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Caetano W. Galindo

Dois anos

Eu, ou esse cara que aqui representa um “cronista”, a partir de amanhã deixo de existir no teu convívio

  • cwgalindo@gmail.com
 | Ricardo Humberto
Ricardo Humberto
 
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TOPO

OK. Foi um pouco mais. Arredondemos.

Eu escrevi a primeira crônica aqui na Gazeta falando de um voo que me deixou no Afonso Pena cheio de gripe. Agora escrevo esta, a última, na véspera de pegar um avião no mesmo aeroporto. Saudável.

Fica bem como entre parênteses. Fica bem.

Pra mim esse período foi mesmo uma “cura”.

Quando você for ler isto aqui, na verdade, eu já vou ter ido e voltado. Mas você não vai ficar sabendo. Eu, ou esse cara que aqui representa um “cronista”, a partir de amanhã deixo de existir no teu convívio. Deixo de tentar ser uma voz.

Pois desde que o Irinêo Netto me convidou pra ocupar uma coluna até o dia de hoje eu vim tentando entender qual seria a minha versão da ideia da crônica, essa coisa meio polimorfa. E você, que talvez tenha lido outras dessas tentativas, veio me acompanhando com imensa boa vontade.

E pra mim, ao menos, foi uma experiência extremamente feliz.

Gostei de tentar encontrar um registro, de tentar pensar em assuntos, de me adequar às mudanças (de dia de publicação, de tamanho de texto…). Gostei do convívio virtual com o Ricardo Humberto, esse ilustrador brilhante que fez com que ao menos uma coisa nesses textos fosse de primeiro nível.

E gostei demais da interação com os leitores que me escreveram nesse tempo. De verdade. Aprendi muita coisa. Fiquei profundamente tocado em mais de uma ocasião.

Boas companhias.

Pra mim foi isso. Uma cura.

Agora a própria Gazeta do Povo entra numa fase nova. E o editorial teve a bondade de me chamar pra continuar com esse espaço, inclusive com uma proposta melhor, mais “atraente”. E eu ainda seguiria trabalhando com o Irinêo e o Ricardo, além do monte de gente que conheci virtualmente.

Agradeci.

Mas acaba que a nova cara do jornal não vai ser a minha. Acaba que acho que de fato pode ter chegado ao fim o que eu tinha pra “dizer” aqui, num espaço que me cederam e que eu usei com a maior liberdade. Sempre.

O Irinêo e o Ricardo ficam de símbolo dessa sensação, que no fundo se estendeu à imagem meio difusa que eu pude fazer de todas as pessoas da redação... e de você, que está lendo. Você que, na melhor das melhores hipóteses, pelo menos de vez em quando pôde encontrar nesses textos alguma coisa que te desse essa mesma sensação morninha de acolhimento que eu recebi no tempo em que estive aqui.

A partir de amanhã eu sumo.

Mas fica a sensação. E você fica comigo. Fica como a lembrança dessa interlocução que me forçou a pensar mais a fundo sobre um monte de coisas, e a tentar acreditar que eu tinha coisas a te dizer.

E não é pouco.

Obrigado mesmo. Muito obrigado.

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