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Enviado por Luiz Claudio, 11/09/14 8:00:52 AM

O escritor agitado e agitador cultural Geraldo Magela Cardoso está aprontando mais uma. Reuniu uma turma da artistas haitianos que estão na região de Curitiba para um show neste sábado, no TUC, Sala Ivo Rodrigues. Para os desinformados, o TUC fica na Galeria Julio Moreira, que passa por baixo da Rua Nestor de Castro, atrás da Catedral, que liga a Praça Tiradentes ao Largo da Ordem.

O show terá representantes do rap, do reggae, da street dance e performances poéticas, entre outros. Entrada franca.

Confira:

CuTUCando a inspiração apresenta multishow com os haitianos

Rap,(Team Fresch) Band Recif, reagge com SKIN D, music Group), Street dance com Avionsom Val e performances poéticas.

Dia 13/09/2014
Sábado. Teatro Universitário de Curitiba
Galeria Julio Moreira – 19:00 horas – entrada franca.

Haitianos_showTUC

Enviado por Luiz Claudio, 09/07/14 1:31:14 PM

labrador_palco

O título dessa coluna é inspirado no samba “Bebadosamba”, de Paulinho da Viola, que deu nome ao álbum lançado em 1996. Mas, além do título, essa coluna não tem mais nada a ver com Paulinho da Viola ou com o samba. Tem a ver com beba, do verbo beber, mas não com o samba (nada contra, adoro). É que vou falar de uma banda que tem sua história ligada à cerveja, mas uma produção mais próxima à do vinho. Entendeu? Não? Então puxa a cadeira, abre a primeira garrafa e me deixa explicar.

Por aqui, abri a minha primeira cerveja, a Labrador Iniciantes, uma pilsen, levinha, para começar os trabalhos. Sim, cerveja Labrador, “uma cerveja como você nunca ouviu”, que experimento para falar da banda Labrador, “uma banda como você nunca bebeu”, que se lança, em cerveja, EP e CD.

As cervejas fazem parte da estratégia de lançamento do EP, que vem em um pen drive em forma de abridor de garrafa (dá para notar que tem publicitário na banda, não é?!). A primeira música é justamente “Iniciantes”, essa que estou bebendo, quer dizer, ouvindo. E tem mais três músicas e cervejas que beberei na sequência: “Logo Depois”, uma brown ale; “Nem Tudo São Flores”, uma weiss, e, por fim, “Stasis”, uma stout.

A densidade das músicas e a graduação alcoólica vão num crescendo. Essa mesma característica de crescendo e de variações espalha-se por todo o trabalho da banda formada por Allan Yokohama (Terminal Guadalupe, Poléxia e Humanish) na bateria, Lucas Borba (Terminal Guadalupe e Móbiles) na guitarra, Érico Klein, no vocal, Bruno Nogueira, na guitarra, Chico Marés, nos teclados, e Pedro Andrade no baixo. Cada faixa varia de intensidade dentro dela mesma.

Enquanto abro e provo a segunda, vamos falar um pouco sobre a banda que passeia sem temores entre a baixa e a alta fermentação. Ela surgiu em 2010. No ano seguinte, teve o single “Deserto” incluído entre os melhores do ano por alguns sites especializados em música, como o Scream and Yell. Em 2012 – e aí mais uma prova da ligação com a cerveja – venceu o Festival Kaiser Sound, e um dos prêmios foi a gravação de um disco, de onde surgiu Dia, Noite e Horas a Mais, que está finalmente prensado e vai ser lançado em breve.

Como vocês podem perceber, o EP e o CD já estão sendo preparados há um bom tempo. Daí a comparação que a produção da banda está mais para vinho do que para cerveja. Mais demorada.

labrador_cervejas

Essa brown ale, a terceira, está uma delícia. Mas acho que ainda não contei que o EP foi masterizado no mítico estúdio Abbey Road, em Londres, por Geoff Pesche, o engenheiro que já assinou trabalhos de Gorillaz, New Order, Blur, Kylie Minogue, entre muitos e muitos outros. Já o álbum teve a produção de Tomás Magno (Skank, Rappa, Nando Reis).

É difícil falar sobre o som da banda, dar uma descrição apropriada, ainda mais depois de tanta cerveja. Deixa eu tomar mais um gole, respirar fundo, hmmm. Rock-pop, cada música parece priorizar um instrumento diferente. O vocal unido ao teclado dá um tom levemente etéreo, quebrado por um baixo possante e uma bateria crua, sem firula. O sabor recende por vezes ao rock progressivo. Por momentos o buquê é inglês, talvez no dedilhado da guitarra. Porém, há um leve toque nacional, que deixa no palato um quê de frutas tropicais dos anos 1980.

Quem quiser saber como é o som, terá uma bela oportunidade amanhã, se comparecer ao Wonka (R. Trajano Reis, 326). Tem show junto com a banda Monreal.

Vamos à stout, pois a vida pede sempre mais e eu, assim como o malte, já estou ficando torrado.

Hmmmm. O fato é que “a cada passo em falso eu empurro o chão pra baixo”. E esses caras estão cada vez melhores, sensacionais, curto muito eles todos, ehh, são gente boa pra caramba. Ó, moram aqui, ó. Gente boa, ic, mas o que eu estava falando mesmo? Ah esses labradores são uns cachorros maravilhosos. O que? ic, mas não são.? ah, da banda? são também uns cachorr… quer dizer, ic, cerveja boa, da Klein, né!? Acabou? saideira? num tem? mas a banda ainda tá tocano … banda boa … ótima ideia essa … essa … de dar cerveja junto com o disco, ou é o disco junto com cerveja? Mas já acabou? … Rebebendo … quer dizer … Recomendo.

Enviado por Luiz Claudio, 04/07/14 9:02:40 AM

Radiocaos. Precisa dizer mais? Então olha só o que vai tocar nesta semana em Curitiba, Rio, São Paulo e Lisboa (sim, também Lisboa):

Radiocaos

Enviado por Luiz Claudio, 02/07/14 7:50:57 AM

Guantanamera

O Playing For Change lança mais um vídeo matador. 75 cubanos em vários pontos do mundo, interpretam o clássico Guantanamera. Divirtam-se com o som e as imagens:

Enviado por Luiz Claudio, 09/05/14 7:59:51 AM

Atrasado e desatento como sempre, deixei (muitos deixaram) passar esse evento superinteressante que acontece em Curitiba. Então, sem mais demora, repasso e compartilho o que recebi:

Joyce e o Coral Curumim

Joyce e o Coral Curumim

2º ENCONTRO BRASILEIRO DA CANÇÃO INFANTIL – CURITIBA 2014

De 8 a 10 de maio acontece em Curitiba, o 2º Encontro Brasileiro da Canção Infantil. Durante 3 dias músicos, pesquisadores, compositores, professores, produtores e estudantes de toda a América Latina se encontram em mesas redondas, oficinas, palestras e apresentações, para partilhar experiências e promover ações em prol da construção de um universo sonoro mais adequado ao público infantil.

Na programação educativa, nomes como Eugenio Tadeu (UFMG – Belo Horizonte), Jorge Sossa(Academia Superior de Artes – Colombia), Indioney Rodrigues (UFPR – Curitiba) e Julio Brum(selo de música infantil Papagayo Azul e Butia – Uruguai) participam ao lado de outros profissionais de todo o país, das palestras e mesas com temas diversos, e que terão transmissão ao vivo pelo site www.musipar.org. Nas oficinas, destinadas ao público adulto, são oferecidas abordagens educativas, como “A canção na Escola” (Rosa Maria Fontoura/PR), opções lúdicas, como “Jogos de Mãos” Fernanda Souza (PR) e de produção, “A Razão da Canção”, com Jean Garfunkel (SP).

Entre as apresentações, está o pocket show da musicista Silvia Negrão, que concorre ao 25° Prêmio da Música Popular Brasileira com o álbum infantil “Rabiola, Ola, Catibiribola” e o coral curitibano Curumim, que faz a abertura do evento. Os shows “Eu Não Gosto de Cebola” (Marcio Coelho e Ana Favaretto), “Pra Começar” (Meninas Cantoras da Klabin com Lydio Roberto, Mara Fontoura e Rosy Greca), e “Cabeça de Vento” com Bia Bedran, integram a programação musical oficial dos 3 dias do Encontro.

O 2º Encontro Brasileiro da Canção Infantil é articulado pela Gramofone Produtora Cultural e pelo Fórum Musipar, com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, e alia-se ao Movimento Brasileiro da Canção Infantil, um movimento que articula ações de intercâmbio e de pesquisa da canção infantil desde 2010, ano da realização do 1° Encontro Brasileiro da Canção Infantil.Todas as informações estão disponíveis no site: www.musipar.org.

Ouça o trabalho dos participantes do Encontro aqui:
https://soundcloud.com/cancaoinfantil2

Veja mais:
Julio Brum: https://www.youtube.com/watch?v=l9UMQBmaXT0
Bia Bedran: https://www.youtube.com/watch?v=6e72jx6zUc0

No facebook:
https://www.facebook.com/segundoencontrobrasileirodacancaoinfantil

SERVIÇO
2° Encontro Brasileiro da Canção Infantil
Programação e inscrições: www.musipar.org
Data: de 08 a 10 de maio de 2014.
Hora: Horários diversos, de acordo com a programação.
Local: Positivo Ambiental – Rua Itupava, 985 – Hugo Lange CEP: 80040-455
Valor: de R$ 30 a R$90, incluindo mesas redondas, palestras e shows.
Informações: (41) 3228 1044 ou pelo email cancaoinfantil2@gmail.com

Enviado por Luiz Claudio, 01/05/14 2:32:13 PM

Minha homenagem aos trabalhadores de todo o mundo, legalize ou clandestino.

Somos todos duros, pero com ternura e alegria:

Enviado por Luiz Claudio, 22/04/14 8:23:58 PM

SarauSuave

Vou repassar aqui algumas informações sobre o Sarau Suave que alguns músicos do Paraná farão em Sampa nesta quarta, para divulgar o Festival Suave, que acontece nos dias 9, 10 e 11 de maio:

Leo Fressato, Téo Ruiz, Bernardo Bravo e Uyara Torrente, unem-se na noite de quarta-feira no Espaço Art’er, galeria de artes localizada na Vila Madalena, para um Sarau com clima leve, alegre e descontraído na companhia de pessoas que prezam por momentos prazerosos e de qualidade, sendo com certeza uma pequena amostra do que prometem ser os três dias do Festival Suave à beira mar. (www.festivalsuave.com.br)

O evento tem início às 19h e a entrada é gratuita, o limite de público é de 60 pessoas que, além das apresentações musicais, também terão a oportunidade de apreciar obras de artistas visuais que também integram o Festival. As obras ficarão expostas na galeria durante todo o mês de abril. Após as apresentações o palco será aberto para possíveis participações de artistas que lá estiverem.

Serviço:
SARAU SUAVE
Quando: 23/04 às 19h
Local: Espaço Art’er
Entrada: Gratuita
Rua Harmonia, 797 – Vila Madalena
Telefone: (11) 3926-2512 | Site: www.espacoarter.com.br
Convênio com estacionamento na Rua Harmonia, 899

Enviado por Luiz Claudio, 15/04/14 11:01:15 PM

Da Coluna Acordes Locais, publicada nas quartas-feiras, na Gazeta do Povo:

A banda Humanish adapaptou seu som para o formato semi-acústico do Sofar e aprovou. A foto é de Karla Keiko

A banda Humanish adapaptou seu som para o formato semi-acústico do Sofar e aprovou. A foto é de Karla Keiko

O mundo gira cada vez mais rápido. Tudo corre, nos atropela. Há cada vez mais coisas para fazer, mais informação para digerir. As opções nos oprimem, temos cada vez menos tempo e tudo exige pressa.

A geração nativa da internet, no entanto, vem encontrando meios para uma vida mais suave, mais pé no chão, mais alternativa sem abandonar a tecnologia. Três eventos culturais que acontecem neste outono ignoram a pressa e apontam caminhos de suavidade, serenidade e proximidade, quase intimidade entre artistas e público. São eles o Sofar Sounds, o Vire o Disco e o Festival Suave.

Projeto Sofar

A produtora do Sofar em Curitiba, Aline Moraes, e o músico e produtor Dilson Laguna, que trouxe o projeto para o Brasil

A produtora do Sofar em Curitiba, Aline Valente, e o músico e produtor Dilson Laguna, que trouxe o projeto para o Brasil

No domingo passado o Projeto Sofar Sounds estreou em Curitiba cinco anos depois de ter sido criado em Londres e percorrido 70 cidades do mundo. Hoje tem mais de 20 mil pessoas inscritas e 3,5 milhões de visualizações de seu canal no Youtube. Apesar do sucesso, é um evento tipicamente alternativo. O conceito vem desde o nome, um acrônimo de Sounds From a Room, e se propõe a promover o encontro de músicos e plateia de uma forma quase íntima.

Quem trouxe o projeto a Curitiba foi o músico e produtor Dilson Laguna, o mesmo que introduziu o conceito no Brasil, por São Paulo e se expande para Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. A ideia é aportar uma vez a cada bimestre em Curitiba, mas há uma Copa no meio do caminho.

O bar Dama Dame, ali no comecinho da Tapajós, nas Mercês, recebeu o Sofar num fim de tarde de um domingo nublado. Das 12 bandas e músicos pré-selecionados na lista enviada para a matriz em Londres, 4 foram escolhidos: Bernardo Bravo, Rosie Mankato, Dú Gomide e Humanish. Todos num formato semi-acústico e assistidos por alguns privilegiados que ficam bem junto dos músicos.

A produtora-executiva do projeto em Curitiba, Aline Valente Lobo, aprovou a estreia. “Para os 70 convites que tínhamos disponíveis, foram mais de 180 inscritos com acompanhante. Tivemos um feedback muito positivo do púbico que compareceu. A maioria ainda não tinha conseguido entender o que era o Sofar, como as coisas iriam acontecer, era tudo muito misterioso… depois ficaram encantados com o formato, a proximidade com o artista, o novo som.”

O Sofar é um tanto secreto. As pessoas só ficam sabendo onde será realizado 48 horas antes. E as bandas só são reveladas no dia das apresentações. Ou seja, o público vai quase no escuro. E foi bem surpreendido na estreia em Curitiba.

As bandas também aprovam a proximidade com a plateia, mesmo as que têm de fazer adaptações para se enquadrar no formato semi-acústico. Foram os casos da Aldac (em São Paulo) e da Humanish em Curitiba, e um pouco também da Rosie Mancato (novo projeto de Rosanne Machado, ex-Rosie and Me) que fez a sua estreia mundial justamente nesse Sofar de Curitiba. A exigência de adaptação acaba revelando às próprias bandas outras possibilidades de apresentação em pocketshows.

Se todos gostaram, Du Gomide adorou a simplicidade e proximidade. “Queria fazer sempre assim”, resumiu ao final do minishow.

Os músicos

Bernardo Bravo - O projeto Sofar estreou em Curitiba pouco depois das 17h30 do domingo (13/04/2014) com a apresentação do músico e compositor Bernardo Bravo cantando “Carnaval em Curitiba”, que está no seu disco solo, “Arlequim”, lançado no ano passado. O disco é com piano e voz, mas ali era voz e violão. Depois, veio “Estrela de Bilhar”, gravada pela Janaína Fellini (veja vídeo abaixo) e com a participação de Dú Gomide e de João Félix. Este último permaneceu para uma retomada do duo Felix Bravo, em mais duas músicas. De certa forma reviveram no Sofar o projeto da Casinha, em que produziam shows no quintal da casa no Centro Cívico.

Rosie Mankato - Rosanne Machado fez no Sofar a primeira apresentação pública do seu novo projeto. Com Thomas Kossar na guitarra e Tiago Barbosa na bateria, era quase a formação da falecida Rosie and Me. Foi o primeiro show e há apenas um vídeo disponível, de “Chino” (veja lá abaixo), por isso não dá ainda para saber ao certo como será o som do novo disco, “Palomino”, que está em fase de finalização. Dá para perceber que a delicadeza da voz, a sutileza dos arranjos devem prevalecer. O folk continua ali, mas um tanto mais limpo (ou a palavra certa seria “clean”?). Em um vídeo dos ensaios que foi publicado no Facebook até brinquei que a música “The Big Fight” parece um “western-bossa-nova”. Depois da amostra no Sofar, aguardo ainda mais o lançamento do novo trabalho.

Du Gomide - Ele jura que foi só coincidência ter se apresentado no mesmo dia do Bernardo Bravo, que não tem nada de panelinha na história. Isso porque ele tocado com Bravo que agora estava ali com ele (e mais Fernando Lobo). E a apresentação continuou num alto astral, com Du talvez sendo o músico mais à vontade com o formato da apresentação. Parecia estar em casa com os amigos. E fez a plateia cantar com ele e sua guitarra mágica.

Humanish - Foi a banda que teve de fazer mais adaptação de seu som para o formato do Sofar. Allan Yokohama e Marano mostraram um “lado B” da banda com novos arranjos, acrescido de violino, e apresentaram apenas três músicas. Abriram melancólicos, principalmente com “Deserto e Coração”, que ficou parecido com uma moda de viola medieval. Para rebater, terminaram com um rock-baião divertido, a mais aplaudida da noite. A banda também tem planos para lançar um novo trabalho ainda neste ano.

Festival Suave

Mesmo em grandes eventos, a busca pela calma e suavidade está presente. É o caso do Festival Suave (www.festivalsuave.com.br), organizado pela produtora Tertúlia, de Curitiba, e que será realizado nos dias 9, 10 e 11 de maio em Ilha Comprida, Litoral Sul de São Paulo. Segue a trilha do já consagrado Psicodália, que acontece em Santa Catarina. Um festival para acampar, aproveitar a natureza, fazer novas amizades e, é claro, curtir um som. Também há outras atividades, como aulas de yoga e outras oficinas.

Entre as atrações desse evento de estreia estão Du Gomide, Curumin, Leo Fressato, A Banda Mais Bonita da Cidade, Trombone de Frutas, Estrela Leminski e Téo Ruiz, e Metá Metá.

Vira o Disco

Em 2008, os americanos, que adoram uma estatística, descobriram que 97% dos jovens dos EUA nunca haviam entrado numa loja física de música. A constatação fez com que os comerciantes de discos criassem o Record Store Day, que tem como objetivo levar as pessoas de volta às lojas promovendo, entre outras ações, shows ao vivo. Ou seja, de novo a proposta de promover o encontro entre artistas e público.

Hoje, 700 lojas aderiram por lá. Por aqui, a Livraria Cultura comprou a ideia e desde 2012 promove o Vire o Disco, um dia com pocket shows, discotecagem e descontos em suas lojas. Neste ano acontecerá no domingo depois da Páscoa, dia 27 de abril.

Em Curitiba, se revezarão pelo palco, pela ordem, Rodrigo Del Arc, Emerson Caruso Trio, Willbilly Rawide e Rosie Mancato. Além do show, os músicos também batem um papo com a plateia, com a intermediação de Paulo Dalla Stella, que já produz o talk show Curitiba Connection, outro projeto bacana da livraria.

Bons e suaves encontros a todos.

Bernardo Bravo e Janaína Fellini em “Estrela da Bilhar”

Rosie Mankato – Chino

Du Gomide em Perdi no Poker

Humanish – Deserto e Algodão

Enviado por Luiz Claudio, 02/04/14 10:58:12 PM

Hoje vamos falar de artistas que estão com novos trabalhos pipocando, e de dois projetos que se unem e promovem shows transmitidos pela internet, o Clap Me e o Sofar.

Gustavo Proença

O baiano-curitibano Gustavo Proença é cantor e instrumentista (flauta, trompete, percussão…) e já tem lançado os ótimos CD e DVD Minha Alegria, em que privilegia o samba e ritmos brasileiros com um balanço todo próprio. Também participa de alguns grupos musicais como Serenô e Real Coletivo Dub.

Ele acaba de lançar mais um trabalho solo, o clipe “Foi Engano”, que antecipa um dos caminhos que trilhará nesse ano. Quem explica como surgiu a música e o clipe é o próprio músico:

“Foi uma iniciativa minha mas que foi tomando forma com o convite de Erich Gegenbauer na produção do clipe. Tinha feito a música há algum tempo, no Rio, juntamente com o ator Sacha Bali e o também ator e amigo Breno dos Reis. Ao convite do Erich em captar as imagens resolvi produzir a música sozinho e convidar alguns amigos para participar da história. Foi aí que pintou o rapper Luis Cilho [Track Cheio] com sua rima afiada. Na sequência falei com o Alonso Figueroa (sintetizadores) e Andre Kloss (baixo fretless) que toparam colocar suas artes no fonograma.”

Mas será essa uma mudança de comportamento total de Proença? Ele responde:

“Nesse ano estou com dois projetos de trabalhos solos. Um álbum independente com esse conceito mais contemporâneo de produção. Com composições de várias influências e parcerias. Trazendo minhas experiências nos diversos grupos musicais que tenho passado. Vai sair no começo do segundo semestre. E um segundo álbum de samba. Nesse álbum, agora em estúdio, vou manter a estética regional. São composições e temáticas no mesmo conceito do anterior [Minha Alegria] porém com mais influências e novas misturas. Esse álbum é através da Lei de Incentivo à Cultura da FCC. Estamos com esse projeto na agulha, apenas aguardando aparecer incentivadores.”

Proença fará um pocket show do Minha Alegria na Livraria Curitiba do Estação, no dia 15 de abril, às 19h30, e promete apresentar músicas do próximo álbum.

Quem quiser ouvir e conhecer mais de Gustavo Proença, pode baixar tanto o álbum Minha Alegria quanto o novo clipe no site do músico.

Veja o Clipe de Foi Engano:

Naked Audac

Coincidência ou não, duas boas bandas curitibanas participaram na segunda-feira passada do projeto Sofar (Songs from a Room), que, aqui no Brasil, é unido com o site Clap Me (clapme.com.br/sofarsounds). As bandas presentes eram Naked Girls and Aeroplanes (que está em processo de gravação de seu primeiro álbum, depois de ter lançado um EP no ano passado) e Audac (que fez, pela primeira vez, uma versão acústica de seu som e mostrou que as canções são tão boas e poderosas que se adaptam bem ao novo formato, que agora é mais uma opção de show para o grupo).

O projeto Sofar nasceu em Londres há cinco anos e traz bandas em apresentações ao vivo, em locais públicos e transmitidas diretamente pela internet. Os shows ficam disponíveis em gravações que podem ser acessadas pelo site. O Clap Me é um projeto que se propõe a mostrar também shows ao vivo, pela internet, de bandas de qualquer lugar do mundo. Se você tem uma banda e quer se mostrar, é só combinar a data com o site e transmitir um show de onde você quiser. Os internautas que estiverem logados podem colaborar com doações para a banda.

Vilma Ribeiro

Vilma Ribeiro é cantora, compositora e instrumentista (guitarra e violão). Já lançou um EP com seu nome e une rock à música brasileira, passando pelo jazz e blues. É agradável vê-la e ouvi-la sempre bela e elegante. Depois do lançamento de seu EP e do elogiado show Camarim, no ano passado, neste abril chega mais uma vez aos palcos com um novo trabalho, o de seu primeiro álbum solo.

O CD será oficialmente lançado em show no Teatro do Paiol no dia 11 de abril, às 20 horas. Além de composições próprias, trará interpretações de músicas de, entre outros, Leo Fressato e Paulo Teixeira (Blindagem). A produção é de Maycon Ananias, que tem em seu currículo trabalhos com Norah Jones, Milton Nascimento e Maria Gadú, entre outros. Ela também está finalizando o clipe de “Inquilina”.

O disco já pode ser adquirido no Hacienda Café (Al. Prudente de Moraes, 1.283, Centro), (41) 3018-9525 e custa R$ 20.

Veja o clipe de Inquilina:

Enviado por Luiz Claudio, 28/02/14 11:33:06 AM

O texto abaixo deveria ter saído na Gazeta do Povo desta sexta, mas o jornalismo, assim como a vida, é imprevisível e, também como a vida, poderia ser melhor e sem limites de espaço. Então publico aqui, só para os íntimos leitores deste humilde blog, o texto de singela homenagem a um amigo barbaramente assassinado (a foto é de Maringas Maciel):

Gigante_Maringas_Maciel

Antonio Gilberto Lago respondia por um apelido que prova que ele nunca foi um homem pequeno: “Gigante”. Tinha o tamanho de seu sorriso, ou seu coração. Era dessas pessoas que vivem muitas vidas em uma só e está sempre a nos surpreender.

Quem o conhecesse apenas dos bares ou dos shows de rock, não o imaginaria a bordo de paletó e gravata, gerenciando uma agência bancária, ou atrás de uma escrivaninha entre os labirintos burocráticos de uma repartição pública.

Quem o conhecesse apenas pela garra e contundência de zagueiro das peladas em campos de areia, grama ou qualquer outro piso, mal saberia dele a delicadeza e a gentileza da amizade sempre sincera.

Aparentemente tímido, como imaginar que outrora aquela figura toda sorriso, então com cabelão e bigode e barba à la Frank Zappa apareceu pelado no meio do palco em um espetáculo do Rocky Horror Show, com a banda Blindagem, no Guaíra?

A barba espessa emoldurava os dentes sempre à mostra em eterno riso que antecedia o sempre carinhoso tratamento dado aos amigos na forma de se referir a eles como “Véio”, “Véi” ou “Veínho”. Um conforto ambulante, um oásis na cidade hostil.

Agora, até na morte, ele nos surpreende. Como pode o alegre e gentil Gigante ser vítima de tal brutalidade? Sua morte joga na nossa cara toda a violência que tentamos não ver, não sentir, mas que nos persegue, nos cerca e nos mata um pouco ou muito a cada dia.

Um poema ao qual sempre recorro nessas horas:

O morto

A morte impõe-nos a ausência
O mundo e o peito esvaziam-se
O nada deixa tudo enorme
Diminuímos
Um dia compreendemos
O morto não partiu
Carregamos o morto dentro
Há que se viver por dois
Honrando-lhe mente e alma
Somos uno em um duplo sutil
Sós, temos um outro que nos socorra
Vida e morte preenchem-nos
Somos três, somos dez, somos mil
Fortes como amor e amizade
Que a terra não cobriu nem o fogo consumiu

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