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Foto:Hugo Harada/ Agência de Notícias Gazeta do Povo

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Nós, da Equipe Baixa Gastronomia (EBG), mesmo sendo sinceros amantes do dogão na madrugada, vez ou outra chegamos à conclusão de que o corpo precisa de algo mais substancial para repor as energias gastas numa eventual esbórnia noturna. E recorremos ao costelão. E um dos preferidos aqui da casa é o Costelão do Bacacheri, que fica maravilhosamente aberto quando dele mais precisamos.

Na primeira vez em que ouvimos falar dele (e isso faz tempo), foi por um amigo da família, que contou, meio como quem conta um segredo, que aquele ali era um dos lugares com as melhores carnes de Curitiba. O fato do amigo ser veterinário nos fez achar que devia ser verdade, afinal, de vaca o cara entendia. O fato é que, desde a primeira visita, nunca tivemos motivos para contradizê-lo.

De dia, o ambiente é familiar (no sentido literal, com famílias inteiras ocupando o salão). Na madrugada, a frequência lembra um pouco a do Gato Preto, solo sagrado da BG curitibana, mas sem o teclado brega-dançante nem a iluminação discretíssima. Dá para pedir combinados de carne com acompanhamentos mas, seguindo a praxe de um bom costelão, pedimos as carnes por peso. Destaque para a costela (claro) e para o carré de carneiro– outra carne complicada de preparar. Os acompanhamentos– salada, polenta – são pedidos à parte.

Quanto: R$ 34 o quilo de costela. A polenta (porção grande) custa R$ 7 e a salada completa, R$ 8,50.
Onde: Avenida Erasto Gaertner, 26, Bacacheri –(41) 3356-0665

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Dogão

Como nem sempre temos disposição (e coragem) para enfrentar uma costela nas profundezas da noite, recorremos, volta e meia, ao dogão. Sem a pretensão de limitar o assunto, dois dos preferidos da casa são o Dudu Dog, para fomes mais exuberantes, e o Green Dog, um dos pioneiros em servir cachorro-quente vegetariano.

Onde: Dudu Dog (R. João Manoel, quase esquina com Carlos Cavalcanti)/ GreenDog (Alberto Folloni, 225).

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Queijo quente campeão

Foto: Andre Rodrigues/Agência Gazeta do Povo

Foto: Andre Rodrigues/Agência Gazeta do Povo

Pode ser empolgação de madrugueiro, mas desconfiamos que o melhor queijo quente (R$ 5,50) do hemisfério fica na esquina da Visconde de Nácar com a Vicente Machado, na Excelência do Pão. A ideia de meter o queijo no meio de um pão de queijo (tamanho grande) é tão sensacional que dá vontade de baixar um decreto obrigando todas as padarias da madrugada a incluí-lo no cardápio. Um clássico da larica noturna.

«Aproveitamos o mote noturno para falar sobre o Gato Preto, templo da Baixa Gastronomia noturna.»

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Rafael Martins, jornalista e guitarrista de bandas como Wandula e Cacique Revenge. rafaelmmartins@gmail.com

Guilherme Caldas, um quadrinista que trabalha com publicidade sem ser publicitário. guilherme@candyland.com.br

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