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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 27/03/15 8:58:35 PM

O futebol fora das chamadas quatro linhas. Sobre a vitória do Brasil diante da França, “em pleno” Stade de France, com se ressaltaria antigamente, professor Afronsius declarou ter gostado duplamente:

– Pela vitória, o time não se abalou ao tomar um gol logo de cara, e, principalmente, pelo Firmino.

– De fato, o meia-atacante alagoano, 22 anos, vem comendo a bola na Alemanha com a camisa 10 do Hoffenheim.

– Não por isso, mas por contarmos com um Firmino na seleção. Firmino, um nome tão singelo. Firmino.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, concordou. E foi além:

– Agora só falta um Laudelino…

Mudando de cenário, o Campeonato Paranaense e a situação do Atleticon. Beronha está muito satisfeito com a situação periclitante do Rubro-Negro.

– Poderemos, enfim, comemorar um título. Campeão do TM.

– TM?

– Torneio da Morte, ué…

Bola pro mato, sentenciou Natureza Morta, encerrando o bate-papo. Até porque Firmino lembrou o Fidélis, aquele mesmo. Lateral direito do Vasco, da seleção na Copa de 66. José Maria Fidélis dos Santos, simplesmente o Fidélis, até porque também conhecido como Touro Sentado, mas essa já é outra história.

ENQUANTO ISSO...

Enviado por babbocamargo, 26/03/15 8:07:02 PM

A dica de leitura é do professor Sergio Ahrens, engenheiro florestal, bacharel em direito, pesquisador em Planejamento da Produção e Manejo Florestal da Embrapa Florestas, Colombo/PR.

Com um adendo: a nota saiu publicada há quatro anos, “mas a ética do seu conteúdo continua atual”.

– Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho de 2011, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Anistia para desmatadores

– Dentre os que arrecadaram verba em empresas do segmento ruralista, apenas um não conseguiu se reeleger. Em julho, quando o projeto foi submetido à análise desta comissão, o novo código foi aprovado por 13 votos a 5. Ambientalistas criticam a reforma por tornar o Código Florestal menos rígido e abrir brechas para anistiar desmatadores.

– Pelo lado da bancada ambientalista, um dos cinco que votaram contra o novo código também custeou parte da campanha com verba doada pelas mesmas empresas. No entanto, o valor foi bem inferior ao dos outros colegas.

Gado em áreas desmatadas

– O verde Sarney Filho (PV-MA), por exemplo, declarou ter utilizado R$ 30 mil transferidos por uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

Durma-se com um barulho desses. O professor Ahrens é um dos que não dormem. É o tal negócio, ou mau negócio: raposa cuidando do galinheiro ou vampiro gerenciando o banco de sangue.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/03/15 8:04:01 PM

Como dizem, ou se dizia antigamente, uma coisa puxa a outra.  Em 1984, com o filme Paris, Texas, de Wim Wenders, muita gente descobriu que existe de fato uma Paris texana. Fica no condado de Lamar, Estado do Texas, por supuesto.

Agora, na terça-feira, por conta do beisebol e do Flávio Stege Júnior, o underdog do Luzitano com Z, há quem tenha descoberto outra cidade cujo nome também causa surpresa – e sem trocadilho: Surprise.

A simpática Surprise fica no Arizona, condado de Maricopa. Durante a transmissão de Angels x Rangers, pela pré-temporada do beisebol norte-americano, volta e meia, ao fundo, aparecia uma plaqueta:

Welcome to Surprise.

O inevitável: quem nasce em Surprise é o quê?

– Deve ser Kinder Ovo… – foi a melhor resposta, e veio do underdog.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 24/03/15 7:48:57 PM

A pedido de um amigo interessado em cinema, professor Afronsius voltou ao texto de Amir Labaki sobre o mestre do suspense. Para entender o “continente submerso da obra” de Alfred Hitchcock, pinçou breves trechos da Ilustrada, Folha de S. Paulo, agosto de 1999:

– Talvez em nenhum outro recorte da obra hitchcockiana os refexos da culpa católica e do rigoroso moralismo vitoriano sejam tão evidentes, mesmo quando distorcidos pelas lentes da ironia.

– Crítica: um crítico pergunta se o diretor leu o artigo em que arrasa seu último filme. Resposta: “Li, sim. Fui chorando depositar o cheque no banco”.

-Em cada uma de nossas histórias, tentamos apresentar uma lição que frise uma moral, como nossas mães faziam.

Uma admiração (mútua) : Luís Buñuel.

– Em Hitchcock, com frequência, os homens sabem demais ou de menos; o saber justo é o das mulheres.

– Todo efeito existe para desaparecer no filme, para melhor expressar a realidade. O que se vê no set pode ser falso; o que se vê na tela tem de parecer real.

– Espelho: o espectador é um voyeur. James Stewart, em Janela Indiscreta, ocupa o lugar do espectador, não só pelo voyeurismo como pela imobilidade (está preso à poltrona, com as pernas quebradas). O filme reflete a um tempo sobre o ato de filmar, de ver um filme e sobre o cinema propriamente dito.

– Humor: britânico. Ora irônico, ora cínico, sempre distante. Componente essencial de seus filmes.

Beronha, para encerrar:

– Não tem uma matinada aí com desenhos do Tom & Jerry?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 23/03/15 7:08:09 PM

Banho de bola. Beronha não se referia aos 7 a zero do Atleticon sobre o Nacional (não o de Montevidéu, por supuesto, e sim de Rolândia), mas ao clássico Flamengo x Vasco, que terminou com a vitória vascaína por 2 a 1.

O temporal que se abateu sobre o Maracanã, na metade do primeiro tempo, obrigou a arbitragem a suspender o jogo por 50 minutos. O clima era tão tenso que quatro jogadores receberam cartão vermelho e 12 foram advertidos com o cartão amarelo.

Diante da TV, no Bar VIP da Vila Piroquinha, teve gente que, espantada com o aguaceiro, quis saber:

– A partida é no Rio ou debaixo das Cataratas do Iguaçu?

A chuva atingiu 21,8 milímetros em 15 minutos. O índice pluviométrico, como se sabe, refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local e em determinado período. O índice é calculado em milímetros.

De qualquer modo, foi um domingo futebolístico com recordes. Lá e aqui, na Baixada.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/03/15 7:56:59 PM

Coincidência. Depois de ler um texto sobre Alfred Hitchcock e suas aparições nos próprios filmes, professor Afronsius topou com Sabotador (Saboteur), produção de 1942. Foi na TV Futura, sábado, altas horas da noite, no Cine Conhecimento. “Uma história de gato e rato ambientada em Londres.”

Por conta do Cine Conhecimento: “Casado e dono de uma sala de cinema, Anton Verloc está envolvido com uma gangue de sabotadores internacionais para tentar assustar a população da cidade de Londres. Um grande golpe está sendo tramado: uma explosão que mataria muitas pessoas. Ted Spencer, um agente da Scotland Yard, está em seu encalço, trabalhando disfarçado, e acaba entrando na vida da sua família através (sic) da amizade que faz com a esposa e o sobrinho de Anton. Sabotagem já revela o talento de Hitchcock para a composição de ambientes e construção de personagens. O que mais chama atenção, no entanto, é o clímax criado a partir de situações extremas e níveis de tensão praticamente insuportáveis: os ponteiros do relógio da bomba marcando os segundos, a corrida contra o tempo e o suspense entre a vida e morte. Uma lição de como se fazer um bom cinema dada pelo mestre, antes mesmo que ele fosse considerado o mestre”.

Professor Afronsius com a palavra:

– E lá estava ele, o mestre do suspense. Aparece nas proximidades de uma banca, com roupa de cowboy e um bigodão. Trazia na mão uma carta.

O filme, por supuesto, é mais do que muito bom.

– Aguarda-se a reapresentação de outros clássicos.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 21/03/15 7:11:52 PM

Museu do Louvre, Paris, por supuesto, diante de uma tela de 1830 (A Liberdade Guiando o Povo), um turista não resiste:

– É ele! Tal qual o velho Hitch.

De fato, e com a devida distância, o autor da obra, Eugène Delacroix, belo e formoso, aparece de cartola empunhando um fuzil. Não só ele costumava pintar a si mesmo, fazendo uma ponta no painel.

Mas, como marca registrada mesmo, Alfred Hitchcock é quem fez história. E tudo começou por falta de um simples figurante.

A primeira aparição

Uma matéria assinada por Amir Labaki, na Ilustrada (Folha de S.Paulo, 13 de agosto de 1999), lembra que Alfred Hitchcock “era um mestre e um brincalhão; entre os seus jogos favoritos estavam aparições-surpresa que fazia nos próprios filmes, numa descarada autocitação de sua gorda silhueta, desde The Lodger (O Inquilino), de 1926, o terceiro que dirigiu, ainda na era do mudo”.

O até então ilustre desconhecido aparece de costa para o público, sentado na redação de um jornal. A segunda: no meio de curiosos que acompanham a prisão do suposto culpado de um crime, interpretado por Ivo Novello.

Também na telinha

Hitch também levou para a TV “a genial sacada publicitária de assinar cada obra com sua presença em carne e osso. Em vez das breves aparições de seus filmes, o cineasta apresentava e encerrava, sempre com texto hilariantes, cada um dos episódios de suas telesséries, dirigidos ou não por ele”.

Mais: Alfred Hitchcock dirigiu nada menos do que 20 telefilmes, 17 de curta metragem (25 min) e três de média (50 min). “O preconceito contra o meio, contra Hitch e, posteriormente, certa dificuldade de acesso ao pacote inteiro condenou ao esquecimento a arte de seus telefilmes.”

Com Hitch, a primazia era do suspense sobre a surpresa. “O tamanho da tela jamais limitou a dimensão de seu talento”, conclui o crítico Amir Lavaki.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 20/03/15 6:36:19 PM

“O almoço de domingo de Páscoa vai pesar no bolso dos consumidor”, bradou a BBII – Briosa, Brava e Indormida Imprensa. E, ainda segundo o noticiário, em relação ao ano passado custará, em média, 25,03% a mais, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Beronha quis saber quando será a Páscoa.

– Dia 5 de abril.

Depois, se o tal almoço do domingo de Páscoa é todo ele à base de chocolate.

– Lá em casa é feijão com farinha e, quando muito, meia barra de chocolate. O tal coelhinho, se aparecer, corre o sério risco de ir parar na panela.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 19/03/15 6:51:52 PM

Alguém já fez a previsão seguida do alerta: terceira guerra mundial terá como estopim não a disputa pelo petróleo, mas pela água. A propósito, segundo nota da BBII Briosa, Brava e Indormida Imprensa -, muita gente fica em média 10 minutos sob o chuveiro, e até duas vezes por dia. Cinco minutos seriam suficientes para um banho completo, sem desperdício.

Até porque, segundo fontes abalizadas, uma ducha de 15 minutos consome 250 litros de água, enquanto que numa chuveirada de cinco minutos, fechando a torneira enquanto você ensaboa o corpo, só correm para o ralo 80 litros. Três vezes menos água.

Ao ser informado a respeito do desperdício de água e a necessidade de economizar o precioso líquido, Beronha, nosso anti-herói de plantão, pediu a palavra.

– Primeiro, precioso líquido é cerveja. Segundo, eu tomo banho de quinze em quinze dias. Precise ou não.

Pano rápido, ou uma ducha fria no início de papo com Natureza Morta e o professor Afronsius.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 18/03/15 7:59:59 PM

Para quem vive reclamando da vida, professor Afronsius, modestamente, para não atiçar ainda mais a irascibilidade alheia, aconselha a leitura (ou releitura) de Luis Fernando Verissimo, no caso, Em Algum Lugar do Paraíso, editora Objetiva, 2011.

E recomenda a crônica Temperatura ambiente, à página 23. O sujeito acorda num hotel e, lá pelas tantas, já subindo pelas paredes (nada dá certo), recorre ao serviço de quartos e se agarra ao telefone para ver o que acontece:

– Alô.

– Alô, sim. Olha. Para começar, o calor está terrível. Não dá para diminuir o aquecimento no quarto?

– Não senhor. Esta é a nossa temperatura ambiente normal.

– Outra coisa: a televisão só pega um canal. Que está dando uma reprise de Jeannie é um gênio.

– Sim senhor. Só tem esse canal, e é sempre a mesma reprise.

– Mas… mas… Isto aqui é o inferno!

– Não senhor. É o purgatório. No inferno a reprise de Jeannie é um gênio é dublada em espanhol.

ENQUANTO ISSO…

 

 

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