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Do Bosque do Papa ao Gato Preto

Festival de Teatro transformará diversos pontos da cidade em palco, incluindo praças, boates, um albergue e uma livraria

Peça que estará no Gato Preto foi apresentada em galeria comercial de São Paulo a partir de uma intervenção urbana. |
Peça que estará no Gato Preto foi apresentada em galeria comercial de São Paulo a partir de uma intervenção urbana.
 
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Já se imaginou assistindo a uma peça no bar Gato Preto/Pantera Negra? Ou passando seu sábado à noite num albergue, para depois correr para dentro dos Correios?São espaços que integram a grade do Fringe, a mostra paralela do Festival de Curitiba, que tem início no dia 26 de março.

A mostra principal do evento inclui locais inusitados como palco: o Bosque do Papa, que recebe a peça paulistana O Espelho, desenvolvida ao redor de uma mesa, e o Parque Barigüi, onde ocorre a abertura, com Homem Vertente, que será montado numa tenda onde funcionou o Parque de Diversões.

Mas é o Fringe que tradicionalmente ocupa locais curiosos. Este é o primeiro ano em que o bar “notívago” Gato Preto/Pantera Negra, na Rua Desembargador Ermelino de Leão, recebe um espetáculo, o paulistano Uma História Radicalmente Condensada da Vida Pós-Industrial. Espécie de intervenção urbana, a peça se passará em meio à atividade normal do estabelecimento, a partir de uma adaptação do livro Breves Entrevistas com Homens Hediondos, de David Foster Wallace.

A boate Cats também une arte e divulgação e apresenta O Mundo Maravilhoso de Cats Club, com direção de Treat Serpa. Outras casas noturnas que abrigam o Fringe são o Jokers Pub, o Ambiental Pub e bares que já apostam no gênero stand-up ao longo do ano.

Enquanto o albergue Curitiba Backpackers Hostel abriga a peça Você Não Me Disse Seu Nome – Questões Que Poderiam Ser, Hotel Fuck: Num Dia Quente a Maionese Pode Te Matar, apesar do nome, começa na calçada, após a chegada da trupe, de ônibus, e termina no experimental Espaço Cênico.

Auditórios que normalmente não apresentam peças entram na força tarefa do Fringe, como a Sala Londrina, no Memorial de Curitiba, onde a artista marroquina Layla Metssitane apresenta a interessante Temor e Tremor, em francês, com legendas em português. Tem ainda o Canal da Música, o auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer, e o auditório Carteiro Osvaldo Teixeira, na sede dos Correios.

Outros espaços culturais aderem à febre de teatro vivida pela cidade entre março e abril. A Livraria Cultura, no Shopping Curitiba, recebe peças em seu teatro Eva Herz, assim como o Centro Cultural Wanda dos Santos Mallmann, em Pinhais, e o auditório H. Spencer Lewis, da Ordem Rosa Cruz, no Bacacheri.

Por outro lado, a Caixa Cultural deixa de receber mostras especiais do Fringe para priorizar espetáculos de seus editais de fomento. O Paço da Liberdade, que em anos anteriores recebeu peças, assume o papel de núcleo de debates e workshops, além de sediar uma leitura dramática e a apresentação de trechos de ópera (em Highlights Ópera Popular).

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