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Curitiba vai ganhar novo cinema de rua no final de 2017

Complexo de cinemas públicos Cine Passeio, na Rua Riachuelo, será entregue sete anos depois do projeto inicial

Homens trabalhando na reforma do imóvel histórico. | Henry Milleo/Gazeta
Homens trabalhando na reforma do imóvel histórico. Henry Milleo/Gazeta
 
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O complexo de cinemas públicos Cine Passeio, no centro de Curitiba, tem previsão de inauguração para novembro de 2017. As obras de reforma do prédio do antigo quartel do Exército na Rua Riachuelo começaram no mês de maio com prazo de conclusão de 18 meses.

O Cine Passeio terá duas salas de projeção cada uma com 111 poltronas, os cines Ritz e Luz, lembrando o nome dos cinemas de rua fechados, respectivamente, em 2005 e 2009.

Há ainda uma sala multiuso, com 87 cadeiras, que servirá para palestras, cursos de formação em cinema e eventos.

Veja imagens das obras

O projeto dos arquitetos Mauro Magnabosco e Dóris Teixeira ainda prevê áreas de convivência, um café temático, biblioteca e espaço para exposições.

O custo da obra é de R$ 5,8 milhões. A verba já está incluída na Lei Orçamentária Anual de 2017 e, portanto, só pode ser usada para o este fim.

O Cine Passeio foi planejado em 2010, como parte do projeto de revitalização do centro de Curitiba “Novo Centro”, ainda na gestão do hoje governador Beto Richa (PSDB) na prefeitura.

Assim, a obra só será aberta ao público, se tudo correr dentro do previsto, sete anos depois, durante a gestão do próximo prefeito, a ser eleito em outubro.

Segundo o presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Marcos Cordiolli, o atraso deve-se à engenharia financeira que custeou o projeto.

A reforma do imóvel histórico foi financiada pela venda de títulos de potencial construtivo: papéis emitidos pelo município que permitem que os compradores ampliem as dimensões de obras com limitações impostas pela lei municipal de zoneamento e uso do solo urbano.

Potencial construtivo

Nos anos de 2012 e 2013, a prefeitura não conseguiu arrecadar com os títulos o valor previsto para o projeto. A Lei Municipal obriga que, nestes casos, o processo seja retomado do zero no exercício financeiro seguinte. Segundo Cordiolli, a obra de construção da Arena da Baixada ajudou a atrasar a entrega dos novos cinemas.

“O período turbulento da economia e as obras da Arena, que usaram o mesmo tipo de recurso foram alguns dos principais entraves. Mas, enfim, conseguimos captar e agora é o processo normal de licitação”, diz Cordiolli.

A empresa habilitada, a empreiteira curitibana Contract’us, é a responsável pela construção do anfiteatro do Tribunal Regional Eleitoral, (TRE). A empresa tem mais dezesseis meses para entregar o Cine Passeio concluído.

Segundo a arquiteta Clarice Kravetz Sestrem, a maior dificuldade da obra é o processo de escavação para a formação do subsolo. “Por ser um imóvel histórico precisamos manter as características antigas e adequá-las às normas modernas”.

No ano que vem, a FCC terá que iniciar a segunda fase do projeto, com a captação dos recursos para a compra dos equipamentos mobiliários (projetores, telas, cadeiras, etc.) para ocupar o imóvel.

Esses recursos serão obtidos de um parceiro privado através de renúncia fiscal prevista na Lei Rouanet. O valor estimado desta segunda fase é de R$1,7 milhão.

Obras do Cine Passeio

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