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Cinema ganha espaço na Riachuelo

Projeto de criação de um complexo de cinemas “aquartelado” na Rua Riachuelo, que trará de volta à ativa os cines Luz e Ritz, está prestes a sair do papel. A previsão é que as obras comecem em abril

  • Annalice Del Vecchio
Antigo quartel da Rua Riachuelo irá abrigar complexo com salas de exbição e espaço para cursos, café e butique |
Antigo quartel da Rua Riachuelo irá abrigar complexo com salas de exbição e espaço para cursos, café e butique
 
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Um novo alento ao órfãos dos cinemas de rua: os cines Ritz e Luz, fechados em 2005 e 2009, respectivamente, terão (de fato) um abrigo adequado em um edifício histórico da Rua Riachuelo – que após muitos anos volta, pouco a pouco, a ser espaço de convívio e lazer.

O projeto de um complexo de cinemas no antigo quartel do Exército Brasileiro, anunciado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) em fevereiro, está finalmente em vias de sair do papel. “A previsão era que recebêssemos o projeto em setembro, mas houve um pequeno atraso em função de questões técnicas da empresa executora”, esclarece o presidente da FCC, Paulino Viapiana.

O compromisso de Viapiana, que deixa o cargo em janeiro para assumir a Secretaria de Estado da Cultura (Seec), é iniciar a obra no ano que vem, idealmente em março e, no mais tardar, em junho. “Já existe previsão de recursos no orçamento pa­­ra 2011. Maria Christina de Andrade Vieira (que o substituirá) já está a par e tem o compromisso de dar continuidade a eles. São projetos que fazem parte dos planos de governo, então, não haverá problemas de continuidade”, garante.

O custo da obra, que será realizada com recursos exclusivamente públicos, foi estimado em R$ 5 milhões, mas pode ser menor dependendo do que for proposto pela empresa que vencer a licitação. “A partir desses valores, iniciaremos o processo de captação de recursos e, então, daremos inicio à obra, que deve ser concluída em um ano e meio ou dois”, diz o arquiteto Mauro Magnabosco, coordenador do projeto Novo Centro do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Cursos, café e loja

As salas de cinema, com cerca de 120 lugares, terão equipamento digital de última geração. “Queremos uma estrutura de projeção em rede, via satélite”, diz Viapiana. Mas, quem for ao cinema, terá outras opções de lazer no complexo cultural, ainda sem nome. Estão previstas uma sala de exposições, uma biblioteca especializada, um terraço para eventos e até projeções ao ar livre, um café voltado para a rua e uma boutique com produtos da FCC. “A ideia é que a livraria Dario Velloso, localizada na Praça Garibaldi, e a Loja da Gravura, no Solar do Barão, sejam transferidas para lá”, diz Viapiana.

Mas o que vai surpreender os estudantes de cinema, que proliferam na cidade graças à criação de centros de formação como a Escola Superior Sul-Americana de TV e Cinema do Paraná (CineTVPR), são as salas dedicadas aos cursos hoje promovidos pela FCC somente no espaço exíguo da Cinemateca. A intenção, no entanto, não é substituir, mas complementar, o que já é ofertado ali. “A Cinemateca hoje não atende sozinha à demanda da cidade por oficinas. Os cursos têm fila de espera, é quase um vestibular para conseguir uma vaga”, diz o presidente da FCC.

A programação, focada preferencialmente no cinema de arte, também vai desafogar a Cinemateca, que hoje não consegue dar conta das projeções de todos os filmes locais e a realização de mostras étnicas de cinema. O acervo de filmes da Cinemateca também pode migrar com a saída, em breve, da Guarda Municipal do terreno ligado ao quartel, com frente para a Rua Presidente Faria. “A área será incorporada pelo projeto e serão construídos estacionamentos e, mais futuramente, um espaço adequado para a Casa da Memória e todo o acervo da FCC”, planeja Viapiana.

Ambicioso, o futuro secretário de Cultura tem planos de integrar os projetos estaduais e municipais relacionados ao audiovisual. “Pretendemos usar a Paraná Educativa, retirar o acervo do Museu da Imagem e do Som do porão onde ele está atualmente (o MIS ocupa há anos um espaço improvisado no Santa Cândida), enfim, fazer estado e cidade trabalharem juntos”, diz.

Segurança

Os cinemas de rua foram se extinguindo, em parte, por conta do aumento da violência nos centros urbanos. Então, como garantir a segurança do público que voltar às ruas para ver filmes? “A região está passando por um processo de qualificação. Já houve melhoria significativa com iluminação, nova calçadas, revitalização dos edifícios, e uma das ações prevê a presença mais intensa da Guarda Municipal nas regiões”, diz Viapiana. De qualquer forma, devolver dois cinemas às ruas já é, por si só, um modo de combater a violência. “É um equipamento cultural que trará gente à região”, diz Viapiana.

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