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Joia do urbanismo popular é cheia de vida e tem “refri”

  • Sandro Moser
Futura CIC: inauguração da primeira Cohab do Paraná, em 1966, com presença do Mal. Castelo Branco. |
Futura CIC: inauguração da primeira Cohab do Paraná, em 1966, com presença do Mal. Castelo Branco.
 
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A Cidade Industrial de Curitiba é oficialmente um dos bairros da capital. Quem conhece a área, porém, não exagera ao dizer que a CIC é um município à parte. Criada nas pranchetas do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) na década de 1970, o bairro é composto por vilas operárias que abastecem de mão de obra as indústrias que se instalaram na área desde então.

É o bairro mais extenso e um dos mais densos da cidade (cerca de 10% da população curitibana vive na CIC). Dentre as inúmeras comunidades que a compõem, a fundamental é a Vila Nossa Senhora da Luz. Uma joia do urbanismo popular curitibano em cuja borda sul fica o Dom Capone Pizza Rock.

Projetada pelo arquiteto Alfred Willer, a Vila foi a primeira Cohab do estado, e parte do projeto de desfavelização das grandes cidades promovido pela ditadura militar.

No entanto, o que a difere de milhares de outros conjuntos habitacionais do país é sua arquitetura peculiar: ruas estreitas, treze pracinhas cheias de vida, 2,6 mil casas, algumas com sótãos de madeira. Pequenos cuidados tornam a Vila Nossa Senhora da Luz uma região cheia de vida, querido e defendido por seus moradores.

Nascido no conjunto Oswaldo Cruz I, parte do “núcleo histórico da CIC”, Vagner Capone disse que não troca a área onde nasceu “por nada no mundo”. “Vivo isto aqui intensamente. É a minha casa, meu quintal e é aqui que eu quero viver e trabalhar.”

Capone chegou a receber uma proposta para remontar o bar em um bairro “mais nobre”, o Água Verde. “Ele achava que a estrutura estava boa demais para funcionar na CIC. Respondi com educação que ‘não mesmo’”, lembra.

O empresário disse que toma cuidados para respeitar o perfil do seu público, composto na maioria por trabalhadores. “Coisa simples como barganhar preços de cerveja, vender refrigerantes dois litros para a toda a família”, aponta.

“Minha maior alegria é ver a família típica do bairro, para gente simples vir aqui comer, ver um show, tomar uma cerveja a preço honesto.

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