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Enviado por babbocamargo, 05/03/15 8:50:02 PM

Já na linha de largada para encarar o Leão, professor Afronsius tratou de conferir o tradicional passo a passo do Imposto de Renda. A prestação de contas já começou e vai até o dia 30 de abril. E leu no Zero Hora que, “depois de mais um ano tendo uma porcentagem do salário sendo descontada todo mês, chegou a hora de declarar ao governo tudo o que você pagou no ano anterior para conferir se há algo a mais a pagar ou a receber.”

- É a vida.

Já o Beronha nunca declarou o IR. Ele recorre à máxima do ministro Armando Falcão, aquele mesmo, do período (bate 3 vezes na madeira) Ernesto Geisel (1974-1979). O Falcão da Justiça (sic) ficou famoso (também) pelo nada a declarar. Mesmo assim, nosso anti-herói de plantão quis saber qual é o primeiro passo do “passo a passo”. Recebeu a resposta:

- Armazenar paciência, muita paciência. Segundo passo, caprichar nos cálculos para não tropeçar no terceiro passo e, principalmente, no último passo.

Torcendo por uma restituição.

ENQUANTO ISSO…

6 março

 

 

Enviado por babbocamargo, 04/03/15 9:13:37 PM

Um vasto leque de comemorações marca o aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro. A primeira cerimônia, dia 1º, foi na Fortaleza de São João, na Urca, Zona Sul, local onde a cidade foi fundada, em 1565.

Mas, a propósito do Rio de Janeiro, professor Afronsius, lendo a edição deste mês da Revista de História da Biblioteca Nacional, a sua – e a nossa – RHBN, confirmou o que já sabia. Ria de Janeiro?

“É pouco provável que os experientes navegadores europeus que avistaram pela primeira vez a baía de Guanabara, no início do século XVI, a tenham confundido com a foz de um rio. Pouquíssimo provável, portanto, que tenham batizado o lugar de Rio de Janeiro. Existe uma hipótese de que o nome escolhiddo foi Ria de Janeiro. Ria, não o verbo, mas substantivo: identificado em documento portuguêsde 1416, também significa, segundo o Houaiss, ‘braço de mar’, que geralmente se presta à navegação”.

E assim, o termo náutico, pouco popular, “pode ter se transformado no seu congênere de mais fácil assimilação pelos escrivães”.

- Houaiss? – Beronha quis saber de quem se tratava.

- Antônio Houaiss, professor, diplomata, filólogo, lexicógrafo. Tão bom que virou nome de dicionário. O Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

ENQUANTO ISSO…

5 março (1)

 

 

Enviado por babbocamargo, 03/03/15 7:30:20 PM

Para quem reclama no boteco que a cerveja não está bem gelada, professor Afronsius reportou-se a um caso contado por Sérgio Porto, ele mesmo, Stanislaw Ponte Preta, o Lalau para os mais próximos.

Saiu publicado em abril de 1968 e consta do livro A Revista do Lalau, de 2008.

O jornalista José Ramos Tinhorão, outra grande figura, foi ao bar para tomar cafezinho. Quando chegou junto ao balcão e pediu o café, foi advertido por um maquinista, que estava ao lado:

- Eu acho melhor o senhor tomar refresco. Tá mais quente que o café.

ENQUANTO ISSO…

4 março

 

Enviado por babbocamargo, 02/03/15 8:15:16 PM

O clássico gaúcho terminou ôxo, mas todo mundo achou tri legal, não propriamente pelo empate, mas pelo sucesso da iniciativa de misturar as torcidas. Colorados e gremistas deram um show.

Quanto ao jogo, o jornal Zero Hora comentou que “o futebol até podia ter tido gols e emoções mais alucinantes, em homenagem à iniciativa histórica. Mas, não. O empate sem gols mostrou mais da situação dos dois times, em um clássico apenas com lampejos de um lado e outro”.

Natureza Morta, Beronha e professor Afronsius pediram a palavra:

- Quanto à “iniciativa histórica”, tomara que o resto do país siga o mesmo caminho. E os estádios de futebol voltem a ser festivamente habitáveis, de convivência pacífica, independentemente do placar.

- Ou uma extensão dos bons botecos da vida – segundo professor Afronsius, que até hoje faz questão de proclamar “não sou gaúcho, mas ainda sou torcedor do Renner”.

Isso mesmo, Grêmio Esportivo Renner, o time dos industriários. Fundado no dia 27 de julho de 1931, por 44 anos ostentou um grande feito, o de ser o único campeão estadual. Fechou em 1957.

ENQUANTO ISSO…

3 março

 

 

Enviado por babbocamargo, 01/03/15 7:39:51 PM

Sobre o primeiro clássico gaúcho de 2015, o jornal Zero Hora de ontem ressaltou que Internacional e Grêmio se enfrentavam “voltados não apenas para a conquista em campo”. É que o destaque do confronto de número 404 da história “está na mensagem de paz nos estádios a partir da criação da área de torcida mista no Beira-Rio e na convivência de colorados e gremistas, lado a lado, no Caminho do Gol”.

Mais: terá algo de retomada dos tempos românticos do futebol. “Eles serão uma ilha. Apenas mil colorados e mil gremistas em uma parte da arquibancada, mas que poderão fazer história e mudar os rumos do clássico gaúcho, resgatando o convívio entre diferentes e a civilidade”.

Ao comentar o noticiário com Natureza Morta e Beronha, professor Afronsius chamou a atenção para outro desafio:

- Além de casais, irmãs e irmãos, a torcida mista vai unir até sogro e genro.

Nosso anti-herói de plantão não resistiu:

- Sogro e genro? Essa eu quero ver…

ENQUANTO ISSO…

2 março

 

Enviado por babbocamargo, 28/02/15 8:17:30 PM

Aforismo, como se sabe, trata-se de uma máxima, apotegma, sentença moral breve e conceituosa.

Mas, graças a Mário da Silva Brito, e ao Livro de Cabeceira do Homem, volume I, 1966, Editora Civilização Brasileira, temos os desaforismos. Exemplos:

- Nem no dia de sua morte o coveiro falta ao cemitério.

- O homem luta para construir um futuro e, ao fim dos anos, percebe que só recolheu o passado.

- Não somos nós que perdemos tempo. É o tempo que nos perde.

- Certos escritores deviam ser punidos por exercício ilegal da literatura.

- Há gente que é notícia e há gente que é sempre boato.

- O leite da bondade humana azedou.

- Quantos livros há cuja leitura só se tornaria suportável se pudéssemos reescrevê-los.

- Celibatário é o homem que toda a noite, ao chegar em casa, pode exclamar: “Enfim, só!”

- Quem muito pensa no futuro, perde o presente.

- Homem – secreção do efêmero.

- Estamos caminhando rapidamente em direção à nossa Pré-História.

- Em vez de poemas, decorava bulas de medicamentos!

- Viver é trapacear com a morte.

Poeta, ensaísta, crítico literário, Mário da Silva Brito escreveu História do Modernismo Brasileiro, entre outras obras.

ENQUANTO ISSO…

1 março

 

Enviado por babbocamargo, 27/02/15 10:31:05 PM

“Cientista italiano prevê transplante de cabeça em dois anos”.

Ao ler o título da matéria publicada pela BBII – a Briosa, Brava e Indormida Imprensa -, professor Afronsius cofiou o bigode e não resistiu:

- Tomara que dê certo, mas o ideal mesmo seria transplante de cérebro… Ou, no plural, cérebros.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, completou, acertando sem querer:

- O problema seria achar doadores…

Natureza Morta botou a colher:

- Acho eu, modestamente, que, mesmo com transplante de cérebro ou cérebros, agora já seria tarde.

ENQUANTO ISSO…

28 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 26/02/15 7:56:39 PM

Para gáudio dos fanáticos mais fanáticos (sim, e eles existem aos borbotões), saiu – com baita destaque – no portal iG:

- Arena da Baixada recebe primeiro jogo no Brasil com acesso por biometria.

Beronha, professor Afronsius e Natureza Morta festejaram:

- Primeiro do Brasil! Que chique!

A matéria destaca que a tecnologia terá “papel fundamental para identificar torcedores baderneiros em estádios e será usada oficialmente no Brasil pela primeira vez nesta quinta-feira”. O acesso a um dos setores da Arena da Baixada, em Curitiba, para o duelo entre Atlético-PR e Foz, pelo Campeonato Paranaense, se dará apenas por controle biométrico.

“Isso significa que para ver a partida no Setor Fan, atrás do gol que fica à direita das câmeras de TV, o torcedor, além de ser sócio do clube, precisará ter feito um cadastramento prévio. Além de dados pessoais e da validade do cartão do sócio, o sistema capta a impressão digital, e desta forma libera o acesso à arquibancada. Esse setor é onde fica a torcida  uniformizada Fanáticos, a única autorizada a frequentar a Arena da Baixada”.

A nova e as velhas “ferramentas”

Tem mais: “O sistema, idealizado em novembro do ano passado, foi testado nos dois primeiros jogos do Atlético pelo Campeonato Paranaense deste ano, em conjunto com o cartão (smart card) dos sócios-torcedores. A partir desta quinta-feira, a biometria impede, por exemplo, que alguém empreste seu smart card a outro para entrar, além de detectar se a pessoa sofreu algum tipo de advertência por distúrbios dentro do estádio, o que a deixa impedida de frequentar o local”.

Com a identificação por biometria, “os responsáveis pela segurança da Arena da Baixada em dias de jogos têm uma ferramenta mais eficaz para identificar torcedores caso ocorra alguma confusão no setor destinado às organizadas”.

Já quanto à evolução/desempenho do time, ainda resta ao torcedor fazer o que sempre fez: recorrer ao galhinho de arruda atrás da orelha, promessa, mandingas, aplausos e, quando necessários, retumbantes apupos.

E segue o baile, como diz o Flávio.

ENQUANTO ISSO…

27 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 25/02/15 7:14:07 PM

Há algo no ar além de aviões de carreira, como dizia o Barão de Itararé. De fato. Segundo a Agência Lusa, pela segunda vez consecutiva as autoridades policiais de Paris avistaram na noite de terça-feira e madrugada de ontem drones não identificados sobrevoando o centro da cidade.

Os tais drones foram vistos nas imediações da Praça da Concórdia, da Praça dos Inválidos e ao longo do Rio Sena. Eram pelo menos cinco.

Procurando ver o lado bom das coisas, se é que ainda é possível tal proeza, professor Afronsius justificou seu otimismo:

- Como ainda é inverno por lá, talvez os tais drones estejam levando bebidas sob encomenda.

Pode ser. Afinal, como se sabe, nos Estados Unidos já existe o serviço de entrega de bebidas em domicílio quando há fortes nevascas e a turma do caneco não tem como sair de casa. Muito menos voltar. No caso, o drone mordomo (ou garçom) transporta cerveja. Cerveja produzida especialmente para consumo no frio…

Em Paris, que seja vinho ou conhaque.

ENQUANTO ISSO…

26 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 24/02/15 8:14:51 PM

Como se dizia (antigamente), nesse mundo o mais bobo tira a meia sem tirar o sapato. E continua assim. Na revista Carta Capital da semana passada, a coluna Tecnologia, assinada por Felipe Marra Mendonça, destaca que “a vigilância constante mostrada em 1984 por George Orwell parece ter se tornado realidade”.

Por obra e graça da coreana Samsung, os televisores da nova linha SmartTV ”podem captar a conversa que rola na sala de sua casa”, telespectador. É a tevê inteligente, que faz muito mais do que simplesmente aceitar comandos de voz. “Captura palavras que contiverem informações pessoais ou sensíveis, que serão retransmitidas para terceiros”.

O clima como arma de guerra

Já na edição desta semana, na rubrica QI/Ciência, temos na área climática a geoengenharia como arma de guerra: segundo TheObserver, a CIA descobriu o potencial militar das mudanças climáticas. E não é coisa de agora. Entre 1967 e 1968, por exemplo, com a “semeadura de nuvens”, a Operação Popeye dos EUA “fez as chuvas aumentarem em uma porcentagem estimada em 30% em partes do Vietnã, na tentativa de reduzir o movimento de soldados e recursos para o Vietnã do Sul”.

A escolha do Afonso Pena

Já por conta do tempo em Curitiba – e poderia ser diferente? -, professor Afronsius lembrou o caso do Aeroporto Afonso Pena.

- Quem fez a escolha da capital acertou na mosca, sabia onde pisava. Poder de antecipação. Um esconderijo perfeito.

Construído em 1944, o aeroporto era um aeródromo militar na então Colônia Afonso Pena, município de São José dos Pinhais. Segundo a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, a iniciativa partiu do governo norte-americano. Uma decisão estratégica, por supuesto.

Com a Segunda Guerra Mundial ganhando corpo, o Afonso Pena serviria, caso fosse necessário, para despachar aviões das forças aliadas ao Atlântico Sul. Alvo: submarinos e navios da Alemanha nazista. Afinal, de que lado estava a Argentina?

Engenheiros militares americanos escolheram a região da Colônia Afonso Pena a dedo: a constante formação de névoa serviria de camuflagem natural contra qualquer ataque inimigo. Ou seja, hoje como ontem, ninguém dá ponto sem nó.

- Vendem computador, internet, e, é claro, programas antivírus… – completou professor Afronsius.

Viver é perigoso.

ENQUANTO ISSO…

25 fevereiro

 

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