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Flip 2013

Escritora franco-iraniana declara seu amor a Nabokov em português

Lila Azam Zanganeh falou sobre o prazer da leitura e lançou O Encantador, livro no qual faz entrevista ficcional com o escritor russo

 
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Aos 23 anos, Lila Azam Zanganeh já era professora na Universidade de Harvard. Nascida na França de pais iranianos, ela esteve uma única vez em seu país ancestral, quando ainda era bebê, e a Revolução Islâmica entrava em ebulição. Nunca mais voltou. Mas se diz muito ligada a sua origem persa, tão próxima quanto se sente da cultura francesa, na qual cresceu. O que não a impediu que arrumasse as malas e se mudasse para os Estados Unidos, onde hoje vive, na cidade de Nova York.

Uma das convidadas deste ano da Festa Literária Internacional de Paraty, Lila não se acanha diante do diverso, do outro. Tanto que fala vários idiomas, entre eles o português, língua que insisitiu em utilizar na mesa da qual participou ao lado do fliósofo e escritor carioca Francisco Bosco, filho do compositor João Bosco. O tema do debate: o prazer do texto.

Em busca do que ela chama de êxtase de produzir idéias, pensamentos e relatos, ela escreveu O Encantador, obra que mistura ficção e realidade, construída em torno não apenas da obra, mas do mito e do homem Vladimir Nabokov, seu autor favorito que, como ela, viveu e criou no exílio. Com o russo, Lila também tem em comum o fato de ter escolhido a língua inglesa como meio de expressão literária.

O livro, lançado no Brasil pela editora Alfaguara, trafega pelas histórias e chega ao extremo de colocar Lila frente a frente com seu ídolo em uma entrevista que nunca aconteceu, realizada no Lago de Cuomo, na Itália. Detalhe: a escritora tinha 10 meses quando o autor do clássico Lolita morreu. Mas não faz mal: a moça contou com as bênçãos do filho do romancista, que primeiro se assustou e depois de encantou com o resultado. “Ele ficou aterrorizado com o fato de que eu ter captado tão bem a essência dele.”

Apaixonada por São Paulo aonde tem vindo com frequência, Lila seduziu o público de sua conferência em Paraty. Sempre pedindo desculpas por seus erros em português, que não eram tantos assim, arrebatou a todos quando cantou “Trem das Onze”, de Adoniram Barbosa, uma de suas canções preferidas. Como em um passo de mágica, os volumes de seu O Encantador sumiram das prateleiras da Livraria da Flip nas horas que se seguiram a sua fala.

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