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Poeta do rock

Cazuza ganha exposição no Museu da Língua Portuguesa

Inspirada pela série de manifestações que tomaram o país em junho deste ano, a exposição preza pelo retrato do poeta e artista e evita falar sobre o difícil período em que o cantor lutou contra a Aids

  • EFE
 
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Inaugurada nesta terça-feira (21/10), a exposição "Cazuza mostra sua cara" em homenagem ao compositor e poeta carioca Cazuza, morto em 1990, aos 32 anos, traz um pouco da intimidade e um novo olhar sobre as canções do ídolo da geração anos 80.

A carreira de Cazuza começou como vocalista do Barão Vermelho no início da década de 80 com um rock que tinha muito de poesia romântica e de engajamento político em um momento que depois de 25 anos o Brasil se abria para a democracia.

Polêmico, foi reverenciado ainda em vida com interpretações de suas letras por grandes mestres da MPB como Ney Matogrosso, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

A exposição, em cartaz no primeiro andar do Museu da Língua Portuguesa, vai até dia 23 de fevereiro e tem a curadoria de Gringo Cardia, responsável pelo cenário de shows de artistas tão diversos quanto Skank e Cirque du Soleil.

Inspirada pela série de manifestações que tomaram o país em junho deste ano, a exposição preza pelo retrato do poeta e artista e evita falar sobre o difícil período em que o cantor lutou contra a Aids.

Para isso, Gringo buscou ressaltar a alegria de viver de Cazuza e destrinchar o estilo da poesia e o engajamento político dele.

Em uma das salas, um painel interativo revela a métrica e a rima usada por Cazuza em algumas de suas mais famosas canções.

Objetos pessoais, como o par de tênis ainda sujo e encardido e a escova com fios de cabelo ainda inteiros aproximam o mito do rock dos anos 80.

E para dizer que o poeta ainda vive, um painel mostra o contexto histórico de cada momento da vida de Cazuza, da infância nos anos 60 até hoje, com cenas de 2013.

O visitante é convidado o tempo todo a interagir com Cazuza, seja em um karaokê com dois dos maiores sucessos do cantor ("Ideologia" e "Exagerado"), seja tirando fotos com frases e trechos de canções.

O ápice da interação é um conversa com o poeta, quando em um dos momentos da exposição um telefone de mesa toca:

Do outro lado da linha, Cazuza, exagerado e enlouquecido, deixa uma mensagem e um agradecimento sobre o passeio: "O show foi do caralho! Do caralho!".

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