
O cenário artístico paranaense teve ontem uma triste e inesperada notícia: aos 46 anos, morreu a artista plástica Carla Vendrami, um dos nomes mais ativos da arte produzida no estado.
"A Carla sempre foi uma grande referência. Não apenas pelo trabalho dela, que estava em um momento muito bom, mas também pelas orientações que dava a seus alunos", lamentou a amiga e também artista plástica Cristina Mendes, referindo-se aos alunos da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) e da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), onde Carla lecionava.
Desde 2002, Carla vinha lutando contra os sintomas causados pela doença de Crohn, uma rara enfermidade crônica, que provoca inflamações de uma ou mais partes do aparelho digestivo. De acordo com Cristina, Carla sentiu-se mal no sábado e, no domingo, foi internada no Hospital Nossa Senhora do Pilar, em Curitiba, para uma série de exames. Mas seu quadro clínico piorou muito e ela não resistiu.
Nascida em 1962, Carla Vendrami era artista plástica, mestre em Comunicação e Linguagens pela UTP, e bacharel em Pintura tanto pela Embap, quanto pela Accademia Di Belle Arti, de Milão onde estudou com Luciano Fabro, um dos maiores expoentes da chamada arte povera.
Atualmente, ela vinha desenvolvendo o projeto Amarelo, de produção coletiva para a realização de exposições de instalações em Ruas da Cidadania de Curitiba. "Para Carla, a contrapartida social não era um mero detalhe. Era a essência de todo o seu trabalho", explica a amiga Simone Landau.
Ainda ontem, depois do velório, o corpo de Carla Vendrami foi cremado.



