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Salmonelas

Enviado por benett, 10/02/17 11:48:50 AM

Charge publicada na Folha de S. Paulo em 09/02/2017

Charge publicada na Gazeta do Povo em 02/01/2017

2017 tem tudo para ser um ano…bom? Sim, bom. Nossa expectativa é tão nula em relação a esse ano que é bem possível que, ao contrário do que esperamos, 2017 acabe sendo um ano bom. Ou isso ou é o meu bom e velho auto engano aflorando dos meus vidros de nanquim…

Benett

 

P.S. – não, eu acredito realmente que será um ano bom.

P.S. 2 – assim, bom se comparado a 2016 ou 2018, claro. Ou seja, relativamente bom.

P.S. 3 – Vocês conhecem aquele personagem da segunda charge, não? Ele é um gremlin, uma daquelas criaturinhas fofinhas do filme Gremlins que, quando molhadas, tornam-se criaturas demoníacas. Teve gente que achou que era o Yoda.

P.S. 4 – A garota da charge abaixo, também publicada na Gazeta do Povo, vocês sabem que é, né? Para quem não sabe, ela é a Samara, do filme O Chamado. Assista, vale muito a pena. Nem que seja só para entender a charge.

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Enviado por benett, 08/02/17 11:57:29 AM

Charge publicada ontem a noite, na minha página do Twitter: https://twitter.com/Benett_

Enviado por benett, 28/01/17 3:05:49 PM

Já tinha visto na Rolling Stone americana o ranking das maiores (e melhores) séries de TV de todos os tempos, que sai agora, na versão brasileira de janeiro. E concordei em quase tudo, inclusive com quem ficou no topo da lista: The Sopranos.

Sei que a favorita de muita gente é Breaking Bad, mas sem Tony Soprano Walter White provavelmente não teria existido. Como disse um crítico de TV, se “Shakespeare vivesse nos nossos tempos, provavelmente estaria escrevendo Sopranos”. Tony Soprano é o chefão de uma família da máfia de Jersey, que leva o sobrenome de seu pai e tem que lidar, na verdade, com as duas famílias: a do crime e a de casa, em especial com a mãe. Antes das escolhas “morais”, em nome do  bem da família, feitas por Heisenberg, Tony tinha isso como um princípio inquestionável correndo pelas suas veias.  Walter White é um gatinho manso perto da mãe de Tony Soprano.

Mas os fãs de Breaking Bad não precisam ficar tristes. A série alcançou o terceiro lugar no ranking, uma posição atrás de The Wire – que vergonhosamente nunca assisti. Em quarto e quinto lugares, Mad Men e Seinfeld. Simpsons e Além da Imaginação vêm logo depois.

Estou de acordo com quase toda a lista, mas senti falta de algumas séries essenciais, como por exemplo, Um Amor de Família, Police Squad, Batman dos anos 60, e claro, Cháves e Chapolin.

Quer conferir a lista? Clica AQUI.

Enviado por benett, 05/12/16 7:26:24 PM

01 – Charge publicada hoje, na Gazeta do Povo

Vocês viram que pedido de desculpas mais esfarrapado da Odebrecht? Quem escreveu essa porcaria de texto merece o Troféu Carli Filho de Pior Pedido de Desculpas da Face da Terra. As vezes acho que políticos, empreiteiros e, bem, gente milionária em geral, não tem a mínima ideia de como é fazer um pedido de desculpas. Nunca precisaram. Nunca pediram. Sempre tiveram advogados bem remunerados para fazer esse trabalho “humilhante”.

O pedido de desculpas desse pessoal sai baixinho, acusatório, quase colocando a culpa nas vítimas. E só é pedido para tentar evitar a cadeia ou uma encrenca maior com a justiça. Nem de longe por uma demonstração sincera de arrependimento. Que bela porcaria.

02 – Publicada na Folha de S. Paulo

03 – Glory Hole – Publicada na Folha de S. Paulo

04 – Publicada na Gazeta do Povo 05 – Publicada na Gazeta do Povo

06 – Charge publicada na Folha de S. Paulo

 

Enviado por benett, 25/11/16 5:57:10 PM

Há alguns anos um incidente no supermercado me deixou realmente envergonhado. Eu estava na fila do caixa rápido e era o próximo a ser atendido quando um sujeitinho mirrado entrou na minha frente e disse “… e eu vou entrar na tua frente.” Eu estava meio bêbado e custei a acreditar no que estava vendo. Ele vai fazer isso assim, na cara dura? O cara estava duplamente errado: primeiro por furar a fila, que era consideravelmente grande. E depois por ter um carrinho com bem mais de 15 produtos.

Eu não briguei, mas fiquei falando algumas ironias em voz alta e olhando fixamente para ele. Eu estava de bom humor, mas aquilo tinha me deixado meio emputecido. Não teria problema algum em deixar alguém passar na minha frente, desde que pedisse com educação e todos os demais da fila concordassem. Mas ali ele estava me comunicando que iria furar a fila.

Aí então comecei a dirigir uns impropérios para ele, que não levantava a cabeça. Então a mulher dele entrou na discussão e começou a me xingar alto. Percebi, pela atmosfera de ódio no ar, que eles já haviam brigado em outro caixa e, por isso, correram tomar a vez dos otários do caixa rápido. Nada é tão ruim que não possa ser piorado.

A mulher tinha um bebê no colo que estava chorando. O terceiro erro da dupla era levar um bebê para fazer compras as 23h, convenhamos, é meio que chato para a criança. Enfim, o casal conseguiu o que queria, passou na frente de todo mundo e eu acabei sendo vigiado de perto por seguranças grandalhões, como se EU estivesse errado – tá, eu tava meio bêbado e agora falando mais alto, mas mesmo assim acho que o erro é de quem fura a fila. Mesmo porque eu já estava ali há uns dez minutos.

Hoje no buffet do restaurante uma mulher furou a fila. Eu estava terminando de servir a salada quando ela sorrateiramente passou na minha frente. Outra vez eu não teria nenhum problema em ceder a vez, se ela e a filha estivessem desesperadamente com fome, mas passar assim, na malandragem, é bem irritante. Um belo exemplo para a filha, minha senhora.

Dia desses um sujeito estacionou o carro em frente a uma creche, numa vaga reservada para embarque e desembarque de crianças. Tem uma placa imensa de proibido estacionar ali. As professoras reclamaram e ele disse “eu tenho direito, pago meus impostos”. Até onde sei os pais das crianças da creche também pagam impostos e nem por isso eles vão estacionar o carro na entrada da garagem do filho da puta.

Esse tipo de pessoa que acha que tem privilégio sobre as demais, que o mundo tem que esperar a vontade delas é o que mais tem por aí. Um dia vi uma SUV imensa estacionada na rampa de acesso para pessoas portadoras de deficiência da calçada. Detalhe: o sujeito estava na missa!

E assim seguimos, com pessoas que não entendem bem o que é viver em sociedade, mas estão cheias de razão em reivindicar seus privilégios sobre todos os demais mortais.

 

Benett

Enviado por benett, 07/11/16 9:59:39 AM

“Quando o País vai mal, o chargista vai bem” – Ademir Paixão

Charges publicadas na Gazeta do Povo e Folha de S. Paulo.

Publicada na Gazeta do Povo

 

Gazeta do Povo

Gazeta do Povo

Publicada na Folha de S. Paulo

 

Folha de S. Paulo

Gazeta do Povo

Folha de S. Paulo

Gazeta do Povo

Folha de S. Paulo

P.S. – Não existe humor a favor.

Enviado por benett, 12/10/16 9:37:39 AM

Todo mundo um dia já foi uma criança – e se arrepende de deixar de ter sido.

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Enviado por benett, 06/10/16 6:14:12 PM

Dizem na Argentina que Messi é o melhor jogador do mundo. E um dos melhores da Argentina. Diziam isso de Maradona também. E de DiStefano. Isso porque aquele lugar do planeta é um manancial de jogadores geniais. Para alguns o melhor de todos foi um tal Trinche Carlovich. Um tipo que jogou na segunda divisão a maior parte da carreira, durante os anos 70 e 80. Não se interessava por treinar ou ganhar dinheiro. Foi descoberto em um amistoso entre seu time, o Central de Córdoba, e a seleção da Argentina. Carlovich destruiu em campo. Menotti teria parado o jogo e pedido para ele não “humilhar tanto os seus jogadores”. Depois fez a mesma coisa em um amistoso contra a Inter de Milão. Os poucos que o viram jogar dizem que ele lembrava um pouco Fernando Redondo ou mesmo Zidane, pela altura e elegância. O problema: só existe UMA imagem dele jogando, por sinal, dando um drible no adversário e estampando o número 10 gigantesco nas costas. A título de curiosidade: Quando Maradona foi jogar no Newell’s Old Boys, um repórter disse que ele era o melhor jogador a atuar em Rosário. Maradona lhe contestou: “Não. O melhor que já jogou aqui foi um tal de Trinche Carlovich”. Detalhe: era canhoto, como Messi e Maradona. Parece um personagem de Borges. Tá tudo aqui, nesse documentário:

 

Enviado por benett, 12/09/16 11:59:58 AM

Charge de hoje na Gazeta do Povo

Desenho digital sobre foto do poster do filme O Exorcista, de 1973, de William Friedkin. Para muitos, incluindo este cartunista, o filme mais medonho de terror de todos os tempos.

Enviado por benett, 11/09/16 8:52:02 PM

“Caminharam pelas ruas envolvidos nos cobertores imundos. Ele levava o revólver na cintura e segurava o menino pela mão. No outro lado da cidade encontraram uma casa solitária num campo e atravessaram e entraram e caminharam pelos quartos. Depararam-se consigo num espelho e ele quase sacou o revólver. Somos nós, Papai, o menino sussurrou. Somos nós.”

***

“À noite ele acordou na fria escuridão tossindo e tossiu até o peito ficar em carne viva. Inclinou-se na direção da fogueira e soprou os carvões e colocou mais madeira e se levantou e afastou do acampamento onde a luz lhe permitia. Ajoelhou-se nas folhas secas e nas cinzas com o cobertor por cima dos ombros e depois de algum tempo a tosse começou a passar. Pensou no velho em algum lugar lá fora. Olhou novamente para o acampamento através da paliçada negra das árvores. Esperava que o menino tivesse voltado a dormir. Ficou ajoelhado ali respirando com dificuldade e baixinho, as mãos sobre os joelhos. Vou morrer, ele falou. Diga-me como eu faço isso.”

***

“Quando acordou novamente achou que a chuva tinha parado. Mas não foi isso que o acordou. Ele tinha sido visitado num sonho por criaturas de um tipo que nunca tinha visto antes. Não falavam. Ele achou que tinham estado agachadas ao lado do seu catre enquanto dormia e que tinham escapulido quando ele acordou. Virou-se e olhou para o menino. Talvez compreendesse pela primeira vez que, para o menino, ele próprio era um alienígena. Um ser de um planeta que já não existia. Cujas histórias em suspeitas. Ele não tinha como construir para o prazer da criança o mundo que tinha perdido sem construir também a perda e achava que talvez o menino soubesse disso melhor que ele. Tentou se lembrar do sonho mas não conseguiu. Tudo o que restava era a sensação. Pensou que eles talvez tivessem vindo avisá-lo. De quê? De que ele não podia acender no coração da criança o que eram cinzas no seu próprio. Mesmo agora alguma parte dele desejava que nunca tivessem encontrado aquele refúgio. Alguma parte dele desejava que tudo tivesse terminado.”

***

Trechos do fantástico livro A Estrada, de Cormac McCarthy. Ed. Alfaguara, 2006.

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