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Iniciativa

Curitiba ganha um novo cineclube

Com palestra e debate sobre o filme Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel, Sesi inicia hoje sessões que ocorrerão semanalmente

Os idealizadores Paula (à esq.), Miguel e Ana Luiza: promoção de conhecimento |
Os idealizadores Paula (à esq.), Miguel e Ana Luiza: promoção de conhecimento
 
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A experiência do cineclube – apesar de crucial na formação de grandes cineastas – parece quase surreal em um tempo em que baixar filmes na internet, ou assistir a um longa-metragem sozinho em um equipamento que simula uma sala de cinema em casa é quase regra. O curador do projeto Cineclube Sesi, Miguel Haoni, quer ir contra essa lógica com a série de filmes que começam a ser exibidos hoje, às 19h30, na Sala Multiartes do Centro Cultural Sistema Fiep.

“Perdemos o contato humano nesse universo hostil. Tornar o conhecimento meu, e não nosso, tem consequências terríveis. O que nos interessa é propor outra forma de apreensão, uma construção coletiva do saber”, diz Haoni, que já tem uma experiência cineclubista vasta. Ele comandava um cineclube em Belém do Pará (está na capital paranaense há apenas cinco meses), foi presidente da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e integra o Coletivo Atalante, que faz trabalhos de arte-educação em Curitiba, além de ser acadêmico do curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Artes do Paraná (Fap).

O projeto é uma iniciativa integrada das áreas de Cultura e Educação do Sesi/PR, e terá parcerias com centros de língua da cidade, como o Instituto Cervantes, o primeiro nesta rodada de filmes (que estreia com a exibição de Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel, e a palestra Do Amor e da Morte: Buñuel e o Surrealismo). Inter Americano e Aliança Francesa são outras escolas convidadas – no mês que vem, o Cineclube Sesi fará um apanhado sobre a cinematografia francesa contemporânea.

O cineclube, entretanto, não é voltado apenas para estudantes das línguas, e qualquer pessoa da comunidade pode participar. Até o começo de agosto, pretende-se discutir com o público as várias fases de Buñuel, passando por produções realizadas pelo cineasta na França e no México. “Um professor das escolas parceiras sempre virá para debater os filmes, mas não será um ambiente de sala de aula”, salienta a gerência de educação do Sesi, Ana Luiza de Oliveira e Silva. A gerência de cultura da instituição, Paula França Tissot ressalta que parcerias com outros institutos de línguas estrangeiras, como o Goethe, serão firmadas ao longo do ano.

Escolhas

Para selecionar os filmes que farão parte do cineclube, Miguel Haoni tem como critério escolher títulos com o qual tenha uma “dívida.” “São filmes essenciais, fundamentais para mim, que têm um poder transformador. O fato de um cinéfilo estar envolvido nesse tipo de projeto sempre humaniza o trabalho, faz toda a diferença.” No total, 25 lugares estão disponíveis na sala, e é preciso realizar inscrição prévia pelo site para assistir aos filmes (veja serviço). Não inscritos também podem participar, e serão encaminhados para a sala por ordem de chegada. Todos os filmes têm legenda em português.

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