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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 23/07/16 9:08:40 PM

Foi aberta em São Paulo, no prédio da Caixa Cultural, Praça da Sé, a exposição A Valise Mexicana: A Redescoberta dos Negativos da Guerra Civil Espanhola, com fotos de Robert Capa. A mostra, com entrada gratuita, vai até o dia 2 de outubro.

É que, depois passar por cidades dos Estados Unidos, França, México, Espanha e Hungria, chegou ao Brasil a exposição que marca os 80 anos da Guerra Civil Espanhola, reunindo documentos que estavam perdidos há quase 70 anos. São 176 imagens, aproximadamente 70 reproduções de revistas da época e dois vídeos, em uma montagem conjunta da Caixa Cultural São Paulo e do International Center of Photography (ICP), com curadoria de Cynthia Young, do ICP.

A propósito, professor Afronsius, que já se preparou com mala e cuia para ir a São Paulo, comentou que, graças à matéria de Rosane Pavan, na Carta Capital desta semana, ficou sabendo como André Friedmann, isso mesmo, André Friedmann (1913-1954), “indesejado nome judeu em uma era de pogroms”, virou Robert Capa.

Segundo a matéria da Carta, Gerda Taro, a companheira do fotógrafo, adicionou o prenome Robert, que evocava o astro das telas Taylor, a Capa, releitura do sobrenome do diretor Frank Capra, inventando assim um fotógrafo americano.

Em tempo: não consta da amostra a polêmica foto da morte do soldado republicano desconhecido. Aquela mesma, do soldado, braços abertos, pairando no ar à beira de uma trincheira, ao ser abatido. Os negativos não foram encontrados na maleta, como em lugar algum. Assim…

De qualquer modo, vale a pena visitar a exposição – e não apenas pelo monumental acervo fotográfico de André Friedmann, o nosso Robert Capa.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/07/16 8:22:59 PM

Ainda sobre nomes de empresas meio atravessados, o amigo jornalista Jorge Eduardo com a palavra:

– lembrei-me de algumas que, se dão certo, é por acaso.

Você levaria sua mudança num caminhão da Transportadora Tartaruga? Pois ela existe, lá no Uberaba. E as empresas de vigilância Águia da Planície e Olhos de Serpente?

Águia de planície morre de fome, ela que habita lugares altos, de onde divisa suas presas (tem visão inigualável). Não sei se ainda existe essa empresa. Não a encontrei na internet.

E a Olhos de Serpente? O bicho é cego.

Veja o que diz esse blog bacana: http://diariodebiologia.com/2015/12/toda-cobra-e-cega-conheca-como-as-cobras-enxergam-por-meio-de-seus-sentidos/

Mas o pior, e acho que você se lembra, foi uma empresoca de entrega de carne assada – o delivery a domicílio, como dizia um amigo que queria abrir uma pizzaria – e não durou semanas. O nome não atraía, afugentava.

Obrigado, Jorge. No mais, a gente se encontra no Bar Bante.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 21/07/16 7:59:15 PM

Há quem diga que o sucesso de uma empresa prestadora de serviços  começa com a correta escolha do nome. Um exemplo: Alcatraz. Trata-se, por supuesto, de um grupo que atua na área de segurança privada.

A propósito, professor Afronsius achou supimpa o nome de uma outra empresa, agora de pequeno porte:

Desentupidora Tatuzinho.

Ou seja, para desobstruir ralos, pias, vasos sanitários, caixas de gordura, encanamentos, fossas e esgoto, nada melhor do que um tatu. O sempre simpático tatu. Ou Tatuzinho, como o Beronha prefere.

Mas, saltando da terra para o mar, há um novo barco no litoral paranaense. Barco do Elias. A partir do uísque Johnnie Walker e da sua famosa recomendação keep walking, temos na proa da embarcação o keep fishing – com direito a rótulo, ou melhor, desenho, do clássico caminhante empunhando, ao contrário da garrafa, uma vara de pescar. Sobreposto a um fundo azul. Azul não só para lembrar o mar. Bacana.

Já na contramão, temos, ou tivemos, o Bar Bitúrico e uma casa de câmbio com o desastrado nome 171… Empreitadas que deram com os burros n’água.

Como se sabe, o artigo 171 do Código Penal trata de estelionato:

– Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

 ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 20/07/16 8:29:17 PM

O livro é de Márcio Bueno, Editora Gutenberg, (apenas) 34,90 reais: Faíscas Verbais: A Genialidade na Ponta da Língua, lançamento que mereceu belo registro na Carta Capital desta semana. Traz frases de gente famosa, “repentes de ironia, de veneno e sinceridade”.

Um exemplo:

Se o cachorro é o melhor amigo do homem, então o uísque é o cachorro engarrafado. Vinícius de Moraes

Sobre o poetinha e o uísque engarrafado há muitas histórias. Uma delas: em companhia de Tom Jobim, depois de tomar uma e muitas outras, eles embarcam no carro e vão em frente. Lá pelas tantas, Vinicius recomenda a Tom:

– Vai devagar, temos de dobrar na próxima esquina…

Tom responde:

– É, mas é você quem está dirigindo…

A mesma história é contada substituindo o segundo personagem. Vinicius estava em companhia não de Tom, mas de Toquinho. O pilequinho, porém, era o mesmo. Lá pelas tantas, o poetinha aconselha:

– Toquinho, pare o carro, não temos condições de dirigir.

Toquinho concorda:

– Tem razão, acontece que quem está dirigindo é você.

E o livro de Márcio Bueno tem muito mais com figuras que vão de Tim Maia a Romário, passando por Zsa Zsa Gabor.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 19/07/16 9:06:14 PM

Como se sabe, ou se bebe, a produção de cerveja artesanal no Brasil cresceu 64% na última década. Quase 13,5 bilhões de litros por ano. Beronha jura que não tem contribuído para tanto. O fato é que temos um mercado cada vez maior e variado. E de crescente contribuição paranaense.

Tanto que, recentemente, professor Afronsius recebeu um mimo, isso mesmo, um mimo, como prefere o doutor Paulo Mercer: uma cerveja com, por supuesto, a marcante presença do nosso decantado pinhão. É a Insana. Produzida na Fazenda do Cedro, em Palmas, pelos sócios e cervejeiros Evandro Marini, Francelo Carraro e o sommelier cervejeiro Pedro Reis e revisadas pelo mestre cervejeiro Evandro Zanini, é um produto  forte/escuro com pinhão na receita.

Em tempo, e não para mais um gole, mas para ressaltar que “comprando o produto você está ajudando a conservar mais de 40 hectares de florestas com Araucárias”, posto que os produtores integram a elogiável iniciativa Araucária +.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 18/07/16 8:44:07 PM

- Há coisas que só acontecem com e no Atlético.

O comentário surgiu na partida de domingo, contra o Vitória, quando o Atleticon venceu por 1 a 0 e chegou ao centésimo gol marcado em jogos oficiais na nova Arena, contabilizando-se as partidas a partir de 2014.

Foi aos 44 minutos do primeiro tempo. Um belíssimo gol do atacante Pablo, gol de placa. Duplamente. Após uma roubada de bola, ele entrou na área, encobriu o goleiro Caíque e completou a jogada com um leve toque de cabeça.

E, mais uma vez, o Sobrenatural de Almeida, aquele mesmo de Nélson Rodrigues, marcou presença: na cobrança de falta, o zagueiro Ramon recuou a bola de forma errada para o goleiro Caíque, que acabou impedindo o que a torcida, com raras exceções, acreditava que seria um gol contra. Salvou cima da linha e ainda caiu enroscada na rede.

– E não seria gol contra?

– Não, o juiz não validaria, até porque estaria beneficiando o infrator, no caso, o Atlético.

Foi um lance tão raro de acontecer que deve ter fundido a cuca até do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).

Nesse ponto, não deixou dúvida.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 17/07/16 8:44:26 PM

Por conta da contagem regressiva para as Olimpíadas no Rio, professor Afronsius foi parar nas Olimpíadas de Helsinque, Finlândia. Mais precisamente no susto que o mundo levou. Explicando: no dia 23 de julho de 1952, conforme os jornais, “o mundo levou um susto”.

– Um negro alto, magro e muito simpático, bateu quatro vezes seguidas o próprio recorde olímpico e mundial do salto triplo. Um fenômeno!

Era o nosso Adhemar Ferreira da Silva, que tinha conquistado a segunda medalha de ouro em Olimpíadas para o Brasil. Adhemar começou saltando 16,05 metros e chegou aos 16,22.

Adhemar não iria parar por aí. Três anos depois, nos Jogos Pan-Americanos do México, voltou a bater seu próprio recorde, chegando aos 16,56 metros, a melhor marca de sua incrível carreira.

Em 1956, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália, conquistaria de novo a medalha de ouro, alcançando a marca de 16,35 metros.

Teremos um novo Adhemar Ferreira da Silva?

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 16/07/16 8:42:47 PM

Na falta de um jogador que esteja na bica para marcar seu milésimo gol, a torcida do Atleticon está sendo convocada para testemunhar neste domingo um outro gol igualmente histórico. Não passa de 100, mas…

Conforme o site Furacão.com, o jogo contra o Vitória pode registrar um feito importante na nova Arena da Baixada. “Caso balance a rede adversária, o Atlético chega à marca de 100 gols marcados em jogos oficiais na nova Arena, contabilizando jogos desde 2014, quando o estádio foi reaberto após as obras para a Copa do Mundo – não foi contado o amistoso contra o Corinthians, primeiro evento teste da nova Arena antes da Copa.”

Ainda do site: até aqui, desde 2014, o Atlético jogou 62 partidas oficiais na Arena, com 39 vitórias, 13 empates e 10 derrotas. Marcou 99 gols e sofreu 39. A maior vitória foi no Paranaense de 2015, na goleada por 7 a 0 sobre o Nacional, no dia 22 de março.

Beronha, o precavido:

– Importante mesmo é ganhar o jogo. Nem que seja de meio a zero.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 15/07/16 8:30:06 PM

Gripe ou resfriado? Tanto faz, já que em Curitiba, com esse tempo maluco, o jeito é encarar os dois desafios concomitantemente. E o ano inteiro. A dica é do Beronha, que vai adiante, apontando o melhor dos remédios, ou seja, biro, cerveja no Japão, aqui, cerveja.

Diante do ar de estranheza de Natureza Morta e do professor Afronsius, nosso anti-herói de plantão fez uma careta e disparou:

– Foi o que eu aprendi com sábios pesquisadores japoneses.

De fato. Uma pesquisa realizada pela Sapporo Medical University mostrou que um dos componentes do lúpulo (mais especificamente o húmus) é eficaz contra o VSR, o vírus Sincicial Respiratório.

Há também a opção da cerveja sem álcool, prontamente descartada pelo Beronha:

– Beber sem ficar alegre é jogar dinheiro fora…

Professor Afronsius pediu um aparte:

– Mero registro. Sapporo é marca de cerveja japonesa. Aliás, de ótima qualidade. Provei e aprovei. Quanto ao tal do VSR, não faço a menor ideia.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 14/07/16 9:59:24 PM

Aos 82 anos, o imperador Akihito anunciou que pode abrir mão do cargo que ocupa há quase 30 anos. Com problemas de saúde, pretende abrir caminho para uma sucessão estável, segundo as agências internacionais. O primeiro na linha de sucessão é seu primogênito, Naruhito, de 56 anos. Caso venha a ser confirmada sua saída, será a primeira vez que isso acontece desde o imperador Kokaku, em 1817.

E, no caso de ascensão, Naruhito encontrará, em ala especial da Casa Imperial, um objeto que talvez lhe cause muita estranheza: uma bandeirona do Corinthians.

Sobre Akihito e a bandeira, um jornalista brasileiro voltou no tempo. É que ele esteve no Japão em maio de 1997, a convite do governo, nos preparativos para a visita do imperador ao Brasil, visita que, por supuesto, incluiu Curitiba. Ele, o cabôco de Curitiba, integrava um grupo de jornalistas de diversos veículos de comunicação do país.

Fora da agenda oficial

Foi aí que, por obra e graça de um outro jornalista, o Timão marcou presença na Casa Imperial, em Tóquio, com bandeira, um CD e um histórico da Escola de Samba Vai-Vai. Na verdade, duas bandeiras, como se verá.

Quando o grupo de jornalistas desembarcou no Aeroporto de Narita, um deles, descendente de japoneses, tratou de executar a missão paralela, muito especial. O contato direto com o casal imperial. Vencendo todas as possíveis e imagináveis dificuldades – afinal, o imperador é considerado uma divindade. E fazer a entrega. Junto, um convite. Remetente: Escola de Samba Vai-Vai, de São Paulo. O jornalista, Celso Kinjô, então do Jornal da Tarde, onde era editor-chefe, virou o agente secreto encarregado da tarefa.

A missão completa: formalizar o convite ao imperador Akihito e à imperatriz Michiko para o Carnaval de 1998, já que o enredo da Vai-Vai (Banzai-Banzai, Vai-Vai, Vai-Vai) prestaria homenagem às relações nipo-brasileiras – cem anos de amizade. O presente, oficialmente, seria uma bandeira, um CD e um histórico da escola.

Tem japonês na jogada

O primeiro passo do Celso Kinjô foi cooptar o embaixador do Japão no Brasil, para fazer o meio-campo. Missão cumprida com sucesso. E, na recepção aos jornalistas, o imperador agradeceu, com entusiasmo, a visita e os presentes.

Só mais tarde, no entanto, os jornalista ficaram sabendo que, embutida na bandeira da Vai-Vai, havia uma bandeirona do Corinthians. Coisa de corintiano roxo. Tudo deu certo, no entanto: a Vai-Vai sagrou-se campeã com samba-enredo de Afonsinho, Zé Carlinhos e Zeca do Cavaco. Intérprete: Thobias.

ENQUANTO ISSO…

 

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