PUBLICIDADE

Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 02/08/15 7:16:49 PM

- Quanto foi o jogo?

– Não faço a menor ideia. Estava dormindo.

As partidas de futebol às 11 da manhã causam dissabores, e não apenas pelo placar quando adverso. É que há muita gente, incluindo Beronha, que enche o caneco no sábado e, domingo, por supuesto, não sai da cama antes do meio-dia. Cama? Não é no caso do nosso anti-herói de plantão, que nunca abriu mão do beliche.

Muito menos do Ronco FC.

No mais, a ordem é tocar o barco.

Até porque, jogo às 11, dá tempo pra ir à missa das 9. E, como confirmou-se, o padre é atleticano pé quente. Mais uma vitória e, no decorrer da tarde, foi um tal de acompanhar o desespero dos outros…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 01/08/15 8:50:21 PM

A quem interessar possa. Ou, como prefere Natureza Morta, talvez mais um aviso de inutilidade pública, tal o desrespeito que se vê por aí, a qualquer hora ou dia. Em qualquer cidade.

O Código de Trânsito Brasileiro sofreu alterações. Conforme saiu publicado sexta-feira no Diário Oficial da União, carro particular em corredor de transporte coletivo virou infração gravíssima. O motorista pode ter o veículo removido, além de acumular 7 pontos na carteira de habilitação e pagar multa de R$ 574. Antes, a multa era de R$ 85, posto que a infração estava na categoria leve e resultava em 4 pontos na carteira.

À espera de mais

O uso (irregular) das canaletas do ônibus expresso em Curitiba, como se sabe, não se limita a carros particulares. Envolve ciclistas, skatistas, surfistas do asfalto, velocistas de fim de semana, carrinheiros, bebuns e cabôcos que não respeitam sinal e muito menos o uso das faixas de travessia exclusivas de pedestres.

Quem sofre é o motorista do vermelhão: numa emergência, parar um trem daqueles, que pesa toneladas, não é nada fácil.

Mas aí, e não só no trânsito, convenhamos, não basta multa mais pesada para evitar problemas.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 31/07/15 7:21:23 PM

Ainda sobre cartografia, professor Afronsius sacou da prateleira a edição de abril do ano passado da Revista de História da Biblioteca Nacional, que traz um texto muito interessante (“Fontes de mitos”), assinado por Marcelo Motta Delvaux – autor da dissertação “As minas imaginárias: o maravilhoso geográfico nas representações sobre o sertão da América portuguesa – séculos XVI a XIX” (UFMG, 2009).

Ensina o professor:

– Se os espanhóis haviam se deparado com tesouros durante a conquista do império inca, entre 1531 e 1533, por que não haveria preciosidades semelhantes no interior do Brasil? Apesar de as terras brasileiras parecerem imensas e difíceis de explorar, os cronistas e viajantes do século XVI estavam convictos de que as áreas pertencentes a Portugal e Espanha no Novo Mundo tinham as mesmas características. O sertão brasileiro prometia ser tão próspero em metais preciosos quanto o Peru, já que ambos, supostamente, constituíam uma mesma realidade geográfica.

Os cartógrafos e os lugares míticos

– Nos dois primeiros séculos de ocupação da América, os portugueses se espraiaram pelo litoral. (…) Lugares lendários aguçaram a imaginação dos aventureiros, que se arriscavam no interior em busca de riquezas minerais. E os cartógrafos, movidos pela fé em lugares míticos, preenchiam as lacunas dos mapas com lagoas, serras e cidades fantásticas.

– Os mitos difundidos na América têm basicamente duas origens: o Eldorado, que está ligado à penetração e à ocupação dos Andes peruanos pelos castelhanos e às investidas pioneiras na Amazônia; e o imaginário elaborado durante o povoamento do rio da Prata e do Chacoparaguaio no século XVI.

E surgem as “amazonas”

– Um dos conquistadores espanhóis a percorrer a região do rio da Prata e o Paraguai foi o capitão Hernando de Ribera, nos anos de 1543 e 1544. Em suas narrativas, encontram-se muitas referências fantásticas, como a menção às “amazonas”, as mulheres guerreiras da mitologia grega, e à existência de um lago denominado Casa do Sol: “Informaram (os índios) ainda que por aquela parte em que moravam as ditas mulheres havia ainda muitas outras populações, (…) perto de um lago muito grande, que os índios chamavam de Casa do Sol, porque era ali que o sol desaparecia”.

– Como as regiões andina e amazônica eram distantes da costa atlântica, onde os portugueses estavam nessa época, o Eldorado não exerceu tanta influência sobre esses colonizadores. Outra razão para este pouco interesse foi a prioridade dada à prata e às esmeraldas, em vez do ouro, pelos aventureiros que adentravam o sertão.

Movidos também pela fantasia

– À medida que a mineração avançava por áreas até então desabitadas, alguns mitos perdiam seu fascínio, enquanto outros se deslocavam para zonas ainda desconhecidas do sertão, como o leste da capitania de Minas Gerais. Pelo menos até meados do século XIX, terras inexploradas provocavam o desejo de riquezas e, claro, muita fantasia.

Ainda sobre mapas da mina, ressalta o artigo: “Sem conhecer o interior da Colônia, exploradores recorriam à imaginação. O que os olhos não veem, os cartógrafos desenham”.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 30/07/15 7:13:54 PM

A Biblioteca Nacional abriu a exposição Historica Cartographica Brasilis, que ficará em cartaz até 31 de agosto e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 11h às 14h. Entrada gratuita. A BN fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, centro do Rio.

Ao ler a notícia, na Agência Brasil, em matéria do repórter Paulo Virgílio, professor Afronsius tratou de arrumar a mala de viagem:

– Embora seja um desorientado em muitos e variados sentidos, adoro cartografia.

Viajantes do século XVI

A exposição oferece uma viagem fantástica: a evolução da cartografia no Ocidente e, em particular no Brasil, com mapas que integram o acervo da própria instituição. Teremos as primeiras representações feitas pelos viajantes, no século 16.

Ainda da Agência Brasil:

– Antes da criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1936, os mapas do país eram produzidos por diversas instituições, parte delas ligadas ao Exército e à Marinha. Um dos destaques da mostra é o mapa do Brasil datado de 1922, ano do centenário da Independência. Foi o primeiro produzido dentro da padronização da Carta Internacional do Mundo, que mapeou o planeta na escala de 1 por 1 milhão, como informa a curadora Maria Dulce de Faria, técnica em documentação da Biblioteca Nacional. Segundo ela, será a exposição cartográfica mais abrangente feita pela instituição.

Em 1994, tivemos uma, mas apenas com mapas do Brasil até o século 19.

– Apesar dos (manjados) pesares, a gente não foge à luta e continua em frente – deixou escapar professor Afronsius.

O que os olhos não veem

Ainda sobre cartografia, o professor indicou a edição de abril do ano passado da Revista de História da Biblioteca Nacional, que traz um texto mais do que interessante (“Fontes de mitos”), assinado por Marcelo Motta Delvaux – autor da dissertação “As minas imaginárias: o maravilhoso geográfico nas representações sobre o sertão da América portuguesa – séculos XVI a XIX” (UFMG, 2009).

Este, porém, é um assunto para amanhã.

Mas, como Beronha pediu “só uma palha”, professor Afronsius adiantou:

– Sem conhecer o interior da Colônia, exploradores recorriam à imaginação. O que os olhos não veem, os cartógrafos desenham.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 29/07/15 7:16:25 PM

De Thomaz Wood Jr. na Carta Capital desta semana, sob o título O fim do Trabalho?

– Tendências econômicas e tecnológicas sugerem o declínio crescente dos empregos estáveis, de tempo integral.

Beronha adorou, tanto que recortou a página e colou o texto na parede do quarto (de pensão), até porque, conforme Thomaz, “os nostálgicos talvez lamentem seu desaparecimento. Outros talvez celebrem seu declínio, como uma porta aberta para o cultivo das virtudes, como desejavam os antigos gregos”.

– Eu não disse? Estou sempre na vanguarda da dianteira (sic) – comemorou nosso anti-herói de plantão, que alimenta uma antiga rixa “com o disgracido do tal inventor do trabalho”.

Além do que, tem como lema a antológica frase de pára-choque de caminhão:

– Nasci pelado, careca e sem dente. O que vier é lucro.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 28/07/15 10:51:05 PM

Beronha chega para o dedo de prosa e faz um apelo ao professor Afronsius estendendo o recibo de aposta e um papel com a anotação de cinco algarismos arábicos:

– Confere pra mim?

– Não sabe ler?

– Claro que sim, mas, quem sabe, talvez você dê sorte.

Não deu. No Bolão da Quina, uma cota, 60 números, Beronha repetiu a proeza: acertou dois míseros números. E em carreiras alternadas.

Pulando para a Mega-Sena, optou por Natureza Morta:

– Confere para mim?

– Claro. Você não enxerga os números?

– Claro que sim, mas, quem sabe, talvez você tenha mais sorte do que eu.

Em duas apostas, acertou apenas um dos números sorteados.

Meio desolado, nosso anti-herói de plantão comentou:

– Parece um certo time de Curitiba. Difícil de faturar 3 pontos num jogo… Em matéria de bolão, continua jogando uma bolinha…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/07/15 8:24:46 PM

A revista (Marketing Cultural) é de novembro de 1998, número 17. E foi localizada pela Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, a pedido de um cinéfilo quase de carteirinha, interessado na questão que por muitos anos sufocou o cinema nacional. Ou seja, a distribuição. Fazer cinema, exibir onde?

É que a revista traz uma matéria, muito bem ilustrada, sobre a lendária Vera Cruz, a nossa tentativa de Hollywood. Tanto que, segundo alguns pesquisadores, a história do cinema brasileiro seria dividida em antes e depois da Vera Cruz, “marco da indústria cinematográfica nascente no país, sonho realizado pelos empresários Franco Zampari e Francisco Matarazzo Sobrinho em 1949”.

Mas não bastava produzir

Uma grande conquista dos estúdios Vera Cruz foi O Cangaceiro, 1953, filme de Lima Barreto, posto que, em três meses, foi visto por 600 mil pessoas e conquistou no Festival de Cannes o prêmio categoria aventura.

Desse modo, O Cangaceiro “ganhou o mundo”, mas o que poucos sabem é que isso “não contribuiu em nada para as finanças da Vera Cruz, já que a Columbia – do Tio Sam – havia comprado os direitos de distribuição do filme a preço fixo”.

De certa maneira, o episódio lembra Stanislaw Ponte Preta e o sacristão malandro. Procurado por um fiel, que carregava um franguinho assado para o santo, o sacristão deu um sorriso safado, recebeu a oferenda e garantiu ao paroquiano:

– É pro santo? Pode deixar que eu entrego…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 26/07/15 7:54:13 PM

Uma das qualidades, ou melhor, corrigindo, uma das peculiaridades do Beronha é a cara de pau na hora de sacar uma desculpa. Mas, nos dias presentes, muita chuva e frio em Curitiba, nosso anti-herói de plantão deixou de lado o “tô com preguiça” quando se trata de encarar o chuveiro:

– Banho? Nada recomendável com esse tempo… Conselho médico.

Mas, antes que ele volte à preguiça, há que lembrar o mais famoso dos preguiçosos, pelo menos na literatura. Macunaíma, o personagem de Mário de Andrade. Lançado em 1928, o livro virou até filme, de Joaquim Pedro de Andrade, em 1969.

– Pombas! Demorou 41 anos para ser levado às telas, e isso ninguém chamou de preguiça – tascou Beronha, que, de tão preguiçoso, raramente utiliza ponto de exclamação em suas falas.

A propósito da preguiça, algumas frases que não exigem nenhum esforço, começando, é claro, por Macunaíma:

– Ai, que preguiça!

Outras:

– Preguiça é o hábito que se contraiu de descansar antes da fadiga.

Jules Renard.

– Em leito de penas / não se alcança a fama nem sobre as cobertas.

Dante Alighieri, Divina Comédia.

– Os preguiçosos têm sempre vontade de fazer alguma coisa.

Luc de Clapiers Vauvenargues.

– A poltrona e as pantufas são as ruínas do homem.

Benito Mussolini (bate na madeira 3 vezes, recomenda Natureza Morta).

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/07/15 7:06:55 PM

A influência do cinema americano não foi fácil. Tanto que, em 1939, Europa em plena ebulição, Hollywood foi convocada para guerra. E não se limitou a salas de exibição. Atores como Clark Gable e Marlene Dietrich chegaram a vestir farda. Ele, alistando-se na força aérea; ela, visitando soldados no front. Tanto que acabou recebendo a patente de coronel do exército.

E a máquina de Hollywood, paralelamente ao complexo industrial-militar, foi em frente, abrindo o leque. Na TV, marcaram época (1971/1976) os seriados Kojak (com o careca Telly Savalas interpretando o detetive Theo Kojak) e Baretta (Robert Blake no papel do detetive Tony Barreta, que tinha como bicho de estimação Cacatua, uma espécie de papagaio originária da Oceania).

Detalhe: a música-tema era Keep Your Eye on the Sparrow, na voz de Sammy Davis, Jr.

Voltando à influência, ou ao modismo ditado pelo cinema. Em Curitiba havia um detetive que, de tanto imitar seu herói favorito, virou um decalque quase perfeito do Baretta, merecendo a esperada alcunha do mocinho. Mas, com o tempo, e como a vida nem sempre segue um roteiro de cinema de Hollywood, virou um rotundo fracasso e trocou as investigações/aventuras pelo boteco.

E, de tanto encher o caneco, o nosso Baretta passou a ser chamado de Biritta. Detetive Biritta. E, aí sim, o apelido pegou pra valer. Sem direito a honras e glória na hora do inevitável the end.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 24/07/15 7:51:07 PM

Como muita gente costuma dizer que jornal só traz notícia ruim, Natureza Morta fez questão de apontar uma notícia boa. Tão boa que foi devidamente comemorada pelo Beronha. E, certamente, o será pela Ambev.

Segundo a Universidade Americana de Reumatologia, “as dores crônicas podem ser aliviadas por meio da ingestão de bebidas alcoólicas. Quem toma meio litro de cerveja por semana têm 67% menos riscos de sofrer esses transtornos, como a fibromialgia, doença que atinge os tecidos musculares do corpo, causando dores intensas”.

– Como eu tomo mais de meio litro não por semana, mas todo o santo dia, sou forte candidato a ostentar uma saúde de ferro – justificou nosso anti-herói de plantão. Já a caminho do boteco, para acompanhar os jogos do Pan.

E, ainda sobre a imprensa, Beronha quis saber o que vem a ser Pan-Americano.

– Consulte o Aurélio – sugeriu professor Afronsius.

– Ele disputa qual modalidade?

– Basicamente arremesso de ignorância a distância…

Sem entender a piada, Beronha recorreu ao Aurélio e ficou sabendo que se refere a todas as nações da América. Já pan-americanismo vem a ser doutrina que prega a solidariedade e a cooperação entre as nações americanas.

ENQUANTO ISSO…

 

Páginas12345... 207»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Buscar no blog
Assine a Gazeta do Povo
  • A Cobertura Mais Completa
    Gazeta do Povo

    A Cobertura Mais Completa

    Assine o plano completo da Gazeta do Povo e receba as edições impressas todos os dias da semana + acesso ilimitado no celular, computador e tablet. Tenha a cobertura mais completa do Paraná com a opinião e credibilidade dos melhores colunistas!

    Tudo isso por apenas

    12x de
    R$49,90

    Assine agora!
  • Experimente o Digital de Graça
    Gazeta do Povo

    Experimente o Digital de Graça!

    Assine agora o plano digital e tenha acesso ilimitado da Gazeta do Povo no aplicativo tablet, celular e computador. E mais: o primeiro mês é gratuito sem qualquer compromisso de continuidade!

    Após o período teste,
    você paga apenas

    R$29,90
    por mês!

    Quero Experimentar