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Rolmops&Catchup

Enviado por babbocamargo, 29/03/15 7:24:32 PM

Mudanças na internet vão permitir capacidade “quase infinita” de conexões. Com esse título, a Agência Brasil publicou notícia sobre “o crescimento exponencial de equipamentos conectados à internet”, o que levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a adotar uma medida similar à feita em linhas telefônicas.

– Assim como foi necessário acrescentar um dígito nos números de telefone para atender ao crescimento da demanda, os endereços de protocolo chamados IPv4 – número de identificação que permite a conexão dos equipamentos à internet – já estão dando lugar a uma nova versão com capacidade “quase infinitamente maior”: o IPv6.

“É uma quantidade tão absurda de IPs possíveis, que daria para colocar um endereço em cada grão de areia existente na Terra”, explica o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho.

Depois de ler a matéria, professor Afronsius não deixou por menos:

– Isso é bom ou é ruim?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 28/03/15 7:02:22 PM

Se, de fato, rir é o melhor remédio, de que riam as pessoas meio século atrás? Na revista Seleções do Reader’s Digest havia as (famosas) Piadas de Caserna. Na edição de dezembro de1957, como sempre com o devido registro da procedência, temos a de um soldado:

– De uma carta escrita por nosso filho, que está fazendo a instrução básica militar: “Hoje deveríamos ter instrução de sobrevivência, mas foi adiada por causa da chuva.” Sr.ª Paul Gregory.

Outra:

Quando eu era soldado na Índia, a bebida nas pequenas guarnições isoladas era um caso muito sério. Um coronel foi a uma festa em que as libações foram particularmente exageradas. Nas primeiras horas da manhã seguinte, os seus oficiais, despertados por gritos de angústia, acorreram ao seu quarto e encontraram o coronel na cama, com a testa banhada em suor.

– Vocês precisam chamar o médico – gritou. Estou paralisado da cintura para baixo.

O médico chegou e afastou as cobertas. Inclinando a cabeça por um instante, seu rosto, que mostrava a tranquilizadora calma profissional, ficou roxo ao reprimir a vontade de rir – ele era apenas capitão. Então mostrou o que sucedera: o coronel enfiara ambas as pernas em uma só perna do pijama. - John Masters, Bugles and a Tiger (Viking, ed.) 

Mais uma, agora fora da caserna:

Verificando que a combinação do cofre de seu escritório havia emperrado, o gerente de uma mina em Canon City, no Colorado, telefonou ao diretor da Prisão Estadual perguntando-lhe se algum de seus presos seria capaz de abri-la. Vinte minutos depois estavam no seu escritório um guarda e um penitenciário. Este virou o botão da combinação para um lado e para o outro algumas vezes, depois abriu a porta calmamente.

– Quanto o senhor acha que eu lhe devo? – perguntou o gerente da mina.

– Bom… – respondeu o preso – na última vez que abri um cofre “ganhei” 1.800 dólares! - W.T.L.

Para encerrar, outra bem longe da caserna.

Um funcionário encerrou assim uma discussão com um colega:

– Ora bolas, tu não sabe nada! Tu nem mesmo é ignorante! - J.G.P.

Em tempo: publicada mensalmente no Brasil pela Editora Ypiranga S. A. (Praça Pio X, 98, 11.º andar, Rio de Janeiro), a Seleções tinha como diretor-presidente Herbert Moses. Ele mesmo, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Eleito em 1931, ocupou o cargo até 1965. Em 1957 recebeu o prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade Columbia, que distinguia “os jornalistas que se destacam na luta pela liberdade de imprensa”. Foi também líder da comunidade israelita e presidente do Instituto Cultural Brasil-Israel.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 27/03/15 8:58:35 PM

O futebol fora das chamadas quatro linhas. Sobre a vitória do Brasil diante da França, “em pleno” Stade de France, com se ressaltaria antigamente, professor Afronsius declarou ter gostado duplamente:

– Pela vitória, o time não se abalou ao tomar um gol logo de cara, e, principalmente, pelo Firmino.

– De fato, o meia-atacante alagoano, 22 anos, vem comendo a bola na Alemanha com a camisa 10 do Hoffenheim.

– Não por isso, mas por contarmos com um Firmino na seleção. Firmino, um nome tão singelo. Firmino.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, concordou. E foi além:

– Agora só falta um Laudelino…

Mudando de cenário, o Campeonato Paranaense e a situação do Atleticon. Beronha está muito satisfeito com a situação periclitante do Rubro-Negro.

– Poderemos, enfim, comemorar um título. Campeão do TM.

– TM?

– Torneio da Morte, ué…

Bola pro mato, sentenciou Natureza Morta, encerrando o bate-papo. Até porque Firmino lembrou o Fidélis, aquele mesmo. Lateral direito do Vasco, da seleção na Copa de 66. José Maria Fidélis dos Santos, simplesmente o Fidélis, até porque também conhecido como Touro Sentado, mas essa já é outra história.

ENQUANTO ISSO...

Enviado por babbocamargo, 26/03/15 8:07:02 PM

A dica de leitura é do professor Sergio Ahrens, engenheiro florestal, bacharel em direito, pesquisador em Planejamento da Produção e Manejo Florestal da Embrapa Florestas, Colombo/PR.

Com um adendo: a nota saiu publicada há quatro anos, “mas a ética do seu conteúdo continua atual”.

– Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho de 2011, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Anistia para desmatadores

– Dentre os que arrecadaram verba em empresas do segmento ruralista, apenas um não conseguiu se reeleger. Em julho, quando o projeto foi submetido à análise desta comissão, o novo código foi aprovado por 13 votos a 5. Ambientalistas criticam a reforma por tornar o Código Florestal menos rígido e abrir brechas para anistiar desmatadores.

– Pelo lado da bancada ambientalista, um dos cinco que votaram contra o novo código também custeou parte da campanha com verba doada pelas mesmas empresas. No entanto, o valor foi bem inferior ao dos outros colegas.

Gado em áreas desmatadas

– O verde Sarney Filho (PV-MA), por exemplo, declarou ter utilizado R$ 30 mil transferidos por uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

Durma-se com um barulho desses. O professor Ahrens é um dos que não dormem. É o tal negócio, ou mau negócio: raposa cuidando do galinheiro ou vampiro gerenciando o banco de sangue.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 25/03/15 8:04:01 PM

Como dizem, ou se dizia antigamente, uma coisa puxa a outra.  Em 1984, com o filme Paris, Texas, de Wim Wenders, muita gente descobriu que existe de fato uma Paris texana. Fica no condado de Lamar, Estado do Texas, por supuesto.

Agora, na terça-feira, por conta do beisebol e do Flávio Stege Júnior, o underdog do Luzitano com Z, há quem tenha descoberto outra cidade cujo nome também causa surpresa – e sem trocadilho: Surprise.

A simpática Surprise fica no Arizona, condado de Maricopa. Durante a transmissão de Angels x Rangers, pela pré-temporada do beisebol norte-americano, volta e meia, ao fundo, aparecia uma plaqueta:

Welcome to Surprise.

O inevitável: quem nasce em Surprise é o quê?

– Deve ser Kinder Ovo… – foi a melhor resposta, e veio do underdog.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 24/03/15 7:48:57 PM

A pedido de um amigo interessado em cinema, professor Afronsius voltou ao texto de Amir Labaki sobre o mestre do suspense. Para entender o “continente submerso da obra” de Alfred Hitchcock, pinçou breves trechos da Ilustrada, Folha de S. Paulo, agosto de 1999:

– Talvez em nenhum outro recorte da obra hitchcockiana os refexos da culpa católica e do rigoroso moralismo vitoriano sejam tão evidentes, mesmo quando distorcidos pelas lentes da ironia.

– Crítica: um crítico pergunta se o diretor leu o artigo em que arrasa seu último filme. Resposta: “Li, sim. Fui chorando depositar o cheque no banco”.

-Em cada uma de nossas histórias, tentamos apresentar uma lição que frise uma moral, como nossas mães faziam.

Uma admiração (mútua) : Luís Buñuel.

– Em Hitchcock, com frequência, os homens sabem demais ou de menos; o saber justo é o das mulheres.

– Todo efeito existe para desaparecer no filme, para melhor expressar a realidade. O que se vê no set pode ser falso; o que se vê na tela tem de parecer real.

– Espelho: o espectador é um voyeur. James Stewart, em Janela Indiscreta, ocupa o lugar do espectador, não só pelo voyeurismo como pela imobilidade (está preso à poltrona, com as pernas quebradas). O filme reflete a um tempo sobre o ato de filmar, de ver um filme e sobre o cinema propriamente dito.

– Humor: britânico. Ora irônico, ora cínico, sempre distante. Componente essencial de seus filmes.

Beronha, para encerrar:

– Não tem uma matinada aí com desenhos do Tom & Jerry?

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 23/03/15 7:08:09 PM

Banho de bola. Beronha não se referia aos 7 a zero do Atleticon sobre o Nacional (não o de Montevidéu, por supuesto, e sim de Rolândia), mas ao clássico Flamengo x Vasco, que terminou com a vitória vascaína por 2 a 1.

O temporal que se abateu sobre o Maracanã, na metade do primeiro tempo, obrigou a arbitragem a suspender o jogo por 50 minutos. O clima era tão tenso que quatro jogadores receberam cartão vermelho e 12 foram advertidos com o cartão amarelo.

Diante da TV, no Bar VIP da Vila Piroquinha, teve gente que, espantada com o aguaceiro, quis saber:

– A partida é no Rio ou debaixo das Cataratas do Iguaçu?

A chuva atingiu 21,8 milímetros em 15 minutos. O índice pluviométrico, como se sabe, refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local e em determinado período. O índice é calculado em milímetros.

De qualquer modo, foi um domingo futebolístico com recordes. Lá e aqui, na Baixada.

ENQUANTO ISSO…

 

Enviado por babbocamargo, 22/03/15 7:56:59 PM

Coincidência. Depois de ler um texto sobre Alfred Hitchcock e suas aparições nos próprios filmes, professor Afronsius topou com Sabotador (Saboteur), produção de 1942. Foi na TV Futura, sábado, altas horas da noite, no Cine Conhecimento. “Uma história de gato e rato ambientada em Londres.”

Por conta do Cine Conhecimento: “Casado e dono de uma sala de cinema, Anton Verloc está envolvido com uma gangue de sabotadores internacionais para tentar assustar a população da cidade de Londres. Um grande golpe está sendo tramado: uma explosão que mataria muitas pessoas. Ted Spencer, um agente da Scotland Yard, está em seu encalço, trabalhando disfarçado, e acaba entrando na vida da sua família através (sic) da amizade que faz com a esposa e o sobrinho de Anton. Sabotagem já revela o talento de Hitchcock para a composição de ambientes e construção de personagens. O que mais chama atenção, no entanto, é o clímax criado a partir de situações extremas e níveis de tensão praticamente insuportáveis: os ponteiros do relógio da bomba marcando os segundos, a corrida contra o tempo e o suspense entre a vida e morte. Uma lição de como se fazer um bom cinema dada pelo mestre, antes mesmo que ele fosse considerado o mestre”.

Professor Afronsius com a palavra:

– E lá estava ele, o mestre do suspense. Aparece nas proximidades de uma banca, com roupa de cowboy e um bigodão. Trazia na mão uma carta.

O filme, por supuesto, é mais do que muito bom.

– Aguarda-se a reapresentação de outros clássicos.

ENQUANTO ISSO…

Enviado por babbocamargo, 21/03/15 7:11:52 PM

Museu do Louvre, Paris, por supuesto, diante de uma tela de 1830 (A Liberdade Guiando o Povo), um turista não resiste:

– É ele! Tal qual o velho Hitch.

De fato, e com a devida distância, o autor da obra, Eugène Delacroix, belo e formoso, aparece de cartola empunhando um fuzil. Não só ele costumava pintar a si mesmo, fazendo uma ponta no painel.

Mas, como marca registrada mesmo, Alfred Hitchcock é quem fez história. E tudo começou por falta de um simples figurante.

A primeira aparição

Uma matéria assinada por Amir Labaki, na Ilustrada (Folha de S.Paulo, 13 de agosto de 1999), lembra que Alfred Hitchcock “era um mestre e um brincalhão; entre os seus jogos favoritos estavam aparições-surpresa que fazia nos próprios filmes, numa descarada autocitação de sua gorda silhueta, desde The Lodger (O Inquilino), de 1926, o terceiro que dirigiu, ainda na era do mudo”.

O até então ilustre desconhecido aparece de costa para o público, sentado na redação de um jornal. A segunda: no meio de curiosos que acompanham a prisão do suposto culpado de um crime, interpretado por Ivo Novello.

Também na telinha

Hitch também levou para a TV “a genial sacada publicitária de assinar cada obra com sua presença em carne e osso. Em vez das breves aparições de seus filmes, o cineasta apresentava e encerrava, sempre com texto hilariantes, cada um dos episódios de suas telesséries, dirigidos ou não por ele”.

Mais: Alfred Hitchcock dirigiu nada menos do que 20 telefilmes, 17 de curta metragem (25 min) e três de média (50 min). “O preconceito contra o meio, contra Hitch e, posteriormente, certa dificuldade de acesso ao pacote inteiro condenou ao esquecimento a arte de seus telefilmes.”

Com Hitch, a primazia era do suspense sobre a surpresa. “O tamanho da tela jamais limitou a dimensão de seu talento”, conclui o crítico Amir Lavaki.

ENQUANTO ISSO…

 

 

Enviado por babbocamargo, 20/03/15 6:36:19 PM

“O almoço de domingo de Páscoa vai pesar no bolso dos consumidor”, bradou a BBII – Briosa, Brava e Indormida Imprensa. E, ainda segundo o noticiário, em relação ao ano passado custará, em média, 25,03% a mais, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Beronha quis saber quando será a Páscoa.

– Dia 5 de abril.

Depois, se o tal almoço do domingo de Páscoa é todo ele à base de chocolate.

– Lá em casa é feijão com farinha e, quando muito, meia barra de chocolate. O tal coelhinho, se aparecer, corre o sério risco de ir parar na panela.

ENQUANTO ISSO…

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