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Salmonelas

Enviado por benett, 08/01/16 12:48:09 PM

2016 tá com cara de ser um ano tão vazio, mas tão vazio que eu já vou fazer preencher os desejos para 2017.

1 – Que meu vizinho aprenda a tocar outra música na guitarra além de Shine on you crazy diamond, do Pink Floyd.

2- Que minha gata volte a comer ração de 15 reais o quilo e não as de 60 reais como ela ficou safadamente acostumada depois de um probleminha no rim.

3- Que o mercado continue a vender o vinho de 30 reais por 30 reais no inverno e não aumente para 45 reais espertamente como quem não quer nada. Como eles pensam que somos trouxas, acaba o inverno o preço volta para… ah… 37 reais e eles põem um placa “ABAIXOU!!!!”. Sim, somos idiotas, sr. gerente de mercado. Acreditamos que vocês são bonzinhos conosco como madres teresas de calcutás tentando nos dar uma existência mais digna.

4- Que os caras de direita que me chamam de esquerdopata e os caras de esquerda que me chamam de fascista se deem conta de que no fundo são irmãos siameses em sua intolerância e cegueira política e resolvam de uma vez por todas que nasceram um para o outro, pedindo a mão em casamento e indo viver feliz para sempre em uma caverna em Timbuktu – se é que existem cavernas em Timbuktu.

5- Que motoristas escrotos parem de estacionar seus carros deixando duas rodas sobre a calçada, imitando o que há de pior em outras capitais. Qual o problema com a rua, é muito estreita? Algum outro motorista igualmente escroto vai passar e arrancar o retrovisor? Motorista escroto nunca confia em outros motoristas porque acham que são… escrotos.

6- Que o sujeitinho que tem uma Bomba H lá do outro lado do mundo ganhe o videogame mais fabuloso e moderno da galáxia e pare de brincar de ameaçar destruir o mundo real.

7 – Que a prefeitura corte o mato dos canteiros porque, daqui a pouco, não vou me surpreender se os canteiros virarem savanas com leões correndo atrás de guepardos que correm atrás de gnus, que se escondem de ursos e tubarões assassinos.

8 – Eu ia dizer que nunca mais exista Big Brother Brasil, mas acho que isso é uma resolução para 2347 apenas.

9 – Que as pessoas parem de pedir a volta da ditadura militar. Eu sou cartunista e, quando existia uma ditadura militar por aqui, os cartunistas eram presos por qualquer desenho bobo que publicavam nos jornais – isso quando deixavam publicar nos jornais. E isso no tempo em que existiam jornais. Em uma ditadura, como a do Irã, por exemplo, cartunistas são condenados por qualquer motivo a chibatadas. São condenados a ter os dedos quebrados ( como aconteceu na Síria). Ou simplesmente são mortos. Claro, isso não acontece apenas com cartunistas. Acontece com jornalistas, tecelões, advogados, tipógrafos, caixeiros viajantes e qualquer um que tenha a ousadia de, digamos, dizer que o governo é violento. Essa é a ideia de um país melhor, para vocês?

10 – Que racismo, intolerância, preconceito vá embora de uma vez por todas para… sei lá… uma caverna em Timbuktu.

11 – Que eu nunca mais precise fazer esse tipo de resolução porque em 2017 nos tornamos um mundo um pouquinho melhor. Ou país melhor. Ou uma cidade melhor. Ou ao menos nosso quarto está menos bagunçado. É isso. Feliz 2017 a todos.

Enviado por benett, 10/12/15 2:55:43 PM

Charge apropriada para o momento

Algumas ilustrações para o impresso da GP

Essa daqui era para sair assim no jornal, mas acabou ficando azulada… muito ruim.

A mamãe urubu, da coluna do Pellanda

O Cunha (só aves de mau agouro, por aqui…)

Cacto para texto do Friedmann

A outra opção era publicá-lo desse jeito…

Acho que é isso.

Ah, lembrei. Voltei para o FB. Adiciona lá: http://www.facebook.com/alberto.benett.7

É isso.

Benett

 

 

Enviado por benett, 03/12/15 2:34:16 PM

Ele está por aí, nunca foi embora. Se você apertar bem os olhos poderá ver uma criatura sentada no balanço de um parquinho abandonado, as 3h da madrugada com algo brilhante nas mãos. Está frio e garoando, mas a criatura parece não se importar. Vai perceber também que ela está com um moletom de gorro e conversando sozinha, quase animadamente. Sim, você conhece aquela criatura. É, é ele. O Amok. Como o palhaço do livro de Stephen King, o sempre esteve por aí. Prefere as horas mais escuras, que não tem ninguém ninguém por perto para incomodar. Não tem gente exalando felicidade ao seu redor. E agora o Amok tem um site:

http://tirasdoamok.com.br/

Vai lá visitá-lo, enquanto 2016 não chega com um livro novo de tiras inéditas.

Ah,você também pode comprar o livro de 2013 no site da editora, lembrando que estamos perto do Natal e livro sempre é um bom presente: http://www.morula.com.br/catalogo/amok/

Enviado por benett, 30/11/15 2:23:51 PM

Segundo todos os prognósticos os prognósticos são ruins. Nunca os pessimistas estiveram tão otimistas quanto a possibilidade de suas expectativas nefastas acontecerem quanto agora. Ver a Dilma e o Eduardo Cunha brigando é como ver aqueles dois mutantes do X-Men lutando, o que tem poder de soltar fogo e o que tem poder de soltar gelo pelas mãos: eles se anulam. E aniquilam a política, a economia e, de quebra, levam junto o nosso entusiasmo com o país.

Mas não quero ser pessimista: em 2016 tem livro novo do Amok e mais livro com as tiras Salmonelas, publicadas diariamente na GP.

Algumas ilustrações para o jornal.

Desenhos para crônica do Veríssimo sobre o fim da Playboy

Desenho para crônica do Veríssimo sobre o fim da Playboy

Ilustração para texto do Veríssimo sobre Delcídio do Amaral

Ilustração para texto do Veríssimo sobre Delcídio do Amaral

Ilustração para crônica do Luis Henrique Pellanda

Ilustração para crônica do Luis Henrique Pellanda

Ilustração para crônica do Pellanda

Ilustração para crônica do Pellanda

Ilustração para crônica do Pellanda

Ilustração para crônica do Pellanda

Idem

Idem

Ilustração para... adivinhe? Isso, crônica do Pellanda

Ilustração para… adivinhe? Isso, crônica do Pellanda

Tá ficando chato escrever a mesma legenda em todos os desenhos.

Tá ficando chato escrever a mesma legenda em todos os desenhos.

Ufa! Algo diferente. Ilustra para crônica do Veríssimo

Ufa! Algo diferente. Ilustra para crônica do Veríssimo

Para matéria sobre Dilma e sua nêmesis, Cunha

Para matéria sobre Dilma e sua nêmesis, Cunha

Veríssimo

Veríssimo

Não lembro para onde foi que fiz esse desenho...

Não lembro para onde foi que fiz esse desenho…

Gaspari? Acho que sim. Ou Veríssimo.

Gaspari? Acho que sim. Ou Veríssimo.

Para a Gazeta do Povo

Para a Gazeta do Povo

Para a revista Nova Escola.

Para a revista Nova Escola.

Para o Caderno G.

Para o Caderno G.

Snoopy, publicada na Gazeta do Povo

Snoopy, publicada na Gazeta do Povo

1 real se você adivinhar ilustração para qual cronista fiz esse desenho...

1 real se você adivinhar ilustração para qual cronista fiz esse desenho…

Mais uma para texto do Pellanda. Daqui a pouco posto umas charges e tiras e o que mais tiver de interessante.

Enviado por benett, 22/11/15 10:19:44 AM

O Pearl Jam doou seu cachê para as vítimas de Mariana. Fez discurso duríssimo exigindo punição para os responsáveis. Linda atitude. E os artistas brasileiros? (sons de grilos…)

 

Enviado por benett, 15/11/15 7:48:41 AM

Enviado por benett, 13/11/15 2:06:44 PM

No dia 15 de agosto de 2012 escrevi a primeira parte desse post, com 5 grandes livros que contam histórias verdadeiras e insanas de personagens da Cosa Nostra americana. Agora, com um pequeno delay, consegui terminar a segunda parte do texto que estava rascunhada há pelo menos três anos. Se você quiser dar um pulo em 2012 para ver a primeira parte do post, pode clicar AQUI. Ou vamos direto ao que interessa:

06 – The Sinatra Club – My Life Inside the New York Mafia – de Sal Polisi e Steve Dougherty

Sal Polisi era filho de um contrabandista de uísque no período da Lei Seca que fazia parte do clã Profaci-Colombo, uma das cinco famílias controladoras da Máfia nos EUA. Polisi era um vigarista de terceira categoria que agia em parceria com Fox Jerothe e Tommy DeSimone. Tommy, se vocês lembram de Os Bons Companheiros, é o personagem de Joe Pesci que trabalhava sob a ordens de De Niro (Burke) em parceria com Ray Lliota (Henry Hill).

Sinatra é o nome do clube social aberto por Polisi no começo dos anos 70 e que era frequentado por gangsters do calibre de John Gotti e Jimmy Burke que, segundo Polisi, rapava toda a grana de Gotti no 21. O ponto alto do livro é mostrar justamente a ascensão de um jovem e ambicioso Gotti no crime, de um astuto assaltante de mercadorias no aeroporto J.F.K. a chefe mais poderoso da Máfia americana. A versão de Polisi sobre a morte de Foxy Jerothe por DeSimone, um sujeito repugnante que andava com duas armas na cintura e por isso levava o apelido de Tommy “Two Guns” DeSimone, também é memorável.

Sal Polisi

Sal Polisi

07 – Os Bons Companheiros (Goodfellas) – Nicholas Pileggi

Se você achou eletrizante o filme de Martin Scorsese precisa ler esse livro de memórias de Henry Hill, o garoto irlandês “adotado” por Paul Vario, capo da Família Lucchese e Jimmy Burke, gangster irlandês que liderava uma perigosa quadrilha de assaltantes e contrabandistas.

Hill trabalhava com Tommy DeSimone e quase não dá para acreditar no estilo de vida desses mafiosos nos anos 60 e 70, quando J. Edgard Hoover ainda não tinha aberto os olhos para o crime organizado – ou, como suspeitam alguns, Carlo Gambino segurava bem firme suas pálpebras com generosos maços de dinheiro. A vida, segundo Hill, era realmente uma festa e não havia ninguém que poderia impedi-los de comemorar, seja atirando nos pés de um barman para que este dançasse, seja levando um cavalo para a pista de dança de uma boate.

O assustador Tommy DeSimone

O assustador Tommy DeSimone

Há tantos pontos altos no livro, como por exemplo, a temporada na prisão de Lewisburg em que sujeitos como Gotti (esse tá em todas), Vario e Johnny Dio, além de Carmine Galante, o boss da família Bonano, em que eles retratam o local como “um clube de campo da Máfia italiana”. Mas os melhores momentos são sobre o evento conhecido como Lufthansa Heist, o maior roubo da história dos EUA até então e a consequente carnificina comandada por Jimmy Burke para eliminar suspeitos que levassem a polícia até ele. Digno dos melhores livros de romance policial. Além do final onde Hill tenta traficar, cozinhar e escapar da polícia ao mesmo tempo. Um clássico do cinema, da literatura e da própria Máfia.

Paul Vario, o sinistro chefe da Família Lucchese que comandava seus negócios de dentro de  um ferro-velho.

Paul Vario, o sinistro chefe da Família Lucchese que comandava seus negócios de dentro de um ferro-velho.

08 – Underboss – Story of the Life in the Mafia – Peter Maas

Biografia do maior rato da história da Máfia, Sammy The Bull Gravano, o sub-chefe da Família Gambino quando John Gotti dava as cartas por lá. Um livro absolutamente fascinante com histórias quase surreais, contadas em detalhes alucinantes da vida desses caras, sempre envolvidos com algum esquema picareta de extrair dinheiro fácil ilegalmente ou, de maneira assombrosa, como podiam ser instados a assassinar qualquer um com a frieza de um homem de gelo. Aliás, esse era o apelido de Sammy, que tinha ao menos 19 mortes nas costas.

Sammy Gravano

Sammy Gravano

Gravano conta cenas como a do seu primeiro assassinato, aquele que o levaria a ser aceito na Máfia:

“I set up that me, Frankie, Tommy and Joe would spend the night bouncing around from one club to another. That was some irony there. Here was Joe Colucci joking and drinking it up with Tommy, who was coming on to his wife, the guy Joe wanted dead. Here was Frankie, who was in on both sides of the story. And there was me, on my first hit, the hunter and the unted, all at once. Just another day in the life of organized crime.

Os melhores momentos são a conspiração desesperada de Gotti para assassinar o chefe da Máfia nos EUA, Paul Castellano, e tomar o poder para si e seu ego do tamanho da velha Sicília. Um crime definitivamente cinematográfico, em plena Wall Street, na hora do rush e a uma semana do Natal.

09 – Murder Machine – Gene Mustain and Jerry Capecci

De todos esse é o mais fascinante dos livros que li até agora sobre a Máfia. Uma mistura de enredo policial com suspense de terror. Murder Machine fala sobre um escalão mais baixo do sistema de organização das famílias, o dos bandidos de rua, traficantes, assassinos e ladrões de carro. Murder Machine é a história da poderosa quadrilha de Roy DeMeo, um soldado da Família Gambino comandado pelo capo Nino Gaggi, braço direito de Paul Castellano e rival não declarado de John Gotti, outra força em ascensão – que assumira o posto de capitão na família com a ‘aposentadoria” de Carmine Fático.

Roy DeMeo, muito antes de Breaking Bad ele já dissolvia corpos em latões de ácido

Roy DeMeo, muito antes de Breaking Bad ele já dissolvia corpos em latões de ácido

DeMeo fazia tanto ou mais dinheiro do que Gotti para os chefes. O que tinham em comum era que Castellano não gostava de nenhum dos dois por serem “bandidos das ruas”. Após a morte de Carlo Gambino, o herdeiro Paul começou a valorizar os crimes do tipo “colarinho branco” em detrimento dos assaltos e jogatinas o que, de certa forma, fez com que soldados como Gotti e DeMeo se voltassem contra ele – com o apoio do sub-chefe Aniello Dellacroce, preterido por Gambino para suceder-lhe.

DeMeo era chamado de açougueiro pelos seus métodos de se livrar de um corpo indesejado, por exemplo. Ele usava um porão no quarto escuro de seu clube, o Gemini’s Lounge, para dissolver os corpos – antes disso, ele desmembrava-os com a precisão de um açougueiro. Diz um dos muitos informantes do FBI que traíram DeMeo por medo de terem o mesmo destino, que ele fazia isso enquanto comia uma fatia de pizza. DeMeo matou ao menos 50 pessoas, segundo o livro. Você pode ver a quadrilha aqui, nesse vídeo caseiro: https://www.youtube.com/watch?v=4LArer9kOtk

Enfim, não há nada de glamouroso na vida desses caras, apesar de histórias inacreditáveis do que eles eram capazes de fazer e da vida que levavam. No final todos acabaram do mesmo jeito: De Meo foi assassinado pelos seus próprios parceiros e colocado no porta-malas de seu carro. Gotti pegou prisão perpétua e morreu de câncer nos ossos. Burke e Vario tiveram o mesmo destino, assim como Sammy Bull está apodrecendo em algum presídio federal dos EUA. Tommy DeSimone desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado. Hill e Polisi viraram a casaca e se tornaram informantes, vivendo escondido sob nomes diferentes nos confins da América.

10 – Aliança do Crime – Dick Lehr e Gerard O’Neill

É o livro sobre o recente filme com Johnny Depp interpretando Whitey Bulger (ele ficou idêntico e acho que vai levar o Oscar), chefão da máfia irlandesa de Boston e notório dedo-duro preso recentemente. Bulger era associado de Jerry Angiulo, da Máfia italiana, que trabalhava sob as ordens de Ray Patriarca e tinha uma grande rivalidade com Henry Tameleo, o sub-chefe que tinha sob suas asas um trambiqueiro chamado Vincent Teresa,  autor do livro #2 dessa lista (ver link acima). No cinema já existe uma versão dessa história em um filme de Martin Scorsese, O Infiltrado, com um Jack Nicholson absolutamente genial no papel de Bulger, então chamado Frank Costello.

Eu poderia citar outros livros como Gomorra, por exemplo, ou a biografia de Big Joey Massino para o décimo posto. Mas esse Aliança do Crime é o mais atual já lançado,  ainda não acabei de lê-lo, e ele pode figurar por aqui por ter-me feito querer terminar esse post começado no longínquo ano de 2012.

Benett

 

P.S. – O link para a primeira parte desse post > http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/salmonelas/top-10-livros-sobre-a-mafia-parte-1/

P.S. 2 – Link quebrado, link quebrado. Sempre aparece essa m#rda…

 

 

 

 

 

 

Enviado por benett, 29/10/15 3:27:49 PM

Não sei o que dizer disso. Apenas consigo imaginar algumas charges:

Charge 01: Eduardo Cunha de pé em frente do Congresso projetando uma sombra enorme atrás de si onde pequenos políticos, como vermes repulsivos saídos de um filme de Peter Jackson, festejam e confabulam entre si, aproveitando a escuridão emanada pelo presidente da Câmara, para aprovar projetos obscenos que só beneficiam a si próprios. Do outro lado, a população apenas olha, com semblante de incredulidade.

Charge 02: Um desses coronés que se perpetuam no poder (seja no Nordeste ou no interior do Paraná) com um trabuco em sua espessa cintura dizendo para um grupo de esquálidos eleitores: “vote ou leva chumbo”.

Charge 03: Um assessor andando rápido como um sabujo atrás de seu chefe pergunta “mas deputado, por que você precisa andar armado aqui no Congresso?”. O deputado aponta para um grupo de homens vindo em sua direção, entre eles Jader Barbalho, Renan Calheiros, Eduardo Cunha (e qualquer outro que você odeia). “Ah, entendi”, diz o perdigueiro com cara de resignado.

Charge 04: Dentro de um Congresso apinhado de deputados, todos com armas na cintura, um deles pergunta para o colega: “Certeza que isso aqui não configura assalto a mão armada”?

Charge 05: Deputados reunidos tramando:

Deputado 01: – Agora criar o Bolsa Trabuco para que o estado nos forneça as armas.

Deputado 02: – E as balas.

Deputado 03: – E os coldres…

Charge 06: Presidente da Câmara prestes a iniciar mais uma sessão:

Presidente: – Bancada da bíblia?

Voz de multidão: “presente”.

Presidente: – Bancada do boi?

Voz de multidão: “presente”.

Presidente: Bancada da bala?

BANG! BANG! BANG! POW!!!

***

Se quiserem me encontrar, estou sempre AQUI: https://twitter.com/Benett_

Algumas charges publicadas Gazeta do Povo e Folha de S. Paulo

02

03

04

 

Enviado por benett, 28/10/15 3:03:05 PM

Não sei como é em outros bairros, mas aqui onde moro eles estão por tudo, nos gramados, nas calçadas, nas praças, debaixo das árvores e, para nosso azar, em nossas próprias solas de sapato. De tempos em tempos o curitibano esquece um pouco as campanhas de boas maneiras e libera seu adorável saco de pelos para fazer cocô na cabeça do cidadão distraído.

Dia desses, numa grande praça no Cabral, em meio a uma dezena de crianças correndo e rolando no gramado convidativo de um sábado de sol, uma madame chegou com seu pet de quatro patas e deixou que ele fizesse suas necessidades ali mesmo, na grama, no meio dos pimpolhos, como se o animalzinho fosse um dos animaizinhos que ali brincavam. “Ai, agora vamos buscar uma sacolinha para limpar, né bebê?” ela disse, sem conseguir esconder que isso iria ficar apenas na mais dissimulada intenção.

Claro que ela não voltou e alguém enfiou o pé ali com o mesmo entusiasmo com que Frank Sinatra enfiou as mãos no cimento da Calçada da Fama. No Bosque do Papa é preciso uma placa do tamanho da Capela Sistina para que os donos de cachorro vejam que é PROIBIDO andar com seus “dogs” por ali. Não por nada, mas eles CAGAM na grama e as pessoas pisam. Acho que é um bom motivo para eles não estarem ali, não? E mesmo que limpe… sempre sobra algum resíduo com alguns bilhares de bactérias infecciosas que, cedo ou tarde, terminarão em nossas línguas.

E tem um tipo de dono de cachorro “educado” que até leva a sacolinha, junta com amor o cocô do chão e… pendura a sacolinha em uma árvore da rua!!! Como se fosse uma instalação ou uma árvore de Natal personalizada. WARNING: Quando virem uma sacolinha amarrada em uma árvore, não pense que é macumba ou um tipo improvisado de estufa para proteger frutas: é apenas cocô de cachorro ensacado como uma boleadeira de fezes mortal. Na verdade, um resumo do que o dono de cachorro pensa da sociedade.

Não me levem a mal, eu adoro cachorro (tive três inesquecíveis amigos que eram os vira-latas mais parceiros do mundo). Mas não deixe seu cãozinho sujar a calçada, o gramado ou a rua. Eu sei que, para ele, é a hora mais importante do dia e, dependendo do lugar, da quantidade ou do formato do cocô, é o motivo de maior orgulho de sua existência. Ele quer que sua “obra” fique ali para que o cachorro do prédio ao lado veja e fique com inveja de sua criação. Os cachorros também são artistas soberbos.

Porém, temos regras de civilidade que não podem ser transigidas assim, apenas por egoísmo. E uma delas diz: eu não quero pisar no cocô do seu cachorro e trazer para dentro de minha casa.

Ainda sobre cachorros adoráveis, deve estrear em breve o desenho em 3D do Snoopy. Vamos ver?

P.S. – É certo afirmar que boa parte dos donos de cachorro dão destinos razoáveis para os dejetos de seu “bebê” > o lixo ou a grama do vizinho. Quero acreditar que é uma minoria que não se importa.

P.S. 2 – Na rua Rocha Pombo, no Juvevê, em frente a escola Stella Maris, tem uma casa misteriosa em que os donos deixam gatos confinados em gaiolas em pleno quintal, com uns dois ou três cachorros soltos ao redor. Uma cena bem triste.

Enviado por benett, 19/10/15 3:14:18 PM

Charge de hoje na Gazeta do Povo

Eu lamento que essas baratas sejam brasileiras.

Benett

 

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