Assinaturas Classificados
Seções
Anteriores
Publicidade

Tubo de Ensaio

Quem faz o blog
Seções
2009 – Ano Internacional da Astronomia
A ciência torna obsoleta a crença em Deus?
Artigos
Astronomia
Ateísmo
Bioética
Budismo
Catolicismo
Criação, evolução e Design Inteligente
Debates
Entrevistas
Espiritismo
Filmes e DVDs
Filosofia da ciência
Hinduísmo
História da relação entre ciência e fé
Igreja Ortodoxa
Islamismo
Judaísmo
Livros
Medicina e fé
Meio ambiente
Milagres
Neurociência
O universo tem um propósito?
Origem do universo
Protestantismo
Tirinhas
Vídeos
Enviado por Marcio Antonio Campos, 11/08/09 5:36:00 PM

A excursão do ateísmo ao Museu da Criação

Tudo depende de atitude. Um grupo de 300 ateus resolveu fazer uma visitinha ao Museu da Criação, no estado norte-americano do Kentucky. Um evento desse tipo certamente atrairia atenção da mídia, e a ABC News cobriu a história.

Divulgação/Answers in Genesis
Entrada do Museu da Criação, no Kentucky.

Um dos principais nomes do grupo de visitantes é PZ Myers, que mantém o blog Pharyngula. Como nos conta a reportagem, a administração do museu chegou a mandar um aviso educado antes da viagem do grupo. E surtiu efeito: apenas um cético, que usava uma camiseta com o slogan do ônibus ateísta britânico, teve de virá-la ao contrário. De resto, tudo correu muito bem, como diz Lyz Liddell, uma das organizadores do Secular Students Alliance, em um depoimento publicado hoje: after we got there, the staff were just phenomenally polite and kind and helpful, and the security guards were very polite and helpful to us. We were expecting more tension, so to have everything so polite and so smooth was absolutely great. As an organizer, that was the biggest thing for me: just how well their staff handled our group.

Divulgação/Answers in Genesis
O Museu da Criação tem explicações peculiares sobre a convivência entre homens e dinossauros.

Lyz também explica o que está por trás de um evento como esse: conhecer o que os outros pensam, em vez de ridicularizar as crenças alheias. Se bem que ridicularizar as crenças alheias é exatamente o que o PZ Myers tem feito em seu blog logo depois da visita, fato que também foi notado pelos responsáveis pelo museu e noticiado no release divulgado hoje. É interessante ver o contraste entre as atitudes de Lyz Liddell e de PZ Myers (e seus leitores). Como bem sabemos, gentileza gera gentileza. Estou preparando um material interessante a respeito da melhor abordagem nos debates sobre ciência e religião, mas acho que podemos começar a discutir que tipo de reação é mais produtiva quando estamos diante daqueles de quem discordamos.

——

Tubo de Ensaio no Twitter

Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
      • NOTÍCIAS MAIS COMENTADAS
      • QUEM MAIS COMENTOU
      Paulo | 16/08/2009 | 18:19

      Caro senhor Fabiano. No caso em questão as provas não são supostas e sim, evidentes. Em momento algum foi dito que elas são vestígios da não existência de deus. Quanto a não validade da bíblia, a maioria dos cristão não fundamentalistas reconhecem que suas passagens são alegóricas. De fato, em ciência há sempre um grau de incerteza, e por isto há em abundância as palavras "talvez" e "provavelmente". Mas ainda assim é preferível isto, àqueles que acreditam cegamente em verdades absolutas.

      junior | 13/08/2009 | 23:10

      Verdade Flávia, a tolerância, os limites e o respeito à posição alheia, mesmo quando nela não acreditamos são requisitos essenciais para se começar o diálogo.Perder um tempinho para tentar entender as crenças e o que levou os crentes a possuí-las, porém contestando o que não se entende para se chegar a um senso comum, também ajuda a moldar e/ou modificar nossos conceitos que, por não serem verdades absolutas, estão em constante evolução. Se assim não o fosse perderia a graça.Abraços!

      Flavia | 12/08/2009 | 13:09

      Sou a favor de diálogos do tipo, mas com limites, já que ciência não é só uma "opinião" que cada lado distorce como bem entende. Não são só os religiosos que oprimem: há muito ateu por aí tão dogmático e intolerante quanto teístas, o que é realmente patético. Temos que aprender a aprender com o outro. É lamentável ver um ateu se achando o dono da verdade, como religiosos fazem. Nós, ateus, deveríamos ser os primeiros a exercer a tolerância, já que normalmente fomos/somos vítimas da falta dela.

      junior | 12/08/2009 | 12:28

      De fato Fabiano,muita coisa ainda está para ser descoberta.Muitas outras, que já foram colocadas como verdade absoluta já cairam por terra.Somente não concordo que as teorias apresentadas bem como os vestígios fósseis sejam colocados de maneira a negar a existência divina ou a validade das escrituras.Muitos cientistas não são ateus e nem tudo em que crêem carece de comprovação científica.Porém também não acho que para ser "bom" ou merecedor da salvação seja um pré requisito a crença em Deus.

      Mauricio R. Muderno | 12/08/2009 | 12:06

      "Na Tanzânia, descobriu-se um registro primitivo pelo qual se conclui que dois adultos e uma criança caminhavam sobre cinza vulcânica amolecida por uma chuva recente. A seguir, suas pegadas foram cozidas pelo sol e, aos poucos, foram cobertas por camadas de terra; as pegadas, definitivamente humanas, têm pelo menos 3,6 milhões de anos. Até mesmo isso é considerado um fato recente na história do mundo contemporâneo: os últimos dinossauros foram extintos há cerca de 64 milhões de anos."

      Mauricio R. Muderno | 12/08/2009 | 12:04

      Trecho de Uma Breve História do Mundo, de Geoffrey Blainey - Recomendo a leitura para ateus e não-ateus! "Há 2 milhões de anos, eles viviam na África e eram poucos. Eram seres quase humanos, embora tendessem a ser menores que seus descendentes que hoje povoam o planeta. Andavam eretos e subiam montanhas com enorme habilidade." - "Há 2 milhões de anos, esses seres humanos, conhecidos como hominídeos, viviam principalmente nas regiões dos atuais Quênia, Tanzânia e Etiópia."

      marcus | 12/08/2009 | 08:52

      É esse tipo de coisa que queima a cara de quem quer discutir de forma séria. O importante é não generalizar.

      Joao Guilherme | 12/08/2009 | 08:22

      Ocorre que infelizmente os ateus são, na maioria dos casos, vítimas de um grupo gigantesco de cristãos que, além de querer força-los a acreditar em algo que simplesmente eles não creem, acabam rotulando-os como "coitados", "não-merecedores da salvação", "satanistas"(essa é a pior), dentre outros rótulos. É raro ver um religioso estar feliz por ELE ser religioso. Isso não basta, ele quer que todos os outros humanos também sejam. Isso é patético.

      Fabiano | 11/08/2009 | 23:25

      Veja bem. Eu entendo que os ossos estao ai e todas as provas supostas sao bem apresentadas a humanidade como vestigios da nao-existencia de Deus ou nao-vaidade da Biblia. Sinceramente a base de onde sao extraidos as informacoes e demais plataformas para teorias e teses sao simplismente "talvezes" ou "provavelmentes" ou "umas vezes". Prefiro crer no DESIGNER=DEUS...Consideracoes.

      junior | 11/08/2009 | 23:05

      Agora, realmente é lastimável que sejam suprimidos ou ignorados dados já há muito comprovados.É a tentativa de incutir conceitos em detrimento do conhecimento fazendo com que já se comece um assunto dando pano p/ manga da falta de credibilidade.Fé cega, faca amolada.

      junior | 11/08/2009 | 23:00

      Acho que o último parágrafo do artigo foi muito feliz quando falou em diálogo produtivo diante de opiniões contraditórias.Penso que devemos discutir com educação respeitando as crenças de cada indivíduo, tentando não ridicularizar posições ,mesmo quando fazemos questionamentos e tentando não querer incutir nossa opinião a qualquer custo em quem dela não compartilha.É o que acaba colocando os ateus na posição de coitados que tem algo a descobrir e crentes(em Deus) na posição de fanáticos.

      Maria Cristina | 11/08/2009 | 21:38

      Olha, posso até estar enganada, mas normalmente quando vejo alguém de alguma fé religiosa referir-se a um ateu, com frequencia é na forma de pena, coitado, ele ainda não descobriu a Deus. Mas no oposto, os ateus geralmente ridicularizam aqueles de fé, referindo-se a nós de forma jacosa, ou tratando-nos como alienados, ignorantes ou fanáticos.

      Paulo | 11/08/2009 | 21:01

      (fim do Cretáceo) e os primeiros hominídeos (porção final do Mioceno). É lamentável que qualquer cientista, mesmo que seja crente, tenha contribuído com um museu que simplesmente ignora um vasto conhecimento científico apenas para satisfazer os ditames da fé de seus idealizadores fundamentalistas.

      Paulo | 11/08/2009 | 20:50

      Acho que a maioria dos cristãos não fundamentalistas reconhece que os trechos bíblicos referentes a Adão e a Noé são alegorias e nunca existiram como realidade objetiva. Quanto à coexistência de homens e dinossauros não há nenhuma evidência arqueológica, geológica ou paleontológica que dê suporte a esta interpretação. Pelo contrário, os dados geológicos e paleontológicos indicam que há uma diferença temporal de pelo menos 58 milhões de anos entre o desaparecimento dos dinossauros... (cont.)

      Paulo | 11/08/2009 | 20:49

      O tipo do "site" do museu não permite uma análise do conteúdo exposto nele. No entanto, pesquisando na "Internet" sobre este museu há referências sobre encenações de, por exemplo: Adão com animais no Jardim do Éden, construção da arca por Noé e a coexistência de homens e dinossauros. Portanto cabe uma pergunta simples e gentil: Onde está a Ciência neste museu em geral, e nas três situações supra-descritas, em particular? Resposta: Não está! (cont.)

      Publicidade
      Publicidade
      Publicidade
      «

      Onde e quando quiser

      Tenha a Gazeta do Povo a sua disposição com o Plano Completo de assinatura.

      Nele, você recebe o jornal em casa, tem acesso a todo conteúdo do site no computador, no smartphone e faz o download das edições da Gazeta no tablet. Tudo por apenas R$ 69,30 por mês no plano anual.

      SAIBA MAIS

      Passaporte para o digital

      Só o assinante Gazeta do Povo Digital tem acesso exclusivo ao conteúdo do site, sem nenhum custo adicional ou limite.

      Navegue com seu celular ou baixe todas as edições no tablet - um novo jeito de ler jornal onde você estiver.

      CLIQUE E FAÇA PARTE DESSE NOVO MUNDO

      »
      publicidade