Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Literatura

Fechar
PUBLICIDADE

literatura

Livro mostra como o maior roubo a um museu no Brasil foi ignorado

Em “A arte do descaso”, jornalista Cristina Tardáguila revela que a polícia não se interessou em investigar o roubo de mais de US$ 10 milhões em obras de arte

  • rio de janeiro
 
0 0 COMENTE! [0]
TOPO
“O grito”, de Edvard Munch, roubado em 1994 em Oslo. | Divulgação
“O grito”, de Edvard Munch, roubado em 1994 em Oslo. Divulgação

Na tarde do dia 24 de fevereiro de 2006, uma sexta-feira, o Bloco das Carmelitas arrastava milhares de foliões pelas ruas de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, quando quatro homens realizaram, no mesmo bairro, o maior roubo a museu da história do Brasil.

Após render os três seguranças e um funcionário do Museu Chácara do Céu, além de cinco visitantes, o grupo levou quatro quadros de Claude Monet, Henri Matisse, Pablo Picasso e Salvador Dalí, avaliados em mais de US$ 10 milhões. Um livro de gravuras de Picasso também foi levado.

Nos últimos cinco anos, a jornalista Cristina Tardáguila se debruçou sobre o caso. Revisou todos os passos da investigação, conversou com especialistas estrangeiros em roubo de arte e descobriu que a principal barreira para que o crime fosse solucionado foi a falta de interesse das instituições brasileiras.

Em “A arte do descaso” (Intrínseca), Cristina mostra que pistas importantes nunca foram investigadas e procedimentos foram ignorados pela Polícia Federal.

Por exemplo: três dos visitantes mantidos reféns nunca foram interrogados e a análise das digitais colhidas na cena do crime jamais foi incluída no inquérito, que continua em aberto.

Um outro roubo à instituição ocorrido em 1989, quando o mesmo Picasso foi levado e depois recuperado, também foi ignorado.

“Ao ler o inquérito, percebi que a maior dificuldade do caso era institucional. A mesma delegacia que investiga crimes contra o patrimônio cultural também é responsável por crimes ambientais. Já o Ministério Público Federal esperava que eu viesse com as respostas”, lembra Cristina.

Siga a Gazeta do Povo e acompanhe mais novidades

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Caderno G

PUBLICIDADE
Acompanhe a Gazeta do Povo nas redes sociais