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Cinema

Spielberg investiga história real de espionagem em “Ponte de Espiões”

Filme se passa durante a Guerra Fria, é um suspense com roteiro dos irmãos Coen e conta com grande atuação de Tom Hanks

Tom Hanks (de chapéu fedora) interpreta Donovan, um advogado especializado em seguros que recebe convite para defender um espião soviético preso pela CIA. | Divulgação
Tom Hanks (de chapéu fedora) interpreta Donovan, um advogado especializado em seguros que recebe convite para defender um espião soviético preso pela CIA. Divulgação
 
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A habilidade de Steven Spielberg para contar uma história é indiscutível, há pelo menos quatro décadas.

Experimente dar a ele um roteiro com timing perfeito e diálogos inteligentes escrito por seis mãos pesadas: o incensado dramaturgo inglês Matt Charman e os irmãos Joel e Ethan Cohen.

Se esse roteiro for esculpido a partir de uma história real de um dos períodos mais “cinematografáveis” da História – A Guerra Fria –, a chance é alta de termos grande cinema.

A equação deu certo. É exatamente o que temos em “Ponte de Espiões”, o novo thriller do diretor de “E.T.” e “A Lista de Schindler” que estreia nesta quinta-feira (22) nos cinemas.

Ainda que, como de costume, Spielberg abuse do açúcar e transforme uma trama centrada no paranoico jogo de xadrez entre EUA e URSS , num conto otimista com lição de moral em defesa das instituições familiares e do american way of life.

Como ele é Spielberg você pode ou desprezá-lo ou simplesmente relevar como se faz com amigos com velhas manias e aproveitar o que ele faz como ninguém: envolventes filme de aventura.

Essa é a quarta colaboração do diretor com Tom Hanks, agora no papel do James Donovan, um personagem real de trajetória inacreditável.

No roteiro, Donovan é um advogado especializado em seguros que recebe um convite “que não pode recusar”: defender um espião soviético Rudolf Abel (Mark Rylance), preso pela CIA.

Defender, mas não muito. Apenas para deixar claro que mesmo os inimigos merecem o “devido processo legal” da corte americana. Como Donovan leva seu trabalho a sério, o julgamento surpreende a opinião pública americana – louca para enforcar o comunista.

Quando o piloto de uma missão secreta americana é preso na Rússia, o advogado se torna o principal negociador de uma possível troca entre os presos, numa trama que envolve também o serviço secreto da República Democrática da Alemanha (a Alemanha Oriental) em plena construção do muro que dividiu Berlim de leste a oeste.

Donovan foi mesmo o conciliador nessa questão – ainda que o filme romantize um tanto sua atuação. Mas fez mais: foi assessor da acusação do julgamento dos nazistas em Nuremberg depois da Segunda Guerra e negociou pessoalmente a paz após o episódio da fracassada invasão americana a Cuba em 1963, na Baía dos Porcos, momento que muitos historiadores reputam como o mais tenso da Guerra fria.

Hanks (que não é meu ator preferido) brilha na pele do homem de retórica e sensibilidade política afiada. Alguns dos grandes momentos do filme são as cenas em que seu personagem contracena com Rylance. Muitas delas prontas para o clipe da cerimônia do Oscar a que ambos devem concorrer.

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