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Diversidade e clima familiar marcam a Quadra Cultural

O sambista Germano Mathias fechou o evento, que atraiu 10 mil pessoas ao São Francisco, de acordo com estimativas da organização

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A Quadra Cultural teve de tudo na estrutura montada na esquina das ruas Paula Gomes e Duque de Caxias, no Setor Histórico, no sábado (25), na capital paranaense.

Vídeo: saiba como foi a Quadra Cultural em Curitiba

A primeira atração, o espetáculo infantil Tabuleiro de Ritmos, promovido pela empresa de educação e cultura Parabolé, começou pouco depois das 11h30 com música regional e folclore. O público de algumas dezenas de crianças e suas famílias cresceu com a chegada de alguns grupos de jovens para o show do grupo curitibano Wandula, que se apresentou para cerca de 300 pessoas.

A musicista Edith de Camargo, vocalista do grupo, elogiou a presença de espírito da plateia, embora esta ainda fosse pequena no horário da apresentação. “Vimos crianças pulando em frente ao palco”, diz a cantora, acostumada a públicos formados sobretudo por adultos.

A bateria infanto-juvenil da escola de samba Embaixadores da Alegria, o Embaixadores do Amanhã, apresentou sua batucada no intervalo entre o show e a atração seguinte. Os garotos, todos moradores da periferia, foram convidados pelo idealizador do evento, Arlindo Ventura (o dono do bar O Torto, mais conhecido como Magrão), que quis incluir a cultura feita em bairros distantes em um evento do centro da cidade.

A mesma ideia levou às entradas do evento grupos de música de raiz — como um trio de choro que se apresentou na esquina da Rua Paula Gomes com a Trajano Reis. O pequeno comércio também foi integrado ao evento, com uma feirinha que teve de decoração a brechó infantil – incluindo um estande com os contos que estão sendo lançados pelo selo literário estreante Tulipas Negras, que distribuiu todos os 4 mil exemplares de pequenos livros que levou ao evento antes das 20 horas.

Um som mais pesado veio com a banda Confraria da Costa, que começou após as 14h30. O rock com requintes de “pirataria” – a identidade da banda – afastou a criançada do palco, e o público já era bem maior. Toda a área em frente ao palco, na Rua Duque de Caxias, lotou.

Durante a apresentação da banda Uh La Lá, que começou por volta das 15h30, o público aumentou consideralvelmente, chegando a cerca de 2,5 mil pessoas.

Em seguida, às 17 horas, passou pela Quadra a banda Klezmorim, que, conhecida pelas apresentações cativantes, causou euforia na plateia que ficou em frente ao palco. A ausência do clarinetista Marcelo Oliveira, que deixou o grupo, no entanto, foi sentida.

O grupo de samba Gente Boa da Melhor Qualidade, que tocou clássicos de compositores como Noel Rosa e Cartola, fez a penúltima apresentação, por volta das 18h30, e deu início ao clima festivo que foi mantido pelo sambista Germano Mathias, que começou a sua apresentação um pouco depois das 20 horas, depois de um longo agradecimento de Magrão a apoiadores e personalidades presentes no evento — incluindo o prefeito Luciano Ducci.

Brincalhão, Mathias interagiu o tempo todo com o público e apresentou seu repertório, todo baseado no samba sincopado — subgênero do qual diz ser o último representante.

Apesar da animação do clima de baile de gafieira que manteve o público dançando até o fim, mesmo sob a chuva fraca que começou a cair por volta das 21 horas, a programação se encerrou às 22 horas — horário “inegociável”, de acordo com Magrão, que queria um evento conviva em harmonia com a vizinhança.

Não à toa, depois do show de Mathias, a marchinha de carnaval "Bandeira Branca" foi cantada em homenagem ao grupo Garibaldis e Sacis, encerrando o evento.

A segurança particular que monitorou as entradas teve apoio da Guarda Municipal no entorno do evento. A Polícia Militar, que manteve uma viatura no local a partir do início da noite, não registrou ocorrências e não fez estimativa do público da Quadra Cultural.

Já a organização estima que 10 mil pessoas tenham circulado pelo evento, com pico de 6 mil pessoas na apresentação de Germano Mathias. A expectativa era atrair picos de 4 mil e circulação de 5 mil pessoas.

Já era dia quando Magrão deixou o evento. Por volta das 10 horas deste domingo, o idealizador da Quadra Cultural ainda ajudava a desmontar parte da estrutura.

CADERNO G |3:43

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