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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 30/07/15 7:13:54 PM

A Biblioteca Nacional abriu a exposição Historica Cartographica Brasilis, que ficará em cartaz até 31 de agosto e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 11h às 14h. Entrada gratuita. A BN fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, centro do Rio.

Ao ler a notícia, na Agência Brasil, em matéria do repórter Paulo Virgílio, professor Afronsius tratou de arrumar a mala de viagem:

– Embora seja um desorientado em muitos e variados sentidos, adoro cartografia.

Viajantes do século XVI

A exposição oferece uma viagem fantástica: a evolução da cartografia no Ocidente e, em particular no Brasil, com mapas que integram o acervo da própria instituição. Teremos as primeiras representações feitas pelos viajantes, no século 16.

Ainda da Agência Brasil:

– Antes da criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1936, os mapas do país eram produzidos por diversas instituições, parte delas ligadas ao Exército e à Marinha. Um dos destaques da mostra é o mapa do Brasil datado de 1922, ano do centenário da Independência. Foi o primeiro produzido dentro da padronização da Carta Internacional do Mundo, que mapeou o planeta na escala de 1 por 1 milhão, como informa a curadora Maria Dulce de Faria, técnica em documentação da Biblioteca Nacional. Segundo ela, será a exposição cartográfica mais abrangente feita pela instituição.

Em 1994, tivemos uma, mas apenas com mapas do Brasil até o século 19.

– Apesar dos (manjados) pesares, a gente não foge à luta e continua em frente – deixou escapar professor Afronsius.

O que os olhos não veem

Ainda sobre cartografia, o professor indicou a edição de abril do ano passado da Revista de História da Biblioteca Nacional, que traz um texto mais do que interessante (“Fontes de mitos”), assinado por Marcelo Motta Delvaux – autor da dissertação “As minas imaginárias: o maravilhoso geográfico nas representações sobre o sertão da América portuguesa – séculos XVI a XIX” (UFMG, 2009).

Este, porém, é um assunto para amanhã.

Mas, como Beronha pediu “só uma palha”, professor Afronsius adiantou:

– Sem conhecer o interior da Colônia, exploradores recorriam à imaginação. O que os olhos não veem, os cartógrafos desenham.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 29/07/15 7:16:25 PM

De Thomaz Wood Jr. na Carta Capital desta semana, sob o título O fim do Trabalho?

– Tendências econômicas e tecnológicas sugerem o declínio crescente dos empregos estáveis, de tempo integral.

Beronha adorou, tanto que recortou a página e colou o texto na parede do quarto (de pensão), até porque, conforme Thomaz, “os nostálgicos talvez lamentem seu desaparecimento. Outros talvez celebrem seu declínio, como uma porta aberta para o cultivo das virtudes, como desejavam os antigos gregos”.

– Eu não disse? Estou sempre na vanguarda da dianteira (sic) – comemorou nosso anti-herói de plantão, que alimenta uma antiga rixa “com o disgracido do tal inventor do trabalho”.

Além do que, tem como lema a antológica frase de pára-choque de caminhão:

– Nasci pelado, careca e sem dente. O que vier é lucro.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 28/07/15 10:51:05 PM

Beronha chega para o dedo de prosa e faz um apelo ao professor Afronsius estendendo o recibo de aposta e um papel com a anotação de cinco algarismos arábicos:

– Confere pra mim?

– Não sabe ler?

– Claro que sim, mas, quem sabe, talvez você dê sorte.

Não deu. No Bolão da Quina, uma cota, 60 números, Beronha repetiu a proeza: acertou dois míseros números. E em carreiras alternadas.

Pulando para a Mega-Sena, optou por Natureza Morta:

– Confere para mim?

– Claro. Você não enxerga os números?

– Claro que sim, mas, quem sabe, talvez você tenha mais sorte do que eu.

Em duas apostas, acertou apenas um dos números sorteados.

Meio desolado, nosso anti-herói de plantão comentou:

– Parece um certo time de Curitiba. Difícil de faturar 3 pontos num jogo… Em matéria de bolão, continua jogando uma bolinha…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/07/15 8:24:46 PM

A revista (Marketing Cultural) é de novembro de 1998, número 17. E foi localizada pela Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, a pedido de um cinéfilo quase de carteirinha, interessado na questão que por muitos anos sufocou o cinema nacional. Ou seja, a distribuição. Fazer cinema, exibir onde?

É que a revista traz uma matéria, muito bem ilustrada, sobre a lendária Vera Cruz, a nossa tentativa de Hollywood. Tanto que, segundo alguns pesquisadores, a história do cinema brasileiro seria dividida em antes e depois da Vera Cruz, “marco da indústria cinematográfica nascente no país, sonho realizado pelos empresários Franco Zampari e Francisco Matarazzo Sobrinho em 1949”.

Mas não bastava produzir

Uma grande conquista dos estúdios Vera Cruz foi O Cangaceiro, 1953, filme de Lima Barreto, posto que, em três meses, foi visto por 600 mil pessoas e conquistou no Festival de Cannes o prêmio categoria aventura.

Desse modo, O Cangaceiro “ganhou o mundo”, mas o que poucos sabem é que isso “não contribuiu em nada para as finanças da Vera Cruz, já que a Columbia – do Tio Sam – havia comprado os direitos de distribuição do filme a preço fixo”.

De certa maneira, o episódio lembra Stanislaw Ponte Preta e o sacristão malandro. Procurado por um fiel, que carregava um franguinho assado para o santo, o sacristão deu um sorriso safado, recebeu a oferenda e garantiu ao paroquiano:

– É pro santo? Pode deixar que eu entrego…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 26/07/15 7:54:13 PM

Uma das qualidades, ou melhor, corrigindo, uma das peculiaridades do Beronha é a cara de pau na hora de sacar uma desculpa. Mas, nos dias presentes, muita chuva e frio em Curitiba, nosso anti-herói de plantão deixou de lado o “tô com preguiça” quando se trata de encarar o chuveiro:

– Banho? Nada recomendável com esse tempo… Conselho médico.

Mas, antes que ele volte à preguiça, há que lembrar o mais famoso dos preguiçosos, pelo menos na literatura. Macunaíma, o personagem de Mário de Andrade. Lançado em 1928, o livro virou até filme, de Joaquim Pedro de Andrade, em 1969.

– Pombas! Demorou 41 anos para ser levado às telas, e isso ninguém chamou de preguiça – tascou Beronha, que, de tão preguiçoso, raramente utiliza ponto de exclamação em suas falas.

A propósito da preguiça, algumas frases que não exigem nenhum esforço, começando, é claro, por Macunaíma:

– Ai, que preguiça!

Outras:

– Preguiça é o hábito que se contraiu de descansar antes da fadiga.

Jules Renard.

– Em leito de penas / não se alcança a fama nem sobre as cobertas.

Dante Alighieri, Divina Comédia.

– Os preguiçosos têm sempre vontade de fazer alguma coisa.

Luc de Clapiers Vauvenargues.

– A poltrona e as pantufas são as ruínas do homem.

Benito Mussolini (bate na madeira 3 vezes, recomenda Natureza Morta).

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/07/15 7:06:55 PM

A influência do cinema americano não foi fácil. Tanto que, em 1939, Europa em plena ebulição, Hollywood foi convocada para guerra. E não se limitou a salas de exibição. Atores como Clark Gable e Marlene Dietrich chegaram a vestir farda. Ele, alistando-se na força aérea; ela, visitando soldados no front. Tanto que acabou recebendo a patente de coronel do exército.

E a máquina de Hollywood, paralelamente ao complexo industrial-militar, foi em frente, abrindo o leque. Na TV, marcaram época (1971/1976) os seriados Kojak (com o careca Telly Savalas interpretando o detetive Theo Kojak) e Baretta (Robert Blake no papel do detetive Tony Barreta, que tinha como bicho de estimação Cacatua, uma espécie de papagaio originária da Oceania).

Detalhe: a música-tema era Keep Your Eye on the Sparrow, na voz de Sammy Davis, Jr.

Voltando à influência, ou ao modismo ditado pelo cinema. Em Curitiba havia um detetive que, de tanto imitar seu herói favorito, virou um decalque quase perfeito do Baretta, merecendo a esperada alcunha do mocinho. Mas, com o tempo, e como a vida nem sempre segue um roteiro de cinema de Hollywood, virou um rotundo fracasso e trocou as investigações/aventuras pelo boteco.

E, de tanto encher o caneco, o nosso Baretta passou a ser chamado de Biritta. Detetive Biritta. E, aí sim, o apelido pegou pra valer. Sem direito a honras e glória na hora do inevitável the end.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 24/07/15 7:51:07 PM

Como muita gente costuma dizer que jornal só traz notícia ruim, Natureza Morta fez questão de apontar uma notícia boa. Tão boa que foi devidamente comemorada pelo Beronha. E, certamente, o será pela Ambev.

Segundo a Universidade Americana de Reumatologia, “as dores crônicas podem ser aliviadas por meio da ingestão de bebidas alcoólicas. Quem toma meio litro de cerveja por semana têm 67% menos riscos de sofrer esses transtornos, como a fibromialgia, doença que atinge os tecidos musculares do corpo, causando dores intensas”.

– Como eu tomo mais de meio litro não por semana, mas todo o santo dia, sou forte candidato a ostentar uma saúde de ferro – justificou nosso anti-herói de plantão. Já a caminho do boteco, para acompanhar os jogos do Pan.

E, ainda sobre a imprensa, Beronha quis saber o que vem a ser Pan-Americano.

– Consulte o Aurélio – sugeriu professor Afronsius.

– Ele disputa qual modalidade?

– Basicamente arremesso de ignorância a distância…

Sem entender a piada, Beronha recorreu ao Aurélio e ficou sabendo que se refere a todas as nações da América. Já pan-americanismo vem a ser doutrina que prega a solidariedade e a cooperação entre as nações americanas.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 23/07/15 7:25:16 PM

Cientistas norte-americanos trabalham numa vacina que se mostra 100% eficaz contra a gripe. Ao saber da notícia, Beronha ralou o nariz na manga do casaco e comemorou:

– Oba! É desta vez que eu me livro da disgracida

Mas, diante de um adendo do professor Afronsius, quase voltou atrás.

– Vacina contra a gripe em frangos, e ela ainda terá de ser testada com outras aves, como perus, segundo o secretário de Agricultura dos Estados Unidos.

Caso a eficácia da vacina também seja comprovada em perus, o governo vai permitir a produção em massa e distribuição em todo o país. Desde o início do ano, a gripe causada pelo vírus H5N2 matou quase 50 milhões de aves no país, a maioria nos estados do Iowa, Minesota e Nebraska.

Nosso anti-herói de plantão quase voltou atrás porque, segundo ele, se a vacina servir para peru e outras aves, como papagaio, e passar no teste de Curitiba, adeus sinal da cruz e caipirinha com dose tripla de limão…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/07/15 7:21:15 PM

Ainda a respeito do (raro) alinhamento de corpos celestes, no caso a formação de um retângulo, formado pela Lua, Júpiter, Vênus e pela estrela Régulus, fenômeno registrado dia 18, a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, pinçou mais informações.

– Régulus é uma das quatro estrelas mais importantes usadas na Astrologia. O quarteto era considerado sagrado pelos persas e acabou associado a anjos pela cultura cristã. Ou seja, nada se perde. Com Régulus, temos Aldebaran, Antares e Fomalhaut.

Estrela alfa (alfa, primeira letra do alfabeto grego; principal estrela de uma constelação, geralmente a mais brilhante) da constelação de Leo (Leão), Régulus representa a coragem, a força e a determinação. Daí o tal Coração de Leão ser usado em preito a alguns reis.

Neste julho, Vênus e Júpiter continuarão visíveis, mas a configuração aparente no céu irá mudando. Quais os próximos eventos lá de cima? Basta consultar o Anuário do Observatório Nacional, 2015. Na seção A, isso mesmo, temos a  lista de Fenômenos. A conferir.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 21/07/15 11:31:11 PM

Leitor (todas as semanas) do Papinho Gourmet/QI de Marcio Alemão, na revista Carta Capital, professor Afronsius finalmente pôde compartilhar de uma experiência do mestre. Explicando: o colunista faz uma lista de “coisinhas irritantes” que o deixam “de bode numa cozinha”.

Começa pelo sal sujo: tem gente que tritura o alho, a cebola, salga a comida “e mete a mão suja no saleiro”.

E por aí vai, até chegar em outra coisinha altamente irritante que levou professor Afronsius a abrir um sorriso, fazendo questão de sublinhar o texto com a sua caneta Parker 51:

– E tem o clássico dos clássicos da grande decepção na cozinha, que é ir babando para o pote de sorvete e encontrar feijão congelado.

Como sempre,  com ou sem o pote de sorvete, vale a pena ler a coluna na íntegra.

ENQUANTO ISSO…

 

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