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Romance mistura o amor às bandas de “Alta Fidelidade” com “De Volta para o Futuro”

Livro de estreia de Mo Daviau conta a história de um homem que volta no tempo para assistir às apresentações de seus grupos prediletos.

  • Agência O Globo
A escritora Mo Daviau: obcecada por viagens no tempo e música indie. | Jon Bolden/Divulgação
A escritora Mo Daviau: obcecada por viagens no tempo e música indie. Jon Bolden/Divulgação
 
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Com referências ao indie rock, “30 e poucos anos e uma máquina do tempo” fala a quem viveu os anos 1990. No livro, a autora americana narra a saga de Karl Bender, um loser, dono de bar e amante de música que busca algum sentido para a vida. Isso ele vai encontrar junto a uma máquina do tempo escondida no fundo de seu armário. Com ela, Karl resolve voltar para ver os shows de suas bandas preferidas, desencadeando uma jornada de autoconhecimento e de passeio pela História.

Como surgiu esse livro?

“30 e poucos anos e uma máquina do tempo” combina duas das minhas obsessões: viagens no tempo e o indie rock dos anos 1990. Eu comecei a escrever em 2010, numa noite em que estava me sentindo mal com a minha vida e as minhas escolhas. Pensei que talvez pudesse dobrar a conexão espaço-temporal ao tocar nas alturas “Sally wants”, da banda Henry’s Dress, o que me faria voltar para 1995 e tomar decisões diferentes. Isso, é claro, não aconteceu, mas pelo menos comecei o livro.

Você ficou com medo de restringir o público do livro a fãs de indie rock?

Não. Sou fã de bandas das quais quase ninguém ouviu falar desde que eu tenho 11 anos. É minha segunda natureza. Meu editor e eu queríamos ter a certeza de que o conteúdo emocional do livro ressoaria até para quem não conhece aquelas bandas. Pelo que ouvi até agora, acho que consegui.

Além de já ter trabalhado como bibliotecária e vendedora de livros, você foi DJ na rádio da faculdade. Como essas experiências a ajudaram a escrever?

Passei minha infância esperando e me preparando para ser DJ em uma rádio universitária. Sério, era meu grande sonho quando criança. Eu amei poder controlar uma estação de rádio, descobrir novas bandas e tocá-las. Acho que esse senso de descoberta e conexão com a nova música foi definitivamente levado para o livro. Há uma letra do Arcade Fire, “the music divides us into tribes” (“a música nos divide em tribos”), que também evidencia o elemento tribal do gosto musical. Karl e Lena (par romântico do protagonista) definitivamente acham que estão no mesmo grupo.

Seu livro mescla elementos de fantasia e ficção científica com eventos reais da História. Como foi a pesquisa?

Não pesquisei muito. Pedi a físicos que eu conheço para me ajudar com essa coisa de viagem do tempo, e chequei muitas datas de turnês na rede. Foi isso.

Se você pudesse voltar no tempo e ver uma banda ao vivo, qual seria?

Minha pergunta favorita! Adoraria ver o primeiro show da carreira do R.E.M., em Athens, na Georgia, em 1980. Ou o show dos Rolling Stones em 1969, em que Janis Joplin e Tina Turner cantaram juntas.

Você tem experiência com stand-up comedy. Como isso influenciou sua escrita?

Meus primeiros rascunhos eram muito cheios de diálogos por causa disso. Costumo escrever imaginando uma longa cena improvisada.

Quais são os seus próximos projetos?

Outro romance, que está quase pronto. Se eu fizer direito, será o livro mais hilário sobre sobreviver a uma relação abusiva que você já leu.

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