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Enviado por babbocamargo, 24/10/14 9:14:30 PM

Criada para “manter a paz e promover a cooperação internacional na solução dos problemas econômicos, sociais e humanitários”, a Organização das Nações Unidas completou nesta semana 69 anos.

Ao ler a notícia na Agência Brasil, professor Afronsius ficou sabendo que o termo Nações Unidas foi usado pela primeira vez no dia 1º de janeiro de 1942, por Winston Churchill e Franklin Roosevelt, quando 26 governos assinaram em Washington a Carta do Atlântico. Nela, se comprometendo a continuar o esforço de guerra contra os países do Eixo – Alemanha, Japão e Itália.

Mas, oficialmente, a ONU só passou a existir em outubro de 1945, após a ratificação da Carta pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Ou seja, Reino Unido, Estados Unidos, União Soviética, França, República da China e pelos outros 46 países signatários, entre eles o Brasil. Aliás, o Brasil continua pleiteando sua inclusão no Conselho de Segurança como membro permanente.

Vendo como o mundo anda hoje, há quem pergunte:

- Deu certo?

Professor Afronsius tem lá suas dúvidas, mas está convencido que, ruim com ela, muito pior seria sem ela.

Afinal, entre dezenas de unidades, tem as Forças de Paz (os Capacetes Azuis), o Tribunal Internacional de Justiça, a Unesco, a Unicef e algumas outras, de eficiência comprovada.

ENQUANTO ISSO…

25 outubro(1)

Enviado por babbocamargo, 23/10/14 8:08:23 PM

Coisas da política. Em qualquer lugar do mundo. Nos EUA, o presidente Barack Obama, com a popularidade em queda (tão em baixa quanto Bush Jr.), já está sendo chamado de pato manco.

Como explica Eduardo Graça, em matéria da revista Carta Capital, pato manco é um  tradicional carimbo do repertório político norte-americano.

Pato manco – não confundir nunca com Pato Branco, muito pelo contrário – significa que, mal das pernas, está capengando. Não vai longe.

Já por nossas bandas, a campanha eleitoral brindou um certo candidato com outra imagem, igualmente arrasadora:

- Ele é tão inútil como cinzeiro em motocicleta.

No mais, tanto lá como aqui, o importante é ir às urnas. Mas todo cuidado com patos e os cinzeiros em lugares não indicados.

ENQUANTO ISSO…

24 outubro(1)

 

 

 

Enviado por babbocamargo, 22/10/14 9:11:52 PM

Não foi a primeira vez, mas, mesmo assim…

Preparando-se para sair de casa, ao estender o braço para pegar o celular, em repouso sobre a escrivaninha, eis que pinta uma ligação. O trepidar característico e o toque do dito cujo dão um tremendo susto no professor Afronsius.

- Não é a primeira vez, mas quase morri do coração – contaria mais tarde.

Imediatamente veio-lhe à mente o filme Tempos Modernos (Modern Times), 1936, de Charles Chaplin, no qual Carlitos luta para sobreviver ao ser literalmente engolido pelas engrenagens do admirável mundo novo.

E lembrou também de O Velho e o Novo (Staroye i Novoye), 1929, de Sergei Eisenstein e Grigori Aleksandrov. O Velho e o Novo, ou, como preferem outros, A Linha Geral.

Pouco tempo depois, já caminho do trabalho, caiu-lhe como uma luva uma frase da economista Maria Conceição Tavares, embora citada em outro contexto:

- Eu sou uma adolescente do século XX e me identifico com ele, a favor do que era bom, e contra o que era ruim.

ENQUANTO ISSO…

23 outubro(1)

 

Enviado por babbocamargo, 21/10/14 8:25:13 PM

- Como sempre, uma publicação altamente recomendável!

Assim, tonitruante e exibindo um exemplar da edição de outubro da Revista de História da Biblioteca Nacional, professor Afronsius chegou todo empolgado para o dedo de prosa com Natureza Morta e Beronha.

- A revista traz textos muito especiais sobre a história do voto no Brasil. Entre elas, uma discussão sobre um tema recorrente, o voto obrigatório. Ou, melhor dizendo, o comparecimento obrigatório às urnas. Tal obrigatoriedade abrange toda a população entre 18 e 70 anos, com exceção dos analfabetos.

E seguimos para o outro lado do título de eleitor, por conta da pesquisadora Nashla Dahás, do professor João Feres Júnior, do pesquisador Fábio Kerche, de Júlia Stadler, autora da dissertação The brazilian electoral process and the reforma politica: the role of informal institutions (Universidade de Tübingen, Alemanha, 2008), de Tomás Coelho Garcia, e do professor Jorge Chaloub, da Fundação Getúlio Vargas, autor da dissertação Ruptura e permanência: as tendências autoritárias do udenismo. É ele que assina o Dossiê Getúlio, destacando que “legados de Getúlio ainda permeiam a política brasileira”. Com direito a foto de capa do doutor Getúlio, o Gegê das ruas, caneta na mão direita, sobre um documento, e charuto fumegante na boca.

E, na rubrica Fórum, Francisco Weffort, Daniel Aarão Reis e Ricardo Bielschovsky abordam o legado de Vargas e o que restou do ex-presidente.

O leitor mergulha, então, no código eleitoral de 1965. Baixado pela ditadura civil militar de 1964, fixou como obrigatório o comparecimento às urnas, que passou batido. Não entrou em discussão após a redemocratização do país.

Prós e contras.

Um pró. Ao “mobilizar as massas em torno do processo eleitoral, o voto obrigatório contribui para que os políticos levem em conta todos os segmentos sociais”.

Mas o voto obrigatório “é pouco presente no mundo e seus supostos benefícios não são comprovados”.

Beronha, que a tudo ouvia, lá pela página 57 pediu a palavra:

- Data venia, o que me preocupa mesmo é a tal furibunda (sic) lei seca, porque o voto biométrico desce redondinho…

ENQUANTO ISSO…

22 outubro(1)

 

Enviado por babbocamargo, 20/10/14 10:07:29 PM

Aproveitando esses dias mais do que chuvosos em Curitiba, professor Afronsius tentou reordenar a sua biblioteca. E, coincidência ou não, topou com a edição de janeiro do ano passado da Revista de História da Biblioteca Nacional. Como os demais números, cheia de trechos sublinhados e anotações à margem.

- Certas informações a gente não pode deixar escapulir…

E lá estava a nota Animal político, na seção Almanaque, já sob a batuta de Rodrigo Elias.

Fez questão de reler e, depois, repassar para Natureza Morta e Beronha.

- No Brasil, obra pública é, em geral, sinônimo de dividendos políticos. Não importa a obra, ou se o regime é ou não democrático. Manoel Ribas, que governou o Paraná entre 1935 e 1937, sabia muito bem disso e não mediu esforços para festejar certa realização perante seus governados. Diante da falta de ruminantes durante a inauguração de um bebedouro de animais, encheu um copo com água, bebeu e declarou: “Está inaugurado o bebedouro de animais.”

O registro foi retirado do livro Do bestial ao genial, de Paulo e André Buchsbaum.

Mereceu uma correção, feita a caneta pelo professor Afronsius:

- É que saiu Manuel Ribas, quando o de registro é Manoel.

Sobre o interventor

Sobre Manoel Ribas, acrescentou que ele nasceu em Ponta Grossa, no dia 8 de março de 1873. Filho do comendador Augusto Lustoza de Andrade Ribas e Pureza Maria da Conceição Branco Carvalho. Foi prefeito de Santa Maria, Rio Grande do Sul, e, em 1932, escolhido por Getúlio Vargas para ser interventor no Paraná. Governador nomeado, bateu um recorde: exerceu o cargo por mais tempo no Estado, 13 anos. Ganhou fama de restaurador das finanças do Paraná e construiu estradas ligando quase todo o Estado, além de escolas e colégios em Curitiba, no Litoral e na Região dos Campos Gerais. Deixou o poder em 1945, quando Getúlio foi deposto. Morreu no ano seguinte, em Curitiba.

ENQUANTO ISSO…

21 outubro(1)

 

 

Enviado por babbocamargo, 19/10/14 7:23:53 PM

Depois de ouvir pela enésima vez Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, de Aldir Blanc e João Bosco, professor Afronsius virou o bolachão no prato da radiola e não resistiu: preparou um uísque com guaraná. Surpresa: no rótulo da garrafa pet, com destaque, uma promoção.

- Concorra a 1 casa por mês, 1 cozinha completa toda semana e 20 vales compra de R$ 400,00 todo dia. Envie o código da tampinha para…

No primeiro gole, pensou com seus botões de madrepérola como seria uma promoção desse tipo nas garrafas de cerveja e no caso de o prêmio principal ser um carro? Daria para conciliar o estímulo ao consumo com os conselhos “beba com moderação”, “se beber, não dirija”?

O único jeito, e até tornando ainda mais atraente o prêmio, seria acrescentar “um carro com motorista. Abstêmio”.

Aí, não resistiu. Encheu o copo e botou para rodar de novo Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, na voz de Elis Regina, por supuesto, e em alto volume:

Sentindo frio em minha alma/

Te convidei pra dançar/

A tua voz me acalmava/

São dois pra lá, dois pra cá/

Meu coração traiçoeiro/

Batia mais que o bongô/

Tremia mais que as maracás/

Descompassado de amor/

Minha cabeça rodando/

Rodava mais que os casais/

O teu perfume gardênia/

E não me perguntes mais/

A tua mão no pescoço/

As tuas costas macias/

Por quanto tempo rondaram/

As minhas noites vazias/

No dedo um falso brilhante/

Brincos iguais ao colar/

E a ponta de um torturante band-aid no calcanhar/

Eu hoje me embriagando/

De uísque com guaraná/

Ouvi tua voz murmurando/

São dois pra lá, dois pra cá

Dejaste abandonada la ilusión/

Que había en mi corazon por ti

ENQUANTO ISSO…

20 outubro(1)

 

Enviado por babbocamargo, 18/10/14 8:08:26 PM

Mal comparando, o noticiário sobre o completo abandono do antigo prédio da Polícia Civil, em Curitiba, remete a outros casos de incúria na preservação do patrimônio histórico. A Fordlândia, por exemplo, como revela Revista de História da Biblioteca Nacional, edição de setembro.

O texto de Antonio Marcos Duarte Jr, professor do IBMEC/RJ e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que leva o título E a selva venceu o capital, é rico em detalhes e ilustrado com fotos igualmente impressionantes. Como a de um grupo de trabalhadores (brasileiros) e a de casas típicas de uma pequena cidade norte-americana, com hidrantes vermelhos nas calçadas.

A ordem era “civilizar os brasileiros”

Henry Ford tinha 40 anos quando, com 11 sócios, fundou a Ford Motor Company, em 1903. Garantir a borracha natural era um desafio, conta o professor Duarte Jr, posto que o monopólio era dos britânicos. Para “incontida satisfação” dos governos federal e estadual, surgiu em outubro de 1927 a Companhia Ford Industrial do Brasil. Mas, na “audaciosa empreitada tropical”, Henry Ford fracassaria.

- Dois navios levaram tudo o que se imaginava necessário para a construção de uma cidade (na região do Rio Tapajós, Pará). Mas nenhum arquiteto, urbanista ou engenheiro sanitário.

- Na selva, 1934, os trabalhadores brasileiros eram tidos como preguiçosos pelos americanos e objetos de ação civilizatória do Departamento Sociológico.

- Em 1942, o chamado “mal das folhas”, provocado pelo fungo Microcylus ulei, reduziu à metade os seringais – em 1932, eram 4 mil hectares de seringueiras.

Os problemas se multiplicavam. Em 1945, quando assumiu o comando da Ford Motor Company, Henry Ford II decidiu vender a Fordlândia e a hoje cidade de Belterra.

- O governo brasileiro pagou US$ 250 mil pelas instalações, que, segundo os norte-americanos, valiam trinta vezes mais. A Fordlândia virou um distrito do município de Aveiro. Estima-se que a Ford tenha investido, em valores atuais, cerca de US$ 1 bilhão na aventura. Como retorno, conseguiu produzir e enviar aos EUA menos de mil toneladas de borracha natural.

Conclui o professor Duarte Jr.: deterioradas pela chuva e umidade e sofrendo repetidos furtos, as instalações industriais encontram-se hoje em ruínas, sem a adequada proteção por parte dos poderes públicos.

No caso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Depois de ler e aplaudir o trabalho da RHBN, professor Afronsius não resistiu. E citou o livro Zorba, o Grego. Dando uma prensa no jovem empreendedor inglês, desanimado com um fracasso, Zorba mandou ver:

- Você é ou não é um maldito capitalista?

ENQUANTO ISSO…

19 outubro(1)

 

Enviado por babbocamargo, 17/10/14 9:53:02 PM

Embora tão antiquado que, segundo as más línguas, ainda se dedica com paixão às palavras cruzadas, mesmo assim o professor Afronsius empacou em uma delas:

- Horizontal, 7 letras – relativo a, ou que tem forma de abside.

Abside?

Ai, aproveitando a chegada de Natureza Morta, para o que deveria ser o descontraído bate-papo diário junto à cerca (viva) da mansão da Vila Piroquinha, não se fez de rogado:

- Relativo a, ou que tem forma de abside. Sete letras.

- Desculpe, mas não faço a mínima ideia. Procurou na internet?

- Não, de jeito nenhum. Meu negócio é papel. Só que não achei num dicionário edição pós-reforma ortográfica.

Nisso, eis que surge Beronha. Estranhando o silêncio (e, pensando, a zica deve ser comigo), quis saber:

- Palavras cruzadas? Posso ajudar?

Mesmo demonstrando uma ponta de incredulidade, professor Afronsius voltou a dar a mão à palmatória:

- Por favor. Sete letras, relativo a, ou que tem forma de abside

- Ora, absidal… Adjetivo.

- Tem certeza?

- In totum. Substantivo feminino. A abside. Coisa de arquitetura. Qualquer recinto abobadado, cuja planta é semicircular ou poligonal. Nas basílicas romanas, o nicho semicircular e abobadado onde se achava o assento do juiz. Nas basílicas cristãs e noutros tipos de igreja, a cabeceira do templo, onde fica o altar-mor. Ou o oratório reservado, por trás do altar-mor.

Professor Afronsius e Natureza confessam sua estupefação.

- O quê mesmo? Estupe… Nunca ouvi falar. Já abside, absidal, tive de aguentar ontem à noite, vendo um programa na TV sobre as maravilhas arquitetônicas da Grécia e do antigo Egito. Senti saudade dos desenhos do Pica-Pau.

E o nosso anti-herói de plantão se despediu:

- Inania verba. Palavras ocas, inúteis…

ENQUANTO ISSO…

18 outubro(1)

 

Enviado por babbocamargo, 16/10/14 8:28:24 PM

A exposição é interativa – e gratuita. Acaba de ser aberta no Rio de Janeiro. E, parte do Programa Ciência, do Sesc Nacional, poderá ser levada para todo Brasil.

- Tomara que não deixem Curitiba de fora! – exclamou professor Afronsius, já preventivamente.

Explicando. Conforme ele, o professor, leu na Agência Brasil, matéria assinada por Alana Gandra, a tal exposição traz a história da roda. Como ressaltou na entrevista a bióloga Rejane Nóbrega, técnica da área de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia do Sesc-RJ, que desenvolveu todo o conceito da exposição, a roda teve um grande impacto na sociedade. Desde os seus primórdios.

- Por meio de experimentos ligados à física e à robótica, o visitante conhecerá todas as tecnologias que utilizaram a roda para desenvolver equipamentos, máquinas, entre os quais o relógio. Nessa linha do tempo, as pessoas podem conhecer os impactos que a roda teve, os efeitos na sociedade e sua aplicação para o desenvolvimento social, que é o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano.

Ainda da reportagem: são exibidas reproduções de rodas antigas, algumas usadas há 3,5 mil anos antes de Cristo. Também foram elaborados cerca de 30 experimentos. Estarão expostos brinquedos de roldana de peso, relógios, máquinas para desenhar feitas com rodas, robôs movidos a energia solar, por exemplo.

A mobilidade urbana e a roda quadrada

Rejane Nóbrega chamou a atenção para as bicicletas de roda quadrada. “A gente vai falar muito também sobre a mobilidade urbana, as cidades sustentáveis, as soluções que a gente já tem para pensar em cidades mais saudáveis, em função da mobilidade urbana, cujos veículos são um impacto que veio com a invenção da roda”.

Uma espécie de autorama, montado em uma bancada robótica, apresentará miniaturas de carros de vários tipos e épocas, com as quais os visitantes de todas as idades poderão se divertir. Outro módulo trata dos resíduos, incluindo a questão ambiental dos pneus. “Vamos ter várias mostras do que hoje é feito com isso, as possibilidades de reaproveitamento desse material”.

A partir de 2015, a exposição será levada a todas as unidades do Sesc no estado do Rio de Janeiro, mas, como já foi dito, poderá se tornar itinerante e ser levada depois a outros estados.

Professor Afronsius, novamente:

- Tomara. E, por favor, não esqueçam Curitiba quando da elaboração do roteiro.

Apelo endossado por Natureza Morta, citando o poeta Mário Quintana, para quem a preguiça é mãe do progresso: “Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.

Já Beronha, do tempo da Alpargata Roda, ficou vivamente interessado na tal roda quadrada:

- Boa ideia. Ninguém vai ser maluco de roubar uma bicicleta de pneu quadrado e sair correndo com ela nas costas.

ENQUANTO ISSO…

17 outubro(1)

 

Enviado por babbocamargo, 15/10/14 8:26:39 PM

Que a capital paranaense cresceu assustadoramente, pra cima e para os lados, não resta nenhuma dúvida. E conta ainda com a conurbação…

- Conurbação? Olha o palavrão, que falta de respeito! – interveio um subitamente iracundo Beronha.

Depois de explicar que conurbação nada mais é do que “o conjunto formado por uma cidade e seus subúrbios, ou por cidades reunidas que constituem uma sequência, sem, contudo, se confundirem”, professor Afronsius contou que, em sua mais recente e temerária incursão ao centro e bairros de Curitiba, presenciou coisas inesperadas:

- Terça-feira, logo pela manhã, Juvevê. Na Rua Augusto Severo, mão única, um carro chega à Avenida João Gualberto e entra à esquerda. Nada demais, não fosse o fato de que o motorista pegou a pista central, aquela exclusiva dos biarticulados. Quando o cabôco percebeu a mancada, deu uma ré de meia quadra. Felizmente, o tráfego de veículos era reduzido naquele momento, caso contrário…

Alerta do caixa eletrônico

Mais para frente em sua caminhada, numa agência bancária, um cliente esqueceu o cartão (inserido) no caixa eletrônico, que passou a apitar feito doido. Os poucos clientes foram saindo de fininho (a turma do “não me comprometa, não quero me envolver em nada”), até que um outro cliente, ao entrar, tratou de bater na vidraça e avisar os seguranças (atrás da porta giratória), fazendo sinais. Feito isso, retirou o cartão e entregou a eles pela portinhola dos objetos metálicos.

- Obrigado, cidadão! – agradeceu um dos guardas.

Mais adiante ainda, observou outro cidadão que acabara de tomar um refrigerante e carregava a latinha. Por duas quadras, até encontrar uma lixeira, onde fez o devido descarte.

Repasto para o Totó

Já de volta à Vila Piroquinha, depois do meio-dia, nova surpresa à espera do professor Afronsius: um vizinho de cerca, depois do tradicional bom dia, perguntava ao outro se havia restos de comida.

Era para Totó, o seu cachorro, de coleira com uma corda amarrada junto à casinha, no fundo do quintal. Esse Totó ainda não foi guindado à condição de pet. Mas passa bem, obrigado.

De repente, não mais que de repente, eis que passa por ele um sujeito espadaúdo, com uma camiseta de cores berrantes, lembrando um salva-vidas. No peito, a inscrição “Salvo as lindas”, o que lhe chamou a atenção. Simulou que iria acender um cigarro, parou e, rabo de olho, observou a outra mensagem, nas costas: “Afogo as feias”.

Tudo é possível.

ENQUANTO ISSO…

16 outubro(1)

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