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Consolidado como o grande museu do estado, o MON quer ampliar a ação educativa em 2013 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Consolidado como o grande museu do estado, o MON quer ampliar a ação educativa em 2013| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo
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Destaques

Lembre de algumas exposições que marcaram os 10 anos do Museu Oscar Niemeyer:

2002 – As Três Graças. Performance da mineira Laura Lima. Moças nuas representaram a obra homônima do pintor Rafael.

2004 – Dadaísmo e Surrealismo. Primeira grande exposição internacional do MON. Estreou temporada brasileira em Curitiba.

2004 – Tomie Ohtake, na Trama Espiritual da Arte Brasileira. Trouxe obras da artista e de outros 50 nomes, como Tarsila do Amaral, Pancetti e Frida Kahlo.

2005 – Bispo do Rosário + 3. Obras de Bispo do Rosário, Raimundo Camilo, José Rufino e Efigênia Rolim.

2006 – Eternos Tesouros do Japão. Mostra que apresentou materiais do Museu de Arte Fuji, de Tóquio.

2007 – Revolver. Instalação de grande porte do estilista Jum Nakao.

2009 – Vik. Trabalhos do artista Vik Muniz, conhecido por fazer arte com materiais inusitados.

2011 – Dores da Colômbia. Obras do colombiano Fernando Botero, com curadoria do Museu Nacional da Colômbia.

2012 – Modigliani, Imagens de uma Vida. Quadros de Modigliani e de artistas que conviveram com ele no início do século 20.

Ser uma ampla galeria com opções diversas e interessantes, mas sem perder a função essencial de preservação e exibição de seu acervo. Essa é a linha de pensamento que predomina atualmente no Museu Oscar Niemeyer na hora de elaborar projetos para novas exposições. Desde a polêmica performance da mineira Laura Lima na inauguração do museu, em 22 de novembro de 2002, quando quatro moças nuas representaram ao vivo uma releitura da obra As Três Graças, de Rafael, o MON já realizou 207 mostras.

Para o 11.º ano, o MON contará com um conselho artístico para auxiliar nas escolhas e propostas. A comissão é formada por profissionais de áreas diversas (um artista, um filósofo, um arquiteto, uma museóloga, um escritor da área de arte e um representante da Secretaria de Estado da Cultura). "Era algo que o MON não tinha. Fizemos essa composição para ter uma visão mais aprofundada da arte", diz a diretora do museu, Estela Sandrini.

Além de ser um espaço consolidado na cidade, o MON conseguiu fazer com que Curitiba fosse incluída no calendário das grandes mostras internacionais de arte, além de ter a capacidade de abrigar com cuidado as obras de acervo. "Antes do MON, não fazíamos parte do processo das grandes exposições. Vinha, às vezes, um pedaço de alguma mostra para a Casa Andrade Muricy e só. O museu mudou esse panorama. É só observar o que tivemos neste ano aqui, como o Modigliani e o Degas [que está em cartaz]", salienta a diretora do Centro Cultural Teatro Guaíra e secretária estadual da Cultura em 2002, Mônica Rischbieter.

Um dos marcos expositivos do MON foi em 2004, quando ocorreu a inauguração nacional de Sonhando de Olhos Abertos. Dadaísmo e o Surrealismo, algo raro de acontecer fora do eixo Rio-São Paulo. Na ocasião, 274 obras do colecionador e marchand Arturo Schwarz foram trazidas para a capital paranaense, entre elas, trabalhos de Marcel Duchamp e Francisco Goya. No ano seguinte, a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), concedeu ao MON o prêmio de melhor exposição, que é até hoje a campeã de visitação: 50.657 pessoas em 47 dias, uma média de 1.077 visitantes diariamente.

Em 2006, Eternos Tesouros do Japão, proveniente do Museu de Arte Fuji, de Tóquio, também "deu o que falar". Principalmente por conta do cuidado que era necessário na visitação: a entrada no Olho, salão nobre do MON, era limitada e o visitante precisava tirar os sapatos para circular na mostra que retratava a história da civilização japonesa. "O trabalho para exposições deste porte leva tempo, muitas vezes anos", diz a ex-diretora do MON, Maristela Requião, que trouxe as duas mostras e teve a gestão marcada justamente pelo diálogo internacional. "Fazíamos de nove a 12 exposições a cada três meses. Foi algo inédito, às vezes tínhamos duas internacionais simultaneamente."

Oportunidade

Apesar de considerar o campo de trabalho restrito para as artes visuais em Curitiba, a curadora Consuelo Cornelsen, que realizou mostras como a do fotógrafo Martín Chambi, considerado o "poeta da luz", acredita que a abertura do museu possibilitou aos curadores a criação de trabalhos mais autorais. "O modelo de complexo em relação aos paulistas, principalmente, nunca me serviu. Nunca engoli a mania de trazer curadores e projetos copiados de fora. A ideia com o MON sempre foi de descentralizar a cultura, fazer acontecer."

2013

Para o início dos próximos 10 anos, o MON pretende acentuar a ação educativa, área forte no museu, além de tentar fechar o convênio com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), algo negociado durante 2012, para que exposições internacionais, como a dos impressionistas (em cartaz no Rio de Janeiro), venham a Curitiba. Ampliar o atendimento para a terceira idade, com agendamentos e visitas guiadas, é outro objetivo. Entre as mostras, estão previstas a da artista carioca Beatriz Milhazes, do escultor paranaense João Turin e do arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

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207 exposições foram realizadas no Museu Oscar Niemeyer ao longo de seus 10 anos de atividade. A mostra sobre artistas dadaístas e surrealistas, de 2004, lidera o recorde de visitação até hoje, com mais de 50 mil pessoas em pouco mais de um mês.

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