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Salmonelas

Enviado por benett, 12/04/16 2:33:50 PM

O Paixão, chargista da Gazeta do Povo, tem uma máxima que diz “quando o país vai mal, o chargista vai bem”. Quanto mais escândalos, mais assuntos e, portanto, mais piadas. Vocês podem odiar o Lula, mas acho que o tempo em que mais me diverti desenhando charges -acredite, nem sempre é divertido- foi quando Lula se tornou presidente. Cada frase rendia umas cinco charges.

Ele reapareceu meio desesperado nesses últimos meses e, adivinhe… já fiz uma dúzia de desenhos.

Abaixo, algumas charges publicadas na Gazeta do Povo e na Folha de S. Paulo durante seu segundo mandato e o começo do governo Dilma.

01

Quando Lula lançou um livro falando sobre as realizações de seus dois mandatos

02

Quando reclamou que a imprensa só publicava notícias ruins do governo.

03

“Em nome da governabilidade”.

04

Sobre o fim da reforma da famosa estátua de Cristo, no Rio.

05

Não me lembro o contexto da charge, mas acho que essa é meio atemporal.

06

Lula internado para exames no coração, se revelara impaciente para voltar a percorrer o país inaugurando até casinha de cachorro.

07

A charge é autoexplicativa.

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Do final do governo Lula, quando ele não sentava a bunda no gabinete nem por um minuto.

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“O” Cara.

10

Lula vai à Cuba e se recusa a falar com dissidentes do governo Castro.

11

Uma das primeiras que publiquei na Folha.

12

Foi isso que os levou a cair, não?

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Uma das minhas favoritas, a da inauguração do Museu do Lula.

14

Quem é coadjuvante na história?

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O título diz tudo.

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Acordos, conchavos, distribuição de cargo. Nada de novo no front.

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Ele realmente disse isso. Sempre uso frases reais ditas por seus autores.

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Uma foto que ficou famosa da esposa de Temer com seu nome tatuado na nuca inspirou essa charge.

21

Mais uma do Sarney, para não perder o hábito.

 

 

Enviado por benett, 09/04/16 12:09:46 PM
Snoopy, de Charlie Schulz na versão de Benett

Snoopy, de Charlie Schulz na versão de Benett

Querida Minha Dona,

Você sabe melhor do que ninguém que eu te amo mais do que tudo tudo tudo na vida. Nem aquela pessoa peluda e flatulenta, que dorme com você na nossa cama, te ama tanto quanto eu te amo. Ninguém da sua espécie faz a festa que eu faço quando você chega em casa. A alegria é tanta, mas tanta que eu pulo, lato, corro e lambo a sua cara inteira de orelha a orelha. Sabe o que é isso? Amor puro e incondicional. Tenho quase certeza que eu te amo mais do que a mim mesmo e ao pacote de ração. Se você for até a esquina comprar pão eu vou fazer a mesma festa de saudades que eu faria se você tivesse viajado para Timbuktu por um mês. Entende o que eu quero dizer?

Sabe, tem poucas coisas na vida que são essenciais para mim. Comer a sua comida, dormir no sofá e… você me levar para passear. Esse é o mais sagrado de tudo. Eu vivo para esse momento. Não vê a festa que eu faço quando você me mostra a coleira? É a melhor coisa da vida ever!

Então, quando você estiver me levando para passear ou fazer xixi e cocô na grama dos vizinhos, e se você me ama metade do que eu te amo… NÃO LEVE ESSE MALDITO CELULAR!!!!

Eu fico querendo andar e você fica parada alisando essa porcaria. Eu quero correr e você não me deixa porque está olhando para essa maldita telinha com luz. Eu quero esticar meu nariz para cheirar a moita que a cadelinha do andar de baixo acabou de batizar e você fica simplesmente imóvel, no celular, como se ele fosse seu bichinho de estimação e eu não passasse de um saco de lixo que você não pode se livrar.

Quando a gente sai e você carrega o celular, você nem ao menos olha para mim, não presta atenção nos meus sinais, não me deixa correr, não me deixa ficar sentado, encurta a corrente… ei, eu existo! Eu tenho vontades, tenho desejos e você me frustra a cada segundo.

Ponha-se no meu lugar. Passear é o MEU momento de felicidade. Eu fico trancado nesse apartamento há semanas, meses, anos. Fico latindo o dia todo só para incomodar os vizinhos porque o tédio é insuportável. Eu conto os segundos para você me levar passear. Uma voltinha que seja na quadra, mas desde que com paciência, um pouco de liberdade – convenhamos, eu ter que andar numa coleira sendo puxado por uma corrente não é exatamente uma demonstração de amor digna, não é mesmo? Deixe eu passear o tempo de poder cansar um pouco minhas pernocas, ao menos.

Se você, minha linda e querida Dona que eu amo, estiver lendo essa carta, por favor, considere esse meu pedido: quando me levar passear preste um pouquinho de atenção em mim. Seja paciente, deixe-me sentir a grama e a terra tocarem as minhas patinhas. Deixe-me cheirar as plantas e árvores. Deixe-me tomar chuva. Deixe-me tomar sol. Deixe-me sentir o prazer de fazer cocô e xixi sem o olhar impaciente de quem está ali por mera obrigação.

Por mais que a tecnologia esteja avançada, eu nunca vi um celular correr, pular e lamber a cara de sua dona de orelha a orelha por pura e simples felicidade.

 

Obrigado,

 

Atenciosamente, Totó.

 

 

Enviado por benett, 29/03/16 7:11:16 PM

Nos anos 60 um sujeito bem vestido e perfumado chamado Joe Colombo liderou uma cruzada contra a estereotipação de imigrantes italianos que eram retratados como mafiosos em séries de TV como Os Intocáveis e filmes do James Cagney.  Ele obteve conquistas importantes como o comprometimento dos estúdios em não associar termos como “máfia” e “Cosa Nostra” a italianos americanos, incluindo de O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, que estava em pré-produção. Colombo alegava que isso era discriminação e invenção da indústria do entretenimento, e que prejudicava os cidadãos ítalo-americanos “de bem”.

Colombo mobilizou a população e se tornou rapidamente uma das pessoas mais conhecidas dos EUA e líder da comunidade italiana, o Martin Luther King siciliano, diziam. Durante um discurso para uma multidão de simpatizantes em Nova York, foi alvejado com um balaço e ficou quase uma década em coma antes de morrer. A tentativa de assassinato foi coisa da própria máfia, provavelmente de um facínora chamado “Crazy” Joe Gallo.

Joe Colombo era um notório mafioso da Cosa Nostra, que ele dizia não existir, e chefe de Gallo na Colombo Crime Family, uma das cinco famílias mafiosas da Cosa Nostra que dominava os EUA. Colombo foi colocado como líder da organização depois de trair Joe Bonanno e Joe Profaci (todo mundo se chamava Joe… e ainda reclamavam de serem estereotipados!), que planejava matar Carlo Gambino, Gaetano Lucchese e o chefe da família Genovese para formar uma única família, sob suas ordens. Eles entregaram a tarefa a Joe Colombo, que abriu o bico sobre o plano para Gambino. Gambino acabou com Bonanno e conduziu Colombo a boss da família Profaci, renomeada para Colombo Crime Family, como é conhecida até hoje.

Claro que o PMDB não é uma família do crime (há controvérsias), mas quando vi uma foto de Sarney com o microfone em mãos, ao lado de Renan Calheiros, Michel Temer e, principalmente, “Crazy” Joe Cunha imediatamente me veio à mente a história de Joe Colombo, o líder da Cosa Nostra mafiosa que lutou contra termos como “Cosa Nostra” e “máfia”. A imagem dos líderes do PMDB, agora numa cruzada contra a corrupção, é de fazer vomitar. Isso não é uma tapa na cara do brasileiro… é um croc no cocuruto.

A sociedade escolheu trocar o partido mais corrupto da história pelo que é corrupto há mais tempo. É o conservadorismo mantendo as tradições no lugar onde ela têm que estar.

XXX

Charges de 2013 e 2014 sobre PMDB, publicadas nos jornais gazeta do Povo e Folha de S. Paulo.

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Assim como os petistas levaram o PMDB goela abaixo quando votaram na Dilma, a direita levará também o PMDB goela abaixo. O PMDB nunca deixa o poder, impressionante!

 

 

Enviado por benett, 23/03/16 12:22:15 PM

Mais charges sobre o momento de turbulência da política no Brasil e de violência no mundo.

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Uma nova sessão:

Explicando a charge

Na charge Terror, com a bandeira da Bélgica, fizeram a seguinte pergunta no fosso macabro das caixas de comentários: “o Terror é negro?”.  A pergunta traz de brinde uma casca de banana com a inscrição “eu entendi bem ou você está dizendo que o terror é coisa de negros?”. Não, não meu chapa, essa não é nem de longe a interpretação mais razoável da charge.

Não sei o significado das cores da bandeira da Bélgica e nem é isso que interessa. Usei a cor negra da bandeira como a ideia de luto, escuridão, obscurantismo, causado evidentemente por atentados terroristas em nome de interpretações obscuras de uma religião. E a pomba branca (oh, Deus! Só falta me acusarem de racismo por isso também) ali, impotente, tentando impedir que isso, o obscurantismo, tome conta de toda a bandeira. Eu poderia ter usado o Tintin, mas quando pensei nisso já tinha sido tarde demais.  Além, é claro da bandeira do IE ser colorida como arco-íris (isso foi uma ironia).

Benett

 

Enviado por benett, 22/03/16 4:04:00 PM

Uma cronologia capenga de charges da nossa política capenga. Enquanto eu estava na prancheta o tenebroso José Serra conspirava nas sombras com o tenebroso Temer e a morte explodiu Bruxelas. Posto mais tarde os desenhos. A História corre mais rápida do que minha mão consegue desenhar:

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Enviado por benett, 20/03/16 7:31:05 PM

Spoiler de como será o desfecho da grande novela “Brasil 2016 – o Ano Zero”.

(Por favor, você que tá estrilando de ódio, saiba que esse é um texto de humor, ok? Sente, relaxe e pare de espumar. Tome uma água, ok? A vida é bela e não combina com essas veias saltadas no pescoço.)

Segunda-feira, 22 de março: Como era esperado, o juiz Moro ordena a prisão de Lula. Convulsão social, caos.

Terça-feira, 22 de março: Sabe-se lá por quais caminhos jurídicos, Dilma consegue que o STF emita ordem de prisão de Moro. A convulsão social vai ao extremo, o caos torna-se incontrolável.

Quinta-feira, 24 de março: Lula e Moro ficam presos na mesma cela. Inclusive formam dupla imbatível no truco.

Segunda-feira, 28 de março: O exército da Bolívia invade o Brasil, toma o poder e somos anexados àquele país. Toda a população tem que tirar nova carteira de identidade, o que torna um inferno a vida das pessoas.

Terça, 5 de abril: Escutas revelam que Dilma e Eduardo Cunha eram amantes. Descobertos, os dois fogem em um jatinho fretado para o Paraguai.

Sexta, 8 de abril: Neymar é convocado para a seleção da Bolívia.

Quarta, 13 de abril: Delcídio foge de motocicleta para o Uruguai e depois pega um voo direto para Ibiza, curtir uma rave, tomar ácido e rir da cara de todos.

Quinta, 28 de abril: Gilmar Mendes manda prender o presidente Evo Morales. O Brasil volta a ser Brasil. Celso de Mello manda prender Gilmar Mendes. Carmen Lucia manda prender Celso de Mello. Rosa Weber manda prender Carmen Lucia. Luis Fux manda prender Rosa Weber. Dias Toffoli manda prender Luis Fux. Lewandowski manda prender Toffoli. Fachin manda prender Lewandowski. Zavascki manda prender Fachin. Marco Aurélio de Melo manda prender Fachin. Barroso manda prender Marco Aurélio Melo e ordena ordem de prisão para si mesmo. O Judiciário está em polvorosa. Mas, antes, votam um adendo salarial chamado “bolsa cadeia”.

Sexta, 29 de abril: Tiririca assume a presidência, o último numa sequência onde sucessores vão sendo presos ou se escondem da polícia nos esgotos de Brasília.

Domingo, 1 de maio: Tiririca, o grande presidente da República, anuncia que governará o País a partir da tenda de um circo, porque se sente mais confortável lá.

Segunda, 2 de maio: O dólar baixa, as bolsas sobem, o consumo volta a crescer, a inflação diminui, o PIB aumenta, o Brasil se desenvolve como uma locomotiva econômica. Empresas voltam a investir no país, o desemprego cai, a miséria e as doenças são erradicadas, a educação atinge níveis japoneses. Uma sequência de acontecimentos positivos gera um período de crescimento que dura 10, 20 décadas, tornando o país um dos mais ricos e estáveis do mundo – a democracia assegura direitos iguais a todos e liberdade de expressão. A economia permite a população estabilidade suficiente para levar uma vida digna e confortável.

Domingo, 1 de maio de 2050: Uma estátua é erguida no centro do País em homenagem a Tiririca, o maior presidente da história do Brasil.

 

FIM

 

Enviado por benett, 08/03/16 4:15:40 PM

 

 

 

 

Enviado por benett, 08/01/16 12:48:09 PM

2016 tá com cara de ser um ano tão vazio, mas tão vazio que eu já vou fazer preencher os desejos para 2017.

1 – Que meu vizinho aprenda a tocar outra música na guitarra além de Shine on you crazy diamond, do Pink Floyd.

2- Que minha gata volte a comer ração de 15 reais o quilo e não as de 60 reais como ela ficou safadamente acostumada depois de um probleminha no rim.

3- Que o mercado continue a vender o vinho de 30 reais por 30 reais no inverno e não aumente para 45 reais espertamente como quem não quer nada. Como eles pensam que somos trouxas, acaba o inverno o preço volta para… ah… 37 reais e eles põem um placa “ABAIXOU!!!!”. Sim, somos idiotas, sr. gerente de mercado. Acreditamos que vocês são bonzinhos conosco como madres teresas de calcutás tentando nos dar uma existência mais digna.

4- Que os caras de direita que me chamam de esquerdopata e os caras de esquerda que me chamam de fascista se deem conta de que no fundo são irmãos siameses em sua intolerância e cegueira política e resolvam de uma vez por todas que nasceram um para o outro, pedindo a mão em casamento e indo viver feliz para sempre em uma caverna em Timbuktu – se é que existem cavernas em Timbuktu.

5- Que motoristas escrotos parem de estacionar seus carros deixando duas rodas sobre a calçada, imitando o que há de pior em outras capitais. Qual o problema com a rua, é muito estreita? Algum outro motorista igualmente escroto vai passar e arrancar o retrovisor? Motorista escroto nunca confia em outros motoristas porque acham que são… escrotos.

6- Que o sujeitinho que tem uma Bomba H lá do outro lado do mundo ganhe o videogame mais fabuloso e moderno da galáxia e pare de brincar de ameaçar destruir o mundo real.

7 – Que a prefeitura corte o mato dos canteiros porque, daqui a pouco, não vou me surpreender se os canteiros virarem savanas com leões correndo atrás de guepardos que correm atrás de gnus, que se escondem de ursos e tubarões assassinos.

8 – Eu ia dizer que nunca mais exista Big Brother Brasil, mas acho que isso é uma resolução para 2347 apenas.

9 – Que as pessoas parem de pedir a volta da ditadura militar. Eu sou cartunista e, quando existia uma ditadura militar por aqui, os cartunistas eram presos por qualquer desenho bobo que publicavam nos jornais – isso quando deixavam publicar nos jornais. E isso no tempo em que existiam jornais. Em uma ditadura, como a do Irã, por exemplo, cartunistas são condenados por qualquer motivo a chibatadas. São condenados a ter os dedos quebrados ( como aconteceu na Síria). Ou simplesmente são mortos. Claro, isso não acontece apenas com cartunistas. Acontece com jornalistas, tecelões, advogados, tipógrafos, caixeiros viajantes e qualquer um que tenha a ousadia de, digamos, dizer que o governo é violento. Essa é a ideia de um país melhor, para vocês?

10 – Que racismo, intolerância, preconceito vá embora de uma vez por todas para… sei lá… uma caverna em Timbuktu.

11 – Que eu nunca mais precise fazer esse tipo de resolução porque em 2017 nos tornamos um mundo um pouquinho melhor. Ou país melhor. Ou uma cidade melhor. Ou ao menos nosso quarto está menos bagunçado. É isso. Feliz 2017 a todos.

Enviado por benett, 10/12/15 2:55:43 PM

Charge apropriada para o momento

Algumas ilustrações para o impresso da GP

Essa daqui era para sair assim no jornal, mas acabou ficando azulada… muito ruim.

A mamãe urubu, da coluna do Pellanda

O Cunha (só aves de mau agouro, por aqui…)

Cacto para texto do Friedmann

A outra opção era publicá-lo desse jeito…

Acho que é isso.

Ah, lembrei. Voltei para o FB. Adiciona lá: http://www.facebook.com/alberto.benett.7

É isso.

Benett

 

 

Enviado por benett, 03/12/15 2:34:16 PM

Ele está por aí, nunca foi embora. Se você apertar bem os olhos poderá ver uma criatura sentada no balanço de um parquinho abandonado, as 3h da madrugada com algo brilhante nas mãos. Está frio e garoando, mas a criatura parece não se importar. Vai perceber também que ela está com um moletom de gorro e conversando sozinha, quase animadamente. Sim, você conhece aquela criatura. É, é ele. O Amok. Como o palhaço do livro de Stephen King, o sempre esteve por aí. Prefere as horas mais escuras, que não tem ninguém ninguém por perto para incomodar. Não tem gente exalando felicidade ao seu redor. E agora o Amok tem um site:

http://tirasdoamok.com.br/

Vai lá visitá-lo, enquanto 2016 não chega com um livro novo de tiras inéditas.

Ah,você também pode comprar o livro de 2013 no site da editora, lembrando que estamos perto do Natal e livro sempre é um bom presente: http://www.morula.com.br/catalogo/amok/

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