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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 31/03/15 8:04:36 PM

Certas coisas, só ouvindo para crer. Ou, como diz o underdog do Luzitano, a “desinformação é o nosso esporte”.

Na TV do bar, corre o jogo Inglaterra x Alemanha, que terminaria com a vitória dos ingleses por 3 a 2.

Chega um freguês que, de imediato, quer saber:

– Quem está jogando?

– Alemanha e Inglaterra.

– É a Alemanha Ocidental ou a Oriental?

Alguém, nas proximidades, emendou: “Nem Cidental nem Riental”.

Mais tarde, entra o seriado Law & Order: Special Victims Unit, a SVU, por aqui Unidade de Vítimas Especiais.

– SVU? Que time é esse?

Silêncio.

E tem a do cabôco que confessou:

– Eu gosto de ver o canal Santa Catarina.

– Santa Catarina?

– Sim, o SC.

Referia-se ao Sports Center, por supuesto.

De um outro cliente, de olho pregado na telinha:

– Adoro basquete porque tudo se resolve no garrafão

Para encerrar os registros inacreditáveis, tem a do sujeito que, encostando a pança no balcão, indagou:

– Não tem jogo do XV de Piracicaba?

– Não. Nem do Esporte Clube XV de Novembro – o XV de Piracicaba.

– E nem do 15 de Jaú?

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 30/03/15 7:46:57 PM

Alerta da Receita Federal, veiculado pela Agência Brasil: contribuinte deve ter cuidado com e-mail falso. Em tempo: os grifos são do Beronha.

– Mensagens eletrônicas em nome da Receita Federal continuam a ser enviadas aos contribuintes neste período de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Uma das mensagens falsas oferece facilidades na obtenção do Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2015.

– De acordo com a Receita, as mensagens utilizam indevidamente, por supuesto,  nomes e timbres oficiais e iludem o cidadão com a apresentação de telas que misturam instruções verdadeiras e falsas, na tentativa de obter ilegalmente informações fiscais, cadastrais e principalmente financeiras do cidadão desavisado. Os links contidos nas mensagens falsas, normalmente, abrem brechas no computador para a instalação de vírus e malwares, que são pragas digitais.

Comentário do professor Afronsius:

– No meu tempo, o contribuinte só temia uma coisa, o Leão da Receita.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 29/03/15 7:24:32 PM

Mudanças na internet vão permitir capacidade “quase infinita” de conexões. Com esse título, a Agência Brasil publicou notícia sobre “o crescimento exponencial de equipamentos conectados à internet”, o que levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a adotar uma medida similar à feita em linhas telefônicas.

– Assim como foi necessário acrescentar um dígito nos números de telefone para atender ao crescimento da demanda, os endereços de protocolo chamados IPv4 – número de identificação que permite a conexão dos equipamentos à internet – já estão dando lugar a uma nova versão com capacidade “quase infinitamente maior”: o IPv6.

“É uma quantidade tão absurda de IPs possíveis, que daria para colocar um endereço em cada grão de areia existente na Terra”, explica o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho.

Depois de ler a matéria, professor Afronsius não deixou por menos:

– Isso é bom ou é ruim?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 28/03/15 7:02:22 PM

Se, de fato, rir é o melhor remédio, de que riam as pessoas meio século atrás? Na revista Seleções do Reader’s Digest havia as (famosas) Piadas de Caserna. Na edição de dezembro de1957, como sempre com o devido registro da procedência, temos a de um soldado:

– De uma carta escrita por nosso filho, que está fazendo a instrução básica militar: “Hoje deveríamos ter instrução de sobrevivência, mas foi adiada por causa da chuva.” Sr.ª Paul Gregory.

Outra:

Quando eu era soldado na Índia, a bebida nas pequenas guarnições isoladas era um caso muito sério. Um coronel foi a uma festa em que as libações foram particularmente exageradas. Nas primeiras horas da manhã seguinte, os seus oficiais, despertados por gritos de angústia, acorreram ao seu quarto e encontraram o coronel na cama, com a testa banhada em suor.

– Vocês precisam chamar o médico – gritou. Estou paralisado da cintura para baixo.

O médico chegou e afastou as cobertas. Inclinando a cabeça por um instante, seu rosto, que mostrava a tranquilizadora calma profissional, ficou roxo ao reprimir a vontade de rir – ele era apenas capitão. Então mostrou o que sucedera: o coronel enfiara ambas as pernas em uma só perna do pijama. - John Masters, Bugles and a Tiger (Viking, ed.) 

Mais uma, agora fora da caserna:

Verificando que a combinação do cofre de seu escritório havia emperrado, o gerente de uma mina em Canon City, no Colorado, telefonou ao diretor da Prisão Estadual perguntando-lhe se algum de seus presos seria capaz de abri-la. Vinte minutos depois estavam no seu escritório um guarda e um penitenciário. Este virou o botão da combinação para um lado e para o outro algumas vezes, depois abriu a porta calmamente.

– Quanto o senhor acha que eu lhe devo? – perguntou o gerente da mina.

– Bom… – respondeu o preso – na última vez que abri um cofre “ganhei” 1.800 dólares! - W.T.L.

Para encerrar, outra bem longe da caserna.

Um funcionário encerrou assim uma discussão com um colega:

– Ora bolas, tu não sabe nada! Tu nem mesmo é ignorante! - J.G.P.

Em tempo: publicada mensalmente no Brasil pela Editora Ypiranga S. A. (Praça Pio X, 98, 11.º andar, Rio de Janeiro), a Seleções tinha como diretor-presidente Herbert Moses. Ele mesmo, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Eleito em 1931, ocupou o cargo até 1965. Em 1957 recebeu o prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade Columbia, que distinguia “os jornalistas que se destacam na luta pela liberdade de imprensa”. Foi também líder da comunidade israelita e presidente do Instituto Cultural Brasil-Israel.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/03/15 8:58:35 PM

O futebol fora das chamadas quatro linhas. Sobre a vitória do Brasil diante da França, “em pleno” Stade de France, com se ressaltaria antigamente, professor Afronsius declarou ter gostado duplamente:

– Pela vitória, o time não se abalou ao tomar um gol logo de cara, e, principalmente, pelo Firmino.

– De fato, o meia-atacante alagoano, 22 anos, vem comendo a bola na Alemanha com a camisa 10 do Hoffenheim.

– Não por isso, mas por contarmos com um Firmino na seleção. Firmino, um nome tão singelo. Firmino.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, concordou. E foi além:

– Agora só falta um Laudelino…

Mudando de cenário, o Campeonato Paranaense e a situação do Atleticon. Beronha está muito satisfeito com a situação periclitante do Rubro-Negro.

– Poderemos, enfim, comemorar um título. Campeão do TM.

– TM?

– Torneio da Morte, ué…

Bola pro mato, sentenciou Natureza Morta, encerrando o bate-papo. Até porque Firmino lembrou o Fidélis, aquele mesmo. Lateral direito do Vasco, da seleção na Copa de 66. José Maria Fidélis dos Santos, simplesmente o Fidélis, até porque também conhecido como Touro Sentado, mas essa já é outra história.

ENQUANTO ISSO...

Enviado por babbocamargo, 26/03/15 8:07:02 PM

A dica de leitura é do professor Sergio Ahrens, engenheiro florestal, bacharel em direito, pesquisador em Planejamento da Produção e Manejo Florestal da Embrapa Florestas, Colombo/PR.

Com um adendo: a nota saiu publicada há quatro anos, “mas a ética do seu conteúdo continua atual”.

– Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho de 2011, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Anistia para desmatadores

– Dentre os que arrecadaram verba em empresas do segmento ruralista, apenas um não conseguiu se reeleger. Em julho, quando o projeto foi submetido à análise desta comissão, o novo código foi aprovado por 13 votos a 5. Ambientalistas criticam a reforma por tornar o Código Florestal menos rígido e abrir brechas para anistiar desmatadores.

– Pelo lado da bancada ambientalista, um dos cinco que votaram contra o novo código também custeou parte da campanha com verba doada pelas mesmas empresas. No entanto, o valor foi bem inferior ao dos outros colegas.

Gado em áreas desmatadas

– O verde Sarney Filho (PV-MA), por exemplo, declarou ter utilizado R$ 30 mil transferidos por uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

Durma-se com um barulho desses. O professor Ahrens é um dos que não dormem. É o tal negócio, ou mau negócio: raposa cuidando do galinheiro ou vampiro gerenciando o banco de sangue.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/03/15 8:04:01 PM

Como dizem, ou se dizia antigamente, uma coisa puxa a outra.  Em 1984, com o filme Paris, Texas, de Wim Wenders, muita gente descobriu que existe de fato uma Paris texana. Fica no condado de Lamar, Estado do Texas, por supuesto.

Agora, na terça-feira, por conta do beisebol e do Flávio Stege Júnior, o underdog do Luzitano com Z, há quem tenha descoberto outra cidade cujo nome também causa surpresa – e sem trocadilho: Surprise.

A simpática Surprise fica no Arizona, condado de Maricopa. Durante a transmissão de Angels x Rangers, pela pré-temporada do beisebol norte-americano, volta e meia, ao fundo, aparecia uma plaqueta:

Welcome to Surprise.

O inevitável: quem nasce em Surprise é o quê?

– Deve ser Kinder Ovo… – foi a melhor resposta, e veio do underdog.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 24/03/15 7:48:57 PM

A pedido de um amigo interessado em cinema, professor Afronsius voltou ao texto de Amir Labaki sobre o mestre do suspense. Para entender o “continente submerso da obra” de Alfred Hitchcock, pinçou breves trechos da Ilustrada, Folha de S. Paulo, agosto de 1999:

– Talvez em nenhum outro recorte da obra hitchcockiana os refexos da culpa católica e do rigoroso moralismo vitoriano sejam tão evidentes, mesmo quando distorcidos pelas lentes da ironia.

– Crítica: um crítico pergunta se o diretor leu o artigo em que arrasa seu último filme. Resposta: “Li, sim. Fui chorando depositar o cheque no banco”.

-Em cada uma de nossas histórias, tentamos apresentar uma lição que frise uma moral, como nossas mães faziam.

Uma admiração (mútua) : Luís Buñuel.

– Em Hitchcock, com frequência, os homens sabem demais ou de menos; o saber justo é o das mulheres.

– Todo efeito existe para desaparecer no filme, para melhor expressar a realidade. O que se vê no set pode ser falso; o que se vê na tela tem de parecer real.

– Espelho: o espectador é um voyeur. James Stewart, em Janela Indiscreta, ocupa o lugar do espectador, não só pelo voyeurismo como pela imobilidade (está preso à poltrona, com as pernas quebradas). O filme reflete a um tempo sobre o ato de filmar, de ver um filme e sobre o cinema propriamente dito.

– Humor: britânico. Ora irônico, ora cínico, sempre distante. Componente essencial de seus filmes.

Beronha, para encerrar:

– Não tem uma matinada aí com desenhos do Tom & Jerry?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 23/03/15 7:08:09 PM

Banho de bola. Beronha não se referia aos 7 a zero do Atleticon sobre o Nacional (não o de Montevidéu, por supuesto, e sim de Rolândia), mas ao clássico Flamengo x Vasco, que terminou com a vitória vascaína por 2 a 1.

O temporal que se abateu sobre o Maracanã, na metade do primeiro tempo, obrigou a arbitragem a suspender o jogo por 50 minutos. O clima era tão tenso que quatro jogadores receberam cartão vermelho e 12 foram advertidos com o cartão amarelo.

Diante da TV, no Bar VIP da Vila Piroquinha, teve gente que, espantada com o aguaceiro, quis saber:

– A partida é no Rio ou debaixo das Cataratas do Iguaçu?

A chuva atingiu 21,8 milímetros em 15 minutos. O índice pluviométrico, como se sabe, refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local e em determinado período. O índice é calculado em milímetros.

De qualquer modo, foi um domingo futebolístico com recordes. Lá e aqui, na Baixada.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/03/15 7:56:59 PM

Coincidência. Depois de ler um texto sobre Alfred Hitchcock e suas aparições nos próprios filmes, professor Afronsius topou com Sabotador (Saboteur), produção de 1942. Foi na TV Futura, sábado, altas horas da noite, no Cine Conhecimento. “Uma história de gato e rato ambientada em Londres.”

Por conta do Cine Conhecimento: “Casado e dono de uma sala de cinema, Anton Verloc está envolvido com uma gangue de sabotadores internacionais para tentar assustar a população da cidade de Londres. Um grande golpe está sendo tramado: uma explosão que mataria muitas pessoas. Ted Spencer, um agente da Scotland Yard, está em seu encalço, trabalhando disfarçado, e acaba entrando na vida da sua família através (sic) da amizade que faz com a esposa e o sobrinho de Anton. Sabotagem já revela o talento de Hitchcock para a composição de ambientes e construção de personagens. O que mais chama atenção, no entanto, é o clímax criado a partir de situações extremas e níveis de tensão praticamente insuportáveis: os ponteiros do relógio da bomba marcando os segundos, a corrida contra o tempo e o suspense entre a vida e morte. Uma lição de como se fazer um bom cinema dada pelo mestre, antes mesmo que ele fosse considerado o mestre”.

Professor Afronsius com a palavra:

– E lá estava ele, o mestre do suspense. Aparece nas proximidades de uma banca, com roupa de cowboy e um bigodão. Trazia na mão uma carta.

O filme, por supuesto, é mais do que muito bom.

– Aguarda-se a reapresentação de outros clássicos.

ENQUANTO ISSO…

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