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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 29/09/16 9:07:25 PM

Já vai longe o tempo em que cachorro era cachorro mesmo – ou, conforme o caso, guapeca ou vira-lata. A partir do momento em que foi alçado a um novo status, sendo promovido a pet, a coisa disparou e ficou pra lá de chique. Basta ver que o Brasil é a sétima economia do mundo, mas ostenta a segunda posição no mercado pet global, atrás dos Estados Unidos, com um mercado que movimenta R$ 11 bilhões ao ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Mesmo assim, no mês passado, ao ver um anúncio de meia página, professor Afronsius ficou impactado: quem ilustrava o dito cujo, com grande destaque, era um baita de um cachorro, mostrando a língua. O título do anúncio: Ele cresceu mais do que você esperava?

E, ao lado, o convite: Visite a 25ª Feira de Imóveis do Paraná, Parque Barigui, de 24 a 28 de agosto. A oportunidade certa para cada momento da sua vida.

– Já estão vendendo imóveis pra cachorro ou apartamentos com pet shop anexo?

Na dúvida, deu um assobio, colocou a guia do Schnapps, seu cãozinho de estimação, e foram dar uma banda pelo bairro. Foi graças a Schnapps que  Afronsius deu os primeiros passos no admirável mundo novo. E pet.

É que, tempos atrás, preocupado com os seguidos acessos de fúria (transformados em latidos) do dog, acabou descobrindo mais uma do fantástico mundo novo. Um spray antilatido.

Na ocasião, Beronha não deixou por menos:

– Spray? Pro tamanho do bicho, acho mais indicado um soco-inglês…

Ainda sobre adestramento de animais, Beronha pensou em criar um curso de etiqueta e boas maneiras (estilo Socila) para animais. Ou pets, melhor dizendo. Com direito a personal training.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 28/09/16 8:52:31 PM

Por conta e culpa de muitos políticos (e bota muitos nisso), a campanha eleitoral faz com que muitos eleitores recorram a uma velha música. De Juca Chaves, por supuesto. Grande sucesso nos anos 1960 e décadas seguintes. Caixinha, Obrigado!  A letra:

A mediocridade é um fato consumado

na sociedade onde o ar é depravado

marido rico, burguesão despreocupado

que foi casado com mulher burra mas bela

o filho dela é político ou tarado

Caixinha, obrigado!

A situação do Brasil vai muito mal;

Qualquer ladrão é patente nacional;

Um policial, quase sempre, é uma ilusão

E a condução é artigo racionado.

Porém, ladrão… Isso tem pra todo o

lado!

Caixinha, obrigado!

O rock’n’roll nesta terra é uma doença,

e o futebol é o ganha pão da imprensa

vença ou não vença, o Brasil é o maioral

e até da bola, nós já temos general

que hoje é nome de estádio municipal

Caixinha, nacional!

 A medicina está desacreditada

penicilina já é coisa superada

tem curandeiro nesta terra pra chuchu

Rio de Janeiro tá pior que Tambaú

e de outro lado, onde está o delegado

Caixinha, obrigado!

Dramalhão, reunião de deputado

é palavrão que só sai pra todo lado

Se um deputado abre a boca, é um

atentado

E a mãe de alguém é quem sofre toda vez

No fim do mês… cento e vinte de ordenado.

Caixinha, obrigado!

Até quando?

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 27/09/16 8:29:41 PM

Pode parecer incrível, mas há quem não recuse a oferta de santinhos e panfletos de candidatos. Professor Afronsius é um deles. Gosta de acompanhar a revoada, ou algaravia, de promessas. Na semana passada, mais um panfleto foi para seus arquivos. No caso, mera coincidência, é de outro policial federal que, no caso,  pleiteia uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba. No papel, 23 promessas – entre elas a de criar a Secretaria Municipal de Segurança Pública, acabar com os pichadores e combater a “indústria da multa” com a eliminação de radares que não visem à educação no trânsito (sic).

Em 2010, um delegado federal virou deputado. Federal, por supuesto. Como foi registrado na época, abundavam cartazes por Curitiba usando, com destaque, foto de um traficante. A mensagem, ou ameaça: “Só o homem que prendeu Abadía pode vencer o crime”.

Não poucos eleitores fizeram um reparo, sem diminuir, é claro, o trabalho do policial. Afinal, um servidor público. Ocorre que a propaganda creditava somente a ele, o delegado, a grande proeza. É claro e evidente que quem pegou o notório traficante foi a Polícia Federal, a corporação – e não apenas um de seus integrantes.

No mais, apesar da promessa do então candidato, combater o crime continua um tremendo desafio. Tremendo e crescente. Que dirá vencê-lo.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 26/09/16 8:49:59 PM

Conforme noticiou a BBIIBriosa, Brava e Indormida Imprensa – a China acionou domingo o maior radiotelescópio do mundo, com uma bacia de 500 metros de diâmetro, com o qual espera contribuir para a pesquisa do universo. O radiotelescópio, conhecido por sua sigla em inglês FAST, fica em uma região montanhosa da província de Guizhou e sua construção, que começou em 2011, terminou no início de julho.

O radiotelescópio será usado para analisar ondas procedentes do espaço para ajudar na compreensão do universo e também na busca de vida extraterrestre, por supuesto.

Há quem tenha ficado espantado. No caso do Beronha, duplamente espantado:

– 500 metros de diâmetro? Não é bacia. É caldeirão. Buscar vida extraterrestre? Tomara que dê certo, posto que, aqui por nossas bandas, com a campanha eleitoral, a coisa anda de lascar.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/09/16 7:35:42 PM

Termina na próxima quinta-feira, dia 29, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Será também, por supuesto, o último dia para reuniões públicas, comícios e o uso de aparelhagens de sonorização fixa, com exceção do comício de encerramento da campanha que poderá ser prorrogado por mais duas horas, segundo reza a legislação.

Termina, ainda, o prazo para a realização de debate no rádio e na televisão.

Sobre o fim da propaganda na TV, Beronha lamentou:

– Depois do Ruff and Reddy, ou, se quiserem, Jambo e Ruivão, é o meu programa humorístico preferido…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 24/09/16 9:55:13 PM

Para tormento de torcedores como o Beronha, o bravo Sampaio Corrêa, do Maranhão, continua patinando na rabeira da tabela da Série B do Brasileirão. Até parece o Diógenes, aquele mesmo que vivia carregando a lanterna. Mas, caso sirva de consolo, existiu um Sampaio Corrêa de tremendo sucesso. O Sampaio II. Que deu nome ao clube.

Tudo por obra e graça de Euclides Pinto Martins, engenheiro mecânico cearense que entrou para a história da aviação mundial. Piloto, em 1922 ele iniciou o inédito voo de Nova Iorque ao Rio. Foram 4 meses, com muitos problemas e sucessivas escalas do hidroavião.

Uma viagem histórica

Pinto Martins (Camocim, 15 de abril de 1892 – Rio de Janeiro, 12 de abril de 1924), como detalha matéria de Melquíades Júnior, publicada no Diário do Nordeste, edição de 16 de abril de 2012, pilotava o hidroavião batizado Sampaio Corrêa II. O primeiro Sampaio Corrêa estava no fundo do mar. Após avarias devido a uma tempestade perto de Cuba, tinha ido pro beleléu. Foi preciso montar um segundo aparelho.

No dia 19 de dezembro de 1922, a amerissagem em Camocim. A viagem começou em novembro do mesmo ano e só foi concluída no Rio em fevereiro de 1923. A façanha em um hidroavião biplano foi patrocinada pelo jornal The New York World, que buscava com o raid, como se dizia na época, o pioneirismo de uma viagem entre as Américas do Norte e do Sul. Foram 5.678 quilômetros com cem horas de voo, interrompido pelos mais variados problemas. Climáticos e técnicos. O primeiro pouso em águas brasileiras tinha ocorrido no dia 17 de novembro de 1922, quando Martins e seu colega Walter Hilton pousaram na foz do Rio Cunani (Pará). Também houve o pouso no Maranhão.

Portanto, sucesso para o homônimo Sampaio Corrêa Futebol Clube..

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 23/09/16 9:01:09 PM

Depois de desligar (batendo o telefone), o lamento:

– Mais uma vez não foi desta vez…

Beronha, nosso anti-herói de plantão, virou um ser inconsolável. Culpa da Mega Sena acumulada e que insistiu em acumular milhões e milhões como prêmio. Recebeu a notícia do fiasco pelo telefone, posto que, preguiçoso, não vai até a lotérica. Mesmo quando corre o risco de embolsar uma tremenda bolada. Mas não desiste de fazer sua fezinha.

Não é de hoje, por supuesto, a paixão do brasileiro pelo jogo. Não só pelo oficial como pelo imbatível no paralelo.

Basta ver que até rendeu um samba carnavalesco que entrou para a história em 1917: Pelo Telephone.

O chefe de polícia pelo telefone mandou me avisar que na carioca tem uma roleta para se jogar

Segundo o livro 80 Anos de Brasil, editado em 1983 pela Souza Cruz, era tudo verdade. Ou quase. No Largo da Carioca, no Rio, existia realmente roleta – e não só uma, mas várias.

Elas tinham sido instaladas pelo jornal A Noite, num desafio – ou pilhéria mesmo – ao chefe de polícia, Aureliano Leal. É que, em 1916, doutor Aureliano tinha mandado fechar todas as roletas. Pelo telefone. Assim, no ano seguinte, no Carnaval, a população cantava o grande sucesso da época. Música de Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos) e Mauro de Almeida, este, um jornalista, autor da letra.

Gravado na Casa Edison, caiu nas graças do povo.

Pelo registro da composição no Departamento de Direitos Autorais, da Biblioteca Nacional, com data de 6 de novembro de 1916, havia ainda uma partitura para piano assinada por Pixinguinha. Gênero: samba.

O primeiro, aliás, a ser gravado.

Naqueles tempos, azar mesmo era de quem não registrasse a autoria de uma música. Letra de música era como passarinho: quem pegasse virava dono.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 22/09/16 9:06:39 PM

Depois de estacionar o carro no Juvevê e seguir a pé até um banco, no meio do caminho um cabôco parou e tratou de voltar, acelerado:

– Xi! Esqueci de colocar o cartão do EstaR

Ao se aproximar do veículo, um susto: sobre o vidro dianteiro havia dezenas de papéis. Tremeu na base: levei uma enxurrada de multas.

Nada disso. Eram os tais santinhos pedindo votos para candidatos a vereador. Refeito do susto e depois de retirá-los para dar lugar e visibilidade à folha do EstaR, por curiosidade o nosso cabôco deu uma espiada num dos santinhos. O candidato todo  sorridente, seu número, uma breve biografia e muitas promessas, por supuesto. O que chamou mesmo sua atenção, no entanto, foi um brevíssimo texto, duas linhas, num cantinho, escondido, letras bem miudinhas.

– Impressão: Gráfica taltiragem: 1.000.000 unidades.

1 milhão de exemplares com muitas imagens e totalmente em policromia.

Quase na porta do banco, parou e ficou a imaginar: qual seria o custo da tiragem (declarada) daquele santinho, até porque, pela legislação vigente, em Curitiba o limite de gastos foi fixado pelo TSE em R$ 465 mil (para vereador) e R$ 9,5 milhões (prefeito).

Na sequência, de concreto mesmo só descobriu uma coisa: o tal santinho já fez por merecer até registro nos Dicionários Houaiss e Aurélio:

– Santinho s.m. Pequeno prospecto de propaganda eleitoral com foto e número do candidato a cargo público.

Quanto à origem, o nome decorre de uma prática relacionada à Igreja. Antigamente, em qualquer época do ano, os padres distribuíam pequenos papeis com imagens coloridas de santos, que passaram a ser chamados de santinhos.

Dos santos santos aos santos mas não nem tanto foi um pulo.

Ah, dos dois dicionários constam os igualmente famosos santinhos de pau oco.

– Pessoa que se esconde atrás de uma falsa imagem.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 21/09/16 8:37:54 PM

Atendendo pedido de um amigo que, por supuesto, gostaria mas não leu Folclore Político, do jornalista Sebastião Nery, professor Afronsius decidiu contar uma do Barão de Itararé, já que não costuma emprestar seus livros. “Nem a pau”. Com ou sem Juvenal. Vamos lá:

Café fora da lei. O episódio:

O jornalista e mestre do humor Aparício Torelly, Barão de Itararé, acabou preso pela ditadura do Estado Novo. Motivo, e não poderia ser outro: sátiras que fazia ao regime. Em 1938, foi interrogado pelos juízes do terrível Tribunal de Segurança Nacional.

– O senhor sabe por que está preso?

– Sei, sim. Porque desobedeci à minha mãe.

– Não entendi.

– Muito simples, doutor juiz. Eu sempre gostei muito de café. Minha mãe reclamava: Meu filho, não tome tanto café que um dia você vai se dar mal. Eu desobedeci e continuei tomando café. No mês passado, estava eu com alguns amigos tomando cafezinho na Galeria Cruzeiro, chegaram os homens da polícia e me levaram. Minha mãe tinha razão: eu ainda ia me dar mal por causa do café. E me dei.

O interrogatório foi encerrado.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 20/09/16 8:48:19 PM

Certos episódios ganham mais cores e contornos e ficam mais vivos com o passar do tempo. E, por supuesto, devidamente reforçados a cada campanha eleitoral. Basta ler (ou reler) as histórias reunidas no livro Folclore Político, do jornalista Sebastião Nery, Geração Editorial, 2002 – 651 páginas.

Lições a começar pela apresentação: “O ex-deputado e jornalista Sebastião Nery mostra que existem duas histórias políticas do cotidiano – uma é a oficial, pomposa, solene, que toma conta do noticiário dos jornais e das revistas, com declarações calculadas por parte dos políticos, denúncias, articulações, tramas e notas nem sempre verídicas – tudo coberto por um manto de grave seriedade; a outra é risonha, marota, contada em segredo nos gabinetes fechados, na sala do cafezinho do Senado e da Câmara, nos grotões mais distantes e até nas alcovas”.

Um ano com 13 meses

De fato. Um dos casos, que leva o título Honestidade não se compra.

Segue o relato de Nery:

– José Bonifácio e Martim Francisco, os irmãos Andrada e Silva, eram ministros de D. Pedro I. Cada um ganhava quatro contos e 800 mil-réis por ano.

No fim do mês, José Bonifácio recebeu 400 mil-réis, guardou-os no fundo de seu chapéu e foi para o teatro. Como safado é que nem capim e dá em qualquer lugar, alguém acabou roubando o chapéu e o dinheiro. Ao saber da história, o imperador chamou Martim Francisco, ministro da Fazenda, e ordenou que pagasse novamente a José Bonifácio. Mas Martim Francisco foi contra:

- Não, majestade. O ano tem doze meses, e não treze para os protegidos.

Conclusão: Martim Francisco teve que pegar o seu salário e dividi-lo com o irmão José Bonifácio.

ENQUANTO ISSO…

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