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Enviado por babbocamargo, 24/04/14 7:58:22 PM

Falar do trânsito caótico de Curitiba é chover no molhado. O motorista hoje só utiliza o pé para acionar o freio. E, as mãos, para coçar a cabeça. Ou para baixar a janela e receber folhetos de propaganda dos panfleteiros. Haja paciência. E alguma criatividade.

Professor Afronsius, por exemplo, tem uma sugestão aos empregados recentemente contratados.

- Para impressionar o patrão, batendo ponto religiosamente às 8 da matina, o único jeito é dormir no serviço. Não esqueçam o despertador.

Já Natureza Morta, também sofrendo com o drama do trânsito parado (buzinaços a todo instante), ficou a imaginar: quem passar de avião em vôo rasante sobre a cidade deve achar que Curitiba resolveu inovar. Vista de cima, toda a cidade foi transformada num gigantesco estacionamento a céu aberto. Um EstaR de uso compulsório.

ENQUANTO ISSO…

25 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 23/04/14 8:04:13 PM

Embora possa parecer impossível, há um brasileiro que nunca jogou no bicho. E muito menos tem informações básicas sobre a contravenção. Trata-se do professor Afronsius, que só recentemente ficou sabendo, por informação de terceiros, que o bicho tem (também) livre circulação na internet. Basta o cabôco acessar um www da vida e dispõe de uma banca para ficar sabendo, além do resultado (incluindo o das loterias oficiais), como interpretar sonhos e até o horóscopo para fazer a sua fezinha. Além de contar com dicas, palpites e estatísticas.

- A única coisa que sei é que essa bolsa ilegal de apostas em números que representam animais foi inventada em 1892. Pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador do Zoológico do Rio de Janeiro, na Vila Isabel.

Faltou a tal sorte de principiante

Natureza Morta não fica muito atrás. Arriscou apenas uma vez:

- A pedido, ou melhor, por ordem da sogra. Ela sonhou com cavalo. Aí, Beronha deu uma mãozinha. Contou que cavalo é 41-42-43-44. E se encarregou da fazer o jogo.

- Hoje é pela federal, comemorou.

Horas depois, retornou. Desolado.

- Nada. Não deu cavalo. Deu 09-10-11 e 12.

- 09-10-11-12?

- Isso mesmo. Burro.

Um bicho orelhudo

Ainda sobre o jogo, ou melhor, contravenção. Um conhecido de Beronha, o Zé do Mercado, vive faturando no bicho, posto que joga todo dia. E mais de uma aposta. Dias atrás, num estalo, um palpite. Coelho seco. Mas, devido a um contratempo, não fez a aposta. Não deu outra: na extração das 14 horas, diurna, 6538 na cabeça. Coelho. Lei de Murphy.

Coincidência ou não, ao parar no Bar VIP da Vila Piroquinha viu a placa de um carro, estacionado quase na frente: 6538. De novo o bendito coelho.

- Me senti um outro bicho orelhudo. Burro.

ENQUANTO ISSO…

24 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 22/04/14 9:48:18 PM

Nesta quarta-feira, às 10 horas, Natureza Morta pretende, com todo respeito, amarrar o pingo na frente da Câmara Municipal. Apear e participar da sessão solene de promulgação da Carta Tropeira de Curitiba. A Carta será entregue como documento oficial à ONG NATA – Projeto Tropeiro Brasil, a instituições oficiais e privadas, educacionais, culturais e setores afins.

No dia 10, em reunião pública, a Câmara reconheceu e validou o tropeirismo como “fenômeno social, educacional, cultural e econômico, fundamental dentro da história do município”. Foi instituído o Dia da Memória Tropeira de Curitiba, a ser comemorado no dia 19 de setembro.

O que seríamos sem os tropeiros?

A importância é identificada não só na formação e desenvolvimento da cidade e do próprio estado do Paraná, mas também “nos hábitos e costumes da sociedade, na integração nacional e no enriquecimento histórico, cultural e econômico do Brasil”.

A contribuição histórica do tropeirismo vai da sustentabilidade ao manejo ambiental e a valores sociais dos saberes e fazeres, sobretudo na gastronomia, arte, medicina, ofícios, religiosidade e na botânica, difundidos pelo movimento tropeiro a partir do século XVIII.

Próximos passos

Como o avanço do tropeirismo exige mais coisas, com a palavra Carlos Roberto Solera, presidente do Núcleo de Amigos da Terra e Água – NATA, e Eleni Cássia Vieira, diretora técnica do Núcleo. Abre e fecha aspas:

- Pretende-se criar uma Frente Parlamentar Municipal em Apoio e Valorização do tropeirismo, entre outras medidas, como a formação de um grupo de acompanhamento de orientação a editais para o segmento do tropeirismo; transformação do Parque dos Tropeiros de Curitiba em Centro de Difusão Cultural Estudos, Pesquisas e Capacitação Profissional; apoio para realização de eventos ligados às atividades do tropeirismo, tais como, cavalgadas, tropeadas, desfiles, festivais culturais e esportivos, encontros, congressos, exposições, etc.; apoio à elaboração de livros, cartilhas e produtos audiovisuais e musicais, relacionados à temática; apoiar a realização de amplo inventário municipal sobre o tropeirismo; apoio para que o tema tropeirismo seja considerado conteúdo nas matérias de História, Geografia e correlatas, na grade de educação básica municipal, conforme determina a Lei 13.381/01; digitalização dos documentos, atas e boletins históricos da Biblioteca da Câmara Municipal e outras instituições, com intuito de promover a preservação da memória escrita e impressa; apoiar à efetivação das Leis 10639/03 e 11645/08, que tratam da valorização das contribuições africanas, afro-brasileiras e indígenas na formação de nossa sociedade, e, em especial, no tropeirismo; elaboração do arquétipo paranaense do homem tropeiro; incentivo à cultura tropeira nas festas culturais da cidade; reconhecer nos documentos oficiais, o nome do tropeiro Paula Gomes como Francisco Paula e Silva Gomes, a fim de evitar equívocos sobre sua história e importância como personagem do tropeirismo paranaense; apoio à formatação de roteiros turísticos culturais em Curitiba e região metropolitana, relacionados à cultura do tropeirismo.

Patrimônio cultural da humanidade

Mais ainda: apoio à titulação do Homem Tropeiro brasileiro como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo IPHAN, por intermédio do Projeto Tropeiro Brasil; e para obtenção da Declaratória ao Homem Tropeiro brasileiro como Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco.

Não é pouco, mas o tropeiro merece.

ENQUANTO ISSO…

23 abril (1)

 

Enviado por babbocamargo, 21/04/14 9:26:51 PM

Volta do feriadão. Nada fácil. Haja desculpa para dar o cano no serviço no dia seguinte. O carretel de mentiras é imenso. Vai do congestionamento na estrada a carro quebrado. E até topada durante uma caminhada no Parque Barigui.

- Estou com o dedão inchado. Tão inchado que não posso descer a escada ou dirigir.

Coisas de americano

O golpe do xaxixo não ocorre apenas por nossas bandas. Professor Afronsius confirmou isso ao ler matéria do iG, sobre uma pesquisa divulgada pelo site de carreiras CareerBuilder. Empregadores dos EUA revelaram que, em alguns casos, valem desculpas as mais esfarrapadas para conseguir uma folga. Entre as justificativas estão dentes que voam pela janela, paredes e janelas grudadas (como sair de casa?), abstinência de cigarrro (irritadiço, o cabôco pode agredir um colega de escritório) e indecisão quanto à roupa para ir ao batente.

Mais: a pesquisa mostrou que cerca de 30% dos trabalhadores mentiram que estavam doentes para faltar ao trabalho. Por outro lado, outros 30% disseram que vão trabalhar doentes para poder faltar quando estão se sentindo bem e, assim, poder mentir que estão doentes.

Ao saber de tudo disso, Beronha, nosso anti-herói de plantão, não deixou por menos:

- Como o papai aqui não é dado a mentiras, sou simplesmente um desempregado. Não tenho emprego porque nunca procurei um.

ENQUANTO ISSO…

22 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 20/04/14 9:11:02 PM

Depois de constatar que existe mesmo a Rua Presidente Beaurepaire Rohan (fica no Cristo Rei), e quem foi a ilustre figura, nosso amigo taxista voltou a encarar outro desafio.

- Bom dia! – tom autoritário.

- Bom dia – sem exclamação, mas em tom cordato.

- Toca pra Rua Marechal Mazza!

- Hein? O Luiz Geraldo foi promovido a marechal?

- Não, Rua Marechal Octávio Saldanha Mazza. Capão Raso.

Feita a corrida, tratou de se informar.

Quem foi

Octávio Saldanha Mazza (Guarapuava, 9 de junho de 1892 – Rio de Janeiro, 17 de maio de 1959), filho de Antônio Catão Mazza e de Henriqueta Saldanha Mazza, iniciou sua vida militar em 1903, ao ingressar no Colégio Militar. Depois, fez a Escola de Guerra. Comandou a fortaleza da Barra de Paranaguá, o 5.º Grupo de Artilharia Montada em Itararé, a Escola de Educação Física do Exército, no Rio, e o 4º Regimento de Artilharia Montada – Regimento Deodoro, em Itu. Foi ainda o primeiro comandante e o responsável pela implementação da Escola Preparatória de São Paulo.

Já oficial-general, comandou o Destacamento de Natal, a Artilharia Divisionária/1, no Rio, e ocupou o posto de diretor-geral de Material Bélico e de Administração. De sua ficha constam ainda o comando da Zona Militar do Sul, a chefia do Estado-Maior do Exército e o cargo de ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. No dia 11 de novembro de 1958, galgou ao posto de marechal.

A Alma das Ruas

Além do livro Alma das Ruas, da professora Maria Nicolas (1899/1988), nosso taxista vai comprar um GPS. Com urgência. Por conta do que ficou sabendo ao ler a Gazeta do Povo de 24 de setembro de 2010.

Sobre Maria Nicolas, por exemplo, o jornalista José Carlos Fernandes, em um de seus sempre belos trabalhos, referiu-se ao livro como “bíblia municipal”, uma “espécie de dicionário biográfico, perfilando com bico de pena os patronos de nossas principais vias e avenidas”.

Michaelis de província

Ainda do texto do Zeca:

- Imagino que a professorinha pensou o livro como um Michaelis de província.

Dentro da jardineira, ao cruzar a Rocha Pombo ou a Mateus Leme, os passageiros o folheariam, com o peito em chama, ufanando-se da terra em que nasceram. Cá nos meus delírios, imagino a nova edição em versão multiplataforma: um audiolivro acoplado ao GPS dos carros. O automóvel seguiria seu destino e a maquininha explicaria, em maviosa voz sintética, não só onde virar, mas também a identidade das almas presas aos postes.

ENQUANTO ISSO…

21 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 19/04/14 7:57:08 PM

O assunto ganha destaque com a chegada do verão. Mas, às vésperas de um feriadão, também dá o que falar. A ponte de Guaratuba. Sobre a viabilidade técnica, ambiental e financeira da obra, a Revista do CREA-PR, edição de janeiro/fevereiro, aborda a questão. Sob todos os ângulos e, por supuesto, com a devida profundidade. Sem intenção de trocadilho.

Diante de tantos coisas e comentários improcedentes, vale a pena ler o material publicado pela revista, edição 81, com coordenação e texto de apresentação de Ana Maria Ferrarini. Está no site da entidade.

Construir ou não construir? A questão se arrasta há 30 anos. Por ora, só há uma certeza: Guaratuba continua uma ilha.

Importante para todo o litoral

A revista “participa da discussão sobre as opções e viabilidade da ponte e a construção da BR-101, obras que, apesar de serem distintas, estão umbilicalmente ligadas. Questões relacionadas à logística de transporte são searas da Engenharia e a expertise do CREA-PR dá condições a seu Conselho de se tornar um fórum de debates dos problemas de infra-estrutura do Estado, visando a minimizar os gargalos que tantos prejuízos trazem à economia estadual. A construção da ponte de Guaratuba foi apontada como prioritária no Plano Estadual de Logística e Transporte para o Estado do Paraná (PELT) 2020, cuja elaboração contou com o apoio do Conselho. No PELT foram indicadas as soluções para a logística de transporte, servindo como ferramenta para o planejamento estratégico do Estado”.

Ponte com 3 “pilares” 

A ponte de Guaratuba é a solução? Com este título, a Gazeta do Povo publicou dia 10 de janeiro artigo do presidente do CREA-PR, engenheiro civil Joel Krüger. Alguns trechos:

- A viabilidade da construção da ponte precisa ser analisada em três pilares fundamentais: técnico, ambiental e financeiro. Do ponto de vista técnico, não há dúvidas da viabilidade da construção da obra. Afinal, nossa engenharia já construiu obras significativas, como a Ponte Rio-Niterói ou a Ponte Estaiada em São Paulo.

- Em relação às questões ambientais envolvidas, a solução dos problemas requer uma ampla discussão.

À espera de BR-101

- A grande equação é a engenharia financeira necessária para a construção da ponte. Sabemos que o governo do estado não dispõe dos recursos necessários para um investimento desse porte. Além disso, devemos considerar que a obra não pode ser entendida somente como a construção de uma ponte no local onde hoje operam as balsas, mas sim a formação de um corredor viário para a construção da BR-101 no Paraná, no trecho que vai de Garuva à Variante do Alpino (BR-116). Essa intervenção inclusive foi descrita no Plano Estadual de Logística e Transporte do Paraná (PELT), publicação lançada pelo CREA-PR em 2010 que identificou os principais gargalos que impedem a aceleração do desenvolvimento paranaense.

Longe da praça central

- A localização da ponte deverá ser precedida de um estudo de novas linhas viárias nas áreas urbanas em Matinhos e Guaratuba que sejam capazes de canalizar o tráfego de veículos sem provocar conflitos com o tráfego local urbano ou provocar degradações no tecido urbano. Ou seja, não podemos construir uma ponte desembocando na praça central de Guaratuba, na forma que hoje são efetuados os acessos às balsas.

- A construção da BR-101/PR, cujos traçados referenciais estão em fase final dos estudos técnicos, propiciará que o tráfego pesado do sentido SC-SP desvie a íngreme subida da Serra do Mar via BR-376, como também irá desafogar a travessia de Curitiba pelo Contorno Leste. Seguindo a nova rodovia, o tráfego contornará a Baía de Guaratuba, eliminando a necessidade da ponte para este fluxo, o que alteraria a característica da ponte, que passaria a ser turística e sazonal, o que poderia tornar o investimento economicamente inviável.

- Enfim, é importante que os setores envolvidos considerem as variantes e que apenas a construção da ponte não resolverá os problemas logísticos do Litoral do Paraná.

—-

Vale a pena ler a revista. Para discutir a questão com argumentos e ponderação. E não com o recorrente “eu acho”, “sei de ouvir dizer”. Ou o nosso conhecido chutômetro.

ENQUANTO ISSO…

20 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 18/04/14 7:58:16 PM

Lendo a edição deste mês da (sempre imperdível) Revista de História da Biblioteca Nacional, professor Afronsius e Natureza Morta encontraram na página 90 um artigo sobre a época em que “matar cachorros na rua era a política pública para evitar a raiva no Rio. E o governo ainda incentivava o método, digamos, mais barato”, como ressalta a autora do texto “A pauladas”, Rafaella Bettamio, da Fundação Biblioteca Nacional.

- Imagine hoje. Tempos de pet shop e desenfreada opção preferencial pelos cães, haveria uma convulsão social – arriscou comentar Natureza.

Assunto corriqueiro

Trecho: “Vinte e seis cães: 2.800 réis; paus para matança: 480 réis; vinte e oito cães: 2.800 réis. As despesas foram apresentadas à Câmara Municipal da Corte em 20 de maio de 1851. Longe de espantar alguém, os itens dessa prestação de contas eram assunto corriqueiro para o poder público. A matança de cães à paulada já foi prática comum e institucionalizada no Rio de Janeiro”.

“Encarados como uma ameaça de proliferação da raiva, os cães que fossem flagrados na rua poderiam ser surpreendidos pela carrocinha. Mesmo aqueles com donos e coleira. Não interessava à Câmara Municipal da Corte quais seriam os meios de extermínio, o importante era limpar esses animais do espaço público, de preferência barateando o serviço. Matar a paulada era talvez a solução mais barata possível. E, portanto, a mais atraente”.

Prestação de contas

O “Ofício remetendo a conta das despesas feitas com a matança de cães, na freguesia do Sacramento, foi encaminhado por Bernardino José de Souza, então fiscal das freguesias da Glória e do Sacramento, região que abrangia grande parte do atual centro da cidade do Rio de Janeiro. Pertencente ao Fundo Câmara Municipal da Corte, este documento pode ser consultado na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional”.

Fechando o texto, Rafaella Bettamio ressalta que o crescimento dos movimentos em defesa dos animais até os dias de hoje demonstra que, “embora a espécie humana não prime pela humildade, às vezes acaba se curvando ao conhecimento e ao bom senso. A convivência com os animais, quem diria, nos ensina a ser menos bárbaros”.

ENQUANTO ISSO…

19 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 17/04/14 8:44:19 PM

O governo do Estado acaba de lançar o programa Nota Fiscal Paranaense. Para estimular o consumidor a exigir nota fiscal. Uma espécie de delação premiada? Haverá prêmios que chegam a R$ 100 mil por trimestre e R$ 10 mil por semana.

Ao ler a notícia, professor Afronsius deixou de cofiar o bigode para cruzar os dedos, fazendo figa. É que lhe veio à lembrança a campanha Seu talão vale um milhão – e, por supuesto, a guerra do pente.

A tal nota fiscal e o pente

Foi no dia 8 de dezembro de 1959, quando da venda – ou da compra – de um pente, numa lojinha da Praça Tiradentes. O consumidor pediu a nota fiscal. Diante da negativa do comerciante, exigiu a nota. Outra negativa. Acabaram indo, como dizia e acentuava o noticiário policial da época, às vias de fato. E que fato, sem falar das vias.

Beronha quis saber se era pente Flamengo. Foi olimpicamente ignorado.

Voltando à briga. Ela foi aumentando e Curitiba parou. Inclusive por conta de quem usava peruca. A ordem só foi restabelecida, dois dias (e noites) depois, com a intervenção do Exército. Intervenção, no caso, legal, sem violentar a Constituição Federal, posto que solicitada pelas autoridades policiais, já que a Polícia Civil e a PM não conseguiam resolver a parada.

Uma febre nacional

Mas, voltando à campanha Seu talão vale um milhão, há um excelente artigo da Revista de História da Biblioteca Nacional, edição de 2 de maio de 2011, de autoria do professor Elson Oliveira Souza, pesquisador do Projeto Pró-História Institucional da PUCPR e autor do livro A CEU Ontem e Hoje (Protexto, 2009), que abre o leque quanto ao episódio.

Breves trechos:

- A campanha do talão “virou uma febre nacional a partir do final dos anos 1950 e chegou a inspirar uma marchinha de Carnaval no ano seguinte. O objetivo do governo de Juscelino Kubitschek (1902-1976) era incentivar o consumidor a pedir a nota fiscal sempre que fizesse uma compra. Cada três mil cruzeiros em notas poderiam ser trocados por um cupom que daria ao cidadão o direito de participar do sorteio de um milhão de cruzeiros. Mas o que aconteceu em Curitiba ultrapassou todas as expectativas. Quem poderia imaginar que, por conta da promoção, a simples venda de um pente daria início a um embate que teria consequências catastróficas para a cidade?”

Ainda transcrevendo o texto do professor Elson:

- Quando o governador do estado, Moysés Lupion (1908-1991), resolveu promover a campanha no Paraná, não imaginava até que ponto certo consumidor estava disposto a lutar pelos seus direitos em um estabelecimento conhecido como Bazar Centenário. Ali, após lhe terem negado a nota fiscal pela compra de um pente, o subtenente da Polícia Militar Antônio Haroldo Tavares, indignado, insultou com palavrões de baixo calão o comerciante que o havia atendido, dando início a uma séria discussão.

Pois é, espera-se que os tempos tenham mudado.

Ou seja, que o pente  de ontem não tenha virado Smartphone e, a nota fiscal, cupom eletrônico.

ENQUANTO ISSO…

18 abril (1)

 

Enviado por babbocamargo, 16/04/14 9:22:14 PM

Ponto de táxi. O cabôco chega, abre a porta, dá boa tarde e meio que ordena:

- Toca pro Cristo Rei.

- Qual rua?

- Presidente Beaurepaire Rohan.

- Hein? O senhor deve estar brincando…

Não estava. Existe mesmo uma rua com esse nome pouco familiar. Além de difícil de pronunciar, dá nó na língua, chama a atenção mesmo quando surge em letras de fôrma.

Vai daí que a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, foi acionada e saiu à cata de Beaurepaire. Foi vice-presidente da Província do Paraná, de 27 de julho de 1855 a 1 de março de 1856.

Como chegou lá: Henrique Pedro Carlos de Beaurepaire Rohan, membro da nobreza, foi militar e político. Acabou no Partido Liberal. Filho de Jaques Antônio Marcos de Beaurepaire, conde de Beaurepaire, e da anglo-portuguesa Maria Margarida Skeis de Rohan, filha de cônsul inglês que serviu no Rio de Janeiro. O pai, marechal de campo do exército francês, estava na mira de Napoleão Bonaparte. Buscou refúgio em Portugal e, pelos “relevantes serviços prestados à Coroa Portuguesa”, acabou fazendo parte do grupo que acompanhou D. João VI quando da vinda da Corte para o Brasil.

De província em província

Além de ser brindado com a Província do Paraná, foi presidente das Províncias do Pará, de maio de 1856 a outubro de 1857, e da Paraíba, nomeado por carta imperial. Em 1864, chegou a ministro da Guerra. Formado em física e matemática, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.

Títulos e mais títulos

Com as “honras de grandeza”, por decreto de 13 de junho de 1888 recebeu o título de Gentil-Homem da Imperial Câmara, além da Grã-Cruz da Imperial Ordem de Avis e de dignitário da Imperial Ordem da Rosa e comendador da Imperial Ordem de Cristo.

Escreveu a Corografia da Província da Paraíba do Norte, publicada na Revista do Instituto Histórico da Paraíba, em 1911.

- Corografia? E ainda tem mais essa? Cacildis! Do que se trata? – trucou Beronha.

Aí, até o professor Afronsius recorreu ao dicionário:

- Corografia, s. fem. Estudo ou descrição geográfica de um país, região, província ou município, as suas características mais notáveis.

- Pombas, o cabôco era importante mesmo…

Em tempo, para quem não reside na região: a Rua Presidente Beaurepaire Rohan fica, singelamente, entre a Tocantins e a Prefeito Ângelo Lopes.

ENQUANTO ISSO…

17 abril (1)

Enviado por babbocamargo, 15/04/14 9:14:44 PM

Já que congestionamento virou mais do que rotina no trânsito de Curitiba, onde a única possível corrida é contra o tempo, tempo para aprontar tudo para a Copa, havia quem, no compasso de espera, ficasse conferindo as placas de veículos. Chegou a ver AC – Rio Branco, que vem a ser a capital do Acre, e PB – Cabedelo. Nada contra, muito pelo contrário, todo mundo é bem-vindo. Com ou sem Copa.

Agora, curte os adesivos em automóveis.

Juntos – engarrafados no trânsito tornou-se o mais comum.

Há outros que merecem registro, conforme Natureza Morta, que, em matéria de passatempo, saltou das palavras cruzadas e charadas para a leitura dos recados acoplados na traseira dos carros.

Alguns:

- Go fishing.

Beronha, nosso anti-herói de plantão, não entendeu, mas disse preferir aquele outro, Stressado? – vá pescar.

Voltando à breve lista de Natureza:

- Vende-se eça coiza. 500 pila.

- Não sou sanfoneiro, mas toco a noite toda.

- Tua buzina não me helicopteriza!

- A pior sexta-feira ainda é melhor do que a melhor segunda-feira.

- Amor de mulher é REAL.

- Duas palavras que abrem muitas portas: puxe e empurre.

Mas o recado que não entendeu foi um, sem texto, que se limitava a desenhos de uma família, mãos dadas: o homem, a mulher, duas crianças e um cachorro.

- Só que rasparam a primeira figura, a do maridão. Só ficaram visíveis o cocuruto e os pés. O que será que aconteceu?

- O maridão teve ter levado um pontapé no traseiro. Ou era um recado, algo preventivo – arriscou professor Afronsiu, voltando às palavras cruzadas.

ENQUANTO ISSO…

16 abril (2)

 

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