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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 21/05/15 7:57:09 PM

Há quem prefira percorrer antiquários, mas, bom mesmo, são os sebos.

– Garimpar prateleiras! Uma alegria que se renova em cima do velho, do passado, garante professor Afronsius, que não deixa por menos.

– Sou do papel e não abro. Não abro mão, mas abro livros, revistas e velhos gibis. Só não entendo como alguém se desfaz de livros, revistas e gibis, remetendo-os aos sebos, talvez com algum toque de desdém…

E o Zé Carioca, um paulista

Em sua mais recente incursão, encontrou uma publicação de 2012 (Aventuras na História, Editora Abril), em ótimo estado, que trata da II Guerra Mundial. A Segunda Guerra Aqui.

A presença norte-americana, por supuesto, não se limitou ao forte aquartelamento em Natal, Rio Grande do Norte. Orson Welles, por exemplo, aqui chegou devidamente patrocinado pelo Office of Interamerican Affairs. A ordem era conquistar corações e mentes. E não só ele por aqui aportou no início de 1941. Walt Disney montou seu QG no Rio de Janeiro.

Com a ajuda de cartunistas pátrios como Luiz Sá e J. Carlos, Disney criou o Zé Carioca. Ou, como sublinha a publicação, não criou, encontrou. É que o músico José do Patrocínio Oliveira, paulista de Jundiaí, integrava o Bando da Lua, o grupo de Carmem Miranda. Ele vivia nos EUA e foi quem interpretou o papagaio Zé Carioca na animação Alô, Amigos, de 1942.

Pois é, o Zé Carioca com sotaque paulista.

Ainda da revista: “O personagem ainda é publicado no Brasil, enquanto ninguém se lembra mais dele no exterior.”

 ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 20/05/15 7:47:32 PM

Não é fácil, ou, por outra, está cada vez mais difícil. São 1.406.049 veículos em Curitiba e, juntamente com a frota, crescem as queixas dos motoristas. Trânsito caótico! Professor Afronsius pede um aparte:

– Não são 1.406.049 veículos. São 1.406.048. Eu aposentei o meu pé de bode

Mas boa parte das queixas diz respeito aos guardadores de carros, ou flanelinhas, que, mal você estaciona o bólido junto ao meio-fio, surgem como donos do pedaço e intimam, na base da coação:

– Doutor, pode deixar comigo que ninguém tasca!

– Em primeiro lugar, não sou doutor coisa nenhuma. Em segundo,  cabe às autoridades específicas proteger o meu patrimônio volante em espaços públicos.

Vai daí que, na volta, encontrou o carro riscado. E nem sinal do prestativo guardador.

Já em Porto Alegre…

Não é de hoje o problema, e muito menos exclusivo de Curitiba. Em Porto Alegre, como relatou Juliano Rodrigues, colunista do Zero Hora, na edição de 14 de abril (“Pelo fim dos flanelinhas”), em 2009 a prefeitura de Porto Alegre, em acordo com o Ministério Público do Trabalho e a Brigada Militar, “regularizou” a função de flanelinha.

– Para quem não lembra, vou resumir o que dizem as regras sobre o trabalho dos guardadores de carro e peço a você que tente se recordar de uma situação em que elas tenham sido devidamente aplicadas: a contribuição pelo trabalho do guardador é espontânea, sem valor fixo; é obrigatória a entrega de um tíquete ao motorista; o flanelinha deve se apresentar ao serviço em perfeitas condições de higiene e sóbrio; em eventos com horário marcado, ele deve permanecer até uma hora após o término. Seis meses depois da promulgação da lei, ninguém a cumpria.

Profissão, desde quando?

Ao justificar o título do artigo, o colunista frisou que “este texto é escrito por alguém que não considera profissão a função de flanelinha, ou guardador de carro, ou seja lá como queiram ser chamados aqueles que ficam na espreita de motoristas para, em espaço público, achacá-los sem qualquer fiscalização das autoridades. Faço essa ressalva por reconhecer que a opinião que tenho sobre o assunto provavelmente está calcada na minha total incapacidade de observar qualquer resquício de atividade profissional no “trabalho” feito por essas pessoas.

A exceção, os honestos e cordiais

Ainda do artigo no jornal ZH:

– No papel, as regras são ótimas. A aplicação delas, porém, é risível. Salvo raríssimas exceções de guardadores honestos e cordiais, o que existe é intimidação aos motoristas. Alguém recebe tíquete quando deixa o carro aos cuidados de um flanelinha? A contribuição é mesmo espontânea? Bom, mais do que um gesto espontâneo, pagar pelo “serviço” dos guardadores é uma atitude compulsória e prudente, já que ajuda a evitar que o seu veículo sofra algum tipo de dano (por parte do próprio flanelinha, aliás).

– Em uma atitude corajosa, em 2013, a prefeitura de Caxias do Sul proibiu a função de flanelinha. A de Porto Alegre poderia reconhecer o fracasso na ideia de regularizar essa “profissão” e reproduzir a iniciativa caxiense na Capital. Seria um gesto de humildade e de respeito com os porto-alegrenses que, afinal, são os verdadeiros donos dos espaços públicos da cidade.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 19/05/15 7:26:51 PM

Dá para imaginar a cena. O cidadão estaciona o carro diante da barraquinha e pergunta ao tranquilo Batata:

– Escrevendo uma carta, quando é que a gente emprega o por que separado, o porque junto, o por quê separado e com chapeuzinho e porquê junto e com o chapeuzinho?

– Pergunta lá no Posto Ipiranga.

– Não adianta, eu já estive lá…

É uma dúvida bastante comum, tanto que o professor Pasquale Cipro Neto dedicou-se ao assunto em sua coluna Inculta&Bela, em 2008, na Gazeta do Povo.

É junto ou separado?

Longe de ser o Posto Ipiranga, ensina ele:

– O ponto de interrogação pouca diferença faz na hora de tomar a decisão de juntar (“porque”) ou separar (“por que”). A velha história de que na pergunta é separado e na resposta é junto só pode ter alguma utilidade quando se sabe que a pergunta pode ser direta ou indireta.

Para explicar por que não se emprega o ponto de interrogação nas perguntas indiretas, temos a seguinte pergunta, indireta: “Por que não se emprega o ponto de interrogação nas perguntas indiretas?”. Esse “por que”, equivalente a “por qual razão”, “por que razão”, é separadíssimo, independentemente da presença ou da ausência do ponto de interrogação.

– Outro exemplo dessa ocorrência de “por que”: “O senador não disse por que (por qual razão) se envolveu no episódio da violação do painel do Senado”; “Luxemburgo finge não compreender por que (por qual razão) é irregular o uso do ponto eletrônico”. Em nenhum desses casos há ponto de interrogação, embora em todos eles haja pergunta indireta e, consequentemente, o emprego de “por que”.

– É importante notar que em alguns casos a grafia define o sentido. Quando se escreve “O ministro não explicou por que não compareceu”, informa-se que o ministro não explicou por qual razão deixou de comparecer. Quando se escreve “O ministro não explicou porque não compareceu”, informa-se que o ministro não explicou o que se esperava que explicasse por uma razão muito simples: não compareceu.

– Outro caso importante do emprego de “por que” ocorre quando o “que” é pronome relativo. Nesse caso, “por que” acaba equivalendo a “pelo/a qual” ou “pelos/as quais”. Veja este exemplo, da canção Esquinas, de Djavan: “Só eu sei as esquinas por que (pelas quais) passei”.

E surge o tal monossílabo tônico

– Por fim, é imperativo citar um caso sofisticado do emprego de “por que”: “Opto por que sejam cassados”. Temos aí a preposição “por”, regida por “optar” (se alguém opta, pode optar por algo), e a conjunção integrante “que”, que introduz a oração que funciona como complemento do verbo “optar”. Se esse período composto fosse transformado em simples, teríamos algo como “Opto pela cassação deles”, em que “pela” resulta de “per” (forma original da preposição “por”) + “a”.

– E quando se grafa “por quê”? Quando essa expressão introduz pergunta (direta ou indireta) e ocorre pausa depois dela: “Ninguém sabe por quê”; “Você não vai? Por quê?”. Nesse caso, o “que” é monossílabo tônico e, por terminar em “e”, é acentuado.

Beronha, tentando encerrar o papo:

– Pra mim, a bendita reforma ortográfica enterrou essa questão e todas as minhas dúvidas a respeito. Desta e de todas as outras questões. Belê?

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 18/05/15 7:44:47 PM

Dando uma espiada no site oficial do Atlético, professor Afronsius foi devidamente fisgado por um título: “Em parceria inédita no futebol da América do Sul, Atlético Paranaense acerta com a EXOS”.

E ficou sabendo que, “referência mundial em performance de atletas, a empresa norte-americana EXOS é a nova parceira do Atlético Paranaense. Conceituada por trabalhos de grande expressão, como o realizado com a Seleção Alemã de futebol, a EXOS atuará ao lado de profissionais do Clube com o objetivo de otimizar a performance dos atletas, desde as Categorias de Formação até o elenco principal. A parceria é a primeira da empresa, voltada ao futebol, na América do Sul.

Mais:

– Buscando as melhores práticas da preparação de atletas de alta performance, o CAP identificou na EXOS a parceria ideal para inovar e colocar em prática as técnicas mais modernas em treinamentos desportivos. Com trabalhos consagrados como na Seleção Alemã, Campeã Mundial de 2014, a expertise da EXOS aliada à infraestrutura disponível no CAT do Caju proporcionará ao CAP uma grande evolução desportiva, que certamente auxiliará na obtenção dos resultados projetados dentro de campo, afirmou o vice-presidente do CAP, Marcio Lara.

Os 4 pilares do sucesso

– EXOS terá a atuação composta pela integração de quatro pilares: Mentalidade, Nutrição, Movimento e Recuperação. A filosofia se baseia na compreensão, por parte dos jogadores, de que é necessário ter um comportamento compatível com a profissão 24 horas por dia, sete dias por semana.

– Anteriormente conhecida como Athletes’ Performance, a EXOS foi fundada em 1999 por Mark Verstegen. Somente nos Estados Unidos, possui 10 centros de treinamentos. No futebol, destaca-se por trabalhos na seleção alemã, nos últimos 10 anos, e por ter treinado os últimos quatro campeões da Major League Soccer dos Estados Unidos. Também teve parcerias com o Everton, da Inglaterra, e o Galatasaray, da Turquia.

E serve até para bombeiros e policiais

Em outros esportes, como o futebol americano, a EXOS também é referência. A empresa é a líder em treinamento de jogadores da National Football League. A EXOS também é parceira da Seleção Argentina de Rugby, do Comitê Olímpico Chinês e também atua com treinamentos voltados a empresas, militares, bombeiros e policiais.

Beronha não ficou muito impressionado:

– EXOS? Melhoria seria simplesmente entrar nos EiXOS…

Ou, como diria o amigo Zé Beto, expressionante!

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 17/05/15 7:36:28 PM

8 de maio de 1945. “Acabou a guerra!”. Essa foi a manchete da edição extra do jornal Diário da Noite com a notícia mais esperada desde 1939. Foram quase seis anos de conflito e milhões de mortos. As forças nazistas se rendiam em uma Europa arrasada. Era também o fim vitorioso para os mais de 25 mil brasileiros que combateram na Itália.

Ainda da Aerovisão, revista da Força Aérea Brasileira, citada no blog anterior:

– Durante o conflito, mais de três mil militares brasileiros foram feridos e 450 morreram em combate. Entre eles o Aspirante a Oficial Aviador Frederico Gustavo dos Santos e os Tenentes Aviadores John Richardson Cordeiro e Silva, João Mauricio Campos de Medeiros, Aurélio Vieira Sampaio e Luiz Lopes Dornelles, todos do Primeiro Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira. Outros quatro faleceram em acidentes. Os restos mortais de oito deles estão no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio.

Entre os meses de outubro de 1944 e maio de 1945, onze pilotos brasileiros saltaram de paraquedas das suas aeronaves. Cinco foram feitos prisioneiros, três conseguiram esconder-se até o final da guerra e outros três conseguiram saltar sobre território amigo. Outros sete aviadores foram afastados das missões por motivos de saúde.

——-

Sobre a imagem do Senta a Pua!, na época com acento em pua, há quem pergunte até hoje a razão de a ave ser uma avestruz, algo distante. Por dois motivos:

A velocidade e maneabilidade do avião de caça.

E, talvez principalmente, pelo indômito estômago dos bravos pilotos da FAB, “que aguentavam até a comida dos gringos”.

A guerra acabou. Acabou?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 16/05/15 7:50:32 PM

Sobre a participação da FEB na II Guerra, muitas histórias se destacam. Uma delas, de maneira especial. A de um piloto da FAB que, feito prisioneiro, virou comandante de hospital alemão na Itália. É simplesmente incrível.

Está na Aerovisão – a revista da Força Aérea Brasileira, edição de abril/junho de 2005, que destacava os 60 anos do fim da II Guerra Mundial. Um dos personagens: o 2.º tenente Marcos Eduardo Coelho de Magalhães, 22 anos, que havia sido atingido 15 vezes antes de cumprir sua missão de número 85, no dia 22 de abril de 1945.

O tenente Coelho: o risco era virar churrasco no P-47.

Alvo do fogo antiaéreo

Trechos da matéria na revista:

– Nessa data, a da missão 85, ao invés de atender de imediato o chamado do líder para se reunir, decidiu fazer mais um passe sobre um caminhão e identificou dois tanques escondidos num bosque próximo. Mal picou o avião contra o primeiro alvo, foi recebido por uma forte barragem de antiaérea de 20 mm. O avião tornou-se uma bola de fogo.

No livro Senta a Pua!, relata:

– Saltei de paraquedas para não virar churrasco em meu P-47, meu corajoso D-6. Este ficou envolto em chamas, e tive de abandoná-lo sem ter tempo de avisar o comandante da esquadrilha Verde.

Enquanto pairava no ar, Coelho ouviu rajadas de metralhadora e descobriu que era alvo de dois oficiais fascistas. Com o paraquedas atingido, ganhou velocidade e atingiu em cheio o telhado de uma casa, quebrando as pernas. Por sorte, foi salvo por um cabo alemão, que impediu sua execução sumária.

Ajuda do médico inimigo

Levado até um hospital dos nazistas em Reggio Emília, foi operado pelo 1.º tenente médico Lubben. Detalhe: sem anestesia, que estava em falta.

Da janela do quarto do hospital, passou a acompanhar as investidas dos P-47 que cortavam os céus da Itália na ofensiva de primavera.

Assumindo o posto do ex-inimigo

No dia 26 de abril de 1946, às 9h, o médico alemão procurou o brasileiro para despedir-se.

– Tenente Coelho, vou abandonar o hospital. De agora em diante é o comandante. Tome minha pistola. Ela representa o símbolo da força que o senhor terá para proteger os homens que vou ser obrigado a deixar. São 12 feridos graves. Para cuidar deles, deixo também três bravos enfermeiros, que se ofereceram para essa missão, disse a ele em francês, antes de partir.

Na madrugada seguinte, os aliados assumiram o hospital. Antes disso, Coelho impediu que os feridos alemães fossem executados por integrantes da resistência italiana. Dos 12 feridos, quatro não resistiram à noite e morreram. Em 3 de maio, comemorou o final da guerra na Itália com os amigos brasileiros.

——

O 2.º Tenente Aviador Marcos Eduardo Coelho de Magalhães nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de agosto de 1922, tendo realizado seu treinamento para a guerra no Panamá e em Suffolk, EUA. Morreu no dia 1.º de Julho de 2002.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 15/05/15 10:04:58 PM

Pesquisa realizada nos Estados Unidos concluiu que “tremer de frio”  pode ajudar a perder peso, “quase como um exercício físico”. Foi o que o professor Afronsius leu no jornal Zero Hora. O estudo foi realizado pelo australiano Paul Lee, do Instituto de Pesquisas Médicas Garvan.

Depois de cofiar o bigode, professor Afronsius, que voltou a ser professor, posto que, agora, está mais seguro da condição, não deixou por menos:

– Nesse caso, só teríamos magricelas pelas ruas de Curitiba.

Beronha, por sua vez, sugeriu um bom negócio pela frente:

– Vamos fazer propaganda e trazer gente de fora para perder peso na Academia Curitibana. Tudo inteiramente ao ar livre. Com direito a visitar, no grátis, e no tal ônibus de turismo, no topo, sem nenhuma cobertura ou guarda-chuva, o Museu do Olho, o Jardim Botânico, o Passeio Público, o Bar Luzitano com Z, a Arena da Baixada…

Fica a sugestão.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 14/05/15 7:44:33 PM

Motorista amador devidamente habilitado há muitos anos, no tempo do coronel Zenedin no Detran, mesmo assim (ou talvez por isso), dia desses Beronha foi pego de surpresa.

Pilotando seu poderoso Fusca 66 – o Trovão Azul – na Rua Allan Kardec (via secundária), Centro Cívico, parou ao chegar à Rua Nilo Peçanha (via principal). Sinal fechado. O tempo passa até que o motorista do carro de trás desce, vai até ele e, educadamente, comunica:

– Avance sobre essa faixa branca aí da frente, senão o sinaleiro não funciona.

Dito e feito. Avançou um pouco e eis que o sinal vermelho deu lugar ao amarelo e ao sinal verde. Aleluia!

Buzinou agradecendo a dica do solidário companheiro de volante e se mandou.

Horas depois, ao relatar o episódio a Natureza Morta e ao professor Afronsius, no dedo de prosa junto à cerca viva da mansão da Vila Piroquinha, ficou sabendo mais coisas.

– É o sistema de semáforos inteligentes de Curitiba.

Nosso anti-herói de plantão admitiu que já tinha ouvido falar em carros inteligentes, com dezenas de comandos a bordo:

– Mas poste inteligente pra mim é nova novidade

Tal negócio, semáforo inteligente com motorista tanso dá nisso. Vivendo e aprendendo, ou dirigindo e aprendendo.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 13/05/15 7:41:23 PM

A edição deste mês da Revista de História da Biblioteca Nacional destaca a II Guerra mundial – 70 anos depois. E, como sempre, é recomendada pelo professor Afronsius. A revista, é claro.

Sobre o conflito, chamou a atenção para certos detalhes, como no caso das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki. A primeira, lançada no dia 6 de agosto de 1945, batizada Little Boy, tinha 3 metros de comprimento, 71,1 centímetros de diâmetro e 4,4 toneladas de peso. O detalhe: era um artefato nuclear de urânio.

Já segunda, a Fat Man, caiu sobre Nagasaki dia 9 de agosto, era uma bomba de plutônio.

– Como certas coisas ficam no rodapé da história, sempre é bom lembrar. Ou relembrar.

Feita a observação, citou um filme/documentário, que o pegou de surpresa quando estava (de passagem) pelos Estados Unidos: Farewell to Manzanar (Adeus a Manzanar), de John Korty. Baseado no livro do mesmo nome, de James e Jeanne Wakatsuki Houston, que saiu publicado em 1972, foi produzido em parceria com a rede NBC. Atores: Yuki Shimoda, Nobu McCarthy e Dori Takeshita.

Ganhou, inclusive, o Prêmio Humanitas e seria indicado para o Emmy como melhor roteiro adaptado, categoria drama.

Do amarelo ao perigo vermelho

O professor Afronsius estava em Atlanta. Recorda que, no quarto do hotel, cansado de ficar olhando para a parede, ligou a TV. E foi fisgado pelo filme.

A história: a vida em um dos campos de concentração nos EUA para japoneses e descendentes, durante a II Guerra. No caso, era a temporada do “perigo amarelo”. Viria, depois, o “perigo vermelho”, por supuesto.

Com o ataque japonês a Pearl Harbor, no dia 7 de dezembro de 1941, o governo americano tratou de isolar possíveis inimigos internos, notadamente na Costa Oeste. Oceano Pacífico.

No mesmo dia, o FBI “recolheu” milhares deles, começando por 2.192 descendentes de japoneses. No dia 19 de fevereiro de 1942, o presidente Franklin Delano Roosevelt assinaria a Ordem Executiva 9066, dando carta branca ao secretário de Defesa para fixar áreas militares e excluir “qualquer ou todas as pessoas” de tais regiões.

Autorizou-se também a instalação dos chamados “campos de relocalização”, a partir da Autoridade de Relocalização de Guerra (War Relocation Authority).

Foram, então, relocalizados à força pelo menos 120 mil norte-americanos “nikkeis”, dois terços já cidadãos norte-americanos. Os demais não puderam obter cidadania em face de uma lei federal. Mais de 110 mil pessoas foram recolhidas a 10 campos de concentração localizados em pontos distantes da costa.

Memórias de Manzanar

Jeanne Wakatsuki, coautora do livro Farewell to Manzanar, nasceu em 1934, em Inglewood, Califórnia. A mais nova de dez crianças, passou a infância no Sul daquele estado. Junto com a família, foi levada para Manzanar. Em 1945, liberada. Jeanne conheceu James D. Houston quando cursava a Universidade Estadual de San Jose, também na Califórnia. Casaram-se em 1957 e tiveram três filhos.

Certo dia, em 1971, um sobrinho que nasceu em Manzanar pediu a ela que contasse como era o campo, já que seus pais se recusavam a tocar no assunto. Ao recordar alguns episódios, decidiu colocar tudo no papel. Com auxílio do marido, Jeanne Wakatsuki Houston escreveu, então, Farewell to Manzanar.

Morte em Londrina

Em abril de 2002, a imprensa fez um breve registro da morte de Nobu McCarthy, atriz canadense que atuou no filme sobre Manzanar. Estava com 67 anos e participava das filmagens de Gaijin 2, de Tizuka Yamasaki, no Norte do Paraná, mais precisamente em Londrina.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 12/05/15 7:37:13 PM

- Diacho, o quem vem a ser mesmo memorabilia?

Beronha estava desconcertado e, por supuesto, deixou até o professor Afronsius meio zonzo.

– Já explico, mas, primeiro, me diga o motivo de tal interesse.

Aí, com cara de poucos amigos, nosso anti-herói de plantão contou ter lido na Carta Capital desta semana que “de lingerie a lápide, peças de Marilyn Monroe vão a leilão”. E sacou do bolso o exemplar da revista.

Nos dias 26 e 27 de junho, por conta de uma casa de leilões especializada nas celebridades de Hollywood, a Julien’s de Beverly Hills, será colocada hasta pública até uma placa de bronze do túmulo de Marilyn, além de fotos e até raios X da atriz, que morreu em 1962. No caso da lápide, o valor estimado pula de 2 mil a 4 mil dólares. E, como não poderia faltar, há igualmente exemplares de jornais que abriram manchetes quando da morte de MM. Cotados entre 5 mil a 7 mil dólares.

No caso do San Francisco Examiner, a manchete foi:

MARILYN DEAD

Possible Suicide’ From Sleep Pills

Já o Los Angeles Times tascou:

- MARILYN MONROE FOUND DEAD

 Sleeping Pill Overdose Blared

– É ver, ou viver, para crer – comentou professor Afronsius. E aí explicou que vem a ser a tal memorabilia: objetos associados a pessoas famosas ou eventos importantes, considerados dignos de memória e que se tornam itens de colecionadores.

– Não é decididamente meu caso – disparou Beronha.

ENQUANTO ISSO…

 

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