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Enviado por Marcio Antonio Campos, 19/11/10 5:07:00 PM

O nosso ancestral comum

Ainda na “ressaca” (calma lá! Eu só tomei uma Guinness ontem à noite para festejar) da nossa histórica conquista do Grande Prêmio Esso de Jornalismo com a série dos Diários Secretos, recomendo a vocês que usem bem o tempo relendo o trabalho investigativo do nosso quarteto de repórteres (apoiados por fotógrafos, motoristas, infografistas, editores, ilustradores, diretores etc.), e por isso deixo apenas um vídeo curtinho nesta sexta-feira.

Muitas vezes, diante da ideia de que Darwin estivesse certo, vi gente religiosa torcendo o nariz para a possibilidade de “vir do macaco”. Talvez este seja o maior engano atual sobre a teoria da evolução, já que nós não viemos do macaco; na verdade, nós e os macacos atuais descendemos de um ancestral comum. Em algum ponto da história, nós e eles nos dividimos e tomamos rumos diferentes. E isso não tem nada de demérito, segundo Denis Alexander, diretor do Instituto Faraday de Ciência e Religião da Universidade de Cambridge.

Para Alexander, o fato de dividirmos os genes com outros animais reflete um fato interessante que o autor sagrado embutiu no Gênesis, e que eu sinceramente nunca tinha percebido: em todos os dias da criação, Deus vê que o resultado era “bom”. Só no sexto dia, quando a criação está completa com a presença do homem, Deus acha tudo “muito bom”. Para Alexander, o advérbio não está aí à toa. Não só a ordem material é boa, mas também o homem tem um lugar especial nela, não como um ser isolado, mas como um ponto culminante, inclusive na história evolutiva. “É maravilhoso, somos todos parte de uma mesma história. Não é como se fôssemos seres especiais, mas desconectados do resto da criação; na verdade somos todos bons, a criação é boa”, conclui. Confiram aí o vídeo:

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O Tubo de Ensaio é um dos três finalistas do prêmio Top Blog 2010 na categoria “blogs profissionais/religião”, pelo júri popular. Também são finalistas o Ancoradouro, de Fortaleza, e o blog da Ana Néri (que conheci pessoalmente quando estive no programa do professor Felipe Aquino). Queria agradecer a todos que votaram no Tubo e aos que fizeram campanha para convencer outros a votar. Na semana que vem sai a lista dos finalistas pelo júri acadêmico.

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Hoje é dia de dar Follow Friday no Tubo de Ensaio!

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      Bernard Shaw Jr | 09/12/2010 | 20:51

      Portanto dadas as condições ideais (distância adequada da estrela, pressão atmosférica e temperatura de superfície, presença dos elementos básicos para a vida (O,H,N,C) e outros, acredita-se que é muito provável surgirem moléculas orgânicas com poder de replicação, pela própria estrutura de ligação desses átomos, afinidades entre camadas eletrônicas, etc.

      Bernard Shaw Jr | 09/12/2010 | 20:51

      Quanto ao materialismo, suponho que esteja se referindo ao de cunho científico. Concordo novamente em parte, pois mais recentemente existem vozes defendendo uma maior raridade da ocorrência da vida, porém exatamento o oposto é que ainda goza de maior aceitação. Por exemplo na equação Drake que lhe citei, um de seus fatores, fl (fração dos planetas onde a vida efetivamente surge, dadas as condições para isso) o valor estimado já foi de 1 (100%), hoje é 0,5 (50%).

      Bernard Shaw Jr | 09/12/2010 | 20:49

      Portanto muito aquém de demonstrar aversão pela ideia da pluralidade biológica extraterretre. O livro de contos que citei, recomendo se possível que leia. Considero um desses contos dos mais brilhantes que já li, não só no gênero FC, e trata da relação Colecionador/Item de Coleção, com um final inesperado dado o desenrolar da história; e um dos personagens é um alienígena claramente não humanóide.

      Bernard Shaw Jr | 09/12/2010 | 20:49

      Prezado Sr. Carqueija, sobre Asimov sou forçado a concordar em parte com seu último comentário, pois no primeiro a impressão foi de que defendia que esse autor era avesso à ideia da pluralidade da vida pelo Universo. Não sou especialista em FC como o senhor, mas o espaço amostral de minhas leituras desse autor, numa estimativa a grosso modo, me leva a considerar a seguinte distribuição de personagens: robôs e humanos colonizadores: 70% e alienígenas não humanóides: 30%.

      Miguel Carqueija | 07/12/2010 | 13:54

      Bernard, não conheço esse texto do Asimov mas pude ler "Os abutres bondosos" que fala em seres alienígenas. Mas isso é muito raro da obra de Asimov, onde geralmente a humanidade se vê sozinha na Galáxia (exemplo: a saga Fundação e "As correntes do espaço"). Sei que há ateus que crêem em vida extraterrestre, mas para vocês é mais difícil o conceito por depender de acasos infinitos e não da vontade de Deus.

      Miguel Carqueija | 07/12/2010 | 13:51

      Ronald, volto a dizer, nós católicos estamos de bem com a Ciência... a discussão é com o Ateísmo e creio que a ninguém ocorre defender que os dois termos sejam sinônimos. A pluralidade de vida no universo é discutida desde o tempo dos Padres da Igreja, portanto muito antes de Giordano Bruno - não se preocupe, aqueles que o mataram já foram prestar contas a Deus.

      Ronald Rahal | 06/12/2010 | 14:53

      Então prezado Carqueija, Giordano Bruno foi queimado pela Igreja por engano, já que o cristianismo "prega e sempre pregou a pluralidade dos mundos". E os cristãos sempre foram simpáticos a Darwin quando ele especulou sobre a origem da vida. Não vai querer agora me dizer que a ciência sempre foi retrógrada e o cristianismo o estandarte do conhecimento. Asimov por exemplo, sempre combateu o criacionismo no que sou grato a ele.

      Ronald Rahal | 06/12/2010 | 14:39

      E isto prezado João, bem antes de surgir a teoria da evolução de Darwin. Isto apenas pelo ato de observar. Hoje com a genética molecular é indiscutivel nossa origem comum para desagrado dos crentes que se iludem imaginando-se não fazer parte da vida terrestre dentro do domínio Eukaria. Mas como criacionista gosta mais de confundir do que esclarecer, "não descendemos do macaco". Temos um "ancestral comum". Mas se se olhar no espelho depois do banho, não resta dúvida que temos muito em comum.

      Ronald Rahal | 06/12/2010 | 14:31

      Prezado João, a antropologia é uma ciência recente. Achados fósseis raros. Mas em pouco menos de duzentos anos conseguiu-se delinear um quadro da origem humana. Falta muito para se ter uma visão clara, já que novos achados incorporam novas atualizações. Mas é bem melhor do que dizer que foi criado há 6000 anos e ponto final. Não explica coisa alguma. Se somos macacos? Sim somos. Lineu nos colocou na mesma ordem dos Primatas, compartilhada por Chipanzés, Orangotangos e Gibões etc.

      Hawking Jr. | 06/12/2010 | 12:09

      João, não entendi seu problema com nossos ancestrais macacos. Alias, somos "macacos modernos". Os chimpanzes, gorilas e nós, homo sapiens, somos todos espécies do ramo dos macacos africanos. Todas essas espécies tiveram um acestral em comum, obviamente, uma espécie de macaco... Alias, temos um ancestral em comum com porcos, jumentos, morcegos, estrelas do mar, algas... Os macacos são apenas os nossos primos mais próximos...

      Bernard Shaw Jr | 06/12/2010 | 09:18

      Caro Sr. Carqueija, quanto a vossa asserção de que os materialistas cada vez mais se fecham à ideia da possibilidade de vida em outros planetas, como v.sª considera a equação Drake, que a despeito da crítica que esta vem recebendo de astrofísicos como Marcelo Gleiser, ainda se sustenta como tentativa racional de estimar a probabilidade não só de vida, mas com o atributo de inteligência, através do Cosmo? Quanto à Asimov, teria v.sª lido "Nós, os marcianos"?

      Miguel Carqueija | 03/12/2010 | 13:13

      O Cristianismo está aberto à idéia da pluralidade de vida, mas os materialistas, pelo que eu noto cada vez mais se fecham a esta idéia. Nos romances de Isaac Asimov, por exemplo, em geral não aparecem alienígenas.

      Miguel Carqueija | 03/12/2010 | 13:12

      Ronald, os ateus consideram apenas as possibilidades matemáticas, por asism dizer, num mundo de acasos químicos. Isto dificulta tremendamente a idéia da pluralidade da vida. Quanto à situação especial da Terra, em si ela é evidente embora não precise ser única. Nesse ponto, muitos cristãos descreem, de fato, na existência de vida em outros mundos, mas isso não é doutrina e sim posição pessoal.

      João | 03/12/2010 | 07:46

      Obrigado, Ronald. Sendo o "Macaco do Sul" um antepassado dos seres humanos, podemos corretamente dizer que, de acordo com a Teoria da Evolução, o homem descende sim do macaco.

      Ronald Rahal | 30/11/2010 | 21:37

      Parabéns Carqueija! Foi conseguiu inverter as opiniões, fazendo a dos cristãos o pensamento dos cientistas e a dos ateus dos cristãos. Excelente retórica. Quem defende o homem como a criação especial? Os ateus? Quem defende um universo centrado na Terra? Os ateus? Quem defende que a vida em outros mundos é vontade divina? Os ateus?

      Ronald Rahal | 30/11/2010 | 21:31

      Renan, perdão. Poderia explicar-se melhor. Grato.

      Ronald Rahal | 30/11/2010 | 21:30

      Prezado João. O termo Austalopithecus compôem-se do latim australis (sul) e do grego pithekos (macaco). Daí Macaco do Sul poque seus restos foram encontrados na África do Sul. É um gênero composto por diversas espécies.

      João | 30/11/2010 | 07:38

      Entendo a preocupação em dourar a pílula, mas uma vez aceite a teoria da evolução, a conclusão inevitável é que o homem descende sim do macaco (obviamente não dos macacos atuais). Os animais dos quais descendemos, se estivessem vivos hoje, seriam chamados de macacos com toda a propriedade e estariam nos zoológicos ao lado de chimpanzés, gorilas e oragotangos. Aliás, o que significa exatamente Australopithecus?

      Renan | 29/11/2010 | 21:34

      Os senhores não entenderam a minha ressalva. Não estou tratando de abiogênese ou de biogênese ou clamando uma superioridade olímpica do Homem sobre a Natureza. A questão é bem simples: se não houvesse diferença valorativa entre as coisas, não haveria possibilidade de evolução. E não basta falar em diferenças de funções; a própria "diferença" e a própria "função" não seriam possíveis sem uma gradação valorativa entre as coisas.

      Miguel Carqueija | 29/11/2010 | 15:26

      Mas, Ronald, tem certeza de que não são os ateus que mais propagam o antropocentrismo? Pois, ao vincularem a questão da pluralidade da vida no universo à combinação de acasos, dificultam enormemente a aceitação dessa hipótese, e a tendencia, no materialismo, é considerar o Homem como caso único no Cosmos. Já para os cristãos, é transparente que pode existir vida fora da Terra, dependendo apenas da vontade divina.

      Ronald Rahal | 26/11/2010 | 16:31

      E tem mais prezado Carqueija. Quando insisto no fim do homem, é para que compreendam que o Universo, a Terra, o Sistema Solar não existe em função dele. É mera presunção nossa. Antropocentrismo exarcebado. Se as formigas esperassem o retorno de um Messias, para que a Terra acabasse, que significado isto teria para a nossa espécie? Não estamos no topo. A natureza não sabe distinguir bem do mal. Isto só existe na nossa cultura.

      Ronald Rahal | 26/11/2010 | 16:23

      Mas prezado Carqueija se para os cristãos o fim do mundo é a volta de Cristo, para as outras religiões não faz sentido algum. A Terra não é majoritariamente cristã. Então teria que haver um fim muçulmano, hindu, budista etc. Não vê que sua crença é relativa? Significa então que muçulmanos, hindus, budistas, xintoístas deveriam se converter, para que o apocalipse ocorresse na Terra toda. Numa parte só, não faz sentido. Saia do seu pequeno contexto.

      Marcos A. | 26/11/2010 | 12:02

      Miguel, o fato de um raça ou outro tipo de animal sobreviver a uma catástrofe que extingua quase toda a vida na Terra já mostra, que em termos de sobrevivência, que é o fator primordial para qualquer espécie, a torna superior. Quando os dinos foram extintos sobrou um mamifero roedor da era mezozóica, que media em torno de 5 cm. Veja só, somos parentes deles. Isso pode se repetir com qualquer espécie.

      Miguel Carqueija | 25/11/2010 | 13:36

      Mas, Ronald, aí é que reside a diferença entre crer e não crer, pois para um cristão o fim do mundo não poderá ser somente natural (como catástrofes) ou artificial (como guerras) mas sobrenatural, ou resumindo, para o cristão o fim do mundo é a volta de Cristo. Mesmo que teoricamente possa haver uma evolução no sentido de surgir na Terra uma raça superior ao homem, isso não que dizer que vai de fato ocorrer.

      Ronald Rahal | 24/11/2010 | 16:48

      Mas para avivar o interesse sobre o tema, aconselho ainda a ler o Man After Man: An Anthropology of the Future do mesmo autor. Perdoe-me Márcio pelo abuso de espaço.

      Ronald Rahal | 24/11/2010 | 16:44

      Quanto ao exemplo do Horla é inadequado. O autor sofria de doença mental e sob este ângulo escreveu a história.Creio estar de posse de minhas faculdades e ainda temos muita história geológica pela frente. Enfatizo que não somos o ponto final da evolução e isto não é ficção.Há um livro em inglês intitulado After Man de Dougal Dixon que ilustra este meu ponto de vista, apesar de deixar aberto o espaço para nova vida inteligente.O que vê hoje é só um piscar de olhos no tempo.

      Ronald Rahal | 24/11/2010 | 16:36

      Nenhuma tecnologia atual poderá impedir um novo impacto.Foi justamente a extinção do Cretáceo, que permitiu a proliferação dos mamíferos entre eles a ordem dos primatas. E foi a grande extinção do Permiano que permitiu o domínio dos Dinossauros. E crível supor que tais eventos se repetirão permitindo a evolução de uma nova espécie quiça inteligente.

      Ronald Rahal | 24/11/2010 | 16:31

      Prezado Carqueija tal exemplo foi apenas para dar uma ideia de que 99 % das espécies que já apareceram na Terra já se extinguiram. O homem como parte da Arvore da Vida, não tem nenhuma proteção divina para não sofrer o mesmo fim. Claro é uma especulação a existência futura de outras inteligências. Mas se fosse você um dinossauro, imaginaria que um asteróide poria fim ao seu reinado? Os números indicam que esta catástrofe voltará a ocorrer.

      Ronald Rahal | 24/11/2010 | 16:24

      Prezado Renan, complementando o complemento. Full House foi editado no Brasil pela Record com o título Lance de Dados. Mea Culpa Renan.

      Ronald Rahal | 24/11/2010 | 09:18

      Prezado Renan devo me retratar. Sobre Bactérias e Gould, na verdade o livro correto é Full House e não os Pilares da Criação.

      Miguel Carqueija | 23/11/2010 | 15:43

      Prezado Ronald, a idéia de que a evolução venha a produzir no futuro uma raça superior à humana até o momento não passa de ficção científica (exemplo: "O Horla", de Guy de Maupassant)e não dá para argumentar com futuríveis.

      Lucy Oly | 23/11/2010 | 15:11

      Olá marcio! Tenho lido seu Blog, até os comentários,é muito legal e a gente aprende muito também com seus 'seguidores', gostaria de saber c vc também poderia comentar sobre outras religiões, como a espírita,dar dicas de livros , as pessoas que te escrevem são muito inteligentes mais se o blog está num jornal, acredito que para todos lêem, deveria ser um pouco mais abrangente, mais sou sua nova 'seguidora' aprendiz, até ;)

      Marcos A. | 23/11/2010 | 12:42

      Renan, não creio que exista uma raça animal superior...A diferença é apenas no modo como cada ser vivo lida com a vida e a natureza. Se temos um cérebro mais desenvolvido, isso é apenas fruto da evolução, pelas nossas necessidades de sobrevivencia no passado. Provavelmente algum dia a humanidade desapareça e as habilidades de alguns seres vivos serão suficientes para que herdem o planeta.

      Hawking Jr | 22/11/2010 | 19:48

      "Desta forma, uma enorme rocha seria um objeto superior a qualquer ser vivo. Ora, se assim o for, a matéria bruta não poderia "evoluir" para matéria orgânica, como propugnam os radicais "evolucionistas" contemporâneos." Uma rocha não gera descendentes, não há comparação lógica no seu exemplo. Nenhum "radical" evolucionista propõe que uma rocha se transforma em DNA ou num elefante... Vc está querendo dizer que a matéria orgânica não pode ter uma origem natural e sim sobrenatural, é isso?

      Ronald Rahal | 22/11/2010 | 17:04

      Creio que está equivocado prezado Carqueija. A intenção do tema foi dar a impressão que somos o capítulo final da evolução. Como se o relógio já tivesse chegado à meia-noite.Sabe que a Terra tem ainda um longo percurso pela frente. O que vemos como o "capítulo final", "ápice" não passa de uma piscada de olhos dentro da Geologia. Um segundo congelado. Não sabemos o que virá pela frente. Os dinossauros existiram por mais de 100 milhões de anos. Nós...

      Ronald Rahal | 22/11/2010 | 16:59

      Prezado Renan creio que não entendeu. A evolução nunca tratou da biogêsene. Os mal informados confundem as duas coisas. Quanto a Bactérias leia os Pilares da Criação de Gould. O espaço aqui é pequeno. O tema resumindo, reflete sobre nossa arrogância em ser a última e mais completa criação. Como se o Universo só existisse para gerar o homem. Creio que já teve diarréia não? Está ai uma prova da sua superioridade diante da Escherichia coli.

      Renan | 22/11/2010 | 12:36

      "Deus parece gostar mais de bactérias." disse o amigo. Isso se você partir do princípio de que o que define a superioridade de uma raça sobre a outra é única e exclusivamente a sua capacidade de existir sob condições mais adversas. Desta forma, uma enorme rocha seria um objeto superior a qualquer ser vivo. Ora, se assim o for, a matéria bruta não poderia "evoluir" para matéria orgânica, como propugnam os radicais "evolucionistas" contemporâneos. Pois não seria evolução de modo algum.

      Lauro | 22/11/2010 | 11:17

      Por mais que muitos não gostem de Dawkins, ele tem um livro muito bom, "A GRANDE HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO - NA TRILHA DE NOSSOS ANCESTRAIS", que descreve, de forma bem acessível, como funciona a evolução e os ancestrais dos seres vivos. Fica a recomendação.

      Miguel Carqueija | 22/11/2010 | 09:57

      Marcio, primeiramente parabéns pelo prêmio que eu julgo mais do que merecido. E, Ronald, a superioridade do Homem na Criação terrestre pode ter duas interpretações básicas: a que põe o homem, baseado nessa superioridade, como algoz dos outros seres vivos, e a que o colcoa como protetor e, de certa forma, sacerdote. Eu opto pela segunda alternativa.

      Hawking Jr. | 21/11/2010 | 18:33

      ""Disse mais o Senhor Deus: NÂO É BOM que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudante que lhe seja adequada." Uma ajudante.... Quem duvida que o Exodo tenha sido escrito por um homem machista? Pouco importa a interpretacao do genesis... O que importa sao os fatos. Nos e os outros macacos (sim, somos primatas tb) temos um ancestral em comum. Assim como temos um ancestral em comum com coelhos, sapos, vespas, peixes, planarias... Isso eh o fato! A verdade nao depende da preferencia do interprete.

      Ronald Rahal | 20/11/2010 | 20:16

      Márcio só para completar. Pesquisei na Internet sobre o Inst.Faraday. Em meio a muito "viés" científico, alguns papers, parecem mais concepções religiosas travestida de ciência. Procura-se passar uma imagem séria de investigação e reflexão, induzindo o leitor descuidado a pensar que no final a única explicação possível para a natureza é o Deísmo. Sem tal suporte a ciência é falha. Grato por esclarecer que não descendemos dos macacos. Mas continuamos primatas, compartilhando o mesmo galho.

      Ronald Rahal | 20/11/2010 | 14:13

      Quem tem tv a cabo, se puder, assista ao documentário de duas horas da National Geographic "Choque de Continentes". O último homem chega à Terra, 250 milhões de anos no futuro, depois que a relatividade o catapultou para o futuro. E outras formas inteligentes de vida já habitaram o planeta. Curiosamente, não restou nenhuma Bíblia fossilizada.

      Ronald Rahal | 20/11/2010 | 14:10

      Este senhor esquece que somos recém chegados num planeta com mais de 4,5 bilhões de anos. E pelo jeito que a criação especial trata seu planeta, acredito que cedo partiremos, deixando o planeta para que novas formas de vida evoluam. E se há uma tendência como muitos religiosos gostam de ver, Deus parece gostar mais de bactérias. Gould disse que vivemos na Era Bacteriana e elas ainda estarão por aqui quando não passarmos de uma apagada lembrança.

      Ronald Rahal | 20/11/2010 | 14:05

      "mas como um ponto culminante, inclusive na história evolutiva". Nada mais enganoso prezado Márcio, não somos ponto evolutivo algum. Primeiro que a evolução não cessou. Segundo que compartilhamos o espaço com outras formas de vida, na chamada Árvore da Vida. Ali ningúem é superior ou inferior. É um erro lamentável, principalmente de pensadores mais ligados a preceitos religiosos do que à pesquisa de campo, imaginar o homem como o ponto final de todo o processo evolutivo.

      Edem de Almeida | 19/11/2010 | 20:57

      Prezado Márcio, Também costuma passar despercebido que em Gn 2,18 o autor inspirado, em toda a narrativa da ação criadora de Deus, indica que a obra divina não estava boa. Sem a mulher a Criação estava incompleta: "Disse mais o Senhor Deus: NÂO É BOM que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudante que lhe seja adequada.

      pedro | 19/11/2010 | 19:53

      Então até Deus concorda com o Darwin. Muito bom...

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