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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 08/02/16 8:10:16 PM

Sob a batuta do quarterback Peyton Manning, o Denver Broncos faturou o terceiro Super Bowl de sua história. No Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, o Broncos derrotou o Carolina Panthers por 24 a 10. E o futebol americano, mais uma vez, dominou a audiência em todo o mundo. E dando show.

Mas, como muita gente ainda, ainda, reclama (“não entendo esse jogo”), a Agência Brasil, na véspera da decisão, cumpriu o papel da imprensa, o de bem informar. Ao noticiar a decisão do Super Bowl, publicou uma segunda matéria, também assinada por Marcelo Brandão: Entenda o futebol americano.

– O futebol americano é um jogo de conquista de território. Cada time tem quatro jogadas para avançar dez jardas (9,14 metros) com a bola. Caso avance, ganha direito a mais quatro jogadas e assim por diante. Caso não consiga, devolve a bola para o time adversário, que terá sua oportunidade de atacar.

Cada time conta com 11 jogadores titulares de ataque e 11 de defesa. O quarterback é uma espécie de “camisa 10” do time. É das mãos dele que sai a maioria das jogadas de ataque, seja lançando a bola para outros jogadores ou entregando nas mãos de um companheiro para uma corrida. Em algumas jogadas, ele mesmo corre com a bola.

A principal pontuação do jogo é o touchdown e vale seis pontos. Um touchdown acontece quando um jogador recebe a bola no fundo do campo adversário ou corre com ela até lá (local chamado de “end zone”). Após o touchdown, o time tem direito a tentar um ponto extra, chutando a bola no meio das traves. O time também pode tentar uma conversão de dois pontos, através de uma jogada normal de ataque a partir da linha de duas jardas, passando ou correndo com a bola até a end zone.

Outra pontuação recorrente nas partidas é o field goal. É um chute executado pelo kicker, jogador que só entra em campo em situações de chute. O field goal rende três pontos ao time se a bola chutada passar pelo meio das traves no fundo do campo. Após uma pontuação, a bola é devolvida ao adversário, para que ele inicie sua campanha de ataque.

Existem várias situações caracterizadas como falta no futebol americano. Dentre elas estão agarrar a grade do capacete do adversário, atingir o adversário “cabeça com cabeça” ou acertá-lo após o término da jogada.

Professor Afronsius leu, agradeceu, copiou e arquivou o texto.

– Quando alguém disser que não entende esse tal jogo, passo-lhe uma cópia. Não precisarei mais dar o recado: consulte o Flavio Stege Júnior, o underdog do Luzitano com Z.

ENQUANTO ISSO…

 

 

 

Enviado por babbocamargo, 07/02/16 8:09:37 PM

País do futebol? Que seja e continue assim, mas, também e igualmente, já é o país do futebol americano, que continua arrebanhando fãs pelo Brasil afora. Para irritação de alguns que ainda acham que é “coisa de colonizado”.

Segundo a BBIIBriosa, Brava e Indormida Imprensa -, “a cada ano mais brasileiros acompanham o principal campeonato de futebol americano, a National Football League (Liga Nacional de Futebol), ou simplesmente NFL”.

E o Super Bowl, a grande final da Liga, disputada por 32 times dos Estados Unidos, é o ápice. No ano passado, a edição teve uma torcida de 114 milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Um ano antes, as transmissões alcançaram 112 milhões de telespectadores.

Segundo mercado

Pesquisa do Ibope Repucom, encomendada pela ESPN, revelou que 27 milhões de brasileiros têm interesse pelo esporte. O Brasil, de acordo com a pesquisa, é o segundo maior mercado da NFL fora dos Estados Unidos. À frente do Brasil, só o México.

O Super Bowl de 2015, segundo a ESPN Brasil que transmite a NFL, foi visto por mais de meio milhão de pessoas. A maior audiência nos últimos quatro anos, superando em 73% o número de espectadores da edição anterior.

Não dá para ignorar, por supuesto.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 06/02/16 9:09:57 PM

Depois de morar anos, muitos anos, na Marechal Mallet, Juvevê, um cidadão descobriu, enfim, quem foi o homenageado que virou nome de rua em Curitiba. Émile Louis Mallet, mais conhecido como Emílio Mallet, ou Barão de Itapevy. Foi um militar brasileiro, embora nascido na França, em Dunquerque, em 10/06/1801. Viria a falecer no dia 2/01/1886, no Rio de Janeiro.

Em 1932, o decreto 21.196 conferiu a ele o título de Patrono da Artilharia Brasileira.

E o Marquês de Sapucaí, quem foi?

História na passarela

A Beija-Flor de Nilópolis leva a resposta a quem já foi muitas vezes à Marquês de Sapucaí, que dá nome à passarela do samba, e ainda não sabe quem foi o marquês. Um mineiro. Nasceu em Congonhas de Sabará, que depois passou a ser chamada de Nova Lima. Isso, ou tudo isso, deu gancho para o enredo Mineirinho Genial! Nova Lima – Cidade Natal. Marquês de Sapucaí – O Poeta Imortal!

A Agência Brasil, em matéria de Cristina Índio do Brasil, traz uma entrevista com Fran Sérgio, um dos carnavalescos que compõem a comissão de criação da Beija-Flor. Ele reconhece que a história do Marquês é, pelo menos até certo ponto, desconhecida. E conta:

– É uma personalidade muito importante para a época dele e que é pouco falada. As pessoas não conhecem; muitos nem sabem que ele é brasileiro. Acham que ele é português e que veio para o Brasil.

Professor Afronsius achou  o texto insuficiente. E foi atrás do restante, já que a matéria não citava nem o nome de registro do cabôco. E pinçou o que se segue:

– Poeta e músico, Cândido José de Araújo Viana (eis o nome!) é o marquês que  veio a ser primeiro – e único – Visconde com Grandeza e Marquês de Sapucaí. Nasceu em Nova Lima, então Congonhas de Sabará, no dia 15 de setembro de 1793. Faleceu no Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 1875. Foi ministro da Fazenda e ministro da Justiça, conselheiro de Estado, deputado geral, presidente de Província e senador de 1840 a 1875, eleito pela província de Minas Gerais. Ocupou a presidência do Senado de 1851 a 1853.

Bacharel em direito, acabou deputado constituinte em 1823 e deputado geral representando Minas Gerais por três mandatos. Ocupou as presidências das províncias de Alagoas e do Maranhão. Foi ainda procurador da Coroa, fiscal do Tesouro e ministro do Supremo Tribunal de Justiça, ministro da Fazenda e nomeado membro extraordinário do Conselho de Estado a partir da data de sua criação.

A Beija Flor vai mostrar também que, antes de chegar à capital do império, o nosso Cândido foi para Portugal, estudar em Coimbra, por supuesto. Depois já com muita saudade do Brasil, voltou.

No mais, que o desfile seja um sucesso.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 05/02/16 9:26:12 PM

Tradicional frequentador de sebos, livrarias, bancas de revistas, professor Afronsius topou no meio da semana, na banquinha da esquina, com uma oferta um tanto quanto inusitada.

Estava na capa de uma revista que se dedica a temas e assuntos históricos, com destaque:

- Oferta imperdível! 2 revistas por apenas R$ 12,90.

1 revista nova + 1 revista já publicada.

Detalhe: o preço do exemplar normal é R$ 12,90. A segunda revista, mantendo a capa tradicional e os grampos, vem encartada. O primeiro exemplar trata da espionagem no mundo. O outro, a Máfia, da origem à sua presença em outros países.

Todo mundo já viu, por supuesto, promoções do tipo queima de estoque, do comércio varejista, mas, em termos editoriais, não deixa de ser uma novidade. De liquidação de estoque passamos à liquidação de encalhe. Ou, talvez mais exatamente, sinal dos tempos internéticos. Em tempo: alto astral (em caixa baixa mesmo) é o nome da editora. Encalhe, em se falando de jornal ou revista, é a parte de uma edição que circulou mas não vingou, não foi vendida.

De qualquer forma, Beronha achou ótimo. E quer mais, que a moda pegue o quanto antes:

– Já pensou, no boteco? Você paga uma e toma duas cervejas!

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 04/02/16 10:04:51 PM

Vivendo e aprendendo. Ou, no caso, ouvindo a aprendendo. Preocupado com os seguidos acessos de fúria (transformados em latidos) do Schnapps, seu cãozinho de estimação, professor Afronsius acabou descobrindo mais uma do admirável mundo novo. Pet incluído.

– E não é que existe um spray antilatido? Comprei um pro Schnapps.

Beronha:

– Spray? Pro tamanho do bicho, acho mais indicado um soco-inglês…

Ignorando o comentário, professor Afronsius citou outros instrumentos recomendados para o adestramento de animais. Adestramento?

– A palavra é meio forte. Seria melhor, mais indicado, curso de boas maneiras caninas.

Em busca da cueca perdida

Sobre novidades e passadismo, Beronha contou, bem baixinho, a sua desconfortável experiência: para renovar seu pequeno estoque de cuecas, afinal, ano novo cueca nova, ele esteve batendo de porta em porta, em várias lojas, e voltou com a mão abanando:

– Incrível! Não existe mais a cueca samba-canção. Só tem cueca apertada, estilo sunga de natação…

Professor Afronsius concordou – e foi além:

– Samba-canção você só encontra no dicionário. Está lá, no Aurélio: Pop. Cueca de tecido, e cujas pernas cobrem parte das coxas. Pl.: sambas-canção(ões). Eu vivi o mesmo drama. Pior ainda. Sem encontrar a dita samba-canção, fui obrigado a ouvir uma provocativa sugestão:

– Samba-canção? Você deve procurar essa tal de cueca em algum antiquário. Pode ser que encontre.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 03/02/16 8:14:44 PM

Por nossas bandas, como se sabe, ser chamado de mané pode dar bronca. Mané virou uma pecha, equivaleria a ser um otário, ridículo, bobalhão. Mas, depois de acompanhar o jogo Arsenal x Southampton, terça-feira, no Emirates Stadium, em Londres, muita gente quis ser um Mané. No caso, Sadio Mané, o meio-campista do Southampton. E camisa 10.

O senegalês – nascido em Sedhiou – joga um bolão. Para quem não acompanha o futebol inglês, Mané, inicialmente, chamou a atenção pelo nome. Depois, pelo forte desempenho em campo.

Ah, sim, embora tenha sido um jogaço, terminou zero a zero. Mas agradou a gregos, troianos e romanos. Até porque, no meio de 22 gringos, encontrar um Mané não é todo dia que acontece.

Beronha, com o endosso do professor Afronsius e do Natureza Morta:

– Embora não seja Mané Garrincha, o Sedhiou passou a ser o meu segundo Mané.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 02/02/16 9:39:47 PM

Honra a Pitágoras é o título da reportagem assinada por André Ruschel, na Carta Capital desta semana. Traz a (bela) história de Ailde Polari que, “aos 84 anos, mantém sozinha a única biblioteca da pequena Antonina, vilarejo de 20 mil habitantes no litoral do Paraná”. Uma reconfortante história da “filósofa autodidata”, como Ailde se define.

Ao ouvir a história, Beronha, capelista por opção e adoção, ficou meio na bronca:

– Vilarejo? Próspera cidade do mais próspero ainda município de Antonina.

O jeito foi explicar a ele que vilarejo não é depreciativo.

– É mesmo? Tenho lá minhas dúvidas…

Novamente, e para o golpe final, o jeito foi invocar o Dicionário do Aurélio:

– Vilarejo (ê). S.m. V. Vilar. Vilar: s.m. Pequena aldeia ou pequena vila.

Aproveitando o embalo, professor Afronsius sacou de seus alfarrábios o Hino de Antonina. Letra de Francisco Pereira da Silva, música do maestro Bento Mossurunga:

Salve terra formosa e querida

Que se estende na costa a sorrir

Terra calma onde achamos à vida

Sob a qual esperamos dormir/

Salve terra de brisas ciciantes,

Doce gleba que nos viu nascer

Não te esqueças teus filhos distantes,

Esquecer-te é mais fácil morrer.

Antonina, Antonina,

Deitada a beira do mar

Sob a tutela divina

Da Senhora do Pilar/

Antonina, cidade das flores,

De suave e finíssimo olor

Tens o brilho de mil esplendores

Para nós que te damos amor/

Salve gleba fecunda cidade

Mais augusta por certo acharás

Deus te encha de felicidade

Para a glória do meu Paraná/

Antonina, Antonina,

Deitada a beira do mar

Sob a tutela divina

Da Senhora do Pilar.

E, novamente, Beronha, não se conteve:

– Olor?

De volta ao Eurelião:

– Olor (ô). S. m. Poético/poética. Cheiro agradável; aroma, perfume.

– Que bom! Essa eu também ignorava peripateticamente… – assentiu o nosso anti-herói de plantão.

Viva Antonina.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 01/02/16 9:34:24 PM

Uma rodada considerada sem zebras, pelo menos na largada do Campeonato Paranaense. Beronha, porém, não gostou muito foi dos resultados do Campeonato Carioca, posto que, por aquelas bandas, para minimizar as catástres, torce para quatro times.

A saber: Bonsucesso, que levou de 2 a 0 do Resende; America, isso mesmo, sem acento, o velho Ameriquinha de guerra, que ficou no zero a zero com a Cabofriense; Bangu, derrotado pelo Botafogo por 2 a 0 e, finalmente, o Madureira, impiedosamente goleado pelo Vasco, 4 a 1.

Sobre sua(s) preferência(s) clubística(s) no Rio, nosso anti-herói de plantão explica:

– Torço sempre pro mais fraco. Deu certo no caso David x Golias. E se for mais de um, melhor ainda.

Já o professor Afronsius, também América, não esquece: nos velhos tempos, tempos de dona Margarida Anteontem, entrava ele no velho Maracanã com um grupo de torcedores que não parava de cantar uma paródia, paralelamente ao hino oficial, de 1947, autoria de Lamartine Babo, o seu Lalá, que martelava no refrão Hei de torcer, torcer… Hei de torcer até morrer, morrer, morrer… 

Só que, na breve mais insistente paródia, a turma tascava a todos pulmões:

Ê, ê, ê, vim vê meu Ameriquinha perdê!

Quase sempre, não dava outra. Mas, hoje, juntamente com a Portuguesa, o America está de volta à Série A do campeonato. Boa sorte, sem precisar morrer na torcida.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 31/01/16 8:00:54 PM

Os números chegam a assustar. Curitiba é a capital com o maior índice de automóveis por habitante, com uma população aproximada de 1,85 milhão de habitantes e uma frota aproximada de 1,45 milhão de veículos, segundo o Detran.

Mas, como nem todos gostam de números, caso do Beronha, dá para imaginar: se todos os carros fossem alinhados, eles preencheriam todos os 4.600 km de vias públicas da cidade, conforme a prefeitura. E, com base em projeções oriundas de estudos, estima-se que, em 2020, a cidade contará com um carro para cada 1,1 habitante.

– Isso é bom ou é ruim? Quis saber nosso anti-herói de plantão.

Depende do ponto de vista. Para os guardadores de carros, outrora chamados flanelinhas, deve ser ótimo. Já para os motoristas, nem tanto, até porque, por supuesto, há entre os guardadores gente correta e outras nem tanto. Neste último caso, a turma que age agressivamente, na base da coação. Ou extorsão.

O desafio em Porto Alegre

A propósito de coação/extorsão junto ao meio-fio, todo o santo dia, a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, recuperou um texto que abordou o assunto em abril do ano passado. Juliano Rodrigues, colunista do Zero Hora, sob o título “Pelo fim dos flanelinhas”, conta que em 2009 a prefeitura de Porto Alegre, em acordo com o Ministério Público do Trabalho e a Brigada Militar, “regularizou” a função de flanelinha. Seis meses depois da promulgação da lei, ninguém a cumpria.

Trecho do artigo:

– Este texto é escrito por alguém que não considera profissão a função de flanelinha, ou guardador de carro, ou seja lá como queiram ser chamados aqueles que ficam na espreita de motoristas para, em espaço público, achacá-los sem qualquer fiscalização das autoridades. Faço essa ressalva por reconhecer que a opinião que tenho sobre o assunto provavelmente está calcada na minha total incapacidade de observar qualquer resquício de atividade profissional no “trabalho” feito por essas pessoas.

Ainda do artigo no jornal ZH:

– No papel, as regras são ótimas. A aplicação delas, porém, é risível. Salvo raríssimas exceções de guardadores honestos e cordiais, o que existe é intimidação aos motoristas. Alguém recebe tíquete quando deixa o carro aos cuidados de um flanelinha? A contribuição é mesmo espontânea? Bom, mais do que um gesto espontâneo, pagar pelo “serviço” dos guardadores é uma atitude compulsória e prudente, já que ajuda a evitar que o seu veículo sofra algum tipo de dano (por parte do próprio flanelinha, aliás).

E a frota de veículos particulares continua aumentando. Aqui e em Porto Alegre.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 30/01/16 8:54:57 PM

Certas coisas, só mesmo conferindo in loco. E ainda há muitos turistas (marinheiros de primeira viagem no exterior) que chegam a duvidar do que lhes é mostrado em visitas a castelos e palácios na França.

Caso das cocheiras de Paris. Era comum no Brasil, tempos atrás, para desmerecer alguém, dizer que tal pessoa tinha estudado. Estudado na França, mais precisamente “nas cocheiras de Paris”.

Mas, conhecendo as decantadas cocheiras da capital francesa, fica-se sabendo que as cocheiras (de lá) eram de um tremendo luxo, refinamento. Afinal, os cavalos eram importantes.

E por aí vai – ou ia. Ao percorrer as instalações do Palácio de Versalhes, de repente, conforme o caso, o visitante ficava ou fica espantado.

Não pelo luxo coroado com muito ouro das colônias e possessões. Um dos imensos salões exibe vistosas pinturas de abacaxi, ele mesmo, em cortinados e outras peças decorativas. Com adornos de ouro puro.

– Contribuição brasileira – prontamente esclarece o guia. O abacaxi, por supuesto.

A presença do nosso prosaico abacaxi é desconcertante. Até por ter se tornado  objeto de aluguel.

Só para impressionar

Na França do luxo esplendoroso dos reinados de Luís XIV e Luís XV, o abacaxi, uma simples bromélia comestível de nome científico ananás sativus, tornou-se símbolo máximo de ostentação. Desse modo, até para esnobar outros nobres, parte dos abacaxis de Luís XIV, únicos no pedaço, passaram a ser produto de aluguel. Eram cedido temporariamente para enfeitar banquetes e recepções de outros membros da nobreza. Iam e voltavam.

Mas, é comprovado, o primeiro contato de Luís XIV com o abacaxi foi meio catastrófico. Diante desconhecido fruto, sua alteza foi direto ao pote e desferiu uma tremenda dentada no fruto in natura. Feriu os beiços. Ou melhor, os delicados lábios.

Já Luís XV dominava o abacaxi, tanto que mandou construir estufas perto de Paris para tê-lo à disposição. E continuar humilhando o resto da realeza. Afinal, antecipando-se aos brasileiros, já sabia descascar o abacaxi. Qualquer um.

ENQUANTO ISSO, EM CURITIBA…

 

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