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Enviado por Luiz Claudio, 22/04/14 8:23:58 PM

SarauSuave

Vou repassar aqui algumas informações sobre o Sarau Suave que alguns músicos do Paraná farão em Sampa nesta quarta, para divulgar o Festival Suave, que acontece nos dias 9, 10 e 11 de maio:

Leo Fressato, Téo Ruiz, Bernardo Bravo e Uyara Torrente, unem-se na noite de quarta-feira no Espaço Art’er, galeria de artes localizada na Vila Madalena, para um Sarau com clima leve, alegre e descontraído na companhia de pessoas que prezam por momentos prazerosos e de qualidade, sendo com certeza uma pequena amostra do que prometem ser os três dias do Festival Suave à beira mar. (www.festivalsuave.com.br)

O evento tem início às 19h e a entrada é gratuita, o limite de público é de 60 pessoas que, além das apresentações musicais, também terão a oportunidade de apreciar obras de artistas visuais que também integram o Festival. As obras ficarão expostas na galeria durante todo o mês de abril. Após as apresentações o palco será aberto para possíveis participações de artistas que lá estiverem.

Serviço:
SARAU SUAVE
Quando: 23/04 às 19h
Local: Espaço Art’er
Entrada: Gratuita
Rua Harmonia, 797 – Vila Madalena
Telefone: (11) 3926-2512 | Site: www.espacoarter.com.br
Convênio com estacionamento na Rua Harmonia, 899

Enviado por Luiz Claudio, 15/04/14 11:01:15 PM

Da Coluna Acordes Locais, publicada nas quartas-feiras, na Gazeta do Povo:

A banda Humanish adapaptou seu som para o formato semi-acústico do Sofar e aprovou. A foto é de Karla Keiko

A banda Humanish adapaptou seu som para o formato semi-acústico do Sofar e aprovou. A foto é de Karla Keiko

O mundo gira cada vez mais rápido. Tudo corre, nos atropela. Há cada vez mais coisas para fazer, mais informação para digerir. As opções nos oprimem, temos cada vez menos tempo e tudo exige pressa.

A geração nativa da internet, no entanto, vem encontrando meios para uma vida mais suave, mais pé no chão, mais alternativa sem abandonar a tecnologia. Três eventos culturais que acontecem neste outono ignoram a pressa e apontam caminhos de suavidade, serenidade e proximidade, quase intimidade entre artistas e público. São eles o Sofar Sounds, o Vire o Disco e o Festival Suave.

Projeto Sofar

A produtora do Sofar em Curitiba, Aline Moraes, e o músico e produtor Dilson Laguna, que trouxe o projeto para o Brasil

A produtora do Sofar em Curitiba, Aline Valente, e o músico e produtor Dilson Laguna, que trouxe o projeto para o Brasil

No domingo passado o Projeto Sofar Sounds estreou em Curitiba cinco anos depois de ter sido criado em Londres e percorrido 70 cidades do mundo. Hoje tem mais de 20 mil pessoas inscritas e 3,5 milhões de visualizações de seu canal no Youtube. Apesar do sucesso, é um evento tipicamente alternativo. O conceito vem desde o nome, um acrônimo de Sounds From a Room, e se propõe a promover o encontro de músicos e plateia de uma forma quase íntima.

Quem trouxe o projeto a Curitiba foi o músico e produtor Dilson Laguna, o mesmo que introduziu o conceito no Brasil, por São Paulo e se expande para Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. A ideia é aportar uma vez a cada bimestre em Curitiba, mas há uma Copa no meio do caminho.

O bar Dama Dame, ali no comecinho da Tapajós, nas Mercês, recebeu o Sofar num fim de tarde de um domingo nublado. Das 12 bandas e músicos pré-selecionados na lista enviada para a matriz em Londres, 4 foram escolhidos: Bernardo Bravo, Rosie Mankato, Dú Gomide e Humanish. Todos num formato semi-acústico e assistidos por alguns privilegiados que ficam bem junto dos músicos.

A produtora-executiva do projeto em Curitiba, Aline Valente Lobo, aprovou a estreia. “Para os 70 convites que tínhamos disponíveis, foram mais de 180 inscritos com acompanhante. Tivemos um feedback muito positivo do púbico que compareceu. A maioria ainda não tinha conseguido entender o que era o Sofar, como as coisas iriam acontecer, era tudo muito misterioso… depois ficaram encantados com o formato, a proximidade com o artista, o novo som.”

O Sofar é um tanto secreto. As pessoas só ficam sabendo onde será realizado 48 horas antes. E as bandas só são reveladas no dia das apresentações. Ou seja, o público vai quase no escuro. E foi bem surpreendido na estreia em Curitiba.

As bandas também aprovam a proximidade com a plateia, mesmo as que têm de fazer adaptações para se enquadrar no formato semi-acústico. Foram os casos da Aldac (em São Paulo) e da Humanish em Curitiba, e um pouco também da Rosie Mancato (novo projeto de Rosanne Machado, ex-Rosie and Me) que fez a sua estreia mundial justamente nesse Sofar de Curitiba. A exigência de adaptação acaba revelando às próprias bandas outras possibilidades de apresentação em pocketshows.

Se todos gostaram, Du Gomide adorou a simplicidade e proximidade. “Queria fazer sempre assim”, resumiu ao final do minishow.

Os músicos

Bernardo Bravo - O projeto Sofar estreou em Curitiba pouco depois das 17h30 do domingo (13/04/2014) com a apresentação do músico e compositor Bernardo Bravo cantando “Carnaval em Curitiba”, que está no seu disco solo, “Arlequim”, lançado no ano passado. O disco é com piano e voz, mas ali era voz e violão. Depois, veio “Estrela de Bilhar”, gravada pela Janaína Fellini (veja vídeo abaixo) e com a participação de Dú Gomide e de João Félix. Este último permaneceu para uma retomada do duo Felix Bravo, em mais duas músicas. De certa forma reviveram no Sofar o projeto da Casinha, em que produziam shows no quintal da casa no Centro Cívico.

Rosie Mankato - Rosanne Machado fez no Sofar a primeira apresentação pública do seu novo projeto. Com Thomas Kossar na guitarra e Tiago Barbosa na bateria, era quase a formação da falecida Rosie and Me. Foi o primeiro show e há apenas um vídeo disponível, de “Chino” (veja lá abaixo), por isso não dá ainda para saber ao certo como será o som do novo disco, “Palomino”, que está em fase de finalização. Dá para perceber que a delicadeza da voz, a sutileza dos arranjos devem prevalecer. O folk continua ali, mas um tanto mais limpo (ou a palavra certa seria “clean”?). Em um vídeo dos ensaios que foi publicado no Facebook até brinquei que a música “The Big Fight” parece um “western-bossa-nova”. Depois da amostra no Sofar, aguardo ainda mais o lançamento do novo trabalho.

Du Gomide - Ele jura que foi só coincidência ter se apresentado no mesmo dia do Bernardo Bravo, que não tem nada de panelinha na história. Isso porque ele tocado com Bravo que agora estava ali com ele (e mais Fernando Lobo). E a apresentação continuou num alto astral, com Du talvez sendo o músico mais à vontade com o formato da apresentação. Parecia estar em casa com os amigos. E fez a plateia cantar com ele e sua guitarra mágica.

Humanish - Foi a banda que teve de fazer mais adaptação de seu som para o formato do Sofar. Allan Yokohama e Marano mostraram um “lado B” da banda com novos arranjos, acrescido de violino, e apresentaram apenas três músicas. Abriram melancólicos, principalmente com “Deserto e Coração”, que ficou parecido com uma moda de viola medieval. Para rebater, terminaram com um rock-baião divertido, a mais aplaudida da noite. A banda também tem planos para lançar um novo trabalho ainda neste ano.

Festival Suave

Mesmo em grandes eventos, a busca pela calma e suavidade está presente. É o caso do Festival Suave (www.festivalsuave.com.br), organizado pela produtora Tertúlia, de Curitiba, e que será realizado nos dias 9, 10 e 11 de maio em Ilha Comprida, Litoral Sul de São Paulo. Segue a trilha do já consagrado Psicodália, que acontece em Santa Catarina. Um festival para acampar, aproveitar a natureza, fazer novas amizades e, é claro, curtir um som. Também há outras atividades, como aulas de yoga e outras oficinas.

Entre as atrações desse evento de estreia estão Du Gomide, Curumin, Leo Fressato, A Banda Mais Bonita da Cidade, Trombone de Frutas, Estrela Leminski e Téo Ruiz, e Metá Metá.

Vira o Disco

Em 2008, os americanos, que adoram uma estatística, descobriram que 97% dos jovens dos EUA nunca haviam entrado numa loja física de música. A constatação fez com que os comerciantes de discos criassem o Record Store Day, que tem como objetivo levar as pessoas de volta às lojas promovendo, entre outras ações, shows ao vivo. Ou seja, de novo a proposta de promover o encontro entre artistas e público.

Hoje, 700 lojas aderiram por lá. Por aqui, a Livraria Cultura comprou a ideia e desde 2012 promove o Vire o Disco, um dia com pocket shows, discotecagem e descontos em suas lojas. Neste ano acontecerá no domingo depois da Páscoa, dia 27 de abril.

Em Curitiba, se revezarão pelo palco, pela ordem, Rodrigo Del Arc, Emerson Caruso Trio, Willbilly Rawide e Rosie Mancato. Além do show, os músicos também batem um papo com a plateia, com a intermediação de Paulo Dalla Stella, que já produz o talk show Curitiba Connection, outro projeto bacana da livraria.

Bons e suaves encontros a todos.

Bernardo Bravo e Janaína Fellini em “Estrela da Bilhar”

Rosie Mankato – Chino

Du Gomide em Perdi no Poker

Humanish – Deserto e Algodão

Enviado por Luiz Claudio, 02/04/14 10:58:12 PM

Hoje vamos falar de artistas que estão com novos trabalhos pipocando, e de dois projetos que se unem e promovem shows transmitidos pela internet, o Clap Me e o Sofar.

Gustavo Proença

O baiano-curitibano Gustavo Proença é cantor e instrumentista (flauta, trompete, percussão…) e já tem lançado os ótimos CD e DVD Minha Alegria, em que privilegia o samba e ritmos brasileiros com um balanço todo próprio. Também participa de alguns grupos musicais como Serenô e Real Coletivo Dub.

Ele acaba de lançar mais um trabalho solo, o clipe “Foi Engano”, que antecipa um dos caminhos que trilhará nesse ano. Quem explica como surgiu a música e o clipe é o próprio músico:

“Foi uma iniciativa minha mas que foi tomando forma com o convite de Erich Gegenbauer na produção do clipe. Tinha feito a música há algum tempo, no Rio, juntamente com o ator Sacha Bali e o também ator e amigo Breno dos Reis. Ao convite do Erich em captar as imagens resolvi produzir a música sozinho e convidar alguns amigos para participar da história. Foi aí que pintou o rapper Luis Cilho [Track Cheio] com sua rima afiada. Na sequência falei com o Alonso Figueroa (sintetizadores) e Andre Kloss (baixo fretless) que toparam colocar suas artes no fonograma.”

Mas será essa uma mudança de comportamento total de Proença? Ele responde:

“Nesse ano estou com dois projetos de trabalhos solos. Um álbum independente com esse conceito mais contemporâneo de produção. Com composições de várias influências e parcerias. Trazendo minhas experiências nos diversos grupos musicais que tenho passado. Vai sair no começo do segundo semestre. E um segundo álbum de samba. Nesse álbum, agora em estúdio, vou manter a estética regional. São composições e temáticas no mesmo conceito do anterior [Minha Alegria] porém com mais influências e novas misturas. Esse álbum é através da Lei de Incentivo à Cultura da FCC. Estamos com esse projeto na agulha, apenas aguardando aparecer incentivadores.”

Proença fará um pocket show do Minha Alegria na Livraria Curitiba do Estação, no dia 15 de abril, às 19h30, e promete apresentar músicas do próximo álbum.

Quem quiser ouvir e conhecer mais de Gustavo Proença, pode baixar tanto o álbum Minha Alegria quanto o novo clipe no site do músico.

Veja o Clipe de Foi Engano:

Naked Audac

Coincidência ou não, duas boas bandas curitibanas participaram na segunda-feira passada do projeto Sofar (Songs from a Room), que, aqui no Brasil, é unido com o site Clap Me (clapme.com.br/sofarsounds). As bandas presentes eram Naked Girls and Aeroplanes (que está em processo de gravação de seu primeiro álbum, depois de ter lançado um EP no ano passado) e Audac (que fez, pela primeira vez, uma versão acústica de seu som e mostrou que as canções são tão boas e poderosas que se adaptam bem ao novo formato, que agora é mais uma opção de show para o grupo).

O projeto Sofar nasceu em Londres há cinco anos e traz bandas em apresentações ao vivo, em locais públicos e transmitidas diretamente pela internet. Os shows ficam disponíveis em gravações que podem ser acessadas pelo site. O Clap Me é um projeto que se propõe a mostrar também shows ao vivo, pela internet, de bandas de qualquer lugar do mundo. Se você tem uma banda e quer se mostrar, é só combinar a data com o site e transmitir um show de onde você quiser. Os internautas que estiverem logados podem colaborar com doações para a banda.

Vilma Ribeiro

Vilma Ribeiro é cantora, compositora e instrumentista (guitarra e violão). Já lançou um EP com seu nome e une rock à música brasileira, passando pelo jazz e blues. É agradável vê-la e ouvi-la sempre bela e elegante. Depois do lançamento de seu EP e do elogiado show Camarim, no ano passado, neste abril chega mais uma vez aos palcos com um novo trabalho, o de seu primeiro álbum solo.

O CD será oficialmente lançado em show no Teatro do Paiol no dia 11 de abril, às 20 horas. Além de composições próprias, trará interpretações de músicas de, entre outros, Leo Fressato e Paulo Teixeira (Blindagem). A produção é de Maycon Ananias, que tem em seu currículo trabalhos com Norah Jones, Milton Nascimento e Maria Gadú, entre outros. Ela também está finalizando o clipe de “Inquilina”.

O disco já pode ser adquirido no Hacienda Café (Al. Prudente de Moraes, 1.283, Centro), (41) 3018-9525 e custa R$ 20.

Veja o clipe de Inquilina:

Enviado por Luiz Claudio, 28/02/14 11:33:06 AM

O texto abaixo deveria ter saído na Gazeta do Povo desta sexta, mas o jornalismo, assim como a vida, é imprevisível e, também como a vida, poderia ser melhor e sem limites de espaço. Então publico aqui, só para os íntimos leitores deste humilde blog, o texto de singela homenagem a um amigo barbaramente assassinado (a foto é de Maringas Maciel):

Gigante_Maringas_Maciel

Antonio Gilberto Lago respondia por um apelido que prova que ele nunca foi um homem pequeno: “Gigante”. Tinha o tamanho de seu sorriso, ou seu coração. Era dessas pessoas que vivem muitas vidas em uma só e está sempre a nos surpreender.

Quem o conhecesse apenas dos bares ou dos shows de rock, não o imaginaria a bordo de paletó e gravata, gerenciando uma agência bancária, ou atrás de uma escrivaninha entre os labirintos burocráticos de uma repartição pública.

Quem o conhecesse apenas pela garra e contundência de zagueiro das peladas em campos de areia, grama ou qualquer outro piso, mal saberia dele a delicadeza e a gentileza da amizade sempre sincera.

Aparentemente tímido, como imaginar que outrora aquela figura toda sorriso, então com cabelão e bigode e barba à la Frank Zappa apareceu pelado no meio do palco em um espetáculo do Rocky Horror Show, com a banda Blindagem, no Guaíra?

A barba espessa emoldurava os dentes sempre à mostra em eterno riso que antecedia o sempre carinhoso tratamento dado aos amigos na forma de se referir a eles como “Véio”, “Véi” ou “Veínho”. Um conforto ambulante, um oásis na cidade hostil.

Agora, até na morte, ele nos surpreende. Como pode o alegre e gentil Gigante ser vítima de tal brutalidade? Sua morte joga na nossa cara toda a violência que tentamos não ver, não sentir, mas que nos persegue, nos cerca e nos mata um pouco ou muito a cada dia.

Um poema ao qual sempre recorro nessas horas:

O morto

A morte impõe-nos a ausência
O mundo e o peito esvaziam-se
O nada deixa tudo enorme
Diminuímos
Um dia compreendemos
O morto não partiu
Carregamos o morto dentro
Há que se viver por dois
Honrando-lhe mente e alma
Somos uno em um duplo sutil
Sós, temos um outro que nos socorra
Vida e morte preenchem-nos
Somos três, somos dez, somos mil
Fortes como amor e amizade
Que a terra não cobriu nem o fogo consumiu

Enviado por Luiz Claudio, 18/02/14 8:04:20 PM

Repassando aos interessados

Eternidade_fragil_email

Enviado por Luiz Claudio, 14/02/14 5:05:08 PM

Reprodução do Site de campanha de Gustavo Fruet

A foto acima foi feita pela assessoria do então candidato Gustavo Fruet quando este estava em campanha que o levou a ser eleito prefeito de Curitiba. A foto mostra o então candidato fazendo discurso no bar O Torto, ao lado do Magrão, dando apoio à Quadra Cultural e garantindo que ela passaria a fazer parte do calendário cultural de Curitiba.

Menos de dois anos depois, a promessa ainda é só uma promessa, talvez menos do que isso, pois não há garantia nenhuma que a Quadra Cultural vá acontecer em 2014. O evento, para quem não lembra, leva música e outras atrações culturais à esquina das ruas Paula Gomes e Duque de Caxias, no bairro São Francisco. Por ali já passaram nomes como as Irmãs Galvão, Odair José e Jerry Adriani, além de incontáveis atrações locais.

Magrão, dono do bar, criador e organizador do evento conseguiu no ano passado que um deputado federal disponibilizasse uma verba, através de uma emenda parlamentar, destinando R$ 100 mil para que a Quadra Cultural fosse realizada. Esse dinheiro cobriria todos os gastos. Acontece que o deputado, Rubens Bueno, é do PPS, partido de oposição ao governo Dilma, e o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, não apoiou a ideia, enrolou o Magrão enquanto pode e a verba se perdeu porque o prazo era até novembro passado. A promessa (mais uma) era a de que a Fundação cultural e prefeitura resolveriam a questão.

Não resolveram

Magrão, no entanto, ainda não desistiu de viabilizar a Quadra Cultural neste ano, tendo como principal atração um show gratuito de Moacyr Franco. Já protocolou todos os ofícios com pedidos de apoio para órgãos da prefeitura e continua em tratativas na esperança de que Fruet e Cordiolli cumpram suas promessas.

Algumas pessoas afirmam que o interesse de Magrão é apenas no lucro que o evento traz para seu bar. Ele responde que já propôs a Gustavo Fruet que todo o lucro que tiver com a venda de bebidas e comidas seja doado a uma instituição escolhida pelo prefeito.

Até agora, no entanto, só o que se tem é a promessa (mais uma) de que a prefeitura daria som, palco e iluminação para o evento. No orçamento, faltariam ainda cerca de R$ 60 mil para se fazer tudo o que está previsto, pagando os cachês dos artistas, montando estrutura de barracas, segurança, limpeza, atendimento etc. Lembrando que a oferta de verba do deputado federal foi “recusada” por Cordiolli em nome da Fundação, espera-se solução para cobrir os custos.

O prazo está acabando. Promessas e discursos em campanhas eleitorais podem ser simplesmente esquecidas?

Enviado por Luiz Claudio, 11/02/14 5:37:38 PM

No meio do calorão que nos derrete neste 2014, a querida Rafaela Cardoso sopra uma brisa refrescante com mais um texto para enriquecer este blog. Lá vai:

A SUBVERSÃO DO DVD

Quando escrevi sobre o CD “Vendo Amor: Em suas mais variadas formas, tamanhos e posições” de Alexandre Nero ,texto que pode ser lido neste post mais antigo, o identifiquei como subversivo. Mesmo assim tinha algumas dúvidas do quão subversivo era o disco e também o tema, o Amor. Aliás, é muito justo esse beneficio da dúvida, não é só porque é o Nero que está fazendo que é fantástico.

Alguns meses depois, essas dúvidas foram se cristalizando e dando lugar a novas dúvidas e percepções. O motivo? a chegada do DVD derivado do CD. “Revendo Amor: Com Pouco Uso, Quase na Caixa” jogou a subversão na minha cara. Um tapa seco, sem dó. Aliás, DVD não. É DVD, musical, filme, documentário, longa metragem, etc.

As vinte canções que compõem o Musical, se misturam entre inéditas como as divertidíssimas “Paixonite”, “Eu Amo as Putas” e a que pode facilmente virar hit “Naquela Noite, Naquele Sol”. Velhas conhecidas que estão no CD como “Boa Pessoa” e “Domingos” e grandes sucessos nacionais como “O Amor É Filme” e “O Mundo” – que interpretação foda! – e claro, a canção que costura todo o DVD, “A Banda” de Chico Buarque, que aliás, fez com que eu adorasse todo o Longa, já que tenho memória afetiva com esta canção. A versão ficou muito bonita. A conexão de “A Banda” com o contexto do DVD é óbvia, mas ao mesmo tempo é genial e estampa o cuidado e a pouca pressa (no melhor sentido) com que o projeto foi pensado. Mas tem que se registrar que não é só musica que o “Revendo Amor” comporta. Tem textos como belíssimo “Amor” de Erich Fromm, poesia como “Minta Pra Mim” do próprio Alexandre Nero (é um poema ruim, mas eu adoro! rs) e cenas divertidas dos bastidores, tudo numa mistura só.

Gravado aqui na Terra dos Pinheirais, no casarão da Familia Brandão, o Documentário Musical quebrou paradigmas quanto ao formato de gravação. Normalmente, são realizados grandes shows com grande público e muitos takes de uma mesma canção. Aqui, devido à pouca verba, a ideia foi a de mostrar os erros e desconstruir aquela concepção “quadradinha” de gravação de DVD. Sem público, apenas a equipe técnica e artística, apenas os amigos.

A equipe de “Revendo Amor”, os amigos de longa data, descompromissadamente (pelo menos pra mim), ajudaram a tornar o DVD ainda mais bonito e criticado, para que venha ao público no seu melhor formato. Coisa que me cativou foi o belo sorriso de Val O. Filho após os mais de DEZ takes de gravação da canção “Filosofando”, um dos melhores momentos do filme. A simplicidade é um marco nesse projeto tão bacana, como também o esmero e atenção com cada detalhe, como por exemplo, os figurinos assinados por Karen Brustolin e a cenografia. Fica claro o tesão que todas essas pessoas tem em fazer esse projeto.

A banda que passa cantando coisas de amor, é composta por: Alexandre Nero, Hélio Brandão, Fabio Cardoso, Ary Giordani, Vina Lacerda, Val Ofílio, Rodrigo Brazão, Douglas Chiullo, Sebastião Interlandi Jr. Todos admiráveis e divertidos. A Produção Musical fica por conta do Maestro Gilson Fukushima e a Mixagem de Vitor França.

O Amor, aqui cantado, interpretado e lido é vendido até a preço de banana mercado a fora. Amor também no sentido poético, mas principalmente no bruto, o amor materializado. E claro, não só o amor romântico, que, aliás, é bem novinho. Começa pelo amor fraternal, passa pelo amor à natureza e vai indo, e talvez nem tenha fim o leque do amor. Mas vale a ressalva amigo leitor: se você caiu de paraquedas nesse texto ou em algum vídeo do DVD, vá atrás primeiro do “Vendo Amor”, depois conheça o DVD, caso contrário você não entenderá nada. Poupe seu cascalho, por enquanto.

O acontecimento desse DVD é a subversão em sua melhor forma. É um “refresh” artístico. A mescla de maneiras de comunicação e exibição é um novo jeito de concretizar ideias bem fundamentadas. Com simplicidade, beleza e amor, muito amor.

Nero
Fotos: DVD Revendo Amor: Com Pouco Uso, Quase Na Caixa.

Enviado por Luiz Claudio, 25/01/14 3:54:44 PM
Capa do CD baseado em poemas de José Chagas e produzido por Zeca Baleiro

Capa do CD baseado em poemas de José Chagas e produzido por Zeca Baleiro

O Maranhão é mais do que desgovernos e suas consequentes violência e barbárie políticocarcerária. Estava eu submerso no meu oceano de ignorância quando Canhões de Silêncio me atiram um Azulejo do Tempo e me transportam para a Lavoura Azul onde José Chagas acende as palavras e com elas esculpe suas canções de expectativa.

O poeta nascido na Paraíba e construído no Maranhão chegou até mim não em livro, mas em um CD, o “A Palavra Acesa de José Chagas”, mais um aprontamento do multiprodutor e músico Zeca Baleira com seus Saravá Discos e A Ponto de Bala Produções.

Contracapa do CD baseado em poesias de José Chagas (foto)

Contracapa do CD baseado em poesias de José Chagas (foto)

Brilhante, instigante, insinuante, exuberante. Ensina o encarte do CD que Chagas tem mais de 20 livros de poemas. Na vivedura de seus 89 anos, afirma que abandonou a poesia. Seriam hoje dois amigos que não se frequentam, porém sabem que a amizade será eterna.

Baleiro esclarece e rememora que Chagas já esteve presente no cancioneiro popular brasileiro em obra do Quinteto Violado, que gravou “A Palafita” e “Palavra Acesa”, dois petardos músico-literários. Musicados por Fernando Filizola, ganharam versões no disco atual assinadas pela próprio Zeca Baleiro (Palavra Acesa), e Lula Queiroga, Silvério Pessoa e Fernando Nunes (A Palafita), que é um dos destaques do disco.

José Chagas é ao mesmo tempo moderno e tradicional. Seus poemas, como prova o disco, são muito musicais. Uma das razões disso, segundo Baleiro, é que o autor também era saxofonista que se destacava em rodas de amigos em São Luís. Mas é a palavra que comanda.

Olha só a beleza começando pelos títulos de seus livros (alguns citados por mim no primeiro parágrafo):

Lavoura Azul
Os Canhões do Silêncio
Maré Memória
Os Azulejos do Tempo
Canção da Expectativa

Seus poemas são preciosidades delicadas, porém de versos fortes e marcantes, cheios de metalinguagem e inventividade. Por vezes puros, ingênuos, como neste “A Vida É Ciranda” (1979):

Eu brinco em mim numa infância branca
solta num jardim que nunca se tranca

E em mim o menino passa a vida inteira
rodando o destino numa brincadeira

(…)

Contenta-me o afinco com que em poesia
sou menino e brinco na manhã vazia

E ainda que cedo em mim me desande,
construo meu brinquedo de menino grande

Também pode ser duro, incisivo, como em “Os Canhões do Silêncio’ (1979):

Sou o que arrasta sua alma inteira
sobre uma vasta paz de poeira

Sou o que leva seu osso aonde
o cão da treva o morde e esconde

Sou o que atira sua impureza
de encontro à ira da carne acesa

É um escritor livre, que não se prende a estilos ou modismos, um escritor atual, mesmo que seus versos venham de meados do século passado. Pode vir em versos livres, modernos,m que namoram o concretismo, como em Sobrado (1979)


brado antigo
ecoa o só
tão
velho mirante
clara
boia a manhã
de ontem
e já
nela
se abre o dia
na manhã em fogo
asso
o alho da vida
assoalho do mundo
na paz agem
voos
e nuvens
algo
dão
de sonhos no ar
da cidade
cidade
idade
ida de
tempos e templos

Mas pode vir em soneto, como em “Azul de Memória” (1974), que é um xote-reggae delicioso na versão de Alê Muniz e Celso Borges:

O azul, azulejo ou azul laje,
azul longe, azul longo, azul vertido
sobre um templo de pedra que reage
contra a velha cidade e o seu olvido

Azul fora do olhar de quem viaje
em torno de seu sonho imerecido
e lance o esquecimento como ultraje
à cidade e seu ar controvertido

Azul independente de seu céu,
de seu mar, de seu deus, azul incréu,
livre da própria cor, azul feliz,

Que nos colore o sonho e a lembrança,
pois somente a memória é que não cansa
de conservar o amor sobre São Luís

José Chagas passeia por tudo, solto como o trapezista no meio do salto.

Li o CD e ouvi o livro. Tudo funcionou como um aperitivo delicioso para me dar água na boca, coceira no cérebro para conhecer mais e me queimar nas palavras acesas por esse grande poeta brasileiro, José Chagas.

Abaixo, alguma coisa que pode ser encontrada na rede. Começa com a versão de “Sobrado”, com Chico César e Ednardo, passa por Palavra Acesa, na versão de Zeca Baleiro, e depois recorda a criação do Fernando Filizola e Quinteto Violado para a mesma Palavra Acesa.

Enviado por Luiz Claudio, 23/01/14 8:16:11 AM

A Oficina de Música de Curitiba, entre tantas atividades, marca o encerramento oficial de um ano musical para o começo de outro. Assim, se misturam (ou se completam) atividades de 2013 e de 2014. Trabalhos lançados no ano passado são apresentados em shows desta oficina, que também adianta projetos do ano que se inicia.

A programação de música de concerto já aconteceu e agora se desenvolve a de música popular. Pelos teatros, salas de aula e também pelos bares, passam alguns dos melhores músicos do país. Da abertura com Ivan Lins e Vocal Brasileirão ao encerramento com Hermeto Pascoal, na sexta-feira, ambos no Guairão, acontecem dezenas de shows reunindo professores, estudantes e músicos convidados.

As apresentações se prolongam além de Hermeto. Sábado e domingo serão cheios de atrações, inclusive as gratuitas na Boca Maldita, onde acontece até o lançamento do grito (de desespero ou de alegria?) do carnaval de Curitiba, com o bloco Garibaldis & Sacis – a troca do Largo da Ordem pela Boca Maldita no pré-carnaval curitibano de 2014 está causando alguma polêmica entre garibaldinos e sacisistas, mas isso é uma outra conversa.

Alguns dos principais músicos do estado, que lançaram trabalhos em 2013, estiveram ou estarão presentes nesta edição da Oficina de Música. Na terça (21/01) teve o show de Iria Braga e Davi Sartori. Ela, no ano passado, lançou o primeiro projeto solo depois de se desligar do Molungo. No dia 16, Rogério Gulin lançou o belo Alinhamento, em que leva a viola caipira a um patamar único e moderno. No domingo passado, Clarissa Bruns lançou o CD e DVD Riso Fácil.

Os melhores de 2013

Karol Conká, Bernardo Bravo e Juliana Cortes, três dos músicos paranaenses incluídos nas várias listas de melhores de 2013 pelo Brasil - Foto de Walderval O. Filho

Karol Conká, Bernardo Bravo e Juliana Cortes, três dos músicos paranaenses incluídos nas várias listas de melhores de 2013 pelo Brasil – Foto de Walderval O. Filho

Quem também fez show sobre o trabalho lançado no ano passado foi Juliana Cortes, com o disco e espetáculo Invento, um dos melhores discos brasileiros lançados em 2013. E isso não sou só eu quem digo. Ela, junto com Bernardo Bravo e Karol Conka, estão na lista dos cem melhores discos brasileiros lançados em 2013, segundo o site Embrulhador.

Mas não são só eles. Em quase todas as dezenas de listas de sites e blogs nacionais que fizeram seus balanços musicais e elegeram os melhores de 2013 há músicos paranaenses dizendo “presente”. Tudo bem, ninguém entrou na lista dos 100 mais da Amazon, mas ali não entrou nenhum brasileiro. Nos nacionais, lá estamos nós.

Na lista da Rock in Press estão Rapha Moraes (La Buena Onda), Simonami (Então Morramos), Nevilton (Sacode), Karol Conka (Batuque Freak), Thiago Iorc (Zeski), Leo Fressato (Canções para o Inverno Passar Depressa), Ana Larousse (Tudo Começou Aqui) e A Banda Mais Bonita da Cidade (O Mais Feliz da Vida).

O crítico Lúcio Ribeiro, da Folha de S.Paulo e do blog Popload colocou os discos de Karol Conka e Nevilton entre os dez melhores do ano e o disco do Audac entre os cinco melhores nacionais lançados em 2013. Marcelo Costa, do site Scream & Yell, deu essa honra para a banda Nevilton (Sacode), que também foi incluída entre as cinco melhores pelo crítico Pablo Miyazava, da Rolling Stone brasileira.

E na lista dos 50 grandes discos para baixar que Marcelo Costa selecionou para a Scream & Yell, além de Nevilton, também aparecem Karol Conka (Batuque Freak), Rosablanca (Ensaio sobre a Lealdade), A Banda Mais Bonita da Cidade (O Mais Feliz da Vida), François Veenstra (Six Months of Death), Giancarlo Rufatto (Record Store Day) e Cacique Revenge (Cacique Revenge). Então, não sou só eu que falo bem dos músicos paranaenses e nem falo só porque são paranaenses. É preciso apenas prestar atenção.

Lançamentos

E o ano promete, pois começa muito bem. Nesta Oficina de Música, por exemplo, além dos shows já mencionados, lançam seus respectivos discos as cantoras e compositoras Maricel Ióris (Unni – foi dia 18, no Guairinha) e hoje mesmo Rogéria Holtz faz show de pré-lançamento de seu disco com o grupo NaTocaia, no Teatro do Paiol, às 19 horas. Amanhã, o Trio Quintina lança seu box triplo comemorativo aos 15 anos do grupo, às 19 horas, no Centro Cultural Sesi (casarão na Marechal Floriano, junto à Praça Carlos Gomes).

Com tudo isso, será que ainda preciso desejar um bom e musical 2014 a todos, ou seria redundante?

Ouça e veja alguns dos melhores

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Enviado por Luiz Claudio, 17/01/14 7:24:38 PM

Iria_DaviSartori

Na próxima terça-feira, às 19h no Teatro Paiol, em Curitiba, a cantora e atriz Íria Braga fará o show “Volátil”, em parceria com o pianista Davi Sartori. Um show intimista que, pelas amostras que a gente vai catando pela internet, é sensacional. O espetáculo faz parte da programação da Oficina de Música de Curitiba e encerra um ciclo de apresentações. A dupla vem se apresentando junta em diversas formações e espetáculos desde 2004.

Essa é uma coisa, mas queria chamar a atenção para outra, que também tem tudo a ver com Iria e Sartori. Uma das músicas que eles têm apresentado no show é “Reza para um Querubim”, parceria inspirada de Troy Rossilho com Luiz Felipe Leprevost e Thiago Menegassi.

A música foi gravada no segundo disco dA Banda Mais Bonita da Cidade, “O mais feliz da vida”, lançado no fim do ano passado, e também por Troy Rossilho. São interpretações distintas, diferentes pegadas e visões.

Aqui vão três dessas versões para comparação. Ouça e diga de qual você mais gostou:

Iria Braga e Davi Sartori:

A Banda Mais Bonita da Cidade

Aqui na interpretação de dois dos compositores da música, Leprevost e Troy, mais Uyara Torrente e Denis Mariano:

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