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Enviado por babbocamargo, 30/01/15 7:41:44 PM

Nada contra a livre manifestação de pensamento ou direito de expressão, por supuesto, mas tem uma coisa que, nestes tempos selfíticos, continua enchendo a paciência de quem se vê forçado a ouvir conversas alheias. Depois do belê, vazei, a coisa continua. Tanto no boteco como até na gerência de um estabelecimento bancário.

Aconteceu com o professor Afronsius. No Luzitano com Z, mesa ao lado, um casal. Diálogo de arame farpado. A tudo que a mulher dizia, o cabôco exclamava:

- Com certeza!

Lá pelas tantas, o cidadão pediu a conta. Pagou e dona Terezinha (boteco que se preza não tem garçom, muito menos garção, que seria o aumentativo de garça) quis saber:

- Tudo certo?

- Com certeza!

Questão de repertório

Horas depois, no banco, à espera de ser atendido, professor Afronsius voltou a ser torturado pelo “com certeza” a cada resposta do cliente no diálogo com o gerente.

- Espero que o seu pedido de empréstimo seja rapidamente atendido.

- Com certeza!

- Alguma dúvida?

- Não, com certeza!

- Boa sorte nos negócios.

- Com certeza!

Na despedida, o funcionário largou o “apareça sempre”.

- Com certeza! Precisando, estarei aqui, com certeza.

Natureza Morta pede um aparte. E arrisca:

- Questão de repertório.

- Sim – devolveu professor Afronsius.

- Aliás, o com certeza não é locução adverbial?

- Afirmativo.

E, para encerrar o papo, lembrou a famosa frase de efeito atribuída a Sherlock Holmes: “Elementar, meu caro Watson”. Só que, segundo estudiosos da obra de Arthur Conan Doyle, a frase nunca constou dos livros.

Ficou famosa por conta das adaptações para o cinema. Sem nenhuma dúvida.

ENQUANTO ISSO…

31 janeiro

 

Enviado por babbocamargo, 29/01/15 7:46:27 PM

- O fígado faz muito mal à bebida.

- Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.

- Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo…

O autor! O autor!

Ei-lo: Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé, que, no dia 29 de janeiro, 120 anos atrás, vinha ao mundo (ainda bem). Jornalista, escritor e considerado o pai do humorismo brasileiro, o Barão nasceu em Rio Grande; faleceu no Rio, no dia 27 de novembro de 1971.

Com os jornais A Manha e Almanhaque, não poupava ninguém. Algumas de suas tiradas, que nunca perderam a atualidade:

- O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.

- A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis.

- Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!

- Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!

- Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…

- Quem empresta, adeus.

- Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados.

- Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

- Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.

- A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

- Quem não muda de caminho é trem.

ENQUANTO ISSO…

30 janeiro

 

Enviado por babbocamargo, 28/01/15 8:57:22 PM

Uma mancada. E uma bronca maior do que a da falta de água em São Paulo. Explicando: a nevasca que atingiu Nova Iorque foi menor do que o previsto por especialistas. Daí, pelo excesso de precaução, o prefeito Bill de Blasio virou alvo de duras críticas.

Segundo a BBIIBriosa, Brava e Indormida Imprensa -, o alcaide viu-se obrigado a rebater as críticas de que teria “exagerado nas previsões sobre a proporção da meganevasca que atingiu o nordeste dos Estados Unidos”.

- Nós fomos precavidos, garantiu o tal de Blasio.

Diante da perspectiva de uma tempestade de neve classificada por autoridades como “a maior da história”, moradores da cidade correram para os supermercados para estocar comida.

No entanto, a “dimensão do fenômeno climático foi inferior à indicada pelos meteorologistas, que rebaixaram o nível de alerta. Uma proibição ao transporte também foi suspensa”. Pau no prefeito.

A suposta mancada norte-americana levou o professor Afronsius a comentar um episódio ocorrido anos atrás.

Dormindo no ponto

Cerro Catedral, Argentina, estação de esqui. Turistas que, pela manhã, ensolarada, embarcaram num ônibus em San Carlos de Bariloche ficam no meio do caminho. Muita neve durante a noite.

Estrada bloqueada. O tempo passa. Motorista irritado. E sem socorro ao alcance da vista.

Aí, ele não se contém:

- Todo mundo sabe que nesta época tem nevasca. Menos a nossa vigilante prefeitura.

Pano rápido. Ou, neve rápida.

Em certas coisas é melhor pecar por excesso do que por omissão.

ENQUANTO ISSO…

29 janeiro

 

 

Enviado por babbocamargo, 27/01/15 8:00:39 PM

Saiu na BBII – a Briosa, Brava e Indormida Imprensa: na madrugada de terça-feira, as redes sociais Facebook e Instagram sofreram uma interrupção de aproximadamente uma hora. A falha afetou milhões de usuários em todo o mundo.

Comentário do professor Afronsius:

- Nossa… Eu não senti falta nenhuma. Não por ter sido de madrugada. No meu caso, poderia ser pela manhã, à tarde ou à noite.

Ele, como se sabe, descarta qualquer tipo de dependência. Da dependência química à dependência tecnológica.

- Sou do tempo do saudoso Stanislaw Ponte Preta, para a quem a televisão não passava de uma máquina de fazer doido.

Hoje, no entanto, no mundo internético, temos uma Babel de fazer inveja à Babel anterior.

ENQUANTO ISSO…

28 janeiro

 

Enviado por babbocamargo, 26/01/15 9:14:07 PM

Apesar de toda a globalização que campeia por aí, com seu interminável chorrilho de informações, há certos esportes que não entram na cachola de muitos brasileiros. São jogos complicados, duro de entender. Mesmo assim, boa parte desses desportistas não abre mão dos palpites. Algo bem nosso.

- Até quando se trata de fissão nuclear ou evolucionismo versus criacionismo, a turma não perdoa. Mete o bedelho.

Caso recente, ocorrido no Bar VIP da Vila Piroquinha: mal tinha começado uma partida de hóquei no gelo, pela Liga dos Campeões da Europa, no Scandinavium, Gotemburgo, Suécia. Frolunda (trema no O), equipe sueca, contra Karpat, da Finlândia. Karpat com trema nos dois A. Sob um frio intenso, o que, no entanto, não impediu que o ginásio ficasse lotado. Logo de cara, um problema. Na beirada da quadra. Apesar dos esforços para eliminar uma rachadura, o jogo ficou interrompido por um bom tempo, até que a TV, para cumprir o horário da grade de programação, mudou de assunto. Abalizado comentário de um freguês:

- Pomba, é tão simples. Por que não abrem as portas do ginásio? Com a neve lá fora, a quadra volta a ficar congelada…

Piscina de água congelada?

Conforme apurou a Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog (e com ajuda do Flávio Stege Júnior, o underdog do Luzitano), há quem acredite que pistas de patinação e quadras de hóquei não passam de “uma grande piscina cheia de água congelada”. Simples por demais, não é? Na verdade, o que temos abaixo da camada de gelo são mais quatro camadas de materiais para auxiliar o processo de refrigeração.

De baixo para cima, a primeira camada, maior e mais funda, contém brita e areia. Ela canaliza a água que provém das outras camadas para remetê-la ao sistema de drenagem.

A segunda camada é de concreto. Detalhe: é preciso manter esse concreto aquecido para que a água que estiver no subsolo não congele e se expanda. Caso isso ocorra, os pisos serão empurrados para cima, causando rachaduras na pista.

A terceira camada é composta por um material isolante térmico. Mantém a temperatura da quarta camada em um nível ideal, assim como a temperatura da camada de concreto aquecido, sem que ela seja afetada pela temperatura da quarta camada, que é fria.

A quarta camada é fundamental para “manter o gelo congelado”, pois ela funciona de modo parecido com a segunda, também feita de concreto, porém, no interior desse concreto existem canos para escorrer uma água especial, a chamada água dura (uma solução de cloreto de cálcio), que resiste a temperaturas mais baixas, capacitando a mesma a manter-se no estado líquido em temperaturas abaixo de zero grau. Um sistema de refrigeração abaixo da arena mantém a água dura em uma temperatura ideal, que pode variar de acordo com a temperatura ambiente do lado de fora do estádio, inaugurado em 1971. A água resfriada corre pela tubulação mantendo a quarta camada resfriada e garantido que a água que se acumular sobre ela congele a uma temperatura entre 4 °C e 4,5 °C.

Por fim, a quinta camada é o próprio gelo em que jogadores e a arbitragem se apresentam.

Complicado, mas funciona. Até porque de nada adiantaria manter abertos os portões para “o frio congelante entrar”.

Em tempo, e a quem interessar possa: sem televisão, a partida foi reiniciada e terminou com a vitória do Frolunda (aqui tem trema) por 4 a 2.

ENQUANTO ISSO…

27 janeiro

 

Enviado por babbocamargo, 25/01/15 8:09:25 PM

Depois da campanha O petróleo é nosso, que desembocou na criação da Petrobras (lei 2004, de 3 de outubro de 1953), eis que temos pela frente, ou ainda por debaixo da terra, outra empreitada: A minhoca é nossa.

Explicando: matéria de Gabriel Silveira, na Agência Brasil, informa que, em Roraima, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) está incentivando a produção de minhocas como modelo sustentável de reciclagem.

- Um minhocário foi montado na vitrine tecnológica da sede, em Boa Vista, para que os interessados possam conhecer as principais técnicas de produção de minhocas e húmus em pequenas propriedades.

A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte.

Vermicompostagem (no popular, minhocultura)

No programa Nossa Terra, da Rádio Nacional da Amazônia, o agrônomo Sílvio Levy, da Embrapa Roraima, explicou que a confecção de um sistema de minhocultura é perfeitamente aplicável em pequenas propriedades, além gerar uma série de benefícios. A minhocultura, também chamada de vermicompostagem, é o processo de reciclagem de resíduos orgânicos por meio da criação de minhocas.

Uma excelente alternativa para diminuição do lixo orgânico nas cidades e no campo, o produto final se constitui num excelente fertilizante orgânico: o húmus. Além de fabricar este composto, que pode ser comercializado como adubo orgânico e utilizado na produção de mudas, as minhocas também podem ser utilizadas para alimentação animal e como isca para pesca.

- Pesca? Isso me interessa – interveio Beronha, companheiro de pescaria do Orlando Polaco Kissner.

A quem interessar possa

A Embrapa Agrobiologia, localizada em Seropédica, Rio de Janeiro, oferece em página da internet orientação aos interessados em plantar minhocas.

A minhoca, por supuesto, é importante para o solo por vários fatores. É detritívora, ou seja, alimenta-se de restos orgânicos de vegetais e animais. Por ter esse tipo de alimentação, ela elimina em suas fezes restos alimentares que sofrem a ação de bactérias decompositoras. Essas bactérias, ao agirem sobre esses restos alimentares, produzem o material chamado de húmus.

O húmus contém nitrogênio, fósforo e potássio, nutrientes necessários para a planta se desenvolver.

Aí, parodiando Pero Vaz de Caminha, na carta em que anunciava a descoberta do Brasil (“Nesta terra, em se plantando, tudo dá”), professor Afronsius tascou:

- Nesta terra, em se cavando, tudo dá.

Mas, até por isso, é preciso ficar de olho no pré-sal.

ENQUANTO ISSO…

26 janeiro

 

Enviado por babbocamargo, 24/01/15 8:04:04 PM

Mesmo os não fumantes devem saber que há cigarros e cigarros. Tanto que se tornou comum o consumo do produto made in Paraguai, mas não deixa de causar alguma surpresa a falsificação de charutos por nossas bandas. Mesmo para quem, entre o cigarro e o charuto, tenha optado pelo cachimbo.

Embora sempre tenha fumado cigarro de palha, preparado à moda antiga, em casa, canivete ao alcance da mão, professor Afronsius quis saber:

- A propósito do anunciado fim do embargo norte-americano a Cuba, como é que vai ficar a questão dos charutos?

É que ficou sabendo ao ler a revista piauí (isso mesmo, com p minúsculo) deste mês, em texto assinado por Audrey Furlaneto (Fãs de charuto e a notícia do ano), que os famosos charutos Cohiba, Montecristo e Romeo y Julieta deveriam levar o carimbo made in República Dominicana. “São homônimos dos cubanos, feitos por uma empresa dos Estados Unidos que em 1978 registrou os direitos de usar os nomes”.

Antes do embargo, a “cota” de JFK

Ainda da revista: “O próprio John F. Kennedy, que em 1962 decretou o embargo total a Cuba – ampliando restrições iniciadas pelo presidente anterior, Dwight D. Eisenhower –, tinha suas artimanhas. Segundo o New York Times, teria pedido a seu secretário de Imprensa que garantisse quantos charutos cubanos fossem possíveis horas antes de assinar a medida; amealhou, assim, 1.200 exemplares de H. Upmann, uma das mais antigas marcas da ilha de Fidel. O democrata Bill Clinton, como se sabe, também é afeito a charutear. Prefere os da marca Gurkha – que podem chegar a custar mil dólares a unidade –, originários da República Dominicana”.

- E agora, o que vai acontecer? – quiseram saber Beronha e Natureza Morta.

- O jeito é esperar. Fumando espero… – encerrou professor Afronsius, ao mesmo tempo em que sacava do bolso seu canivete, um naco de fumo de corda e uma palha de milho para preparar o seu paiova.

ENQUANTO ISSO…

25 janeiro

 

Enviado por babbocamargo, 23/01/15 8:46:19 PM

Lembrando Indiana Juk, o caçador das causas perdidas. Com este título, o jornalista Luiz Augusto Juk prestou tocante homenagem a seu pai, o inesquecível Miroslau Juk, que completaria 93 anos no dia 20 de janeiro.

E, entre outras passagens, conta que seu Juk entrou para o jornalismo como pesquisador.

- Fazia o que mais gostava, arquivar. Meticuloso em tudo. Datas, observações anotadas em documentos, fotos. E assim aceitou o desafio para recuperar o arquivo do então Diário do Paraná, totalmente abandonado. Mais tarde, já bem conhecido no meio jornalístico, foi para outros veículos, na mesma função.

Mais que um arquivista

Quando trabalhou no Correio de Notícias, como arquivista e pesquisador, ficou com a fama de um rígido guardador de fotos e recortes de jornais. Como lia tudo, matava a cobra e mostrava o pau, o seu Miro ganhou o carinhoso apelido de Indiana Juk. É que, à época, já era famoso, no cinema, também pelo empenho e eficiência, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford), mobilizado até para encontrar a Arca perdida (Arca da Aliança).

Daí, então, na versão curitibana, o nosso Caçador das Causas Perdidas.

De volta a 1937

Recorda um dos jornalistas que passaram pelo Correio de Notícias: atrás de documentos sobre Plínio Salgado e o integralismo, para registrar a ascensão e queda do movimento galinha verde no Paraná, pediu ajuda a seu Juk.

- Preciso do que o senhor tiver sobre o integralismo.

Não demorou muito e tinha sobre a mesa uma pasta bem recheada com recortes e, inclusive, um exemplar de Anauê. Edição número 18, anno III – 1.º de agosto de 1937.

Revista mensal ilustrada, Anauê  estava em plena campanha de Plínio Salgado, “esse candidato que vive com o povo, que se identificou com o Brasil, o candidato do único partido que apresenta um plano revolucionário na disputa sucessional – o Integralismo. É Plínio Salgado, o candidato popular e nacional do Brasil. A sua voz encontrou éco em todo o paíz”, garantia a publicação – com a grafia da época, por supuesto.

Exibindo 64 páginas e recheada de anúncios, Anuê começou a circular em janeiro de 1935. Fechou em 1937, quando a versão tupiniquim do fascismo deu com os burros n’água.

Para não dilapidar o arquivo do jornal subtraindo o exemplar, o jornalista pediu uma cópia. No mesmo dia, no final do expediente, receberia a cópia xerografada. Xerox feito numa papelaria nas proximidades do Correio de Notícias.

- Quanto devo? – prontificou-se o jornalista, já metendo a mão no bolso.

- Nada. É um presente – justificou o nosso Indiana Juk, abrindo um sorriso.

ENQUANTO ISSO…

24 janeiro

 

 

Enviado por babbocamargo, 22/01/15 8:49:03 PM

Depois de ler o texto de Daniela Pinheiro na edição deste mês da revista Piauí, sobre “a combinação que tirou das ruas a lendária The New Republic”, professor Afronsius não resistiu. Tratou de recomendar a leitura de O diletante e os dinossauros.

Lançada em 1914, a TNR (para os mais íntimos) também não escapou da avalanche digital. Em dezembro, ocorreu uma renúncia coletiva de seus editores e repórteres. E a revista deixou de circular pela primeira vez em 100 anos.

O dragão da maldade contra o santo guerreiro?

Bilionários da era digital

Conta Daniela Pinheiro que, “nos últimos anos nos Estados Unidos, bilionários da era digital passaram a investir pesado em jornalismo – cujos veículos clássicos, como jornais e revistas, perderam anunciantes e leitores para a internet”.

Segundo Judith Shulevitz, ex-editora da TNR, “existe a inversão perversa da ordem das prioridades: o jornalismo passar a entregar o que julga que o leitor vai querer consumir e não o que seria importante que o leitor saiba. É nivelar por baixo. Saí porque todo mundo que eu respeito foi embora. Essa revista acabou”.

Outro ponto sublinhado pelo professor Afronsius na matéria da Piauí, da qual, aliás, faz coleção, disputando espaço com livros e outras publicações em sua biblioteca: quando citaram a Vox.com como exemplo de “iniciativas de sucesso que conjugam internet e boa apuração”, o colunista Joe Nocera, do New York Times, escreveu em tom sarcástico que, ao pesquisar sobre a Vox, deu de cara com uma matéria sobre “pum”.

Jornalismo tira-gosto

Ainda do jornalismo digital e a TNR: antes de explodir a crise, no mês de outubro, um ex-editor do Yahoo, Guy Vidra, “cria do mundo digital e tecnológico”, virou CEO da TNR. Então, “usando Power Point, sugeriu que os jornalistas produzissem um conteúdo mais snacklabe, mais ‘tira-gosto’, a ser consumido rapidamente”.

O dragão da maldade contra o santo guerreiro. Sem ponto de interrogação.

Mas, como diria Flávio Stege Júnior, do Luzitano com Z, segue o baile!

ENQUANTO ISSO…

23 janeiro (1)

 

Enviado por babbocamargo, 21/01/15 7:33:08 PM

Visivelmente aflito, professor Afronsius saiu à cata de informação:

- Onde posso encontrar um bom psicólogo?

- Qual o problema?

- Abalo sísmico interno, pode-se dizer. Por conta do calor, chuva, chuvinha, temporal, trovoadas e o festival de raios.

- Você, abalado?

- Não, o Schnaps, coitadinho…

Schnaps, no caso, é o cãozinho de estimação do professor Afronsius. Na verdade, um baita cachorrão. Que passou a uivar feito um lobo do morro dos ventos uivantes e a satisfazer suas necessidades fisiológicas em qualquer canto, fora do espaço delimitado por jornais velhos. Entre outras coisas.

Encaminhado ao Pet Shop Guapeca, ficou sabendo – ele, professor Afronsius – que o medo canino é diagnosticado por um profissional da área comportamental. Isso mesmo, um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra. Tudo dependerá do grau de instabilidade do cachorro, ou melhor, do pet. O profissional irá intervir com o tratamento de acordo com a necessidade de cada caso. Menos mal.

Em tempo: Schnaps já fez musicoterapia em pet shop.

Beronha:

- Música, tudo bem. Duro mesmo vai ser quando o bicho decida ter aulas de balé…

Nosso anti-herói de plantão quase levou uma mordida.

Escapou porque ele, professor Afronsius, está com a carteirinha de vacinação vencida.

ENQUANTO ISSO…

22 janeiro (1)

 

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