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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 27/08/15 7:47:16 PM

Sobre a informação da Nasa, de que o nível do mar subiu em média quase 8 centímetros (em todo o mundo) desde 1992, professor Afronsius ficou preocupado. Afinal, o motivo seria o aquecimento global e a tendência é de que as águas continuarão subindo nos próximos anos. Por conta do tal aquecimento.

Mas, só para assustar, pura maldade, comentou com o Beronha – e foi além, apocalíptico:

– Estamos à beira de um novo dilúvio. Pior, dilúvio sem contar com a ajuda do Noé – e sua arca.

Mais preocupado com o jogo do Atleticon pela Copa Sul-Americana (“O gordinho vai jogar?”), nosso anti-herói de plantão deu com os ombros.

– Dilúvio? Sem problemas. A turma do boteco já vive na água mesmo…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 26/08/15 7:58:11 PM

Sobre o projeto de lei que tramita, ou cambaleia, na Câmara Municipal de Curitiba, liberando a venda de bebidas alcoólicas em arenas e estádios esportivos, há quem considere a matéria totalmente dispensável, posto que inócua. Caso de um amigo do Beronha, o Água de Valeta.

Conforme ele explica, o Água, amigo do nosso anti-herói de plantão, “do jeito que anda o futebol de certos times da capital, muito torcedor não bebe durante o jogo. Precavido, já chega cozidão no estádio”.

Embora a última partida do Paraná Clube tenha sido disputada em Fortaleza, o resultado da pugna confirmaria a tese do Água de Valeta:

– A gente vencia a peleja até os 45 minutos finais e aí tomamos um gols e mais um nos dois minutos de acréscimo. É mole – ou tem que beber mais?

Em tempo. Beronha esclarece porque o amigo é conhecido como Água de Valeta:

– Ele só bebe um drinque muito sofisticado. Underberg com soda, limão e gelo. Não necessariamente nessa ordem…

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 25/08/15 7:57:49 PM

Depois de ler (atchim!) notícia da revista (atchim!) Nature Medicine, sobre (atchim!) os promissores testes de cientistas americanos para desenvolver uma vacina (atchim!) de longa duração que proteja (atchim!) contra qualquer tipo de gripe (atchim!), professor Afronsius pediu licença para (atchim!) trocar de lenço.

Na volta, narigão vermelho, comentou, após um sonoro atchim!, que a tal vacina universal poderia eliminar (atchim!) o principal problema das atuais vacinas (atchim!) contra a doença, que devem ser tomadas anualmente porque (atchim!) só atacam (atchim!) partes mutantes do vírus.

– Vamos ver, mas (atchim!), desculpem, eu continuo esperando (atchim!) uma vacina específica – e milagrosa – para a gripe que faz e acontece em Curitiba… Atchim!

Beronha e Natureza Morta concordaram de pronto em uníssono e sonoro AHTCHOO!

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 24/08/15 8:23:26 PM

Deu na BBII Briosa, Brava e Indormida Imprensa: está de volta ao mercado a bala Juquinha, “uma das balas mais famosas do Brasil”. A fábrica, em Santo André (SP), fechou em maio, provocando, segundo o jornal O Dia, “comoção nacional, com repercussão até no exterior”. A partir daí, professor Afronsius quis saber:

– E a Zequinha, não volta mais?

No caso da Juquinha, “com o rosto de um loirinho sorridente estampado em papel amarelo”, a bala começou a ser produzida em 1950, “reinando no mercado brasileiro desde então como a primeira bala mastigável do país”. A “cobiçada fórmula secreta” foi comprada pelo empresário carioca Antônio Tanque e seu filho, conforme a BBII.

Coleção e o jogo do bafo

Quanto à nossa, muito nossa, bala Zequinha, que começou a ser produzida em Curitiba em 1929, e com acento no Zé (Zéquinha), a fórmula do sucesso foram as figurinhas – o personagem nas mais variadas situações, muitas “politicamente incorretas”, como bem acentuou a jornalista Helena Carnieri, em matéria no Caderno G, aqui da Gazeta do Povo, edição de 6 de agosto de 2013.

As figurinhas eram febrilmente colecionadas pela garotada, além de fomentar o jogo do bafo. Do Zequinha Esportista ao Zequinha Viúvo, gatuno, gângster e até o Zequinha Embriagado (e, depois, suicida), as figurinhas que abriam e encerravam as coleções (a primeira delas contou com 30 figurinhas, depois aumentou para 50, 100 e 200) eram, por supuesto, as mais disputadas.

– Bons tempos, até porque, hoje, o que restou por aí é o bala zequinha, aquelas figuras que adoram aparecer…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 23/08/15 7:34:57 PM

A ventania que castigou Curitiba, no final da manhã de ontem, anunciando chuva e frio, não necessariamente nessa ordem, causou uma série de transtornos. Coisas e mais coisas saíram voando. Segundo levantamento feito pelo Beronha, no boteco mais próximo do epicentro, um cidadão foi atingido por uma bola na testa.

– Bola?

– Bola de sorvete. Sorvete de morango, pelo que consta.

O que mais decolou, no entanto, foram cartelas do EstaR, paus de selfie (cinco), notas fiscais com CPF (miríade), um cachecol, apostas (frustradas) da Mega-Sena, duas perucas e o bosquejo de uma delação premiada.

O levantamento, segundo nosso anti-herói de plantão, será concluído nos próximos dias – parece que ocorreu uma chuva de pinhão e penas de urubu em algumas áreas. Isto posto, Beronha saiu cantando a única música que conseguiu decorar a letra, após redobrados esforços.

– A ventania começou quando eu dormia/

acordei, fiz o sinal da cruz/

quis acender a luz/

não encontrei o lampião/

Úúú/

Era assim que fazia o furacão/

Levei uma pedra e um tijolo na cabeça/

tô machucado, tá doendo pra chuchu/

vai na farmácia que eu preciso de um doutor/

Úúú/

Era assim que fazia o furacão…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/08/15 8:42:08 PM

Não poucos visitam Curitiba e, depois, disparam farpas contra a cidade e sua “estranha tribo de que se alimenta de pinhões”. Não foi o caso de Stanislaw Ponte Preta, “o filho de dona Dulce” e “neto do Dr. Armindo”, apesar de alguns percalços.

A Revista do Lalau, Agir Editora, 2008, perpetua o registro do registro:

– Em 1966, quando do lançamento do Concurso de Contos (governo Paulo Pimentel), Sérgio Porto era obrigado a driblar a censura por conta do Febeapá 2 – o Festival de Besteira que Assola o País. Tanto que, antes de vir a Curitiba, enfrentou problemas em Brasília na noite de autógrafos do livro.

Sobre o concurso, escreveu:

– Ele vem deixando tudo que é contista abilolado: são dez milhões de cruzeiros arcaicos por três contos premiados.

Ao chegar ao hotel, encontrou “o coleguinha jornalista Araken Távora”:

– Estás trabalhando de porteiro agora? – perguntei.

Araken explicou que não; dirigia a revista Panorama e estava ali, na entrada do hotel, para avisar que o Juiz de Menores de Curitiba (o “juiz escoteiro”) tinha apreendido o meu livro.

– Fiquei besta, mas reagi e pedi ao coleguinha que mandasse saber do governo paranaense o que é que eu ia assinar, já que o livro tinha ido pra cucuia.

Logo veio a resposta, como conta: “O pessoal da Fundepar informava que o sr. governador se interessava pessoalmente pela liberação do Febeapá 2”.

– Era o Febeapá 3 sendo escrito pelo Febeapá 2!

Cerveja, não um discurso

Houve um almoço “onde todo mundo comeu e ninguém fez discurso”.

– Sabem lá o que é isto? Tudo que é almoço oficial em que eu me meto – por contingências alheias à minha vontade, naturalmente, que eu não sou picadinho relations – fico comendo devagarinho, com medo de discurso.

– Por isso esfriei quando o Dr. Munhoz da Rocha, uma das figuras mais importantes do almoço, inclinou-se sobre a mesa. Pronto!, pensei, ele vai pedir a palavra. Mas, felizmente, o Dr. Munhoz da Rocha pediu foi uma cerveja.

Depois do lançamento oficial do Concurso de Contos, Stanislaw conta que,  à noite, antes do lançamento do Febeapá 2, “com farta distribuição de autógrafos, a gente foi jantar num restaurante onde a comida era tão boa que todo mundo falava baixinho”.

E, hoje, com  o Febeapá 4 e 5 comendo solto, o que escreveria o Lalau?

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 21/08/15 8:11:36 PM

Terminado o primeiro turno, levantamento do site Futdados mostra que o Brasileirão de 2015 até agora registra a pior média de gols em 25 anos. “Foram marcados 421 em 190 partidas, o que significa média de 2,21 gols por partida. O número é o mais baixo desde 1990, quando o Brasileirão teve média de 1,89 gols por jogo”, ressalta.

Um dos motivos para a estiagem de gols seria a adoção, em 2003, dos pontos corridos. Os clubes com as melhores campanhas se destacam mais pela defesa que pelo ataque.

Ao ler a matéria, professor Afronsius não resistiu:

– O Walter vem fazendo a sua parte…

E recorreu a outro comentário, agora de Leandro Saboia, no Furacao. com, com o título “Uh, é Walterror!”, referindo-se à vitória do Atlético sobre o Joinville, pela Sul-Americana, 2 a 0:

Mais vale um gordo esforçado que um magrelo vagabundo. Com a habitual visão de jogo, passes que deixam o companheiro na cara do gol e oportunismo de poucos, Walter foi o grande destaque do jogo e, de novo, fez a galera sorrir. O gordinho é mesmo diferenciado.

Existe fórmula infalível?

Quanto à fórmula de disputa, pontos corridos, há quem aponte que “ela tende a premiar o time mais regular, planejado e completo”, enquanto o velho mata-mata “joga campanhas e favoritismos pela janela em jogos finais emocionantes”.

Qual o caminho?

– Tanto faz desde que o Gordinho esteja no nosso time, sapecou Beronha, com o apoio imediato de Natureza Morta.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 20/08/15 8:28:39 PM

Deu na Agência Brasil, matéria da Agência Lusa: Trabalhar 55 horas ou mais por semana aumenta em 33% o risco de enfarte, segundo um estudo divulgado pela revista The Lancet.

– Com base em investigações envolvendo 528.908 homens e mulheres, seguidos durante 7,2 anos, o aumento do risco de enfarte mantinha-se mesmo quando se retirava o consumo de cigarro e álcool e a atividade física.

– O estudo conclui que, em comparação com pessoas que têm uma semana regular, aqueles que trabalham entre 41 e 48 horas tinham um risco acrescido de 10%, enquanto os que trabalham entre 49 horas e 54 horas enfrentam risco extra de 27%.

Beronha comemorou.

– Como eu sempre disse, e agora reafirmo com embasamento científico, se viver é perigoso, viver trabalhando é muito mais.

E, recorrendo a Mário de Andrade, citou as primeiras palavras de Macunaíma: Ai! Que preguiça!…

Isto posto, bateu em retirada, rumo ao beliche para “puxar uma páia”, mas, antes, nosso anti-herói de plantão aproveitou para comentar:

– Viram só? E depois dizem que a imprensa só traz notícia ruim…

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 19/08/15 7:35:31 PM

A queixa não é de hoje: a escassez de grandes craques no futebol. E, agora, endossada por alguns catedráticos que invocam as duas últimas partidas do Messi, aquele naufrágio. E recorrem ao passado recente. Vai daí que, numa conversa de boteco, alguém citou Stanislaw Ponte Preta, que, em 1966, numa nota em sua coluna (então no jornal Última Hora) comentava as notícias da semana. Uma delas:

– Um telegrama de Brasília diz que um senador apresentou requerimento de informações a propósito da montagem de uma usina de peletização associada à Cia. Siderúrgica. Nesse pedido o senador frisa que “nem sequer se escreveu a história de Volta Redonda e já vemos esse empreendimento ameaçado pela cobiça dos grupos financeiros”. O diabo é que o telegrama não diz qual foi o senador que apresentou o requerimento e, muito menos, explica que qui é “peletização”.

É preciso saber, porque, se for uma usina de fabricar Pelés, nós todos somos a favor.

Professor Afronsius, que a tudo assistia (e ouvia), não resistiu, quebrando seu mutismo:

– É, Sérgio Porto, a fina flor dos Ponte Preta. E que falta ele nos faz nos dias de hoje.

E fez questão de um em tempo: o texto consta do livro A Revista do Lalau, “uma seleção de raridades, textos dispersos e inéditos de Sérgio Porto, o homem que inventou Stanislaw Ponte Preta e o país do Febeapá”, Agir Editora, 2008. Antologia organizada por Luís Pimentel.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 18/08/15 7:46:45 PM

Longe de ter algum interesse no(s) assunto(s), mas, espremido no ônibus, o cabôco é forçado a ouvir compulsoriamente as coisas mais disparatadas.  Dias desses, a bordo do busão Santa Cândida-Capão Raso, professor Afronsius foi obrigado a ouvir o seguinte comentário de uma passageira, um primor:

– Bom mesmo era no tempo da ditadura militar. A gente em casa podia dormir com a porta aberta. Não havia ladrão.

Na falta de uma providencial campainha, professor Afronsius viu-se forçado a aguardar a primeira parada numa estação-tubo. E tratou de completar a viagem a pé.

– Primeiro porque a ditadura não foi militar, mas sim ditadura civil-militar, como bem demonstrou Beatriz Kushnir, mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e doutora em História Social do Trabalho pela Unicamp, autora de Cães de Guarda – jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988, Fapesp/Boitempo Editorial, 2004.

Ainda sobre o bombardeio de conversas alheias, Beronha aproveitou para contar que ficou sabendo da última em matéria de moda masculina: pulseiras. Isso mesmo. E com a inquestionável garantia de um fabricante:

– 30 pulseiras que darão um upgrade no seu pulso.

Depois de perguntar o que vem a ser upgrade, não deixou por menos:

– Pulso? Ótimo. Mas existe upgrade para o bolso? A minha carteira anda vazia faz tempo…

Natureza Morta, por sua vez, aconselhou prontamente um crowdfunding, mas o nosso anti-herói de plantão continuou boiando.

ENQUANTO ISSO…

 

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