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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 04/12/16 7:55:02 PM

Diante do televisor, há quem tenha estranhado – e quem tenha reclamado. Na Arena Condá, em Chapecó, em certo momento a homenagem às vítimas da tragédia aérea contou com uma salva de tiros. Três tiros. Alguém reclamou.

– Três? Deveria ser 21!

Mas, felizmente, alguém mais afeito às velhas coisas da caserna, lembrou que as salvas,  em caso de funeral, resumem-se a três tiros. Tradição que vem de longe, do tempo dos mosquetes. Ou seja, para espantar os maus espíritos, homenageavam o Pai, o Filho e o Espírito Santo – a Santíssima Trindade.

Consta ainda que a tradição do número ímpar de tiros é para não deixar dúvidas na contagem. Isso mesmo. As salvas são de número par. É acrescentado mais um tiro para se evitar erros de contagem. Para quem já engatilhou e disparou um velho fuzil, faz sentido.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 03/12/16 8:50:51 PM

Infelizmente por conta de uma tragédia, quando poderia ser pela conquista de um título de campeão, há quem tenha indagado, ao acompanhar a cobertura da imprensa: quem foi, afinal, o índio que dá nome à Arena da Chapecoense?

Inaugurada em 2009 e de propriedade da prefeitura de Chapecó, a Arena resultou da remodelação do antigo Estádio Regional Índio Condá, construído em 1976.  Homenagem a Vitorino Condá, um dos principais líderes dos caingangues na região Oeste de Santa Catarina. Foi marcante na batalha em defesa de seu povo, ameaçado de perder suas terras para os colonizadores que, em massa e com apoio do governo, chegavam à região.

E eles, os caingangues, desenvolveram sua cultura “à sombra dos pinheirais” – Araucaria brasiliensis. Seus domínios chegavam a uma extensão territorial que abrangia, inclusive, uma vasta região entre o Rio Tietê (São Paulo) e o Rio Ijuí (nordeste do Rio Grande do Sul). No século XIX, se estendiam para oeste, até San Pedro, na província argentina de Misiones. Para dizer o mínimo, o que o Índio Condá enfrentou não foi nada fácil.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 02/12/16 8:03:50 PM

E o Titanic volta à cena. Na China, segundo a BBII – Briosa, Brava e Indormida Imprensa, será construída uma réplica em tamanho real do transatlântico que naufragou em 1912 causando a morte de mais de 1,5 mil pessoas. Os chineses esperam que se transforme em nova atração para turistas.

Há quem recorde que, durante a II Guerra, Joseph Goebbels, ministro da propaganda do governo nazista, decidiu fazer um filme baseado no naufrágio do Titanic. Uma superprodução, tipo Hollywood, que teria como herói, por supuesto, um passageiro alemão – e nazista, é claro, mais do que por supuesto. O filme ficou pela metade, deu com os burros n’água. Sem trocadilho.

“Um verdadeiro hotel de luxo”

A história (real). Foi em abril de 1912. Mais precisamente no dia 14, pouco antes da meia-noite. Com 2.208 pessoas, entre passageiros e tripulação (885 integrantes), o Titanic bate num iceberg. No dia seguinte, a tragédia se consuma. Descrito como “um verdadeiro hotel de luxo” – “até na terceira classe a comida era excepcional” – o transatlântico afunda no Atlântico Norte.

E, tempos depois, em outubro de 2011, Curitiba receberia no Shopping Barigui a exposição Titanic: Objetos Reais, Histórias Reais, com 243 peças retiradas do fundo do mar. Ao lado de objetos, uma referência possível ao passageiro. Caso dos frascos que ainda preservavam o sutil aroma do perfume. Eles pertenciam ao passageiro Adolphe Saafeld, que sobreviveu, mas perdeu as amostras que, a negócios, levava para os Estados Unidos.

Ato seguinte foi o anúncio de que os objetos retirados dos destroços do Titanic seriam levados a leilão, em lote único, composto por 5.500 itens. Considerada patrimônio internacional, a coleção não poderia ser desfeita. Avaliada em US$ 189 milhões, pertencia à empresa Premier Exhibitions, que atuava no ramo de museus e detinha os direitos de resgate no transatlântico. Local do leilão: a Guernsey’s, de Nova Iorque. Segundo Arlen Ettinger, presidente da tal casa de leilões, tudo visava “preservar a História”.

É, a tragédia do Titanic parece não ter fim.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 01/12/16 8:46:49 PM

O sabe-tudo. Não é de hoje, por supuesto, que há gente que insiste em ter a resposta para qualquer assunto ou problema, mesmo não entendendo bulhufas da matéria. Completo neófito em computador, um cabôco recorreu a um amigo, que aparentava ser mestre no assunto. Relatou o problema e obteve, de pronto, a resposta:

– Simples. É zica.

– E o que é zica?

– Zica é zica, uai.

Ou seja, é a resposta que pergunta, sem dar resposta à pergunta.

Era o caso do giclê. Antigamente, quando você ia a determinadas oficinas mecânicas, não necessariamente de fundo de quintal, todo e qualquer problema com o carro tinha um só motivo. O tal do giclê.

Outro mistério misterioso era a rebimbela da parafuseta. A bateria dava pau e o problema era sempre o mesmo, a tal rebimbela da parafuseta.

E, incrível, até mesmo quando ocorre uma tragédia como no caso do voo da Chapecoense, os palpiteiros não saem de cena. Antecipando-se inclusive à conclusão dos peritos. O que se ouviu e se ouve por aí é de um absurdo arrasador. E não só por um, dois ou três dias.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 30/11/16 8:42:25 PM

Como um cabôco prevenido vale por dois, e descansa por três, Beronha fez questão de anotar matéria de Agência Brasil: os dias de feriados nacionais e de ponto facultativo de 2017.

A Portaria 369 do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, divulgada no Diário Oficial da União, traz as datas que deverão ser observadas pelos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo, preservada a prestação dos serviços considerados essenciais.

Serão nove feriados nacionais e cinco pontos facultativos, um deles caindo em um sábado – 28 de outubro – quando é comemorado o Dia do Servidor Público.  A portaria estabelece ainda que os dias de guarda dos credos e religiões não relacionados poderão ser compensados, desde que previamente autorizado pelo responsável pela unidade administrativa de exercício do servidor. O ministério também informou que os feriados declarados em lei estadual ou municipal serão observados pelas repartições da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, nas respectivas localidades.

Mas, vamos ao que interessou o nosso anti-herói de plantão, que, por supuesto, esperava bem mais:

Serão estes os feriados e pontos facultativos em 2017:

– 1º de janeiro: Confraternização Universal

– 27 e 28 de fevereiro: Carnaval

– 1º de março: Cinzas (até às 14h)

– 14 de abril: Paixão de Cristo

– 21 de abril: Tiradentes

– 1º de maio: Dia Mundial do Trabalho

– 15 de junho: Corpus Christi

– 7 de setembro: Independência do Brasil

– 12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida

– 28 de outubro: Dia do Servidor Público

– 2 de novembro: Finados

– 15 de novembro: Proclamação da República

– 25 de dezembro: Natal

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 29/11/16 9:00:31 PM

Embora leitor dos velhos tempos, mas, por supuesto, depois do papiro, um amigo do professor Afronsius deixou o papel de lado e embarcou na nova onda. Mas, como a polêmica ainda persiste em certos bolsões do conhecimento, gostou da colocação feita por um leitor da revista Carta Capital, edição (ainda papel) desta semana.

Daniel DeLuca, São Paulo, SP:

– Na transformação de uma publicação tradicionalmente escrita em papel para uma plataforma digital moderna, o conteúdo tem de seguir os mesmos parâmetros: jornalismo honesto e de qualidade. A tecnologia da informação nunca vai deixar de mudar. O grande desafio do jornalismo não é mais se adaptar a uma mudança, mas adaptar-se a um estado perpétuo de adaptação, no qual o susto diante do novo deveria deixar de ser traumático.

É isso. Afinal, como diz o professor Afronsius, recorrendo ao humorista José Vasconcelos, é “renovar ou morrer. Vamos renovar!”.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 28/11/16 8:49:16 PM

Um aflito por natureza – “sou desde atleticano de nascença” -, Beronha já não tem mais unha para roer:

– Agora, só se for a unha do pé.

Vai daí que não sossega e fica a indagar quais as possibilidades de o Atleticon garantir vaga na Libertadores.

Para acalmar nosso anti-herói de plantão, o jeito foi recorrer ao site furacao.com – e imprimir o texto a propósito das chances do time:

1ª hipótese: Atlético vence o Flamengo.

O Furacão só depende de si e uma vitória simples, por qualquer placar, garante o time na quinta colocação e a vaga para a Libertadores.

2ª hipótese: Atlético empata com o Flamengo.

Se empatar com os cariocas, o Atlético precisará de um tropeço ou do Corinthians ou do Botafogo para se manter no G6 – o Corinthians não vencer o Cruzeiro, no Mineirão; ou o Botafogo não vencer o Grêmio, na Arena do Grêmio.

3ª hipótese: Atlético perde para o Flamengo.

Se perder em casa para o Flamengo, a combinação de resultado também pode favorecer o Furacão, que neste caso precisaria torcer para o Corinthians não vencer o Cruzeiro ou o Botafogo perder para o Grêmio, em Porto Alegre.

De qualquer modo, até domingo vai ser uma penosa e torturante espera para ele, e  muitos torcedores.

ENQUANTO ISSO…

 

 

 

 

Enviado por babbocamargo, 27/11/16 8:34:39 PM

Um convite tentador. Matéria da Agência Brasil, produzida pela repórter Camila Boehm, informa que foi aberta em São Paulo uma exposição, pela primeira vez, traz  material que mostra a trajetória de um homem que se dedicou à inovação, ao design e à ciência: Alberto Santos Dumont.

Mais: o público é convidado a passear por diversos lugares e momentos que fizeram parte da história do inventor da aviação, como a fazenda Cabangu, onde ele nasceu, e a Belle Époque francesa, em que conquistou sua fama.

No Itaú Cultural, ainda da Agência Brasil, foram reunidos objetos, fotos e documentos do aviador expostos com imagens que resgatam os balões, dirigíveis e aeroplanos. Há, ainda, uma reprodução de sua biblioteca, com publicações que o inspiraram, além de alguns títulos de sua autoria.

A exposição segue até 29 de janeiro. A entrada é gratuita.

De grátis? Oba! Vou nessa – festejou Beronha.

As vaias indevidas

Professor Afronsius, por sua vez, lembrou um episódio recente envolvendo a figura de Santos Dumont: na festa de abertura das Olimpíadas, a homenagem ao Pai da Aviação provocou furibunda reação de alguns norte-americanos quanto à paternidade do evento. Aí, recorreu a um belo registro da façanha do brasileiro. Está no livro 80 Anos de Brasil, editado pela Souza Cruz em 1983.

Sob o título Uma improbabilidade técnica nos céus de Paris, temos:

– Campo de Bagatelle, arredores de Paris, 23 de outubro de 1906. Milhares de assistentes: um homem, um brasileiro (vejam só!) vai tentar voar. E, pior, num veículo que pesa muitas vezes mais do que o próprio ar.

A multidão quer assistir ao insucesso: havia 13 tentativas anteriores fracassadas. Um grande espetáculo. Lentamente, a engenhoca se move. É o 14-Bis, 10 metros de comprimento, 12 metros de envergadura, superfície total de 80 metros quadrados. O peso é de 160 quilos, que devem ser suspensos por um motor de 24 HP. Impossível!

– Mas – surpresa! – a máquina começa a ser erguer. Está a dois ou três metros acima de todas as cabeças. E percorre nada menos que 60 metros no campo de Bagatelle.

O homem conseguiu o improvável, fez o primeiro voo mecânico do mundo (devidamente homologado). Aplausos, chapéus jogados para o ar, lenços agitados – Santos Dumont é o Pai da Aviação.

Ao contrário dos irmãos Wright

Mas, ainda sobre a reação dos gringos, nas Olimpíadas, defendendo que foram os irmãos Wright os pioneiros no voo motorizado, em 1903, três anos antes de Santos Dumont, tem mais. O primeiro voo homologado da história foi feito por Santos Dumont, que, ao contrário dos irmãos Wright, não precisou da providencial ajuda de uma catapulta.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 26/11/16 8:51:22 PM

Sobre Fidel Castro, há quem tenha retirado (da parte antiga) da estante um livro. De 1962. Cuba – A ilha explosiva, História secreta do bloqueio, de Luís Delano, Editora Brasileira de Livros e Revista Edibrás.

Ele começa com uma citação:

– A guerra é um assunto demasiado sério para ser resolvido pelos generais.

Georges Clemenceau.

E, com dezenas de fotos, traz uma de Fidel jogando beisebol. Pelo time dos Barbudos, por supuesto.

Quanto à posição brasileira no episódio dos mísseis e do bloqueio a Cuba, o livro destaca que “cumpria ao Brasil dar um exemplo de equilíbrio e abrir caminho para o encontro de uma fórmula que possibilitasse novamente a convivência dos cubanos dentro do sistema continental”.

Coube ao general Albino Silva, um curitibano que tinha sido chefe da Polícia Civil no Paraná e que chefiava o Gabinete Militar do então governo João Goulart, descascar o abacaxi. Escreve Luís Delano que, ao retornar da missão, Albino Silva garantiu que a sua “missão integradora” tinha sido coroa de êxito. E, bem-humorado, ao desembarcar no Aeroporto de Brasília, declarou aos jornalistas:

– Trago de Havana a Copa do Mundo da nossa diplomacia!

Em tempo: Albino Silva é nome de rua em Curitiba.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/11/16 8:33:43 PM

Apesar dos recalcitrantes bolsões de xenofobia que ainda perduram, cresce no Brasil o interesse pelo futebol americano. Para os que fazem cara feia, alegando que se trata de um esporte muito complicado, há quem recomende uma leitura. O texto, assinado por Marcelo Brandão, saiu no site da Agência Brasil. Título: Entenda o futebol americano:

- O futebol americano é um jogo de conquista de território. Cada time tem quatro jogadas para avançar dez jardas (9,14 metros) com a bola. Caso avance, ganha direito a mais quatro jogadas e assim por diante. Caso não consiga, devolve a bola para o time adversário, que terá sua oportunidade de atacar.

Cada time conta com 11 jogadores titulares de ataque e 11 de defesa. O quarterback é uma espécie de “camisa 10” do time. É das mãos dele que sai a maioria das jogadas de ataque, seja lançando a bola para outros jogadores ou entregando nas mãos de um companheiro para uma corrida. Em algumas jogadas, ele mesmo corre com a bola.

A principal pontuação do jogo é o touchdown e vale seis pontos. Um touchdown acontece quando um jogador recebe a bola no fundo do campo adversário ou corre com ela até lá (local chamado de “end zone”). Após o touchdown, o time tem direito a tentar um ponto extra, chutando a bola no meio das traves. O time também pode tentar uma conversão de dois pontos, através de uma jogada normal de ataque a partir da linha de duas jardas, passando ou correndo com a bola até a end zone.

Outra pontuação recorrente nas partidas é o field goal. É um chute executado pelo kicker, jogador que só entra em campo em situações de chute. O field goal rende três pontos ao time se a bola chutada passar pelo meio das traves no fundo do campo. Após uma pontuação, a bola é devolvida ao adversário, para que ele inicie sua campanha de ataque.

Existem várias situações caracterizadas como falta no futebol americano. Dentre elas estão agarrar a grade do capacete do adversário, atingir o adversário “cabeça com cabeça” ou acertá-lo após o término da jogada.

É isso, vamos ao(s) jogo(s).

ENQUANTO ISSO…

 

 

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