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Empresa é especializada em especiarias raras

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A empresa curitibana Cipria vende sabores como semente de cumaru, planta amazônica parecida com a baunilha, e outras especiarias exóticas e pouco conhecidas

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Dar uma volta gastronômica ao mundo e provar sabores exóticos sem sair de Curitiba é possível. Semente de cumaru, assa fétida, macis, galanga, ras el hanout e pimenta de cubeba são só algumas das especiarias e ervas raras, e pouco conhecidas, trazidas para o Brasil pela Cipria, empresa curitibana fundada em 2010 pelo chef e empresário Saulo Calliari. A loja fica na rua Otávio Bressan, 256, e o telefone é (41) 3206-0440.

O portfolio conta com cerca de 260 produtos oriundos de várias regiões do mundo e a empresa fornece renomados restaurantes do país, além de cervejarias artesanais que buscam receitas inusitadas. “São especiarias, ervas e misturas definidas raras porque além de ser difíceis de encontrar no comércio são também caras”, explica Calliari. Um exemplo? Estigmas de açafrão, usados para paella, risoto milanês e na cozinha do Oriente Médio, são um verdadeiro ouro culinário, chegando a custar R$ 68 mil o quilo.

Outro exemplo? As favas de baunilha de Uganda e Madagascar (a empresa importa uma tonelada por ano da África) saem por R$ 2.400 o quilo. A boa notícia, para quem quiser economizar, é que o Brasil tem também sua “baunilha”: é o cumaru, conhecido também como fava tonka, uma planta amazônica da qual se extrai uma semente que tem muito em comum com a baunilha e custa “apenas” R$ 330 o quilo.

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A semente, que vem do Pará, foi testada por Calliari numa sobremesa. O cumaru foi ralado num creme confeiteiro empregado para rechear um profiteroles. “O melhor modo de usar é ralando. Num prato salgado, como um purê ou um peixe, substitui bem a noz moscada. Num doce, pode ser usado no lugar da baunilha ou da canela”, explica Calliari. A diferença principal é que o cumaru é mais aromático e tem um toque picante comparado com a baunilha, que é mais defumada e achocolatada.

Confira a receita do doce:


A empresa garante a rastreabilidade dos lotes e, quando possível, compra direto dos produtores para garantir o chamado “fair trade” (comércio justo) e de preferência opta por produtos orgânicos.

Da esquerda para a direita:

Da esquerda para a direita: macis, sementes de amburana, anardana, cardamomo e baharat. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Macis (Myristica fragrans)

Mistura os aromas do cravo e da pimenta, com sabor ardente, cítrico e fundo amargo. Vai bem com queijos, ovos, peixes, carneiro e batatas. Combina bem com noz moscada, pimenta preta, canela, cravo, cardamomo, coentro, gengibre, páprica, malaguetas, tomilho e pétalas de rosa.

Sementes de amburana (Elettaria cardamomum)

São usadas em caldas, crème brûlée, geleias, sorvetes, essências naturais, doces em geral.

Anardana (Punica Granatum)

De sabor agridoce e aroma ácido e penetrante tem considerável nível de ardor. Vai bem com abacate, beterraba, pepino, peixes, carneiro, aves, leguminosas, espinafre e nozes. Combina com pimenta Jamaica, cravo da Índia, cardamomo, malaguetas, canela, coentro, cominho, feno grego (planta conhecida também como alforva), gengibre, cúrcuma e rosas.

Cardamomo verde

Tem sabor floral e penetrante, lembra limão com notas canforadas de eucalipto. Levemente agridoce e ardente. Vai bem com maças, laranjas, peras, legumes, batata, raízes, masaias e carnes. Combina com alcarávia, malaguetas, coentro, cominho, gengibre, páprica, pimenta-do-reino, açafrão e iogurte.

Baharat

Mistura de páprica, coentro em grão, pimenta preta, cravo canela, cardamomo, pimenta caiena, páprica doce, noz moscada e pimenta da Jamaica. O mix, de origem árabe, é usado para temperar carneiros, peixes, frangos, carnes, sopas, quibes e kebab.

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