Assinaturas Classificados

Seções
Anteriores
Publicidade

Sobretudo

Quem faz o blog
Seções
Conheça
Podcasts
Posts
Enviado por Luiz Claudio, 20/11/14 12:47:03 PM

Vocês lembram e podem acompanhar em post abaixo que a Frente Acorda Cultura Curitiba preparou um manifesto criticando a gestão da Cultura em Curitiba e pedindo uma audiência pública com o prefeito Gustavo Fruet. O manifesto já recebeu quase 2 mil adesões na internet. Depois disso, a Fundação Cultural de Curitiba lançou nota rebatendo as críticas e convidando artistas e produtores culturais da cidade para “tomar um cafezinho”.

Nesta semana, a Gazeta do Povo publicou uma entrevista com o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, sobre a gestão da Cultura em Curitiba. Entre outras coisas, ele admite que subestimou as dificuldades e que não tinha o total conhecimento dos problemas da Fundação com os quais se deparou.

Agora, com base nessa entrevista, a Frente Acorda Cultura Curitiba responde a algumas das afirmações de Cordiolli. Veja a íntegra da nova nota da Frente, que continua aguardando uma audiência pública com o prefeito Gustavo Fruet:

O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, em foto de Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, em foto de Jonathan Campos / Gazeta do Povo

REALIDADE X ATUAL GESTÃO FCC
Sobre a entrevista concedida ao Jornal Gazeta do Povo

1) Marcos Cordiolli: “Recebemos um diagnóstico incompleto e irreal sobre vários aspectos da gestão. Isso nos levou a superestimar nossa capacidade de atuação…”

Frente Acorda Cultura Curitiba: Ao longo de 2013, em diversos encontros com segmentos da classe artística e cultural, Marcos Cordiolli falou que a atual gestão estava mapeando toda a capacidade de ação da Fundação Cultural de Curitiba, seus limites físicos, de pessoal e financeiros. Ainda assim, na entrevista ao jornal Gazeta do Povo, ele afirma que o problema está, em larga medida (grifo nosso) no diagnóstico recebido. Ora, sendo assim, a atual gestão pautou todo seu trabalho ao longo de 23 meses de atuação em um diagnóstico recebido incompleto e irreal? 23 meses pra descobrir isso? Mas o próprio Presidente não disse por diversas vezes que eles próprios (sua equipe) estavam fazendo um diagnóstico? Duas posições distintas oriundas da mesma fonte.

2) MC: “A partir de 2004, o grosso dos investimentos foi passado para o Fundo Municipal de Cultura.”

FACC: Desde 2004, incluindo os dois anos da atual gestão, os patamares de investimento pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, incluindo aí o Fundo Municipal e o Mecenato Subsidiado, jamais alcançaram os limites previstos em Lei, que seriam de 1% da arrecadação do ISS e IPTU para cada modalidade. Os montantes investidos ficaram, em média, na casa dos 83% do total. Ainda assim, a resposta incorre em um erro grave. Os valores aplicados através do Mecenato Subsidiado contam com os montantes totais, sem nenhuma dedução de qualquer espécie. Já os editais do Fundo Municipal sempre incluem um item denominado “Verba de Apoio”, que destina à Fundação Cultural de Curitiba parte dos recursos de cada edital para uma rubrica genérica, gerenciada pela própria FCC. Em uma média otimista, os percentuais direcionados para essas ações giram em torno de 27%, atingindo em alguns editais o montante de 40%. Na prática isso significa que, em um investimento anual de R$ 10 milhões, por exemplo, a FCC ficaria com R$ 2,7 milhões para “ações de apoio técnico e logístico”, sem nenhuma prestação de contas clara e pública. Isso tudo ainda sem levarmos em conta que os recursos do Fundo não tem liberação automática, podendo ser contingenciados pela Prefeitura. Os do Mecenato não, o que garante a esta última modalidade a aplicação total dos recursos previstos. Mas podemos deixar esse “detalhe” pra outro momento. Então perguntamos: o Presidente da Fundação Cultural de Curitiba não conhece o principal mecanismo de fomento às produções artísticas e culturais da cidade? Se conhece, cometeu um deslize grave ao afirmar uma inverdade. Se não conhece, cometeu um deslize grave pela negligência em suas declarações.

3) MC: “O que nós criticamos foi a origem dele (manifesto), sem uma liderança identificável, sem assinatura.”… “Em momento nenhum criticamos a legitimidade da mobilização, nem a de demandas apresentadas.”…

FACC: O conteúdo destacado se refere às palavras do Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, datado de 19/11/2014. Entretanto, em nota oficial datada de 13/11.2014 e publicado no site da FCC, vemos o que segue: “A FCC não reconhece a legitimidade da publicação. Criado a partir de motivações políticas e pessoais, o dito manifesto é um conjunto de informações falsas e desencontradas.” Pela contradição entre os dois discursos, podemos presumir que a FCC tem duas cabeças ou que seu presidente não sabe o que é publicado em notas oficiais em portais cujos conteúdos são também de sua própria responsabilidade.
Ainda a respeito das reivindicações do “dito manifesto”, na entrevista à Gazeta do Povo, o Presidente ainda afirma que “… A principal delas, que é sobre o patamar de 1% do orçamento para a cultura (em letra minúscula no original)…”. Ora, o “dito manifesto” começa todas as suas afirmações com a chancela “NÃO É SÓ POR 1%.”.
Reconhecendo os problemas orçamentários pelos quais passam não apenas a FCC, mas toda a Prefeitura de Curitiba, nos parece que o Presidente da FCC está no mínimo confuso com as suas fontes de informação. Não sendo isso, seria má fé, o que não acreditamos ser possível por parte de um Gestor Público de qualquer estatura.
Por fim, o dialogo que a FCC diz estar mantendo com “movimentos culturais organizados” não inclui a Frente Acorda Cultura Curitiba, que já conta com 1627 assinaturas, e que pleiteia unicamente uma audiência direta, franca e objetiva, mas “apenas” com o Prefeito Gustavo Fruet.

4) MC: “Não reduzimos nenhum espaço cultural desde que assumimos.”… “incorporamos mais dois imóveis (da União Paranaense dos Estudantes e da Casa Kozák), além de termos recuperado uma série de espaços que estavam sucateados, como o TUC, MUMA, Cinemateca, Memorial de Curitiba.”

FACC: Ainda que espaços artísticos e culturais possam não ter sido fechados, houve sim a demissão de funcionários e estagiários de programas de literatura capitaneados pelo Instituto Curitiba Arte e Cultura – ICAC, comprometendo sensivelmente a manutenção das atividades reconhecidas local, regional, nacional e internacionalmente (UNESCO). Também houve o cancelamento de programas de música na Regional Boa Vista que assistia, ao menos, 1.500 alunos, pra não falar nos cortes orçamentários e na confusão de comunicação básica quando da publicação de diversos editais nas mais variadas áreas.

Já em relação à UPE e Casa Kozák, seria interessante o Presidente esclarecer o que, pra nós, se trata de um paradoxo inexplicável.
Ora, na primeira resposta da entrevista o Presidente diz que o crescimento da FCC não foi acompanhado por um conseqüente e necessário aumento orçamentário, bem como do corpo de funcionários da própria FCC. Se as circunstâncias impedem a gestão de promover o que se espera do quarto PIB do país (atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília), como essa mesma gestão firma contratos de co-gestão, acumulando mais funções ou, no limite, aumentando as demandas por investimentos? Talvez seja por essa e outras contradições do discurso que, de 2013 (ano da assinatura do contrato com a UPE) até agora, nada de efetivo foi realizado. Há apenas e tão somente o contrato firmado e uma “carta de intenções”, o que parece ser a marca registrada da atual gestão.

Ainda em relação aos espaços, a reforma do Teatro Universitário de Curitiba – TUC, não foi realizada pela atual gestão, mas sim na de Paulino Viapiana, nos anos de 2007 e 2008. No mínimo, uma informação incorreta. O MUMA tem problemas sérios de infra estrutura e de mobilidade, comprometendo acervos importantes, patrimônio de toda a cidade. O Cine Guarani, que abriu suas portas precariamente, contava com uma equipe de curadores para sua programação e que foi negligenciada e pouco valorizada, até perder sua função, apesar do amor pela causa de seus integrantes. A Cinemateca de Curitiba, coordenada pelo próprio Cordiolli, mantém seus acervos em condições precárias e suas condições gerais de programação e atividades de formação (que já qualificaram inúmeros profissionais do cinema e audiovisual local) quase à míngua. Todos esses equipamentos estão sendo mantidos graças muito mais à dedicação dos funcionários do que a habilidades dos gestores da FCC.

5) MC: “Eu estranho que esse manifesto se organize com tanta energia contra a FCC e exima das criticas as políticas do governo do estado (em minúsculo no original).”

FACC: “As cidades são reais, o Estado uma abstração.” (José Justino de Souza Neto ou Néstor Garcia Canclini, de uma forma mais elaborada). Tudo acontece nas cidades. Sobre isso temos a dizer que nosso foco é, por hora, a FCC, dadas as condições de gerenciamento em que ela se encontra, suas especificidades e sua ligação natural com toda a cidade de Curitiba. Não negamos os enormes problemas da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, seus desmandos e suas incompetências. Todas elas serão tratadas em momento oportuno por toda a sociedade, incluindo por esta Frente. Apenas temos como foco, no presente momento, ações emergenciais para o resgate da FCC, dos equipamentos culturais da cidade de Curitiba e de todos os servidores públicos responsáveis pela construção de boa parte do que temos de mais precioso em nossa cidade, representado nas manifestações artísticas e culturais.

6) MC: “(Também) achei estranho que esse manifesto não reconheceu a grande mobilização das Conferencias Municipais e dos conselhos setoriais (em minúsculo no original)”….

FACC: Não só reconhecemos a importância das Conferências e dos Conselhos Setoriais, como lembramos que todo o processo de discussões, organizações de seminários temáticos e desmembramento da Conferencia Extraordinária em dois momentos distintos, foram organizados e pleiteados pelos segmentos artísticos e culturais e não pela FCC. Se dependêssemos da proposta oficial inicial, não teríamos os debates nem os resultados extremamente positivos que tivemos. Se cabe algum mérito ao Poder Público, neste caso representado pela FCC, é o de permitir que tal encaminhamento fosse dado. No entanto, talvez isso só tenha sido possível por um desconhecimento claro e notório dos gestores a respeito do assunto em pauta, qual seja, a discussão da Minuta do Sistema Municipal de Cultura, respaldado pelo Sistema Nacional de Cultura. Os segmentos organizados demonstraram um conhecimento substancialmente superior aos de todos os gestores, contribuindo significativamente para o que se sucedeu.

7) MC: “E, até o final da gestão, vamos chegar a esse patamar formal (1% do orçamento municipal para investimentos em Cultura).”

FACC: Ao longo de toda a campanha, o então candidato Gustavo Fruet frisou em diversas ocasiões que, já em 2014, teríamos 1% para a FCC. Há diversas declarações públicas reafirmando isso. Esse é o primeiro ponto: não inventamos nada, apenas lembramos o que foi falado, ainda que saibamos das dificuldades financeiras pelas quais passa a Prefeitura. Não somos irresponsáveis nem tampouco sectários em nossas críticas, ainda que entendamos que é nosso dever pressionar o Poder Público rumo aos anseios de toda a comunidade artística e cultural. Mas temos paciência, e demonstramos isso quando publicamos nosso MANIFESTO “Não é só por 1%”.

No que concerne a concursos, há apenas estudos e em todos eles quase nenhuma menção à FCC, muito menos aos 200 novos funcionários necessários. Não será em uma gestão, portanto, que esse problema será resolvido e, por esse e por muitos outros motivos, os acordos de co-gestão ou gestão compartilhados devem ser realizados em outros patamares, muito diferentes daqueles defendidos e levados à cabo pelo Presidente da FCC. Nós aqui nos eximimos de esclarecer quais seriam eles, por entender que devemos falar sobre o assunto apenas e tão somente com o Prefeito Gustavo Fruet.

Finalizando, sobre os “críticos… colaborarem de forma correta”, lembramos que em quase dois anos, foram realizados inúmeros papos de classe com diversos segmentos artísticos e culturais, dezenas de reuniões com os principais gestores e seus assessores, o que resultou em contribuições do mais alto valor ao Poder Público. Até o presente momento, 19 meses após a posse, pouca ou nenhuma ação de envergadura derivada desse acúmulo precioso foi realizada. A sociedade organizada se dispôs, desde o início, a contribuir com a atual gestão. Primeiro por simpatia e esperança, depois por julgar que ainda havia espaço para ajudar não “apenas” produtores e realizadores artísticos e culturais, mas toda a sociedade curitibana e, é claro, o próprio Poder Público. Podemos aceitar críticas, mas uma não cabe a nós de maneira nenhuma: a de que não depositamos nas mãos dos atuais gestores da FCC tudo o que tínhamos de melhor. Infelizmente, eles não souberam aproveitar nosso potencial nem respeitar a nossa esperança e a nossa confiança.

Curitiba (PR), 20 de novembro de 2014.

Enviado por Luiz Claudio, 14/11/14 9:08:22 AM

Não é de hoje, faz tempo que tudo vem andando de lado, ou dando passos atrás na cultura curitibana. Espaços perdendo pessoas e cuidados. Abandonos, pouco caso, falta de criatividade e gestão. Programas sendo “descontinuados”. Submissão à crise sem planos B ou C. Panelinhas formadas pela falta de objetividade e transparência. Os órgãos culturais fazendo água (algumas vezes, nas chuvas, literalmente). Funcionários desmotivados com a falta de condições de trabalho – e amedrontados com ameaças. Iniciativas privadas sendo podadas por antipatia pela direção da Fundação Cultural de Curitiba. Parecia que nenhum fato novo viria. Mas então surge um movimento que se autodenominou Frente Acorda Cultura Curitiba. No site que recentemente foi ao ar (acordaculturacuritiba.com) foi postado um manifesto. Nesta sexta-feira (14/11), em menos de um dia no ar, já havia recebido quase mil adesões de pessoas ligadas à cultura.

O manifesto traz análise, críticas e sugestões à gestão da cultura em Curitiba e pede uma audiência oficial com o prefeito Gustavo Fruet. Mesmo com a repercussão, o prefeito ficou “na moita”. A resposta veio da Fundação Cultural de Curitiba, justamente o órgão que teve a gestão criticada e no qual os artistas e produtores pedem mudanças. Na resposta, a Fundação tentou argumentar ponto por ponto e convidou os “insatisfeitos” para uma conversa ou um cafezinho. O convite não foi bem aceito pela Frente, que publicou um post no Facebook dizendo: “Não queremos cafezinho. Queremos uma audiência pública com o prefeito”.

Veja a seguir, pela ordem, o manifesto da Frente Acorda Cultura Curitiba, depois a resposta da Fundação Cultural e por fim a tréplica do cafezinho:

—–

NÃO É SÓ POR 1% Frente Acorda Cultura Curitiba

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, prometido para até 2014 durante a campanha pelo prefeito Gustavo Fruet, mas também pela “crise” administrativa da atual gestão da Fundação Cultural de Curitiba representada por seus dirigentes, já há dois anos em constatada inépcia;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é também pela inexistência de planejamento específico para todas as linguagens artísticas, culturais e de Patrimônio, assim como ações que contemplem o Patrimônio Imaterial;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é pela desvalorização e desconstrução dos programas de ações de êxito artístico cultural já reconhecidos e de significativa representação sócio cultural;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é pelo desconhecimento da complexidade e especificidade das linguagens artísticas e culturais;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é pela falta de critérios eficazes para o atendimento nas ações de política cultural que visem contemplar as demandas artísticas e comunidades em geral;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é pela ausência de inventário, legislação e conselho patrimonial;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é pela ausência e falta de conhecimento do presidente e superintendente junto aos equipamentos da FCC e conseqüente ignorância da própria estrutura administrada;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela constatada fragilidade administrativa e operacional e falta de transparência referente ao Mecenato e Fundo Municipal de Cultura, contemplando as várias áreas da produção como Teatro, Audiovisual, Música, Dança, Artes Visuais, Circo, Patrimônio Material e Imaterial, Produções das Identidades Culturais, Literatura, Linguagens e Mapeamentos digitais, etc.;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela falta de conceito na elaboração de editais do FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA, falta de critério na escolha das comissões de seleção e má gestão de alguns desses editais;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela falta de investimento e não reconhecimento das ações de fomento à reflexão, formação, pesquisa e produção;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela ausência de investimento e plano de formação /qualificação profissional para funcionários da FCC ;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela falta de publicização dos nomes, funções e salários dos contratados pelo ICAC;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pelas péssimas condições de preservação de acervos e ausência de investimento na área;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela desvalorização e sucateamento dos equipamentos da FCC e não clareza dos critérios de ocupação (Casa Hoffmann, Casas da Leitura, CCC, Memorial de Curitiba, Teatro Londrina, TUC , Cinemateca de Curitiba, Conservatório de MPB, etc.), bem como dos corpos artísticos estáveis Orquestras à Base de Sopro e Cordas, Corais Brasileirão e Brasileirinho e Camerata Antiqua de Curitiba;

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA é pela transparência interna e externa do uso/destino da verba existente.

NÃO É SÓ POR 1% PARA A CULTURA, é por repúdio ao fechamento de espaços públicos, atividades e programas importantes para toda a comunidade curitibana.

Por tudo isso, nós artistas da cidade de Curitiba reivindicamos uma audiência com o Prefeito Gustavo Fruet, para discussão e tomada de decisões emergenciais destas e outras questões levantadas sobre a política cultural da cidade de Curitiba.

FRENTE ACORDA CULTURA CURITIBA

——-

Nota de considerações sobre o “manifesto” Acorda Cultura Curitiba

Sobre o manifesto veiculado pelo site Acorda Cultura Curitiba, de propriedade da empresa Ethymos Comunicação em Informática, a Fundação Cultural de Curitiba lamenta a maneira como o debate sobre tema tão importante para a cidade está sendo conduzido. Entendemos que a forma como o dito manifesto foi construído induz a adesão de pessoas que poderiam inclusive vir a contribuir positivamente com o debate.

A FCC não reconhece a legitimidade da publicação. Criado a partir de motivações políticas e pessoais, o dito manifesto é um conjunto de informações falsas e desencontradas.

Quando a atual gestão assumiu a FCC, sabia que a mudança de direção a ser implantada na instituição geraria conflitos e deixaria descontentes. Não há ingenuidade por parte de quem assumiu o compromisso desta gestão de que problemas que se arrastam por décadas serão resolvidos em apenas dois anos.

Toda a política pública estabelecida pela FCC segue o plano de governo do prefeito Gustavo Fruet. Ao contrário do que alguns creem, as decisões não são tomadas monocraticamente por um ou dois gestores. Além da anuência de diversas secretarias, como Planejamento, Governo e Finanças, esta gestão põe em debate os caminhos que a cultura de Curitiba seguirá pelos próximos anos. Assim, fizemos questão de que o Conselho Municipal de Cultura fosse fortalecido e o mesmo caminha para em pouco tempo ser deliberativo.

Desde o ano passado, inúmeros setores da sociedade puderam, pela primeira vez, ter espaço nas políticas públicas para a cultura. Sabemos que a maioria das demandas pertinentes contidas no documento publicado hoje só será garantida através da criação dos marcos legais para a Cultura, o que será implantado na cidade através da criação e aprovação do Sistema Municipal de Cultura. A minuta do Sistema foi elaborada em 27 pré-conferências e quatro seminários de formação realizados em todas as regionais da cidade. O processo contou com mais de 2,6 mil pessoas que se dispuseram a participar das duas Conferências Municipais de Cultura levadas a cabo por esta gestão.

A FCC continua aberta ao diálogo da mesma forma que sempre esteve desde o dia 1º de janeiro de 2013. Convidamos todos dispostos a construir, participar ou criticar que procurem as entidades de classe já instituídas ou que simplesmente nos façam uma visita para um café. Adoraremos recebê-los.

O Fórum de Entidades Culturais de Curitiba/Paraná já foi recebido pelo Prefeito Gustavo Fruet, mas foi convidado pela Fundação Cultural de Curitiba para, nos próximos dias, novamente levar as reinvindicações da classe a fim de ampliar o diálogo e dar continuidade da valorização da Cultura Curitiba.

Sobre os pontos elencados no “manifesto”, a Fundação Cultural de Curitiba tem a esclarecer:

- A gestão compartilha o desejo de garantir o mínimo de 1% do orçamento para a Cultura. É compromisso do prefeito Gustavo Fruet elevar os investimentos na área para este patamar. O compromisso é para que isso ocorra gradualmente, até 2016 e inclusive já existe um planejamento financeiro neste sentido.

- Sobre a “crise” administrativa, é de conhecimento público e notório que a Prefeitura Municipal passa por problemas econômicos e fiscais. Todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta, especialmente no tocante ao repasse do recurso orçamentário, foram afetados. Soma-se a isso determinações feitas pela Secretaria Municipal de Finanças para contenção de gastos diversos. Vale lembrar, contudo, que os problemas financeiros pelos quais passa o Município são sentidos em todas as esferas do Poder Público.

- Há um ano e meio um grupo de trabalho permanente atua para estabelecer critérios, processos, formalidades e metas para as linguagens artísticas da FCC, assim como em algumas diretorias, como a de Patrimônio. Isso nunca existiu nos 41 anos da instituição.
- Não houve desconstrução ou desvalorização de nenhum programa já em andamento na FCC. Pelo contrário, trabalhamos para o fortalecimento de ações.

- Já tramita desde o ano passado um projeto de lei para criar em Curitiba uma lei de Patrimônio. Isso inexiste na cidade e vai regrar todas as relações, inventários, legislação e conselho patrimonial. Lançamos no primeiro semestre um edital de R$924 mil para constituição de memória através de ações culturais permanentes valorizando o patrimônio imaterial das regionais de Curitiba.

- Há uma clara defasagem na capacidade operacional do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC) que só será sanada com concurso público e informatização dos procedimentos da Lei de Incentivo. É compromisso da atual gestão fazer um balanço anual e prestação contas detalhada e publicar na internet no fechamento do ano, o que ocorre na segunda quinzena de dezembro. Isto nunca aconteceu nas gestões anteriores.

- Todos os editais que serão lançados no próximo ano são construídos com base no desenvolvimento do indivíduo através da arte e cultura; fortalecimento da produção autoral curitibana; pesquisa de linguagens; e formação de novos agentes de cultura. Foram lançados desde o ano passado 47 editais pelo Fundo Municipal de Cultura no valor aproximado de R$ 14 milhões.

- Todos os editais lançados pelo Fundo Municipal de Cultura passam antes por consulta pública, que é o momento de manifestação dos interessados. Este processo foi adotado pela atual gestão e está sendo aprimorado para maior participação. Lançaremos até o final do ano um Edital de Credenciamento de Pareceristas, deixando mais claro os critérios de seleção dos grupos de análise dos projetos do Fundo.

- Todos os investimentos da Ação Cultural da FCC são calcados no fomento à reflexão, formação, pesquisa e produção. Outro pilar adotado é a democratização do acesso aos bens culturais.

- Lutamos desde o ano passado para que seja realizado concurso público, coisa que não acontece há 20 anos. Contudo, isso depende de recurso orçamentário ainda não garantido. A Secretaria de Recursos Humanos já trabalha na valorização do servidor através da revisão do plano de carreira e outras ações de aprimoramento.

- O ICAC faz prestação de contas bimestral, tanto no sistema do Tribunal de Contas do Estado, quanto para a Fundação Cultural de Curitiba. Os dados são públicos e acompanhados por auditoria externa. Podem ser acessados pela Lei de Acesso à Informação.

- Não houve fechamento de NENHUM espaço durante a atual gestão. Pelo contrário: reabrimos a UPE, existe planejamento para recuperação de outros equipamentos e reocupamos, dando vida e agenda permanente, para o TUC e o Teatro Londrina, por exemplo.

- Todos os mecanismos legais de prestação de contas e transparência são seguidos à risca pela gestão. As prestações de contas são publicadas no Diário Oficial do Município e no site Curitiba Aberta (transparencia.curitiba.pr.gov.br). Mesmo assim, já trabalhamos em novos mecanismos, incluindo publicações online no Portal da FCC.

—–

cafezinho

Enviado por Luiz Claudio, 13/11/14 11:14:43 AM
Poeta Manoel de Barros

Poeta Manoel de Barros

Manoel de Barros é uma árvore de nuvens, com raiz de mel e frutos de pássaros

Manoel é terra plantada no céu, é o ar que nos venta por dentro

Manoel de Barros é vida surgindo no horizonte, é o rio atravessando a ponte

O poeta que olha e vê além da gente, o sorriso da realidade na falta de um dente

A natureza é dele no olho do lagarto que pisca

No sonho que faz com que o sono exista

Manoel é etéreo feito a cordilheira, ou o pantanal

O jacaré, quando o come, não engole nenhum mal

O jacaré de Manoel é a baleia de Jonas surfando em Campo Grande

A realidade mínima expande-se sob o olhar do poeta

Que se torna grande ao nos enformigar

Para ver tudo no seu devido tamanho

Manoel é feito de Barros e nos molda a cada verso

Com a ciência de suas poetanças, nos tira das ignoranças

Enviado por Luiz Claudio, 12/11/14 8:42:12 AM

Vista do Paço Municipal em show da Corrente Cultural em 2013 - Foto de Daniel Castellano

Vista do Paço Municipal em show da Corrente Cultural em 2013 – Foto de Daniel Castellano

A Corrente Cultural (ex-Virada Cultural) tem seu grand finale no próximo sábado com shows em vários locais da cidade. Está menor do que a do ano passado, sem os palcos da Praça Carlos Gomes e da Praça da Espanha, sem o palco do “vai quem quer” da Monsenhor Celso e, ao que tudo indica, sem o palco dos músicos populares. E não receberá o nome de nenhum artista homenageado, como aconteceu no ano passado com o grande Waltel Branco. Também não terá a minha presença.

Calma, apressadinhos. Não estou contra o evento. Perderei a maioria dos shows porque no dia estarei de plantão no trabalho interno e por isso neste ano irei economizar pernas e ouvidos. Ficarei menos cansado e menos feliz.

No ano passado, eu montei um roteiro de sugestão para quem se dispõe a correr de um lado para outro em busca de bons shows. Então, mesmo impossibilitado, faço de novo. Mas aviso desde já: não está fácil escolher e a correria será grande.

A festa musical ganha uma tenda para a música eletrônica, cada vez mais forte na cidade, no Largo da Ordem. Mas não é a minha especialidade e por isso vai ficar de fora desta seleção.

Primeiro, uma dificuldade para montar o roteiro. Há diferenças entre o que foi divulgado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) via material impresso e o que está no site da Corrente Cultural. Optei pelo que está divulgado no site. Vamos às sugestões.

Manhã com Elza

Quem abre os trabalhos no sábado é o parnanguara Léo Damião e Banda, no Palco das Ruínas de São Francisco. Uma das grandes atrações do dia vem logo em seguida, às 11h30, quando a grande Elza Soares sobe ao palco da Boca Maldita junto com a Orquestra à Base de Corda. Pena que no mesmo horário a Klezmorim estará no TUC.

Na sequência, às 12h20, outros dois de estilos bem diferentes também vão bater no mesmo horário. Enquanto o trombonista mexicano Faustino Díaz toca no palco Ruínas a surpreendente Inthefinity Voz leva seu rap da melhor qualidade no TUC.

Tarde com João Bosco

Às 13 horas, mais uma das grandes atrações do dia. João Bosco abre o Palco Riachuelo. Mas se você prefere o rock, recomendo o show da banda Uh La La!, que começa às 13h30 nas Ruínas. A banda está preparando um novo disco e acaba de lançar o divertido single “Casinha”.

Luis Cilho leva seus beats e poesia ao TUC a partir das 14h10, e quase ao mesmo tempo, a banda MUV mostra sua black music de belos arranjos e muito groove, às 14h30, na Boca Maldita. E às 14h40 o negócio é rock-and-roll nas Ruínas com a banda Gripe Forte, que reúne ícones roqueiros de Curitiba como Fábio Elias (Relespública), Giovanni Caruso (Escambau), Oneide Diedrich (Pelebrói Não Sei?) e Ivan Rodrigues (Escambau e Magaivers).

Mais conflito de horários e estilos por volta das 16 horas, quando estarão nos palcos a cantora e compositora Vilma Ribeiro (15h50, nas Ruínas), o rapper Rashid (16 horas, na Boca Maldita) e o rock pirata da Confraria da Costa (16 horas, no Palco Riachuelo).

O TUC recebe a sonoridade elaborada do grupo instrumental de sopros Sopro no Ar, às 16h50. Quase no mesmo horário em que Téo Ruiz e Estrela Leminski fazem sua homenagem a Paulo Leminski no palco das Ruínas (17 horas), mostrando o trabalho do recém-lançado álbum duplo Leminskanções.

Outro nome principal do dia, Lucas Santtana (por favor, não confunda com o Luan), se apresenta na Boca Maldita, às 17h30. Se preferir outro estilo, volte para as Ruínas ver o show do Lou Dog com seu rock suingado e misturado. Ou vá para o TUC ver Guto Horn e sua MPBPop.

Otto abre a noite

O pernambucano Otto toma conta da Boca a partir das 19 horas. Logo depois, a programação fez uma maldade com os fãs do rock alternativo. A ótima Audac toca às 19h20 nas Ruínas e, quase ao mesmo tempo, no TUC, às 19h30, sobe ao palco a recente e não menos boa Heavy Metal Drama — que tem na sua formação músicos conhecidos, como Thomas Kossar e Rhony Guedes (ex- Rosie and Me), Francisco Conrado e Claudinha Bukowski (Copacabana Club).

Às 20 horas, o Boca Livre canta na Riachuelo, sem concorrência. Mas, em seguida, tem corre-corre, porque enquanto a ruído/mm estará no palco do TUC (20h50), Silva sobe ao palco das Ruínas (21 horas).

No horário das 22 horas a coisa se complica de vez. Começa com certa tranquilidade para o samba de Léo Fé, às 22h10 (TUC), e às 22h30 com três shows no mesmo horário: Cidade Negra (Boca Maldita), Esperanza (Riachuelo) e Escambau (Ruínas).

Se encaminhando para o final, tem a bela voz de Jô Nunes (23h30, no TUC), seguida pelo Lendário Chucrobillyman (meia-noite, nas Ruínas) e encerrando à uma hora da madrugada com o show da Locomotiva Duben nas Ruínas.

Quem sobreviver à maratona sonora pode se programar para descansar no domingo em meio à banca de ofertas da Itiban Comic Shop (Rua Silva Jardim, 845, ao lado da UTFPR), que estará com uma superliquidação de 25 anos de atividades, das 13h às 20 horas. Divirtam-se.

Alguns vídeos para irem entrando no clima:

Elza Soares

Inthefinity Voz

Uh La La!

MUV

Vilma Ribeiro

Téo Ruiz e Estrela Leminski

Lou Dog

Heavy Metal Drama

ruido/mm

Escambau

O Lendário Chucrobillyman

Enviado por Luiz Claudio, 10/11/14 10:52:00 AM

Segunda-feira começa com o recado-convite da Tayana Barbosa:

“Bom dia Curitiba!!!! E olha só que dia lindo, ensolarado, perfeito para assistir um show na Corrente Cultural então corra pro Terminal Pinheirinho as 16h, hoje tem Mar de Dentro….
SURPRESA DO DIA : QUEM AINDA NÃO TEM MEU CD E QUISER GANHAR UM, ESTAREI DISTRIBUINDO ALGUNS CDS NOS TERMINAIS!!!!! UHUUUUL!

E amanhã as 16h, estarei no Terminal Cabral!!! Vamos colorir essa cidade com arte!!!!”

TayanaBarbosa_ShowMarDeDentro

Enviado por Luiz Claudio, 29/10/14 10:49:51 AM

Começou mais um Breakout Brasil, programa musical do Canal Sony que escolhe e premia talentos musicais. Neste ano foram mais de 6 mil inscrições de todo o país e apenas 12 grupos foram selecionados para o programa em si.

Funciona no formato reality show, em que os participantes passam por desafios musicais e disputam um contrato de gravação pela poderosa Sony Music. Entre os 12 participantes deste ano estão dois representantes do Paraná, a banda Retrosense, de Maringá, e o Donna Duo, que reúne as cantoras e compositoras Dani Zan, também de Maringá (e Curitiba), e Naíra Motta, de Porto Alegre.

Reprodução de videoclipe da banda ParanoiKa

Reprodução de videoclipe da banda ParanoiKa

Retrosense faz um rock deliciosamente juvenil, com várias vertentes, que passam, como eles mesmo descrevem, por influências tão diversas como Guns N’ Roses, Paramore, The Beatles, Linkin Park, Roxette, Rosa de Saron, The Cranberries.

Já o Donna Duo vai do pop ao samba, passando pela milonga e a MPB. De presença forte pela beleza e pelas vozes e arranjos criativos, as duas casam muito bem o baixo ao mesmo tempo rítmico e melódico suingado de Naíra com a voz potente e guitarra/violão encorpados de Dani.

Esta é a segunda edição do Breakout. No ano passado, a banda paranaense ParanoiKa chegou até a final e deveria ter vencido – caso houvesse justiça em reality shows. Mas foi uma experiência interessante e bem aproveitada por Cesinha Mattos e Karla Hill. Depois disso, eles fizeram vários shows pelo país e também uma excursão breve pela Holanda, de onde voltaram ainda mais cheios de ideias e com um clipe gravado e um disco em andamento, que deve ser lançado no ano que vem.

Pedi para os “paranoiKos” contarem um pouco do novo trabalho, da sua experiência com o programa Breakout Brasil e, como “irmãos experientes”, darem alguns conselhos ao Retrosense e ao Donna Duo. Então lá vai:

Sobre o novo álbum

“A ParanoiKa está em processo de produção do seu segundo CD e dessa vez com mais experimentações. Estamos preparando tanto canções com ‘veia pop como outras mais ‘cabeludas’, em que entra mais o lado experimental. Uma novidade é que teremos mais composições em parceria (no primeiro CD, Cesinha Mattos compôs a maioria). É um diferencial bacana, pois vai diversificar tanto no estilo de letra como nas melodias, incrementando mais a nossa proposta de som. A maioria das músicas será em inglês porém terão músicas em português também.

Um dos diferenciais desse trabalho é que o público irá perceber com mais intensidade aquela pegada eletrônica que já havia no primeiro CD. Dessa vez serão oito sintetizadores diferentes usados na produção (no primeiro disco, foi somente um), o que com certeza trará uma cara nova e arranjos mais sagazes ao trabalho.

Uma das músicas desse novo disco teve um experimento curioso na sua concepção. Fizemos o clipe antes de compor a música. Com imagens captadas na nossa tour pela Holanda, Cesinha editou um roadmovie que serviu de inspiração para a composição da letra e da música. Ficou muito bacana o resultado e lançaremos o vídeo antes do disco.

Não sabemos ainda exatamente como será a distribuição do álbum, mas a previsão é pra março/abril do ano que vem.”

Sobre o Breakout e as bandas

“A consequência em ter participado do Breakout Brasil foi ótima para a ParanoiKa. Tivemos a chance de estar em contato com produtores importantes como o Dudu Marote e o Edu K, conhecer bastante gente do meio musical, trocar ideias e receber orientações. A banda pôde se descobrir mais. Foi um momento em que se abriu muitas portas e ganhamos mais notoriedade fora de Curitiba. Para aproveitar melhor essas oportunidades, a Karla se mudou pra São Paulo e agora trabalhamos a banda em dois locais: eu no estúdio aqui em Curitiba e a Karla com os contatos em Sampa. Periodicamente nos encontramos para gravações, ensaios ou compromissos com divulgação tanto em Curitiba como em SP.

Para as bandas Donna Duo e a Retrosense, que são ótimas cada uma em seu estilo, o ensinamento que foi importante para nós e que queremos passar é o de ouvir e aceitar críticas. Dessa maneira as bandas podem se reinventar e refinar o seu som. Também trabalhar muito com as redes sociais criando um discurso junto ao seu público, ensaiar o quanto for possível para os shows saírem legais e tão logo for possível apresentar um trabalho novo que pode ser um single, um videoclipe. Tem que aproveitar a exposição e mostrar trabalho.”

Programe-se: Breakout Brasil. Canal Sony. Domingos, às 21h30. www.breakoutbrasil.com

Links de vídeos da ParanoiKa:

Another chance, Live in Holland

Ficando Louca, Live in Holland

Último clipe “Vale quanto for”

Links para a banda Retrosense:

Links para o Donna Duo

https://www.youtube.com/watch?v=XYId5n1ng5g /

https://www.facebook.com/donnaduo

http://open.spotify.com/user/breakoutbrasil/playlist/5WcDPoOVIW0S4bl2EQCYCw

Enviado por Luiz Claudio, 15/10/14 10:39:02 AM


Da coluna Acordes Locais, desta quarta-feira (15/10/14), na Gazeta do Povo:

Lá pelos idos de antigamente, quando eu era um piazinho de Curitiba mal saído das fraldas, fiz uma breve oficina de harmônica (pra quem não sabe, é a popular gaita de boca) com o maestro Maurício Einhorn, um dos expoentes do instrumento no Brasil e no mundo. Mal sabia eu da importância do músico e também mal sabia soprar uma gaitinha. Saí de lá com algumas músicas assassinadas no bico. Alguns colegas feras viriam a fazer parte da Orquestra de Harmônicas de Curitiba. Essa mesma orquestra, após um breve hiato, retornou aos palcos e no sábado e no domingo, na Capela Santa Maria, fará seu concerto comemorativo de aniversário de 35 anos de atividades.

Orquestra Harmônicas de Curitiba - Foto de Maringas Maciel

Orquestra Harmônicas de Curitiba – Foto de Maringas Maciel


A OHC foi oficialmente fundada com um concerto em 1979, no dia do aniversário de Curitiba, 29 de março. De lá para cá, foram centenas de apresentações no Brasil e no mundo, três LPs e cinco CDs lançados, e até uma participação com música na novela Sonho Meu, da Rede Globo, de 1993. Seus fundadores foram Ronald Pereira da Silva (já falecido) e Eduardo Manoel Marques Pereira.

Agora, quem responde pela coordenação musical da OHC é o músico Bene Chireia. Com patrocínio da Hering (a fábrica de harmônicas, não a de roupas) eles estão planejando um novo disco para o ano que vem, além de uma sequência de shows a começar por este comemorativo. Como principal mudança, o grupo adotou, além das harmônicas, uma equipe de músicos de base.

Segue uma breve entrevista com Chireia:

Quais os músicos atuais da Orquestra de Harmônicas de Curitiba, dos harmonicistas e os tipos de harmônicas, e os de base também?

Participam agora os seguintes músicos: Bene Chireia (Harmônica Cromática, Polyphonias), Gilberto Lima (Harmônica Cromática, Harmônica Baixo), Gustavo Daher (Harmônica Cromática – Polyphonia, Vineta), Indiara Sfair (Harmônica Cromática), Leandro Lopes (Harmônica Cromática, Harmônica Baixo, Vineta, Polyphonia) e Renato Daher (Harmônica). E no grupo de base estão Fabio Hess (Guitarra), Fernando Rivabem (Bateria), Samuel Trone (Baixo) e Paulo Mendes (Percussão)

Já está definido o repertório do show?

O repertório é o seguinte:
“Sugar Blues” (Clarence Williams)
“Delicado” (Waldir Azevedo)
“Peg Oh My Heart” (Alfred Bryan/Fred Fisher)
“Dardanella” (Felix Bernard/Johnny Black)
“Over the Rainbow” (Harold Arlen)
“12th Street Rag” (Euday Bowman)
“Por Una Cabeza” (Carlos Gardel/Alfredo Le Pera)
“Linda Flor” (Henrique Vogeler)
“Estrada do Sol” (Dolores Duran/Tom Jobim)
“Dança Húngara” (Johannes Brahms)
“Valparaiso Blues” (Marcelo Ricciardi, Benê Chiréia)
“Orpheus” (Jacques Offenbach)
“Saint Louis Blues” (W.C.Handy)
“Bicho Carpinteiro” (Angelo Reale)
“Tico-Tico no Fubá” (Zequinha de Abreu)
“Fantasia Improviso” (Frédéric Chopin)

Este mesmo repertório irá fazer a base do disco que vem por aí ou serão feitos novos arranjos?

Este repertório será a base do novo disco e também serão feitos novos arranjos.

Já tem um calendário de shows próximos, vai ter turnê?

Temos eventos fechados em Curitiba e a Virada Cultural em novembro

Tem projeto aprovado para o disco e shows?

Temos um projeto aprovado (Fomento em Música – FCC) para realizar apresentações em espaços públicos de Curitiba no próximo ano (Boca Maldita, Ruinas de São Francisco, etc..)

Convidados especiais?

Teremos a participação (na apresentação de domingo) do músico Raule Alves (Souzaphone)

* * * * *

Apesar do nome, a Orquestra de Harmônicas de Curitiba não é um grupo ligado à Fundação Cultural de Curitiba e sobrevive do apoio de fãs e patrocinadores. A história, a discografia completa da OHC e alguns áudios e vídeos estão disponíveis no site www.harmonicasdecuritiba.com.br

Programe-se

Orquestra Harmônicas de Curitiba – 35 anos

Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273), (41) 3321-2845. Dias 18 às 20h e 19 às 19h. R$ 30 e R$ 15.

* * * * *

Música no supermercado

Muito boa a iniciativa do Supermercado Condor de Curitiba, que está acolhendo a Big Time Orchestra em shows dentro de suas lojas para o lançamento do CD e do DVD Night. A primeira apresentação aconteceu no Condor da Nilo Peçanha, no dia 8 e já há mais três agendadas, sempre no horário das 18h30: dia 16, no Champagnat, dia 17 no Água Verde, e dia 30, no Novo Mundo. O CD e o DVD também estão à venda nas lojas Condor. Parabéns e que outros estabelecimentos também adotem a ideia.

Enviado por Luiz Claudio, 11/09/14 8:00:52 AM

O escritor agitado e agitador cultural Geraldo Magela Cardoso está aprontando mais uma. Reuniu uma turma da artistas haitianos que estão na região de Curitiba para um show neste sábado, no TUC, Sala Ivo Rodrigues. Para os desinformados, o TUC fica na Galeria Julio Moreira, que passa por baixo da Rua Nestor de Castro, atrás da Catedral, que liga a Praça Tiradentes ao Largo da Ordem.

O show terá representantes do rap, do reggae, da street dance e performances poéticas, entre outros. Entrada franca.

Confira:

CuTUCando a inspiração apresenta multishow com os haitianos

Rap,(Team Fresch) Band Recif, reagge com SKIN D, music Group), Street dance com Avionsom Val e performances poéticas.

Dia 13/09/2014
Sábado. Teatro Universitário de Curitiba
Galeria Julio Moreira – 19:00 horas – entrada franca.

Haitianos_showTUC

Enviado por Luiz Claudio, 09/07/14 1:31:14 PM

labrador_palco

O título dessa coluna é inspirado no samba “Bebadosamba”, de Paulinho da Viola, que deu nome ao álbum lançado em 1996. Mas, além do título, essa coluna não tem mais nada a ver com Paulinho da Viola ou com o samba. Tem a ver com beba, do verbo beber, mas não com o samba (nada contra, adoro). É que vou falar de uma banda que tem sua história ligada à cerveja, mas uma produção mais próxima à do vinho. Entendeu? Não? Então puxa a cadeira, abre a primeira garrafa e me deixa explicar.

Por aqui, abri a minha primeira cerveja, a Labrador Iniciantes, uma pilsen, levinha, para começar os trabalhos. Sim, cerveja Labrador, “uma cerveja como você nunca ouviu”, que experimento para falar da banda Labrador, “uma banda como você nunca bebeu”, que se lança, em cerveja, EP e CD.

As cervejas fazem parte da estratégia de lançamento do EP, que vem em um pen drive em forma de abridor de garrafa (dá para notar que tem publicitário na banda, não é?!). A primeira música é justamente “Iniciantes”, essa que estou bebendo, quer dizer, ouvindo. E tem mais três músicas e cervejas que beberei na sequência: “Logo Depois”, uma brown ale; “Nem Tudo São Flores”, uma weiss, e, por fim, “Stasis”, uma stout.

A densidade das músicas e a graduação alcoólica vão num crescendo. Essa mesma característica de crescendo e de variações espalha-se por todo o trabalho da banda formada por Allan Yokohama (Terminal Guadalupe, Poléxia e Humanish) na bateria, Lucas Borba (Terminal Guadalupe e Móbiles) na guitarra, Érico Klein, no vocal, Bruno Nogueira, na guitarra, Chico Marés, nos teclados, e Pedro Andrade no baixo. Cada faixa varia de intensidade dentro dela mesma.

Enquanto abro e provo a segunda, vamos falar um pouco sobre a banda que passeia sem temores entre a baixa e a alta fermentação. Ela surgiu em 2010. No ano seguinte, teve o single “Deserto” incluído entre os melhores do ano por alguns sites especializados em música, como o Scream and Yell. Em 2012 – e aí mais uma prova da ligação com a cerveja – venceu o Festival Kaiser Sound, e um dos prêmios foi a gravação de um disco, de onde surgiu Dia, Noite e Horas a Mais, que está finalmente prensado e vai ser lançado em breve.

Como vocês podem perceber, o EP e o CD já estão sendo preparados há um bom tempo. Daí a comparação que a produção da banda está mais para vinho do que para cerveja. Mais demorada.

labrador_cervejas

Essa brown ale, a terceira, está uma delícia. Mas acho que ainda não contei que o EP foi masterizado no mítico estúdio Abbey Road, em Londres, por Geoff Pesche, o engenheiro que já assinou trabalhos de Gorillaz, New Order, Blur, Kylie Minogue, entre muitos e muitos outros. Já o álbum teve a produção de Tomás Magno (Skank, Rappa, Nando Reis).

É difícil falar sobre o som da banda, dar uma descrição apropriada, ainda mais depois de tanta cerveja. Deixa eu tomar mais um gole, respirar fundo, hmmm. Rock-pop, cada música parece priorizar um instrumento diferente. O vocal unido ao teclado dá um tom levemente etéreo, quebrado por um baixo possante e uma bateria crua, sem firula. O sabor recende por vezes ao rock progressivo. Por momentos o buquê é inglês, talvez no dedilhado da guitarra. Porém, há um leve toque nacional, que deixa no palato um quê de frutas tropicais dos anos 1980.

Quem quiser saber como é o som, terá uma bela oportunidade amanhã, se comparecer ao Wonka (R. Trajano Reis, 326). Tem show junto com a banda Monreal.

Vamos à stout, pois a vida pede sempre mais e eu, assim como o malte, já estou ficando torrado.

Hmmmm. O fato é que “a cada passo em falso eu empurro o chão pra baixo”. E esses caras estão cada vez melhores, sensacionais, curto muito eles todos, ehh, são gente boa pra caramba. Ó, moram aqui, ó. Gente boa, ic, mas o que eu estava falando mesmo? Ah esses labradores são uns cachorros maravilhosos. O que? ic, mas não são.? ah, da banda? são também uns cachorr… quer dizer, ic, cerveja boa, da Klein, né!? Acabou? saideira? num tem? mas a banda ainda tá tocano … banda boa … ótima ideia essa … essa … de dar cerveja junto com o disco, ou é o disco junto com cerveja? Mas já acabou? … Rebebendo … quer dizer … Recomendo.

Enviado por Luiz Claudio, 04/07/14 9:02:40 AM

Radiocaos. Precisa dizer mais? Então olha só o que vai tocar nesta semana em Curitiba, Rio, São Paulo e Lisboa (sim, também Lisboa):

Radiocaos

Páginas12345... 114»
Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
Publicidade
Publicidade
Publicidade
«

Onde e quando quiser

Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 69,30 por mês no plano anual.

SAIBA MAIS

Passaporte para o digital

Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

»
publicidade