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Com a cara e a coragem

Galeria Boiler, de Lívia Fontana, aposta em arte contemporânea, com ênfase em pintura, gravura e fotografia

A fachada da Boiler Galeria, no bairro Batel, em Curitiba: proprietária pensou no espaço como uma vitrine. | Aniele Nascimento / Gazeta do Povo
A fachada da Boiler Galeria, no bairro Batel, em Curitiba: proprietária pensou no espaço como uma vitrine. Aniele Nascimento / Gazeta do Povo
 
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“Louca”, “corajosa”: foram alguns adjetivos que a publicitária e artista visual Lívia Fontana recebeu quando contou aos próximos que abriria uma galeria de arte. Os 60 metros quadrados do espaço, que vai apresentar inicialmente trabalhos de nove artistas e abrigar seu ateliê, batizado de Boiler Galeria, abre nesta segunda-feira (9) para o público. E num local estratégico: a poucas quadras, estão localizados outros três espaços da cidade dedicados à arte. Para ela, o cenário para a área em Curitiba é favorável, com novas produções, lugares e consumidores. Por isso, apostou.

“Claro, a gente faz tudo por amor à arte”, diz ela, que morou em Londres, onde estudou ilustração e começou a mexer com serigrafia. De volta ao Brasil, trabalhou na direção de filmes publicitários, mas cansou da capital paulista e resolveu voltar para a cidade natal. Aqui, continuou nos cursos livres, como desenho e figura humana no Mímesis Conexões Artísticas. No ano passado, vendia suas gravuras junto com Denise Roman em uma barraca na feira de antiguidades da Praça da Espanha. No contato e no retorno do público, vislumbrou que a produção artística de qualidade na cidade precisa ser mostrada de forma mais profissional. “Acima de tudo, acredito no meu olhar. E eu quero dividir isso com as pessoas”, salienta.

Na exposição que abre a galeria, ela reuniu obras de quatro de seus representados: Diego Cagnato, Jaime Silveira, Lidia Ueta e Samuel Dickow, cujos trabalhos dialogam entre a fotografia e a pintura realista. Os outros artistas que formam a Boiler são Gustavo Francesconi, Gabriele Gomes, Marilia Diaz, Thais Beltrame e Rony Belinho (leia mais sobre eles abaixo).

“A curadoria foi uma mistura de observação, contatos, amizades. E tem a ver com a linha que imaginei para a galeria, com trabalhos de arte contemporânea, mais voltada para a fotografia, que prezam pela técnica. Também tenho muito carinho pela gravura, acho que é uma arte acessível”, conta Lívia, que reuniu artistas com uma carreira consolidada (como Belinho e Marilia), com profissionais mais jovens.

Caminhada

Para formatar a Boiler, Lívia precisou ter um lado “nada artista”, sobretudo, para precificar as obras. “É uma responsabilidade chancelar artistas, e dizer para as pessoas que aquilo é bom e vai durar.” Sua ideia é vender obras com preço acessível (trabalhos de um mesmo artista podem sair com até R$ 3 mil de diferença), mas sem deixar de valorizar o lado artesanal da arte. Para movimentar o local, pretende realizar workshops e eventos que unam música e artes visuais. “É uma caminhada”, acredita.

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