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Enviado por admin, 10/08/12 9:47:00 AM

O Espírito Santo é um daqueles estados brasileiros que têm peculiaridades que lhe dão características únicas. Ele faz fronteira, além de Minas Gerais, com Rio e Bahia – quase imbatíveis em suas manifestações culturais que explodem em cores e sons. Sua capital, Vitória, é a principal de um arquipélago composto por mais de 30 ilhas, que pontilham o litoral e evitam que as praias capixabas fiquem escancaradas.

Nereide Michel
Paisagem exuberante de Vitória inspira a sua moda.

É dos menores estados em extensão do país, mas nos tempos coloniais e imperiais assumiu – ou lhe foi colocada sobre os ombros – uma enorme responsabilidade: servir de obstáculo natural aos aventureiros sedentos pelo ouro das Minas Gerais.

Como fé nunca faltou aos seus povoadores e povo atual, foi literalmente abençoado pelo divino Espírito Santo e assim pode “cantar vitória” diante da diversidade dos seus atrativos naturais que se estendem da beira-mar às montanhas.

A sua população inclui descendentes de italianos e alemães, entre outros europeus, o que lhe deu um perfil empresarial reconhecido nacionalmente: Chocolates Garoto e Águia Branca, uma das mais importantes redes de transporte – terra e ar – são de lá. A integração entre nativos e representantes de outras raças resultou numa rica e variada bagagem cultural. Lá se dança a tarantela e o forró. Faz-se novena para Nossa Senhora da Penha e acompanha-se o ritual da Congada.

Nereide Michel
Entre o mar e a montanha nasce o estilo capixaba.

Com este cenário, o Espírito Santo faz a sua moda e dá conta do que produz. Arma passarela e estandes uma vez por ano para mostrar os lançamentos da temporada de verão. Marcas e estilistas inspirados pela localização geográfica do estado e pelas elevadas temperaturas, que fazem esquecer que existe um “inverno brasileiro”, investem na leveza, na praticidade e num certo ar tropical no desenvolvimento de roupas e acessórios. Não surpreende a força do jeans, a delicadeza dos tecidos fluídos e estampados e a primazia do sportswear – principalmente o focado no surfwear – em suas coleções.

A 5º edição do Vitoria Fashion Show, que aconteceu de 25 a 27 de julho, no Centro de Convenções de Vitória, resumiu com muita propriedade o espírito empresarial e o estilo jovial que impulsionam a produção do Espírito Santo. Na passarela, 9 marcas e designers, além da participação de novos talentos representados por estudantes de dois cursos de moda – FAESA e UVV – e no Espaço Business a participação de mais de 60 expositores.

ETIQUETA CAPIXABA
A moda produzida no Espírito Santo tem marcas com público ansioso por suas novidades além de suas fronteiras. São referências do estilo capixaba. Com experiência de muitos anos de mercado, elas mantêm fidelidade com a sua proposta, sem deixar de abrir espaço em suas indústrias para estratégias que ampliem sua competitividade e produtividade.

Lei Básica, Konyk e Cobra d´Água são marcas conhecidas dos curitibanos e encontradas em várias multimarcas enquanto Missbella tem loja própria no Parkshopping Barigüi e o seu alvo é a consumidora jovem e descontraída.

Cloves Louzada
Missbella,Verão 2013.

MISSBELLA, um refúgio especial e nada secreto inspira a marca no Verão 2013, a ilha de Mallorca, na Espanha. Modelagens amplas, esvoaçantes e fluídas fazem contraponto com silhuetas justas que modelam o corpo.

Cloves Louzada
Konyk,Verão 2013.

KONYK busca um reposicionamento de mercado para abrir novos pontos de venda e ampliar o seu público Brasil afora. A coleção Fresh I intercalou na passarela looks despojados e casuais com peças de alfaiataria como paletós, calças e camisas. Em comum, cores muitas cores.

Cloves Louzada
Lei Básica, Verão 2013.

LEI BÁSICA: a beleza ao ar livre tematiza o verão 2013 da marca – um convite para celebrar a estação mais esperada do ano. Malhas amplas, vestidos curtos mais estruturados, passando por midis e longos. Afinal, cada momento tem o seu look para torná-lo especial.

Cloves Louzada
Cobra d´Água, Verão 2013.

COBRA D´ÁGUA é um dos points dos surfistas. A marca tem no universo dos adeptos das ondas do mar o seu público-alvo. Um público privilegiado que conta com 9 mil quilômetros de litoral com suas inspiradoras paisagens naturais – que viraram estampa digital na coleção da marca.

DESPONTANDO
Presidium e Bendita Seja estrearam na passarela do Vitória Moda Show confirmando a vocação capixaba para uma moda leve, solta e muito feminina.

Cloves Louzada
Presidum, Verão 2013

PRESIDIUM: sua inspiração vem da Amazônia, percebida principalmente na estamparia, com destaque para a que reproduz um cocar indígena – elemento primitivo circulando pelas urbes contemporâneas.

Cloves Louzada
Bendita Seja, Verão 2013.

BENDITA SEJA: o cenário de verão – o mar, as dunas, o céu azul – por onde passa a Linha do Equador ganha uma interpretação lúdica e colorida na coleção da marca. Tecidos esvoaçantes acompanham os desejos e os sonhos femininos na estação mais sedutora do calendário.

ONDAS BRASILEIRAS
O mar é uma constância na paisagem capixaba. Por isso, não surpreende que a moda do Espírito Santo tenha uma forte influência deste habitat e de quem nele circula. O surfwear é um das suas mais fortes referências e um grande propagador do seu estilo de vida.

Origens, Landspride e Free Ocean estão entre as marcas que conquistam adeptos não apenas sobre as pranchas, mas também entre os que preferem ficar na areia. Além do apelo jovem, elas têm em comum a cultura da vida em liberdade, mas com profundo respeito pela natureza.

Cloves Louzada
Origens, Verão 2013.

ORIGENS: um toque saudável de nostalgia permeou o desfile da marca. E não poderia ser diferente uma vez que o seu verão, batizado de País Tropical, fala do jeitinho brasileiro de ser, nossos hábitos, cultura…

Cloves Louzada
Free Ocean, Verão 2013.

FREE OCEAN:Cultura Brasileira, Alma Sustentável, esta dupla proposta casou com perfeição na coleção da marca, que reproduziu nas estampas o samba, a capoeira, as paisagens naturais, a arte indígena e o sol. A cultura brasileira embalada por uma forte mensagem de preservação ambiental.

Cloves Louzada
Landspride, Verão 2013.

LANDSPRIDE: o verão 2013 da marca é um convite à integração de balneários que, mesmo distantes, “falam a mesma língua”, a dos Homens do Mar, tema da sua coleção. Nas estampas, as noites estreladas de Trancoso, o cenário exuberante do Espírito Santo e a beleza das praias de Santa Catarina. Modelagem confortável e solta baseada em pesquisa histórica de como se vestem os típicos pescadores do nosso litoral.

NOVOS TALENTOS

Os cursos de moda são considerados celeiros de talentos para a moda. Os do Espírito Santo estão sendo estimulados por instituições como a FAESA (Faculdades Integradas Espírito-santense)e UVV(Universidade de Vila Velha) que realizaram desfiles temáticos na abertura do Vitória Moda Show.

Cloves Louzada
Daniel D´Ávilla, Novos Talentos.

Na apresentação dos representantes da FAESA, que teve como inspiração a Exuberância no Caos, destacaram-se os trabalhos de Daniel D´Ávilla e Rômulo Bicalho. Entre os looks da UVV, que tiveram como ponto de partida a romântica e elegante Paris, Roberta Depes baseou os seus nas bailarinas de Degas.

Cloves Louzada
Rômulo Bicalho,Novos Talentos.

Matuta Reloaded, de Rômulo Bicalho, reuniu elementos da cultura indígena sob o ponto de vista da água, terra, fogo e ar. Elementos visíveis na estamparia de um vestido confeccionado em chiffon, poliéster e couro ecológico.

Cloves Louzada
Daniel D´Ávilla, Novos Talentos.

Experimentalismo, assinado por Daniel D´Ávilla, chamou a atenção pelo reaproveitamento de materiais como fitas VHS e caixas de leite na construção de vestidos com ares sofisticados.

Cloves Louzada
Roberta Depes, Novos Talentos.

Roberta Depes acertou o compasso no balé inspirada nas pinturas de Degas. Trabalhou com delicadeza o figurino das bailarinas em suas peças.

Enviado por admin, 23/04/12 10:15:00 AM

Mesmo com a concorrência instantânea das mídias ligadas à Internet, que num segundo “entregam” um produto a milhares de consumidores, os programas gerados pela televisão continuam exercendo um poder mágico. As novelas, não importa as inovações que aconteçam no seu entorno, revelam nas pesquisas de audiência sua força canalizadora de público. Hoje, como ontem ou mais distante no tempo, aparecer na rede, que comprovadamente tem mais aparelhos ligados nas suas atrações, é o sonho ou objetivo de empresários e designers principalmente os das áreas de moda e beleza. É uma vitrine que não tem comparação com nenhuma outra mesmo aquelas instaladas nos shoppings de maior movimento.

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Brinco de Maria Ignez no figurino de Mirta, de Jacqueline Laurence.

A designer curitibana Maria Ignez Simões tem vivido a emocionante experiência de reconhecer colares, brincos e pulseiras, que saíram de suas mãos, compondo figurinos de personagens – quanto mais polêmicos, melhor! – de novelas transmitidas pela Rede Globo. Ainda na recém-terminada Aquele Beijo, peças suas foram companhias assíduas de Jaqueline Lawrence, Elisângela, Elisa Lucinda e Leilah Moreno. Mas Deborah Secco, Flávia Alessandra, Camila Pitanga, Luiza Brunet e Débora Nascimento também passaram por alegrias e tristezas em looks complementados por criações de Maria Ignez.

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Íntima, de Elizangela, usa peça de Maria Ignez.

Persistência, insistência e paciência são recomendáveis a quem pretende furar “o cerco” ou derrotar a acirrada concorrência para conseguir os minutos de fama ao seu produto no valorizado horário nobre da Globo. E estas nunca faltaram à designer de bijuterias, que viu o seu sonho começar a se concretizar ao participar de feiras de negócios, como a do Senac Rio Fashion Business. Produtores da Rede Globo visitaram o seu estande e encantaram-se pelo colorido de suas vistosas peças. Não demorou muito e suas peças passaram a integrar o acervo do figurino mais cobiçado do Brasil.

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Grace Kelly, de Leilah Moreno.

COMO COMEÇOU
Maria Ignez Simões é apaixonada por bijuterias – que, segundo ela, combina mais com a sua personalidade ativa e irrequieta, sempre ansiosa por ver uma peça pronta. Na sua avaliação, o processo de criação na joalheria exige mais tempo de elaboração e confecção. A descoberta de sua vocação surgiu quando cursava Desenho Industrial – Projeto de Produto na PUC/Pr. Na época desenvolveu seus primeiros colares, brincos e pulseiras, que as amigas adoraram. E não parou mais –lhes dedica atenção integral imersa na pesquisa de materiais e na composição de cores e pedras que a seduzem e ativam a sua energia. A inspiração brota de fontes inesperadas: pode ser um lugar inusitado pelo qual passa, o comportamento de pessoas circulando pelas ruas, flores, arquitetura…

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Da faculdade para a telinha da Globo. No figurino de Diva (Elisa Lucinda).

COMO CONTINUA
O mais recente lançamento de Maria Ignez, em março, teve dupla comemoração: na mesma data, ela inaugurou também o seu showroom em Curitiba, na Villa Maria Antonio, um interessante espaço na Rua Gutenberg, que reúne designers de várias áreas.

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Peça da coleção Glamour, de Maria Ignez.

Cravejada de strass, a coleção Glamour tem a proposta de fazer as mulheres se sentirem divas. Ágata bruta, pérolas de água doce, madrepérola e outras pedrarias envolvem-se em prata 925 e se transformam em acessórios marcantes e cheios de brilho próprio. Mas para quem quer se sentir ainda mais especial, eis uma dica: Maria Ignez também desenvolve peças para atender o sonho de quem quer marcar de maneira única uma data “só sua”, como o Baile de Debutante ou a Festa de 15 anos.

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Ágata preta, pérola de água doce. quartzo fumê da coleção Glamour.

CHORINHO CHARMOSO

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Esther,de Julia Lemmertz, mima o seu bebê,que veste Paraíso. em Fina Estampa.

Não são apenas celebridades que exibem acessórios e roupas paranaenses. Outros personagens, digamos mais discretos embora importantes no enredo, aparecem vestindo-se na “última moda” nas telinhas da Globo. Filhos “de colo” – alguns até já aprenderam a falar e a andar – de sofridas mocinhas das novelas circulam elegantemente com a grife Paraíso Moda Bebê.

Uma das principais confecções do segmento infantil do país tem sede em Terra Roxa, município situado no extremo oeste do estado. A empresa, fundada por Celma de Assis Rossato, em 1992, quando a produção ainda era totalmente artesanal, conta hoje com dez unidades de produção e gera 800 empregos diretos e indiretos. Seu público-alvo é um consumidor muito especial – ele não manifesta ainda sua vontade na hora de escolher o que vai usar, mas tem mãe, avós, tias e madrinhas bastante exigentes para assumir esta tarefa.

Graças a este foco bem direcionado, a Paraíso Moda Bebê ajudou a impulsionar a industrialização de Terra Roxa, que atualmente conta com 48 fábricas voltadas ao mesmo segmento. Condição que transforma a região num dos mais importantes polos do setor do vestuário do Paraná – o que integra o APL – Arranjo Produtivo Local – Moda Bebê.

INFORMAÇÕES EXTRAS

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No colo de Paulo (Dan Stulbach)o bebê charmoso de Fina Estampa.

“Onde tem bebê na telinha, tem Paraiso Moda Bebê.” Este até pode ser um slogan a ser adotado pela empresa paranaense diante da constância com a qual os seus produtos aparecem na programação televisiva. Apenas nos últimos meses a confecção vestiu personagens de poucos meses nas novelas Insensato Coração, Aquele Beijo, Morde e Assopra, Passione, Fina Estampa, Ti-ti-ti e Malhação. Mas a participação não para aí: seus “ bebês” já foram vistos no Esporte Espetacular, Domingo Legal, na TV Fama, Rede TV e no SBT (Raul Gil).

Enviado por admin, 05/04/12 10:35:00 AM

Uma surpresa cinematográfica da temporada Oscar 2012 resgata memórias de um período em que o cinema ainda não era Technicolor. Uma época em que a fotografia ainda não havia capturado todos os tons da natureza. O que viria a seguir, graças aos avanços da Kodak e seu Kodachrome.

Quem viveu naquele tempo, vai lembrar. Quem não viveu, pode conhecer.

Vencedor de cinco Oscars, O Artista, dirigido por Michel Hazanavicius, em exibição nas salas de espetáculo da atualidade, reproduz nos detalhes – em preto e branco e sem palavras – a ansiedade gerada, entre os astros da Sétima Arte, pela inevitável chegada do cinema falado.

Os primeiros registros da moda no século XX foram feitos prescindindo das cores. Sem dispor em suas máquinas de uma paleta, que lhes possibilitasse reproduzir com fidelidade as criações de Dior ou Chanel, os fotógrafos traduziam no preto e branco, e suas nuances, o que estava diante dos seus olhos.

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Foto de Edward Steichen, um dos profissionais mais bem pagos na década de 20.

Pioneiros ou fotógrafos mais próximos de nós – Edward Steichen, Richard Avedon, Irving Penn, Cecil Beaton, Otto Stupakoff, entre outros – eternizaram no papel, silhuetas, tecidos e “cores” trabalhando expressivamente retratos em preto e branco.

Cineastas iconográficos, como o austríaco Fritz Lang e o britânico Alfred Hitchcock, também valorizaram os jogos de luz e sombra para conferir dramaticidade, emoção e suspense aos tramas projetados na tela. Envolvidos na linguagem específica dos claros e escuros, os cenários ganhavam no enredo a mesma importância dos personagens.Neles, residia o impacto que estes cineastas desejavam conferir a determinadas e decisivas cenas nos chamados filmes noir.

Depois vieram as cores, mas o retrato em preto em branco jamais perdeu o poder de magnetizar e de seduzir a platéia ao assumir força de expressão de sentimentos diante de olhos acostumados à onipresença do arco-íris.

Gio Soifer
Outono 2012, de Alexandre Linhares, “à margem e à sombra”.

O universo das imagens – fotos e filmes – faz parte do processo criativo do estilista curitibano Alexandre Linhares. A dramaticidade e o impacto emocional são motores que impulsionam os seus movimentos no manejo de agulhas e tecidos.

O preto e o branco, como os de um filme mudo, falam nas suas tramas. Das cores, contudo, ele não foge, muito pelo contrário, ganham presença expressiva no enredo que cada uma de suas coleções conta.

Gio Soifer
O vermelho, forte e expressivo, abriga no Outono 2012, de Alexandre Linhares.

Para Alexandre Linhares, as roupas não são apenas produtos na arara – são resultado de um projeto que envolve foto, filme, trilha sonora – tal qual uma fita que se assiste em grandes e pequenas telas. A proposta é muito clara, cada lançamento seu transforma em personagens-cúmplices uma “platéia” magnetizada pelas suas criações.

Gio Soifer
À margem dos trilhos, à sombra dos mangueirais. Outono 2012, de Alexandre Linhares.

“Estrelas” e “astros” se integram à sua obra completa – roupa, foto, filme, trilha sonora – e agem com igual dramaticidade assim que se deparam com a sua imagem refletida num espelho/tela – vestindo Heroína, a grife de Alexandre Linhares. A silhueta ganha simbiose “à margem e à sombra” – tema da coleção Heroína/ outono 2012 – perfeita com a roupa…

Ou com o enredo assinado por Alexandre Linhares, com fotos de Gio Soifer, filme com trilha sonora de César Munhoz, estrelado por Lívia Deschermeyer e com maquiagem de Thifany F.

PALAVRAS DE ALEXANDRE
(sobre o seu Outono 2012)

Gio Soifer
Alexandre Linhares, Outono 2012.

“Quando eu falo de sombras, não me refiro ao lado sem luz. Lá é breu e sombras estão intensamente ligadas à claridade. À sombra, florescem vidas delicadas e sem espinhos, frescas em composição – e orquídeas precisam de um ambiente assim.
Na minha jornada incansável à procura do que me surpreenda e que possa cobrir lacunas ainda com frestas no meu interior, me deparei com uma miragem. À margem direita do trilho do trem, habitam pessoas inocentes em si e sombreadas por uma sociedade que a muito não vê além do quadro da alienação. Ilhadas nelas mesmas, estão expostas ao nada e corrompidas pela inocência de uma locomotiva ligeira e breve que venta em meia dúzia de camisetas no varal. Eu cheguei até lá e são essas pessoas que me inspiram nessa coleção.

“à margem e à sombra” tem foco nas mangas – deliciosa sombra da mangueira, manga doce; manga que escorre pelas mangas… “arregaça essa manga menino!.. não, não limpa o nariz na manga!”.

INFORMAÇÕES EXTRAS

Gio Soifer
Ferrugem dos tampos marcados pelo tempo impressa na peça de Alexandre Linhares.

- Para Alexandre Linhares caminhar pela cidade é mais que ir de um lado para outro. Seus olhos insistem em descobrir o além da paisagem. Na coleção “à margem e à sombra”, estão peças oxidadas, submetidas à ferrugem, colhida de tampos no chão, no centro curitibano.

- Falando em temporada de lançamento: mudança no calendário da moda brasileira. A São Paulo Fashion Week Verão 2012/2013 transferiu para junho a sua realização – de 11 a 16.
-Minas Trend Preview/ Verão 2012/13 acontece de 25 a 29 de abril.
-Paraná Business Collectionq Verão 2012/13, de 26 a 30 de junho.

Enviado por admin, 22/03/12 11:18:00 AM

Curitibano que é curitibano, de certidão de nascimento ou vontade própria, conhece os personagens da cidade – que aliás, completa 319 anos dia 29 de março. Três séculos e quase duas décadas de gente muito interessante povoando suas ruas e o imaginário de moradores, que registram estas figuras em sua memória, tratando-as afetivamente, conscientes da necessidade de preservar a cultura local.

Uma destas figuras emblemáticas, que ganhou popularidade quando a Rua XV desabrochou em flores na década de 70, é a Mulher da Cobra. Vendedora de bilhetes de loteria, que faz soar, com voz forte, clara e irretocável para sua profissão, os palpites do dia. Captados até por ouvidos menos atentos.

Teresinha dos Santos é o seu nome e um pouco de sua história foi resgatada pelo jornalista José Carlos Fernandes numa de suas crônicas das sextas-feiras na Gazeta do Povo. Conta ele que a cobra fez a felicidade de alguns passantes da Rua das Flores, que não resistiram ao canto de sereia da Teresinha. Ela lhes vendeu os números da cobra, que renderam R$100 mil reais aos sortudos. Felizarda também poderia ter sido ela, que não soubera interpretar um sonho que tivera na véspera: nele, sua sogra lhe dera de presente um pacote de arroz. Pensou na “delicada” borboleta, mas era “cobra” mesmo, lembra com bom humor nossa personagem.

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Bolsa Cris Pinerolli, Inverno 2012

E não é que a cobra entrou na moda? Depois das peles de tigre, onça e zebra, estampando os mais diversos produtos, agora é a da exótica píton, a que mais se vê nas vitrines renovadas para o outono/inverno.

Curitibana, Cris Pinerolli, com certeza, já ouviu a Mulher da Cobra gritar várias vezes o número da sorte na esquina da Monsenhor Celso com a Rua das Flores. Sua aposta profissional também reserva um espaço importante aos ofídios. Designer, ela inclui em suas coleções uma matéria-prima especial, escolhida na ponta dos dedos, para conferir sofisticação e exclusividade a bolsas e outros acessórios. A pele de Python é uma das suas prioridades no desenvolvimento de modelos que têm como alvo uma mulher que valoriza produtos de qualidade, com acabamento perfeito e com muita personalidade.

“Uma consumidora que não se importa em
investir numa bolsa quando reconhece nela estilo e atemporalidade”, define Cris Pinolli, que um dia, resolveu mudar o seu destino. Formada em Fonaudiologia, desistiu da profissão ao descobrir os criativos horizontes que o design de acessórios lhe abriam.

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Bolsa Cris Pinerolli, Inverno 2012.

Há quatro anos, lança coleções de acessórios confeccionados com peles exóticas, uma opção que combina em gênero e número com a sua filosofia de trabalho: detalhista e perfeccionista. Cada bolsa produzida em seu atelier é única e exclusiva justamente pelo material e o tratamento nela utilizados. A combinação de texturas, por exemplo, evita “uma linha em série”. Por isso, a Python é um dos materiais mais gratificantes para quem opta pela inspiração artesanal na criação de peças: cada corte da pele é muito bem pensado e calculado para que as escamas fiquem na posição central e valorizem o produto.

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Cris Pinerolli, Inverno 2012.

Sobre a evolução da matéria-prima escolhida para compor suas coleções, Cris destaca que elas estão ganhando cada vez mais maciez no seu curtimento, o que amplia as possibilidades de desenvolver acessórios com acabamentos metalizados, encerados, com pouco ou mais brilho, e em diversas cores.

A designer lança duas coleções por temporada no Minas Trend Preview, em Belo Horizonte, e também nas feiras Galeria Show Room e TM, em São Paulo. Participações que lhe abrem perspectivas de negócios e prospecção de novos clientes em todo o Brasil. Hoje, os acessórios Cris Pinerolli – bolsas, carteiras, cintos e pulseiras em couro legítimo e selecionado – são encontrados em 40 lojas espalhadas pelo país.

Para o verão 2012/13, a designer revela que nas suas novidades vão imperar cores como turqueza, laranja e amarelo, incluindo tons fortes e pastéis, completando uma paleta com 21 opções.

INFORMAÇÕES EXTRAS

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Cris Pinerolli, Inverno 2012

- As peles de Python utilizadas na confecção dos acessórios de Cris Pinerolli são importadas da Birmânia, curtidas no Rio Grande do Sul e trazem certificação e numeração controladas pelo IBAMA.

- Minas Trend Preview, que inaugura a série de lançamentos para o Verão 2012/13, vai acontecer de 25 a 29 de abril, em Belo Horizonte. Outros eventos com datas confirmadas são Fashion Rio, de 22 a 26 de maio e Paraná Business Collection, de 26 a 30 de junho.

- A snakemania está invadindo as vitrines curitibanas. Opções incluem produtos em pele legítima e certificada, estampas, que imitam pele de cobra em roupas e acessório, e linhas fabricadas em material fake. A febre, provocada pela picada da serpente, seduz consumidores de todos os gostos e poder aquisitivo.

Enviado por admin, 07/03/12 11:36:00 AM

Icarius de Menezes, curitibano, morador do Alto da XV, na Ubaldino do Amaral, proximidades do campo do Coritiba. Descobriu-se como estilista ainda criança, observando sua mãe, bonita e elegante. Foi para São Paulo, formou-se na Santa Marcelina, lançou coleções polêmicas e denunciadoras envolvendo estética e saúde.

Gilson Camargo
Cirurgia plástica na visão de Icarius, coleção desfilada em Curitiba.

Um belo dia, Icarius afivelou malas e desembarcou no epicentro da moda internacional – Paris e Milão. Desfilou nas semanas das duas cidades, nos primeiros anos do século XXI. E foi absorvido pela indústria italiana, primeiro, como diretor criativo da Lancetti, do costureiro Pino Lancetti, e depois, na equipe dos controvertidos jeans da Diesel.

Icarius faz parte do grupo, ainda limitado, de profissionais brasileiros que frequentaram ou se mantém ativos no line up internacional. Além dele, Fause Haten, Walter Rodrigues e Amir Slama, quando ainda comandava a Rosa Chá, sentiram o gostinho de pisar passarelas além de nossas fronteiras. Já Alexandre Herchcovitch e Carlos Miele colecionam carimbos no passaporte da moda e continuam mostrando coleções no cenário nova-iorquino. Por sua vez, Pedro Lourenço, já liberto da aura de garoto prodígio, firma seu talento no exigente ambiente parisiense.

GAUCHESCAS
Carlos Miele é, sem dúvida, um dos empresários da moda brasileira mais bem sucedidos no mercado internacional. A Osklen, de Oskar Metsavahat, mesmo sem marcar presença em fashion weeks fora do país, ganha destaque no hemisfério norte, graças a lojas inauguradas na Itália, Japão e Estados Unidos, que exibem o invejado brazilian lifestyle em suas vitrines.

A apresentação de Carlos Miele nas passarelas de Nova Iorque é sempre aguardada com bastante interesse principalmente pela conceituação dos seus desfiles. O designer jamais cortou as raízes do solo onde nasceu a marca. Sensualidade, feminilidade e sustentabilidade estão na fórmula de suas coleções – de alma brasileira, sem dúvida, nas inspirações baianas, cariocas e de outras praias abanadas pelos coqueirais. Nesta temporada, Carlos Miele mira o sul brasileiro para assinar o Outono/Inverno 2012. Uma surpresa bem recebida pelas críticas de moda, como a temida Suzie Menkes, que compõem a fila A da Mercedes Benz Fashion Week.

Marcelo Soubhia Agência Fotosite
Elegância altiva da gaúcha na passarela nova-iorquina.

A elegância depurada das gaúchas foi reinterpretada pelo estilista segundo um olhar cosmopolita. Um modo de vestir bem composto e ao mesmo tempo pleno de praticidade, como pede a tranquilidade da vida nas estâncias. A liberdade de cavalgar por campos de horizonte aberto se traduz numa beleza em movimento.

Fernanda Calfat
Poncho, calça bombacha, lenço dos Pampas, interpretados por Miele.

Assim Miele trabalhou o tema: os padrões dos tradicionais ponchos gaúchos inspiraram imagens geométricas; tons de dourado e nude foram transferidos da paisagem natural do sul do país à sua paleta e estampas orgânicas fazem referência ao gato dos pampas, felino nativo da região. As silhuetas alongadas valorizam as formas e enfatizam a altivez da gaúcha, que não dispensa chapéus e faixas, complementando looks, como os que aparecem ao longo da coleção. Volumes refinados e texturas tridimensionais resultaram de técnicas artesanais como tiras tecidas, bordados com metais e sobreposições de tecidos tão ao gosto das prendas.

As gaúchas, aliás, viraram musas na temporada: além de Carlos Miele, a Hermès, assinada por Cristophe Lemaire, capturou ao unverso hípico – base da marca – calças bombachas, botas, lenços e outros acessórios que compõem o estilo de quem vive nas estâncias. Um ambiente de luxo fora do cenário agitado das urbes.

INFORMAÇÕES EXTRAS
A passarela do Verão 2012/2013 já começa a ser instalada nos principais eventos de moda do Brasil.

-Minas Trend Preview, em Belo Horizonte, de 25 a 29 de abril, abre a série de desfiles da temporada.

-Fashion Rio reservou a data de 22 a 26 de maio para os seus lançamentos.

- Paraná Business Collection, evento oficial da moda paranaense, acontece em Curitiba, de 26 a 30 de junho.

Enviado por admin, 16/02/12 8:11:00 PM

Direito universal de quem dá duro no batente o ano todo – conquistado, diga-se de passagem, a custa de muito suor – as férias não dão férias para a moda. Afinal, basta escolher um destino para os dias de folga que já se começa a pensar no que colocar na mala. Trabalho extra para os estilistas, que lançam coleções de verão mirando também o consumidor que, evidentemente, não vai deixar em casa as novidades mostradas na passarela.

Afinal, não existe um “uniforme” para ser usado na época em que o relax comanda as ações – a menos que se vá para um SPA onde é obrigatório o uso do roupão com a logo da empresa bordado no bolsinho superior. Longe dos compromissos e das pressões da agenda, tudo o que se quer é esquecer a rotina do cotidiano – menos, é claro, os lançamentos em roupas e acessórios.

As temperaturas elevadas do verão proporcionam mais tempo ao ar livre e dão oportunidade para que os corpos fiquem mais expostos – liberados, enfim, dos protetores agasalhos, inevitáveis no outono e no inverno. Clima favorável que transforma a estação em musa inspiradora para profissionais da moda que conseguem captar emoções e comportamentos avivados, por exemplo, numa temporada de praia.

Divulgação
Oskar Metsvahat, criador do conceito da Osklen.

Oskar Metsavaht, o seu estar de bem com a vida reflete-se no conceito de sua marca.

Chanel, Emilio Pucci, os irmãos Azulay e Oskar Metsavaht foram fisgados pelos encantos das areias e do balanço das ondas. Ouviram o canto da sereia e transferiram para panos um jeito de vestir que virou mais do que um modismo de verão: consagrou-se como um estilo de vida.

Reprodução
Chanel sob o sol do verão no sul da França.

Chanel em sua vila na Côte D´Azur: roupas confortáveis podem ser elegantes.

CHANEL
Chanel foi uma revolucionária dos usos e costumes do seu tempo. Com a pele amorenada durante um cruzeiro, desembarcou em Paris e lançou o “bronzeado”, imagem, logo invejada, de quem era bem de vida e tinha condições financeiras para desfrutar de férias al mare. Também de períodos passados no litoral da Normandia ou nos veraneios de sua chique vila na Côte D´Azur, nos anos 30, resultaram roupas confortáveis e charmosas.

Chanel inspirou-se no que vestiam pescadores e marinheiros para criar calças largas, cintura alta, as famosas pantalonas, e outras peças leves em jérsei, que cortaram finalmente as “amarras” das repressoras vestimentas femininas. Aliás, foi na Normandia que Chanel abriu sua primeira loja impulsionada pelo que estava vendo e sentindo numa temporada de praia.

Reprodução
Motivos geométricos e coloridos, assinados por Pucci.

A história da moda reserva capítulo especial para a contrastante estampa Pucci.

EMÍLIO PUCCI
Emílio Pucci, como Chanel seu nome ainda integra o line-up dos desfiles de alta-costura dos anos 2000, firmou um estilo de vestir embalado pelas águas azuis que banhavam a paradisíaca Ilha de Capri. De olho na movimentação do Jet set internacional, que frequentava o badalado balneário, este marqueteiro nato abriu em 1949 uma boutique no resort.

Pucci se deixou envolver pela alegria e descontração, presentes nos dias ensolarados, e lançou estampas com cores contrastantes – que são a cara do verão –impressas em lenços, vestidos, blusas, maiôs e biquínis, que viraram um hit também em outras praias. Muitos creditam ao costureiro a criação da calça Capri. Tudo a ver.

Reprodução
Criações de Pucci nos editoriais de famosas revistas.

Balneários freqüentados pelo Jet set internacional: cenário de inspiração para um aristocrata estilista italiano.

Agência Fotosite/Divulgação
Verão 2012 da Blue Man reativa o espírito da grife.

Praia, sol e mar pautaram o estilo de
vida descontraído absorvido por David Azulay.

SIMÃO E DAVID AZULAY
Os irmãos Azulay, Simão e David, embora nascidos em Belém do Pará, são citados com méritos entre os personagens emblemáticos que assumiram o lifestyle carioca como fonte de criação para roupas e acessórios. Simão comandou uma das mais badaladas grifes com esta pegada, a Yes Brasil.

David, assinando a Blue Man, vestiu (ou desvestiu?) muitas musas do verão brasileiro, como Rose di Primo. Nos anos 70, enquanto se bronzeavam nas areias e se refrescavam nas águas do Atlântico, as garotas de Ipanema – o território mais democrático do mundo – exportavam um estilo de vida, invejado por mulheres européias e americanas.

Duas peças eram out na temporada carioca: biquíni de amarrar, tanga, fio dental, asa delta, modelos confeccionados em jeans ou com arremates artesanais, faziam as delícias do lado de cá do Equador. Nas praias imperava a marca Blue Man, com suas estampas tropicalistas, que iam de Carmen Miranda a cajus, abacaxis e bananas. Fugindo das abordagens para internacionalizar a sua marca, David Azulay bateu o pé: o biquíni era uma preferência nacional à qual os gringos tinham que se adaptar e não o contrário.

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Das areias de Ipanema para o mundo.

O biquíni amarradinho é uma “instituição nacional”. Quem contesta?

OSKAR METSAVAHT
Um gaúcho, de nome complicado, Oskar Metsavaht, foi o responsável por reavivar o famoso lifestyle carioca: descompromissado, à vontade e de bem consigo mesmo. Médico por formação, especializado na França, em Medicina Esportiva, descobriu, equilibrando-se sobre uma prancha de surfe, o remédio para os males de um espírito inquieto: integrar-se à natureza. A primeira loja batizada Osklen surgiu em Búzios, litoral carioca, em 1989, vendendo casacos para enfrentar nevadas… Um contraste com o cenário que pintava do lado de fora. Explica-se: adepto dos esportes radicais, Oskar testou em suas expedições montanha acima, várias opções de agasalho para enfrentar as intempéries.

Pegando onda Oskar desenvolveu bermudas confortáveis e estampadas com hibiscos – as flores havaianas impressas nas roupas foi um lançamento seu – disputadas pelos meninos do Rio e adjacências. Daí a inspiração sportswear, onipresente nas suas coleções. Depois da experiência em Búzios, o empresário abriu loja da Osklen no Fashion Mall, na Gávea e fincou estacas também em Ipanema, com endereço na Praça Nossa Senhora da Paz.

A Osklen começou trajetória nas passarelas mostrando pela primeira vez sua linha jovem, linda e solta em um desfile no Copacabana Palace em 1992; em 2003, estreou na São Paulo Fashion Week. São sintomáticos os temas de suas coleções, uma forte relação entre o esporte e a natureza, que define bem o seu conceito de moda e de vida do seu idealizador: Surfing the Mountains; Vento; Austral; Surfing in the Mountains –Himachal Expedition; Ipanema; Amazon Guardians; United Kingdom of Ipanema; Surfing the City; Chuva de Verão; Rising; Oceans

Uma fórmula de moda saudável que hoje é encontrada em vitrines nacionais e internacionais – com lojas Osklen em Milão, Roma, Tóquio e Miami. Oskar surfa, desbrava florestas e se integra ao cenário. Um estilo construído com trânsito livre entre o esporte e as tendências da temporada e com fronteiras abertas ao respeito à Natureza! Essência de uma moda com raízes brasileiras, que estende ramos para abrigar à sua sombra expectativas globalizadas.

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Sobre e sob as ondas, inspiração para a Osklen.

Mergulhos em águas profundas tematizam a coleção Ocean, verão 2011/12 da Osklen. Natureza sempre presente na essência da grife.

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Um estilo de vida acessível nas araras da Riachuelo.

O lifestyle carioca se espalha pelo país em coleção assinada por Oskar
Metsavaht para a lojas Riachuelo.

Enviado por admin, 01/02/12 12:43:00 PM

-Alexandre?
-Presente!
-André?
-Presente!
-Fause?
-Presente!
-Fernanda?
-Presente!
-Glória?
-Presente!
-Jefferson?
-Presente!
-João?
-Presente!
-Juliana?
-Presente!
-Lino?
-Presente!
-Mário?
-Presente!
-Reinaldo?
-Presente!
-Ronaldo?
-Ausente.
-Samuel?
-Presente!
-Tufi?
-Presente!
-Walter?
-Transferido.

Quem se sentou em bancos escolares já ouviu o seu nome na voz alta de um professor, zeloso em conferir a sua presença na sala de aula. Não importa a idade ou ano letivo, todos passam por esta experiência: aguardada com ansiedade pelos mais “soltinhos” e com temor pelos tímidos da turma. Mesmo nos dias de hoje a chamada mostra sua eficiência para registrar quem está ou não diante do seu mestre.

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Fernanda Yamamoto, talento confirmado na passarela da SPFW.

Estamos em plena temporada de lançamentos das coleções para o Inverno 2012: os eventos se sucedem e como estudantes bem comportados, estilistas mostram na passarela as lições aprendidas em meses de estudos, alguns solitários, outros, resultado de trabalho em equipe. Muitos recebem nota alta, acompanhada por um “voto de louvor”, dada pelos temidos editores de moda. Alguns, contudo, passam “raspando” e têm ainda os que reprovam.

Coleções, não raras vezes, são desenvolvidas a partir de uma inspiração, ou pesquisa por um tema, que unifica roupas e acessórios tornando-os mais identificável junto ao consumidor. Na verdade, são iscas lançadas para fisgar quem compartilha vivências semelhantes, se insere no universo que lhe serve de ambientação ou deseja assumir personagens que estão na origem dos lançamentos para a temporada – mostrados em primeira mão nas salas de desfile.

A São Paulo Fashion Week, que já foi denominada Morumbi Fashion Brasil, nos seus primórdios – e lá se vão 32 edições –é um dos mais antigos eventos de moda do país. Condição que lhe permitiu desfilar veteranos e calouros em sua passarela Inverno 2012, instalada no prédio da Bienal, no Parque Ibirapuera, entre os dias 19 e 24 de janeiro.

Participantes igualados todos no objetivo de dar silhuetas, cores e padronagens à estação das temperaturas baixas. Nem sempre, eles respeitaram as características rígidas que acompanham o descritivo das quatro mudanças mais importantes do calendário. Afinal, a própria Natureza não lhes serve mais de exemplo.

Na hora da chamada, a maioria disse presente e duas ausências foram justificadas. A de Ronaldo Fraga, um dos veteranos da SPFW, e um dos mais brilhantes dos seus pupilos, trancou matrícula neste ano letivo. Segundo ele, para deixar contestações e indagações ganharem vigor na sua inquieta mente. O estilista busca soluções mais condizentes com os elementos de sua fórmula moda + consumo no universo brasileiro. Já Walter Rodrigues, também da turma dos veteranos, pediu transferência de colégio: há algumas temporadas mostra suas coleções no Fashion Rio.

A moda, ao contrário das Ciências Exatas, que não sobrevivem sem o rigor de cálculos matemáticos e de experimentações em laboratório, permite deixar voar a imaginação. A criatividade, que se espera como diferencial em roupas e acessórios, pode buscar inspiração em livros, filmes, em tempos atuais ou na mais remota civilização. Ou até nas lembranças estudantis.

É tarefa do estilista traduzir seus sonhos e devaneios numa coleção que, para não ser reprovada, não pode descuidar da correção de uma roupa bem costurada e um caimento impecável. E se ela ainda atender aos “sonhos e devaneios” do seu consumidor, sem dúvida, este aluno vai passar de ano com nota máxima!

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Alexandre Herchcovitch, Inverno 2012.

O veterano Alexandre Herchcovitch foi o aluno mais aplicado da temporada: lançou três coleções, uma masculina (que remete à sua infância e aos anos passados num colégio judaico ortodoxo), uma feminina e a da marca Herchcovitch, de jeans.

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Coleção Inverno 2012 Alexandre Herchcovitch, inspiração nas mulheres.

Na coleção feminina Alexandre Herchcovitch se deu ao luxo de dispensar uma temática: exercitou-se com as várias silhuetas já riscadas no seu caderno de anotações.

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Alexandre Herchcovitch, Inverno 2012.

Alexandre Herchcovitch mergulhou nas lembranças da infância num meio hebraico ortodoxo para desenvolver o seu Inverno 2012: transferiu para a modernidade as mais enraigadas tradições judaicas com ênfase no vestuário.

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Jeans Herchcovitch, lançado no Fashion Rio.

Jeans, sempre associado ao mundo jovem – forever young – com a assinatura Herchcovitch passeou pelos ateliers de artistas nova-iorquinos para ganhar textura e formato. Coleção mostrada no Fashion Rio.

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Andrá Lima/Inverno 2012.

André Lima não se desvencilha de sua infância vivida nas paisagens luxuosas do Pará, com sua flora exuberante e os tecidos multicoloridos, vendidos pelo pai mascate. Continua fiel à temática, o que o leva também a outras paragens igualmente exóticas.

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Fause Haten, Inverno 2012.

Fause Haten, estilista-cantor viu filmes do ator-cantor Elvis Presley e neles encontrou mocinhas e mocinhos que formataram silhuetas de sua coleção. De “Feitiço Havaiano”, um dos sucessos do rei do Rock, capturou flores e folhagens para estampar a coleção FH por Fause Haten, Inverno 2012.

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Fernanda Yamamoto, Inverno 2012.

A caloura Fernanda Yamamoto mostra evolução no Inverno 2012. Sua pesquisa de tecidos – e os contrastes e contrapontos que eles oferecem – personalizam sua coleção. Jacquards reproduzem tapeçarias e pinturas da época do Renascimento e dos tempos da imperatriz romana Bianca Sforza.

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Glória Coelho, Inverno 2012.

Glória Coelho, veterana, ela sabe de cor as órbitas percorridas por uma roupa futurista que dialoga com as estrelas. Nota 10 em Astronomia.

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Jefferson Kuig, Inverno 2012.

Jefferson Kulig, o curitibano, que formou-se em Economia – uma ciência exata – é também um pesquisador de laboratório na mistura de ingredientes na busca por novos tecidos. Engana-se quem o considera um “estudante frio e calculista” – seu lado artista sempre aflora para dar equilíbrio entre a exatidão das fórmulas e a inspiração que poetiza sua coleção. No inverno 2012 Kulig encontrou flores no seu caminho mesmo antes da primavera chegar.

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João Pimenta/Inverno 2012.

João Pimenta, calouro que passou pelos bancos escolares da Casa de Criadores, traz ousadia e irreverência ao guarda-roupa masculina, que tem saia sim! A alfaiataria não se perde nas idas e vindas dos tecidos que acabam por obedecer ao seu comando. O “retrofuturismo”, presente num subgênero da ficção científica, está na origem da ambientação sombria do seu desfile e no “pesado” de alguns dos looks.

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Juliana Jabor,Inverno 2012

Juliana Jabour é caloura na passarela da SPFW. Ela fez a ponte aérea Rio/São Paulo não sem antes cumprir roteiro pela mística Índia, sua principal inspiração na temporada.

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Lino Villaventura, Inverno 2012.

Lino Villaventura é um dos mais veteranos da turma de estilistas da semana de moda paulista. Sua marca registrada são apresentações impactantes, apelo teatral nas roupas e na postura dos modelos. Causou emoção coletiva na sua “aparição” caloura (os looks eram tão inusitados nas formas e materiais que não se tratou de um desfile de roupas convencional ) na passarela da primeira edição do Morumbi Fashion Brasil, nos idos de 1996. Ganhou a capa do suplemento Viver Bem/ Gazeta do Povo (edição especial, agosto de 1996), presente na platéia nesta data memorável.

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Lino Villaventura, Inverno 2012.

Rainhas poderosas pontuam o Inverno 2012 de Lino Villaventura. Como elas entraram ou escaparam de um quadro do “assustador” britânico Francis Beacon, a principal vertente de sua inspiração para esta temporada?

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Mário Queiroz, Inverno 2012.

Mário Queiroz, sua especialidade em moda masculina serviu de base para aulas, como professor, e para um livro sobre o segmento, como autor. É da turma dos primeiros a participar de eventos pioneiros do calendário brasileiro – Semana de Moda/ Casa de Criadores e Mercado Mundo Mix. Lançou uma linha feminina que interage com o seu consumidor tradicional.

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Mário Queiroz, Inverno 2012.

O desfile do Inverno 2012 de Mário Queiroz, inspirado num mix de Art Decô e Futurismo, teve apelo ecológico: a reutilização de tecidos de outras temporadas.

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Reinaldo Lourenço, Inverno 2012.

Reinaldo Lourenço buscou numa Paris mais lúgubre, e menos luminosa, a proposta de sua coleção. Estética gótica veste personagens que, mesmo circulando nas urbes contemporâneas, deixam por onde passam uma aura de mistério.

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Samuel Cirnansck, Inverno 2012.

Samuel Cirnansck, um dos representantes na SPFW das artes de uma costura feita para ocasiões especiais, o estilista gaúcho inovou nas tramas de sua coleção. Desfiou centenas de metros de tecidos nobres para conseguir o efeito de “uma delicada pele” nos vestidos de festa – os ecologistas agradecem. Para ele, cada peça recebe o tratamento de uma jóia.

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Tufi Duek, Inverno 2012.

Tufi Duek, nos primeiros anos da semana de moda paulista, formava com Renato Kherlakian (Zoomp) e Valdemar Iódice (Iódice), o triunvirato mais respeitado de empresários focados em coleções para público jovem e com apelo comercial. Hoje sua marca, Forum, tem outros donos, assim como, a de Kherlakian, que agora assina uma linha exclusiva de jeans – a RK. A Iódice continua no line-up da SPFW e mudou seu alvo para mulheres bem sucedidas. O Inverno 2012 de Tufi Duek teve uma inspiração bastante explícita, a silhueta anos 80 consagrada pelo estilista francês Thierry Mugler- o da cintura de vespa e dos ombros largos.

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Walter Rodrigues, Inverno 2012.

Walter Rodrigues lançou sua coleção na passarela do Fashion Rio com uma inspiração principal, a do filme A Fita Branca. Dirigido por Michael Haneke,o enredo se desenrola numa comunidade alemã no período que antecede à 1ª Guerra Mundial. Religiosidade e hábitos rígidos germinaram looks “invernais” – vestidos fechados, saias compridas, sobreposição de peças – que, graças à maestria de Walter na alfaiataria, se transformaram em opções para mulheres chques e elegantes.

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Inverno com “jeito de frio” na coleção de Walter Rodrigues.

INFORMAÇÃO EXTRA

Mais informações e fotos da São Paulo Fashion Week no site www.conceitoatual.com.br

Enviado por admin, 20/01/12 10:37:00 AM

Analisada sob qualquer ponto de vista, a moda traduz-se como o novo, seja este uma troca de roupa, comportamento ou de cor na parede da sala. Por isso, a moda é dinâmica e tem a capacidade que se espera de um segmento que tem a obrigação de surpreender, ousar e mexer com formas de ser e de existir. Sem estas metas, aliás, ela deixa de desempenhar o seu papel como uma das mais importantes engrenagens da máquina que movimenta a economia de um país. Produzir para vender – e só se consegue tal objetivo quando se captura o interesse do consumidor ou se atende às suas expectativas.

A moda, contudo, faz parte também de um sistema muito bem organizado justamente para que todas as atividades que integram a sua estrutura funcionem de forma ordenada. Caso contrário, o cada um por si – que poderia resultar em uma dose maciça de criatividade a cada lançamento de temporada – resultaria em altíssimos investimentos aos empresários que se dispusessem a seguir pelo caminho do produto exclusivo. Aliás, o ideal de qualquer estilista bem intencionado, mas que no balanço final seria computado como “muitas contas a pagar”.

Isso, porém, não significa que a moda, como a conhecemos hoje, não possa ter diferenciais que identificam coleções e seus criadores. Mas é importante também, quando se avaliam roupas e acessórios mostrados numa passarela, se considere que eles nem sempre são “novidadeiros”. Existe por trás o tal do sistema do qual participam a indústria têxtil e a de aviamento, alinhadas em seus propósitos de desenvolver certas referências de material, padronagem e cores com o objetivo de viabilizar economicamente o setor da confecção. É a produção em larga escala que alimenta milhares de máquinas e atelierse gera milhares de empregos.

Para evitar esbarrar numa rejeição por parte do consumidor, ao que vai ser apresentado ao mercado, a indústria direciona sua produção de olho em pesquisas de comportamento e de desejo realizadas pelos chamados birôs de tendências. Nem sempre acertam, mas, pelo menos, se o verde limão encalhar nas lojas outras cores e babados hão de cair no gosto do cliente!

Brilhos, tecidos metalizados, estampas de bicho – todo mundo da moda já viu estas “novidades” em temporadas recentes e bem mais antigas. Pois elas estão freqüentando as passarelas do Inverno 2012 com uma insistência que gera perguntas. Estarão estas “tendências” atendendo expectativas de um público ainda não saciado em sua vontade de ser ver “luxuoso, exótico, poderoso”? Ou a indústria ainda não conseguiu colocar em circulação todo o seu estoque de materiais com estas características?

A resposta a esta dúvida, contudo, se perde no ritmo frenético dos desfiles e da movimentação observada nas feiras que atraem lojistas ansiosos por renovar suas vitrines. A 19ª edição do Senac Rio Fashion Business, que aconteceu no Rio, de 9 a 13 de janeiro, refletiu num mesmo espaço – uma tenda armada no Jóckey Club Brasileiro, na Gávea – como se processa esta convivência, imprescindível, entre o que é produzido pela indústria e o que é desenvolvido pelo setor da confecção.

Na passarela, o glamour apela ao emocional e nos estandes, calculadoras em ação traduzem em números o que pode virar hit na temporada. Serão os brilhos, os metálicos e as estampas de bicho? Eles já pegaram em outros tempos, mas estão (ou continuam?) vestindo modelos e manequins nos lançamentos do Inverno 2012 confiantes em seu poder de sedução.

Nereide Michel
Estampas de bicho, brilhos, bordados estão (de novo) na moda.

Resumo do Inverno 2012: brilhos e bichos presentes lado a lado no estande da Guipure/Renata Gomes no Fashion Business.

Nereide Michel
Viúva Porcina adorava os brilhos. Eles estão de volta.

Uma das exposições da 19ª Senac Rio Fashion – Novelas que Viraram Moda – foi um refresco na memória do consumidor. Enquanto na passarela e nos estandes as novidades da temporada estreavam para o público, personagens como a Viúva Porcina (Roque Santeiro), em 1985, e Cordélia (Toma Lá Dá Cá), em 2007, já se vestiam com brilhos e estampas de bicho nos anos 90.

Nereide Michel
Cordélia, do sitcom Toma Lá Dá Cá, se vestia de forma “vistosa”.

O estilista mineiro Victor Dzenk viajou para São Luís, resgatou a tradição da cultura popular maranhaense – o Tambor de Crioula e o Boi Bumbá – e a interpretou na sua coleção. Com o brilho que ela merece!

Márcio Madeira
Bordados em canutilhos e vidrilhos na coleção de Victor Dzenk.

Estampas ferozes são onipresentes na coleção da Linx. Segundo a marca, a essência feminina é felina.

Márcio Madeira
A Lix aposta na continuidade do sucesso das estampas de bicho.

INFORMAÇÃO EXTRA

- Além de Victor Dzenk e Lix também desfilaram no Senac Rio Fashion Cavendish, Sta Ephigênia, Maria Filó, Sacada, Bárbara Bela, Anju Anju, Addict, Afeghan, Oh, boy, Patrícia Vieira, Cholet e Camila Klein.
Como vai ser o Inverno 2012? Veja mais sobre a moda para esta estação no www.conceitoatual.com.br

Enviado por admin, 09/01/12 12:20:00 AM
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Coleção premium de t-shirts de Jefferson Kulig com imagens de animais.

2012, no Horóscopo Chinês, tão pródigo em dedicar anos aos animais, vai ser regido pelo poderoso dragão, que profetiza um período de felicidade, alegria, muito sucesso nos negócios e metas alcançadas na vida pessoal. Nada mais auspicioso para quem acredita em tradições seculares orientando comportamentos e atitudes.
Javali, boi, rato, tigre, coelho, cavalo, carneiro, cachorro, galo, macaco, serpente… Cada um tem sob sua regência grupos de indivíduos que nasceram em determinados anos, aos quais conferem características de personalidade e previsões.

Mais familiares aos ocidentais são os antiquíssimos signos do Zoodíaco (aliás, Zoodíaco, quer dizer, Caminho dos Animais em grego), que seguindo a mesma função do Horóscopo Chinês, também são representados na maioria dos meses por um animal: cabra (Capricórnio), carneiro (Áries), peixes, leão, touro, escorpião e até um molusco, o caranguejo. Não é uma questão de escolha pessoal, o “destino” é que determina qual vai ser o seu bichinho de estimação, seguindo a rota dos astros na hora do seu nascimento.

A moda também está sob a influência dos animais, principalmente, os selvagens que “emprestaram” (ainda “emprestam”?) literalmente suas peles para compor, sob o pretexto de isolar o frio das silhuetas humanas, uma produção sofisticada. Ou inspiram estampas que são sucesso temporadas seguidas. Estas imagens, ao capturarem o exotismo de regiões distantes do cotidiano de quem vive no cenário urbano, se transformam em alvo para “caçadoras”, que buscam nelas uma forma, bastante prática, na verdade, de mostrar o seu lado selvagem e poderoso.

Não por acaso, as estampas de animais viraram um clássico da moda – podem estar mais fortes numa estação do que em outra, mas, têm permanência assegurada na sucessão de décadas de passarela.

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Alerta! Proteja a Natureza. Recado assinado por Jefferson Kulig.

Outra motivação, esta recente, para designers direcionarem sua inspiração à fauna surgiu com a preocupação, cada vez mais generalizada, de se preservar o equilíbrio ambiental. A camiseta, a grande bandeira dos que querem protestar contra … o quê mesmo?, é a peça preferida para se estampar imagens de aves e animais em risco de desaparecer do planeta Terra. O objetivo é despertar afeto pela Natureza, para que este carinho ajude a conservar habitats de espécies em vias de extinção – inclusive a humana. O estilista curitibano Jefferson Kulig lançou uma coleção Premium de camisetas com este foco.

Angela Antunes
O seu bichinho de estimação está neste biquíni da DiBianco?

Enquanto isso, duas outras estilistas, também de Curitiba, Denise Bianco e Lorenza Andreazza Borges, que dividem o comando da grife de maiôs e biquínis DeBianco, desenvolveram para o verão 2012, uma coleção sui generis. Com o tema “Eu e meu cão, um caso de amor”, elas se aproximaram do público de seu produto de uma forma extremamente emocional. As peças são estampadas com fotografias de cães selecionados pelas próprias clientes, que fizeram um ensaio especial para esta linha, que reproduz charmosos bichinhos de estimação de raças como Poodle, Dachshund, Labrador, Dogo Argentino e Schnauzer.

Angela Antunes
O simpático Dogue vai à praia com sua dona neste classudo maiô DiBianco.

Voltando às tradições culturais milenares, citadas nos primeiros parágrafos, – são nelas que reproduções de animais surgiram nos primeiros capítulos da arte da joalheria. Serpentes, panteras, leões, entre outros, se transformaram em anéis, braceletes e colares.

Joalheiros franceses, como Boucheron e Cartier, foram seguidores desta inspiração, que teve e continua tendo adeptos em vários ateliers, como o de Maria Dolores. A designer investiu talento numa série bem completa de espécies para que, desta vez, ao contrário do fatalismo dos signos do Zoodíaco, cada um possa escolher o seu “bichinho de estimação” e carregá-lo bem juntinho de si.

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Serpente no anel assinado por Maria Dolores.
Enviado por admin, 03/01/12 11:02:00 AM

Difícil responder a esta pergunta. Ainda mais quando existe a concorrência de um astro-rei que obrigatoriamente recebe todas as reverências na estação mais quente – e aguardada – do ano. Impossível para os seus inúmeros vassalos, que nas férias de verão se reúnem preferencialmente à beira-mar, contabilizar a preciosidade dos seus raios dourando peles e areias. Filtro solar recomendado aos humanos, deixando às paisagens o efeito mágico de uma pintura que privilegia os tons amarelados e alaranjados espalhados, sem parcimônia, ao nascer do dia e ao cair da tarde. Assinaturas da estrela maior, que acende o nosso planeta todas as manhãs e, quando surge a noite, nos entrega à vigilância das estrelas.

Concorrência reconhecida, trabalho em dobro para os designers que trabalham com brilhos preciosos: os das joias. Colares, anéis, braceletes, brincos ganham pedrarias, formas e cores para compactuar com o cenário oferecido pela Natureza que abre abraços abrangentes – leia-se irresistíveis – quando chega o verão. Ela tem a seu favor temperaturas elevadas, que incentivam uma convivência externa não proporcionada pelo inverno, outono ou mesmo pela contemplativa primavera.

O que se veste e o que se faz são comandados por relógios, que prolongam as horas de lazer, e por termômetros, que disparam os graus Celsius para acima. Calores deixam menos corpo a cobrir e mais pele a enfeitar. E aí entram os acessórios, desenvolvidos para refletir os brilhos próprios do verão – sejam estes brindados pelo sol ou emanados pela sensualidade, que aflora, sem timidez, graças à cumplicidade de dias e noites apaixonadamente iluminados.

Os designers Rodrigo Alarcón, Silvia Döring, Maria Dolores e os da Bergerson Joalheiros, sem dúvida, transferem suas inspirações para paisagens ensolaradas quando criam peças para serem usadas sobre peles abençoadas pelo astro-rei.

Adélia Lopes
O mar inspirou coleção dos irmãos Alarcón.

Rodrigo Alarcón pisou na areia e molhou os pés nas ondas para coletar materiais utilizados na coleção Oceanic , que desenvolveu com o seu irmão Marcelo. Conchas e moluscos trazidos pelo mar e outras riquezas por ele escondidas – pérolas e corais – entraram na confecção de peças de uma série especial. Tesouros de Netuno lançados numa exposição em consonância com a temática dos quadros assinados por Celso Coppio – unindo as duas artes, a da joalheria e a da pintura.

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As cores do verão ao alcance dos dedos nas peças de Maria Dolores.

Maria Dolores se define como energética e alto-astral. Por isso, nada mais coerente que de sua inspiração se materializem peças com esta mesma vibração. Os anéis, coloridos como o verão, trazem pedras brasileiras e são folheados a ouro. Maria Dolores tem um estilo que dialoga com a exuberância, provocando lembranças da estação mais quente do ano mesmo em coleções lançadas em outras temporadas.

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As estampas geométricas de Pucci tematizaram a coleção Capri de Sílvia Döring.

Sílvia Döring buscou referência num dos estilistas mais coloridos das passarelas internacionais para a sua coleção Capri, Emílio Pucci, que abriu sua primeira loja nesta ilha, em 1950. Este badalado balneário lhe inspirou o contraste de tons, tecidos leves e roupas para serem usadas, com conforto, a qualquer hora do dia. E quem não associa as estampas geométricas deste famoso costureiro aos dias ensolarados à beira-mar? A resposta pode estar no colorido bracelete com pedras brasileiras: tem formas irregulares, é alegre e intenso como um “verão de Pucci.”

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Cacholong, uma opala opaca e leitosa, pode brilhar durante o dia e à noite.

Summer Mood, que se traduz como “espírito de verão”, identifica peças da Bergerson Joalheiros que privilegiam a monocromia. A opção permite que cores fortes se espalhem por roupas e outros acessórios – sapatos e bolsas, por exemplo. A opaca cacholong pode ser usada tanto durante o dia como a noite sem perder o efeito. O movimento e a leveza dos brincos refletem a liberdade que acompanha a temporada de férias.

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