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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 29/06/15 7:52:20 PM

Reza o provérbio: “nada é tão ruim que não possa piorar”. Sobre isso, a coluna de ontem de Diogo Olivier, no jornal Zero Hora, não deixa por menos:

– O futebol da Seleção Brasileira ainda pode piorar.

E vai explicando: “O futebol da Seleção eliminada pelo Paraguai, lanterna das Eliminatórias e cheio de refugos de clubes brasileiros, foi uma vergonha. Nada justifica atuação tão ruim contra um time cujo centroavante é o mesmo há 15 anos”.

Afinal, “é preciso mecânica também para atacar, e não só para defender. Triangulações pelos lados, o falso 9 recuando para abrir espaço, um dos volantes se somando aos homens de frente. Nada. Sem Neymar, a Seleção foi medonha”.

E, como o presidente da CBF garantiu a permanência de Dunga na Seleção, conclui o articulista: “Pode piorar: é só chegar em 6.º nas Eliminatórias e ficar fora de uma Copa pela primeira vez. Você duvida? Eu, não”.

– Nem eu – assinou embaixo professor Afronsius, com a anuência do Natureza Morta e do Beronha.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 28/06/15 7:25:21 PM

- Falando o português escorreito, foi uma catástre.

A queixa do Beronha, inteiramente procedente, menos quanto ao escorreito português, procede inteiramente. Nosso anti-herói de plantão comentava o jogo do Brasil contra o Paraguai, pela Copa América.

Segundo a crônica especializada, o time de Dunga “começou o jogo dando aquela pinta de que não passaria sufoco, mas terminou asfixiado. Abriu o placar com Robinho no primeiro tempo, se encolheu de maneira inexplicável, tomou o empate de Derlis González em uma besteira de Thiago Silva e foi superado nas penalidades: 4 a 3”.

Resumo: não teremos Brasil e Argentina na semifinal.

No mais, professor Afronsius citou uma frase do escritor Mark Twain, um dos primeiros grandes críticos da imprensa e, isso, há mais de um século.

Existem leis para proteger a liberdade da imprensa. Mas não existe nada decente para proteger as pessoas da imprensa.

Na versão futebolística brasileira, temos:

– Existem leis para proteger os jogadores, seus altos salários e o comando da seleção e da Fifa. Mas não existe nada decente para proteger os torcedores do mau futebol.

Mais complacente, Natureza Morta interveio:

– Poderia ser pior. A rigor, poderíamos ter perdido não de 4 a 3, mas de 4 a O. Melhor do que 7 a 1.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/06/15 9:15:57 PM

Diante do inevitável, a morte, cada um pipoca a sua maneira. Há, inclusive, quem recorra à tanatologia. Mas, sem nenhuma confirmação vinda do além, parece que o melhor caminho é se socorrer no bom humor. Caso de um curitibano que quase bateu com as 10 devido a um problema cardíaco.

Superado o obstáculo, ao reencontrar os amigos, aflitos em saber o que tinha ocorrido, ele abria um sorriso e respondia, candidamente:

– Ora, apenas fiz um tour pelas UTIs de Curitiba.

A caminho do centro cirúrgico

Já um outro cabôco, amigo do Beronha, ao ser removido do quarto do hospital para a sala de cirurgia, aproveitou os últimos segundos de lucidez antes do efeito nocauteante da anestesia: acenava para as pessoas que estavam ou percorriam o corredor, profetizando:

– Adeus, adeus! Foi um prazer conhecê-los! A gente se reencontra lá, do outro lado!

Horas depois, acordou no leito do hospital. A primeira coisa que viu foi o dedo indicador da patroa, que disparava impropérios numa tremenda bronca:

– Seu palhaço! Tinha que fazer aquilo? Assustou pacientes, médicos e visitantes!

O insuperável humor bíblico de Lauand

Mas, e se ainda é preciso sair em defesa do bom humor, poder-se-ia citar um livro, O Bom Humor na Bíblia, do professor Luiz Jean Lauand.  Ensina ele:

– Na Bíblia, o bom humor de Deus se expressa inspirando ao hagiógrafo certos relatos e formulações divertidas que, pela acuidade, tornam-se mais sugestiva e facilmente recordáveis.

Em seus provérbios, comparações e nessa oriental arte de associação de realidades, o humor bíblico é insuperável. Alguns exemplos: “Goteira pingando sem parar em dia de chuva e a mulher briguenta são semelhantes!” (Pro 27, 15); “O preguiçoso põe a mão no prato: levá-la à boca é muita fadiga”.

Mais:

– Ao indicar, por exemplo, que é necessário prudência na escolha do conselheiro, o Eclesiástico (37, 11 e ss.) ensina – de modo vivo e concreto – que não se deve pedir conselho: “à mulher sobre a rival; ao medroso, sobre se é o caso de fazer guerra; ao negociante, sobre a mercadoria; ao comprador, sobre venda; ao invejoso, sobre gratidão; ao egoísta, sobre generosidade; ao preguiçoso, sobre qualquer trabalho; ao empreiteiro, sobre o acabamento de uma tarefa; ao servo indolente, sobre um trabalho”.

E o Quincas morreu sorrindo

Para encerrar, temos A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, de Jorge Amado, 1959. Joaquim Soares da Cunha, “respeitável cidadão casado e com filhos, que leva uma vida pacata de funcionário público”, decide viver como um vagabundo, “entregando-se aos vícios mundanos, especialmente a bebida, quando recebe o apelido de Quincas Berro D’água”. Recebe o apelido de Berro D’água “por um dia estar em um boteco, a Venda do López, e quando vai beber algo que pensa ser cachaça, assusta-se e berra para o Mercado todo ouvir, dizendo em alto e bom tom Ááááááguuuua! As pessoas junto dele em um primeiro momento assustam-se, mas depois caem na gargalhada e passam a chamá-lo não apenas de Quincas, mas sim, Quincas Berro D’água”.

Quanto à morte e a segunda morte de Quincas, restou a controvérsia: para a família, morrera de causas naturais; para os amigos, tirou a própria vida ao atirar-se nas águas do mar, pois temia ser enterrado num caixão. Rumo à cova, exibia um sorriso.

É preciso mais?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 26/06/15 7:26:32 PM

Fumante desde os tempos em que fumava no fundo do quintal e, pior, supondo estar escondido dos pais, mesmo assim o professor Afronsius não recomenda o vício.

– Vício por vício, que tal ser viciado em jogo de xadrez e leitura de bons livros?

De qualquer modo (é o tal faça o que eu mando, não faça o que eu faço), está com a pulga atrás da orelha. Ele que até admite ter começado a pitar por obra e graça do cinema americano, principalmente quando em cena Humphrey Bogart, notadamente em Casablanca.

Na década de 1960, estávamos às voltas com a intimação “venha para o mundo de Marlboro”.

Come to where the flavor is. Come to Marlboro Country.

Para o público feminino, o recado era delicado: suave como maio.

Mild as may.

E assim foi indo, até chegar ao Galaxy. De repente, para ele, saiu do mercado. Testou outras marcas até atracar no Muratti – international brand – Rosso.

Quais boas notícias?

Recentemente, ao ir fumar lá fora (é proibido fumar dentro de bar, principalmente no Luzitano com Z), ao abrir a carteira, tipo box, professor Afronsius topou com uma cartela muito estranha:

Boas notícias estão chegando & a qualidade é a mesma de sempre.

Pensou que, finalmente, estivessem anunciando um cigarro que nenhum mal faz à saúde do cabôco. Que nada.

Do outro lado da cartela estava lá, o já célebre aviso/alerta:

– Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina, que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias.

Por conta dos “sabores” do mercado

Numa banquinha próxima, obteve a tradução da enigmática mensagem: o Muratti está com os dias contados. Vai sair de cena, dando lugar, pelo que consta, ao L&M, do mesmo fabricante. O que continua sendo vendido é o resto do estoque.

– Na dúvida, tratei de zerar a prateleira para curtir o meu Muratti por mais algumas semanas. Também para evitar até esse tipo de contratempo, eu endosso plenamente o alerta: deixe de fumar.

Por sua vez, Beronha, o nosso anti-herói de plantão, não vê problemas hoje e pela frente:

– Eu só fumo o famosíssimo Simidão. Que quase sempre está em falta no maço de cigarros do bolso dos outros…

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 25/06/15 8:02:12 PM

Já de sapato cheio com os demagogos de ontem, hoje e sempre, professor Afronsius não esconde o seu himalaia de irritação. Vai daí que decidiu tomar uma atitude. Pinçar a frase do mês da Revista de História da Biblioteca Nacional, com direito a ser reproduzida e colocada num quadro, em local bem visível:

- O segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele.

Karl Kraus (1874-1936), escritor austríaco.

Interessado no Crau!, Beronha quis saber mais.

E obteve resposta.

Outra dele, o Crau!, ou Kraus:

- A exigência de um lugar ao sol é conhecida. O que é menos conhecido é que este se põe mal aquele foi conquistado.

Atochando A Tocha

Além de escritor, Kraus, ou Crau!, como prefere nosso anti-herói de plantão, foi também panfletário e um mestre em matéria de sátira. Consta que, “com grande virulência nas páginas do Die Fackel (A Tocha) – revista que fundou e da qual foi praticamente o único redator durante quase quarenta anos – cobrou compromissos, injustiças e a corrupção, notadamente a corrupção da língua, na qual via a fonte dos maiores males de sua época, responsabilizando principalmente a imprensa. (A nossa BBII?) É considerado um dos maiores escritores satíricos em língua alemã do século XX”.

Para encerrar o papo, mais uma do Crau!, ou melhor, o Kraus:

– Escolho o meu inimigo pelo alcance da minha flecha.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 24/06/15 7:11:52 PM

O convite veio da Gibiteca de Curitiba: amanhã, sexta-feira, teremos a 1.ª Conferência Livre dos Profissionais de Caricatura, a partir das 18 horas, no Solar do Barão, Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533. E haverá o lançamento do Catálogo da 1.ª Bienal Internacional de Caricatura – Brasil, de autoria de Luciano Magno.

A publicação (304 páginas) reúne obras de 180 artistas apresentadas em 800 imagens. Após a sessão de autógrafos, o caricaturista, historiador e também autor do livro História da Caricatura Brasileira estará à disposição para um bate-papo com o distinto público.

Hora de regulamentar a profissão 

Com a Conferência Livre dos Profissionais de Caricatura pretende-se reunir profissionais do setor com o objetivo de mobilizar a turma visando regulamentar a profissão, além de debater a produção atual de caricaturas, entre outros temas.

Sobre a História da Caricatura Brasileira: o tal do Pancho já tem o volume I, e devidamente autografado, “ao colega do traço Pancho, com o apreço do autor L. Magno 2013”. E mais: a revista Carta Capital de 13 de fevereiro daquele ano, em matéria assinada por Rosane Pavan, destaca:

– A obra tira da obscuridade inúmeros desenhistas. Narra a história da caricatura brasileira a partir de seus marcos inaugurais e da verve dos artistas que desancaram o poder desde o Império.

Um em tempo, sugerido pelo Beronha:

– Ao comprar o livro do Lucio Muruci, ou melhor, Luciano Magno, pseudônimo, prepare os músculos. É um livrão de peso, e não só pelo conteúdo. O volume I, Gala Edições de Arte, tem 528 páginas e pesa 3,5 quilos. É preciso comer muito feijão.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 23/06/15 7:40:26 PM

Demorou, mas chegou. Embora não muito distantes, em Curitiba os assíduos leitores da Revista de História da Biblioteca Nacional só tiveram acesso à publicação segunda-feira, dia 22. Edição de junho, que traz como assunto de capa o dossiê Mulheres em conflito. Mas, como sempre, valeu a pena esperar.

E, para a turma dos quadrinhos, uma dica especial: a matéria Onde andará Kaximbown?, assinada por Mario Luiz Gomes, autor de Vendendo Saúde! Revisitando os antigos almanaques de farmácia, Revista História, Ciências e Saúde – Manguinhos (Fiocruz, dezembro de 2006).

Conta ele que, com personagens e histórias mais do que fantásticas, Max Yantok foi um dos nomes mais originais da literatura infantil brasileira. Yantok vem a ser o caricaturista e ilustrador Nicolau Cesarino (1879-1964).

Um artista nada comum

Cesarino produziu “muitas histórias em quadrinhos que, a partir de 1908, ajudaram a construir o sucesso da primeira revista infantil brasileira, O Tico Tico”, conta Mario Luiz Gomes.

Gaúcho nascido na então Vila de Soledade, Yantok criou Kaximbown e muitos outros tipos “dos mais originais, de modos extravagantes como Levabrek e Papapuff, e brasileiríssimos como Pipoca, Pandareco, Pára-choque e Peteleco”.

“Hoje esquecida, a vasta obra de Max Yantok é original e divertida. Kaximbown, órfão de nascença, foi batizado com tinta nankim.”

É uma das dicas de leitura da RHBN, que traz, por supuesto, muitos outros assuntos de relevo.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/06/15 8:33:32 PM

Coisas – ou mirabolantes aventuras – de boteco, confirmando que viver (ou beber) é perigoso. Episódio recentíssimo. O palco teve como cena inicial o Bar VIP da Vila Piroquinha. Personagens: o Zé e o Mané, mais conhecidos pelos carinhosos apelidos de Torrado e Cozido. Eles formam mais do que uma dupla. Quase uma parelha.

Tortuosa jornada noite adentro

Depois de encherem o caneco, lá pelas 10 da noite, como o distinto estabelecimento iria cerrar as portas, a dupla – muito mais pra lá do que pra cá, segundo depoimento do insuspeito Beronha – lançou um SOS. Precisava de reboque, ou seja, carona.

Sobrou para o Ângelo, um cavalheiro das antigas, que se prontificou em conduzir, ou remover, o Torrado e o Cozido. A viagem seria curta, posto que a dupla, segundo afirmou, morava a 3 quadras do boteco. E lá foram.

No dia seguinte, soube-se que foi uma aventura que quase durou algumas horas. Ângelo, lembrando o filme Conduzindo Miss Daisy, soltou um profundo suspiro e foi em frente, em frente na medida do possível.

– Primeiro, o Cozido conseguiu informar: toca por aqui, três quadras, passando o primeiro sinaleiro. É lá.

Nada feito. Não era lá.

– É dobrando à direita no primeiro sinaleiro e passando o segundo sinaleiro – corrigiu o Torrado.

Nada. O trio ficou rodando até que o motorista desistiu, posto que o Cozido e o Torrado passaram a indicar com referência o Túnel Novo (Rio), a Ponte Estaiada (SP) e o Trevo do Atuba, com o conselho acessório “evite o pedágio”.

– A rua onde vocês moram é aquela mesma, da saída do bar e início do percurso?

– Sim, sim. Logo ali, antes do tubo e do primeiro sinaleiro.

– Então, está certo. Deixo vocês no pé do sinaleiro…

Foi o que fez. E, incrível, a dupla conseguiu chegar em casa. Tanto que, no dia seguinte, logo cedo, já batia ponto no boteco. Feliz da vida, como se nada de anormal tivesse ocorrido.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 21/06/15 8:54:38 PM

Por supuesto, num confronto entre David e Golias a turma torce pelo aparentemente mais fraco. E, assim, no jogo Argentina x Jamaica, pela terceira rodada do Grupo B da Copa América 2015, até os narradores e comentarista da TV tratavam de dar uma força aos jamaicanos. Sem resultado.

Diante de um joguinho chocho, alguns deles, narradores, acabaram indo além do imaginável.  E o telespectador levou várias boladas no ouvido. Exemplo:

– A Jamaica, com atacantes altos, precisa insistir no jogo aéreo sempre pelo alto (sic).

E, como estava em campo o Watson, professor Afronsius ficou aguardando o previsível da vez. Demorou, mas não deu outra: quando o meia dominou bola e foi desarmado, por bobeira no lance, alguém lá de cima sentenciou, professoral:

– Não dá para ficar desligado, é elementar, meu caro Watson…

Sir Arthur Conan Doyle deve ter se revirado no túmbalo, como diz o Beronha, até porque nunca colocou na boca de Sherlock Holmes tal assertiva. Foi o cinema que inventou e consagrou a frase.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 20/06/15 5:41:59 PM

Infelizmente, ainda existe o famigerado carteiraço (“sabe com quem está falando?”), mas, felizmente, existe a carteirinha. Mais precisamente a carteira de leitor da nossa gloriosa Biblioteca Pública do Paraná. Fácil de fazer, atendimento mais do que bom. E o livre acesso ao maravilhoso mundo da leitura.

A inscrição é simples: um documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Há uma taxa de R$ 2,50 – valor sujeito a reajuste conforme variação de custos de material/serviço. E, para renovar o empréstimo, basta acessar WWW.bpp.pr.gov.br e, na página inicial, clicar Acesso Rápido: Renovação de Livros. Aí, digitar o número do código do usuário e a senha pessoal de empréstimo. A renovação será efetivada uma vez, até o último dia do vencimento do empréstimo.

Em tempo: leve o livro, mas não abuse das fotocópias. Elas destroem o acervo. Os recibos de devolução devem ser guardados para eventuais comprovações.

Batalha nas ruas

Por conta da ditadura civil-militar de 64, Curitiba também registrou uma série de manifestações contra o regime. Em uma das passeatas estudantis, os manifestantes foram banidos da Rua XV pela força policial. Um grupo deles tratou de buscar guarida na sede do DANC – Diretório Acadêmico Nilo Cairo -, na Rua Ébano Pereira. Foi cercados pela PM em frente à Biblioteca Pública, na Rua Cândido Lopes.

O trânsito parou e, escudando-se atrás de um ônibus, que tapava a visão dos policiais, os estudantes passaram a lançar pedras sobre os PMs. Foi um breve entrevero. Alguns estudantes correram para o DANC, outros buscaram refúgio na Biblioteca.

Parte da força policial foi atrás, mas acabou barrada nas escadarias da BPP.

Uma mulher impedia a invasão do prédio. Era a professora Nancy.

– Os senhores não podem entrar. Aqui só se entra para ler, pegar ou devolver livros. Sem armas, cassetetes ou violência.

Do berço de heróis

Diante do impasse, veio o comandante da tropa. Nada feito. O jeito foi bater em retirada, enquanto os jovens escapavam pelo depósito da Biblioteca, na parte inferior do prédio.

Ainda sobre a brava professora Nancy: graças a ela, temos hoje o Museu da Imagem e do Som. A primeira sede foi uma pequena sala na BBP, inaugurada no dia 25 de março de 1969.

E, no episódio da frustrada invasão policial, ficou provado: a legendária cidade da Lapa é, de fato, berço de heróis.

Um longo caminho

A BPP enfrentou dificuldades até se consolidar. Foram 12 sedes até ocupar o prédio na Cândido Lopes, 133, inaugurado em 19 de dezembro de 1954. A solenidade foi prestigiada pelo então presidente João Café Filho. À época, o governador era o professor Bento Munhoz da Rocha Neto.

Criada pelo vice-presidente da província José Antônio Vaz de Carvalhares, em 7 de março de 1857, no Lyceu de Coritiba, a proposta era formar pequeno acervo com “obras mais convenientes aos estudos das matérias ensinadas no Lyceu”. Hoje, a Biblioteca Pública do Paraná é uma das maiores do Brasil, com um acervo de 630 mil livros, periódicos, fotografias, mapas, cartazes, materiais de multimeios e multimídia e a promoção de variados eventos.

ENQUANTO ISSO…

 

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