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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 03/05/16 8:30:18 PM

Por conta da neblina, o Aeroporto Internacional Afonso Pena permaneceu fechado, ontem, das 7 às 8h15min. Muita gente reclamou. Mas, décadas e décadas atrás, a neblina era uma espécie de bênção.

Construído em 1944, o AP era um aeródromo militar na então Colônia Afonso Pena, município de São José dos Pinhais. A obra decorreu de uma iniciativa do governo norte-americano, com o apoio do então Ministério da Guerra do Brasil. Questão  estratégica, por supuesto.

Com a II Guerra Mundial varrendo o mundo, o Afonso Pena serviria, caso necessário fosse, para que os aliados enviassem aviões para combater no Atlântico Sul. Alvo: submarinos e navios da Alemanha nazista.

Engenheiros militares americanos escolheram a região a dedo: a constante formação de névoa serviria de camuflagem em caso de um ataque. Ou seja, tudo estratégica e militarmente perfeito na época. Já hoje, a guerra é outra…

No dia 26 de junho de 1996, com a construção do novo terminal e o aumento da demanda de passageiros, o Aeroporto Afonso Pena passou para a categoria internacional. A inauguração aconteceu no dia 26 de julho de 1996.

Mas o tempo curitibano continua o mesmo.

 ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 02/05/16 8:58:56 PM

Um mero cabôco de Curitiba entre 29.074 torcedores – ou mais precisamente um cabôco entre os 26.357 torcedores do público pagante (“não dá mais pra entrar de ratão”) -, Beronha não esperou o apito final do árbitro Rafael Traci no clássico de domingo. Saiu de fininho para, no sagrado recesso do lar, no caso a residência de Natureza Morta, conferir no site furacao.com:

– Realmente tinha sido aquilo mesmo, 3 a 0?

Aí, confirmado o placar (“pensei que estava sonhando acordado”), tratou de comemorar os gols de Thiago Heleno, Ewandro e Hernani. No Luzitano com Z.

E, lá postado, constatou: segundo os comentários, não foi apenas o nosso anti-herói de plantão que custou a acreditar no que tinha presenciado ao vivo na Arena da Baixada. 3 a zero.

A próxima partida? Para Beronha, a receita é simples, embora não seja receita do sábio Neném Prancha:

– Bola pro mato que é decisão de campeonato.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 01/05/16 8:14:40 PM

Como driblar as fortes emoções em dia de Atletiba? Cada um tem lá seu truque, encarando a situação à sua maneira. E não é só por aqui, por supuesto. Conta professor Afronsius que um amigo, que mora em Porto Alegre, age sempre da mesmíssima maneira em dia de Grêmio x Internacional.

– Quando tem início a partida, o gauchão pega o carro e se manda. Para qualquer lado da capital, sem destino. Rádio desligado. E toca em frente, só retornando depois dos 90 minutos de jogo somados ao tempo do intervalo e de possíveis acréscimos. Aí, dependendo do foguetório e da reação de torcedores pelas ruas ou na janela dos prédios, fica fácil deduzir quem venceu.

Beronha ficou interessado:

– E aí?

– Se for festa do Inter, ele liga o rádio. E altera o caminho mais uma vez. Ao invés de voltar pra casa, segue para o boteco que tradicionalmente frequenta durante a semana, após o trabalho, é claro. No caso, lá é a bodega do Juvêncio.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, gostou do estratagema gauchesco (mas bá, tchê), mas, na falta de carro, prometeu sair a pé. Caminhando do Juvevê até o Rebouças. Haja paixão pelo time – e fôlego.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 30/04/16 8:44:43 PM

No seu tradicional passeio matinal com Schnaps, o bichinho de estimação que mais lembra um filhote de urso do que um dócil cachorrinho, professor Afronsius decidiu mudar de rota, buscar uma via alternativa.

– A caminhada ficou mais longa e cansativa, por supuesto, mas foi o jeito para evitar os monumentais congestionamentos de cães em calçadas estreitas. Sem falar dos arranca-rabos entre a cachorrada – justificou, depois, no bate-papo com Beronha e Natureza Morta.

De fato. Basta ver a multiplicação de pet shops pela cidade para imaginar a quantas anda a população canina de Curitiba.

– Só perde para o crescimento de frota de veículos, segundo o nosso anti-herói de plantão.

Mas, a propósito de bichos de estimação, professor Afronsius lembrou Charles de Gaulle, a sua longevidade, principalmente política. De herói da resistência francesa no início da II Guerra Mundial à presidência do país. Ele teria comentado que gostava de ter mascotes do mundo animal. Não de todos, porém. Excluía as tartarugas:

– Quando a gente toma afeto por elas, elas morrem.

Em média, uma tartaruga vive 100 anos.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 29/04/16 9:56:59 PM

Dia do Trabalho, 1º de maio, todo mundo conhece, por supuesto. Já o Dia Internacional das Vítimas de Acidentes de Trabalho? Bem poucos sabem que existe. E ele foi lembrado ontem, dia 28, pela Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra 1), conforme a confiável Agência Brasil.  A entidade voltou a alertar que o Brasil registra mais de 700 mil acidentes de trabalho por ano, “o que coloca o país em quarto lugar no mundo nesse aspecto, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), atrás apenas de China, Índia e Indonésia”.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, sentiu um arrepio na espinha:

– Não disse? Trabalhar é um perigo. Daí minha opção: trabalho? Tô fora. Só curto o 1º de maio, posto que todo o feriado, religioso ou não, deve ser respeitado.

Voltando à Amatra 1: para o juiz Fabio Soares, “a lei brasileira é suficientemente rigorosa para evitar acidentes, mas não é cumprida”.

Beronha, novamente:

– Se a lei é suficientemente rigorosa para evitar acidentes e não é cumprida, continuo mais firme ainda em minha opção preferencial pelo descanso. Trabalhar é cansativo, rende pouco e, além disso, é uma atividade de risco.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 28/04/16 8:43:19 PM

Saiu quarta-feira, na Agência Brasil: matéria da jornalista Isabela Vieira detalha um levantamento inédito do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os nomes (prenomes) dos brasileiros. O mais comum é Maria. 11,7 milhões de brasileiras. Mais que o dobro de pessoas chamadas José, o prenome de 5,7 milhões de brasileiros. Trata-se do Projeto Nomes no Brasil.

A pedido do Beronha (“o meu não está em nenhuma lista”), professor Afronsius puxou pela memória para apontar, ao contrário, no outro extremo, nomes pouco ou nada comuns. Tem o incrível Valdisnei, que seria a nossa versão de Walt Disney, ao Harmindo com H.

– Harmindo? Conheço um, o Armindo Berri, o Tinge, Tingerina, mas sem H, por supuesto – interveio Natureza Morta, amigo do jornalista de Curitiba.

Mas, a lista, curtíssima, incluiu ainda Zoar e outro velho amigo, o Mascavo.

E ficou por aí. Talvez possa servir de dica/sugestão para os incansáveis pesquisadores do IBGE em seu próximo trabalho.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/04/16 8:15:27 PM

Como se sabe, ou melhor, como todos sentiram na pele, uma massa de ar polar entrou firme pelo Sul do Brasil, abatendo a temperatura em extensa área do país. O frio é mais intenso na Região Sul, mas também deve atingir o Sudeste, o Centro-Oeste e parte do Norte brasileiro.

E as baixas temperaturas devem se intensificar progressivamente ao longo da semana e atingirão o auge amanhã e na sexta-feira. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, pra variar, a previsão é de geada.

Já a turma que andava, e como andava, reclamando do calor em Curitiba, passou a reclamar do frio.

– Nada de novo. É assim quando não chove. Reclamam. Vem a chuva, também  reclamam – observou professor Afronsius, já protegido pelo seu sobretudo curitibano – ou, como se suspeita, polar.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 26/04/16 8:20:41 PM

26 de abril de 1937. A pequena cidade de Guernica era alvo de um bombardeio por parte de aviões Junker e Savoia Marchetti, da Alemanha e da Itália. A cidadezinha recebeu 29 toneladas de bombas, causando 2 mil mortes.

Um dos episódios mais cruéis da Guerra Civil Espanhola – ou Guerra de Espanha, como prefere o amigo jornalista Jorge Mosquera.

O ataque levaria Pablo Picasso a pintar o painel Guernica, que retrata o horror do bombardeio a um alvo civil. A guerra durou quase três anos e terminou com a vitória dos falangistas, que derrubaram o governo republicano. Francisco Franco assumiu o poder em abril de 1939. Cerca de 400 mil pessoas morreram nos confrontos. A cidade basca de Guernica foi alvo do que seria classificado de “o primeiro grande bombardeio da era moderna”. A destruição serviu de ensaio para a Segunda Guerra Mundial.

Ainda sobre o País Basco, nordeste da Espanha, na edição da semana passada da revista Carta Capital, de leitura obrigatória, Oliviero Pluviano escreveu sobre Guernica – ou Gernika, seu nome na língua basca, como ressalta o jornalista. Para ele, Guernica/Gernika pede silêncio e, finalizando o texto, lança a pergunta:

– Será possível que o homem nunca aprende com a história?

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 25/04/16 8:59:33 PM

Na transmissão de Paraná x Atlético, na Vila Capanema, domingo, um dos comentaristas da RPC fez referência à localização do estádio Durival de Brito e Silva, citando a  Rua Engenheiros Rebouças.

Engenheiros. É, e teve gente, diante do televisor, que se espantou:

– Ué? No plural? Eu pensava que era um erro de quando da confecção das placas de rua…

Engenheiros no plural porque se tratam de dois irmãos, Antônio e André Rebouças.

Da Bahia para o mundo

Conforme texto de João Cândido Martins, no site da Câmara Municipal, “se hoje Curitiba é a capital do estado do Paraná, tal fato se deve ao empenho e à perseverança de dois irmãos nascidos na Bahia, ambos engenheiros: Antônio e André Rebouças. Filhos de Antonio Pereira Rebouças, os irmãos tornaram-se engenheiros militares e chegaram a estudar na Europa, apesar das limitações culturais, políticas e econômicas impostas aos negros naquele período.

Ainda do site:

– Depois de trabalhar em obras públicas no Rio de Janeiro, André se torna um “voluntário da pátria” e segue para o conflito contra o Paraguai, no qual chegou a participar da Batalha de Tuiuti. Os dois irmãos sempre se esforçaram por apresentar projetos e soluções que visassem a melhoria das condições de vida da população, como foi o caso da distribuição de água no Rio de Janeiro. Sempre enfrentaram percalços de natureza burocrática ou preconceituosa (em razão do fato de serem negros).

– Apesar disso, foram eles, por exemplo, os responsáveis por estudos e soluções técnicas que viabilizaram a construção da estrada de ferro que liga Paranaguá a Curitiba. Graças a ambos, o projeto que se reputava infactível, revelou-se promissor e Curitiba pôde reunir condições para tornar-se a capital do estado.

– Os irmãos Rebouças não participaram da execução das obras da estrada, mas elas foram realizadas entre os anos de 1880 e 1884. Ao longo de seu percurso existem pontes e túneis cuja precisão e ousadia atraem turistas de todo o mundo até hoje.

– A construção da estação ferroviária em Curitiba alavancou o desenvolvimento da cidade, que, até meados dos anos 80 do século XIX, não ia muito além da Rua Marechal Deodoro, então conhecida como Rua do Imperador. A nova estação, que teve a localização sugerida pela Câmara de Vereadores, fez surgir a Rua da Liberdade, posteriormente batizada como Barão do Rio Branco, cuja importância econômica só rivalizava com a Rua do Mato Grosso, atual Comendador Araújo.

Depois de ler o texto (na íntegra), professor Afronsius lembrou o velho bordão da TV Cultura, de São Paulo, utilizado nas transmissões de futebol:

– Esporte é Cultura.

 ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 24/04/16 8:06:41 PM

À espera do frio, que, dizem, afirmam, vai retornar a Curitiba, professor Afronsius acompanha outra contagem regressiva: a dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. E não perde o programa A Caminho dos Jogos, apresentado por Eurico Tavares, uma produção Radiojornalismo da EBC e distribuído diariamente pela Radioagência Nacional.

E, aí, posto que viver é perigoso, ficou sabendo que quatro atletas conseguiram ganhar medalhas em seis diferentes Jogos Olímpicos. O esgrimista Aladar Gerevich, da Hungria, de 32 a 60; o cavaleiro Hans Winkler, Alemanha, de 1956 a 76; a canoísta Birgit Fisher, Alemanha, de 80 a 2004, e a remadora romena Elisabeta Lipa, de 84 a 2004. O brasileiro Robert Scheidt entra no seleto grupo se ganhar uma medalha nos jogos do Rio.

Da represa para o mar

Robert Scheidt (São Paulo (SP), 15 de abril de 1973) é velejador bicampeão olímpico e 15 vezes campeão mundial de iatismo – (hendecacampeão na classe Laser – 1991 (Júnior), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002 (mundial da classe e da ISAF), 2004, 2005, 2013 – e tricampeão na classe Star 2007 , 2011, 2012 e 2013).

Aos 9 anos, Robert começou a navegar na Represa de Guarapiranga, no Yacht Club Santo Amaro, em São Paulo, com um barco que ganhou de presente do pai. Aos 11, ganhou pela primeira vez um título importante, o sul-americano da classe Optimist, que conquistaria mais duas vezes nos anos 1980, passando a se dedicar completamente à vela em detrimento do tênis, também seu esporte favorito.

ENQUANTO ISSO…

 

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