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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 28/04/16 8:43:19 PM

Saiu quarta-feira, na Agência Brasil: matéria da jornalista Isabela Vieira detalha um levantamento inédito do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os nomes (prenomes) dos brasileiros. O mais comum é Maria. 11,7 milhões de brasileiras. Mais que o dobro de pessoas chamadas José, o prenome de 5,7 milhões de brasileiros. Trata-se do Projeto Nomes no Brasil.

A pedido do Beronha (“o meu não está em nenhuma lista”), professor Afronsius puxou pela memória para apontar, ao contrário, no outro extremo, nomes pouco ou nada comuns. Tem o incrível Valdisnei, que seria a nossa versão de Walt Disney, ao Harmindo com H.

– Harmindo? Conheço um, o Armindo Berri, o Tinge, Tingerina, mas sem H, por supuesto – interveio Natureza Morta, amigo do jornalista de Curitiba.

Mas, a lista, curtíssima, incluiu ainda Zoar e outro velho amigo, o Mascavo.

E ficou por aí. Talvez possa servir de dica/sugestão para os incansáveis pesquisadores do IBGE em seu próximo trabalho.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/04/16 8:15:27 PM

Como se sabe, ou melhor, como todos sentiram na pele, uma massa de ar polar entrou firme pelo Sul do Brasil, abatendo a temperatura em extensa área do país. O frio é mais intenso na Região Sul, mas também deve atingir o Sudeste, o Centro-Oeste e parte do Norte brasileiro.

E as baixas temperaturas devem se intensificar progressivamente ao longo da semana e atingirão o auge amanhã e na sexta-feira. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, pra variar, a previsão é de geada.

Já a turma que andava, e como andava, reclamando do calor em Curitiba, passou a reclamar do frio.

– Nada de novo. É assim quando não chove. Reclamam. Vem a chuva, também  reclamam – observou professor Afronsius, já protegido pelo seu sobretudo curitibano – ou, como se suspeita, polar.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 26/04/16 8:20:41 PM

26 de abril de 1937. A pequena cidade de Guernica era alvo de um bombardeio por parte de aviões Junker e Savoia Marchetti, da Alemanha e da Itália. A cidadezinha recebeu 29 toneladas de bombas, causando 2 mil mortes.

Um dos episódios mais cruéis da Guerra Civil Espanhola – ou Guerra de Espanha, como prefere o amigo jornalista Jorge Mosquera.

O ataque levaria Pablo Picasso a pintar o painel Guernica, que retrata o horror do bombardeio a um alvo civil. A guerra durou quase três anos e terminou com a vitória dos falangistas, que derrubaram o governo republicano. Francisco Franco assumiu o poder em abril de 1939. Cerca de 400 mil pessoas morreram nos confrontos. A cidade basca de Guernica foi alvo do que seria classificado de “o primeiro grande bombardeio da era moderna”. A destruição serviu de ensaio para a Segunda Guerra Mundial.

Ainda sobre o País Basco, nordeste da Espanha, na edição da semana passada da revista Carta Capital, de leitura obrigatória, Oliviero Pluviano escreveu sobre Guernica – ou Gernika, seu nome na língua basca, como ressalta o jornalista. Para ele, Guernica/Gernika pede silêncio e, finalizando o texto, lança a pergunta:

– Será possível que o homem nunca aprende com a história?

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 25/04/16 8:59:33 PM

Na transmissão de Paraná x Atlético, na Vila Capanema, domingo, um dos comentaristas da RPC fez referência à localização do estádio Durival de Brito e Silva, citando a  Rua Engenheiros Rebouças.

Engenheiros. É, e teve gente, diante do televisor, que se espantou:

– Ué? No plural? Eu pensava que era um erro de quando da confecção das placas de rua…

Engenheiros no plural porque se tratam de dois irmãos, Antônio e André Rebouças.

Da Bahia para o mundo

Conforme texto de João Cândido Martins, no site da Câmara Municipal, “se hoje Curitiba é a capital do estado do Paraná, tal fato se deve ao empenho e à perseverança de dois irmãos nascidos na Bahia, ambos engenheiros: Antônio e André Rebouças. Filhos de Antonio Pereira Rebouças, os irmãos tornaram-se engenheiros militares e chegaram a estudar na Europa, apesar das limitações culturais, políticas e econômicas impostas aos negros naquele período.

Ainda do site:

– Depois de trabalhar em obras públicas no Rio de Janeiro, André se torna um “voluntário da pátria” e segue para o conflito contra o Paraguai, no qual chegou a participar da Batalha de Tuiuti. Os dois irmãos sempre se esforçaram por apresentar projetos e soluções que visassem a melhoria das condições de vida da população, como foi o caso da distribuição de água no Rio de Janeiro. Sempre enfrentaram percalços de natureza burocrática ou preconceituosa (em razão do fato de serem negros).

– Apesar disso, foram eles, por exemplo, os responsáveis por estudos e soluções técnicas que viabilizaram a construção da estrada de ferro que liga Paranaguá a Curitiba. Graças a ambos, o projeto que se reputava infactível, revelou-se promissor e Curitiba pôde reunir condições para tornar-se a capital do estado.

– Os irmãos Rebouças não participaram da execução das obras da estrada, mas elas foram realizadas entre os anos de 1880 e 1884. Ao longo de seu percurso existem pontes e túneis cuja precisão e ousadia atraem turistas de todo o mundo até hoje.

– A construção da estação ferroviária em Curitiba alavancou o desenvolvimento da cidade, que, até meados dos anos 80 do século XIX, não ia muito além da Rua Marechal Deodoro, então conhecida como Rua do Imperador. A nova estação, que teve a localização sugerida pela Câmara de Vereadores, fez surgir a Rua da Liberdade, posteriormente batizada como Barão do Rio Branco, cuja importância econômica só rivalizava com a Rua do Mato Grosso, atual Comendador Araújo.

Depois de ler o texto (na íntegra), professor Afronsius lembrou o velho bordão da TV Cultura, de São Paulo, utilizado nas transmissões de futebol:

– Esporte é Cultura.

 ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 24/04/16 8:06:41 PM

À espera do frio, que, dizem, afirmam, vai retornar a Curitiba, professor Afronsius acompanha outra contagem regressiva: a dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. E não perde o programa A Caminho dos Jogos, apresentado por Eurico Tavares, uma produção Radiojornalismo da EBC e distribuído diariamente pela Radioagência Nacional.

E, aí, posto que viver é perigoso, ficou sabendo que quatro atletas conseguiram ganhar medalhas em seis diferentes Jogos Olímpicos. O esgrimista Aladar Gerevich, da Hungria, de 32 a 60; o cavaleiro Hans Winkler, Alemanha, de 1956 a 76; a canoísta Birgit Fisher, Alemanha, de 80 a 2004, e a remadora romena Elisabeta Lipa, de 84 a 2004. O brasileiro Robert Scheidt entra no seleto grupo se ganhar uma medalha nos jogos do Rio.

Da represa para o mar

Robert Scheidt (São Paulo (SP), 15 de abril de 1973) é velejador bicampeão olímpico e 15 vezes campeão mundial de iatismo – (hendecacampeão na classe Laser – 1991 (Júnior), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002 (mundial da classe e da ISAF), 2004, 2005, 2013 – e tricampeão na classe Star 2007 , 2011, 2012 e 2013).

Aos 9 anos, Robert começou a navegar na Represa de Guarapiranga, no Yacht Club Santo Amaro, em São Paulo, com um barco que ganhou de presente do pai. Aos 11, ganhou pela primeira vez um título importante, o sul-americano da classe Optimist, que conquistaria mais duas vezes nos anos 1980, passando a se dedicar completamente à vela em detrimento do tênis, também seu esporte favorito.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 23/04/16 9:38:13 PM

Mesmo com o boteco cheio e, por supuesto, debaixo da algaravia característica, Beronha não pôde deixar de ouvir o que alguém dizia na mesa próxima ao balcão. Em tom altamente professoral.

– Semiótica. Semiótica, semiologia. Ciência geral dos signos, dos sistemas de significação. E, inclusive, pode ser também parte da medicina, a que estuda os sinais das doenças…

E, na peroração, ouviu mais ainda:

– Significado e significante. Significado: definição atribuída a um termo, palavra, frase, texto; aquilo que alguma coisa quer dizer. Significante: aquilo que significa alguma coisa, alguma coisa que expressada com clareza.

Nosso anti-herói de plantão tomou mais uma, a saideira (significante? – pensou), e tratou de se mandar:

– Bem que alguém disse que bar também é curtura… Epa! Corrigindo, cultura. E ainda bem que o cabôco falador não deu uma aula sobre a tal da silepse… De gênero, número e de pessoa.

ENQUANTO ISSO…

 

 

 

 

Enviado por babbocamargo, 22/04/16 7:56:52 PM

Reclamando muito do calor – como reclama muito quando está frio -, Beronha não deixa por menos: o fim do mundo está próximo. A propósito de fim do mundo, ele, o fim do mundo, já teve até data marcada, recordou professor Afronsius: 21 de dezembro de 2012.

Tudo a partir de teorias baseadas na (suposta) previsão maia, fartamente divulgada na época. Estariam à nossa espera “enchentes apocalípticas”.

E, por incrível que pareça, até cientistas da Nasa entraram na dança. Um deles, no entanto, afirmou que “a maioria dos cataclismos previstos para 2012 é facilmente explicada”.

Por supuesto, professor Afronsius prefere as lições do físico Marcelo Gleiser, sobre o comportamento do Universo e, também por supuesto, da Terra.

Ensina Gleiser:

– Embora aparentemente sereno, o Universo está em permanente ebulição, como se fosse a calda de uma panela fervendo.

Ou seja, em transformação. E é ainda do físico a receita para fazer uma galáxia numa xícara de café.

– Basta você pôr um pouco de creme bem devagar sobre o café e misturar delicadamente os dois fluidos por alguns segundos. Em pouco tempo, você verá uma galáxia espiral surgir na sua xícara.

Quanto ao comportamento do ser humano, qualquer observador, mesmo o mais  mediano dos medianos, sabe que é “uma caixinha de surpresas”.

– E já tá faltando caixinha para tantas surpresas – acrescentou Beronha, o nosso anti-herói de plantão.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 21/04/16 7:33:41 PM

Nesses tempos conturbados e bicudos, para não estragar o feriado professor Afronsius recorreu a Sérgio Porto, ou melhor, o saudoso Stanislaw Ponte Preta, o Lalau do Febeapá, o Festival de Besteira que Assola o País:

– No Brasil as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixaram de acontecer.

– Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!

– Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante.

– O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto.

– Pode-se dizer a maior besteira, mas se for dita em latim muitos concordarão.

Beronha não entendeu nada, mas concordou in totum.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 20/04/16 8:16:14 PM

Para quem, hoje, mesmo de ventilador em punho, reclama diariamente do calor:  em 2014, um especialista no assunto alertava que as ondas de calor que o país enfrentava (e continua enfrentando) “poderão ser mais frequentes”. Segundo a Agência Brasil, em matéria da repórter Andreia Verdélio, temos que:

– O calor excessivo registrado em 2013 e neste início de 2014 pode acontecer com mais frequência nos próximos anos se o país não conseguir reduzir o impacto do aquecimento global no meio ambiente, segundo Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Clima do dia a dia

Carlos Nobre explicou, então, que episódios isolados de períodos muito secos ou de muitas chuvas já ocorreram no passado – e alguns são típicos das estações do ano, como as ondas de calor. “Um fenômeno extremo isolado não permite que alguém imediatamente aponte o dedo e diga que é culpa do aquecimento global”, frisou.

Mas, no entanto, o aquecimento global aumenta o número de ondas de calor.

– Cem anos atrás, esse calor extremo acontecia a cada dez ou 20 anos. Com o aquecimento da Terra, vamos viver isso com mais frequência e, daqui a 100 ou 200 anos, esse vai ser o clima do dia a dia, frisou.

Conclusão do Beronha:

– Portanto, não esquente a cuca. É tudo questão de tempo. E quem de nós vai viver mais 100 ou 200 anos?

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 19/04/16 9:03:40 PM

No dia 19 de abril de 1882 morria Charles Darwin, aos 73 anos. A data foi lembrada no História Hoje, da Agência Brasil, que tem apresentação de Dilson Santa Fé:

– Há pouco mais de um século morreu um dos cientistas mais importantes da história: Charles Robert Darwin, o naturalista, autor do livro A origem das espécies. Os estudos de Darwin contribuíram para a formulação da teoria da evolução e também para sua visão sobre o processo de seleção natural.

A propósito, professor Afronsius citou duas máximas de Darwin:

– Não são as espécies mais fortes que sobrevivem nem as mais inteligentes, e sim as mais suscetíveis a mudanças.

– A ignorância frequentemente traz mais confiança do que o conhecimento.

ENQUANTO ISSO…

 

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