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TOPO

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DVD 1

Soul Kitchen

Alemanha, 2009. Direção de Faith Akin. Imovision. Classificação: 14 anos. Apenas para locação. Comédia.

A comédia Soul Kitchen (foto 1), do turco-alemão Faith Akin, queridinho da crítica internacional, foi um dos filmes mais divertidos e despretensiosos exibidos no Brasil no último ano. O longa, premiado com o Leão de Prata (Prêmio Especial do Júri) no Festival de Veneza em 2009, é mais leve que seus trabalhos anteriores, como Contra a Parede, vencedor do Festival de Berlim há alguns anos. Mas também guarda semelhanças com seus outros longas.

A trama gira em torno de dois irmãos de origem grega. Um deles (Adam Bousdoukos) toca um restaurante na periferia de Hamburgo – , o tal Soul Kitchen que nome ao longa – e namora uma jovem alemã rica, prestes a se mudar para a China, onde vai trabalhar como correspondente internacional. O outro (Moritz Bleibtreu, de O Grupo Baader Meinhoff) está saindo da prisão em regime semiaberto e precisa ter um vínculo empregatício. Então, recorre ao irmão que reluta, mais depois aceita ajudá-lo. Essa decisão lhe trará sérias consequências.

Por que assistir: Retrato contemporâneo de uma Ale­­ma­­nha multicultural, tema re­­corrente no cinema de Akin, Soul Kitchen tira muito de sua força do ótimo roteiro, cheio de reviravoltas hilárias, e do elenco, bastante inspirado. É o tipo do filme que gera empatia imediata no espectador. (PC)

Livro

Noites Egípcias e Outros Contos (foto 2)

Púchkin. Hedra. 156 págs. R$ 18. Contos.

Para compreender a literatura russa, além dr nomes clássicos como Tolstói, Dostoiévski e Che­­cov, é necessário entrar em con­­tato com a produção Aleksandr Serguêievitch Púchkin (1799-1837), não muito conhecidos dos leitores brasileiros e geralmente associado à sua obra mais popular, o romance Eugênio Oneguin.

Agora, a editora Hedra viabiliza um apanhado que dá uma noção geral da produção do autor que mesclou prosa e poesia em textos breves para tratar de questões que dizem respeito ao ser humano desde sempre, como morte e amor.

Por que ler: Em primeiro lugar, pelo prazer que é sorver a prosa incomum de Púchkin. Essa antologia contempla um pouco de toda a produção do autor, incluindo A Casinha Solitária na Ilha de Vassili, um dos primeiros contos fantásticos da literatura russa, e “Noites Egípcias”, um dos derradeiros momentos criativos do escritor.

Púchkin conseguiu costurar narrativas nas quais traça painéis históricos ao mesmo tempo em que apresenta uma visão de mundo irônica a respeito do sistema cultural de seu país de origem. (MRS)

CD

Backatown (foto 3)

Trombone Shorty. Universal. Preço médio: R$ 30. R&B.

“Supafunkrock”. Esse palavrão foi cunhado pelo próprio Troy Andrews, mais conhecido como Trombone Shorty, para definir o som que faz: uma mistura dosada de rock, soul, funk e hip hop. Em Backatown, seu mais recente trabalho – o primeiro a ganhar versão nacional –, o trombonista resgata também parte de sua infância em Nova Orleans, um dos berços do blues norte-americano: há a participação especial do ótimo pianista Allen Tous­­saint, veterano da música da re­­gião. Lenny Kre­­vitz é outro dos con­­vidados.

Em algumas das 14 faixas do disco, chega a ser impressionante as voltas musicais que Shorty dá. Solos de trombone ressoam em meio a guitarras distorcidas; batidas eletrônicas conversam com um suingue pra lá de tentador; e pitadas de jazz estão sempre presentes, principalmente na bateria entrecortada.

Por que ouvir: Andrews nasceu em meio a uma família musical de Nova Orleans – seu irmão mais velho, James ‘12’ Andrews, é um trompetista respeitado – e começou a tocar aos 5 anos. Em Backatown, seu melhor disco até agora, o trompetista faz um mix de suas referências musicais e cria uma mistura ao mesmo tempo explosiva e elegante. (CC)

DVD 2

O Profeta (foto 4)

França, 2009. Direção de Jacques Audiard. Classificação indicativa: 12 anos. Apenas para locação. Drama.

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes (2009), indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e do César, principal honraria do cinema francês, em nove categorias, O Profeta é uma obra perturbadora e hipnótica. Pode ser descrito, de certa forma, como um romance cinematográfico de formação – de um criminoso. No caso, de Ma­­lik, jovem de origem árabe que, para não morrer numa prisão francesa, se torna subalterno e protegido de uma gangue de chefões do crime organizado da Córsega, que cumprem pena na mesma instituição.

Interpretado por um brilhante Tahar Rahim – César de me­­lhor ator e de ator revelação –, Malik é retratado como um delinquente, pobre e excluído em de­­corrência de sua condição de imigrante, que aos poucos cresce e aparece. Vira cachorro grande da contravenção.

Preste atenção: De certa forma, o título O Pro­­feta ganha uma conotação algo irônica, já que o filme não discorre sobre religião alguma. O protagonista parece anunciar um novo tipo de criminoso, gerado em uma sociedade hoje multicultural, mas ainda incapaz de lidar plenamente com a alteridade e suas consequências. Moderno e original, é um filmaço. (PC)

Blog

Lady’s Comics (foto 5)

http://ladyscomics.com

Esse é para as fãs de quadrinhos: com o lema “HQ não é só para o seu namorado”, uma baiana, uma catarinense e uma mineira mantêm o blog Lady’s Comics, dedicado às tantas mulheres envolvidas na criação. Tanto personagens femininas quanto autoras e desenhistas viram assunto do trio.

Num post recente, por exemplo, o blog apresenta o trabalho da ilustradora francesa Veronique, feito com canetas esferográficas e lápis de cor vibrantes, e influenciado por anos de atuação na indústria de games. Em outro, publica entrevista com a quadrinista Rafaella Ryon, paraibana de 27 anos que mereceu uma menção honrosa no 3º International Manga Award. No começo do mês, as meninas abriram uma exceção significativa para falar de Laerte, em reconhecimento à “sensibilidade tremenda [de] querer entender o comportamento feminino”.

Por trás dessa atenção rara à faceta feminina dos quadrinhos, está a jornalista baiana Mariamma Fonseca, fã de Mafalda e Macanudo; a designer catarinense Samanta Coan, com pendor para histórias de horror e mangás; e a quadrinista Luciana Cafaggi, autora das tiras “Los Pantozelos“ e irmã do também quadrinista Vitor Cafaggi – que se inspirou nela para desenhar a Mary Jane criança das suas tiras Puny Parker (punyparker.blogspot.com).

Por que acessar: As HQs são cada vez menos um reduto masculino, mas a falta de informação sobre quadrinistas mulheres continua. De sua parte, as meninas do Lady’s Comics estão por dentro desse universo criativo e partilham impressões e descobertas, em posts bem ilustrados. (LR)

Revista

Zupi Arte Magazine (foto 6)

Ano 5, ed. 19, 104 págs., R$ 14. Zupi Design e Editora Ltda. www.zupi.com.br

A revista paulistana Zupi é uma publicação criada para artistas e designers. Tem o conteúdo que eles querem ver: pouco texto e muitas imagens, impressão em cores e papel cuchê, para gerar inspiração e debates. A edição 19 tem como principais destaques a obra do artista de rua norte-americano James “Chip” Thomas, morador da reserva indígena de Navarro, localizada entre os estados do Arizona, Novo México e Utah. Médico e fotógrafo autodidata, ele espalha pela região belas imagens em tamanha ampliado que retratam a cultura local em preto e branco. Há ainda os grafites em 3D do alemão Daim, que dá entrevista à publicação, expostas nas ruas e galerias de seu país; o brasileiríssimo trabalho do paulistano Spetto, com traços marcados pela xilogravura nordestina; e as obras do artista multimídia Alexandre Orion, que chama atenção por suas conceituais intervenções urbanas.

Por que ler: Pelo acesso à uma grande quantidade de imagens de trabalhos de arte feitos nas ruas, complementadas por pequenas entrevistas e perfis dos artistas, principalmente, brasileiros, e pela possibilidade de qualquer artista ou designer enviar trabalhos para serem publicados pela revista, acesso que vai de acordo com os princípios democráticos da arte de rua. (AV)

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