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LITERATURA

Novo romance mostra face obscura de Curitiba

Livro Dias Nublados, segunda parte da “trilogia da geada” de Luiz Felipe Leprevost será lançado nesta sexta (11) na Livraria Arte & Letra

  • Sandro Moser
Narrador  do novo livro de Leprevost vaga pela cidade. |
Narrador do novo livro de Leprevost vaga pela cidade.
 
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Em seu novo romance, “Dias Nublados”, o escritor Luiz Felipe Leprevost cria um narrador andarilho que percorre Curitiba em busca de um passado que lhe deixou marcas profundas. O livro é a segunda parte de sua trilogia da geada que começou com “E Se Contorce Como Um Dragãozinho Ferido” de 2012.

Se no primeiro livro havia um embate dicotômico entre calor e frio, Rio de Janeiro e Curitiba, neste Dias Nublados há um mergulho radical e sem volta, sem possibilidade de fuga, no frio, na umidade.

“Se antes houve o exílio e o retorno, agora há o enraizamento sufocante, a permanência, o giragirar e a volta sempre ao mesmo ponto”, explica. O terceiro livro da série, ainda sem nome, já está sendo escrito.

Em Dias Nublado, o texto de Leprevost “realmente se mexe e caminha e muda conforme o narrador erra pela cidade”.

“Curitiba aparece em meu trabalho desde o meu primeiro livro de contos. Com o tempo sua presença foi se impondo de modo mais intenso, é verdade. Acredito que tem a ver com aquela necessidade que os escritores têm de construir seu universo mítico de ação, algo que é sem fim mas tem certos territórios demarcados”.

Ele lembra que para até tentou criar um lugar chamado Singélida em seus primeiros escritos. ”Seria minha Macondo, meu Yoknapatawpha. Depois pensei, que bobagem, e voltei pra casa”, se diverte.

O escritor ressalta, no entanto, que não é apenas a paisagem urbana e o tempo que interferem nas ações e na linguagem do romance.

“É preciso observar, porém, que há uma série de transformações internas, subjetivas, emocionais e de memória (o que implica em deslocamentos temporais) que acontecem com este sujeito, e isso também afeta o texto”,conta.

A cidade literária de Leprevost é fria, escura, lamacenta, repleta de figuras solitárias como o narrador que é um construtor de móveis. Sonhos se misturam com cenas do passado, com a morte enquanto a narrativa vai montando seu mosaico de peças do presente e do passado.

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