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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 19/01/17 8:15:13 PM

Cada um com a sua mania. Há quem goste de observar as placas dos veículos – “uma maneira de conhecer o Brasil sem sair de Curitiba” -, caso de um amigo do professor Afronsius. Recentemente, dando uma banda pelo Juvevê, um fusquinha amarelo chamou a sua atenção. Primeiro, por ainda ostentar grande forma, um fusca 66. Depois, pela placa: Ivaté – PR.

– Você conhece Ivaté?

De origem tupi

Trata-se de um município a 644 quilômetros da capital, com uma população estimada, em 2010, de 7.473 habitantes. O gentílico: ivateense. Fica no Noroeste, vizinho a Douradina, Maria Helena e Icaraíma. Umuarama é a maior cidade nos arredores.

Ivaté vem do tupi: fruta verdadeira. Junção de ybá (fruta) e eté (verdadeiro).

A ocupação do seu território foi bancada pela Companhia Brasileira de Imigração e Colonização, que oferecia condições especiais para a aquisição de terras pelos migrantes, em sua maioria vindos de estados do Norte do Brasil. Quando chegaram, encontraram aldeias de caigangues, zoras e xetás, que, por supuesto, dançaram. O município foi criado em 1989, pela Lei Estadual 8. 970, de 2 de março, e instalado no dia 1º de janeiro de 1993, desmembrado de Umuarama.

Fim de um ciclo

Segundo o IBGE, a evolução populacional de Ivaté sofreu um baque. Seguia a economia cafeeira da região e, assim, até a década de 70, mesmo antes de se tornar município, a população passava de 10 mil habitantes. A partir de 70, quando o café começou a ser erradicado, dando lugar à pecuária, o emprego despencou, e a população diminuiu significativamente: município passou a ter apenas 6.932 habitantes (censo de 2000), com a minoria ainda residindo na área rural.

Aproveitando, o hino de Ivaté, de autoria de Sebastião Lima e José Carlos Pereira:

Junto ao vale, tão formoso

A clareira se fez dominar

E surgiu no rincão grandioso

Ivaté, que eu sempre hei de amar.

Já nasceste fadada ao sucesso

Com teu povo, capaz varonil.

Construindo feliz teu progresso

Para orgulho do nosso Brasil

(Estribilho)

Ivaté águas cantantes

Berço augusto de paz e esplendor

Tuas planícies, verdejantes.

Sintetizam o vigor

Deste solo, alvissareiro.

Onde a amora, o café, o algodão.

Te transformam num celeiro

De riquezas da nação

No horizonte a mais bela imagem

E o fascínio dos canaviais

A pecuária enriquece a paisagem

Destas glebas colossais.

Ivaté és um marco de glória

E hás de ser sempre o meu bem querer

Tens o nome inserido na história

Sou teu filho e por ti vou viver.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 18/01/17 8:55:20 PM

Não é hoje, muito pelo contrário, a ojeriza de muita gente quanto aos políticos. Mas, no presente momento, ela, a ojeriza, é muito mais acentuada. Os motivos abundam. Com destaque nacional, uma forma de protesto entrou para a história política brasileira. Na corrida em busca de votos, por supuesto, tivemos um tremendo fenômeno eleitoral. Afinal, o vereador mais votado do Brasil, superando 100 mil votos, enquanto o partido mais votado não chegou a 95 mil.

O autor da façanha? Um mamífero rinocerotídeo, o Cacareco.

Atração principal

Foi na eleição de setembro de 1959. Um ano antes, por iniciativa do então governador Jânio Quadros, o dito cujo Cacareco foi levado do Rio para abrilhantar a inauguração do zoológico de São Paulo e acabou virando a grande atração. Os cariocas ficaram na bronca, exigindo a sua volta, mas Cacareco acabou ficando na capital paulista. Afinal, naquela época como agora, a vontade da maioria nem sempre é respeitada.

Assim, durante a eleição de 59, como registra o livro 80 Anos de Brasil, editado pela Souza Cruz em 1983, a polêmica ganhou corpo: onde deveria ser a casa do rinoceronte, o seu domicílio eleitoral? A bronca desaguou na sagrada hora do voto. Os insatisfeitos com a política, sem candidatos, trataram de formalizar seu protesto dando uma tremenda votação ao simpático mamífero.

E o Cacareco morreu em dezembro de 1962, aos 8 anos, de nefrite aguda, embora os rinocerontes vivam em média 45 anos. Em 1984, os restos mortais foram levados para o Museu de Anatomia Veterinária, da Faculdade de Medicina Veterinária da USP. E lá repousam.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 17/01/17 9:18:13 PM

Embora tenha sido inventado em 1834, no Canadá, e faça parte dos Jogos Olímpicos de Inverno desde 1920, o hóquei sobre o gelo continua um ilustre desconhecido no Brasil. Muito mais que o futebol americano ou o beisebol.

Vai daí o espanto de muita gente quando pintou na TV do Luzitano com Z a partida entre o NYI x Boston B, na segunda-feira. E haja paciência do Flávio Stege para explicar que se tratava do New York Islanders contra o Boston Bruins. E mais: são seis jogadores em cada time (5 na linha de ataque e um no gol, por supuesto)  disputando a posse de um pequeno disco de metal (puck) para acertá-lo no gol. Disco de metal, mais tarde disco de borracha vulcanizada. Tudo em altíssima velocidade, tanto que o puck chega a atingir 160 quilômetros por hora. E a possibilidade de ir substituindo os atletas incrementa a sensação de rapidez no jogo, já que, ao contrário do beisebol e do basquete, a partida não é interrompida. É um entra e sai, vapt-vupt. E a arbitragem utiliza um apito.

As primeiras tacadas

Quanto à origem do hóquei no gelo, há duas versões. Segundo a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, uma delas dá como ponto de partida a Escócia, quando de uma adaptação de um outro jogo, o Hurley, fazendo surgir o ice hurley. A segunda é de que o esporte surgiu no Canadá.

Nos EUA, a pista de hóquei sobre o gelo tem 61 metros de comprimento por 26 metros de largura. Em outros países, mede 60 metros por 30 de largura. A partida dura 60 minutos, divididos em 3 tempos de 20 minutos. No caso de empate, temos mais cinco minutos. Vence quem pontuar primeiro. O disco é de borracha vulcanizada e mede 7,6 centímetros de diâmetro, com 2,5 centímetros de espessura.

Para tornar os tacos mais leves, eles são fabricados com um material utilizado na confecção de coletes à prova de bala e carbono. A vestimenta dos jogadores também é especial, para amortecer choques ou pancadas.

Aí, no bar, alguém quis saber:

– E quanto foi o jogo?

– Não sei, tive que ir embora no meio da partida. Pro meu estado etílico o piso já estava muito escorregadio, embora não fosse de gelo…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 16/01/17 9:10:59 PM

Nada de novo, por supuesto, mas uma matéria de Leandra Felipe – correspondente da Agência Brasil – mostra com muitos detalhes que a superlotação carcerária também é um pepino nos Estados Unidos. Para o juiz federal Peter Messitte, juiz lá deles, nos dois massacres no Brasil – o de Manaus e de Boa Vista, em Roraima, “o que mais chamou a atenção foi extrema violência, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”.

E olha que, nos Estados Unidos, a população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões, o país com o maior número de presos no mundo – são 753 para cada 100 mil habitantes. Já o Brasil, também infelizmente, é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos.

Velhos problemas

Um ponto em comum. O juiz Messitte lembrou que ambos os países têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.

E acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas e neutralizá-las”.

Peter Messitte destacou ainda uma diferença entre os dois países. “Aqui, nos Estados  Unidos, as gangues nas prisões se dividem também pela raça e etnia”.  Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca (69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.

Gestão privada em xeque

Os Estados Unidos têm mais de 6 mil presídios, entre federais, estaduais e locais, além de centros de detenção militares para adolescentes e imigrantes. Boa parte dos presídios estaduais é administrada por empresas privadas, em um formato semelhante ao do presídio de Manaus.

O juiz explicou que o formato vem sendo muito criticado porque houve denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões, e o modelo privado deixou a desejar nos quesitos de segurança, saúde e reinserção (programas educativos para os presos).

Obrigação do Estado

Embora ainda não se saiba qual será a diretriz para os presídios no governo do presidente (eleito) Donald Trump, a decisão não poderá ignorar que a gestão privada não está atendendo às expectativas.

– As promessas que foram feitas pelas companhias particulares, sobre diminuir custos, promover mais segurança e criar programas educativos de qualidade, não foram cumpridas. E vimos a busca do lucro em detrimento da prestação de serviço eficiente.

O juiz até justificou que o formato vem sendo muito criticado porque houve denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões. “No meu ponto de vista, administrar a prisão é uma obrigação do Estado”, declarou.

É aguardar pra ver.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 15/01/17 8:46:17 PM

Segundo a Rádio França Internacional, diante da iminente posse do novo presidente americano a comunidade brasileira nos Estados Unidos põe as barbas de molho: afinal, uma das promessas de Donald Trump foi a deportação em massa de imigrantes ilegais.

E ainda na página da Agência Brasil, uma matéria de Renata Martins ganha destaque:

Brasileiros pagavam até R$ 60 mil para quadrilha que intermediava ida ilegal aos Estados Unidos.

Os (modernos) piratas do Caribe

Três pessoas foram presas por participação em uma organização criminosa responsável por levar brasileiros ilegalmente para os Estados Unidos. Elas teriam intermediado a ida ao exterior de 12 de brasileiros que estão desaparecidos desde novembro do ano passado, na região das Bahamas. Com as prisões, a Polícia Federal busca obter mais informações sobre o paradeiro desses brasileiros. Outras duas pessoas ainda estão sendo procuradas.

A operação intitulada de Piratas do Caribe foi desencadeada pela Polícia Federal em Rondônia e teve desdobramentos em Santa Catarina e Minas Gerais. A Polícia Federal não informou o local das prisões, mas confirmou que pelo menos um dos acusados foi preso em Ji-Paraná, Rondônia. Além das prisões preventivas, a PF também cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos três estados.

Pausa. E a pergunta: o que esperar de 2017?

Depois de passar os olhos pelo noticiário do dia, recheado de problemas, restou ao professor Afronsius recorrer à piada do sujeito que caiu de um edifício de 20 andares. Ao passar pelo 18º andar, comentou:

– Até aqui tudo bem…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 14/01/17 8:47:05 PM

Tempos atrás, Curitiba chegou a ser decantada como a Capital Universitária do Brasil. Mas, por supuesto, é hoje que merece o título. Só tem doutor em todos os cantos. Basta ter um carro. E estacionar em alguns pontos. Longe do Estar, mas recheados de guardadores de carros. Aí, basta sair do veículo que é saudado e diplomado:

– Tudo certo, doutor? Pode deixar que eu cuido do seu carro, doutor

Ou, então:

- Doutor, fique tranquilo que, comigo, que ninguém tasca!

Há quem reaja – ou reagia:

– Vamos por partes. Em primeiro lugar, não sou doutor. Fugi da escola. Em segundo, cabe às autoridades específicas proteger o meu patrimônio em espaços públicos.

O problema não é de hoje, por supuesto, e muito menos privilégio de Curitiba. E cresce a olhos vistos. Basta ver que, em 2009, a prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Ministério Público do Trabalho e a Brigada Militar, tentou regularizar a função de flanelinha – flanelinha que deixou de empunhar uma flanela há muito tempo. Levou de 7 a 1. A prefeitura, claro.

Há, e são muitos, quem veja um ato de extorsão por parte dos antigos flanelinhas e, hoje, dos mais do que guardadores de carro. Extorsão, isso mesmo, pelo menos pela maioria deles. Em 2013, a prefeitura de Caxias do Sul foi radical: proibiu a atuação dos guardadores de carro. Até porque a experiência de regulamentação anterior, de Porto Alegre, não deu certo.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 13/01/17 10:01:15 PM

Por conta do noticiário sobre a(s) matança(s) no complexo penitenciário de Manaus, um amigo amazonense indagava: você sabe quem foi Anísio Jobim, que dá nome ao presídio? E, diante do silêncio, sugeria:

– Consulte o Portal Amazônia de A a Z.

De fato, e vale a pena:

– Anísio Jobim, na verdade Manoel Anísio Jobim, era alagoano que nasceu no dia 27 de março de 1877, na cidade de Anadia. Morreu aos 94 anos, em Manaus.

Formou-se pela Faculdade de Direito do Recife, turma de 1902, aos 25 anos. Em Alagoas, ingressou na magistratura. Foi Juiz de Direito e Promotor Público em Maceió, depois Procurador Geral do Estado. Tomou rumo para o Amazonas em 1910, aos 33 anos, para ser Juiz Municipal em Itacoatiara, isso em 17 de julho de 1911. Esteve nas comarcas de Coari e Rio Negro (Barcelos e Moura) e, em 1930, tornou-se Juiz de Direito da 1.ª Vara da capital.

Voltando a Manaus: foi Procurador Geral do Estado, Chefe de Polícia e desembargador do Tribunal de Apelação, nomeado em 1942. Foi também escritor e historiador. Na política, em 1951 assumiu o posto de senador quando Álvaro Maia foi empossado governador do Amazonas. Até 1955, foi membro da Comissão de Constituição e Justiça. Exerceu ainda, interinamente, o cargo de governador do Amazonas.

Atividade na área cultural

Na área cultural, integrou a Academia Carioca de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Federação das Academias de Letras do Brasil, Instituto de Etnografia e Sociologia do Amazonas e a Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro.

Foi professor da Faculdade de Direito do Amazonas, cadeiras de Direito Mercantil e Direito do Trabalho; no Colégio N. S. Auxiliadora lecionou Direito e Técnica Comercial. Em Manaus, colaborou com O Jornal, Diário da Tarde e A Tarde.

A sua bibliografia é imensa. Além das monografias que escreveu e publicou sobre os municípios de Coari (1933), Manacapuru (1933), Codajás (1934), Tefé (1937), Moura (1938), São Paulo de Olivença (1940), Benjamin Constant (1943), Urucurituba (1947), Urucará (1948) Itacoatiara (1948), O Vale do Jutaí (1953) e Airão (1955).

É autor dos livros A Intelectualidade do Extremo Norte (1934), Aspectos Sócio-geográficos do Amazonas (1950), Três Municípios Amazonenses (1965) e o considerado clássico Amazonas e sua História, que integra a coleção Brasiliana, volume 292.

Ainda do portal:

– Um cidadão de nobres qualidades morais, de grande luminosidade cultural e profundamente apaixonado pelo Amazonas.

Fica o registro – e que descanse em paz.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 12/01/17 9:00:09 PM

Na tarde de quarta-feira, a sensação térmica em Antonina beirou os 52ºC. E foi o terceiro dia seguido em que a marca ficou acima dos 50ºC. Ao saber disso, há quem tenha citado Rio, 40 Graus, 1955, o primeiro longa-metragem de Nelson Pereira dos Santos. Até porque tempo quente mesmo era com a censura. Em agosto, ela liberou o filme. Para maiores de 10 anos. Um mês depois, o chefe de polícia, coronel Geraldo de Menezes Cortes, entrou em cena, proibindo a exibição do filme em todo o território nacional.

Ao justificar a proibição, alegou que não fazia 40 graus no Rio e o filme tinha como objetivo “a desagregação do país”, já que, segundo ele, só apresentava “os aspectos negativos da capital brasileira”. Mais: foi feito com tal esmero “que serve aos interesses políticos do extinto PCB – Partido Comunista Brasileiro”.

Os jornais Correio da Manhã e Última Hora revelaram que o coronel não tinha visto filme. A proibição viera de uma denúncia anônima. O PCB, embora banido desde 1948, estaria por trás da produção do filme.

Personagens indesejáveis

Na edição de março de 2010, a saudosa Revista de História da Biblioteca Nacional ia além, em texto assinado pelo pesquisador Alexandre Octávio R. Carvalho:

– A justificativa do diretor de Censura, Lafaiette Stocker, endossando a decisão do coronel Geraldo de Menezes Cortes, era ainda mais pífia. Ele argumentava que uma cena poderia “desagradar a uma nação amiga”, referindo-se à participação de duas personagens representando turistas americanos.

Ainda do texto do pesquisador:

– Passado em um domingo de verão, o filme traz como personagens principais cinco meninos negros que vivem no Morro do Cabuçu, na Zona Norte, e vendem amendoim em pontos turísticos da cidade, como o Corcovado, o Pão de Açúcar e Copacabana. Os atores mirins foram escolhidos no próprio morro. A mistura de ficção e realidade trouxe às telas os contrastes sociais que incomodavam muitos setores da classe média, cuja cultura rejeitava a pobreza como tema de cinema.

Contrastes sociais que incomodavam e continuam incomodando muitos setores da classe média e da Casa Grande.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 11/01/17 8:28:56 PM

Não pela eliminação do Atleticon na Copa São Paulo, ao perder para o Ituano nos pênaltis (4×3), mas pelo comentário (infeliz) de um torcedor:

– Um time que investe tanto nas categorias de base é eliminado. Como é que pode?

Como se sabe, jogo é jogo e decisão nos pênaltis é outra coisa. E a Copinha virou um inferno para todos os participantes: jogos com intervalos de um dia e meio, um calor senegalês, Sol de desnortear até lagarto, é de matar. A propósito, o Flávio Stege, do Luzitano com Z, deu mais detalhes da carnificina.

Correndo contra o tempo

Em sua 48ª edição, a Copa São Paulo de Futebol Júnior bateu recordes. Pela primeira vez, conta com 30 sedes, 120 clubes (de 26 estados e um do Haiti) e uma mudança no regulamento que permite até seis substituições para cada clube durante as partidas. Afinal, ninguém é de ferro.

Por que a pressa? Iniciada no dia 3 de janeiro, precisa terminar, forçosamente, no dia 25, aniversário da cidade de São Paulo, por supuesto.

A própria Federação Paulista de Futebol reconhece: questão física dos atletas preocupa, já que a competição é realizada em curto espaço de tempo. Os times têm que jogar três vezes em cinco dias durante a primeira fase. Considerando também a primeira rodada de mata-mata, são quatro jogos em no máximo oito dias.

Somente a partir daí, com o número de participantes caindo de 120 para oito, os times começam a ter descanso recomendável, jogando apenas nos dia 18/19 (quarta e quinta), 21/22 (sábado e domingo) e, finalmente, 25. Isso deve permitir que os titulares “fiquem menos tempo em campo e aguentem a competição toda”.

No tempo dos aspirantes

Se a intenção dos promotores da Copa é, de fato, estimular a garotada e revelar talentos, a organização precisa ser repensada em todos os aspectos. E há quem recorde os velhos tempos dos aspirantes, que faziam a preliminar dos jogos entre profissionais. Atlético, Coritiba, Ferroviário, Britânia, Palestra…

Beronha concordou:

– De fato. Até eu joguei no Atlético, quando jovem, no time de ospirantes*

* Como aspirante significa quem aspira ou absorve algo, não era o caso do nosso anti-herói de plantão, daí ter optado por ser um ospirante

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 10/01/17 8:36:20 PM

A Marinha abriu inscrições para o Processo Seletivo do Serviço Militar Voluntário (SMV), com 650 vagas e salários que chegam até R$ 2,9 mil. Podem participar pessoas maiores de 18 anos que tenham o ensino fundamental ou médio técnico completo. As oportunidades são para marinheiros e cabos e o serviço é temporário, sendo renovado anualmente por até oito anos consecutivos.

Os interessados devem acessar o site de ingresso da Marinha e clicar em Serviço Militar Voluntário Oficiais e Praças. Depois, baste escolher o Distrito Naval correspondente a sua região e acessar o link de inscrição. A taxa é de R$ 50 e as inscrições vão até 3 de fevereiro.

Do fusquinha à Ferrari

Ao ler a notícia, professor Afronsius sorriu e, sobre a nossa Marinha, voltou no tempo. Foi em janeiro de 2013 que a primeira brasileira atingiu o posto de capitã de longo curso, ou seja, habilitada a comandar qualquer tipo de navio. No caso, era o Rômulo Almeida. E a então capitã Hildelene Lobato Bahia não perdeu o bom humor:

– É uma realização profissional e, como comandante, um desafio. Saí de um Fusca para uma Ferrari.

A Ferrari, por supuesto, em questão era o Rômulo Almeida, e o Fusca, o Carangola, navio que lhe deu o primeiro comando em 2009 e do qual guarda saudades e carinho.

Com 183 metros de comprimento, o Rômulo Almeida era a quarta embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O chamado gigante de aço foi construído no Estaleiro Mauá, em Niterói, com capacidade para 56 milhões de litros de combustíveis, e seria usado para o transporte de derivados claros de petróleo, como gasolina e diesel. E virou também o primeiro do Brasil a ter duas mulheres no comando: além de Hildelene, Vanessa Cunha como imediata.

Capitã de longo curso, Hildelene era a única mulher no Brasil apta a navegar pelos mares do mundo.

Num país ainda machista, foi uma tremenda conquista.

ENQUANTO ISSO…

 

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