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Enviado por babbocamargo, 03/03/15 7:30:20 PM

Para quem reclama no boteco que a cerveja não está bem gelada, professor Afronsius reportou-se a um caso contado por Sérgio Porto, ele mesmo, Stanislaw Ponte Preta, o Lalau para os mais próximos.

Saiu publicado em abril de 1968 e consta do livro A Revista do Lalau, de 2008.

O jornalista José Ramos Tinhorão, outra grande figura, foi ao bar para tomar cafezinho. Quando chegou junto ao balcão e pediu o café, foi advertido por um maquinista, que estava ao lado:

- Eu acho melhor o senhor tomar refresco. Tá mais quente que o café.

ENQUANTO ISSO…

4 março

 

Enviado por babbocamargo, 02/03/15 8:15:16 PM

O clássico gaúcho terminou ôxo, mas todo mundo achou tri legal, não propriamente pelo empate, mas pelo sucesso da iniciativa de misturar as torcidas. Colorados e gremistas deram um show.

Quanto ao jogo, o jornal Zero Hora comentou que “o futebol até podia ter tido gols e emoções mais alucinantes, em homenagem à iniciativa histórica. Mas, não. O empate sem gols mostrou mais da situação dos dois times, em um clássico apenas com lampejos de um lado e outro”.

Natureza Morta, Beronha e professor Afronsius pediram a palavra:

- Quanto à “iniciativa histórica”, tomara que o resto do país siga o mesmo caminho. E os estádios de futebol voltem a ser festivamente habitáveis, de convivência pacífica, independentemente do placar.

- Ou uma extensão dos bons botecos da vida – segundo professor Afronsius, que até hoje faz questão de proclamar “não sou gaúcho, mas ainda sou torcedor do Renner”.

Isso mesmo, Grêmio Esportivo Renner, o time dos industriários. Fundado no dia 27 de julho de 1931, por 44 anos ostentou um grande feito, o de ser o único campeão estadual. Fechou em 1957.

ENQUANTO ISSO…

3 março

 

 

Enviado por babbocamargo, 01/03/15 7:39:51 PM

Sobre o primeiro clássico gaúcho de 2015, o jornal Zero Hora de ontem ressaltou que Internacional e Grêmio se enfrentavam “voltados não apenas para a conquista em campo”. É que o destaque do confronto de número 404 da história “está na mensagem de paz nos estádios a partir da criação da área de torcida mista no Beira-Rio e na convivência de colorados e gremistas, lado a lado, no Caminho do Gol”.

Mais: terá algo de retomada dos tempos românticos do futebol. “Eles serão uma ilha. Apenas mil colorados e mil gremistas em uma parte da arquibancada, mas que poderão fazer história e mudar os rumos do clássico gaúcho, resgatando o convívio entre diferentes e a civilidade”.

Ao comentar o noticiário com Natureza Morta e Beronha, professor Afronsius chamou a atenção para outro desafio:

- Além de casais, irmãs e irmãos, a torcida mista vai unir até sogro e genro.

Nosso anti-herói de plantão não resistiu:

- Sogro e genro? Essa eu quero ver…

ENQUANTO ISSO…

2 março

 

Enviado por babbocamargo, 28/02/15 8:17:30 PM

Aforismo, como se sabe, trata-se de uma máxima, apotegma, sentença moral breve e conceituosa.

Mas, graças a Mário da Silva Brito, e ao Livro de Cabeceira do Homem, volume I, 1966, Editora Civilização Brasileira, temos os desaforismos. Exemplos:

- Nem no dia de sua morte o coveiro falta ao cemitério.

- O homem luta para construir um futuro e, ao fim dos anos, percebe que só recolheu o passado.

- Não somos nós que perdemos tempo. É o tempo que nos perde.

- Certos escritores deviam ser punidos por exercício ilegal da literatura.

- Há gente que é notícia e há gente que é sempre boato.

- O leite da bondade humana azedou.

- Quantos livros há cuja leitura só se tornaria suportável se pudéssemos reescrevê-los.

- Celibatário é o homem que toda a noite, ao chegar em casa, pode exclamar: “Enfim, só!”

- Quem muito pensa no futuro, perde o presente.

- Homem – secreção do efêmero.

- Estamos caminhando rapidamente em direção à nossa Pré-História.

- Em vez de poemas, decorava bulas de medicamentos!

- Viver é trapacear com a morte.

Poeta, ensaísta, crítico literário, Mário da Silva Brito escreveu História do Modernismo Brasileiro, entre outras obras.

ENQUANTO ISSO…

1 março

 

Enviado por babbocamargo, 27/02/15 10:31:05 PM

“Cientista italiano prevê transplante de cabeça em dois anos”.

Ao ler o título da matéria publicada pela BBII – a Briosa, Brava e Indormida Imprensa -, professor Afronsius cofiou o bigode e não resistiu:

- Tomara que dê certo, mas o ideal mesmo seria transplante de cérebro… Ou, no plural, cérebros.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, completou, acertando sem querer:

- O problema seria achar doadores…

Natureza Morta botou a colher:

- Acho eu, modestamente, que, mesmo com transplante de cérebro ou cérebros, agora já seria tarde.

ENQUANTO ISSO…

28 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 26/02/15 7:56:39 PM

Para gáudio dos fanáticos mais fanáticos (sim, e eles existem aos borbotões), saiu – com baita destaque – no portal iG:

- Arena da Baixada recebe primeiro jogo no Brasil com acesso por biometria.

Beronha, professor Afronsius e Natureza Morta festejaram:

- Primeiro do Brasil! Que chique!

A matéria destaca que a tecnologia terá “papel fundamental para identificar torcedores baderneiros em estádios e será usada oficialmente no Brasil pela primeira vez nesta quinta-feira”. O acesso a um dos setores da Arena da Baixada, em Curitiba, para o duelo entre Atlético-PR e Foz, pelo Campeonato Paranaense, se dará apenas por controle biométrico.

“Isso significa que para ver a partida no Setor Fan, atrás do gol que fica à direita das câmeras de TV, o torcedor, além de ser sócio do clube, precisará ter feito um cadastramento prévio. Além de dados pessoais e da validade do cartão do sócio, o sistema capta a impressão digital, e desta forma libera o acesso à arquibancada. Esse setor é onde fica a torcida  uniformizada Fanáticos, a única autorizada a frequentar a Arena da Baixada”.

A nova e as velhas “ferramentas”

Tem mais: “O sistema, idealizado em novembro do ano passado, foi testado nos dois primeiros jogos do Atlético pelo Campeonato Paranaense deste ano, em conjunto com o cartão (smart card) dos sócios-torcedores. A partir desta quinta-feira, a biometria impede, por exemplo, que alguém empreste seu smart card a outro para entrar, além de detectar se a pessoa sofreu algum tipo de advertência por distúrbios dentro do estádio, o que a deixa impedida de frequentar o local”.

Com a identificação por biometria, “os responsáveis pela segurança da Arena da Baixada em dias de jogos têm uma ferramenta mais eficaz para identificar torcedores caso ocorra alguma confusão no setor destinado às organizadas”.

Já quanto à evolução/desempenho do time, ainda resta ao torcedor fazer o que sempre fez: recorrer ao galhinho de arruda atrás da orelha, promessa, mandingas, aplausos e, quando necessários, retumbantes apupos.

E segue o baile, como diz o Flávio.

ENQUANTO ISSO…

27 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 25/02/15 7:14:07 PM

Há algo no ar além de aviões de carreira, como dizia o Barão de Itararé. De fato. Segundo a Agência Lusa, pela segunda vez consecutiva as autoridades policiais de Paris avistaram na noite de terça-feira e madrugada de ontem drones não identificados sobrevoando o centro da cidade.

Os tais drones foram vistos nas imediações da Praça da Concórdia, da Praça dos Inválidos e ao longo do Rio Sena. Eram pelo menos cinco.

Procurando ver o lado bom das coisas, se é que ainda é possível tal proeza, professor Afronsius justificou seu otimismo:

- Como ainda é inverno por lá, talvez os tais drones estejam levando bebidas sob encomenda.

Pode ser. Afinal, como se sabe, nos Estados Unidos já existe o serviço de entrega de bebidas em domicílio quando há fortes nevascas e a turma do caneco não tem como sair de casa. Muito menos voltar. No caso, o drone mordomo (ou garçom) transporta cerveja. Cerveja produzida especialmente para consumo no frio…

Em Paris, que seja vinho ou conhaque.

ENQUANTO ISSO…

26 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 24/02/15 8:14:51 PM

Como se dizia (antigamente), nesse mundo o mais bobo tira a meia sem tirar o sapato. E continua assim. Na revista Carta Capital da semana passada, a coluna Tecnologia, assinada por Felipe Marra Mendonça, destaca que “a vigilância constante mostrada em 1984 por George Orwell parece ter se tornado realidade”.

Por obra e graça da coreana Samsung, os televisores da nova linha SmartTV ”podem captar a conversa que rola na sala de sua casa”, telespectador. É a tevê inteligente, que faz muito mais do que simplesmente aceitar comandos de voz. “Captura palavras que contiverem informações pessoais ou sensíveis, que serão retransmitidas para terceiros”.

O clima como arma de guerra

Já na edição desta semana, na rubrica QI/Ciência, temos na área climática a geoengenharia como arma de guerra: segundo TheObserver, a CIA descobriu o potencial militar das mudanças climáticas. E não é coisa de agora. Entre 1967 e 1968, por exemplo, com a “semeadura de nuvens”, a Operação Popeye dos EUA “fez as chuvas aumentarem em uma porcentagem estimada em 30% em partes do Vietnã, na tentativa de reduzir o movimento de soldados e recursos para o Vietnã do Sul”.

A escolha do Afonso Pena

Já por conta do tempo em Curitiba – e poderia ser diferente? -, professor Afronsius lembrou o caso do Aeroporto Afonso Pena.

- Quem fez a escolha da capital acertou na mosca, sabia onde pisava. Poder de antecipação. Um esconderijo perfeito.

Construído em 1944, o aeroporto era um aeródromo militar na então Colônia Afonso Pena, município de São José dos Pinhais. Segundo a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, a iniciativa partiu do governo norte-americano. Uma decisão estratégica, por supuesto.

Com a Segunda Guerra Mundial ganhando corpo, o Afonso Pena serviria, caso fosse necessário, para despachar aviões das forças aliadas ao Atlântico Sul. Alvo: submarinos e navios da Alemanha nazista. Afinal, de que lado estava a Argentina?

Engenheiros militares americanos escolheram a região da Colônia Afonso Pena a dedo: a constante formação de névoa serviria de camuflagem natural contra qualquer ataque inimigo. Ou seja, hoje como ontem, ninguém dá ponto sem nó.

- Vendem computador, internet, e, é claro, programas antivírus… – completou professor Afronsius.

Viver é perigoso.

ENQUANTO ISSO…

25 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 23/02/15 9:18:52 PM

Não se trata de privilégio de boteco, por supuesto, já que mancadas acontecem até na Academia Brasileira de Letras, ou no STF, mas o cliente de bar, não raras vezes, é fulminado por comentários que chegam a causar engulho mental.

Dois casos recentes, anotados com precisão de relógio suíço pelo amigo Júlio.

Dois fregueses chegam ao boteco conversando animadamente:

- Não sabia que você nasceu em Santa Catarina…

- Sim, Santa Catarina.

- Ah, então você é barriga d’água

- Não, você deve ter querido dizer barriga verde.

E tratou de esclarecer a origem de barriga verde. O regimento de Infantaria de Linha da Ilha de Santa Catarina, com base em Florianópolis, usava uma larga faixa verde como um cinturão, sob o dólmã do fardamento. O regimento fez história pela bravura, disciplina e honradez. Os soldados que usavam essa faixa tiveram importante papel inclusive na Guerra da Cisplatina, daí barriga verde passar a identificar os catarinenses.

Já no meio do caminho, uma pedra

Quase ao mesmo tempo, outros dois fregueses discutiam. O primeiro afirmava com a convicção dos que falam com o dom da verdade, ou latifundiários da verdade.

- A pedra no meio do caminho é poesia de Fernando Pessoa!

- Não, não é do Fernando Pessoa!

- Claro que é, não discuta comigo! Fernando Pessoaaaa…

Um terceiro cliente, já no limite da explosão, pediu a palavra e tascou, na íntegra, a poesia da discórdia:

No Meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

Na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra.

Ato seguinte, anunciou o autor:

- Carlos Drummond de Andrade.

A dupla – ou parelha, como diz o Beronha – bateu em retirada. Em silêncio.

ENQUANTO ISSO…

24 fevereiro

 

Enviado por babbocamargo, 22/02/15 6:48:29 PM

Em jornal, velhos tempos, chamavam de lead. Ou seja, a abertura da matéria. Objetivo: iniciar um texto de modo a fisgar o leitor, o que não é fácil. Daí muitos dos ardis, inclusive em livros, ficarem gravados indelevelmente na cachola do cabôco, como diz o professor Afronsius. Que traz na ponta da língua alguns exemplos de arrebatadoras aberturas de livros, livros igualmente idem, arrebatadores:

- Formei-me em Letras e na bebida busco esquecer. Mas só bebo nos fins de semana.

Luis Fernando Verissimo, em Os Espiões.

- Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvore, no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto.

João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.

- Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos – e, antes de começar, digo os motivos porque silenciei e porque me dedico.

Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere, volume I.

- Manifesto para não ser lido.

“Manifesto em homenagem a todos os joaquins do Brasil”, Dalton Trevisan, revista Joaquim, edição número 1, abril de 1946.

- Como vosso presidente vos disse, o assunto sobre que vou falar-vos esta noite se intitula: “Porque não sou cristão”. Talvez fosse bom, antes de mais nada, procurássemos formular o que se entende pela palavra “cristão”. É ela usada, hoje em dia, por um grande número de pessoas, num sentido muito impreciso.

- Bertrand Russel, Porque não sou Cristão, abrindo palestra no dia 6 de março de 1927, na Prefeitura Municipal de Battersea, sob os auspícios da Seção Sul de Londres da “National Secular Society”.

A vez das onomatopeias

Beronha, que desde a época do Cine Curitiba até hoje adora ler gibi, aproveitou para citar as aventuras do Zorro, Tex Willer e de outros heróis, que sempre começavam da mesma maneira:

- Está lá, numa coxilha, o mocinho, a cavalo, por supuesto, quando, no segundo quadrinho, ouve Bang! Bang! Patim! Boom! Pow! Ka-Pow! – tiros. Sai em desabalada carreira para livrar alguém dos perigosos facínoras. Ou dos peles-vermelhas, também por supuesto.

- Onomatopeia, o que é?

- Som de tiros, ué – tascou nosso anti-herói de plantão.

ENQUANTO ISSO…

23 fevereiro

 

 

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