próximo passo é a definição da data. Contin diz que o evento, que tradicionalmente ocorre no primeiro sábado após o carnaval, pode acontecer no fim de fevereiro ou no início de março – uma reunião deve ser marcada com a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) nos próximos dias para discutir a questão. Hélio Pimentel, diretor da DC7, empresa que administra a Pedreira Paulo Leminski, afirma que já houve contato da FCC para avaliar a possibilidade de realizar o evento na Pedreira. Mas as datas disponíveis, devido a agenda de shows internacionais (leia abaixo), seriam para janeiro e fevereiro. “O evento tem importância cultural para acontecer na Pedreira Paulo Leminski. E é interessante porque ‘acerta’ uma coisa que se tornou um problema”, diz Pimentel.

Formato e atrações

Na prática, a Quadra Cultural não mudaria de nome, teria entrada gratuita e aconteceria num sábado, entre as 11h e as 22 horas. O transporte também seria facilitado, por meio de ônibus especiais e pelo incentivo ao uso da bicicleta. Atração confirmada para o evento é Moacyr FrancoGenival Lacerda também está na mira, mas depende do apoio financeiro de parceiros. De Curitiba e região, por enquanto, estão escalados Ivan Graciano (filho do casal Belarmino e Gabriela), Escambau, Iria Braga, e o bonequeiro Renato Perré.

Tamanho

Outra proposta é levar também os bares do entorno do São Francisco até o local, em forma de barracas. “A ideia é repaginar o evento. Talvez não consigamos desenvolver tudo que queremos neste ano. Mas, num futuro próximo, podemos recriar a própria Rua Paula Gomes no espaço da Pedreira”, diz Patrick Cornelsen, da Planeta Brasil. Na última edição, em 2013, a Quadra levou 5 mil pessoas às ruas. “Vamos manter o tamanho original, e fazer um evento para 5 mil, 6 mil pessoas”, conta Cornelsen. A Pedreira Paulo Leminski, após a reforma, comporta até 27 mil pessoas.

Pedreira durante a Fan Fest, em julho: espaço tem capacidade para 27 mil pessoas (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo).

Pedreira durante a Fan Fest, em julho: espaço tem capacidade para 27 mil pessoas (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo).

Mudança

Realizada no entorno do Bar O Torto, no bairro São Francisco, entre 2010 e 2013, a Quadra Cultural foi cancelada em 2014 depois que o Ministério do Paraná ajuizou ação civil pública para impedir a realização do evento. “A Quadra não é unanimidade entre os moradores do bairro. Isso pesou também”, diz Magrão, para quem a mudança é ao mesmo tempo uma vitória e uma derrota. “A gente perde no que diz respeito à utilização do espaço público da região central. Mas vamos estar num lugar que é referência em cultura em Curitiba. E podemos atingir muito mais pessoas. Isso é uma vitória”, explica.

Kiss e Ozzy

A banda norte-americana Kiss e Ozzy Osbourne, vocalista do Black Sabbath, são, de acordo com Hélio Pimentel, diretor da empresa que administra o espaço atualmente, atrações confirmadas para a Pedreira Paulo Leminski em 2015. As apresentações ainda não têm data definida, mas acontecem durante o primeiro semestre do ano que já bate à porta.

Ozzy Osbourne, o Príncipe das Trevas, toca em Curitiba em 2015.

Ozzy Osbourne, o Príncipe das Trevas, toca em Curitiba em 2015.

Enviado por Cristiano Castilho, 09/12/14 4:44:24 PM

Há alguns anos, pouco depois do estouro inesperado da Banda Mais Bonita da Cidade, resolveram que o conjunto de alguns grupos que orbitavam esse microcosmo (Subburbia, Namorada Belga, One Sky Two Visions) seriam chamados de “novos curitibanos.” A ideia foi para as cucuias em tempo recorde. E hoje, diferente de outros rótulos que até conseguem definir um gênero musical no tempo e no espaço, não passa de piada.

O que faltou nessa fantasia, para além de “bandas legais fazendo um som legal”, foi uma sintonia primária e natural para além das similaridades musicais – aliás, nem isso aqueles grupos tinham entre si. Um projeto que nasceu neste ano, e que envolve, essencialmente, um pensamento em comum, pode de fato criar uma subcena coerente, seja lá como se chame. Mas não que precisemos.

My Glowing Lens, do Espírito Santo, estreia em Curitiba.

My Glowing Lens, do Espírito Santo, estreia em Curitiba.

Idealizado por Francisco Bley (vocalista e guitarrista da banda Dunas) e Lorenzo Molossi (baterista da Dunas e capitão do projeto Veenstra), o Coletivo Atlas, criado há alguns meses como plataforma de encontro e divulgação de grupos e artistas, estreia hoje “ao vivo.” My Magical Glowing Lens (ES), e as curitibanas Marrakesh e Farol Cego, todas integrantes do coletivo, se apresentam nesta quarta-feira à noite no DamaDame (mais informações ali embaixo).

“Tudo aconteceu de forma bem espontânea, não planejada. Nossa ideia era abrir espaço para receber novos projetos, e as pessoas começaram a mandar. Veio um monte de coisa, foi muito louco”, diz Bley. “Um monte de coisa”, hoje, resume-se a 16 projetos e bandas iniciantes mas não amadoras, como a Glowe, sobre a qual tratamos aqui.

Em termos práticos, o Coletivo Atlas disponibiliza um estúdio para que as bandas gravem suas músicas. E pretende lançar, daqui a algum tempo, uma coletânea em CD – fora a produção de eventos e shows, que deve aumentar a partir do ano que vem. “Mas a ideia ainda é embrionária”, enfatiza Bley. Em tempos de “clipe do ano, banda do século”, o cuidado é bem-vindo.

O projeto parece encontrar ecos Brasil afora. No Rio Grande do Sul há um coletivo chamado Honey Bomb Records, que “tem até uma casa própria!” No Espírito Santo, de onde vem (de ônibus) a My Magical Glowing Lens, a coisa anda parecida: gente que pensa da mesma maneira e que quer dividir para somar. Em Curitiba mesmo: recentemente houve a estreia da Volcano Produções, que pretende trazer bandas de fora da cidade para dividir palco com os curitibanos.

O Coletivo Atlas pode ser, sei lá, o embrião do nascimento de uma nova cena. Essa sim consistente, porque foge do artificialismo oportunista. Mas não que precisemos.

Serviço

Coletivo Atlas: My Magical Glowing Lens, Marrakesh e Farol Cego. Exposições: Sloppy Collage e Melanie Lamel. DamaDame (R. Tapajós, 19, Mercês). A partir das 18h. R$ 10.

Enviado por Cristiano Castilho, 08/12/14 12:45:30 PM

Há uma tese não oficial, mas empiricamente muito coerente, que diz que a cada 20 anos o rock olha no retrovisor e cria revivals espontâneos. Prova disso, nesses últimos tempos, foi a ressurreição de bandas de noise rock e shoegaze dos anos 90, como Slowdive, Swervedriver e Ride – para além de outros grupos “novos” que beberam dessa fonte aí, caso do Yuck, do Ringo Deathstarr etc. Por aqui, na terrinha, a coisa também está a dar frutinhos barulhentos.

A Sonora Coisa está de disco novo.

A Sonora Coisa está de disco novo.

As bandas curitibanas Sonora Coisa e Lindberg Hotel recentemente lançaram novos álbuns. A primeira divulga Lon G (Patetico Records), disco com seis faixas. Rafael Bührer (baixo e voz), Afonso Bührer (guitarra e voz), Luíz Zavan (guitarra e voz) e Henrique Thoms (bateria), brincam de noise pop e shoegaze em um disco consistente em sua proposta, apesar dos altos e baixos em relação à produção/mixagem, que às vezes soa comprimida, enlatada. “Arabian Spring”, por exemplo, com seu riff circular, evoca um Superchunk menos agressivo. É bonito de ouvir a guitarra lancinante de “Seesaw”, a la Ride, e a balada-experimento “Monologue”, que lembra a fase boa (eles tiveram uma) do Smashing Pumpkins, embora pareça que o próprio Dean Wareham, vocalista do Galaxie 500, tenha engrossado a voz e assumido os vocais de repente.

Por falar em Galaxie 500, a Sonora Coisa tem uma história muito boa. Mark Kramer, produtor da banda norte-americana – influência direta do Sonora Coisa – e de artistas como Butthole Surfers e Codeine, foi o sujeito que subiu e desceu botões durante a gravação do primeiro EP dos curitibanos, após descobri-los via Myspace. “Foi uma grande estranheza do destino”, escreveu o grupo em sua página no Facebook.

Voltando ao disco. Na metade final, há “Friendship”, cover do The Cigarretes. Baseada em voz e violão, parece não fazer muito sentido em todo o contexto. “By the Tide” experimenta com solos staccato de guitarra e a instrumental e “Bye” encerra o álbum com um groove barulhento que deve funcionar muito bem ao vivo. O show, aliás, é no DamaDame, dia 21 de dezembro – veja serviço completo ali embaixo.

Romanichen é o nome dele

A Lindberg Hotel, projeto de Claudio Romanichen, lançou há poucos dias seu segundo disco, Lindberg Hotel II. Conforme explicou ao site Defenestrando, a banda agora quer “fugir do fantasma do shoegaze”, embora o primeiro álbum seja muito interessante e tenha pequenas pérolas como a ótima “Heal”, música que poderia ser do My Bloody Valentine.

lindberg

Pelo que deu para perceber, Lindberg Hotel II, gravado 100% por Romanichen, está lo-fi e mais pop, na medida do possível. Destaque para as faixas “Beatles Posters”, pela atenção aos vocais, apesar de a gravação não colaborar tanto; a intensa “Spoiled Child” (a letra é ótima) e “Beggar Friend”, que, apesar de estar no fim do disco, dá uma guinada em toda a história com seu riff de guitarra maroto.

 

Programe-se

Sonora Coisa, La Vantage, Laundromaths e Cassandra.

DamaDame (R. Tapajós, 19, Mercês). Dia 21 às 18 horas. R$ 8.

 

Enviado por Cristiano Castilho, 14/11/14 12:50:18 PM

O segundo disco da Lemoskine deve demonstrar mais “contrastes” e falará mais “de nós”. Essas são as previsões de Rodrigo Lemos sobre o sucessor de Toda a Casa Crua (2012). Abaixo, uma entrevista sobre o novo álbum, a ser lançado no primeiro semestre de 2015. No final de tudo, você confere o documentário — lançado hoje — sobre o primeiro disco da banda. A direção é de João Marcelo e Rosano Mauro Jr. Ah, Lemos é o convidado da semana da série Acervo Pessoal, em que bambas da cidade escolhem seus discos favoritos. Domingo, no Caderno G. Stay tuned.

Qual foi a última música que ouviu antes de responder a essa entrevista?
Que interessante começar respondendo isso! Eu estava agora mesmo ouvindo a sessão de mixagem de uma faixa que gravei para uma coletânea tributo ao primeiro disco dos Raimundos. Se eu revelar o título, vai acabar estragando a surpresa, mas enfim. Estava escutando uma das canções desse álbum, de 1994, só que interpretada por mim.

Em que pé está o disco novo?
Ainda está saindo da concepção e entrando em pré-produção. Fiz algumas gravações com arranjos mas, por hora, a maioria das coisas está em meu celular e em minha cabeça, e em caderninhos espalhados pela casa…

Tem previsão de lançamento?
Em algum momento do primeiro semestre de 2015.

(Foto: Rosano Mauro Jr.)

(Foto: Rosano Mauro Jr.)

Já tem nome?
Há possíveis nomes. Só posso adiantar que é um disco que falará menos de mim, e mais de nós, enquanto humanidade. Estou supondo o ponto de vista de outras formas de vida, a nos observar. Que coisa, não? Uma “pira”. O trabalho vai neste sentido: escrever a partir de um conceito.

Para onde o álbum novo está caminhando em termos de sonoridade?
Deve vir mais carregado de contrastes entre orgânico e artificial; e com mais polidez também. A proposta do Toda a Casa Crua era passar uma ideia íntima e visceral. Agora acho que quero ser mais pretensioso em termos de sonoridade, ainda que possa falhar. Sinto que é um bom momento pra arriscar. Tenho escutado muita música com interesse rítmico. Então, esse viés (que já é bem presente em faixas como “Nessa Mulher”), tende a se tornar mais aparente nas coisas novas.

A banda que irá gravar o disco, qual é? Haverá participações?
Estou ensaiando com um time 2.0 que ainda conta com João Marcelo (baixo acústico), Luís Bourscheidt (bateria) e recebeu um “boost” nos graves com o Rodrigo Chavez (baixo elétrico, integrante do Trombone de Frutas). Com essa formação vamos começar os shows — o primeiro deles é neste sábado, em Maringá, pela Virada Cultural Paraná. E a partir daí, a idéia é separar umas semanas entre dezembro e janeiro para concluir os arranjos e gravar as músicas novas. Com certeza teremos participações extra, mas como ainda estou com o panorama incompleto, fica difícil sair distribuindo convites. Mas, há algum tempo gravei uma pontinha no álbum novo do China. Essa semana mesmo o intimei para participar numa faixa nova minha chamada “Pirão”.

 

Enviado por Cristiano Castilho, 06/11/14 11:34:49 PM

Era uma expectativa suficientemente honesta para te fazer sair de casa numa quarta-feira à noite, semifinal de Copa do Brasil. A banda Baleia, do Rio de Janeiro, fazia na quarta-feira (29) sua estreia em palcos fora do eixo Rio-São Paulo. O sexteto, cuja formação já contou com Luiza Jobim, a filha do Tom, estava empolgada para seu primeiro show no Paiol, este teatro meio surreal, mágico em sua essência, único em seu nome. Mas foi como se Moby Dick de repente encalhasse na praia mansa de Matinhos.

A pior forma de tentar ser original é reler, sem critérios críticos ou adaptações humildes, o que já é consolidado, defensável, respeitado como algo bom e eficiente. Mais triste ainda é praticar um pseudo-revival contemporâneo do que se tornou novidade há não muito tempo. Sentimo-nos uns trouxas por assistirmos algo piorado daquilo que ainda não precisava ser copiado, daquilo que ainda merece ser, ainda, compreendido.

baleia

A Baleia, em boa parte de seu show, transfigurou-se num Arcade Fire da Lapa. O incômodo não foi só na fragilidade instrumental, mas principalmente na postura da banda no palco. Havia algo de infantil, de previsível, de não espontâneo, ao mesmo tempo em que todos os seis pensavam estar, naquela uma hora e vinte, inventando a roda, recriando toda a história da música.

Pois tomemos como exemplo a última faixa executada, “Despertador”, “aquela de 10 minutos”, propagada pela vocalista Sofia Vaz como se fosse a arma secreta da banda. Os dez minutos, diferentes de narrativas sonoras já oferecidas por artistas pop tão distintos entre si como Legião Urbana (Faroeste Caboclo) e Gun N’Roses (November Rain), ou de viagens instrumentais justificadas e genuínas, caso do Sigur Rós — em um momento específico o guitarrista Felipe Ventura tocou seu instrumento com o arco do violino –, refletiram na verdade várias ideias não concatenadas, soltas mesmo. Por isso aquela guitarra estupidamente alta sem qualquer motivo agregador, a não ser fazer barulho quando não devia. Mas hoje parece fácil, afinal, fazer um bolo bonito apenas com restos de massa.

O mais triste em relação à Baleia é que a banda – se é límpida em seu disco Quebra Azul — parece não aguentar o tranco quando a coisa, ao vivo, demanda alma, aquele algo a mais que fazem as situações ordinárias parecerem menos piores do que realmente são.

Os bons momentos concentraram-se no cover improvável de “O Mar” (Dorival Caymmi) e “Little by Little” (Radiohead) – exibição azeitada, deu gosto de ver – e no pedido de namoro, ou seria de casamento?, de uma moça para outra, no meio do show. Foi o ato mais verdadeiro que o Paiol presenciou naquela noite de quarta-feira. Isso e as dancinhas do tecladista.

 

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