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Encanto e frescor dos Vinhos Verdes Brancos

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Os vinhos "frescos" possuem capacidade de harmonizar facilmente com diversos pratos

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Vinho Verde é o vinho que não é maduro. Com essa explicação entende-se a tipicidade do produto. Não por ser elaborado com uvas verdes (com elas não se faz vinho!), nem pelo fato do Minho, região de origem, ser verdejante. Significa que é um vinho fresco, engarrafado e levado ao consumo logo após a fermentação. Não estagia, não “amadurece” na adega antes de ser engarrafado. Daí também as borbulhas, originalmente um resto de fermentação na garrafa; hoje, muitas vezes introduzidas artificialmente.

 

É um vinho apetitoso, vivaz, estimulante, sápido. Acompanhante dos pratos regionais do Minho, cozinha rica e perfumada: frutos do mar, aves, caça, carne de porco, arroz. Sem esquecer do grandioso bacalhau. Muito gastronômico, harmoniza-se com quase todos os pratos. Perfeito ao lado de comida asiática. Deve ser consumido jovem, quanto mais perto do engarrafamento, melhor.

 

Algumas exceções, mais refinadas, podem viver bem por mais de 5 anos (o caso do campeão da prova, por exemplo). Nos vinhos não safrados, o contra-rótulo indica a data do engarrafamento. Destacam-se ainda pelo preço acessível, de fiel custo-benefício. Além dos frisantes, elaboram-se também Vinhos Verdes tranquilos.

 

Usualmente vinho de corte, cada vez mais há Vinho Verde varietal. É a evolução, a escolher as uvas melhores, adaptadas aos respectivos terroirs, para exibir a pureza da casta. As principais castas e respectivas sub-regiões de destaque são: Alvarinho (Monção e Melgaço), Trajadura (Monção, Melgaço, Valença, Caminha, Vila Nova de Cerveira), Loureiro (Rio Lima e Ponte do Lima), Azal (Penafiel, Amarante e Bastos), Avesso (Baião, Sinfães e Resende), Arinto ou Pedernã (exceto Monção).

 

Testamos 11 dos melhores rótulos disponíveis. Selecionamos os seis campeões, sem desdouro dos demais, também aprovados. Não participaram do painel os Alvarinhos, uma categoria própria. Nem os verdes tintos, outra história. A temperatura de serviço fica entre 7 graus C e 9 graus C.

 

A prova foi às cegas, com amostras servidas em copos numerados, sem conhecimento dos rótulos. Ocorreu no inspirado restaurante Olivença. O serviço perfeito foi realizado por Paulo Roberto Oliveira. Para encerrar, o chef Gilberto Prado mostrou a qualidade dos deliciosos pratos ibéricos, que casaram-se perfeitamente com os vinhos: croquetes de pato, polvo e bacalhau.

 

 

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