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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 19/04/15 8:12:14 PM

Muito já se falou sobre o tempo em Curitiba. Afinal, ao que parece, São Pedro dedica uma atenção toda especial à cidade. E gosta de inovar, surpreender.

– E de modo tão desconcertante quanto os últimos desempenhos do Atleticon… – segundo professor Afronsius.

A nova novidade, como Beronha insiste em dizer, foi registrada no início da tarde de sábado.

Dando sua salutar caminhada até o Bar VIP da Vila Piroquinha, Natureza Morta, que, pra variar tinha esquecido o guarda-chuva, foi pego de surpresa. Um toró. Acelerou os passos e, na quadra seguinte, a chuva era bem mais leve. Na outra quadra, nada de chuva, nem um pingo.

– É aquela coisa de quando você rega o jardim. Despeja água num ponto, ergue o bico do regador e passa para outro ponto. É a chuva tipo regador, que está vigorando por nossas bandas.

Faz sentido.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 18/04/15 10:13:03 PM

Com as exceções de praxe, o underdog Flávio Stege Júnior entre elas, quem acompanha (de longe) o beisebol americano estranhou os jogos da quarta-feira: todos os times usavam camisa com o mesmo número, 42. Todos, sem distinção.

É que, “aposentado” em 1997, o número só passou a ser utilizado no Dia Jackie Robinson, que foi mais do que um jogador, como se verá.

Na Revista de História da Biblioteca Nacional, edição de janeiro 2014, sob o título História de uma lenda, texto assinado por Bruno Garcia conta que foi no dia 15 de abril de 1997, numa partida entre Dodgers e Mets, que o então presidente Bill Clinton e Bud Selig (comissário, ou chefão da Liga) “declararam que o número 42 seria aposentado de toda a Liga”. A partir de então, “o dia 15 de abril era declarado feriado nacional, e o 42 significaria mais que um simples número na cultura estadunidense”.

Muito antes da luta pelos direitos civis

Ainda da RHBN:

– Em 1947, quase vinte anos antes do grande movimento pelos direitos civis, Robinson foi contratado pelo Brooklyn Dodgers,  provocando um imenso alvoroço nos Estados Unidos. Conhecido pelo temperamento difícil, ele precisou de muito sangue frio no seu primeiro ano na Liga. Onde quer que fosse, uma multidão o seguia. Além dos negros, que o julgavam um herói, também apareciam os inconformados racistas. Torcedores que xingavam, cuspiam e gritavam, rivais que se recusavam a jogar com um negro e mesmo companheiros de time que se diziam ofendidos pela presença de Robinson.

– Tudo isso é narrado, inclusive, no filme 42 – A história de uma lenda, de Brian Helgeland, de forma simples e direta. Destaque para o confronto com o Philadelphia Phillies e seu treinador, Ben Chapman que insultava Robinson todas as vezes que entrava em campo. Mais tarde, a agressividade do treinador rival seria vista como momento chave para união dos Dodgers, já que mesmo aqueles que ainda tinham alguma resistência a Robinson passaram a partilhar um pouco do preconceito que ele sofria.

A outra guerra, dentro de casa

– Sua entrada em cena teve o apoio de Branch Rickey, gerente do clube. Como o filme esclarece aos poucos, Rickey tinha suas razões para quebrar o resistente tabu de negros no esporte. Os Estados Unidos do pós-guerra não escondiam o conservadorismo de um patriotismo triunfante, preparando-se para enfrentar o que ficaria conhecido como Guerra Fria.  Soldados negros que lutaram contra o racismo nazista voltavam para seu país e eram intimados a assumir seu lugar dentro de uma sociedade extremamente hierarquizada.

De medalhista de prata a faxineiro

– Robinson testemunhara na própria família a dificuldade de ser um atleta negro. Seu irmão, Mack Robinson não conseguiu nada além de um emprego como faxineiro depois de conquistar uma medalha de prata nas Olimpíadas de 1936 (em Berlim).

– Depois de uma bem sucedida carreira como atleta universitário, Robinson foi convidado a participar dos treinos do Montreal Royals na Flórida. Como não podia ficar no mesmo hotel dos seus companheiros, foi hospedado na casa de um político negro. O ótimo desempenho no treino valeu um contrato com o Dodgers, de Rickey. A partir daí, o que se vê é o desafio de um atleta fenomenal e um homem de raro caráter contra um país que naturalizava o racismo.

Ao longo de toda temporada, Robinson conquista o apoio do time, dos seus torcedores, confronta e convence jornalistas e se destaca de tal forma que ganha o prêmio de Novato do Ano. Ao longo de sua vitoriosa carreira, foi eleito o melhor jogador da temporada de 1949 e campeão da Liga em 1955.

– Em reconhecimento a sua carreira e contribuição não apenas ao esporte, em 1997, mais de vinte anos depois da sua morte (1972), seu número 42 foi aposentado de todos os times da Liga.

Em 200 foi criado o Dia Jackie Robinson, no qual todos os jogadores de todos os times vestem o número 42. Nada mais justo.

Afinal, todos nós, de uma forma ou de outra, nascemos ou somos 42. Ou qualquer número que seja.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 17/04/15 10:11:36 PM

Afixado em um poste, o cartaz (com uma foto colorida) chamou a atenção de quem passava pela rua (não só do professor Afronsius):

- Procura-se Riobaldo. Gratifica-se.

Talvez por quebrar a rotina, já que comum mesmo são os avisos e apelos para recuperar cachorros, perdão, pets, que sumiram do mapa, o pequeno cartaz deu o que falar. Ou melhor, pouco o que falar, já que se tratava de uma ave. De cor amarela.

O comentário mais comum ao redor do poste:

– Ué, o canarinho fugiu da gaiola?

– E que nome mais estranho pra um canário. Riobaldo…

Professor Afronsius aproveitou para meter o bico:

– Talvez o Riobaldo tenha fugido com Diadorim.

Aí que ninguém entendeu mais nada. Riobaldo e Diadorim?

Enquanto batia em retirada, professor Afronsius pensou com seus botões:

– Coitada da calopsita, ou caturra, mais especificamente Nymphicus hollandicus, ave Psittaciformes pertencente à família Cacatuidae.

Já foi produto de exportação

Originária da Austrália, a espécie foi descoberta em 1792. E chegou a ser considerada papagaio de crista – ou pequena cacatua. Nativa de pântanos australianos (“Existe isso por lá? Pensei que só tivessem cangurus”, interveio Beronha), a calopsita acabou classificada como o menor membro da família Cacatuidae.

Os primeiros exemplares chegaram ao Brasil nos anos 1970. A Austrália, em 1994, proibiu a exportação de calopsitas, mas como já havia criadores no Brasil, a calô veio para ficar.

Ficar. Ou fugir, para desespero de algum proprietário.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 16/04/15 8:21:28 PM

Além do Firmino, o Siqueira. Explicando: ao acompanhar um jogo pela TV, professor Afronsius achou bacana ver em campo um jogador com nome nada pomposo, retumbante, simplesmente Firmino. Aí, ficou sabendo que o alagoano Roberto Firmino joga na Alemanha, no Hoffenheim.

Dias depois, lendo os comentários de Afonsinho na revista Carta Capital de 8 de abril, gostou também de ver o título do texto: Caboclo Firmino. Escreveu o agora craque no jornalismo:

– Sob o signo da esperança, a Páscoa pode ter chegado antes que acabe a Quaresma. Dunga “invocou” o caboclo Firmino outra vez para a Seleção, e ele de novo deu o recado. Do novo é o que precisamos no esporte e na vida brasileira, sem abrir mão dos mais experientes.

De Biguaçu para o mundo

Dias depois, novamente diante da TV do Bar VIP da Vila Piroquinha, professor Afronsius acompanhou Atlético de Madrid x Real Madrid, pela Champions League.  Zero a zero, mas com outro agradável detalhe: havia um Siqueira em campo.

Com a ajuda de Natureza Morta, situou-se: trata-se de um catarinense de Biguaçu, Guilherme Madalena Siqueira, ou apenas Siqueira, lateral esquerdo, 28 anos. Oriundo das categorias de base do Figueirense e Avaí, foi contratado no início da temporada junto ao Málaga, e, como Firmino, também faz sucesso.

Hendrik , Johannes e Anton

– Nada contra, mas depois de tantos Franz Anton Beckenbauer, Hendrik Johan Cruijff e Johannes Jacobus Neeskens, nada melhor do que ver Firmino e Siqueira em evidência – comentou professor Afronsius.

Beronha concordou:

– É, até porque tem nome de jogador que dá nó na língua dos locutores…

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 15/04/15 8:18:20 PM

Como costuma dizer o Flávio Stege Júnior, o underdog do Luzitano com Z, a desinformação é nosso esporte. Dia desses, no Juvevê, aproveitando a presença de uma viatura da Setran nas proximidades, uma senhora, irritadíssima, procurou os agentes para reclamar e exigir imediatas providências:

– Amassaram a lataria do meu carro! E estava corretamente estacionado!

Os agentes interromperam o trabalho e foram até o local. De fato, o carro estava amassado. No capô, atingido por um pesado galho de árvore que, fragilizado pela ventania e as chuvas bem curitibanas, acabou desabando.

Lamentaram o episódio (“coisas que acontecem”), deram algumas dicas e, como não se tratava de acidente, mas de incidente, trataram de voltar ao trabalho. Não sem antes ouvir alguns impropérios e a inevitável queixa:

– Não servem pra nada mesmo, só para aplicar multa!

É um caso para o Siate ou Samu?

Ainda por conta da desinformação que campeia à solta, o pessoal do Samu e do Siate é constantemente prejudicado em suas missões específicas.

É preciso saber diferenciar os dois serviços. Siate vem a ser Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência. Coordenado pelos bombeiros, é responsável pelo atendimento de traumas, por supuesto. Já o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), atende casos clínicos.

– Cada serviço tem uma referência hospitalar determinada pela sua central de regulação, por isso é importante chamar o correto. Assim procedendo, os serviços ganham agilidade e tempo no socorro – como já ressaltou um dos responsáveis pelo Samu. Com o devido endosso do pessoal do Siate.

E, certamente, da Setran.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 14/04/15 8:18:31 PM

Professor Afronsius chegou para o dedo de prosa no Bar VIP da Vila Piroquinha e foi logo dando um susto na turma:

– Estão falando sobre corrupção, não é? E por falar nisso, o que vocês me dizem do IBAD?

Silêncio total.

Aí, mandou ficha: que tal ler – ou reler – IBAD – A Sigla da Corrupção, de Eloy Dutra, Editora Civilização Brasileira, 1963?

Diante do silêncio quase palpável, foi em frente:

– Eloy Dutra, do PTB do então Estado da Guanabara, conduziu a CPI que apurou o caso do Instituto Brasileiro de Ação Democrática, que tinha à frente Ivan Hasslocher. Gravem esse nome. Já ex-deputado, Dutra escreveu o livro. O esquemão era amplo, geral e irrestrito. Em 1962, Ivan Hasslocher, que, oficialmente, era proprietário da agência de propaganda S.A. Incrementadora de Vendas Promotion, criou a ADEP – Ação Democrática Popular, uma filial do IBAD. Objetivo: financiar e comandar a eleição dos candidatos que defendiam os interesses dos Estados Unidos no Brasil.

1 bilhão e 40 milhões de cruzeiros em 5 meses

Assim, por intermédio da ADEP, foram selecionados para receber apoio pelo menos 250 candidatos a deputado federal, 600 deputados estaduais, 8 candidatos a governadores e inúmeros candidatos ao Senado.

– Um candidato federal recebia CR$ 1 milhão e 600 mil, um deputado estadual CR$ 800 mil. O grupo IBAD/ADEP/Promotion gastou 1 bilhão e 40 milhões de cruzeiros nos 150 dias que antecederam as eleições de 1962. A grana, conforme apurou a CPI, vinha do Royal Bank of Canadá e a Promotion tinha ainda conta no Bank of Boston e no National City Bank of New York.

As contribuições eram de grandes empresas, principalmente norte-americanas – e brasileiras.

– Ivan Hasslocher controlou o MSD – Movimento Sindical Democrático, Redetral – Resistência Democrática dos Trabalhadores Livres, e o MED – Movimento Estudantil Democrático, como também jorrou dinheiro para eleições acadêmicas e agitação no Clube Militar.

O Goebells Caboclo

Ainda do livro: Hasslocher era conhecido como o Goebells Caboclo, além, de ser um homem obscuro, sem nenhuma tradição na vida política ou empresarial no Brasil. Pintou por aqui por volta de 1959. E de uma hora para outra foi misteriosamente guindado à posição de verdadeira eminência parda do processo eleitoral brasileiro.

Revista com distribuição gratuita

Ele comandou também 80 programas semanais de rádio, arrendou por 90 dias o jornal A Noite, no Rio, e a Ação Democrática, uma revista mensal com 250 mil exemplares, em papel de ótima qualidade. A revista era  distribuída gratuitamente e “milagrosamente” sem nenhum anúncio publicitário.

Para encerrar a conversa, professor Afronsius ressaltou que todos os deputados federais que participaram da CPI do IBAD foram cassados em 1964: Eloy Dutra (PTB-GB), José Aparecido de Oliveira (UDN-MG), João Dória (PDC-BA), Benedito Cerqueira (PTB-GB) e Rubens Paiva (PTB-SP). Este, inclusive, seria assassinado por agentes do DOI-Codi. Outros membros da CPI foram os deputados Adauto Lúcio Cardoso, Ulisses Guimarães, Pedro Aleixo, Bocayuva Cunha e Temperani Pereira.

Hasslocher, por sua vez, morreu em Houston, Texas, em maio de 2000.

O silêncio da plateia tornou-se mais profundo ainda. Professor Afronsius bateu em retirada.

– Não esqueçam do IBAD. Se há corruptos, há corruptores. Uma máquina muito bem azeitada…

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 13/04/15 7:50:37 PM

De uma edição de 1957, da Seleções do Reader’s Digest, a Seção Achados&Perdidos garimpou um anúncio de um produto que ficaria famoso por conta própria e, também, pela ajudazinha uma pessoa que se tornaria mais conhecida ainda pelo tsunami Roliúde. À época do filme da M.G.M., a estrêla (grafia de então) teria 25 anos.

Sobre a atriz que ilustra a propaganda assinada pela agência Lintas, professor Afronsius recorreu à sua Enciclopédia (Caseira) de Cinema, os bem guardados recortes da Calçada da Memória, da revista Carta Capital. E lá está, em texto assinado por Rosane Pavam, edição de 26 de março de 2011, que Elizabeth Taylor “submetia completamente o público à sua atuação”.

– Ela se movia intuitivamente entre a beleza, o glamour e a fúria, embora não fosse atriz de muita técnica. Elizabeth Rosemond Taylor, que faleceria no dia 23 de 2011, em Los Angeles, aos 79 anos, de falência cardíaca, era um bicho de cinema. No momento de declínio do star system, era uma das únicas a manejar à vontade, e misteriosamente, as emoções dos compradores de bilhetes.

De Lassie à queda durante filmagem

– Fora um bicho de cinema porque, entre outras razões, habituara-se também a tirar força do convívio com os animais. Primeiro, posara ao lado de Lassie, depois, com repercussão inesperada, encenara a jóquei travestida de menino de A Mocidade É Assim Mesmo (1944, com Mickey Rooney). Sua mãe convencera a produção de que, frágil para o papel, a garota de 12 anos teria o cavalo em suas mãos no filme. A atriz, contudo, caiu no set, e a queda lhe rendeu problemas de coluna por toda a vida.

“O sucesso é como desodorante”, diz a estrela

Ainda do texto de Rosane Pavan:

– Estranha colecionadora de diamantes, até risível em sua opulência, ela também compreendia o poder transformador da arte cinematográfica. Jamais recusou os papéis difíceis e ganhou dois Oscar. Na vida, os oito maridos, o escândalo de ter roubado o marido da amiga Debbie Reynolds, Eddie Fisher, substituído sem dó por um magnético Richard Burton, tudo se somou naturalmente à concepção de sua figura artística e pública. “O sucesso é como um desodorante que apaga os odores do passado”, disse certa vez.

Pito em Ronald Reagan e George W. Bush

– Quem, além dela, daria um pito em Ronald Reagan por seu desprezo à causa da Aids? Ou recusaria o convite à participação na cerimônia de entrega do Oscar em protesto à guerra promovida por George W. Bush? Ou defenderia o amigo Michael Jackson de condenações por um crime por demais óbvio aos olhos do público?

Liz Taylor, “o animal de olhos cor violeta, e ninguém mais”.

……..

Elizabeth Rosemond “Liz” Taylor nasceu em Londres. No filme citado no anúncio, A Árvore da Vida (Raintree County), de 1957, direção de Edward Dmytryk, ela atuou ao lado Montgomery Clift e Eva Marie Saint.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 12/04/15 8:03:46 PM

Deu na BBII – a Briosa, Brava e Indormida Imprensa: a cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, garantiu que há “fortes indícios” de que existe vida fora do planeta e que os humanos descobrirão “outras formas de vida na próxima década”.

Ainda da cientista: muito provavelmente, em 20 ou 30 anos, a humanidade conseguirá encontrar provas definitivas da vida alienígena.

– Sabemos onde e como procurar, mas obviamente, não estamos falando de homens verdes. E sim, de micro-organismos.

Já o diretor da Nasa, Jeffrey Newmark, completando a fala da cientista destacou que a questão agora não é mais “se”, mas “quando” iremos encontrar.

Comentário do professor Afronsius:

– Menos mau. Mesmo que não encontremos homens verdes, o importante é a possibilidade de cair fora do nosso mundo, vasto mundo, onde mesmo que eu me chamasse Raimundo não seria a solução…

A conferir daqui 20 ou 30 anos.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 11/04/15 8:25:29 PM

Existe um país árabe no Oriente Médio que seja decididamente a favor do Ocidente? Se há – ou houve algum dia -, por um bom tempo, quem diria, cabia ao Iraque loas como grande parceiro (ou aposta). E era saudado como “terra de esperança”. Por trás, ou no fundo, o petróleo. Ele mesmo, “amigo” ou “inimigo”. Tanto ontem como hoje.

Depois da Guerra do Iraque (2003/2011) e muitas otras cositas más, ler ou reler um artigo publicado pela (manjadíssima) revista Seleções do Reader’s Digest, edição de dezembro de 1957, não deixa de ser interessante. E, premonitoriamente, bastante ilustrativo.

Uma, e bela ilustração, aliás, leva ao corpo da matéria.

O texto é assinado por Edwin Muller e, mantida a grafia da época, começa assim, de modo impositivo:

– Há um país árabe no Oriente Médio que é decididamente a favor do Ocidente. É um país “subdesenvolvido”, mas está progredindo – graças a esforços e recursos próprios. Só pede ao Ocidente orientação e “assistência técnica”. Nêle, o comunismo não encontra onde firmar pé. Êsse país é o Iraque, a Terra Entre os Rios – o Tigre e o Eufrates.

– Orientado por um primeiro-ministro sagaz, esse reino é extraordinário na dura determinação de superar a pobreza pelos seus próprios esforços.

Seguem outros trechos do artigo:

– Hoje, o Iraque é uma terra de esperança. De um extremo a outro do país acha-se em andamento uma dezena de projetos de desenvolvimento no valor de muitos milhões.

Favelas de barro

– Em Bagdá, os bulldozers estão derrubando as favelas de cabanas de barro para abrir novas ruas. Para substituir as cabanas está quase concluído um projeto de construção de 1.250 casas. São casas modernas de tijolos, onde gente que nunca teve nem sequer instalações sanitárias está começando a viver decentemente.

“Um dos maiores estadistas do mundo”

E, na sequência, a Seleções enche a bola de Nuri as-Said, nomeado primeiro-ministro:

– É um dos maiores estadistas do mundo. Se não o fosse, a sua pequenina nação teria desaparecido há muito tempo, despedaçada como um coelho por uma matilha de cães.

Dos babilônios à luta pelo petróleo

– Nuri encontrou os meios de dar à nação aquilo de que ela precisava. O petróleo lá estava há muito tempo – já 5.000 anos antes os babibônios viram manar da rocha argilosa. Mas a sua exploração em grande escala é muito recente. Na azafamada luta pelo petróleo do Oriente Médio, o Irã, a Saudi-Arábia e Kuwait todos passaram à frente do Iraque na grande produção. A concessão do petróleo pertencia desde a década de 1920 à Cia. de Petróleo do Iraque, pertencente em partes iguais a interesses ingleses, franceses, holandeses e americanos. Mas durante muitos anos o petróleo foi apenas um fio.

– A situação se transformou, porém, quando após árdua luta Nuri as-Said obteve em 1952, da Companhia de Petróleo do Iraque, um novo contrato que dava a este 50% do lucro líquido do petróleo.

Deserto coalhado de “cadillacs”

– Iniciou-se então para Nuri as-Said uma batalha ainda mais áspera. Todo mundo no Iraque esperava seu quinhão do novo dinheiro abundante. Os xeques do Iraque olhavam para a fronteira da Saudi-Arábia e viam o deserto coalhado de Cadillacs dos xeques sauditas que recebiam generosos donativos do dinheiro do petróleo. Até o povo comum do Iraque achava que alguma parte dessa chuva de ouro devia molhar-lhe as mãos. Criou-se uma comissão de dez membros para empregar no desenvolvimento os 70% destinados a projetos a longo prazo –  30% eram destinados a despesas correntes do Govêrno. Dois membros eram estrangeiros: um norte-americano e o outro inglês.

– Tem havido reveses – um dos maiores ocorreu depois da crise de Suez, quando a Síria desligou os oleodutos que iam do Iraque para o Mediterrâneo.

– Sob o governo de Nuri as-Said, o Iraque tem vencido uma batalha na guerra mundial contra a pobreza, a ignorância e a doença – conclui Edwin Muller.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 10/04/15 8:27:22 PM

Reza a sabedoria popular: há certos dias em que o melhor seria não ter pulado da cama. No futebol, a mesma coisa, ou seja, o mais aconselhável era ter ficado em casa. Torcedores, jogadores, gandulas, o trio de arbitragem e o pipoqueiro.

Foi o que aconteceu em Rolândia, envolvendo 287 torcedores – inclusive a vibrante turma de Os Fanáticos.

Performance digna de funeral! – tascou o site Furacão.com

Segundo o texto, o Atlético venceu o Nacional apresentando um futebol condizente com o nome do melancólico “Torneio da Morte” que disputa.

Além das más condições do estádio Érich Georg, “com problemas na iluminação, no gramado e até nos vestiários”, o Atlético entrou em campo “tentando superar as dificuldades em busca do resultado. Mas o que se viu foi um futebol de péssima qualidade”.

Para complicar ainda mais as coisas, “o lance de maior repercussão do segundo tempo aconteceu aos 30 minutos, quando Nikão recebeu lançamento da esquerda e, de cabeça, acertou o travessão de Allyson”. E o goleiro do Nacional “acabou batendo a nuca na trave e chegou a perder os sentidos, saindo de ambulância para o hospital”. Como só havia uma ambulância no estádio, “o jogo ficou paralisado por cerca de dez minutos até que o veículo voltasse”.

No período de interrupção, “nem as alterações nas equipes foram suficientes para melhorar a qualidade do jogo, que seguiu sofrível após o retorno”.

Poderia ser pior? Poderia. Na pouco abalizada opinião de Beronha, uma derrota do Atleticon iria exigir uma frota de ambulâncias e a presença do IML ao apito final.

ENQUANTO ISSO…

 

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