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‘John Wick’ é o melhor filme já feito baseado em um videogame

“John Wick - Um Novo Dia Para Matar” tem moedas mágicas, capangas, chefões de fase e missões que ficam mais difíceis à medida que o fim se aproxima. É um filme com espírito de videogame

John Wick: Personagem de videogame | Divulgação
John Wick: Personagem de videogame Divulgação
 
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Até hoje, todos os filmes que se inspiraram em jogos de videogames fracassaram artisticamente e comercialmente. Não adiantou gastar milhões, contratar astros do cinema, diretores consagrados. A lista é longa: Tomb Raider, com Angelina Jolie e Daniel Craig; Resident Evil, com Milla Jovovich; Assassin’s Creed, com o duas vezes indicado ao Oscar Michael Fassbender; Street Fighter, com Jean Claude Van Damme e Raul Julia; Mortal Kombat, com Christopher Lambert.

No entanto, onde todos esses filmes fracassaram John Wick foi bem-sucedido. A diferença é que o filme protagonizado por Keanu Reeves não é inspirado em um título específico. A grande sacada do diretor Chad Stahelski foi usar o espírito dos videogames como condutor da história, do visual e da ação.

Quem jogou “Streets of Rage”, famoso jogo para MegaDrive dos anos 1990, vai notar várias semelhanças. Não existe uma história detalhada para John Wick, assim como nos videogames. Tudo é explicado superficialmente. Em “Streets of Rage”, um gangster toma conta da cidade e três policiais precisam enfrentar vários bandidos comuns e chefes de fase até chegar ao chefão.

John Wick sustenta-se sobre um fio de roteiro. Uns gangsteres invadem a casa do personagem principal, matam seu cachorro (de extrema importância sentimental) e roubam seu carro. A partir daí o filme se desenvolve como em um videogame. John Wick surra uma porção de capangas em espécies de pequenas missões até chegar aos “chefes de fase”, os principais inimigos. É uma mistura de GTA com os beat’n’up dos fliperamas dos anos 90.

Tanto no primeiro John Wick como em “John Wick – Um Novo Dia Para Matar”, que estreou esta semana nos cinemas, as referências aos games estão em toda parte. Os assassinos pagam suas despesas com uma moeda quase mágica. Ela cobre todo tipo de gasto, seja um simples drink ou uma metralhadora. Dinâmica semelhante acontece nos videogames.

Outro aspecto do filme que parece ter sido retirado diretamente da mecânica dos jogos eletrônicos é o Hotel Continental. O local funciona como uma ONU dos assassinos, onde nenhum ataque pode ser realizado. Entretanto ali podem ser adquiridas armas e todo tipo de acessório para auxiliar nas lutas. Nos videogames, há telas assim, que uma vez acionadas dão a oportunidade de gastar o “dinheiro” acumulado em itens como armamentos e armaduras.

Um dos itens que John compra, aliás, é um terno à prova de balas, que lhe dá a chance de enfrentar dezenas de capangas, ser alvejado e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Como qualquer bom videogame.

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