Blogs

Fechar
PUBLICIDADE

Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 22/02/17 8:36:30 PM

Depois de encarar uma sucessão de congestionamentos às 7 da manhã em vários pontos de Curitiba, ao parar (ou ser obrigado a parar) no Prado Velho, um motorista recebeu um exemplar do jornal Metro. Manchete: Tempo perdido – Curitibano desperdiçou 83 horas parado no trânsito em 2016.

A inevitável reação:

– Poxa, eu poderia ter ficado muito mais tempo no boteco…

Voltando à notícia. Pesquisa da empresa holandesa TomTom, fabricante de sistemas de navegação para automóveis, por supuesto, coloca Curitiba em 144º lugar no ranking de 390 cidades de 48 países enroscadas no trânsito. Entre as brasileiras, Curitiba desponta na 9ª colocação. Há quem tenha comemorado: menos mal…

Na matéria, assinada por Rafael Neves, temos que o motorista na capital passa, em média, 22 minutos por dia parado no congestionamento. Nosso trânsito piorou 2% no ano passado.

Aí, o motorista, o ainda retido no Prado Velho, lembrou de Trânsito Louco.

Os “vícios urbanos”

Trânsito Louco é o título de um livro de Marcos Prado, lançado em 1973. Entre as razões do trânsito que já era maluco naquela época, temos do arquiteto, ex-IPPUC e ex-Detran, que, em 1971, o desafio curitibano era “implantar um plano de trânsito numa cidade com vícios urbanos impermeável a qualquer modificação em sua estrutura viária tradicional”.

Na orelha do livro, o ex-prefeito Jaime Lerner garante que trânsito era “assunto que mais preocupa do que entusiasma, embora num país onde os automóveis crescem em progressão geométrica e isso acaba por atingir a todos, indistintamente”.

Neuróticos ao volante

Implantado na década de 1970, o exame psicotécnico para obtenção de carteira de habilitação apontou, nas primeiras levas, que só em Curitiba “quase 10% dos candidatos mostraram ser neuróticos”.

E, ainda conforme Marcos Prado, Curitiba, como todas as cidades “em crescimento espontâneo”, não possui uma infraestrutura para suportar o impacto da era industrial, “cujo efeito mais direto é o aumento progressivo da sua frota de veículos”.

Proporcionalmente à sua população, “a cidade apresentava uma das menores áreas centrais – aproximadamente 0,5 Km quadrados -, onde há excepcional concentração de atividades comerciais, bancárias, culturais e recreativas”.

Ainda do livro:

– Os acidentes são hoje o nosso maior mal social. É um verdadeiro massacre que substitui as pragas da idade média, no Século XX.

– O liberalismo econômico, iniciado no final do século XVIII, faz com que escape do controle da comunidade ou da municipalidade a vida urbana, cuja instabilidade é marcante. A cidade passa a ser instrumento de lucro. (…) As pessoas servem-se da cidade. Esta deixa de ser realidade coletiva para ser realidade espacial apenas. A organização da cidade começa a depender da via férrea e das vias de acesso. Perde a autonomia, desaba sua estrutura, cria-se um tecido urbano desordenado.

– Durante o ano de 1970, em Curitiba, mais de 100 pessoas não voltaram para casa, vítimas de acidentes de trânsito. Em 1971, 66 morreram nas suas ruas e 1.400 em todo o Paraná. O aumento do número de veículos é vertiginoso: São Paulo atinge quase 1.000.000 de veículos e Curitiba aumentou sua frota 200% em 10 anos. Este formidável aumento da frota, a falta de preparo da população para a entrada na era do automóvel, a falta de condições das ruas, a inexistência de uma consciência dos problemas criados pelo automóvel por parte das autoridades, levou às condições que hoje prevalecem nas grandes cidades.

– O tráfego, mais que um problema à espera de solução, é uma situação social que requer uma política rigorosa e paciente, insiste Prado.

Uma realidade kafkaniana

Falando do volume mensal de carros novos emplacados, Prado cita que em 1973 seria superior a 2.000 veículos, um crescimento quase geométrico e que, pelas facilidades de compra, “vamos nos aproximando do atendimento do desejo de cada família ter seu próprio carro”.

“É necessário entender o tráfego como a presença de veículo na cidade, em movimento e parado. Vemos grande parte da inteligência sendo dedicada apenas à engenharia de fluxo de tráfego – medidas de volume, desenho de ruas e intersecções –, mas raramente ouvimos alguém indagar por que os veículos se movem, ou se o tráfego poderia ser eliminado ou dirigido a outras direções pela manipulação das causas dos movimentos”.

No final, o arquiteto diz que abordou os problemas mais importantes e que as críticas, apesar de duras, refletem parcialmente a realidade, que chega a ser kafkaniana.

—-

Afinal, era a tal da conurbação, assunto para o blog de amanhã. Se a gente não ficar preso no trânsito…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 21/02/17 8:22:25 PM

Na TV, a nova fornada de comerciais do Posto Ipiranga. Mantendo, por supuesto, o personagem chave: o Batata, na verdade Antonio Duarte de Almeida Júnior, um químico industrial de formação que ficou famoso com o bordão “pergunta lá no posto Ipiranga”. Sacada da agência Talent.

Antes dele, Antônio Carlos Bernardes Gomes também fez enorme sucesso nessa área. Antônio Carlos? É, o Mussum.

Era uma campanha da Volkswagen (“Das auto”). Esbanjando simpatia com o seu vasto sorriso, festejava um lançamento da VW:

– 200 cavalos. É cavalis pra cacildis!

O sucesso foi tão grande que logo a carioca Brassaria Ampolis tratou de lançar a segunda cerveja do Mussum: depois da Biritis, viria a Cacildis.

Na época da Cacildis, há quem tenha recorrido ao próprio Mussum para comemorar:

– É, de fato. Suco de cevadiss deixa as pessoas mais interessantiss.

Aforismos nos blogs do além

Em setembro de 2011, a revista Carta Capital publicava os excelentes Blogs do Além, de Vitor Knijnik, que incluiu um Blog do Mussum, “que voltava do além para explicar seus brilhantes aforismos”.

– Eu, honestamente, fiquei esperando que algum escritor (ou professor de filosofia) mais atento se debruçasse sobre minha vasta coleção de frases lapidares. Talvez minha maneira peculiar de usar o idioma tenha obscurecido a riqueza do material.

Mas algumas das grandes questões estão lá: o que é a realidade em si mesma? O que é essencial? O que é certo e o que é errado? Cansado de aguardar por algum intelectual que não tenha mais o que fazer, decidi eu mesmo realizar a tarefa.

E, citando Wittgenstein, diz acreditar que os problemas filosóficos tradicionais “são resultantes de confusões linguísticas”. Adianto aqui um pouco do livro que em breve pretendo publicar, Mussum e a Filosofivis do Mé.

Mussum e sua prévia do livro – livro ou tratado?

– Se suco de cevadiss atrapalha seu casamentiss, abandone sua mulher, cacildiss!!

– Vai caçá sua turmis!

– Casa, comida, três milhão milhão por mês, fora o bafo.

– Tá tudo muito parádis? Toma um que o mundo vai girarzis.

“Sou mesmo um pândego”, concluía o comediante.

O dito popular “casa, comida e roupa lavada” expressa o denominador mínimo para que um indivíduo mantenha sua dignidade e uma vida confortável. Na versão paródica, a expectativa é quebrada pela inclusão de “três milhão milhão por mês, fora o bafo” e supressão de “comida e roupa lavada”. Essa inversão levanta uma questão fundamental da filosofia: o que é essencial e o que é supérfluo?

Mussum e a teoria da relatividade

– Tá tudo muito parádis? Toma um que o mundo vai girarzis!

“Com essa frase, creio que consegui explicar de uma maneira bem simples a teoria da relatividade. Há também aqui um paralelo com o mito da caverna de Platão. Onde o mundo parado é a sombra projetada na parede e o representa a realidade ou a libertação”.

Antônio Carlos Bernardes Gomes nasceu no dia 7 de abril de 1941, no Rio de Janeiro; morreu a 29 de julho de 1994. Tinha 53 anos. Cacildiss! Viver é (realmente) perigoso.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 20/02/17 9:12:25 PM

Sem pretender entrar na questão do Atletiba que entrou para a história do futebol mundial ou da violência que campeia dentro e fora dos estádios, alguém lembrou que houve um tempo bem mais agradável, em que havia espaço até para o torcedor de meio tempo, os 30 minutos finais, para ser mais exato. Era o Brasil cordial.

Lá pelos anos 1970/1980, marcava presença um pessoal que, sem condições de pagar o ingresso, aglomerava-se em frente aos estádios. No nosso caso, o Joaquim Américo, a Velha Baixada, ou, então, o Belfort Duarte e o Durival de Britto e Silva, este na Vila Capanema, por supuesto.

Alguns acompanhavam a partida pelo radinho – ou pelos gritos de gol da torcida. Terminado o primeiro tempo, começava a contagem regressiva. Quinze minutos de bola rolando, os portões do(s) estádio(s) eram abertos e o acesso era liberado. Para alegria geral:

– E quem já estava nas arquibancadas aplaudia, saudava a galera, que respondia com acenos e sorrisos.

Não se sabe precisamente como teve início tal prática, o fato é que ela se tornou rotina por um bom tempo, um gesto de simpatia e solidariedade dos dirigentes – ou mais, muito mais provavelmente da turma das bilheterias e da portaria.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 19/02/17 9:16:46 PM

Há quem (ainda) leve um susto quando um distinto cliente chega ao balcão do Luzitano com Z e, feliz da vida, faz o pedido:

– Salta uma água de valeta!

Ou, então, “quero um cafezinho”.

Para quem se surpreende com os nomes de algumas bebidas altamente populares, não é só por nossas bandas que eles pululam. Cafezinho nada mais é que um copinho de underberg.

Água de valeta?

Simples: a mistura de underberg com vodka. A mistura impressiona pela própria imagem.

Já no Rio Grande do Sul, há quem peça porta aberta no balcão. Nada mais do que underberg com Coca Cola.

E aí surge um cabôco que esteve recentemente em Itapoá, Santa Catarina, e que voltou intrigado: constava da carta de bebidas uma tal de sangue de mosquito. Isso mesmo.

E nem o (feliz) proprietário do boteco soube explicar o motivo do apelido. “É do tempo do meu avô”, justificou.

A hipótese é a seguinte: já que sangue de barata remete a uma pessoa que suporta tudo sem esboçar uma reação, mínima que seja, sangue de mosquito, por supuesto, deve ser o contrário. Reagir de imediato, sair voando, dando voltas, distante do que o cerca.

Mas, ainda da bela Itapoá: Avenida Principal, perto do Hotel Rainha de Itapoá.

Diante de uma lanchonete há uma frondosa árvore que até parece brotar da calçada: e, em meio à espessa folhagem, uma pequena placa branca pendurada em um dos galhos, em ponto bem visível dos transeuntes, chama a atenção. Tanto que todo mundo interrompe a caminhada para ler o aviso manuscrito:

Não alimente o macaco.

Ela está lá faz tempo. E mesmo quem é morador de Itapoá nunca viu o tal macaco. Pura (e brilhante) pegadinha.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 17/02/17 2:47:12 PM

Neste domingo, 19, teremos em Curitiba outra etapa do Track&Field Run Series, com largada, às 7 horas, no estacionamento do Shopping Mueller. A prova será disputada nas distâncias de 5 km e 10 km, com duração máxima de 1 hora e 30 minutos. “O T&F Ruan Séries é uma experiência única para quem busca qualidade de vida por meio da prática esportiva. O circuito de corridas de rua é feito para pessoas apaixonadas pelo esporte, que buscam o bem estar físico e valorizam a troca de experiências”.

E aí, ostentando o número 990, teremos em ação Marcelo Micoanski, o Mico, o eletricista/atleta que já foi personagem de matéria do jornalista José Carlos Fernandes, na Gazeta do Povo, em novembro de 2013. Com direito a bela foto no local de trabalho, então um prédio em construção na Avenida João Gualberto. E que, de lá para cá, não parou. Participou, por exemplo, da Meia Maratona Internacional de São Paulo e da 33.ª Maratona Internacional de Porto Alegre, entre outras provas. E continua em forma.

Com início em 2004, o Track&Field® Run Series tornou-se um dos circuitos mais conhecidos do Brasil, atraindo milhares de atletas pelas ruas do país, “que buscam uma experiência única de corrida”.

Em tempo: o shopping fica na Av. Cândido de Abreu, 127.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 16/02/17 8:39:33 PM

Está na Agência Brasil, matéria assinada pelo repórter Marcelo Brandão: Crime e Castigo é uma das obras preferidas de detentos de presídios federais. Explicando:

– Os detentos do Sistema Penitenciário Federal são recompensados com quatro dias a menos da pena para cada livro que leem. E uma das obras mais lidas por eles é Crime e Castigo. Escrita pelo russo Fiódor Dostoiévski e publicada originalmente no século 19, conta a história de um jovem que comete um assassinato e acaba consumido pela culpa.

Para obter remição na pena, os detentos das quatro prisões de segurança máxima, no Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte e de Rondônia, precisam redigir uma resenha sobre a obra que leram.

Depois da obra de Dostoiévski, temos entre as mais lidas: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, Através do Espelho, de Jostein Gaarder, Dom Casmurro, de Machado de Assis, Sagarana e Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa.

Professor Afronsius, cutucando o bigode, comentou com seus botões:

– Já li todos. E tenho os livros em casa para provar que não foi atrás das grades.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 15/02/17 8:43:48 PM

Não que possa sacudir e esquentar o nosso carnaval, mas um persistente folião curitibano pretende sair às ruas cantando uma marchinha supimpa. Que não é daqui, por supuesto. Depois de ler uma matéria de Léo Rodrigues – correspondente da Agência Brasil em Belo Horizonte -, foi atrás da letra de O baile do cidadão de bem.

No tradicional Concurso de Marchinhas Mestre Jonas, que ocorre anualmente no início do carnaval de BH, a vencedora foi a música dos compositores Helbeth Trotta e Jhê Delacroix – que garantiram o prêmio de R$ 6 mil.

Ainda da Agência Brasil: o cidadão de bem é aquele sujeito que protesta contra a corrupção, mas comete diariamente ilicitudes, como estacionar em lugar proibido. E também defende a morte de criminosos, enquanto se diz a favor de vida e contra o aborto. Helberth Trotta com a palavra:

– Nós fizemos uma pesquisa sobre o tema e descobrimos várias curiosidades. Por exemplo, cidadão de bem era o nome de um jornal da Ku Klux Klan, que no início do século passado defendia nos Estados Unidos a supremacia branca e praticava atos violentos contra negros.

Mais: “O concurso abre as festas na cidade. Então, é o momento ideal, quando estão todos curiosos pelas letras. Porque a marchinha é uma crônica sobre comportamentos, um retrato do dia a dia da sociedade”.

Com os versos “Veja só quem vem, é o cidadão de bem, contra a corrupção, taça de champanhe, na manifestação”, a marchinha faz uma crítica aos paneleiros da classe média que saíram às ruas para protestar vestidos com a camisa da seleção e com uma taça de champanhe na mão.

Será que a marchinha emplacaria em Curitiba?

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 14/02/17 8:39:31 PM

A revista Carta Capital desta semana, em texto de Nirlando Beirão, comenta o livro de poesias de Michel Temer, isso mesmo, do vate MT, ou melhor, do poetastro, como bem demonstra a matéria Temer no Parnaso. Do outro lado, no contraponto, temos gente como Mario Quintana, Vinícius de Moraes, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Gregório de Mattos e o nosso Paulo Leminski. Goleada, resultado mais do que previsível.

Um exemplo da genialidade de MT:

A vida e o tempo              

Chorei lágrimas milhares

Chorei lágrimas centenas

Chorei lágrimas dezenas

Chorei uma única lágrima

Depois, não chorei nunca mais.

Na sequência, o troco. E temos :

Paulo Leminski ficaria atordoado. Impossível alcançar a profundidade minimalista do bardo do Jaburu com minúsculas digressões como esta que Leminski rascunhou:

Não discuto

com o destino

o que pintar

eu assino

O nome do livro, caso interessar possa: Anônima Intimidade, Editora Topbooks, 165 páginas, R$ 39,00.

Vade retro. Nem de graça – reagiu um leitor. O homem é ruim em tudo onde mete o bedelho.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 13/02/17 8:46:16 PM

O cabôco entrou no boteco todo faceiro, chamando a atenção pelo boné vermelho que estampava: NYC 1664. Papo vai papo vem, alguém quis saber:

– O que significa esse NYC 1664?

– Não faço a menor ideia. Ganhei o boné de presente…

Ainda bem que alguém conhecia um pouco da história de Nova Iorque, até por conta do ataque às Torres Gêmeas do Word Trade Center, no dia 11 de setembro de 2001, tratou de esclarecer:

– Cidade de Nova Iorque em 1664. Ela surgiu como um posto de troca comercial dos holandeses, em 1624. Era e foi Nova Amsterdã até 1664, quando a colônia passou para o controle Inglês. Chegou a ser a capital dos Estados Unidos de 1785 até 1790, tornando-se a maior cidade do país desde 1790. Foi rebatizada pelo Duque de York e Albany.

Silêncio, até que alguém não resistiu:

– Bem dizem que bar também é cultura…

Às vezes.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 12/02/17 9:04:32 PM

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) promove uma doação de livros em sua sede – Rua José Loureiro, 211, centro. Eles vieram da família do jornalista Milton Cavalcanti. A entrega das publicações é feita de segunda à sexta, das 9h às 12h e das 13 às 17h30.

Entre dezenas de publicações, temos Rui e a Réplica, de Américo de Moura, de 1949; A Nova Alma do Negócio, de Tom Morris, obra lançada no Brasil em 1998 e exemplares (encadernados – capa dura) da Revista da Academia Paranaense de Letras.

Ainda sobre o jornalista Milton Cavalcanti, editor de economia do jornal Última Hora, que tinha entre as edições regionais a do Paraná, com redação no Edifício Asa, temos outro registro importante. Está na coluna Tabloide, do jornalista Aramis Millarch, edição de dia 4 de fevereiro de 1988:

– Uma coleção completa da “Última Hora”, edição no Paraná, quando do fechamento da sucursal, ficou com o jornalista Milton Cavalcanti. Infelizmente, a coleção que Milton vinha preservando acabou sendo perdida num incêndio em sua residência, restando apenas a incompleta coleção que está na Biblioteca Pública do Paraná.

Eram os 898 números da edição UH Paraná, abrangendo o período de 1º de junho de 1961 a 12 de maio de 1964, quando, com o golpe civil militar de 1964, o jornal foi empastelado – ou, fechado.

Em tempo: hoje, felizmente, todos os artigos de Aramis Millarch foram digitalizados e estão na internet: basta acessar www.tabloidedigital.com.br

ENQUANTO ISSO…

 

 

Páginas12345... 263»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Buscar no blog
Acompanhe a Gazeta do Povo nas redes sociais